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sábado, 18 de julho de 2015

Partidas e Chegadas

Todas as épocas é a mesma história. O único interesse dos pasquins falados, escritos, ou na caixa que mudou o mundo, é o desenvolvimento das movimentações do mercado. Então nos circos da capital o movimento é desusado. Paletes de jogadores entram e saem às dúzias. Lembram-se daquele jogo da praia? “Lá vai uma barquinha carregadinha de…” e o parceiro do lado tinha que inventar uma palavra para o jogo continuar.

Como bons seguidores que somos desta atividade portuária (ou não tivéssemos um porto) não quisemos ficar atrás. Já estão a pensar na expressão aterradora não é: “Vamos começar uma equipa nova”! Onde é que eu já ouvi isto? Então, para não me esquecer resolvi anotar as Partidas até ao dia 16, altura em que escrevo esta crónica.
SÉRGIO OLIVEIRA – Os comentadores dizem estar em “integração progressiva”, metáfora que costuma significar: ir de vela como os outros. Portanto: Nim!

GONÇALO PACIÊNCIA – Mal pôs os pés em terra firme recebeu guia de marcha não se sabe bem para onde. Fala-se que para a Académica.

DIEGO REYES – Em quem “o Futebol Clube do Porto deposita grande confiança”… Já foi para o Real Sociedade

QUINTERO – Ciao bambino, vai lá para Bologna! “É para despachar e leva outro de graça”!

CASIMIRO e ÓLIVER – “A gerência agradece e deseja bom regresso a casa”

FABIANO – No meio de tanto barrete na baliza, logo te havia de calhar a ti. (Fenerbahçe)

QUARESMA – ”Para a outra vez não abraces os treinadores adversários” nem andes para aí a tirar fotos despido! Já sabes que somos todos muito puristas… (Besiktas)

E numa traineira, só para eles, uma molhada dos que nem faziam parte do plantel

Carlos Eduardo (Al Hillal); Otávio (Guimarães); Licá (Guimarães); Tózé (Guimarães); Kléber; Josué (Bursaspor); Ghilas (Levante); Roniel (Paços Ferreira); Abdoulaye (Fenerbahçe); André Fernandéz (Granada); Marco Pavlosky (Mouscron-Péruwesk); Campaña (Alcorcón).
Nas Chegadas, e até agora, temos a registar: Bueno (Rayo Vallecano); André André (Guimarães); Gudiño (Guadalajara); Imbula (Marseille); Danilo Pereira (Marítimo); Casillas (Real Madrid); Maxi Pereira (Benfica); e Cláudio (Guimarães).

As opções são as possíveis e da responsabilidade da SAD eleita por 90% dos portistas. Poderei gostar mais de uns e menos de outros, ter saudades de alguns dos que partiram e desejar que venha o tal goleador. O nosso blogue é como a SAD: não se poupa a despesas e inseriu um passatempo para os mais pequenos se entreterem a colorir.
Outra coisinha que gostava de dizer aos meus amigos é que não concordo com alguns comentários muito agressivos em blogues portistas de referência (refiro-me aos da Bluegosfera) que apenas servem para dividir a massa associativa. Discordar sim mas respeitar as opiniões dos outros. De mim podem discordar à vontade. Estou vacinado há muitos anos.
Num ano que se espera muito difícil devemos estar unidos mesmo que tenhamos que engolir alguns sapos. Como sempre digo, gostava que nas próximas eleições quem não gostar do senhor Pinto da Costa dê a cara e apareça com uma lista melhor…

ULTIMA HORA - FC PORTO CONCLUI COMPRA DO PORTO CANAL

​Medialuso permanecerá como parceiro tecnológico

Terminou esta sexta-feira, com sucesso, o processo de aquisição do Porto Canal, envolvendo a sociedade Avenida dos Aliados, detida pela Medialuso, e a FC Porto Media.

O FC Porto congratula-se com o facto de a Medialuso permanecer como sócia minoritária, conjugando a sua condição de parceiro tecnológico com a sua própria aposta no crescimento do Porto Canal.

Com o Porto Canal incluído no universo do Grupo FC Porto, seguem-se os passos atinentes ao reforço das condições de produção e emissão de uma televisão de qualidade e única no país, devido ao facto de estar destinada também a servir os interesses da região Norte, missão reiteradamente declarada pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.

Até à próxima

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (IV)

Continuando a minha análise ao Futebol Clube do Porto da temporada passada falta-me debruçar sobre mais dois aspectos relativamente ao Plantel. Resta-me falar aqui da Baliza e do “Jogador à Porto” (ou equipa que perceba o significado do “Somos Porto”). Comecemos pela Baliza.
Ora, sobre a Baliza dos Dragões já aqui tinha dito que os Azuis e Brancos não tiveram muita sorte com os seus reforços para este sector do campo, e tal facto reduziu o lote de opções de Julen Lopetegui a duas: Fabiano e Hélton. E foi mesmo esta a ordem com que o Futebol Clube do Porto apresentou o seu Guardião durante a época passada, facto pelo qual posso aqui afirmar que foi muito por aí que o Clube acabou a Temporada da maneira que todos sabemos.
 
