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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A crise passageira do FC Porto

Agora que já passou algum tempo desde o desaire em Coimbra é sem sombra de dúvida a melhor altura para se reflectir sobre o actual estado do Futebol Clube do Porto. Vejamos então ponto por ponto:
Treinador: Quando algo não está bem o treinador é sempre o alvo a abater. Alvo de crítica fácil e de quem se acha mais papista que o Papa, Paulo Fonseca foi altamente criticado depois da derrota em Coimbra. A meu ver foi injustamente criticado porque desde o jogo com o CD Nacional que foi notório o seu esforço para melhorar e responder às vaias. Para mais os Dragões ainda estão presentes em todas as frentes e enquanto tal for uma realidade despedir agora o PF será de uma insensatez tremenda e ainda está para vir o dia em que o Clube Azul e Branco será governado de fora para dentro.
Plantel: Aqui é que reside o grande problema dos Dragões. Não que o problema nunca existisse desde o início da época porque há um grupo de jogadores que não tendo ainda renovado o seu vínculo contratual faz com que sobre eles pare uma dúvida atroz, dúvida que depois tem reflexos negativos no seu desempenho dentro do campo como é o caso de Helton, Fernando e Lucho. Depois temos aqueles que devido ao seu estatuto e falta de concorrência se acham acima de tudo e todos como é o caso de Danilo, Otamendi, Quintero, Iturbe e Jackson. Para terminar temos o caso Fucile que abalou e de que maneira tudo o que foi planeado na pré temporada, o estranho desaparecimento do Marat e a ausência quase que forçada de Kelvin da equipa principal. Ao que parece o FC Porto foi tomado de assalto pelos Empresários e exige-se uma tomada de posição enérgica da parte da Direcção Portista. E vamos a ver até que ponto terá sido positiva a contratação de Ricardo Quaresma uma vez que talento o moço tem da cabeça aos pés, já atitude e a cabeça no seu devido lugar é que não (virtudes que este nunca teve).
Adeptos: Que dizer sobre os adeptos do FC Porto? Primeiro há que distinguir entre aqueles que são Portistas e aqueles que só o são quando o Clube ganha. No segundo lote cabem com toda a certeza aqueles palhaços (com o devido pedido de desculpa a todos os palhaços) que foram esperar o autocarro dos Dragões após o desaire de Coimbra e aqueles artistas da bola que sabem tudo e mais alguma coisa de futebol mas não sabem nada. Assobiadelas, insultos, treinadores de bancada e atitudes radicais nunca ajudaram ninguém a recuperar de um mau momento. Pelo contrário, assobiar e mandar “bitaites” da bancada apenas ajudam a destabilizar a equipa. Não estou com isto a dizer que todos devemos dizer ámen a tudo o que se faça no Clube, mas haja alguma razoabilidade na crítica para depois não se fazer a mesma figurinha que fazem Miguel Sousa Tavares e outros como ele que é tudo mau quando se perde e tudo bom quando se ganha. 
Direcção: Já disse aqui alguma coisa quando afirmei que o actual plantel do FC Porto foi tomado de assalto pelos empresários. Parece-me que falta dar alguma liberdade de escolha ao treinador que em certos momentos é forçado a dar a titularidade a este ou aquele jogador só porque foi a contratação mais cara do Clube ou porque este aufere de uma salário elevado ou até mesmo porque o empresário do Atleta fez um ultimato. Acho muito bem que “segurem” o actual treinador e que não se deixem levar pela “onda de contestação” porque as ondas são passageiras e as contas fazem-se sempre no final das temporadas e não a meio (se formos a ver a época ainda nem a meio chegou). Contudo volto a insistir que é necessário “blindar” o balneário e resolver com caracter de urgência as questões pendentes dos jogadores que ainda não renovaram o contrato, vender o passe dos que cá não querem estar e chamar á razão os que se acham vedetas.
 
Esta é a análise (mesmo que resumida) que faço da crise passageira do Futebol Clube do Porto. A bola está agora do vosso lado. Ditem a vossa sentença mas lembrem-se sempre de o fazer com razoabilidade e respeito por quem possa pensar de forma diferente da vossa.

domingo, 18 de novembro de 2012

Chegar, ver, vencer e convencer

Um golo em cada parte, de Lucho e Mangala, sempre com o mesmo assistente – Atsu – e outro de Kléber conduziram um FC Porto pouco exuberante aos oitavos-de-final da Taça de Portugal. Pior está o Nacional da Madeira, que juntou esta prova à crise na Liga Nacional.

