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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Os serviços mínimos do costume

imagem retirada de zerozero
Começa a ser um hábito ver este Futebol Clube do Porto a ter de sofrer bastante para vencer. E o problema mais latente até que nem é o começar a partida a perder por uma bola a zero como sucedeu – mais uma vez! – hoje. É antes o dar-se a volta ao marcador, colocar-se em vantagem e não se conseguir controlar o jogo mesmo tendo em campo melhores unidades do que a equipa adversária.

Este tem sido um problema recorrente. Especialmente – repito – quando os azuis e brancos defrontam uma equipa organizada. Podemos dizer que a problemática passa, em parte, pela escassez de opções no plantel portista dado que o único jogador com capacidade para “colocar a bola no congelador” é Oliver Torres (e este até que nem está - novamente - na sua melhor fase), mas estou e crer que a ideia de jogo que Sérgio Conceição escolhe para os jogos do nosso campeonato colocam, algumas vezes, a vitória em risco. Digo isto porque hoje Sérgio fez as substituições que se exigiam numa partida que estava a ficar complicada. Com a equipa de Vila do Conde a não desistia de tentar o empate a dois, ter-se feito entrar Óliver e mudado o esquema táctico para um 4x3x3 mais racional e de posse com as entradas de Adrian López e Hernâni foi a melhor coisa que Sérgio conceição poderia ter feito. Contudo, a meu ver, tal é um reconhecimento de que esta coisa do “todos para cima deles até à exaustão” é um tremendo exagero. A equipa portista parece estar “estourada” em termos físicos e ainda nem chegamos a meio da época.

Contudo o mais importante foi alcançado. Com esta vitória de hoje, o FC Porto iguala o seu recorde de 15 vitórias seguidas! É um feito que merece ser destacado e cujo mérito é de Sérgio Conceição, equipa técnica e actual plantel. Já endeusar e bajular o dito até á exaustão é que não deve ser até porque é sempre perigoso criar-se a ilusão de que tudo está bem quando todos sabemos que ainda há muito campeonato para se disputar.

Segue-se agora um jogo treino no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”. A importância do dito é relativa porque a mais mentirosa competição de futebol do nosso país não merece senão o desprezo total do comum dos adeptos, contudo este poderá vir a ser importante dado que as paragens do Natal costumam fazer mossa no Dragão. A ver vamos o que vai acontecer.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. O espelho da exibição do FC Porto diante do Rio Ave FC. Muita força, pouca técnica e muito querer, a fórmula que permitiu aos Dragões vencer hoje e manter-se na liderança isolada da Liga NOS. Não tivesse Marega tido aquela arrancada e entrado em força na linha defensiva vila-condense e muito dificilmente os portistas teriam vencido hoje. Daí o este ser, para mim, o MVP desta +partida.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Arbitragem bem conseguida de Tiago Martins, sem ceder a fitas dos jogadores ou a pressão vinda de fora. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

Positivo: As substituições de Sérgio. Já aqui o disse e volto a repetir que o factor positivo deste jogo foi a capacidade do treinador do FC Porto em perceber que o seu sistema do “tudo para a frente” nem sempre é solução.

Negativo: Correr até à exaustão. Correr feito doido até que pode fazer o gosto de muitos adeptos, mas é irrealista e apenas gera vitórias sofridas como as de hoje. A rever até porque ainda há muito jogo para se disputar até à tão querida renovação do título de campeão.

Artigo publicado no bolg o gato no telhado (23/12/2018)

domingo, 23 de dezembro de 2018

Navio de certezas, barco de dúvidas

A uma hora pouco habitual, mas muito convidativa, FC Porto e Rio Ave abrem o pano para um domingo recheado de emoção na Liga NOS. Os seis primeiros (à partida para a jornada) defrontam-se e, no Dragão, há duas equipas em estado de espírito diferente.

De um lado, o pujante FC Porto. A todo o vapor desde a derrota na Luz, a equipa de Sérgio Conceição chega à quadra natalícia a respirar saúde e sucesso nas várias frentes e dá a sensação de ser imparável por esta altura.

Mesmo com as recentes lesões de Otávio e Danilo, mesmo com os quatro jogos seguidos a sofrer e a necessidade de reviravolta em vários deles, a turma azul e branca apresenta-se num momento soberbo e em que tem tudo a favor, seja na multiplicidade de opções, seja no vício inesgotável de vencer, que a pode catapultar para o recorde de vitórias seguidas na história do clube.

Do outro lado, o incerto Rio Ave. Incerto porque o bom arranque deu excelentes indicadores que os últimos jogos esfriaram, incerto também por toda a questão em torno de José Gomes, que culminou na saída este sábado para o Reading.

Incerto, pois claro, porque não é assim tão líquida a certeza sobre a equipa que Augusto Gama vai apresentar, até pela questão dos vários ausentes para este jogo. Incerto pode também significar surpresa e imprevisibilidade.
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Regresso da tranquilidade em dia de “discos pedidos”

imagem retirada de zerozero
Comecemos pelos “discos pedidos” antes de entramos no FC Porto 5 x Rio Ave FC 0 da 23.º jornada da Liga NOS. Na minha opinião fica mal a Sérgio Conceição (SC) deixar-se levar pela “letra” dos adeptos. Ao voltar a colocar José Sá no banco de suplentes, SC atendeu ao pedido de muitos adeptos que viram em José Sá a única e exclusiva razão pela qual os Dragões sofreram aquela que ficou na história como a maior derrota caseira do clube nas competições europeias. E SC fez mal ao ter seguido a “massa” porque quem tiver visto o 5 a 0 da passada quarta-feira a favor do Liverpool com olhos de ver e dois dedos de testa facilmente percebe que se tivesse sido Iker Casillas o guarda-redes desta fatal partida, o resultado final teria sido de 4 a 0 a favor da equipa inglesa. SC meteu “água” diante do Liverpool dado que não soube, de forma alguma, preparar a sua equipa para fazer face a um Liverpool FC que sabia muito bem como “dar a volta” ao Futebol Clube do Porto. Ao ter aceitado as exigências dos “exigentes” adeptos, SC perdeu, em definitivo, mais um elemento de um plantel que é curto por mera opção. A ver vamos se porventura esta coisa dos “discos pedidos” se fica por aqui ou se vamos ter mais disto lá para a frente sempre que alguma coisa corra mal. Passemos então ao jogo de hoje.

