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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Líderes!

imagem retirada de zerozero
A primeira impressão que retiro do FC Porto 2 x CD Feirense 0 é que vi um jogo típico do nosso campeonato. A equipa azul e branca justificou uma vitória que acabou por ser natural perante um adversário que tentou de tudo para que o seu jogo para o “pontinhio” tivesse o desejado sucesso.

Efectivamente estou em crer que o primeiro paragráfo deste texto descreve - na perfeição - tudo o que se passou hoje no Estádio do Dragão durante os 90 e poucos minutos da partida. Os portistas acabaram por merecer a vitória que, diga-se o que quiserem dizer, foi merecida e, sobretudo, muito bem trabalhada pelo conjunto azul e branco. Contudo os comandados de Sérgio Conceição poderiam (e deveriam) ter sido mais eficazes na hora de rematar à baliza da equipa da Feira. Especialmente se tivermos em linha de conta que isto dos golos marcados e sofridos poderá vir a ser vital na fase final de um campeonato que tudo indicia que será muito equilibrado.

Olhando para agora somente para a exibição portista de hoje, penso que volta a ser óbvia a mais-valia que é ter Óliver Torres em campo. E o moço, ao contrário de certas “más-línguas”, até que se “esfarrapa” todo na conquista da bola! Tal aliada a uma visão e qualidade de jogo ímpar explicam, em certa medida, que o habitual jogo do “vamos para a frente e o resto que se lixe” de que Sérgio Conceição tanto gosta tenha hoje resultado bem. A ver vamos é se agora Óliver consegue ser consistente nas suas exibições futuras.

Apesar de tudo continuo a estar algo receoso com o estilo de jogo de Sérgio Conceição. Isto porque esta forma muito ofensiva de estar em campo obriga a que os vários jogadores do FC Porto estejam posicionados em campo a uma grande distância uns dos outros. Tal perante uma equipa mais forte do que este CD Feirense pode vir a ser perigoso. Os espaços entre os atletas azuis e brancos foram, muitas vezes, aproveitados pelos atletas do Feirense que “obrigavam” a que o famoso “pontapé para a frente sem nexo” acabasse por ser a única solução. Felizmente poucas foram as vezes em que os comandados de Nuno Manta conseguiram criar real perigo para a área portista através desta lacuna…

Em suma; apesar de tudo o Futebol Clube do Porto venceu hoje e lidera a Liga NOS por força dos golos marcados e sofridos. Agora é seguir em frente e procurar consolidar esta posição. Na próxima jornada os Dragões vão à Madeira medir forças com o SC Marítimo. Vai ser um jogo complicado (como sempre), pelo que me parece que Sérgio Conceição deveria dar o normal e natural desprezo para o jogo da próxima Quarta-feira que diz respeito a uma tal de “Taça da Liga”.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Hoje o argelino fez aquilo que me apraz apelidar de “jogão”! Foi dos melhores jogos que vi Brahimi fazer esta temporada em todos os aspectos. Excelente a atacar e muito bom na hora de defender. Infelizmente a Deusa da Fortuna não quis nada com ele na hora de rematar à baliza pois este merecia o golo que tanto procurou tentar marcar.

Chave do Jogo: Apareceu a partir do minuto 15 (mais coisa, menos coisa) para decidir o jogo a favor do FC Porto. Isto porque foi a partir deste momento que o Feirense começou a mostrar a sua impotência para fazer frente a um Futebol Clube do Porto que tomou conta do jogo na busca da vitória que acabou por vir a alcançar com naturalidade.

Arbitragem: Jogo de muito trabalho para a equipa de arbitragem, com uma série de golos bem anulados. No lance do golo de Felipe, este validado, é uma decisão no limite e de difícil juízo.

Positivo: Óliver Torres. O “farol” que o meio campo do FC Porto tanto necessitou em muitos dos seus jogos anteriores. Excelente na leitura de jogo, no passe e na organização de todo o jogo azul e branco.

Negativo: “Para a frente e o resto que se lixe” (mais uma vez). Esta filosofia de jogo de Sérgio Conceição só serve para criar dificuldades onde elas não existem.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/10/2018)

domingo, 28 de outubro de 2018

Diz-se que o melhor de uma viagem é o regresso a casa...

Depois das longas viagens para e de Moscovo, o FC Porto está de volta a casa e os dias que antecederam o encontro com o Feirense deram boas notícias a Conceição, vindas de outros campos: o Braga empatou, o Benfica perdeu, o que significa que os dragões podem ultrapassar as águias e igualar os bracarenses na liderança.

Uma nova motivação para a equipa portista, que não espera facilidades frente a uma equipa que impressiona pelo registo defensivo. De longe a melhor defesa do campeonato, a equipa de Nuno Manta Santos tem apenas três golos sofridos em sete jogos. Soma também apenas quatro golos marcados, um registo que Sérgio Conceição apontou como «circunstancial».

O treinador portista tem Aboubakar fora de combate e teve de lidar com o tempo mais reduzido de recuperação dos jogadores, mas Nuno Manta Santos tem bem mais dores de cabeça no que toca ao plantel: dois castigados e muitos lesionados, boa parte dos quais no meio-campo. Será um miolo de recurso aquele que se verá no Dragão, embora a recuperação de Tiago Silva torne as debilidades um pouco menos evidentes.
 
Poder de fogo acrescido
 
Sem novas lesões registadas, Sérgio Conceição conta assim com todos os elementos que derrotaram o Lokomotiv e a este lote junta-se Tiquinho Soares, indisponível na Liga dos Campeões, que dá outras soluções ao técnico portista a nível de formação tática.

Juntando como fatores adversário, local e competição, parece provável o regresso ao 4x4x2 com a inclusão do ponta-de-lança brasileiro. No meio-campo, há curiosidade sobre a continuidade de Óliver no onze inicial depois das boas indicações dadas enquanto Otávio voltava à forma ideal.
 