Ainda que sem a revolução total verificada na eliminatória anterior – Vítor Pereira tinha-o deixado bem claro -, o onze Portista na Choupana foi substancialmente diferente do habitualmente lançado em jogos do Campeonato e da Liga dos Campeões. Abdoulaye foi opção no eixo, Mangala na esquerda e Castro assumiu o lugar de Moutinho no meio-campo; Kleber, Atsu e Iturbe fizeram de Jackson Martínez, James e Varela no ataque dos Dragões.

O ritmo foi necessariamente mais lento, porque Lucho estava longe de Kléber na equipa do FC Porto e no Nacional as peças tardam a encaixar harmoniosamente esta temporada. Até ao golo, nota para um belo cabeceamento de Kléber após antecipação a Vladan, mas por cima da baliza não conta.

Aos 27 minutos, a vantagem Portista no pé esquerdo de Lucho González. A jogada é toda ela uma construção perfeita, desde o passe aéreo de Steven Defour para Atsu, que no flanco direito tirou o adversário da linha de tiro e cruzou ao segundo poste, onde apareceu Lucho a rematar de primeira para um golo de artista. Tudo bem feito, com Atsu a materializar a primeira de duas assistências, ele que já estava a ser o mais desperto entre os 22 jogadores em campo.

O tento do Argentino funcionou como toque de alerta para o Nacional. Manuel Machado assistiu a uma tentativa de reacção dos seus Homens, que de livre directo (28’) ou num cabeceamento de Manuel da Costa (32’) ainda ameaçaram Fabiano antes da troca de campos.

As boas intenções Madeirenses prosseguiram no primeiro quarto de hora da segunda parte. Embora pairasse a convicção de um FC Porto controlador dos acontecimentos, o Nacional surgiu mais afoito nas saídas em direcção a Fabiano; contudo, nada de prático resultaria desse facto e seria outra vez a equipa Azul e Branca a chegar ao golo.

Tal como no primeiro, voltou a ser Atsu o servente do sucesso, agora com uma finta num curto espaço de terreno e um cruzamento rasteiro para o desvio à boca da baliza de Mangala. Terminavam aqui as esperanças Madeirenses e as dúvidas Portuenses sobre o desfecho da eliminatória, numa altura em que o "medo" de Vítor Pereira já se tinha traduzido nas entradas de João Moutinho e James Rodríguez.

Para o final estava reservado o golo de Kléber, que passou por Vladan e atirou para o 0 x 3 final. Na génese da finalização do Brasileiro está mais um grande passe, agora de João Moutinho, que assim tirou a Atsu a totalidade das assistências esta noite. Pormenores, numa vitória tranquila e sem contestação do FC Porto no Estádio da Madeira.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Lucho González

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mais do mesmo?

Eu não quis reagir a “quente” ao empate que o Gil Vicente impôs ao Futebol Clube do Porto, daí que tenha deixado passar uns dias para dizer o que me vai na Alma sobre o que se passou em Barcelos. Para já apenas me apetece perguntar se vamos ter mais do mesmo… Dito de outra forma, será que Vítor Pereira e restantes elementos do FC Porto não aprenderam nada com a Temporada anterior?

Quem olha para este jogo ante o Gil fica com a clara ideia que não. Isto porque um dos males do banco Portista está de volta e já vai fazendo das suas. Estou a referir-me ao malfadado Rui Quinta que é um excelente profissional na preparação física mas um zero á esquerda na leitura do jogo. Porque voltou esta personagem a desempenhar tal papel? Não sei, mas imagino que tal se deve á tremenda teimosia de Vítor Pereira.

Mas um mal nunca vem só. Já aqui tinha dito que para os Dragões enfrentarem todas as Competições com a força e garra que se lhes exige, estes devem contratar um reforço para o meio campo. E também disse que este reforço não deve ser um qualquer, mas sim um Jogador que transporte a bola até ao ataque uma vez que Lucho não aguenta desempenhar este papel durante os 90 e poucos minutos e porque com VP o Moutinho defende mais do que ataca. Belluschi é este Jogador, mas por uma qualquer cisma que ainda está por explicar como deve ser este mantêm-se á margem do Plantel.

Tudo isto leva-me a outra importante questão que parece não ter sido ultrapassada com a experiência da época anterior. Já todos vimos que o Plantel é algo desorganizado e que existem Jogadores a treinar á parte, outros com a sua situação contratual por resolver e outros que são pura e simplesmente ostracizados. Daí que pergunte se Vítor Pereira tem efectivamente uma palavra a dizer sobre aquilo que pretende para a Equipa que orienta. 