Que dizer de um jogo normal onde o habitual sistema de jogo portista acabou pro ser mais forte do que a audácia ofensiva da equipa vila-condense? Pouco. Muito pouco. O que há para dizer é que o Rio Ave não mereceu ter perdido por tantos golos se bem que a equipa de Miguel Cardoso tenha tentado fazer aquilo que não se deve fazer diante da equipa “corre-corre até à exaustão” de SC. Especialmente nos lances de bola parada como os cantos. E foi por muito por causa desta insensatez que os azuis e brancos conseguiram vencer hoje. Claro que há que dizer que os atletas do Rio Ave FC têm muita vontade de fazer, mas já a capacidade para o fazer é outra história. Parece-me que a de Vila do Conde ficou um tudo ou nada abalada pela polémica dos jogos comprados… Polémica esta dal qual mais ninguém ousou falar depois de o SL Benfica ter sido “apanhado” no meio da dita.

Penso que teria sido um tudo ou nada importante que hoje a equipa de SC tivesse “tirado um pouco o pé do acelerador”. Espacialmente tendo em consideração que na próxima quarta-feira há que disputar a segunda parte de um jogo que a equipa portista está a perder ao intervalo. Mas pedir a esta equipa que faça gestão de esforço é o mesmo que pedir a um penedo que saia do caminho. Parece que este FC Porto não sabe fazer outra coisa senão correr até à exaustão. Nunca ouviram falar de posse de bola e de se juntar linhas para se retirar espaço de manobra ao adversário?

E já agora, Diogo Dalot na posição de defesa lateral esquerdo? Não me lixem o juízo!

Mas pronto, o mais importante esta feito. Em princípio o choque da Champions não afectou a equipa que mostrou que continua focada naquilo que é o objectivo principal da época: conquista do campeonato. Espero que tal se mantenha assim numa fase que está longe de ser fácil no que ao calendário competitivo diz respeito.

MVP (Most Valuable Player): Maxi Pereira. “Velhos são os trapos” e Maxi é a prova disto mesmo. O defesa lateral direito uruguaio deu sempre tudo o que tinha e não tinha ao Futebol Clube do Porto mesmo quando já tinhas as “pilhas gastas” Excelente a fazer todo o corredor lateral direito defensivo e ofensivo da equipa portista.

Chave do Jogo: Esta apareceu na partida com o golo de Marcelo na própria baliza. A partir do minuto 34´ ficou definido que a haver um vencedor este seria o Futebol Clube do Porto.

Arbitragem: Lance duvidoso aos 14 minutos quando Tarantini faz falta sobre Soares à entrada da área. Talvez pudesse ter sido mostrado o vermelho directo ao médio do Rio Ave. Tirando isto até que se pode dizer Carlos Xistra fez um bom trabalho. E há que realçar a primeira vez que o VAR decide (e bem) um lance duvidoso a favor do FC Porto!

Positivo: Seguir em frente. Depois da copiosa derrota caseira diante do Liverpool não há nada como golear o adversário quês e segue. Melhor forma de se recuperar a moral do que está é impossível.

Negativo: Correr, correr e correr. A vencer por três bolas a zero é perfeitamente descabido continuar-se a correr como se a partida estivesse empatada a zero. Um campeonato é uma maratona e não uma prova dos cem metros. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/02/2018)

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Reagir para voltar ao topo

Foi derrota pesada. Foi uma exibição fraca, mas domingo é para reagir. Ainda que mais acalorado, terá sido um discurso semelhante a este que Sérgio Conceição teve para com os seus jogadores após a derrota da passada quarta-feira frente ao Liverpool, nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Certamente que o chip de todos os jogadores do FC Porto já mudou para a Liga e a vontade será de lavar a face perante os seus adeptos e voltar a ter uma exibição dominante na defesa da liderança da Liga NOS. Ainda assim, o adversário não é uma equipa qualquer, é o 5º classificado do campeonato e é uma equipa que vem de uma vitória expressiva na última jornada.

Baixas importantes

Com o acumular dos jogos começam a aparecer os problemas físicos no FC Porto. Marcano vai regressar e tudo aponta que será titular, mas outros três jogadores importantes para Sérgio Conceição não vão ter a mesma sorte. Aboubakar, Danilo e Ricardo Pereira vão ficar de fora e não se pode negar que são três peças com peso no xadrez que o jogo do dragão.

Será também interessante ver dois estilos de jogo diferentes em confronto este domingo. De um lado um Rio Ave que aposta na posse de bola, na construção apoiada e num jogo de evolução paciente para o ataque. Do outro está a equipa mais vertical do campeonato, o FC Porto. Uma equipa que aposta na capacidade física, nos ataques objetivos. Um confronto de ideias e será certamente interessante.

Depois da vitória do Benfica a equipa portista terá no seu reduto a possibilidade de fazer uma espécie de dois em um. Reagir ao jogo com o Liverpool e voltar ao topo da classificação, mostrando que está totalmente focada no campeonato.
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Artigo publicado no site zerozero

sábado, 30 de dezembro de 2017

Mais uma expressão da fome de títulos?

É sobre o FC Porto que recaem todas as atenções sobre este jogo, um dos que fecha a fase de grupos da Taça CTT e que ajudará a definir o último tripulante da viagem a Braga, onde quatro equipas disputarão a conquista do troféu.

O clube portista nunca conseguiu ganhar a Taça da Liga, mas nota-se um discurso diferente do adotado nas 10 edições anteriores e, sobretudo, uma seriedade que não se compara na abordagem aos jogos. Até houve empate frente ao Leixões em casa, mas a partida seguinte contra o Rio Ave foi bastante demonstrativa da ambição azul e branca.

Um cunho que tem grande influência de Sérgio Conceição. O treinador portista tem sido implacável na vontade de devolver títulos ao clube e o caminho escolhido é o de não fazer distinção entre provas, o que se reflete nas suas escolhas e também na atitude dos jogadores em campo.

O Paços de Ferreira terá uma tarefa muito mais complicada, pois precisa de ganhar por pelo menos dois golos e esperar que o Rio Ave vença o Leixões, mas não o faça por maior diferença. Ainda assim, a matemática diz que é possível, pelo que enquanto há vida...
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Retirado de zerozero

NOTA: "A alegada investigação à partida entre Rio Ave e Benfica terá começado após testemunhas inquiridas pela PJ do Porto terem dado conta de que, em Abril de 2016, na temporada 2015/16, empresários ligados ao Benfica, supostamente enviados pelo clube da Luz, teriam abordados os mesmos quatro jogadores, para propiciarem a vitória dos encarnados. O Benfica ganharia o jogo, por 1-0.".