Euforia inicial acalmou
 
Após duas jornadas deste campeonato, o Feirense era uma das quatro equipas com seis pontos somados e teve mesmo uma inesperada oportunidade de saltar para a liderança isolada da tabela, mas a equipa perdeu os primeiros pontos frente ao Boavista.

Desde então, o Feirense não voltou a vencer na Liga e somou mais duas derrotas (Sporting e Moreirense) e dois empates (Nacional e Belenenses SAD), embora continuando a demonstrar as virtudes no processo defensivo que o FC Porto terá de ultrapassar.
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Dia de festa diante de tão fraco adversário

imagem retirada do site zerozero
Primeiro que tudo quero aqui deixar o meu agradecimento a Sérgio Conceição, equipa técnica e plantel pela conquista do título de campeão de futebol da temporada 2017/18. Não pela conquista em si dado que isto de se ser campeão nacional de futebol é uma obrigação para uma equipa como o Futebol Clube do Porto, mas sim pela forma como tal foi alcançado. Foi preciso lutar contra um sistema mafioso montado pelos de sempre que preferem a mentira em detrimento do mérito. Por tudo isto, obrigado Sérgio Conceição & Companhia. Posto isto, passemos ao jogo.

O que me apraz dizer de imediato sobre a partida de hoje que decorreu no Estádio do Dragão é que raio faz o Feirense no escalação principal do nosso futebol. A equipa de Santa Maria da Feira não jogou absolutamente nada! A sua estratégia passava, tão simplesmente, por ir jogando aqui e acolá à bola para - caso a sorte assim o determinasse - marcar um golo à equipa da casa. A verdade seja dita que tal ia resultando, mas confesso que é preciso ter-se muita lata para se apelidar de equipa profissional este CD Feirense. É muito por isto que não aceito - de forma alguma! - o golo que Iker Casillas sofreu. O jogo era de consagração, é um facto, mas isto não é sinónimo de descontração ao ponto de uma equipa deste calibre ter a “destreza” de marcar um holo ao actual Campeão. Não podia ter acontecido. Não deveria ter acontecido.

De resto queria também dizer que foi contra este tipo de adversários que o FC Porto de Lopetegui e de NES “escorregaram”. E aqui há que dar inteiro mérito a Sérgio Conceição que mesmo não tendo (algumas vezes) colocado a sua equipa a jogar um futebol brilhante conseguiu passar a ideia de que a sorte protege os audazes. Assim se explica o posicionamento de Sérgio Oliveira no primeiro golo da equipa azul e branca. `

Sérgio voltou a apostar em Tiquinho Soares no ataque, tendo colocado Marega numa das faixas do ataque portista. Pessoalmente não me agrada tal opção até porque isto retira muito da força ofensiva do Futebol Clube do Porto. Esta mesma força ofensiva até que fez alguma falta diante de tão frágil adversário, mas a verdade é que quando se vence nada há a apontar às opções do treinador da equipa vencedora. A ver vamos se esta opção de Marega a extremo e Tiquinho a ponta de lança não tenha vindo para ficar… O mesmo é dizer que Aboubakar tem de voltar a estar em forma para que na próxima temporada a dupla ofensiva Abou/Moussa volte a “espalhar o terror” nas linhas defensivas das equipas adversárias.

Falta mais uma jornada para terminar a actual edição da Liga NOS. O título é nosso, mas há ainda a possibilidade de se bater o recorde de pontos que até à data é pertença do FC Porto de José Mourinho. Em Guimarães, mais do que nunca, espera-se muita seriedade e profissionalismo da parte dos Dragões. Para mais a equipa da casa não tem nada a ver com este triste e desonroso Feirense.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. É sempre um prazer ver futebol quando Brahimi joga desta forma. Hoje o argelino mostrou toda a sua categoria tanto no golo que marcou como em tudo o que fez em campo.

Chave do Jogo: Até que poderia dizer que esta já era pertença dos Dragões mal o jogo começou tal a pobreza futebolística do adversário, mas para ser mais preciso tenho que dizer que esta apareceu com o fabuloso golo de Brahimi.

Arbitragem: Arbitragem correcta e com decisões certas nos lances mais discutíveis. O mais duvidoso aconteceu no derrube de Briseño a Hernâni, mas fica o benefício da dúvida para o árbitro, que decidiu ter sido fora da área depois de ver as imagens.

Positivo: Hernâni. Esteve pouco tempo em campo, mas hoje este soube aproveitar este pouco tempo para mostrar a todos que até que sabe dar uns toques interessantes na bola.

Negativo: Tirando o CD Feirense, nada mais a apontar. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/05/2018)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Contra tudo e contra todos!

imagem retirada de zerozero
Se há coisa que não era novidade nenhuma era que o Futebol Clube do Porto ia ter muitas dificuldades em Santa Maria da Feira. O Feirense é uma equipa que por norma ganha uma espécie de força hercúlea sempre que defronta a equipa azul e branca (já contra os outros dois “grandes” a música é outra). Assim como também não era novidade alguma que o árbitro do jogo em questão (no caso Fábio Veríssimo) e o VAR iam fazer de tudo para prejudicar os interesses dos Dragões. O que é novidade (e muito estranha) é a razão pela qual um árbitro de tão má qualidade como este Fábio Veríssimo envergar as insígnias da FIFA. Dito de outra forma; como é que o Fábio Veríssimo é um dos nossos melhores árbitros ao ponto de, inclusive, estar indicado para apitar jogos internacionais? É a história dos “Padres” e das “Missas” que não vou aqui falar porque já todos a conhecem.

Indo ao jogo jogado, a primeira coisa que me vêm à cabeça é esta pergunta: O que faz o CD Feirense no escalão principal do futebol português? Uma equipa que não joga e não deixa jogar. Uma equipa cujos atletas se atiram para o relvado mal sente a presença do colega adversário. Uma equipa que usa e abusa da táctica do “autocarro” (defender com 11 em frente à área). Uma equipa destas devia estar a lutar pela manutenção no segundo escalação do nosso futebol e não pela manutenção na Liga NOS. Uma vergonha de equipa que teve a conivência de uma equipa de arbitragem (VAR incluído) nessa sai estratégia do “jogar para o pontinho”.