E digo tal coisa porque no futebol, tal como na construção de uma casa, tudo se constrói da base para cima e não ao contrário, e quando a base não está segura é natural que, mais cedo ou mais tarde, tudo o resto acabe por ruir.
 
O Futebol Clube do Porto arrancou a época 2014/15 com uma ideia muito clara sobre a sua baliza: renovação. Hélton já tinha os seus 36 anos de idade e Fabiano parecia ser o mais que lógico sucessor do grande Capitão. Para mais na pré temporada foi notícia algum mal-estar da parte de Hélton. Ou seja, tudo parecia indicar que estava na hora certa de se levar a natural sucessão dado que a idade é uma Ditadora que não perdoa nada nem ninguém.
Contudo já diz o Povo que não há bela sem senão e assim foi. Fabiano é um Guarda-redes de qualidade mas tem dois problemas que não melhoraram apesar da aposta contínua do seu treinador nos seus serviços. O Brasileiro não conseguiu adaptar-se ao sistema de jogo que Julen Lopetegui implantou no Futebol Clube do Porto. Este mesmo sistema exige que na baliza esteja um “Guardão Líbero”; ou seja, exige um Guarda-redes que saiba jogar bem com a bola nos pés que ajude a equipa no seu processo de transição defesa-ataque. Opara além disto ao Guarda-redes do FC Porto de Julen é exigido que este saiba qual o timing certo de saída/recuo da sua baliza.
 
Fabiano, ao contrário do que eu e Julen esperávamos, falhou nestes dois aspectos cruciais (Danilo e Marcano que o digam) e este até que foi dando sinais das suas debilidades, mas foi preciso ter acontecido a humilhação de Munique para que o Dragão “resgatasse” de vez o seu “velho” Capitão, só que já era tarde demais pois o mal estava feito, a moral da equipa algo abalada e o tempo (tão ditatorial como a Idade) já não dava espaço a que grandes melhorias pudessem ser feitas para que, pelo menos, o FC Porto conquistasse o Campeonato…

terça-feira, 17 de março de 2015

Pensamento da Semana: O cerne da questão

Depois da vitória caseira ante o Arouca de Pedro Emanuel tenho reparado que a Nação Azul e Branca se sente muito revoltada com a expulsão do Guardião Azul e Branco Fabiano, contudo tenho uma visão completamente diferente do assunto.
 
Sou da opinião de que os adeptos e associados do Futebol Clube do Porto deveriam antes “obrigar” Julen Lopetegui a não apostar em projectos que até podem ser bons mas que podem ser perigosos nesta altura do Campeonato.
 
Até que sou um grande admirador de um “Guarda-redes à Manuel Neuer” mas Fabiano está longe de ser algo de igual, ou parecido, nos tempos mais próximos. O Brasileiro poderá muito bem vir a ser o “Neuer” que o sistema de Lopetegui necessita, mas isto demora o seu tempo e se há coisa que o FC Porto não pode fazer é “pôr-se a jeito” nesta altura do Campeonato porque “eles andam aí” e estão muito nervosos.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vitória da Raça e do Querer

Não há lesão ou castigo que trave o Dragão. Perante as dificuldades que têm aparecido no caminho, o FC Porto tem feito das fraquezas forças e segue na sua missão do "resgate". Fabiano foi expulso e cedo deixou os seus companheiros - que tiveram um duelo a meio da semana para a Champions - reduzidos a 10 unidades. Mas usando de uma máxima tão familiar à Nação Portista ("Somos Porto"), bem se pode dizer que diante do Arouca os pupilos de Lopetegui mostraram o que é ser Porto e venceram por uma bola a zero.
 
Pressionado pela vitória do Benfica, os Azuis e Brancos subiram ao relvado do Estádio do Dragão com a necessidade de somar os três pontos. Cedo os Portistas instalaram-se no meio-campo do Arouca, equipa que se apresentou com o bloco coeso mas atrevido e a tentar criar dificuldades aos Azuis e Brancos, que iam controlando e fazendo uma ligeira pressão.
 
Foi numa dessas iniciativas dos Arouquenses que Fabiano Freitas foi expulso. Aos 11 minutos, o guardião do FC Porto fez uma falta sobre Rui Sampaio, do Arouca, à entrada da área e deixou os Portistas a jogar com 10. Lopetegui tirou Ricardo Pereira (que estava no lado direito da defesa a render o lesionado Danilo) e lançou em campo Helton, guardião que se lesionou faz hoje um ano, em Alvalade.
 
Mesmo com 10 a equipa Azul e Branca não entrou em pânico. Mostrando toda a sua qualidade, maturidade e inteligência táctica, a formação Portista manteve a iniciativa de jogo e foi aplicando no relvado os processos de jogo assimilados.
 
A partida decorria "quente" e a plateia Azul e Branca por duas ocasiões pediu grande penalidade. Aos 23 minutos, Aboubakar caiu na área na sequência de um cruzamento de Quaresma; estava Miguel Oliveira a cobrir o Camaronês. O árbitro entendeu que não houve nada. Aos 26', Diego Galo tocou no Mustang na face quando tentava afastar uma bola. Ficou uma grande penalidade por assinalar.
 