Notícia na íntegra aqui (até a apagarem como é costume sempre que o Benfica aparece associado a estas coisas da corrupção).

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Pensamento da Semana; Desvios


Uma pessoa até fica emocionada ao ver a rapidez e o espaço concedido nas primeiras páginas dos cartilheiros lampiões corruptos...ao único "escândalo" que eles conhecem nos últimos tempos...é de qualquer pessoa ficar com os cabelos em pé...ao ver tamanho carácter e integridade desta gentinha...foi a coisa mais grave que eles souberam nos últimos tempos...mas como digo há muito...é aqui que se vê a culpabilidade desta gentinha toda...este polvo pidesco corrupto mafioso...que continuem assim...

In SOU PORTISTA COM MUITO ORGULHO

Escusado será dizer que assino por baixo.

Nada como “empolar” ao máximo a situação do Rio Ave FC que está sob investigação para se desviar as atenções do óbvio. 

E resulta! A Imprensa Desportiva e Generalista marginalizou por completo a pouca-vergonha que é o IPDJ e a crassa e manifesta incompetência do actual Sr. Secretário de Estado do Desporto e da Juventude que continua a “assobiar para o lado” no que às claques ilegais do Benfica diz respeito.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Disparar em todas as frentes?

Por agora, e depois dos primeiros meses da temporada, apenas esta Taça da Ligaconta com um balanço algo negativo na perspetiva do FC Porto. Os dragões empataram em casa com o Leixões na primeira jornada e recebem agora o Rio Ave num duelo que muito poderá dizer sobre a equipa que seguirá em frente.

Clara oportunidade para os dois treinadores darem minutos aos jogadores menos utilizados, este duelo colocará frente a frente, ainda assim, duas equipas que têm dado quase sempre boas indicações, e não apenas com o núcleo-duro em campo. Com mais ou menos mudanças, podemos esperar futebol de qualidade no Estádio do Dragão.

No plano teórico, o Rio Ave é, a par do FC Porto, o mais forte candidato à final four a partir deste grupo D, embora o Leixões, que soma já quatro pontos, não seja de ignorar. Mesmo tendo em conta a ameaça leixonense, portistas e rioavistas têm consciência da importância do duelo desta quinta-feira na luta pelo apuramento.

Rodar muito ou manter a espinha?

Tendo em conta o número de competições em que o FC Porto está envolvido, Sérgio Conceição estará com certeza tentado a rodar a equipa, mas o técnico não parece fã de revoluções.

O duelo com o Leixões contou com significativas mudanças do lado portista, sim, mas já nesse duelo a aposta residiu em jogadores do plantel principal, com uma única exceção: Galeno. Agora, com um adversário mais exigente e sabendo que já perdeu pontos, o FC Porto poderá ser ainda mais conservador.

Também do lado do Rio Ave, e tendo em conta o nível do adversário, parece improvável que a revolução seja total, prevendo-se apenas uma ou outra alteração, seja por necessidade (Marcelo e Lionn estão indisponíveis) ou por opção de Miguel Cardoso. Já o encontro com o Paços de Ferreira, nesta mesma prova, contou com umRio Ave próximo da máxima força.

Depois de ter afastado o Benfica na Taça de Portugal, conseguirá o Rio Ave nova gracinha frente a um grande, agora na Taça da Liga?
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Retirado de zerozero

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A história da eficácia

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Admito que sou dos que acha que muito mais importante do que jogar bem, é vencer a partida contudo existe um pequeno – mas muito importante – pormenor que faz com que eu olhe para o jogo de Vila do conde e não afirme tal com a mesma convicção de outros tempos. É que uma coisa é ver o Futebol Clube do Porto a jogar feio mas a vencer porque apesar de tudo o seu adversário também não jogou nada (ou não fez bada por isto). Outra coisa bem diferente é ver o Futebol Clube do Porto a jogar mal e vencer o desafio diante de uma equipa que jogou bem, porque teve aquela pontinha de “eficácia” (entenda-se sorte) num determinado lance.

Ora o FC Porto que eu vi hoje foi, precisamente, o que jogou mal mas que acabou por vencer por causa da tal de “eficácia”. E quando tal sucede tenho de confessar que não me agrada porque já começam a ser vezes a mais em que tal sucede. Depois já quem fique muito indignado com a derrota caseira desta semana diante do “poderoso” Beşiktaş JK. Efectivamente assim não pode ser. Estamos ainda em Setembro é um facto, mas o calendário competitivo do FC Porto está a avançar e os jogos decisivos começam a aproximar-se sem que a equipa liderada por Sérgio Conceição mostre outra coisa senão correr até cair para o lado e o famoso chutão para a frente e Marega que resolva. E nem vou aqui falar no golo sofrido… Defesa azul e branca a dormir na forma. E de nada serve a desculpa esfarrapada de que na altura esta se estava organizar após a lesão de Alex Telles.

Já são duas as ocasiões em que no futebol interno (Liga NOS) o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tem imensas dificuldades para levar de vencida uma equipa organizada que não jogue para o - famoso - “pontinho”. Foi assim com o Chaves no Estádio do Dragão e agora com o Rio Ave no Estádio dos Arcos. Espero que na próxima Sexta-feira diante do Portimonense tal não se repita. O que eu também não quero que se repita é a aposta em Héctor Herrera no meio campo portista. Bem sei que as opções são escassas, mas com Danilo Pereira em baixo de forma, Brahimi à procura do seu futebol e Otávio/Corona a passar por uma espécie de “montanha russa exibicional”, mas é mesmo preciso apostar num tipo que nem uma bola sabe dominar para de seguida correr para a baliza adversária e tentar fazer o golo?

Venha de lá a equipa de Portimão e, de preferência, uma evolução da parte do Futebol Clube do Porto no que ao futebol diz respeito. A “eficácia” não vai estar sempre por perto Sérgio.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Embora o brasileiro tenha (mais uma vez) andado entre o mau e o bom, sou da opinião de que este foi o melhor em campo. Creio que na posição onde Otávio jogou hoje se aproveita melhor o seu futebol e capacidade de colocação de bola, mas tal necessita de confirmação.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 54´ do jogo para resolver a contenda a favor do FC Porto. Isto porque foi nesta altura em que Danilo Pereira marcou o golo inaugural da partida na marcação de um pontapé de canto. Este golo forçou a equipa da casa a adiantar-se no terreno de jogo expondo-se, desta forma, ao ataque portista e tal acabou por redundar no segundo golo do FC Porto que colocou um ponto final no jogo.