Não podemos dizer que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tenha tido a habilidade necessária para dar a volta a esta pequeníssima equipa do Feirense. È verdade que temos de estar gratos a Sérgio Conceição por ter estar a recuperar a importância dos lances de bola parada (foram estes que fizeram pender os 3 pontos para os lados da Invicta), mas há que procurar ter alternativas viáveis quando a equipa tenta jogar em velocidade e não tem espaço para o fazer. “Autocarros” como este de Santa Maria da Feira vão passar a ser muito recorrentes nos próximos ogos do GV Porto Sérgio e não nos podemos fiar na – sempre importante – eficácia dos lances de bola parada… Se calhar já vai sendo hora de dar mais oportunidades a Oliver Torres de jogar de início para que neste tipo de partidas o jogo portista seja mais fluído e jogado em maior velocidade de execução. Fica a sugestão Sérgio.

Segue-se agora uma difícil recepção ao Guimarães. Mais uma jornada complicada que vai ter o acréscimo de Benfica e Sporting terem empatado nesta jornada. Contra tudo e contra todos. È desta forma que o Futebol Clube do Porto terá de entrar em campo no próximo Domingo.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Este foi um jogo onde os jogadores não conseguiram destacar-se pela positiva, contudo Alex Telles poderá ser considerado o melhor em campo pois foi ele quem “fabricou” os dois golos que deram a vitória portista num campo tradicionalmente difícil.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum algumas das equipas conseguiu criar uma situação de jogo que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Algumas dúvidas num lance sobre Marcano dentro da área do Feirense. Também Tiago Silva poderia ter sido expulso por duplo amarelo aos 68 minutos. Felipe é bem expulso, mas o critério não foi o mesmo para Tiago Silva. Em suma, péssima arbitragem.

Positivo: Lances de bola parada. O aproveitar dos lances de bola parada era algo que o FC Porto já vinha perdendo desse os tempos de Vítor Pereira. Sérgio Conceição parece estar a querer recuperar um dos mais importantes factores do futebol moderno. Convêm é não abusar de tal.

Negativo: Velocidade de circulação. Diante de equipas “ultra fechadas” é extremamente importante que se aposte na velocidade de circulação de bola para, dessa forma, criar espaços que permitam tentar o golo. A melhorar Sérgio Conceição.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/01/2018)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Entrar no novo ano à procura de mais do que três pontos

Quarta-feira de futebol e de futebol importante. O Dragão sabe que joga em Santa Maria da Feira, frente ao Feirense, e que pode trazer mais do que três pontos com uma vitória. Certamente, não será preciso grandes explicações. Com um jogo entre Benfica e Sporting no mesmo dia, os portistas sabem que uma vitória vale três pontos e ganhar ainda qualquer coisa a um, ou mesmo aos dois rivais de Lisboa.
 
Ainda assim, certamente que ninguém na estrutura do FC Porto, sejam jogadores ou treinadores, está muito interessado no dérbi lisboeta, pelo menos até ao final da partida contra o Feirense. E não podem mesmo, porque a equipa treinada por Nuno Manta tem mostrado que sabe dificultar a vida aos grandes.

Baixas nos meios-campos
Criticado ou não, o certo é que esta temporada tem havido um jogador de importância extrema no FC Porto. O mexicano Herrera tem formado com Danilo Pereira uma dupla de respeito e um garante de coesão no meio-campo azul e branco. Herrera não estará nesta partida e logo será preciso mexer.
André André parece ser o principal candidato à vaga, sendo que jogadores como Sérgio Oliveira ou até Óliver Torres estão à espreita.

Ainda assim, a força portista vem muito do ataque. Vem do poderio físico de jogadores como Marega e Aboubakar e da arte de Brahimi. Será novamente esta força a grande referência azul e branca.

Do lado do Feirense há também uma baixa do meio-campo. Cris não joga, numa partida onde a equipa do distrito de Aveiro quer voltar a dificultar a vida a um grande e dar um passo em frente na classificação, que começa a ficar perigosa. Nuno Manta tem por norma ter a sua equipa bem organizada, especialmente quando se trata de defender e isso será essencial para segurar um FC Porto que sabe marcar golos.
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Retirado de zerozero

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Há jogos assim (outra vez)

imagem retirada de zerozero
Este é, sem sombra de qualquer dívida, o tipo de jogo que mais me custa analisar. Isto porque á saída do Estádio do Dragão a minha ideia era a de que o Futebol Clube do Porto não jogou mal. A equipa portista fez tudo o que podia para ficar com os três pontos da vitória, mas o azar, o nervosismo, a pressão de ter de vencer e a falta de opções de um plantel (ainda) desequilibrado ditaram o enganador empate a zero bolas diante de uma equipa do Feirense que realizou o “jogo da sua vida”. O que não deixa de ser incompreensível dado que a equipa de Santa Maria da Feira já há muito que assegurou a manutenção. Para mais isto de ter jogadores formados no SL Benfica a marcar golos na sua própria baliza quando a ideia é a de se fazer o mesmo que hoje no Dragão não é para todos.

Num parágrafo resumi todo o jogo que vi in loco no Dragão, Obviamente que agora os mestres da táctica e os supra sumos do FM – vulgos treinadores de sofá/pipoqueiros - virão a terreiro exigir a cabeça de Nuno Espirito Santo (NES). Isto porque NES não tentou de tudo para vencer este Feirense. O Futebol Clube do Porto nem sequer “massacrou” por completo o CD Feirense na segunda parte. Nem sequer ficaram por marcar duas grandes penalidades a favor do FC Porto na segunda parte do jogo. Nada disto. NES é a única e exclusiva razão de todos os males do actual FC Porto.