É cansativo ver um FC Porto a jogar num determinado sistema de jogo que exige o tal médio transportador de bola e este não existir… E custa também ver um Jogador com qualidade como o Jackson necessitar de ter um colega do seu lado para que este possa tabelar uma vez que o tal médio de que já aqui falei por mais do que uma vez não existe. A prova disto mesmo ficou á vista de todos quando VP fez entrar Kléber para apoiar o Colombiano na frente de ataque, criando desta forma um tremendo buraco entre o meio campo e o ataque Azul e Branco. Sem bola os avançados não marcam os golos que dão pontos.

Estamos quase na altura do fecho de mercado e o FC Porto têm estes problemas todos por resolver. Afinal o que andou Vítor Pereira e companhia a fazer no estágio de pré temporada? A passear o caderno?

Não se pense que estou a criticar o Treinador que (com muita sorte á mistura) deu o Título de Bicampeão Nacional ao FC Porto, mas se até as crianças aprendem com os erros que vão cometendo porquê carga de água o Homem de Espinho e restantes elementos do FC Porto insistem no erro? A sorte não dura para sempre meus Senhores!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O "aperto" de Lucho

Por vezes até as grandes estrelas do Futebol passam por situações um tudo ou nada embaraçosas... E foi o que se passou com o El Comandante Lucho como nos conta esta notícia tirada do Jornal OJOGO:

Dá-me o teu telefone, Lucho

TOMAZ ANDRADE

Para lá das quatro paredes de Custóias asfixiadas com arame farpado, o preço de qualquer produto duplica ou triplica. Seja o preço de um cigarro, de umas calças ou de um telemóvel. Apesar de conhecer esta teoria, não foi por ela que Gonzalo Alfredo Reynoso pediu o telemóvel a Lucho, que até lhe daria um enorme jeito para combinar uma fuga ao estilo de "Prison Break". Na verdade, Gonzalo procura ajuda num país que não é o dele e, sendo argentino como Lucho, nada melhor do que pedir auxílio a alguém que fala a mesma língua. Contextualizando, uma delegação do FC Porto composta por Vítor Baía, Lucho, Nuno Marçal (basquetebol), Ricardo Candeias (andebol) e Edo Bosch (hóquei em patins), mais alguns funcionários da SAD, visitou ontem a prisão de Custóias no âmbito de uma acção de carácter social a pedido daquele estabelecimento. Pouco passava das 15 horas quando a comitiva, acompanhada por um magote de jornalistas, passou a barreira de segurança, dando passos marcantes por corredores abafados, ladeados por ginásios cheios de músculos e tatuagens, olhares alegres, outros desconfiados, rumo a salas de trabalho que exercitam os reclusos em áreas como carpintaria, serralharia e mecânica. O destino final era a biblioteca, onde passava um vídeo do FC Porto-Ajax e onde estava também uma exposição de troféus portistas. Um recluso romeno desenhou nas paredes as caras ilustres de Fernando Pessoa, Luís de Camões, José Saramago, Eça de Queiroz e Florbela Espanca, para dar um ar intelectual à coisa, e foi neste ambiente que Baía, Lucho e companhia foram recebidos. E enquanto o ex-guarda-redes falava com os jornalistas, um recluso a roçar os 100 kg, com T-shirt caveada e rabo de cavalo, aproximou-se de Lucho e pediu-lhe o número de telefone. Em castelhano, o que desde logo despertou a atenção geral. Para não haver equívocos, o recluso pegou no bloco de notas de O JOGO e escreveu o nome completo e o número de recluso, o 48. Gonzalo Alfredo nasceu em Buenos Aires há 30 anos, é adepto do River Plate e confessou a Lucho que o viu jogar muitas vezes. A má vida levou-o ao tráfico de droga e conduziu-o até Portugal, onde foi preso. "Pedi-lhe o número de telefone para ver se me ajuda. Estou muito feliz por encontrar um compatriota", disse depois . Lucho não lhe deu o número, mas ficou de o ajudar.

Fonte: OJOGO

Eu só queria lá estar para ver a cara do nosso grande Argentino LOL LOL Imaginem o que é levar assim com um Mal Encarado que nos pede o nº de Telemóvel… Deve ter sido giro… Mas fica aqui mais um exemplo como o FC Porto consegue ser muito grande não se esquecendo daqueles que por opção ou falta de sorte seguiram uma Vida de Crime.

Saudações Portistas!!!