Arbitragem: Jorge Sousa e a sua equipa tiveram um desempenho que podemos apelidar de “normal”. Permitiram que os atletas do Rio Ave FC “distribuíssem” a pancadaria que lhe apeteceu até ao limite. Quando um destes u8ltrpassou o dito limite, Jorge Sousa expulsou-o (bem). Por perceber fica o não recurso ao VAR nas ocasiões em que os jogadores do Futebol Clube do Porto viram os seus lances anulados por suposto fora de jogo.

Positivo: Moussa Marega, Nem sempre vem, Marega consegue deixar sempre tudo em campo. Viu todo o seu esforço ser “coroado” com um golo. Fazem falta jogadores destes em qualquer equipa do Mundo, mas há que melhorar esta técnica.

Negativo: Héctor Herrera. Não percebo como é que um jogador que ao serviço da selecção do México faz maravilhas e ao serviço do Futebol Clube do Porto nem uma bola sabe dominar? Será que tal se deve à cor da camisola ou será que foram os ares outonais de Vila do Conde?
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (17/09/2017)

domingo, 17 de setembro de 2017

Deixar a Champions em terra e apanhar a onda azul no rio

Depois da desilusão na estreia na Liga dos Campeões, o FC Porto está de volta ao modo campeonato. O desafio é grande, ou não fosse o Rio Ave protagonista de um arranque de temporada muito positivo, com destaque para o empate arrancado frente ao tetracampeão Benfica.

Dono de uma ideia de jogo ambiciosa, o Rio Ave procurará enfrentar os dragões olhos nos olhos. Futebol apoiado e construção pensada são imagens de marca desta equipa de Miguel Cardoso, que tem no meio-campo a grande virtude. Tarantini e Pelé assumem a recuperação de bolas e primeira fase de construção, com o desequilíbrio a surgir através das alas e na posição 10, que desta vez não poderá ser ocupada por Francisco Geraldes, que cumpre suspensão.

É de notar, no entanto, que também o Rio Ave procura reagir a um resultado menos conseguido. A derrota na Madeira impediu que os vila-condenses conseguissem registar o melhor arranque da sua história e um resultado positivo contra o FC Porto seria a forma ideal de confirmar que, mesmo que a matemática não o confirme, este início de época é histórico.

Os dragões, ainda assim, não podem fugir ao favoritismo. Até agora, e olhando apenas ao campeonato, o registo impressiona: cinco vitórias em cinco jogos, 12 golos marcados e zero sofridos. Em caso de mais um triunfo, igualarão o registo do FC Porto de Villas-Boas em 2010/11, com seis vitórias nos seis primeiros duelos.

A equipa de Sérgio Conceição pode contar com forte apoio nos Arcos, dada a proximidade de Vila do Conde da cidade do Porto e também face aos muitos portistas que habitam a zona desta cidade costeira. Não jogarão em casa os azuis-e-brancos, mas não deverão sentir falta de apoio nas bancadas.

No que toca à equipa inicial de Sérgio Conceição, a principal dúvida prende-se com Corona. O jogador mexicano não tem estado em bom plano, tem sido substituído ao intervalo sem grande surpresa e poderá mesmo saltar do onze este domingo.

Por outro lado, Maxi Pereira volta a ser opção e Aboubakar está também de regresso, sendo quase certa a sua inclusão no onze. Reside a dúvida em torno do seu parceiro no ataque: Soares ou Marega?
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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Pensamento da Semana: Nacional-Parolismo (II)

Bastou um empate em Vila do Conde, e - é preciso não esquecer - sacado a ferros, com uma preciosa ajuda de Hugo Miguel, para assistirmos a uma pirueta retórica extraordinária no discurso oficial da propaganda do regime nacional-benfiquista. De um momento para o outro, passamos a ver cartilheiros queixarem-se de arbitragens, analisarem os jogos dos rivais, comentarem as opções dos treinadores que defrontam os rivais e lançarem suspeitas sobre eles…

(…)

Só que há um problema: esta viragem súbita, como todas, expõe a hipocrisia de quem a conduz. Os que agora dizem tudo isto são os mesmos que há bem pouco tempo, perante as denúncias do FC Porto, diziam “Joguem à bola!”, ou “Enquanto uns falam de e-mails e arbitragens, nós organizamo-nos e ganhamos títulos…”, ou “Há um inaceitável ambiente de hostilidade”, marcado por “violência verbal e constante crítica a arbitragens”. “É preciso preservar o negócio do futebol.”


(…)

Mas, caros portistas, ao contrário do que pode parecer, este novo discurso do Benfica vieirista não é connosco. É apenas, uma vez mais, o Ministério da Propaganda a actuar, no sentido de neutralizar a crítica interna que já se sente em vários sectores e facções do clube. Obviamente, nem todos os benfiquistas são parvos. “Então o Porto é que é o ‘clube intervencionado’ e o Benfica é que vende três dos seus melhores jogadores sem encontrar para eles substitutos à altura?” — é um comentário que fala por si.


aqui tinha feito referência ao nacional parolismo que parece ter tomado conta do nosso país futebolístico (e não só). 

O que me apraz dizer sobre o exposto nos excertos é que se a coisa não fosse grave até que teria a sua piada.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Muito coração, pouca cabeça e aquela “estrelinha”

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É muito por causa destas coisas que o futebol é um desporto deveras engraçado.
 
Evidentemente que a vitória do Futebol Clube do Porto me agradou. Assim como também gostei de ver a vontade em deixar tudo em campo da parte dos atletas do FC Porto. Mas o futebol que a equipa azul e branca hoje praticou deixou muito a desejar. E há que dizer que do outro lado do campo esteve uma equipa que não desperdiçou a “oferta” e com jeitinho a coisa ia acabando mal para os dragões. Se a partida de hoje tivesse terminado empatada teria sido um resultado mais do que justo tendo em consideração aquilo que FC Porto e Rio Ave fizeram em campo.
 