E nem vou aqui fazer referência à “manobra” que tramou Yacine Brahimi, Nem vou voltar a “bater na mesma tecla” de que o actual plantel dos azuis e brancos é, na prática, curto em termos de opções.

Isto ainda não acabou. Bem sei que os dois próximos jogos vão ser muito complicados, mas esta equipa do FC Porto de NES já mostrou que merece ser campeã. Falta-lhe é ter aquela sorte que outros têm tido, arbitragens isentas e um grupo de dirigentes que estejam verdadeiramente interessados em justificar o elevado salário (mais extras) que auferem mensalmente.

MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. O médio recuperador de bolas do Futebol Clube do Porto levou a cabo uma exibição fantástica. Excelente na recuperação de toda e qualquer bola e excelente no apoio ao jogo ofensivo dos dragões. Danilo foi, sem sombra de dúvida, o MVP desta partida.

Chave do Jogo: Inexistente- Não obstante os portistas terem feito tudo o que deveriam ter feito para vencer este jogo, por manifesta falta de sorte e de capacidade, estes não conseguiram criar um lance que fizesse com que a sorte do jogo pendesse para o seu lado. O mesmo se pode dizer do CD Feirense que ainda tentou num lance ou outro que a sorte lhe sorrisse na baliza de Iker.

Arbitragem: Na segunda parte ficou por marcar um penalti claríssimo a favor do FC Porto por empurrão a Octavio na área do Feirense. Rui Costa estava perto do lance. Mais tarde não vê um puxão claro da camisola do Marcano na área da equipa visitante. Para além disto, Rui Costa pactuou com o “anti jogo” da equipa da Feira. Péssima arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: A vontade de vencer deste Futebol Clube do Porto. Só é pena que esta mesma vontade nãos e tenha manifestado em outros jogos anteriores,

Negativo: “A malta do assobio”. Não é com insultos, assobios e teorias tácticas que vão fazer com que a bola entre na baliza da equipa adversária.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (23/04/2017)

domingo, 23 de abril de 2017

Não era bem assim, mas ainda dá para recuperar qualquer coisa

Não eram estas as circunstâncias que com o que o FC Porto queria entrar neste jogo com o Feirense. Todo o universo portista tinha a ideia ver o Benfica ser derrotado em Alvalade e entrar em campo este domingo com a possibilidade de ser líder do campeonato nacional. Não será assim, mas a equipa de Nuno Espírito Santo sabe que pode reduzir para apenas um ponto a desvantagem para o líder, aumentando a pressão para o final da Liga NOS.

O FC Porto não pode pensar noutro resultado que não a vitória e por isso terá de afastar alguns fantasmas recentes, como foram o jogo com o jogo com o Braga e com o V. Setúbal. Do outro lado está uma equipa tranquila na classificação e que pelo que tem jogado pode ser um osso duro de roer, ainda que nunca tenha vencido no terreno portista em toda a sua história.
 
Incógnita nos flancos
 
Olhando puramente para o jogo, sabemos que Nuno Espírito Santo terá de fazer pelo menos uma alteração. Não há Brahimi por castigo e por isso há um espaço para preeencher na esquerda. Um nome salta de imediato à vista: Otávio. O brasileiro começou bastante bem a temporada, tendo perdido depois a titularidade para Brahim. Poderá ter aqui uma nova oportunidade de se mostrar. Essa previsível opção deveria também representar a titularidade de Corona, de forma a manter a equipa com largura, mas o problema é que o mexicano se lesionou à última da hora e vai falhar a partida. Poderá assim ser Diogo Jota o homem a ser chamado a um dos flancos. Há também a possibilidade de manter André André e Óliver.
 
Com a obrigatóriadade de vencer, parece certo que NES aposte em André Silva e Soares em cunha no ataque. Será por isso, um FC Porto de ataque desde o primeiro minuto, para evitar dissabores como os que foram vividos recentemente no Estádio do Dragão.

Já o Feirense chega tranquilo ao jogo, ainda que numa série de duas derrotas seguidas. O trabalho de Nuno Manta Santos fala por si e a estratégia deve passar por ir enervando um FC Porto que não pode sequer pensar noutro resultado que não a vitória. 
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Tinha de correr mal

imagem retirada de zerozero
Se há jogo treino que tinha tudo para correr mal foi neste onde o Futebol Clube do Porto empatou em casa com o Feirense. Os portistas podiam, e deveriam, ter feito mais – muito mais – diante de um adversário muito fraco que esteve sempre muito mais interessado em não perder a partida do que em disputa-la. Mas não o fizeram e o Feirense, sem saber muito bem como, saiu do Estádio do Dragão com um empate feliz e saboroso.

Para ser muito sincero estou-me a “borrifar” para a Taça da Liga. Trata-se de uma competição mentirosa feita à medida dos interesses dos ditos “3 grandes”, mas hoje exigia-se da parte dos jogadores do Futebol Clube do Porto uma outra atitude. Exigia-se, pelo menos, que tivessem feito por vencer o jogo. É verdade que em muitos momentos os dragões foram donos e senhores da partida, mas em muitos outros momentos os azuis e brancos passaram mais tempo a circular a bola a um ritmo muito baixo quando se tivessem acelerado um bocadinho teriam marcado um segundo golo e sentenciado a partida. Mas não o fizeram… E não só não o fizeram como também sofreram o golo do empate após a equipa visitante ter avisado num lance anterior que iria tentar marcar daquela forma!

Como já aqui disse, estou-me a marimbar para Taça da Liga mas incomoda-me a forma como o Futebol Clube do Porto -por vezes - não encara os jogos, em como não dá uma necessária sequência aos bons resultados que tem vindo a alcançar e, sobretudo, à tremenda falta de soluções que Nuno Espírito Santo (NES) tem ao seu dispor para poder dar a volta aos acontecimentos. Ou seja; sempre que NES necessita de ir ao banco para encontrar soluções que o ajudem a fazer face às lesões/ausências por causa das selecções/fraco rendimento dos jogadores é um tremendo problema. Pelo menos este foi o problema que, a meu ver, ficou mais à vista no jogo de hoje.