Perante tanta pressão da equipa Portista ao Arouca, nesta fase, não admira que o marcador acabasse por funcionar. Aos 32 minutos, cruzamento de Ricardo Quaresma ao segundo poste, onde Aboubakar teve todo o à-vontade para desviar de cabeça. Festa no Estádio do Dragão, Lopetegui, no banco, respirava de alívio. Ao intervalo, o FC Porto vencia pela margem mínima mas merecia um resultado mais dilatado.
 
O segundo tempo foi mais aborrecido. O FC Porto foi controlando a bola no meio-campo e o Arouca teve muitas dificuldades em chegar com perigo à área Portista. Quando lá chegava, Helton mostrava serviço.
 
Apesar das dificuldades, o FC Porto conseguiu o que mais queria e somou os três pontos, mantendo a pressão ao líder Benfica. O Campeonato segue animado e entra agora na recta final.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Derrota amarga

Na guerra da liderança, levou a melhor o Benfica depois de triunfar por 2 x 0 no estádio do Dragão. Bis de Lima, que até nem era um titular garantido no Clássico face ao bom momento de Jonas, dá vantagem de seis pontos às Águias no topo da tabela classificativa. Confirmada a primeira derrota dos Dragões na Liga.
 
No futebol, como na vida, o Povo tem quase sempre razão. Diz-se na gíria futebolística que quem não marca se arrisca a sofrer e assim foi, nos primeiros 45 minutos, no estádio do Dragão.
 
Depois de uma coreografia apaixonante, num estádio vestido de gala para um dos jogos mas apetecíveis da Temporada, começou o FC Porto por cima, como bom anfitrião, afirmando, ao longo da primeira meia hora, que quem manda no Dragão é ele próprio.
 
O Benfica falhava nos passes, tinha Lima, que relegou Jonas para o banco, muito afastado do resto da equipa, e Gaitán e Salvio estavam uns furos abaixo daquilo que habituaram os amantes do futebol, sobretudo no passe e no futebol voltado para o ataque. Talisca, que até se tem destacado como goleador das Àguias, estava quase sempre mais perto de Casemiro do que da baliza Portista, numa tentativa de suster a criatividade que saía do meio-campo Portista.
 
Recuado, foi através das bolas nas costas que o Benfica foi sofrendo perigo ao longo dos minutos iniciais ante um FC Porto de linhas baixas, precisamente, para ganhar espaço nessas costas dos seus adversários.
 
A velocidade de Tello fazia das suas na direita – arrancou um amarelo a André Almeida logo no primeiro minuto numa falta que ficou a uma curta distância de se tornar numa grande penalidade – e Brahimi, muito apoiado por Óliver Torres, conseguia surgir quase sempre em boa posição na esquerda.
 
Ainda assim, voltamos ao início, quem não marca arrisca-se a sofrer e o Benfica comprovou-o pouco depois da meia hora. Fabiano ainda não tinha aparecido no jogo e num lance que parecia inofensivo – lançamento lateral – Maxi colocou a bola em zona central e Lima, de forma pouco ortodoxa – com a anca – fez o primeiro das Águias.
 
Óliver Torres levou para o intervalo o dístico de melhor dos Azuis e Brancos, Enzo do lado do Benfica era o menos mau, longe de ser exuberante, e Júlio César foi sempre seguro.
 
O segundo tempo até começou com uma sucessão de livres para os Dragões, mas rapidamente se percebeu que o filme seria outro, com o Benfica a surgir muito mais organizado, a tapar todos os caminhos que os Dragões usaram, na primeira parte, para criar desequilíbrios.
 
Dez minutos depois do reatamento, a organização dos Encarnados deu frutos, de novo: boa combinação entre Gaitán e Talisca, este remata para Fabiano defender mas não agarrar e Lima, na recarga, faz o segundo.
 
Lopetegui respondeu com dupla alteração, lançou Quintero e Quaresma, abdicou de Tello e Herrera, e apesar das tentativas do Mustang – um dos mais inconformados dos Dragões – não conseguiu inverter a derrota. À passagem dos 77 minutos o FC Porto ainda conseguiu introduzir a bola na baliza adversária, mas Jorge Sousa assinalou – e bem – mão de Jackson Martínez e o tento não contou.
 
Já com Luisão de fora – saiu lesionado e César entrou para o seu lugar – e Aboubakar na partida por troca com Alex Sandro, o FC Porto ainda acertou na barra, por Jackson Martínez, mas nada mais fez até ao final a não ser ameaças sem consequência para a baliza guardada por Júlio César.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Martins Indi

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pensamento da Semana: Liderança forte ou não

Confesso que ainda tenho as minhas dúvidas sobre o Espanhol Julen Lopetegui. Não estou com isto a dizer de forma alguma que o Técnico não é o Homem certo para o actual Futebol Clube do Porto, contudo o facto de este ter uma experiência de Treinador Principal de um “Clube Grande” muito curta levanta sempre dúvidas a qualquer adepto.
 
Contudo estas mesmas dúvidas vão-se dissipando à medida que o Treinador vai apresentando trabalho.
 
Lopetegui ainda tem muito para demonstrar perante a sempre muito exigente (e por vezes estupidamente exagerada) massa Adepta Azul e Branca, mas sou da opinião que o Homem já deu algumas mostras de que é um Líder no verdadeiro sentido da palavra.
 
