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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Tinha de correr mal

imagem retirada de zerozero
Se há jogo treino que tinha tudo para correr mal foi neste onde o Futebol Clube do Porto empatou em casa com o Feirense. Os portistas podiam, e deveriam, ter feito mais – muito mais – diante de um adversário muito fraco que esteve sempre muito mais interessado em não perder a partida do que em disputa-la. Mas não o fizeram e o Feirense, sem saber muito bem como, saiu do Estádio do Dragão com um empate feliz e saboroso.

Para ser muito sincero estou-me a “borrifar” para a Taça da Liga. Trata-se de uma competição mentirosa feita à medida dos interesses dos ditos “3 grandes”, mas hoje exigia-se da parte dos jogadores do Futebol Clube do Porto uma outra atitude. Exigia-se, pelo menos, que tivessem feito por vencer o jogo. É verdade que em muitos momentos os dragões foram donos e senhores da partida, mas em muitos outros momentos os azuis e brancos passaram mais tempo a circular a bola a um ritmo muito baixo quando se tivessem acelerado um bocadinho teriam marcado um segundo golo e sentenciado a partida. Mas não o fizeram… E não só não o fizeram como também sofreram o golo do empate após a equipa visitante ter avisado num lance anterior que iria tentar marcar daquela forma!

Como já aqui disse, estou-me a marimbar para Taça da Liga mas incomoda-me a forma como o Futebol Clube do Porto -por vezes - não encara os jogos, em como não dá uma necessária sequência aos bons resultados que tem vindo a alcançar e, sobretudo, à tremenda falta de soluções que Nuno Espírito Santo (NES) tem ao seu dispor para poder dar a volta aos acontecimentos. Ou seja; sempre que NES necessita de ir ao banco para encontrar soluções que o ajudem a fazer face às lesões/ausências por causa das selecções/fraco rendimento dos jogadores é um tremendo problema. Pelo menos este foi o problema que, a meu ver, ficou mais à vista no jogo de hoje.

Mas note-se que não foram somente os jogadores do FC Porto os únicos responsáveis pelo empate diante da equipa da Feira. NES teve a sua quota-parte de culpa porque teve a brilhante ideia de colocar Depoitre sozinho na frente de ataque como se o belga tivesse velocidade e boa capacidade de movimentação na linha da frente. Depoitre é um “pinheiro” que nunca será um Jardel e, muito menos, um Falcao. Falta-lhe instinto goleador, sentido posicional e velocidade (muita velocidade). Já se NES quiser jogar em ataque apoiado através de tabelas com um “pinheiro” de costas voltadas para a baliza adversária a conversa é outra. Mas não foi nada disto que vi hoje dado que tanto Jesús Corina como Yacine Brahimi estavam praticamente “colados” às faixas, o que deixou Depoitre o “pinheiro” sozinho na frente de ataque na vã esperança de que alguma bola lhe batesse em qualquer parte do corpo e entrasse na baliza do Feirense.

Na próxima terça há mais um jogo treino para disputar e espero que desta vez o Futebol Clube do Porto mostre quem quer vencer (não precisa de convencer). È que é muito importante entrar em Paços de Ferreira com a moral em alta e é muito para isto que se fazem jogos treino.

MVP (Most Valuable Player): João Carlos Teixeira. Penso que ninguém deu pela falta de Oliver Torres no meio campo portista enquanto o João Carlos Teixeira teve “pilhas” para jogar. Excelente no passe. Excelente a pautar todo o jogo ofensivo dos azuis e brancos e, sobretudo, excelente no passe. NES deve apostar mais vezes neste jogador. Especialmente nos dias em que Óiiver estiver em baixo de forma.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 74´ para resolver a contenda a favor da equipa de Santa Maria da Feira. Nesta altura o Feirense empata a partida para depois a gerir, bastando-lhe para tal ir fazer frente a um ou outro ataque esporádico do FC Porto.

Arbitragem: A equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro não marcou duas grandes penalidades a favor do Futebol Clube do Porto e na recta final do jogo pactuou com as perdas de tempo e anti jogo dos visitantes. Má arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: João Carlos Teixeira. O MVP dest6a partida mostrou aos seus colegas de equipa como se joga bom futebol. Mesmo quando se trata de um jogo treino. Merece mais oportunidades de fazer parte do onze inicial do FC Porto.