Mas note-se que não foram somente os jogadores do FC Porto os únicos responsáveis pelo empate diante da equipa da Feira. NES teve a sua quota-parte de culpa porque teve a brilhante ideia de colocar Depoitre sozinho na frente de ataque como se o belga tivesse velocidade e boa capacidade de movimentação na linha da frente. Depoitre é um “pinheiro” que nunca será um Jardel e, muito menos, um Falcao. Falta-lhe instinto goleador, sentido posicional e velocidade (muita velocidade). Já se NES quiser jogar em ataque apoiado através de tabelas com um “pinheiro” de costas voltadas para a baliza adversária a conversa é outra. Mas não foi nada disto que vi hoje dado que tanto Jesús Corina como Yacine Brahimi estavam praticamente “colados” às faixas, o que deixou Depoitre o “pinheiro” sozinho na frente de ataque na vã esperança de que alguma bola lhe batesse em qualquer parte do corpo e entrasse na baliza do Feirense.

Na próxima terça há mais um jogo treino para disputar e espero que desta vez o Futebol Clube do Porto mostre quem quer vencer (não precisa de convencer). È que é muito importante entrar em Paços de Ferreira com a moral em alta e é muito para isto que se fazem jogos treino.

MVP (Most Valuable Player): João Carlos Teixeira. Penso que ninguém deu pela falta de Oliver Torres no meio campo portista enquanto o João Carlos Teixeira teve “pilhas” para jogar. Excelente no passe. Excelente a pautar todo o jogo ofensivo dos azuis e brancos e, sobretudo, excelente no passe. NES deve apostar mais vezes neste jogador. Especialmente nos dias em que Óiiver estiver em baixo de forma.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 74´ para resolver a contenda a favor da equipa de Santa Maria da Feira. Nesta altura o Feirense empata a partida para depois a gerir, bastando-lhe para tal ir fazer frente a um ou outro ataque esporádico do FC Porto.

Arbitragem: A equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro não marcou duas grandes penalidades a favor do Futebol Clube do Porto e na recta final do jogo pactuou com as perdas de tempo e anti jogo dos visitantes. Má arbitragem com influência directa no resultado final.

Positivo: João Carlos Teixeira. O MVP dest6a partida mostrou aos seus colegas de equipa como se joga bom futebol. Mesmo quando se trata de um jogo treino. Merece mais oportunidades de fazer parte do onze inicial do FC Porto.

Negativo: Willy Boly. Um central não defende nem ataca. Atrapalha. Péssimo nas antecipações e muito distraído nas marcações. Assim não pode ser. Ainda estou para perceber como foi o FC Porto pagar tanto dinheiro pelo passe deste jogador.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/12/2016)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Fechar 2016 a sorrir

Depois de um novembro negro, um dezembro de sonho para o FC Porto. Após a tempestade, uma réstia de bonança em Santa Maria da Feira. E a pausa natalícia a interromper estes dois momentos. Esta quinta-feira, no Dragão, as duas equipas procuram não ver o embalo estragado pelo Natal e, mais importante do que isso, posicionarem-se de forma a chegar mais perto da final-four da Taça CTT.

Cinco jogos, cinco vitórias é um saldo que deixa os portistas muito mais sorridentes e confiantes em janeiro, prontos a encarar 2017 com um otimismo que, há um/dois meses atrás, era bem menor. O ciclo de jogos a ganhar catapultou a equipa de Nuno Espírito Santo para uma nova dimensão de ambição.

O campeonato segue como prioridade absoluta. Por isso, esperam-se alterações, mas não uma revolução. A vitória é necessária para que as aspirações na prova se mantenham (sobretudo depois do empate com o Belenenses) e, dentro de cinco dias, o jogo que se segue também é desta competição, pelo que Nuno Espírito Santo não se deverá dar ao luxo de ter as habituais escolhas tanto tempo sem competir - o próximo jogo da Liga é apenas dia 8, em Paços de Ferreira.

Depois de finalizada a era de José Mota, o Feirense segue num novo rumo. Por agora, Nuno Manta comanda de forma interina, se bem que a vitória contra o Paços de Ferreira (2x0) deu-lhe margem para mais uma experiência. Surpreender no Dragão dará para um vínculo definitivo? Talvez... E os adeptos gostariam, pelo que deve ser praticamente na máxima força que a equipa se deve apresentar.
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in zerozero

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Até parece fácil

imagem retirada de zerozero
CD Feirense 0 x FC Porto 4. Olhando para o resultado até parece fácil e realmente o jogo até que foi fácil. E foi assim porque os azuis e brancos fizeram por isto. A partida não foi muito complicada para os pupilos de Nuno (é um facto) mas tal foi assim porque estes estão, sem sombra de qualquer dúvida, com a moral em alta e quando assim é tudo parece ser natural.

Não haja a mais pequena dúvida de que o futebol é feito de momentos. São os momentos que decidem o futuro de uma equipa e o famoso momento em que Rui Pedro marcou o golo ao SC Braga marcou uma equipa do Futebol Clube do Porto que vinha a atravessar uma “seca” de golos tal que já todos duvidavam das reais capacidades de Nuno Espírito Santo e plantel. Bastou o tal golo para que a mesma equipa que parecia não saber o que fazer em campo ter ridicularizado por completo um CF Feirense que vinha formatado para fazer outra coisa senão anti jogo. Anti jogo… A tal “malapata” que tanto “travava” a máquina portista num passado não muito distante.