Senão vejamos; actualmente o Plantel do Dragão conta com 4 Guarda-redes. São eles: Helton, Fabiano, Ricardo e Andrès Fernández. Destes quatro apenas Fabiano e Andrès Fernández defenderam a baliza Portista na Pré época. Helton não podia faze-lo dado que ainda se encontra a recuperar da grave lesão que sofreu na Temporada anterior.
 
Ricardo não fez portanto um único jogo de pré temporada dos Dragões. Oportunidades para tal houveram muitas, mas ao que parece Julen não contou nunca com ele dado que não foi ele quem requereu a sua contratação. Alias, já é público o interesse do Português em querer sair para poder jogar com regularidade.
 
“Trocando isto por miúdos”, está provado que o Treinador Espanhol apenas aposta e confia nos Jogadores que indicou/referenciou. E isto, a meu ver, é uma das melhores caracteristicas de um Líder que não cede a pressões, interesses e comissões.
 
Faz falta um Homem assim no Futebol Clube do Porto. Fez falta na época anterior e faz falta no futuro onde muitas vezes a comissão dita a contratação.
 
Mas não atiremos muitos foguetes antes da festa. Por um lado uma Liderança forte e intransigente na construção de um Plantel é um factor muito positivo, mas por outro se a coisa corre mal o Líder é o primeiro a “ver a sua cabeça a rolar”.

domingo, 10 de agosto de 2014

Finito. Agora é a sério!

Os Azuis e Brancos, no fecho do estágio em Inglaterra, derrotaram o West Bromwich por 1 x 3. A equipa de Julen Lopetegui ainda tem pequenos pormenores a corrigir, mas parece já estar pronta para enfrentar as exigências da Competição ao mais alto nível, quando falta uma semana para o arranque do Campeonato.
 
O técnico Espanhol delineou um onze próximo daquele que deve iniciar a época em jogos oficiais. Na baliza, a estreia de Andrés Fernández foi um dos pontos de interesse para acompanhar o desafio e perceber se o Espanhol está à altura de discutir o lugar com Fabiano.
 
No resto, Lopetegui lançou uma defesa sem Martins Indi (lesionado) e um meio-campo com Casemiro e Brahimi, ainda que não tenham sido conclusivas que essas serão as primeiras opções do técnico. Finalmente, o ataque teve Jackson Martínez pela primeira vez de início e com a braçadeira no braço, para além de não se ter visto Ricardo Quaresma a titular.
 
Os Dragões entraram 'mandões' no jogo e com vontade de ter o jogo sempre sob controlo. Avaliando as ideias de Julen Lopetegui, isso é o mesmo que dizer que a posse de bola foi mais uma vez alvo de uma procura exaustiva.
 
Conseguiram-no de forma interessante, se bem que com um Héctor Herrera ainda em sub-rendimento. A equipa mostrou dinâmica e os laterais Danilo e Alex Sandro parecem estar com outro ânimo e disponibilidade (a concorrência está a fazer bem e certamente que as palavras de Lopetegui também).
 
Perante o ascendente Portista, a equipa da casa, que também está a uma semana de começar a Premier League, revelou debilidades e não soube contrariar o adversário, pelo que o golo de Casemiro, na sequência de uma bola parada, não espantou quem estivesse a assistir à partida.
 
Ainda assim, os Azuis e Brancos pecaram como há uma semana atrás, diante do Everton. Com uma quebra na intensidade e na dinâmica, a equipa sujeitou-se ao empate, que apareceu também na sequência de uma bola parada, onde ficou espelhada uma apatia nada aconselhável em jogos a sério.
 
Para o segundo tempo, Lopetegui lançou Rúben Neves, Ricardo Quaresma e Adrián López. A intensidade voltou, a qualidade aumentou e os golos foram um reflexo novamente natural de todo esse ascendente.
 
O FC Porto continuou a mandar na partida, pressionou o adversário, acercou-se da baliza de Ben Foster e, com isso, apenas era necessário que alguém soubesse como materializar o ascendente.
 
Esse alguém é Jackson Martínez. Não foi só o contrato que foi renovado. Também o espírito do Cha Cha Cha é outro para encarar uma Temporada em que promete ser novamente o homem-golo Portista e, também, do futebol Português.
 
Dois golaços, o primeiro depois de soberbo cruzamento de Ricardo Quaresma, o segundo também na sequência de um cruzamento, dessa feita pela esquerda, com o Colombiano a rematar de primeira para o fundo da rede.
 
O jogo baixou outra vez de ritmo, só que, com o 1 x 3, o West Bromwich nem sequer esboçou uma reacção, tanto que os Azuis e Brancos poderiam ter saído do The Hawthorns com um resultado mais avolumado. Atendendo ao que se viu, não escandalizaria ninguém.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Jackson Martinez

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Treinador novo, Jogadores novos e os velhos maus hábitos do costume (mais uma vez para variar)

O FC Porto empatou em Goodison Park com o Everton no penúltimo jogo de preparação antes de a época começar. Os Dragões apresentaram-se completamente adormecidos na primeira parte, só que a entrada de Jackson Martínez mudou o rumo do jogo e fez perceber a importância do Colombiano na equipa.
 
Como cabeça de cartaz para a primeira parte estava a estreia de Martins Indi com a camisola dos Portistas. O Holandês foi titular ao lado de Maicon, numa equipa que teve Rúben Neves, Evandro e Óliver Torres a acompanhar Herrera no miolo. A frente era para Adrián López e Ricardo Quaresma.
 
A primeira parte foi, sem sombra de dúvidas, muito sonolenta. Ainda que sem estar cheio, Goodison Park povoou-se para que os Toffees se mostrassem aos adeptos, só que os aplausos iniciais, numa homenagem a Leon Osman, não tiveram sequência nos minutos seguintes.
 
Jogo pasmacento, demasiado lento, sem rasgos, adormecido. Enfim, a primeira parte podia não ter qualquer motivo para que alguma linha de texto aqui fosse descrita, só que Fabiano tratou de mudar isso.
 
Já perto do final da primeira parte, o guardião Brasileiro cometeu uma infantilidade, colocou a bola nos pés de Aiden McGeady, que assistiu Naismith, com este a acertar na rede.
 
E foi tudo. O FC Porto teve bola, como parece ser desejo do seu novo treinador, mas não teve ideias, numa equipa em que Lopetegui decidiu 'misturar' alguns possíveis titulares com outros que devem ser segundas opções.
 
Muito se falou, durante este defeso, numa possível saída de Jackson Martínez do Clube Azul e Branco. Mesmo a vontade do jogador terá sido essa, só que a intransigência da SAD Portista em perder mais um indiscutível (depois de Mangala e Fernando) foi mais forte.
 
Ganho o braço-de-ferro, o FC Porto renovou com o Colombiano e a novela chegou ao fim. E ainda bem, terá pensado Julen Lopetegui quando soube do desfecho. Qualquer grande equipa precisa de um avançado que saiba fazer o seu papel e nisso Jackson é exímio, não tivesse ele sido o melhor marcador do Campeonato Português nas duas últimas edições.
 
Ora, como é de golos que o avançado vive, nada melhor do que marcar na primeira aparição da pré-temporada. Lopetegui mexeu muito na equipa e viu francas melhorias de um FC Porto completamente diferente no segundo tempo, o que culminou rapidamente no golo do empate.
 
Tello, Casemiro e Brahimi mostraram serviço suficiente para augurarem a titularidade, Jackson concretizou e os Portistas passaram a dominar o desafio, o que aconteceu até aos 70 minutos.
 
Com algumas mudanças, o Everton demorou a reerguer-se, só que conseguiu voltar a acercar-se da baliza de Fabiano, podendo marcar em três ocasiões. Só que, desta vez, o Brasileiro mostrou-se à altura e segurou as investidas dos Ingleses, que ainda não tiveram a estrela Lukaku em campo.
 
Por seu turno, os Dragões registaram novo empate, com sinais claros de que os homens da segunda parte estiveram bem melhor do que os que começaram a partida. Lopetegui tem soluções e qualidade, falta encaixar tudo numa equipa.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Helton merecia mais

Ainda não está confirmada uma eventual saída/”reforma” do carismático Capitão do Futebol Clube do Porto, mas tudo parece apontar para que tal venha a ser uma inevitabilidade.
 
Julen Lopetegui não trouxe consigo somente a famosa torre.
 
Pelo pouco que ainda nos foi dado a observar, o Espanhol pretenderá que a equipa Azul e Branca jogue com as suas linhas bem subidas e tal obriga a que o Guarda-redes funcione como um Líbero (um pouco à semelhança da actual Alemanha Campeã do Mundo). O mesmo é dizer que lá com isto o Guardião da Baliza Portista terá obrigatoriamente de jogar bem com a bola nos pés.
 
Ora é certo e sabido que Helton tem inúmeras qualidades, mas jogar com a bola nos pés não é uma delas. O Brasileiro é um desastre natural quando é chamado a tais tarefas. Já o mesmo não se pode dizer de Fabiano.
 
Se juntarmos a isto o facto de Helton não “estar a caminhar para novo” e que tal contribui para a lenta recuperação da grave lesão que contraiu na época passada, não será portanto asneira alguma dizer que chegou a vez de Helton se ir embora do Dragão.
 
E chego a tal conclusão com uma profunda tristeza. 
 
O Brasileiro podia ser um tudo ou nada preguiçoso pois precisou quase sempre de uma “sombra” no banco de suplentes que lhe “ameaçasse” o lugar, cometeu alguns “frangos” que comprometeram a carreira do Futebol Clube do Porto nas provas internacionais, mas este merecia sair pela porta grande e nunca depois de uma temporada onde tudo correu mal no Reino do Dragão.
 
Efectivamente Helton não merecia nunca sair pela porta pequena, mas também nunca ninguém disse, ou dirá, que no Mundo do Futebol existe Justiça.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Empatou. Venham de lá os jogos a sério!

Sporting e FC Porto não foram além de um nulo no jogo da primeira jornada do grupo B da Taça da Liga. Os Leões voltaram a não sofrer golos, mas também registaram o segundo jogo consecutivo sem marcar, ao passo que os Dragões imitaram o 0 x 0 da última deslocação a Alvalade. Num jogo onde a equipa Sportinguista esteve melhor, Adrien Silva mostrou estar em grande forma (à redobrada atenção de Paulo Bento) e Vítor Silva acabou por ter a vitória nos pés por duas vezes.
O resultado penaliza o Sporting, que criou os melhores lances, num jogo onde os treinadores mexeram em algumas peças e no qual Carlos Eduardo acabou expulso.
Longe de encher (21 505 espectadores), Alvalade não se deixou vencer pelo frio que caiu sobre o cenário do jogo, um clássico que tendia para valer bem mais do que os 'apenas' três pontos neste arranque de fase de grupos da Taça da Liga.
Na tentativa de construírem as suas 'omeletes' para esta partida, Leonardo Jardim e Paulo Fonseca mexeram nos ovos e nos condimentos a apresentar na mesa de Alvalade em toda a sua extensão.
O Sporting alterou da baliza até à frente, com Marcelo Boeck a ser o escolhido em vez do habitual titular Rui Patrício, Eric Dier a surgir ao lado de Marcos Rojo na defesa, Wilson Eduardo na posição que tem vindo a ser de Carrillo e Slimani como homem de ataque, na vez de Fredy Montero.
Quanto ao FC Porto, Fabiano foi, como é hábito nas taças, titular na baliza, Herrera apareceu em vez de Lucho e Nabil Ghilas 'roubou' o posto a Jackson Martínez.
Em suma, se se esperaria há uns dias que as estrelas mais cintilantes deste jogo pudessem ser Montero e Jackson, os dois cafeteros foram substituídos por dois Argelinos.
A primeira parte foi, numa palavra apenas, entretida. Se, fora das quatro linhas, o apoio às equipas era muitas vezes trocado por insultos ao rival, no campo as equipas ensaiavam formas de furar as paredes que estavam montadas. Sim, em Alvalade, como é habitual nos dérbies, as equipas foram interiorizadas de que a sua construção seria de trás para a frente, dando maior destaque inicial à segurança defensiva.
Talvez por isso tenha tardado tanto a que as oportunidades surgissem, num primeiro tempo em que Ghilas foi o primeiro a tentar,Wilson Eduardo apareceu na cara de Fabiano, Licá fez o mesmo a Boeck e Slimani se mostrou muito mexido e a baralhar as movimentações dos próprios centrais Portistas.
Mais do que falar de lances de golo, que existiram nas duas balizas, importa realçar o ligeiro ascendente dos Leões de Leonardo Jardim, uma equipa que primou por processos simples para chegar à baliza contrária, no primeiro tempo.
Defesas à procura do ponta-de-lança, que recua para tocar para um médio, com este a servir em profundidade um dos extremos, com este a ir à linha cruzar ou a rumar directamente para a baliza. Parece um exercício simples e que se aprende nos juvenis, mas que nem sempre se pratica facilmente. Pois bem, Leonardo Jardim tem esse dom, de cultivar na equipa que jogar simples é fácil e que até pode ser a melhor forma de desbloquear a defensiva contrária, mesmo que isso não se tenha traduzido em golos.
E porquê a execução simples desses processos? O meio-campo Portista revelava-se macio a pressionar na zona intermediária e permitia a Adrien Silva vaguear com a bola nos pés e servir diagonais venenosas.
Danilo e Alex Sandro iam remando bem nas investidas ofensivas, mas mostravam-se também pouco astutos no capítulo defensivo. Contudo, nem tudo era mau num Dragão que sentiu a falta de Lucho. Herrera, com raras excepções, mostrava-se certinho e com pulmão para puxar o jogo da equipa, apoiado por um Fernando igual a si próprio e vendo Varela criar desequilíbrios, ainda que fugazes. Carlos Eduardo e Licá, esses, quase não apareceram no primeiro tempo.
Na segunda parte, os Leões entraram melhor. Outra vez ao ritmo de Adrien Silva (Paulo Bento terá que justificar muito bem se não o voltar a convocar), os comandados de Leonardo Jardim carregaram sobre o adversário e as queixas só poderão estar na falta de explosão na finalização. Depois entrou Lucho e Defour, na tentativa de Paulo Fonseca recuperar um meio-campo que até tinha quantidade, mas que pecava na qualidade (de posse de bola, diga-se).
Com o jogo a quebrar de ritmo, era possível ir lendo os vários recados e provocações que os adeptos Leoninos enviavam ao rival. A título de exemplo, «Por mais títulos que ganhem, a vossa força é... banal!», «Quando o ideal é maior que a vida, dá a vida pelo ideal» ou «Paulo Fonseca no Porto, nem a Fernanda gosta de ti».
De volta à circulação da bola, o Sporting afrouxava no ritmo a meio-campo e os laterais Jefferson e Cédric Soares encolhiam-se na hora de subir, pois a frescura já não era a mesma. Por isso mesmo, Leonardo Jardim fez entrar Montero e Carrillo, dois elementos 'fresquinhos' e com ritmo suficiente para serpentearem pela defensiva Portista.
Precisamente esse cenário foi o que se verificou ao minuto 74, quando os dois construíram uma bela oportunidade , a qual terminou com um remate de Cédric Soares para intervenção de Fabiano. A seguir, Vítor Silva tem o melhor lance, em zona frontal, só que Fabiano brilhou em grande estilo e evitou o golo num jogo onde os Portistas acabariam com apenas dez jogadores: Carlos Eduardo viu segundo amarelo e consequente expulsão.
Praticamente não mais houve jogo, com excepção de mais uma grande oportunidade desperdiçada por Vítor Silva, que rematou à meia volta em excelente posição, mas ao lado da baliza Portista.
Tudo em branco, tudo a nulo no grupo B, onde ainda não há golos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Fabiano

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Valeu pelo resultado

O FC Porto sofreu os primeiros golos na pré-temporada, frente aos Venezuelanos do Anzoátegui, no triunfo por 4 x 2. Os Dragões entraram a vencer na Copa EuroAmericana 2013, deixando claro que há uma segunda linha que ainda não está à altura dos conceituados.
 