Ao contrário do habitual a linha defensiva dos azuis e brancos esteve muito mal. Trapalhada atrás de trapalhada onde sobressaiu um Miguel Layún pela negativa. Podemos - e devemos – culpabilizar Iker Casillas pelo “frango” dado no golo do empate dos vila-condenses, mas há que dizer que Layún e toda a restante linha defensiva “estava a tirar uma tremenda soneca” neste lance. E nem vale a pena aqui falar do tremendo disparate de Leyún no lance da grande penalidade… Mau demais, se bem há que dizer que o mesmo tipo de lance não é nunca marcado quando algo de igual sucede na grande área do SL Benfica.
 
Confesso que não sei bem o que se passou no meio campo portista. Oliver não fez um jogo muito bem conseguido e tal reflectiu-se - pela negativa -na produção de uma equipa portista que na primeira parte foi sempre incapaz de controlar o seu meio campo. O Rio Ave deveria ter sido “empurrado” para o seu meio campo, mas tal só começou a ser uma realidade (muito ténue) na segunda parte… Felizmente hoje a vontade, o querer e a Deusa da Fortuna estiveram do lado portista senão… Bem foi tudo isto e um Héctor Herrera a jogar razoavelmente bem! Não tivesse havido um fiscal de linha muito interessado em prejudicar os dragões e Herrera teria feito uma magnífica assistência a Jesús Corona que se isolava para marcar o seu golo. Já há uns jogso que Herrera vem jogando a um bom nível, sinal de que Nuno Espírito Santo (NES) não percebe mesmo nada daquilo.
 
E por falar aqui em NES, se o FC Porto venceu hoje foi muito por sua causa, dado que este “mexeu” bem na equipa. Tirou de campo um desastrado Layún e no seu lugar colocou o ponta de lança que acabou por resolver a partida depois de o Rio Ave ter falhado o golo do empate. Repito; sinal de que Nuno Espírito Santo (NES) não percebe mesmo nada daquilo.
 
Já agora um ponto muito, mas mesmo muito, importante. A equipa portista começa a servir-se da melhor maneira possível dos lances de bola parada! Foi difícil, mas aquilo que se perdeu com Julen Lopetegui parece estar a ser recuperado com NES. A ver se a coisa se mantêm pois hoje ficou bem demonstrado o quão importante são os lances de bola parada.
 
MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. A melhor resposta que o brasileiro poderia ter dado ao seu último mau jogo. Defendeu bem, “fechou” o seu corredor e dos seus pés saíram três assistências para golo. Sem sombra de dúvida o melhor jogador em campo do lado dos azuis e brancos.
 
Chave do Jogo: Num jogo tremendamente emotivo e com muito “sal” (golos) o lance que resolveu a contenda a favor de uma das equipas veio tarde. Só no minuto 88´ é que foi possível dizer-se que o jogo ficou resolvido a favor de uma das equipas. No caso a favor do FC Porto dado que o Rio Ave poderia ter feito o golo do empate a três bolas antes de Rui Pedro ter marcado no minuto 88´ e resolvido a contenda a favor dos portistas.
 
Arbitragem: Penso que não se pode dizer que Jorge Sousa tenha procurado prejudicar/beneficiar qualquer uma das equipas. O árbitro ajuizou bem o lance da grande penalidade provocada por Layún. E também geriu bem uma partida bastante “mexida”. Só é pena que não tenha sido bem auxiliado dado que Felipe se encontrava ligeiramente adiantado na altura do seu golo e muitos fora de jogo mal assinalados aos portistas.
 
Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Não tomou a melhor das decisões ao ter colocado no onze inicial um Miguel Layún recuperado de uma lesão prolongada, mas “mexeu ” bem quando a equipa mais precisou e teve a devida recompensa.
 
Negativo: Linha defensiva do FC Porto (mais uma vez). A desconcentração e nervosismo em momentos cruciais revelaram-se fatais. Felizmente tal não comprometeu o resultado final, mas se não tivesse aparecido aquela “estrelinha” na altura certa…
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/01/2017)

sábado, 21 de janeiro de 2017

Navegando com os sonhos na mira

No jogo que marca o regresso de Luís Castro ao Dragão, FC Porto e Rio Ave abrem a segunda volta em situação de prejuízo face aos objetivos da temporada, se bem que com total margem para acreditar que os ventos são favoráveis.

Os dragões não podem falhar e sabem disso. Sendo o jogo do líder acessível ou mais complicado, a missão de quem vem atrás é sempre a mesma e a margem não existe. É necessário ganhar para pressionar o Benfica e para continuar a consolidar as «dinâmicas de vitória» de que o treinador tanto fala.

Isto numa equipa que tem sido insuperável no seu território. Só por uma vez neste campeonato o FC Porto não venceu (quando empatou com os encarnados nos descontos), pelo que a plateia conta com a continuidade da tendência.

Do outro lado estará uma cara bem conhecida dos azuis e brancos. É pouco provável que Luís Castro tenha alguma espinha na garganta pela passagem bem sucedida no clube portista, mas é certo que a sua vontade de mostrar serviço é muita.

E, além disso, o Rio Ave também não se pode atrasar na luta pela Europa, a qual sempre admitiu ser a que pretendia ter durante este campeonato. A equipa deu-se bem com a mudança técnica numa fase inicial (quatro vitórias), só que as duas últimas deslocações (derrotas na Luz e no Restelo) esvaziaram um pouco o enorme balão de confiança que existia nos Arcos.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Dos fatalismos e outros tais

imagem de ojogo

Dois jogos oficiais do Futebol Clube do Porto, dois resultados diferentes em competições diferentes. Ante o Rio Ave - numa partida a contar par a Liga NOS - os Dragões venceram por 3 bolas a 1 após terem estado a perder. Mais recentemente diante da AS Roma os Portistas entraram a perder numa partida a contar para o play off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões tendo acabado a partida empatada a uma bola.

Razões de queixa?

Algumas. As naturais na minha opinião. Estamos ainda numa fase muito prematura da época pelo que é perfeitamente natural que o Futebol Clube do Porto não apresente um futebol que agrade a gregos e troianos.

O mais importante nesta altura é somar vitórias, pontos e aprimorar processos. E mais importante fica tal tarefa se tivermos em linha de conta que os Dragões têm um treinador novo e um plantel que está ainda a ser construído.

Agora pergunto: para quê tanta celeuma? Para quê tanta previsão de desastre total quando tanto ante o Rio ave como a Roma o FC Porto mostrou bom futebol e – muito importante – capacidade de lutar com naturalidade para dar a volta a um resultado negativo?