Apesar de o resultado final ser “gordo”, o Futebol Clube do Porto não fez um “jogo do outro mundo”. Foi eficaz e viu as bolas a entrar na baliza do Feirense. Era o que se exigia a esta equipa que tinha como principal missão vencer na Feira para depois pressionar Benfica e Sporting que jogavam logo a seguir. A missão foi cumprida com brio e profissionalismo mas não com grande brilhantismo. Repito; é o que se exige. Quem quiser ópera já sabe que não é no futebol que tem de investir o seu dinheiro.

Mas para terem feito o seu trabalho os Dragões tiveram de depositar todo o seu jogo nos maravilhosos pés de Oliver Torres. Com Danilo Pereira a dar o devido – e precioso - apoio à linha defensiva do FC Porto, Oliver teve liberdade total para ir explanado todo o seu futebol. Óliver vinha buscar a bola à defesa para depois a distribuir com os seus passes milimétricos. Foi um “mimo” enquanto o pequeno espanhol teve forças para continuar em campo.

Brahimi fez hoje um jogo razoável e, inclusive, marcou um golo. Poderia – e deveria – ter sido menos “complicativo” em certos momentos do jogo. Especialmente no capítulo do passe. Parece-me que a passagem pelo banco de suplentes fez bem ao argelino que agora até vem atrás buscar jogo e ajudar a equipa na defesa. A ver se esta atitude se mantêm no próximo jogo e no pós CAN.

Este foi mais um jogo onde Iker Casillas não sofreu golos. E isto porque a dupla de centrais Felipe e Marcano está num momento de forma impressionante. Nada passa por eles! Quem diria que bastaria um treinador em condições para fazer de Iván Marcano um central ao nível dos melhores da europa? Depois venham-me dizer que Lopetegui é que era…

Apesar de tudo ainda persistem alguns problemas neste FC Porto de Nuno. Especialmente na saída rápida para o ataque. Em muitos momentos reparei que o jogador que saia em contra ataque com a bola dominada tinha de parar, olhar e passar a bola para trás dado que ninguém o acompanhava nesta incursão. Atente-se que o CD Feirense estava a jogar com 10. E também não foi mesmo nada bom de ser ver a displicência que se apossou da equipa portista nos momentos finais da partida. Vamos a ver se melhoramos estes aspectos Nuno.

MVP (Most Valuable Player): André Silva. O jovem ponta de lança do Futebol Clube do Porto teve a enorme responsabilidade de marcar a grande penalidade que abriu o marcador em Santa Maria da Feira. Não obstante a enorme pressão André Silva marcou e iniciou, desta forma, uma exibição que viria a ser a melhor de todos os jogadores que alinharam hoje pelo FC Porto. Combativo, trabalhador, esforçado e sempre a procurar estar no lugar certo na hora certa, este é o André Silva que orgulha os portistas e que todos queremos que se mantenha de azul e branco vestido por muitos e bons anos.

Chave do Jogo: O golo madrugador de André Silva (mais uma vez). Ao minuto 4' este converteu uma grande penalidade e tal aliviou de imediato a pressão para o Futebol Clube do Porto. Tal permitiu aos portistas tomar o controlo dos destinos de uma partida que acabou por ser tranquila.

Arbitragem: Ao contrário do que estava à espera Luís Ferreira e a sua equipa realizaram um bom trabalho. A equipa de arbitragem esteve bem ao assinalar penálti sobre André Silva dado que Ícaro toca no atacante e, desse modo, a expulsão também é correcta. Luís Ferreira procurou acompanhar os lances bem de perto e foi notório que olhava sempre para os assistentes antes de apitar (sinal de que estava a fazer um trabalho em equipa).

Positivo: Dupla Felipe/Marcano. Uma “muralha” defensiva que completa o bom trabalho de Iker na baliza. Actualmente o FC Porto tem a melhor defesa da europa, o que não admira dado que conta com esta fantástica dupla de centrais.

Negativo: Displicência. Na recta final do jogo os azuis e brancos revelaram uma descontração que só não foi fatal porque os postes da baliza de Casillas não o deixaram. A corrigir porque os jogos duram – sempre - 90 e poucos minutos.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (11/12/2016)

domingo, 11 de dezembro de 2016

Pensar na vitória, fazer as contas depois

Na ressaca do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, o FC Porto retoma os caminhos do campeonato e visita Santa Maria da Feira, este domingo (16h), com o objetivo de manter a toada de vitórias.

Um triunfo significará ainda que os portistas ganham vantagem a um dos rivais lisboetas ou a ambos, visto que há dérbi da capital nesta ronda. É de esperar, por isso, um FC Porto confiante e com natural obrigação de vencer.

Para a turma de José Mota, a missão não se antevê fácil, bastando, por exemplo, dizer que os fogaceiros não ganham na Liga portuguesa há sete jogos, somando três derrotas consecutivas. A última vitória aconteceu a 18 de setembro, no Bessa.

Tanto para dragões como para fogaceiros a ideia para este jogo é clara: pensar na vitória e fazer as contas depois. É que se os rivais portistas na luta pelo título medem forças esta ronda, os rivais do Feirense, por esta altura na fuga aos últimos lugares, também se defrontam: Nacional x Tondela.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Assunto arrumado. Venha o próximo!