Com a baliza em branco nos testes anteriores, o sinal de reparo do jogo Portista vai para a actuação defensiva. Depois de já ter tremido contra 11 no embate com o Marseille (depois disfarçado com o resultado), a linha defensiva acabou por revelar novos problemas de estabilidade frente ao Anzoátegui. Fucile, que tem sido dos mais utilizados nesta fase de testes, foi o mais instável, sendo que Mangala e Maicon também não escapam à crítica, sobretudo no lance do primeiro golo Venezuelano.
 
Golo que surgiu aos 39 minutos e depois de vários avisos por parte da equipa da casa. Edwin Aguilar intrometeu-se entre os centrais Portistas e, mais rápido que a dupla Franco-Brasileira, acabou por bater Fabiano com um chapéu. Sem se tratar de um golo da justiça, a vantagem do Anzoátegui também não mentia sobre a história do jogo; e o FC Porto sofria assim o primeiro golo da pré-temporada, que não passou a dois pouco depois porque Aguilar, desta vez, atirou ao lado depois de nova fugida a um eixo defensivo Azul desnorteado.
 
Antes da vantagem Venezuelana assistiu-se a um equilíbrio de forças e fraquezas, com as equipas a chegarem com frequência – e facilidade – à área do adversário. Assim, só nos três primeiros minutos viram-se outras tantas ocasiões de golo; duas para o Anzoátegui (1’ e 3’), uma para o FC Porto (2’), com Ghilas isolado – a passe de Fernando - a permitir a defesa ao guarda-redes da casa.
 
Do futebol Azul tentava destacar-se um elemento. Carlos Eduardo era quem mais procurava os desequilíbrios – a par de Fernando -, apresentando-se como o elemento mais solto e «vagabundo» do triângulo invertido composto pelo «6» Brasileiro e por Steven Defour. Mas era no jogo para trás que o FC Porto sofria, como aos 15 minutos, quando novo remate de meia distância importunou Fabiano.
 
Do jogo para a frente do Tricampeão Nacional comandado por Paulo Fonseca nota para um remate cruzado de Iturbe, aos 18 minutos, após assistência de Carlos Eduardo. Aos 20’ foi Varela a não chegar a um cruzamento do Argentino para aos 37’ se ver um erro de arbitragem; Iturbe foi derrubado na área pelo guarda-redes adversário, mas um fora-de-jogo mal assinalado acabou por anular a grande penalidade.
 
Para a segunda parte, Paulo Fonseca fez mudanças que devolveram ao «11» Portista uma cara mais comum. Fucile, Carlos Eduardo e Ghilas cederam os lugares a Danilo, Lucho e Jackson Martínez, três indiscutíveis na equipa base do Dragão. E a diferença foi imediata, com o FC Porto a chegar ao empate num lance que envolveu Varela, Danilo e Jackson. O extremo serviu o lateral que cruzou certeiro para o golpe de cabeça do Colombiano; fácil e eficaz. Tão fácil que quase dava novo resultado aos 58’, com Lucho a isolar Jackson que desta vez permitiu a defesa a Edixson González.
 
Depois, os minutos loucos em Puerto de La Cruz, com três golos em três minutos. Aos 62’, Juan Fuenmayor voltou a dar vantagem ao Anzoátegui, com um remate de ressaca na sequência de um livre que ficou preso na barreira. A reacção do FC Porto foi imediata e letal, com Mangala a empatar no minuto seguinte (Jackson ganhou nas alturas e deixou a bola à mercê do Francês) e Varela a apontar o 3 x 2 aos 65 minutos, com um golpe de cabeça perfeito a finalizar uma bela jogada ofensiva dos Dragões. O mesmo Varela fixou o resultado final aos 94 minutos, concluindo da melhor forma a assistência de Lucho.
 
Do bloco de notas de Paulo Fonseca devem constar várias anotações após os 90 minutos na Venezuela: Ghilas tarda em se afirmar como opção séria para Jackson, que marcou à primeira; Carlos Eduardo é irrequieto mas não sabe como substituir Moutinho e a estabilidade posicional de Lucho González; e Iturbe, que jogou os 90 minutos e parece crescer a cada nova oportunidade. É desta, «pequeno» Messi?
 
Quarta-feira há mais FC Porto na Copa EuroAmericana, desta feita na Colômbia, frente ao Millionarios.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Silvestre Varela
 

domingo, 14 de abril de 2013

Mau jogo treino termina em derrota

Depois da derrota para o Campeonato no Dragão (3 x 1), virou o disco mas, desta vez, a vitória foi para SC Braga que venceu o FC Porto (1 x 0) e conquistou a Taça da Liga, na Final da Competição, em Coimbra. A equipa sucede ao Benfica que venceu as últimas edições da prova.
Uma Final é sempre um jogo diferente e especial. Os jogos decisivos, seja na Liga dos Campeões ou na Taça da Liga, têm a sua linguagem, uma espécie de léxico próprio, frequentemente não percetível para quem não é da 'seita'.
Para Portistas e Minhotos não foi, claro está, a primeira vez que marcaram presença numa Final de uma Competição.
Na cidade do Conhecimento, ambos repetiam a célebre Final de 18 de Maio de 2011, naquele dia em que o País, pela primeira vez, teve duas equipas numa Final Europeia, ganha pelo FC Porto, graças a um golo de Radamel Falcao.
Cerca de dois anos depois, os clubes Nortenhos voltaram a uma Final, ainda que esta sem o glamour ou encantamento de uma prova Europeia. No entanto, havia um troféu para conquistar.
Rumo Coimbra, o caminho fez-se por uma estrada comum: vencendo tudo e todos. SC Braga e FC Porto encontravam-se para um duelo inédito na Taça da Liga e ambos sabiam que o regresso a casa tinha (obrigatoriamente) de ser mais feliz para uns... do que para outros. Assim é a Lei do Futebol.
A Taça da Liga, que ao longo dos seus anos foi fustigada por uma série de críticas, passou (e não vale a pena dourar a pílula) de repente a funcionar como uma espécie de objectivo 'interessante'.
Deste modo, o estádio da Académica - casa da Final desta prova nas últimas épocas - vestiu-se de gala para o duelo entre dois velhos conhecidos do Futebol Português. Nas bancadas, adeptos de uma e outra equipa estavam apetrechados com cachecóis, camisolas e bandeiras, enquanto tentavam animar e apoiar os seus jogadores.
Em Coimbra, apareceu um SC Braga forte e apostado em conquistar a Taça da Liga. Os Minhotos, única equipa Portuguesa que esta época foi capaz de vencer o FC Porto (em jogo da Taça de Portugal), tentou, com cautelas, pegar no jogo e ameaçar as redes Azuis e Brancas.
Os primeiros minutos mostraram duas equipas sem querer correr grandes riscos. Ambos os técnicos apostaram na segurança defensiva e não admira, por isso, que nenhum dos conjuntos tenha mostrado ascendente nas primeiras jogadas do encontro.
Ainda assim, a primeira (e única) oportunidade de golo pertenceu ao FC Porto. Aos 10 minutos, Defour, na esquerda, cruzou para o interior de área com Jackson a desviar ao primeiro poste, mas James Rodríguez, ao segundo poste, chegou ligeiramente atrasado para fazer o golo!
Com a derrota no Dragão (3 x 1), na passada segunda-feira, ainda na memória, o SC Braga tentou realizar uma partida equilibrada mas o FC Porto mostrou mais controlo emocional e táctico na partida.
Os Guerreiros do Minho, que andaram quase sempre longe da baliza de Fabiano Freitas, praticaram um futebol electrizante mas sem criar real perigo à defesa Portista, onde Abdoulaye (a surpresa no onze de Vítor Pereira) acabaria por ser a figura da primeira parte.
O central Azul e Branco - que fez dupla com Mangala - derrubou Mossoró, perto do intervalo, dentro da área. O árbitro não teve dúvidas e assinalou a grande penalidade, mostrando o segundo amarelo (e respectivo vermelho) ao central Portista. Chamado a marcar, Alan atirou a contar e colocou os Minhotos na frente, aos 45+2'.
No final da primeira parte, a equipa de Braga vencia pela margem mínima.
No regresso do descanso, Vítor Pereira tirou Lucho e colocou Otamendi. Mas seria o SC Braga abrir as hostilidades, com um cabeceamento sensacional, aos 50 minutos, mas Otamendi limpou.
Com mais um jogador em campo, o SC Braga tentou aproveitar a superioridade numérica!
Seguiram-se dez minutos de perigo com os Minhotos a desperdiçarem muitos golos. Aos 67', por exemplo, Rúben Micael falhou de forma incrível e atirou a bola no poste da baliza do FC Porto. Após um grande passe para a desmarcação de Alan entra os centrais, o Capitão do SC Braga fintou o guarda-redes do FC Porto e assistiu Rúben Micael que estava sobre direita, mas o desvio não aconteceu a tempo.
Responderam os Portistas, já com Kélvin em campo. Jackson Martínez, à entrada da área do SC Braga trabalhou bem, ganhou espaço mas rematou ligeiramente ao lado da baliza de Quim. Ainda se gritou golo nas bancadas do estádio.
Com o FC Porto lançado no ataque, Fabiano foi gigante na baliza Portista. Aos 88', o Brasileiro travou um belo remate de Hugo Viana! O SC Braga esteve muito perto do segundo mas o guardião Portista brilhou nas redes.
O tempo ia passando, Mangala passava a avançado. Havia mais espaço na defesa Portista mas os Minhotos não aproveitavam.
Ainda assim, João Capela apitou para o final do jogo e o SC Braga fez a festa. A taça vai para o museu Arsenalista.

Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Fabiano