Antes de entrarem no fatalismo habitual olhem para Rui Vitória. Vejam o que aconteceu no eterno rival Benfica na época passada e analisem se vale mesmo a pena o vosso discurso fatalista… Quanto à eliminatória com a AS Roma; citando um conhecido Portista: Se isto fosse fácil não era para o FC Porto!

sábado, 13 de agosto de 2016

Regressa a reviravolta

Foi uma estreia com tudo para a Liga a NOS. À boa imagem do futebol português, o primeiro jogo entre Rio Ave e FC Porto trouxe-nos bons golos, expulsões, penáltis e muitos protestos. O dragão esteve no jogo de uma forma mais reativa, sabendo reagir bem ao primeiro golo do adversário.
No futebol em si, o FC Porto estreou-se a ganhar na Liga. Mesmo tendo começado a perder, os portistas conseguiram dar a volta ao jogo e vencer o Rio Ave por 1x3. Com um futebol mais de garra do que propriamente de qualidade, os azuis e brancos deixaram uma imagem de quem precisa melhorar, mas também de quem tem confiança para o fazer. 
Novamente a jogar com André André numa posição 10, na frente de Danilo e Herrera, o FC Porto voltou a mostrar alguns dos problemas que tinha demonstrado no final da pré-temporada, especialmente na criação de oportunidades de golo e na gestão das bolas que são colocadas na sua defesa. Normalmente, era Heldon quem mais problemas criava à defesa portista e espcialmente ao lateral Alex Telles que, por mais que uma vez, foi obrigado a recorrer à falta para travar o avançado do Rio Ave.
Aos 36 minutos, e depois de Felipe ter sido obrigado a dobrar Maxi e a ceder canto, eis que surge o primeiro golo do jogo e da Liga NOS. Marcelo antecipou-se a Alex Telles e, depois de Felipe não ter conseguido o corte no primeiro poste, encostou para o 1x0. Temeu-se que o FC Porto viesse a baixo psicologicamente, mas o que é certo é que, quase na resposta, Corona aproveitou uma bola a pingar na área para empatar. O mesmo Corona até esteve perto de fazer o 1x2, logo a seguir, as o poste negou-lhe o golo, naquela que era a melhor fase dos dragões na partida.
Os primeiros minutos da segunda parte pareciam trazer-nos um jogo à imagem do que aconteceu nos primeiros 45 minutos. Muita luta e poucas oportunidades. Quem não quis esse rumo para o jogo foi Herrera que à bomba colocou o FC Porto a vencer, num lance muito bem trabalhado pelos dragões.
Foi depois desse lance que o jogo se inverteu. O Rio Ave passou a tentar ter mais bola, explorando os quatro homens que tinha no meio campo, já que jogou num 4x4x2 losangulo. Foi na fase em que mais tentava crescer que os homens de Vila do Conde levaram um verdadeiro soco no estomago. Marcelo faz penálti, é expulso e André Silva fez o 3x1 e, praticamente, matou o jogo. Nem a expulsão de Alex Telles, por acumulação, trouxe o Rio Ave para a discussão do resultado. O Dragão fechou-se bem nessa fase, recuando Danilo e colocando André André mais em cunha com Herrera.
Não foi um jogo perfeito, longe disso, mas o FC Porto mostrou neste início de campeonato que consegue reagir às adversidades, algo que nunca acontecia na temporada passada. Ainda assim, será presciso mais qualidade de jogo, especialmente na criação de oportunidades, para o dragão levar de vencida a Roma, no playoff da Liga dos Campeões. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Héctor Herrera

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Arranque da missão

Hoje o Futebol Clube do Porto dá o pontapé de saída naquela que pode ser considerada a sua mais difícil missão: recuperar a hegemonia do futebol português. Mais do que ser campeão nacional, os Dragões tem por missão fazer com que o Tetra continue a ser uma realidade somente sua e para tal tem de arrancar da melhor maneira possível em Vila do Conde. 
 
A primeira jornada nunca é fácil. Para além da questão de não poder falhar, os Azuis e Brancos tem sobre si o peso da dúvida de muitos Portistas que tem ainda uma tremenda dificuldade em rever-se na equipa de Nuno Espírito santo (NES). Tal é fruto dos três longos anos de “seca” onde três treinadores diferentes tentaram dar aos Portistas aquilo que estes anseiam há já muito tempo: Títulos. Isto porque as vitórias morais fazem bem ao ego mas não o satisfazem por completo. Dito de outra forma; NES está praticamente obrigado a ter de sair da terra dos Caxineiros com os três pontos da vitória na bagagem para depois poder preparar com mais afinco e moral a dura batalha com a AS Roma no que à entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões diz respeito. 
 
Mas os problemas de NES não se ficam por aqui. Isto porque do outro lado da barricada vai estar a dona do Estádio dos Arcos. E esta equipa também vai querer arrancar com uma vitória, ou não fosse o Rio Ave FC – já – um sério candidato a ocupar um dos lugares que dão acesso às provas da UEFA. E os Vila Condenses já mostraram que sabem como complicar (e muito) a tarefa de uma equipa teoricamente mais forte. Que o diga o Slavia Praha que quase foi “atirado borda fora” pelos Caxineiros na pré eliminatória de acesso á fase de grupos da Liga Europa. 
 
Efectivamente o conjunto de Nuno Capucho é um “osso muito duro de se roer”. Os Vila Condenses nunca dão um lance por perdido e lutam sempre até ao último minuto pela vitória. Um Futebol Clube do Porto à imagem das épocas anteriores pode muito bem ser surpreendido por um conjunto onde Pedro Moreira, Cássio e Marcelo são as “estrelas da companhia”. Muita atenção em espacial a Marcelo nos lances de bola parada (cantos e afins) dado que o central brasileiro é muito eficaz na hora de finalizar neste tipo de lances. 
 
Lista de Convocados: (a divulgar)
 
Onze provável (4x3x3): José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Herrera, André André, Otávio, Jesús Corona e André Silva

domingo, 8 de maio de 2016

Mais um treino que (por acaso) correu bem

Sérgio Oliveira está a criar uma nova lei no FC Porto. É ele o redator desta equipa, é ele o comandante e é ele que dita os ritmos. Além disso, é também ele que decide. Em Vila do Conde, foi um golaço do camisola 13 que desequilibrou uma partida que tinha aberto com outro golo não menos fantástico de Postiga. O Rio Ave atrasou-se na luta pela Europa, os dragões voltaram a ganhar, depois do clássico.
 