Sem brilho e com uma primeira parte tremida, o FC Porto conseguiu o objectivo maior. Os Dragões estão nos quartos-de-final da Taça de Portugal depois de venceram o Feirense por 1 x 0, esta quarta-feira, em Santa Maria da Feira.
Expectável pela prova em causa e pela filosofia de Lopetegui, o FC Porto apresentou-se com sete alterações em relação ao triunfo na Choupana, sobre o Nacional. No 20º onze em 22 jogos esta época couberam nomes como José Ángel, Sérgio Oliveira ou Alberto Bueno, para além do capitão Helton.
E o plano traçado começou por ser seguido à risca. Minuto 10, canto batido por Sérgio Oliveira e Vincent Aboubakar colocava um ponto final na seca de golos que durava há um mês. O Camaronês ganhou nas costas do oponente e cabeceou para a vantagem Portista. Um arranque de sonho para a equipa de Lopetegui que depois embalou nesse sonho para níveis elevados de dormência. 
E no limbo Portista entre o sonho e a realidade viveu um Feirense atrevido e disposto a fabricar ligeiros pesadelos. Em contraste com o jogo sonolento dos Dragões, a equipa de Pepe apostava em ataques rápidos à baliza de Helton, que aos 38 minutos precisou de se aplicar para não ser enganado num livre de Barge; no canto, Ícaro desviou com perigo ao primeiro poste.
Os avisos dos fogaceiros serviram de alerta para o FC Porto, que sem mudar muito na própria intensidade foi capaz, pelo menos, de retirar algum entusiasmo ao conjunto da casa.
Helton foi menos vezes incomodado na segunda parte e o Dragão descansou sempre em estado de alerta, provocando, pelo meio, alguns sustos a Makaridze. Bueno atirou uma vez ao lado (60') e noutra o guardião da casa segurou (71'); o mesmo Makaridze evitou o «bis» de Aboubakar no mesmo minuto 71.
Com a bola no «congelador» e um Feirense sem soluções para o abrir, a partida acabou por cair alguns pontos na escala do interesse, bem ao... interesse do FC Porto. Houve mais gestão e menos vertiginosidade, mas Helton - e os Portistas - não ganharam para o susto aos 88 minutos. Kukula isolado e com o guardião Brasileiro já praticamente deitado rematou fraco para defesa de Helton; devia ter feito muito melhor. 

 Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A liderança é Azul e Branca

Na primeira volta do Campeonato o Feirense tirou a liderança isolada ao FC Porto, ao obrigar os Azuis e Brancos a cederem os primeiros pontos no Campeonato e, consequentemente, a permitirem a colagem do Benfica ao primeiro lugar, perdendo a liderança isolada.

Curiosamente, o inverso acontece na segunda volta da Liga Zon Sagres. A três pontos de se juntar ao Benfica na liderança, depois do empate dos Encarnados em Coimbra, a equipa de Vítor Pereira derrotou os Homens de Santa Maria da Feira por 2 x 0 e colou-se às Águias na liderança, sendo que na próxima jornada o Estádio da Luz irá receber um electrizante SL Benfica x FC Porto.

Mas não foi fácil o triunfo dos Campeões Nacionais. Apesar das várias ocasiões criadas, principalmente na segunda parte, a bola parecia não querer entrar e Paulo Lopes até uma grande penalidade de Hulk defendeu. No entanto, a jogar com menos um, o Feirense quebrou e o caminho para o primeiro lugar começou na cabeça de Maicon e terminou nos pés de James, que contou com o contributo de um defesa adversário.

À 20ª jornada, o FC Porto voltou ao primeiro lugar do Campeonato, recuperando de uma desvantagem de cinco pontos perante o Benfica nas últimas duas jornadas. O clássico da próxima sexta-feira já mexe e pode ser decisivo, tendo em conta os resultados semelhantes dos dois rivais no Campeonato (15 vitórias, quatro empates e uma derrota).

Apesar do maior número de posse de bola e de jogar mais dentro do meio-campo defensivo do CD Feirense, o FC Porto criou poucas oportunidades de perigo.

Um remate de Silvestre Varela, que saiu lesionado ainda na primeira parte, outro de Hulk e mais um de James Rodríguez, este último para uma grande defesa de Paulo Lopes, foram as ocasiões criadas pela equipa de Vítor Pereira.

Muito pouco para uma equipa que entrou em campo com a possibilidade de voltar a pisar o primeiro lugar do campeonato, algo que não acontecia desde a jornada 14, quando empatou em Alvalade e o Benfica goleou a União de Leiria.

A defesa do guarda-redes Paulo Lopes no final da primeira parte parecia ser a primeira de uma noite de sonho para o guarda-redes do Feirense.

Na segunda parte, o guardião formado no Benfica exibiu-se em grande plano a um remate de Janko e ainda mais quando defendeu uma grande penalidade cobrada por Hulk, a castigar uma falta de Luciano sobre Janko dentro da área.

Paulo Lopes defendeu a grande penalidade, mas o facto de estar a jogar com menos um, devido à expulsão de Luciano no lance do penálti, fez com que o Feirense quebrasse perante o maior ritmo imprimido pela equipa do FC Porto.

Para alívio dos adeptos portistas, o primeiro golo da partida e o caminho para o regresso à liderança partilhada com o Benfica começou na cabeça de Maicon, que mostrou como se batia Paulo Lopes, que até aos 68 minutos, altura do golo do brasileiro, se tinha mostrado intransponível.

Com caminho aberto, Lucho tentou ampliar a vantagem, mas, após um excelente remate de fora da área, a bola bateu com estrondo na barra. No entanto, foi apenas uma questão de tempo até James Rodríguez, com a ajudar de um defesa do Feirense, fazer o 2x0 final, quando estavam decorridos 72 minutos.

Em quatro minutos os Dragões resolveram um jogo que parecia complicado e as atenções já estão no Estádio da Luz, onde os dois grandes rivais se vão encontrar em igualdade pontual.

Melhor em Campo: Maicon



A Crónica ¡Visca Barça! do Cronista Duarte será publicada amanhã (Terça-feira, 28 de Fevereiro) devido ao facto de o FC Porto ter jogado no passado Domingo.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Assalto ao 1º Lugar

“Assalto ao 1º Lugar”! Esta era a frase que eu diria aos Jogadores do Futebol Clube do Porto que vão entrar em campo mais logo. Depois de o “todo-poderoso” Benfica ter escorregado outra vez na Liga Nacional, eis que os Dragões tem neste jogo contra o CD Feirense a possibilidade de passar a famosa pressão de que JJ falou para os pupilos do próprio JJ.