Negativo: Willy Boly. Um central não defende nem ataca. Atrapalha. Péssimo nas antecipações e muito distraído nas marcações. Assim não pode ser. Ainda estou para perceber como foi o FC Porto pagar tanto dinheiro pelo passe deste jogador.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/12/2016)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pensamento da Semana: João Carlos Teixeira


OFICIAL: João Carlos Teixeira no FC Porto até 2020
Médio português de 23 anos terminou contrato com o Liverpool e assinou pelo clube portista
O FC Porto oficializou nesta segunda-feira a contratação de João Carlos Teixeira. O médio português de 23 anos terminou contrato com o Liverpool e assina pelos dragões até 2020.

«É um sonho para mim jogar neste grande clube. Ambicionava vestir esta camisola, porque fui habituado a ver o FC Porto ganhar ao longo dos anos. Espero que tudo corra bem e quero dar o meu melhor», disse o médio ao site oficial do clube e ao Porto Canal.

Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, garantiu que «o João podia estar a esta hora num grande clube italiano como a Fiorentina, que era um dos interessados». O dirigente explicou que Nuno Espírito Santo sugeriu a contratação do jogador e que, após contacto através do empresário Jorge Mendes, as conversas evoluíram rapidamente.

João Carlos Teixeira é natural de Braga e evoluiu na formação do Sporting entre 2004 e 2011. Nessa altura saiu para Inglaterra e para o Liverpool, chegando a fazer alguns jogos pela equipa principal dos reds.

«Caracterizo-me por ser um jogador bom tecnicamente, com boa visão de jogo e boa capacidade de passe», sintetizou o reforço portista.

In maisfutebol

O negrito e sublinhado são da minha autoria.

Ora face ao exposto fica aqui a minha pergunta: 

- Se João Carlos Teixeira “podia estar a esta hora num grande clube italiano” (citando Pinto da Costa) e se “Nuno Espírito Santo sugeriu a contratação do jogador” (citando, mais uma vez, Pinto da Costa), como se explica que até ao presente o jogador não tenha jogado um minuto sequer de qualquer jogo oficial do Futebol Clube do Porto?

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Crónica de Mal Dizer

Quem me conhece sabe que gosto mais de comentar as peripécias laterais do futebol do que falar das “linhas de passe”, da “chegada de uma nova estrela”, ou da “falta de empenho”. Não quero ficar mal da consciência, vou abrir uma exceção, e mandar uns bitaites (que saudades Hernâni Gonçalves) sobre o que vi nos jogos de preparação contra bons clubes europeus talvez para nos habituarmos à Champions, cujo play off está aí à porta.
 
Começando de trás para a frente queria lamentar mais uma vez que o nosso Helton não tenha tido uma despedida condigna com o seu portismo quando, afinal, não vejo melhor. Casillas tem-se revelado inseguro, não sai a um cruzamento, e quando sai não acerta na bola. Sobre o outro guarda-redes espanhol do qual diziam maravilhas vai para o Villarreal! Deve ter trazido bilhete de ida-e-volta.
 
Como os centrais não valem um charuto (apenas Chidozie poderá ser uma promessa futura) continuo à espera de, pelo menos, um central que entre de caras. Nas laterais não vejo nada de especial em Alex, e não achei graça nenhuma à brincadeira do Nuno colocar o Varela a “defender”. Que grande buraco que se abriu nas suas costas! O lugar é de Maxi que tem sido pouco aproveitado em relação ao que fazia no clube da treta. Mais à frente, e por agora sem Danilo, continuamos sem alternativa. Rúben Neves poderá ser um dos 3 médios, nunca um número 6 a menos que numa emergência de dois trincos.
Para uma linha média à séria, continuamos sem número 8 e número 10. Andam por lá meia dúzia de jogadores dos quais se poderão extrair os 3 ou 4 para o meio-campo (conforme se jogue em 4-3-3 ou 4-4-2) mas continuo com muitas dúvidas quanto à eficácia do Trio Los Panchos (Herrera incluído) não porque sejam maus jogadores, mas porque nenhum deles, e muito menos os três ao mesmo tempo, conseguem uma exibição aceitável durante todo o jogo. Ponta-de-lança não existe e extremos puros… vou ali e já venho.
Como teremos que aproveitar a lenha disponível pareceu-me bem o 4-2-3-1 da segunda parte contra o Vitesse, sobretudo Bueno no apoio a André Silva. Agradável surpresa (nunca o tinha visto jogar no Liverpool) foi João Teixeira. Parece-me então que de entre Rúben Neves, João Teixeira, Corona, Bueno, e André André sairão os 3 lugares do meio, e lá da frente Herrera, Brahimi e Octávio poderão alternar como alas. O resto é paisagem.
 
Com a espanholada a ir de vela aos poucos a coisa pode ficar mais interessante do que nas duas últimas épocas de má memória. Vamos confiar no trabalho do Nuno (a equipa está mais subida, faz pressão alta, troca mais a bola, e tem sempre a baliza com objetivo). Parece-me bem. 
 
Para a Sad um conselho. Se forem comprar alguém (o que não acredito) tem que ter muito cuidado. Para evitar os barretes dos últimos tempos devem ter sempre “um olho no burro e outro no cigano” (leia-se: no empresário). Anda por aí muito barrete. 
 
Acaba aqui a minha modesta análise. Há excelentes comentadores nos blogues portistas da Bluegosfera não preciso de estar a preocupar-me. Saio das 4 linhas de consciência tranquila e volto a comentar aspetos externos (Contas, Regulamentos etc.) com as minhas crónicas.
 
No próximo episódio: a ADOP contínua de rastos

domingo, 24 de julho de 2016

Reviravolta e mais qualquer coisinha

Foi um FC Porto de duas caras na vitória frente ao Vitesse, da Holanda. Uma equipa com pouca capacidade ofensiva na primeira parte, mas, no segundo tempo, uma equipa diferente, para melhor. Voltaram a levantar-se problemas para Nuno Espírito Santo, mas também apareceu uma solução. Jogar com um homem, nesta caso foi Bueno, mais perto do avançado, partindo um pouco o tradicional 4x3x3. 
 
Não está ainda no ponto este novo Dragão, mas começa a parecer mais equipa e, com mais alguns ajustes no plantel, pode voltar a ser o FC Porto que nos habituou.
 
Com uma equipa totalmente diferente daquela que jogou contra o PSV, os dragões evidenciaram alguns problemas familiares e outros que ainda não se tinham visto. Desde logo, e o mais gritante, é a falta de capacidade para criar oportunidades. A culpa não pode ser toda colocada nas costas de Aboubakar, mas é certo que o avançado camaronês precisa de melhorar. Salta a vista a falta de homens no ataque e até se pode começar a pensar se este 4x3x3, que atuou na primeira parte, é a melhor solução para o FC Porto.
 
Outra coisa que se notou, foi a falta de João Carlos Teixeira. André André e Josué gostam de ter bola, mas acabam por não ter a capacidade de rotura do jovem reforço. Também falta Danilo Pereira e, neste jogo, notou-se por mais que uma vez a falta de um destruidor no meio campo. O golo, por exemplo, surgiu de um lance onde não houve capacidade de matar a jogada. 
 
A segunda parte trouxe um FC Porto diferente. Desde logo com Bueno, o tal jogador que parece estar sempre fora das opções. O certo, é que com o jogador espanhol, os dragões melhoraram. Bueno jogou mais perto de Aboubakar e, mal entrou, combinou bem com o avançado num dos melhores lances portistas de todo o jogo. Apenas a finalização errada do camaronês impediu o empate. Outra das alterações foi a entrada de André Silva, novamente para jogar no flanco direito. O jovem avançado é daqueles que nunca joga mal e esforça-se em todos os lances, ainda assim não é na direita que mais brilha. 
 
O FC Porto, com Bueno, passou quase sempre a jogar numa espécie de 4x4x2, ou 4x2x3x1, e notou-se mais capacidade de sufocar o adversário e ter bola mais perto da área da equipa holandesa. Faltou, neste período, mais eficácia no momento do último passe e da finalização. Apesar disso, os últimos 20 minutos, e depois das entradas de Corona, Otávio e João Teixeira, viu-se uma equipa com muita qualidade no ataque. Corona empatou e, de penálti, André Silva fez o 2x1, um resultado justo para o que o FC Porto fez, especialmente na segunda parte. 
 
É um dragão ainda à procura das melhores soluções. Há processos, e com qualidade, mas falta um trabalho mais concreto no ataque. Já aqui dissemos André Silva será, com certeza, uma boa solução para a temporada. Não podemos dizer o mesmo de Aboubakar e, por isso, convém lembrar que o mercado está aberto e há bons pontas de lança disponíveis.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo. Bueno