Num cenário invernal, o Rio Ave entrou em campo a olhar para a Liga Europa e a ganhar duplamente: já tinha ganho no dia anterior, com a derrota do Paços de Ferreira contra o Tondela, passando novamente a depender apenas de si para chegar às vagas em causa; começou a ganhar também pelo enorme momento de Hélder Postiga.
 
O avançado,que tinha marcado em Tondela, ganhou a titularidade a Guedes e não fez por menos: com cinco minutos de jogo, aproveitou a passividade de uma dupla portista que não tem jogado junta (Marcano voltou dois meses depois) e atirou para o fundo da rede.
 
Apanhado a perder, nem por isso o conjunto de José Peseiro se desmobilizou. Acertou, aos poucos, o que estava a falhar atrás (só se viu mais uma investida vilacondense na primeira parte, com exceção para as bolas paradas) e lançou-se no domínio da partida.
 
Com Rúben Neves mais simples na primeira fase de construção e com Sérgio Oliveira mais complexo no transporte para o passo seguinte, os azuis e brancos apareciam com uma boa densidade de homens junto à área do Rio Ave, que foi sempre muito certeiro na forma como anulou as entradas na área de André André, mas que cometeu um pecado capital.
 
Edimar optou pela falta a André Silva, que corresponde bem a um cruzamento de Brahimi. Aliás, se os dragões atacavam mais vezes pela direita, nem por isso quantidade quis dizer qualidade, já que da esquerda apareceram os melhores momentos - não foram muitos, diga-se.
 
Layún, outro dos regressados, fez o golo da igualdade, que se justificava na ida para os balneários: os dragões tinham mais bola, mas isso não se refletiu em maior qualidade.
 
O Rio Ave até pareceu mais disposto, no segundo tempo, a ter bola durante mais tempo, só que tal demorou bastante, por dois motivos: porque o vento estava contra e soprava com mais força e porque os dragões se mostraram mais audazes.
 
André Silva, incansável, mereceu crédito por ter sido persistente na batalha que travou com os adversários; Sérgio Oliveira foi o mais objetivo no alvo e disparou duas vezes, uma para grande defesa de Cássio, outra para o golo que já se ia adivinhando.
 
Depois sim, foi necessário um Rio Ave mais afoito. Conseguiu-o, na fase inicial, mas foi sol de pouca dura. As substituições ajudaram a equipa azul e branca a estancar as intenções de José Peseiro e os dragões foram ficando mais confortáveis com o andamento do relógio.
 
Ukra ainda deu alguma vivacidade ao ataque caseiro, só que o golo de Valera desfez as dúvidas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 7 de maio de 2016

Mais um treino

É só para cima, ou para a frente, que Rio Ave e FC Porto podem olhar. As prestações de ambos estão distantes dos objetivos (mais no caso dos dragões), mas ainda há muito a lucrar. Por Vila do Conde passam vários condimentos interessantes.

Desde logo, o primeiro e mais interessante passa pela equipa da casa. Numa frenética luta pelas vagas europeias, os vilacondenses precisam dos pontos com urgência e vitalidade. O objetivo de retomar a história na Europa foi assumido desde o início e o trilho está bem desenhado, faltando, ainda assim, o derradeiro passo.

Pedro Martins não poderá contar com Tarantini, que é a maior ausência, mas não deverá mudar o desenho da equipa, que voltará a ter um ataque bastante móvel - apesar do golo em Tondela, Hélder Postiga deve manter-se como alternativa a Guedes.

Melhores notícias tem José Peseiro, com o plantel praticamente em pleno (exceto Alberto Bueno) e com a possibilidade de fazer o desenho para a final da Taça de Portugal, num verdadeiro penúltimo teste.

Curiosidade para perceber vários pontos: se Danilo volta ao centro da defesa ou se Marcano se junta a Martins Indi, se Miguel Layún torna ao lado esquerdo, se Rúben Neves figura no meio-campo e se será Aboubakar ou André Silva o homem da frente. 

Retirado de zerozero

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo e Chidozie.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Rúben Neves, André André, Brahimi, Coroma e André Silva

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Adiós Liga

Mais um travão na luta pelo título. O FC Porto, após ter sofrido a primeira derrota no campeonato em Alvalade e cedido o primeiro lugar para o Sporting, foi incapaz de regressar aos triunfos na recepção ao Rio Ave e não só ficou mais longe da liderança – os Leões, que golearam o Vitória de Setúbal, estão agora a 4 pontos de distância – como viu o Benfica – goleou o Marítimo – a colar-se no segundo lugar em igualdade pontual. 
 
Os Azuis e Brancos entraram bem no encontro, procuraram controlar mas a superioridade na posse de bola, tal como acontece em tantos outros jogos, teimou em não significar grandes oportunidades para marcar. Uma das causas é a (falta de) velocidade que os Dragões incutem ao seu jogo, que permitem ao adversário manter-se organizado defensivamente. Foi precisamente isso que o Rio Ave fez, aliando depois processos bem definidos nas saídas para o contra-ataque.
 
Ainda assim, após um desvio feliz num adversário, Herrera viu a bola entrar dentro da baliza de Cássio após ter executado um remate à entrada da área. Com o golo, o FC Porto adormeceu um pouco à sombra do magro resultado e o Rio Ave aproveitou para estender um pouco o seu jogo, acabando por chegar ao golo do empate com a mesma felicidade que Herrera havia encontrado cerca de dez minutos antes. João Novais, ainda de muito longe, decidiu arriscar o remate e a bola, após desviar em Martins Indi, ganhou uma trajectória. Casillas não teve qualquer hipótese de defesa.
 
Os Vila-condenses aproveitaram o (demasiado) espaço que os Dragões deixaram na zona interior e foram felizes. A felicidade acompanhou-os igualmente a cinco minutos do intervalo, quando André André cabeceou ao poste e depois viu Cássio, praticamente em cima da linha, a afastar a bola. Felicidade de um lado, azar do outro. Mas é disto que é feito o futebol e cabe às equipas encontrar todos os caminhos possíveis para chegarem ao golo.
 