Contudo os Azuis e Brancos não terão uma tarefa fácil apesar de jogarem em casa e de terem a motivação extra de poderem ir á Luz na frente do campeonato caso vençam hoje. Não nos podemos esquecer que foi este Feirense quem tirou os primeiros pontos do Campeonato ao FC Porto e que Quim Machado apesar de ainda ser um Técnico jovem sabe montar muito bem as suas Equipas.

Os Homens de Santa Maria da Feira podem não ser um primor de técnica e não são muito conhecidos no mundo da Bola, mas tem uma garra e querer impressionante que superam qualquer adversidade que a equipa tenha pela frente. O CD Feirense pode se uma equipa modesta, que ocupa um lugar modesto na classificação mas tem o condão de fazer a Vida Negra aos Grandes do nosso Futebol tanto na sua casa como fora dela. Será muito importante que Vítor Pereira não invente seja de que maneira for ou no que for.

Como já aqui disse, o Feirense conta no seu Plantel com Jogadores que não são um primor mas que tem uma enorme entrega o jogo que marca a diferença. Paulo Lopes, Stopira, Fernando Varela, Ludovic, Diogo Rosado, Siaka Bamba e Diogo Cunha são alguns bons exemplos do tipo de Jogadores que Quim machado tem ao seu dispor e que por noema fazem a diferença. Será importante que o onze Azul e Branco que vai entrar em campo mais logo em campo esteja bem atento a estes Jogadores.

Quanto á Lista de Convocados para este importante duelo frente ao CD Feirense. As notas de destaque vão para os regressos de Alvaro Pereira e Janko às opções do Técnico. Otamendi está recuperado e também integra a convocatória. Em sentido inverso, registam-se as saídas de Tomás Podstawski e Kléber.

Danilo e Mangala continuam os respectivos programas de tratamento e Rafa mantem-se em repouso daí que não sejam ainda opções para Vítor Pereira.

Lista de Convocados: Helton, Lucho, Maicon, Alvaro, João Moutinho, Cristian Rodríguez, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Sapunaru, Fernando, Alex Sandro, Janko, Otamendi, Bracali, Defour.    

Onze provável (4x3x3): Helton, Sapunaru, Rolando, Maicon, Alvaro, Fernando, Lucho, João Moutinho, Varela, Hulk e Janko.

O Futebol Clube do Porto defronta hoje o CD Feirense (20h15, Estádio do Dragão) numa partida a contar para a 20ª Jornada da Liga Zon Sagres e este jogo pode ser seguido em directo aqui no Mística.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Os Dramáticos

Pronto, o Futebol Clube do Porto cedeu os primeiros ponto na Liga Portuguesa fruto de um empate a zero bolas em Aveiro ante o CD Feirense. Foi um empate com sabor a derrota porque a equipa Portista se deixou levar pela mania da superioridade num jogo para o qual se deveria ter preparado devidamente.

Naturalmente que depois do mal feito é fácil criticar os Jogadores e demais Equipa Técnica do FC Porto. Qualquer um de nós tem a sua solução para um jogo que já passou e com o qual ficamos com a clara ideia de que a nossa equipa poderia ter feito muito mais e melhor. Eu como Adepto do FC Porto também tenho a ideia de que Guarín nunca deveria ter entrado de inicio, pois o Colombiano ainda não tem o ritmo que o fez estar ao grande nível da Temporada anterior e também entendo que Vítor Pereira não esteve nada bem antes e durante o jogo. E nem vou falar aqui na ridícula atitude que James teve quase no final da partida.

Mas tudo isto não importa nada agora. O que interessa é que os Jogadores e Treinadores Azuis e Brancos tenham aprendido a lição e que voltem a por os pés na Terra. Para se ganhar jogos não basta ter as Quinas de Campeão na Camisola. È preciso trabalhar muito, pois só uma pequena parte dos habitantes do nosso Planeta tem o que quer sem ter de se esforçar para isto. 

E Vítor Pereira sabe disto, pois no final desta partida o Treinador Azul e Branco afirmou o seguinte: "Há que rectificar o que esteve menos bem, e apresentar-nos na melhor forma, na sexta-feira." E ponto final. Vem ai o Jogo contra um forte SL Benfica no Estádio do Dragão e pelo que disse o Treinador Portista o Futebol Clube do Porto que vai entrar em campo será completamente diferente para melhor, pois o Plantel e Treinadores estão conscientes de que erraram.

Admito que no inicio da época que eu tinha algumas dúvidas acerca do valor de Vítor Pereira como Treinador da Equipa Azul e Branca, mas o Homem de Espinho aos poucos tem-me mostrado que sabe o que está a fazer e que consegue ter mão numa Equipa recheada de grandes valores. Nem a derrota ante o FC Barcelona me fez baixar a consideração que vou tendo por Vítor Pereira, pois este soube montar muito bem a equipa. Falhou em Aveiro, assim como falhará noutras partidas, mas o que importa é que este aprendeu a lição. 

Agora que se calem os dramáticos de Azul e Branco vestidos. Ter memória curta e selectiva nunca ficou bem a ninguém e é uma tremenda injustiça para quem até á data tem estado a tentar colocar a equipa “jogar á Barcelona”. Já li algures que Vítor Pereira é outro Octávio e que nunca teve confiança nenhuma neste Treinador e que o próximo jogo em casa vai ser uma Guerra e outras parvoíces tais que eu duvido terem sido escritas por alguém inteligente. 

Tenhamos calma e consideração por alguém que errou uma única vez, que empatou com o Campeão da Liga Orangina fora de casa e que ainda está na liderança da Liga Zon Sagres. E o próximo jogo em casa não é nenhuma Guerra, mas sim um jogo de Futebol contra uma Equipa que, futebolisticamente falando, nos merece o maior dos respeitos apesar de contar nas suas fileiras com gente que não merece o respeito de ninguém. Portanto, juízo, ponderação e bom senso exigem-se aos Adeptos e Sócios do Futebol Clube do Porto.