Na segunda parte, a primeira a tentar desatar o nó até foi o Rio Ave, com um remate bastante perigoso de Krovinovic. Casillas viu a bola passar a centímetros da baliza e o FC Porto procurou assumir a partir daí o jogo. Mas à vontade faltou jogo colectivo e foi essencialmente através de rasgos individuais de Brahimi que os Dragões procuraram chegar perto da baliza de Cássio. No fundo, apenas por uma vez os Azuis e Brancos estiveram verdadeiramente perto de desempatar, mas Cássio respondeu bem a um remate à meia volta de Aboubakar.
 
Julen Lopetegui decidiu lançar Rúben Neves, André Silva e Silvestre Varela, mas o FC Porto não ganhou confiança e a crise de resultados continua. Apesar de tudo, mérito total ao Rio Ave, cujo treinador foi obrigado a mudar bastante o onze habitual, que deixou o Dragão à beira de um novo estado de nervos e com os adeptos a despedirem-se da equipa com um enorme coro de assobios e lenços brancos dirigidos ao treinador. 
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ir à luta!

Após a derrota com o Sporting CP só uma coisa interessa neste momento: ir à luta! O resto pese a importância, é paisagem e deve - para o bem do Futebol Clube do Porto – ser colocado de lado. Dito de outra forma, haverá tempo para se debater se Julen Lopetegui deve ou não continuar a ser Treinador dos Azuis s Brancos. O que interessa neste momento é vencer o Rio Ave em casa e dar que fazer ao Sporting CP que irá jogar fora com o Setúbal. 
 
E este não será um jogo fácil. Isto porque os Vila Condenses são uma boa equipa que dá sempre muita luta sempre que entra em campo. Dotado de tecnicistas e de Atletas experientes e velozes a equipa de Pedro Martins é, sem sombra de dúvida alguma, uma das boas equipas da nossa Liga e irá criar muitas dificuldades aos Portistas. 
 
Temos então que mais logo o FC Porto terá pela frente um jogo de paciência. Muita paciência. Não creio que o Rio Ave FC venha ao Dragão jogar de olhos nos olhos com o FC Porto, mas não me parece que Pedro Martins vá jogar da mesma forma que jogou a Académica aquando da sua deslocação á Invicta. Muito pelo contrário: Acredito muito mais num Rio Ave ofensivo q.b., que irá apostar nas transições rápidas, pressão sobre a defesa Portista e controlo da sua zona defensiva sempre que estiver no processo defensivo. È por isto que digo, e repito, que este será um jogo de muita paciência onde o marcar cedo poderá ser vital para o Futebol Clube do Porto. 
 
Renan Bressan, médio Bielorusso dos Vila Condenses, esta a atravessar um bom momento de forma e deve merecer uma atenção especial da parte de Julen Lopetegui. 
 
À hora em que escrevo esta antevisão não foi, ainda, tornada pública a Lista de Convocados do Futebol Clube do Porto para esta importante partida da 16.ª jornada da Liga NOS (20h15 – SPORTTV1), contudo o onze dos Dragões que deverá entrar em campo mais logo não deverá andar muito longe deste: 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Victor Garcia, Maicon, Marcano, Layún, Danilo Pereira, André André, Herrera, Brahimi, Bueno e Aboubakar

domingo, 12 de abril de 2015

O importante é vencer

O FC Porto não desarma na luta pelo título, tendo vencido por três bolas a uma na deslocação a Vila do Conde, em partida da 28.ª jornada do campeonato.
Com a ponderação e o pragmatismo do costume, o FC Porto abordou o jogo com rigor e concentração, sem pensar no escaldante duelo com o Bayern München, agendado para a próxima quarta-feira. Um Dragão trabalhador, solidário e com rigor, foi capaz de travar toda e qualquer intenção de um Rio Ave que se viu obrigado a aguentar uma entrada fortíssima dos Portistas.
Sem dificultar a tarefa dos pupilos de Lopetegui na construção de jogo (os Azuis e Brancos faziam circulação de bola como queriam), os Vila-condenses viam um Dragão que tinha pressa em resolver a partida. Quaresma esteve sempre muito participativo e o FC Porto chegou mesmo ao golo. Porém, a equipa de arbitragem anulou; cruzamento do Mustang com emenda de Brahimi para o fundo das redes mas o fiscal de linha assinalou mal um fora de jogo (o Argelino estava em posição legal).
O FC Porto ia carregando na direção da baliza do Rio Ave (quase sempre pela direita) e ia desenhando a vantagem. Os da casa “nem respiravam”, tal era a força do Dragão no relvado Vila-condense, e fez-se justiça no marcador. Aos 25 minutos, o pé direito de Ricardo Quaresma atirou à barra, a bola sobrou para Danilo (os de Vila do Conde reclamaram da posição do internacional Brasileiro no momento do remate de Quaresma) que, dentro da área, foi empurrado por Marvin Zegelaar. Penálti para o FC Porto que o Mustang, com o seu pé direito, se encarregou de concretizar.
O primeiro sinal de perigo da turma de Pedro Martins aconteceu apenas à passagem da meia-hora. Ukra rematou com perigo à entrada da área, mas a bola saiu um pouco por cima da baliza de Fabiano. Com o avançar dos minutos e com o golo apontado, o FC Porto tranquilizou (intranquilo só parecia estar Herrera que ia falhando alguns passes) e Danilo deu expressão ao resultado.
O internacional Brasileiro, em jeito, atirou com um remate muito colocado e fez o golo número 100 do FC Porto em jogos oficiais, esta época. O guarda-redes do Rio Ave ainda se esticou mas não teve hipótese e, por isso, ao intervalo o FC Porto vencia com justiça por duas bolas a zero.
No segundo tempo, o FC Porto foi gerindo a vantagem e controlando as transições do Rio Ave que eram, ainda assim, tímidas. Só após a saída de Quaresma é que o Rio Ave cresceu. Marvin Zegelaar teve mais liberdade para descer no corredor e Danilo não tinha o apoio de Hernâni a defender. E foi com o ex-Vitória de Guimarães em campo, aos 71', que o Rio Ave chegou ao golo. Zegelaar cruzou para Tarantini que respondeu bem num remate com o pé direito. Incerteza no resultado e emoção quase até ao fim.
Lopetegui percebeu que a equipa precisava, nesta fase, de serenidade e lançou em campo Rúben Neves (tirou Brahimi). O FC Porto segurou melhor o meio-campo e Hernâni (melhor a atacar do que a ajudar Danilo em tarefas defensivas), aos 83', acabaria por chegar ao terceiro golo, após assistência de Aboubakar. Estava garantida a vitória dos dragões, em Vila do Conde. 
Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma