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terça-feira, 13 de março de 2018

A BRASILEIRA renasce na Cidade do Porto

Em Maio de 2014 tive a oportunidade de assistir à apresentação do interessante projeto de reabilitação de um dos mais famosos estabelecimentos comerciais do Porto. Foi aqui que em 1903 Adriano Teles, antigo farmacêutico emigrado em Minas Gerais, inaugurou A BRASILEIRA para divulgar uma marca própria de café. Reza a história que o senhor Adriano oferecia um cafezinho a todos aqueles que comprassem um saco de café em grão.
Situada no coração da cidade, hoje faz-me recordar os anos 60, as tertúlias dos amigos jornalistas, jogadores de futebol, candongueiros, vendedores de rifas e mesmo alguns abastados ourives que esperavam pela saída das coristas do Teatro Sá da Bandeira.
Os tempos foram mudando A BRASILEIRA expandiu-se, foram feitas obras de ampliação, acrescentou ao café uma confeitaria e um restaurante que o tornaram um ex-libris da cidade, curiosamente sempre sob a direção do primitivo proprietário.
Saltando para o nosso século dificuldades financeiras abalaram o negócio. O edifício na parte superior que estava arrendado a vários escritórios e empresas de serviços de fotografia, um notário, etc. foi ficando esvaziado. O café resistiu enquanto pôde mas acabou por ser “entregue” por conta de débitos ao antigo e principal credor o Banco Borges & Irmão, mais tarde substituído pelo BPI, último proprietário do imóvel.
 
Entra aqui em campo o nosso António Oliveira, jogador, treinador e selecionador nacional então virado para o mundo empresarial que “espicaçado” por alguns amigos resolveu negociar com o Banco, adquirir o edifício, e explicar a jornalistas e convidados o que ali pretendia fazer. A cerimónia transformou-se numa brilhante exposição salpicada por recordações de episódios da sua vida ligada ao FC do Porto.
O projeto, concebido pelo Gabinete de Arquitetura APEL do Arq. Ginestal Machado, manteve intactas as características da fachada do edifício a sua traça imponente, reabilitando a antiga Albergaria construindo um hotel de 5 estrelas com 90 quartos e suites, distribuídos por 6 pisos. Cada um deles tem o nome de uma especiaria exportada na época dos Descobrimentos Portugueses a servir de tema: café, canela, chá, chocolate, anis e pimenta rosa.
 
Todo o edifício histórico reabre e traz de volta a cafetaria A BRASILEIRA, mantendo a traça original de há 115 anos, juntando-lhe uma esplanada. Está também incluido um restaurante com capacidade para 100 pessoas com assinatura do chefe Rui Martins, um Health Club e um pátio interior com jardim vertical. 
O arquiteto que assumiu a responsabilidade do projeto de A BRASILEIRA recriou o imóvel com o que de mais belo e glamoroso herdou do seu passado mas também adaptado ao bulício de uma cidade que é preferida como destino turístico europeu. António Oliveira não parte sozinho e junta-lhe o maior grupo hoteleiro nacional, o grupo Pestana, que lhe irá dar nome, divulgar e vender este PESTANA PORTO - A BRASILEIRA nas suas plataformas na gama superior Collection com a classificação de 5 estrelas.
O Hotel começa a funcionar no próximo fim-de-semana, ocupa todos os pisos superiores, e o café renasce à face do passeio no gaveto da Rua de Sá da Bandeira com o troço pedonal da Rua do Bonjardim fazendo justiça ao velho slogan “O melhor café é o d’A BRASILEIRA”.
 
Vai um cafezinho?

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A TUBITEK vai reabrir

A crónica de hoje vai para quem não a esqueceu e para os que nunca ouviram falar dela.
 
Os meus amigos portistas vão desculpar, mas hoje, fazemos um intervalo no futebol. Vou falar de um “desporto” que me foi caro nos anos 60, a Musica. Segundo os entendidos nunca mais haverá musica como aquela. Os Beatles e os Rolling Stones deram o pontapé de saída e o “estouro” chegou até Portugal. Os que me conhecem sabem que fiz parte do movimento rock, ou se preferirem, ié-ié, participando nos conjuntos Morgans, Académico Orfeu, e Nova Vaga.
 
Já estou a ouvir perguntar o que é que isto tem a ver com o “nosso” Futebol Clube do Porto. Tem e muito. Um dos músicos que tocou comigo era filho do nosso presidente Dr. Paulo Pombo que nos deu, com Béla Guttmann, o famoso campeonato Calabote em 58. Por sinal até está bem representado no Museu com vasto espólio entre o qual se salienta a bola da nossa primeira Champions, e o cavaquinho que tocava enquanto elemento da Tuna Universitária do Porto. Está na Galeria dos Presidentes ao pé de uma secretária. É também daquele nosso presidente, a conhecida música Amores de Estudante.
 
Outros músicos daquele tempo, José Lello (sim o do PS no Conjunto Sousa Pinto), Mário Assis Ferreira (Quinteto Académico), Miguel Graça Moura (Pop Five), David Ferreira, filho de David Mourão Ferreira, eu sei lá, um leque de personagens que mais tarde haveriam de ocupar lugares de destaque, todos começaram nos Grupos, Bandas, ou Conjuntos como na época se chamavam.
 
Avançando na crónica, gostava de referir que na fase subsequente ao aparecimento deste boom musical teve particular importância a indústria discográfica portuense como a Edisco, Rapsódia, Rádio Triunfo e sobretudo a Arnaldo Trindade, com a etiqueta Orfeu, divulgou a música cá do burgo. São nomes dessa atividade o Conjunto Pedro Osório, Os Titãs, Conjunto Sousa Pinto, Pop Five Music Incorporated, Arte & Ofício (mais tarde Trabalhadores do Comércio), Conjunto Maria Albertina, Conjunto António Mafra, Quim Barreiros, etc.
 
Recordo que assisti nessa época na fábrica da Valentim de Carvalho em Paço de Arcos à gravação, edição e posterior prensagem de discos de artistas como Amália Rodrigues, José Mário Branco, e Zeca Afonso. Naturalmente sem o apoio das discotecas o negócio não teria pernas para andar. Algumas viriam a ser verdadeiras imagens de marca da própria editora por exemplo, a Vadeca, Arnaldo Trindade, Rapsódia, Sassetti (com musica erudita, jazz) etc.
Uma loja independente, a Tubitek, apostou na importação de música não editada em Portugal com a qual fornecia as Discotecas, e Clubes de Dança constituindo um êxito de grande significado naquela indústria. A Tubitek foi um sucesso entre as lojas de Discos, então dirigida por Vítor Silva, músico do Conjunto Os Galãs.
Problemas vários ligados à crise que se viveu nos últimos anos, levaram ao encerramento de discográficas e por arrasto lojas, como a Tubitek, não foram poupadas. Felizmente, e esta é a boa notícia, está para breve o seu reaparecimento.
Abílio Silva, o dono da distribuidora Compact Records, acha que chegou a hora. E vai reabrir, no dia 5 de Julho, esse espaço mítico na Praça de D. João I (exatamente no mesmo local onde existiu) apostando no vinil, nos fundos de catálogo e na força de uma marca que perdurou na memória, década e meia depois do seu encerramento.
 
Os trabalhos decorrem normalmente e dia 5, às 17h, haverá garantidamente festa na Baixa. Os convites estão a seguir para músicos e antigos frequentadores da Tubitek que, numa área mais pequena que antigamente e desenhada pelo Atelier Marca Roskopf – vão encontrar uma seleção de música que até terá o dedo de um antigo funcionário da loja, Ricardo Salazar, que vai colaborar com Abílio Silva.
 
A Tubitek vai apostar também no Vinil, um mercado em crescendo. Há muito que Abílio Silva percebeu essa tendência e tem trabalhado de perto com editoras como a holandesa Music on Vinil, responsável pela reedição de vários álbuns de outras editoras e de coleções especiais, em rodelas de grande qualidade.
Por coincidência, ou talvez não, um melómano, Luís Pinheiro de Almeida, lançou há dias um livro “Biografia do ié-ié”. O que isso de ié-ié? "Não é fácil perceber", diz o jornalista e autor de um blogue dedicado a esta geração. (*) Nela havia grupos como os Ekos, os Claves, os Álamos, os Chinchilas, os Jets, os Espaciais, os Electrónicos, os Tubarões, etc.
É desse acontecimento a que assisti na FNAC do Porto perante uma plateia interessada e onde tive a grata surpresa de conhecer alguns elementos dos Álamos, banda de referência na época, que vos deixo estas imagens.
Até à próxima   
 

domingo, 25 de maio de 2014

A BRASILEIRA renasce para a Cidade do Porto

Na passada semana tive a oportunidade de assistir à apresentação de um interessante projeto de reabilitação de um dos mais famosos estabelecimentos comerciais do Porto. Foi aqui que em 1903 Adriano Teles, antigo farmacêutico emigrado em Minas Gerais, inaugurou A BRASILEIRA para divulgar uma marca própria de café. Reza a história que o senhor Adriano oferecia um cafezinho a todos aqueles que comprassem um saco de café em grão.
Situada no coração da cidade, hoje faz-me recordar os anos 60, as tertúlias dos amigos jornalistas, jogadores de futebol, candongueiros, rifeiros e até ourives, esses mais abastados, que esperavam pela saída das coristas do Sá da Bandeira.
Os tempos foram mudando, abriu uma confeitaria e um restaurante, o Café expandiu-se, e foram feitas obras de ampliação que o tornaram um ex-libris da cidade, sempre sob a direção do primitivo proprietário.
Saltando para o nosso século, dificuldades financeiras abalaram o negócio, o edifício alugado a várias empresas de serviços, um notário, etc. foi ficando quase desertificado. O café resistiu enquanto pôde mas acabou por ser “entregue” por conta de débitos ao antigo principal credor o Banco Borges & Irmão, mais tarde substituído pelo BPI, último proprietário do imóvel.
 
Entra aqui em cena o nosso António Oliveira, jogador, treinador e selecionador nacional agora virado para o mundo empresarial que, “espicaçado” por alguns amigos, resolveu negociar com o Banco, adquirir o edifício, e explicar a jornalistas e convidados o que ali pretende fazer.
O projeto, concebido pelo Gabinete de Arquitetura APEL do Arq. Ginestal Machado, manterá intactas as características da fachada do edifício a sua traça imponente, e pretende reabilitar a antiga Albergaria construindo um hotel de 4 estrelas com 14 suites, 57 quartos duplos e 8 quartos individuais, um Health Club, um ginásio e um pátio interior com um jardim vertical.
O arquiteto que assumiu a responsabilidade do projeto de A Brasileira vai recriar o imóvel com o que de mais belo e glamoroso herdou do seu passado mas também adaptada ao bulício de uma cidade que é preferida como destino turístico europeu.
António Oliveira numa brilhante exposição salpicada aqui e ali por recordações de episódios da sua vida ligada ao FC Porto respondeu depois a várias perguntas dos jornalistas sobre pormenores da construção, sublinhando ainda, a existência, de um wine bar, um auditório e um restaurante com 60 lugares aberto a toda a cidade, para além das funções de apoio à respetiva unidade hoteleira.
O Hotel ocupará todos os pisos superiores e o café irá renascer à face do passeio no gaveto da Rua de Sá da Bandeira com o troço pedonal da Rua do Bonjardim e fazer justiça ao velho slogan “O melhor café é o da Brasileira”.
 
Até à próxima

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Comunicado da Direcção do Blog A Mística Azul e Branca

 
 
Soubemos ontem (Terça, 29 de Outubro de 2013), por intermédio do Sr. Fernando Tavares (antigo e prestigiado Cronista do nosso Blog) que José Lima teve de se deslocar ao Hospital de São João (Porto) dado que este teve uma ameaça de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Desconhecemos o estado clínico de José Lima e ao que se deveu tão malogrado episódio.

Aproveitamos para desejar a este e aos seus familiares o nosso forte apoio e as rápidas melhoras de um grande portista que nos últimos anos tem brindado este espaço com Crónicas de alto gabarito prestando desta forma um serviço exemplar a toda a Nação Azul e Branca.

Por força do sucedido até nova ordem as Crónicas de José Lima ficarão suspensas não havendo data provável para o seu regresso.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Conhecimento do Inferno

"O mar do Algarve é feito de cartão como nos cenários de teatro e os ingleses não percebem: estendem conscienciosamente as toalhas na serradura da areia, protegem-se com óculos escuros do sol de papel, passeiam encantados no palco de Albufeira em que funcionários públicos, disfarçados de hippies de carnaval, lhes impingem, acocorados no chão, colares marroquinos fabricados em segredo pela junta de turismo, e acabam por ancorar ao fim da tarde em esplanadas postiças, onde servem bebidas inventadas em copos que não existem, as quais deixam na boca o sabor sem gosto dos uísques fornecidos aos figurantes durante os dramas da televisão. Depois do Alentejo, evaporado na paisagem horizontal como manteiga numa fatia queimada, as chaminés que se diriam construídas de cola e paus de fósforo por asilados habilidosos, as ondas que se diluem sem ruído na praia no croché manso da espuma, faziam-no sempre sentir-se como os bonecos de açúcar nos bolos de noiva, habitante espantado de um mundo de trouxas-de-ovos e de croquetes espetados em palitos, a imitar casas e ruas.” (*)
… “Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques. Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem-nascidos”…
Outro que também “acardita” no clube da treta é o conhecido lambe-botas Fernando Seara ultimamente protagonista de um folhetim novelesco com uma das suas vereadoras. Alguns zunzuns de jornalistas amigos já me tinham alertado para um “escândalo” com o autarca (o popular mãozinhas) que durava há algum tempo e estava prestes a rebentar. Pensava eu que fosse relacionado com a idiotice da sua candidatura perdedora à CML, ou qualquer problema com a “instituição” visto que Seara foi mandatário do homem que está a arruinar o Benfica. Afinal foi Judite de Sousa que farta de o aturar lhe pôs as malas à porta.
Ao mesmo tempo que fiquei contente pela nossa consócia se ter libertado dum dos maiores presunçosos que andam há anos a pastar no Orçamento do Estado, fiquei preocupado pelo estado psicológico em que teria ficado a popular apresentadora. Felizmente as revistas da moda já publicaram fotos da jornalista com ar sorridente e uma invejável forma física. É tempo de recordar Judite, portista de gema, frequentadora com outros portistas, do Nosso Café, no Bonfim, que ficava perto da sua casa, às Antas. Curiosamente nasceu no mesmo dia que eu: 2 de Dezembro (uns anos depois de mim, claro). Recordo-me que a jornalista tinha 18 anos quando apareceu um anúncio publicado no JN a pedir colaboradores para uma empresa de Audiovisual que, mais tarde, viríamos a saber tratar-se de recrutamento para a RTP-Porto.
Naquela altura eu pertencia a algumas organizações culturais da cidade, como por exemplo, o Teatro Experimental, Associação Fotográfica, Seiva-Trupe, Cineclube do Porto, etc. onde nos tempos livres colaborava na Secção de Cinema e realizava pequenos filmes em Super 8 ou 16mm debaixo dos ensinamentos do cineasta Manuel Oliveira. Os meus amigos, às tantas, devem estar a perguntar o que tem a ver esta história com o nosso clube. Eu explico. Certamente estarão atentos à inauguração do nosso Museu no dia 28 deste mês. É que um desses pequenos filmes vai fazer parte do nosso Museu mas, por agora, não quero divulgar o tema.
 
Quanto a Seabra, para além de ter feito parte sem qualquer relevo de diversos conselhos relacionados com o Desporto, daqueles que ninguém sabe para que servem, conhecido como presidente da Câmara Municipal de Sintra e putativo candidato às presidências do Benfica e da FPF, pretende agora continuar a receber as benesses de uma câmara municipal, no caso, a principal do país. Como penso que os habitantes de Lisboa ainda não devem estar malucos o senhor bem pode, depois da banhada previsível, ir trabalhar como os outros meninos.
Se calhar ainda não sabe que compraram um defesa-esquerdo congelado! Vejam a sua frase deste Domingo: “No final do jogo de ontem em Alvalade, como benfiquista fico feliz por saber que tenho equipa e que tenho jogadores”. Pois! Tem os 104 do costume. O homem não faz é a mínima ideia do que vai naquele inferno nem lhe vale a pena citar na BOLHA os discursos do Padre António Vieira. Para nós, o que ele diz, é pregar aos peixinhos. Parafraseando o meu escritor preferido este Benfica também “é feito de cartão como os cenários do teatro”.
 
Até à próxima
 
(*) António Lobo Antunes, Conhecimento do Inferno, 1980.

sábado, 20 de julho de 2013

Pensamento da Semana: A grandeza do Dragão e a arraia miúda

Há quem não concorde mas já há muito que o futebol Clube do Porto deixou de ser um Clube da cidade do Porto, digno e único representante do Norte de Portugal, para passar a ser actualmente o Clube de todo o País.
 
Hoje em dia ser-se Portista não é um exclusivo dos “Tripeiros” e já encontramos adeptos do FC Porto em qualquer ponto do Planeta Terra. Inclusive a Imprensa Desportiva Internacional faz do Futebol Clube do Porto um case study e já foram dedicadas ao Clube Azul e Branco muitas entrevistas e muitas páginas de Jornais famosos mundialmente como o Jornal Espanhol MARCA por exemplo.
 
Agora parece que finalmente a Direcção dos Portistas se apercebeu da grandeza do Clube que dirigem e vão tentar tirar o maior proveito possível de tal facto. È neste sentido que surge a mini digressão que o FC Porto vai fazer na América do Sul. 
 
Hoje em dia mais rapidamente se vendem milhares de camisolas do FC Porto em Caracas e Bogotá do que as camisolas dos outros ditos “Grandes” do nosso futebol e que já tiveram o seu passado de glória. Pode-se não gostar de tal coisa, mas a verdade é que o retorno financeiro é excelente e vai permitir que no futuro imediato os Azuis e Brancos tenham obrigatoriamente de vender o passe de dois ou três dos seus melhores Atletas para poderem manter as contas equilibradas.
 
Para terminar queria deixar aqui duas notas sobre a arraia miúda do Futebol Luso: 
 
- O SL Benfica neste momento tem tantos Jogadores que precisa de dois autocarros para poder transportar o seu Plantel. Estão mesmo a caminho da consolidação das suas contas e com tanto Jogador vão de certeza dominar o panorama futebolístico nacional lá com os empréstimos;
 
- No Sporting CP o Banana que preside ao Clube continua a fazer das suas. Então o Sporting tem um péssimo desempenho no seu último jogo treino e quem vem opinar sobre este é o Presidente e o Treinador nem uma palavra diz sobre o assunto? Depois admirem-se que o Bruma queira pôr-se a andar de Alvalade!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Forças de bloqueio de uma supremacia inventada.

Não pensei voltar a escrever sobre a Taça da Liga tão cedo. Já há uns 3 anos, escrevi noutro espaço um texto em que disse tudo o que pensava da competição e a forma como, a meu ver, o Porto a devia encarar.

Uma competição ridícula, criada no tempo de uma direcção da Liga que perseguiu o F. C. Porto e que teve como grande aposta para mostrar serviço esta Taça da Cerveja na altura, agora acho que já nem a cerveja quer ter nada a ver com a Taça que ficou até mais conhecida como a Taça Lucílio Batista.

Uma competição com quadros competitivos no seu 1º ano altamente confusos e que tornavam a competição menos que uma nota de rodapé. Nos anos seguintes subverteu-se totalmente o espírito da competição. A competição foi criada segundo Hermínio Loureiro para beneficiar os clubes pequenos e dar-lhes uma fonte mais de receita. Ao mesmo tempo o regulamente defenderia o jogador português e obrigaria as equipas a terem que apresentar jovens jogadores portugueses à procura do seu espaço.

Pois bem, a única equipa das 3 grandes que tem vindo a fazer isso tem sido o Porto. Ano após ano após ano, coloca uma equipa de 2ªas linhas na Taça da Liga e trata-a como o antigo campeonato de reservas. E o que acontece? Criticam o Porto por desprezar a competição… Outros clubes como nada ganham, em muitas épocas fizeram da Taça da Liga a competição da salvação, colocando-a acima até da Taça de Portugal quase. Uma competição que era para os clubes pequenos sofreu transformações nos regulamentos para que os clubes grandes a tivessem que levar minimamente a sério, obrigando-os a utilizar certo nº de titulares e facilitando a sua chegada à fase final da competição… Onde ficam os tais clubes pequenos nesta história toda?

Dito isto, fica arredado desde já o argumento algo ridículo de que o Porto desvalorizou a competição a preparar uma possível derrota… Se assim fosse o Porto anda a prepará-la há 4 ou 5 anos… Lembro-me de uma meia-final em que o Porto até foi jogar com 11 suplentes com o Sporting e até se deslocou no dia do jogo de comboio… Acho que a mensagem tinha ficado bem clara. Pelos vistos não… O Porto em todos os jogos desta competição tem aproveitado para rodar jogadores.

Muitos se perguntarão, então se assim é porque é que o Porto não abdica de competir? Muito gostaria o Porto de o poder fazer, mas os regulamentos infelizmente não o permitem. E uma falta de comparência poderia ter repercussões negativas depois na verdadeira competição que nos interessa que é o Campeonato.

Outros perguntarão, então se o jogo com o Benfica para a Taça da Liga era menos importante, porque é que o Porto não jogou com 11 suplentes? Simples, porque a direcção da Liga ao saber que muitos clubes e principalmente o Porto desvalorizavam por completo a competição incluíram artigos no regulamento competitivo que obrigam a que a equipa se apresente com um certo nº de jogadores que tenha sido titular no último jogo do Campeonato. Como tal, o Porto mexeu na equipa praticamente até ao máximo permitido pelo regulamento.

Já o Benfica, tal como noutras épocas, faz desta a sua competição .E porque não? Afinal esta mais do que salvaguardar os interesses dos pequenos, parece ter sido feita para garantir que o Benfica tenha um troféu oficial por época, isto até ao dia em que possam considerar a Taça do Guadiana ou a Eusebio Cup uma competição oficial… Não faltará muito, se para o Benfica até a Taça Latina conta…

Uma competição em que tirando o 1º ano em que o Benfica disputou a meia-final em Setubal e foi derrotado, sempre teve como meia-final jogo único no estádio da Luz e final na 2ª casa do Benfica, o Estádio do Algarve.

Tirando isso, é óbvio que um clássico é sempre um clássico. O Porto quer ganhar até os amigáveis, tem prioridades mas quer ganhar. E quis ganhar no jogo da taça da liga mas não a todo custo tal como em todos os demais jogos realizados na prova. Aproveitou para rodar jogadores, e aí se explica a aposta no 4º central da equipa, o jovem Mangala, a aposta em Kleber para ser titular, ou Alex Sandro como defesa esquerdo e Bracalli na baliza.

O Benfica ganhou num jogo em que a pressão estava mais do seu lado, porque se trata de uma competição que lhe é querida, e porque seria muito mau o Porto vencer pela 4ª vez consecutiva no Estádio da Luz, ainda para mais jogando com segundas linhas e numa competição que, já se sabe, não é prioritária. O jogo podia ter caído para qualquer um dos lados, ganhou o Benfica, tudo bem, não haveria qualquer problema.

O que motivou então a reacção de Vítor Pereira e Pinto da Costa? Muitos anti-portistas centraram-se nessa questão como que uma prova de que o Porto afinal até levava a Taça da Liga a sério.

O motivo é simples. O jogo do campeonato e a forma vergonhosa como Jorge Jesus acompanhado pela máquina da comunicação social tentaram desvalorizar a vitória do Porto num jogo, esse sim, que tinha peso igual para os dois, para o Campeonato, um jogo que foi decisivo para o Porto passar para a frente do Benfica. Um jogo em que o Porto foi superior e ganhou o jogo. Um jogo em que ambas as equipas entraram na máxima força.

O que fez o Benfica após o jogo? Falar de tudo menos do jogo. Jorge Jesus só falou do árbitro assistente, o presidente do Benfica pediu que Pedro Proença não apitasse mais jogos do Benfica. O que fez a comunicação social? O servicinho do costume… Deu eco às queixas benfiquistas, ignorando por completo ou tentando passar por cima da realidade do jogo, da qualidade do Porto e do facto de que havendo erros de arbitragem tais erros prejudicaram também o Porto, porque minutos antes do tal golo que Jesus apelidou de escandaloso, também o árbitro não apitou uma grande penalidade escandalosa de Oscar Cardozo. Tanto era fácil para o fiscal de linha assinalar o fora de jogo de Maicon como era para o ábitro marcar penalti a favor do Porto. O mesmo árbitro que já na 1ª parte poderia ter marcado outro penalti por falta de Emerson sobre Hulk.

No entanto o que foi que passou? Que o Benfica tinha sido prejudicado e que só por isso não ganhou… O Jorge Jesus chegou ao ridículo de dizer que se não fosse esse golo o Benfica ganharia, quando o resultado até estava em 2-2 e com o Porto a jogar contra 10 e a encostar o Benfica às cordas….

Depois deste folclore todo estavam à espera de quê? Que o Porto deixasse passar? Claro que não. O Porto demonstrou que se o Benfica queria ser tão criterioso a comentar arbitragens e a comunicação social queria seguir o mesmo caminho, então que analisassem o 2º golo do Benfica com falta clara de Luisão sobre Sapunaru e o fora de jogo mal tirado a Hulk com o jogo a acabar. E foi bom que se queixassem… Porquê? Porque neste país ninguém o faz por nós. Prova disso é que mesmo alertando para os erros do árbitro, as 1ªas páginas dos desportivos dão destaque a uma vitória sem espinhas no Benfica e quase que falam de vingança e redenção… Vingança? Um jogo do Campeonato agora vinga-se com uma vitória na Taça da Liga…? Onde chegamos…

Depois temos outro motivo que desencadeou a reacção de Vítor Pereira. Se repararmos na flash interview Vítor Pereira apresentou-se calmo a analisar o jogo e a derrota do Porto. O que mudou então? Jorge Jesus pouco depois na sua fanfarronice saloia veio dizer que o jogo tinha sido importante porque não tinham ficado convencidos com o clássico para o campeonato e que com o jogo da taça da Liga se tinha provado qual era a maior equipa… Parece uma piada dos Gato Fedorento mas não é…Jesus disse mesmo isso.

O mesmo Jesus que no dia anterior também tinha desvalorizado a importância da Taça da Liga… Agora porque não tentam ver as coisas ao contrário…? E se fosse o Benfica a perder (algo que não esteve longe de acontecer…). Se o Benfica que Jesus e a imprensa vendem como do outro Mundo, perdesse novamente para o Porto de Vítor Pereira que todos afirmam ser dos mais fracos dos últimos anos…? Já viram a catástrofe que seria? Acham que Jesus diria que se tinha visto quem era superior…? Desenganem-se… Jorge Jesus na arte da mentira e da ocultação é mais mestre do que o é na táctica. Falamos de um treinador que nem quando foi goleado por 5-0 reconheceu a superioridade do adversário… No final desse banho de bola teve a lata de dizer que o Porto tinha sido apenas mais eficaz mas que não via superioridade em relação ao Benfica…

Mas para que não pensem que estou a inventar, ora vejamos o que respondeu Jorge Jesus acerca da importância do jogo da taça da liga e se de certa forma poderia servir de vingança ao jogo do campeonato:

Jornalista na antevisão do jogo: “Este clássico será um ajuste de contas?”

Jorge Jesus: “Este jogo não é uma desforra relativamente ao campeonato. Cada jogo tem a sua história e esse faz parte do passado”

Isto não foi um mês antes do jogo da taça da liga…foi no dia anterior. Reparem como Jesus muda radicalmente de discurso.

Outra questão importante suscitada por Vítor Pereira, que achei bastante pertinente e digna de reflexão, acaba por servir como um alerta para o futuro para que os árbitros e árbitros assistentes estejam atentos à forma como o Benfica ataca a defende bolas paradas, aquele tal 5º momento do jogo que Jorge Jesus inventou…

Eu sendo um interessado pelo futebol e tendo umas noções básicas de treino e táctica, por acaso sempre tive curiosidade na forma como Jorge Jesus trabalharia esse tal 5º momento que ele inventou. Todas as equipas de Jorge Jesus sempre foram fortes nas bolas paradas. É um facto. No Benfica tal realidade se viu reforçada por ter jogadores de melhor qualidade para marcarem os livres e cantos e ainda pelo facto de ter jogadores de elevada estatura. No entanto, sempre achei que o Benfica marcava, ainda assim , demasiados golos de bola parada, mesmo contra equipas que também eram fortes nesse tal momento do jogo e que também dispunham de jogadores de elevada estampa física.

Fui observando ao longo desta época e reparei o mesmo que Vítor Pereira reparou e denunciou na conferência de imprensa. Vítor Pereira aplicou porventura mal o termo bloqueio. Pelo menos no que diz respeito ao lance específico do golo. Bloqueio significa impedimento de passagem. E isso o Benfica também o faz, mas principalmente nas bolas paradas defensivas.

Nas ofensivas, e no caso do 2º golo em concreto, o Benfica faz mais do que bloqueio ou obstrução. O Benfica tem alvos definidos na zona defensiva e tenta tirá-los da jogada impedindo-os de manter a sua posição zonal através de agarrões e empurrões. Tiram-nos totalmente da jogada, se preciso embrulhando-se com eles e fazendo-os cair mas de forma a que parece um contacto natural dentro da área. Fica uma clareira na zona central defensiva do Porto, na zona construída para defender a bola parada quando Luisão impede Sapunaru de manter a sua posição e de abordar o lance, e da mesma maneira que Mangala é perturbado na sua acção.

Isso não é fruto do acaso, como Jorge Jesus uma vez mais de forma aparentemente mentirosa o tentou fazer passar no pós-jogo…É que entretanto já apareceram ex-jogadores seus a confirmarem que Jorge Jesus treina de facto bloqueios e os encara como estratégia para ser mais forte nas bolas paradas.

Assim sendo, a pergunta de Vítor Pereira tinha pertinência. São os bloqueios permitidos em futebol? A resposta é não. Os únicos casos em que serão permitidos tais lances serão apenas quando o jogador ganha posição. Não foi o caso do golo do Benfica. E é um facto que o Benfica tem essa estratégia bem delineada nas bolas paradas ofensivas. O jogador que marca faz sinal para que zona vai tentar colocar a bola, e há um grupo de 3 ou 4 jogadores do Benfica que em vez de atacarem a bola, tentam impedir os defesas de se posicionarem correctamente. E não seria falta se atrapalhassem a sua acção de forma lícita, mas não é o caso. Geralmente estabelecem uma zona por onde a bola deverá passar e centram-se nesses jogadores nucleares para abrir uma brecha para que a bola possa passar sem sofrer desvios. Um bocado à semelhança do que hoje se faz muito na formação da barreira quando jogadores tentam impedir a formação da barreira e vão para a frente da mesma, ou tentam abrir uma brecha na barreira para que a bola possa passar. Isto acontece nas bolas paradas ofensivas do Benfica. Contudo o Benfica costuma ser muito forte também nas bolas paradas defensivas e confesso que este aspecto foi o que mais atenção me chamou quando tentava analisar de uma forma mais táctica e estratégica os jogos do Benfica.

O Benfica começou a fazer algo interessante, que se trata de fazer uma espécie de cordão humano. Os meninos de Jorge Jesus dão as mãos. Ao fazê-lo deixam delineada uma zona de controlo onde os jogadores não podem deixar passar os avançados. Acontece que esse tipo de acção é faltosa. Trata-se de uma defesa zonal bem eficaz mas também porque impede que a equipa adversária possa atacar a bola da melhor forma uma vez que existe um bloco unido a impedir a progressão. Curiosamente nunca vi os árbitros a avisar os jogadores do Benfica que não podem defender daquela forma. Ainda para mais é hoje público que numa das muitas sessões de esclarecimento dos árbitros com as várias equipas do campeonato, através dos seus capitães de equipa, deixaram claro que esse tipo de bloqueios é ilegal.

Assim Jorge Jesus gaba-se da força das suas equipas nas bolas paradas. Ninguém lhe tira o método engenhoso de defender à zona e raramente falhar essa marcação, mas também porque o trabalho fica facilitado se a defesa ficar toda em linha unida e de forma a obstruir a passagem dos jogadores adversários não os deixando sequer atrapalhar a zona defensiva construída para o Benfica para a bola parada.

Já quando se trata de um lance de bola parada ofensiva, aí o Benfica já é o oposto do que deixa os seus rivais fazer… Usa e abusa dos empurrões e agarrões tentanto empurrar as equipas adversárias para zonas cada vez mais próximas da pequena área, atrapalhando também o guarda redes e a sua acção. Principalmente para as defesas que defendem à zona nas bolas paradas tal método é mais difícil de ser vislumbrado pelo árbitro que presta atenção à bola. É mais fácil reparar nesse tipo de acção numa marcação feita ao homem e que torna mas difícil do Benfica traçar um plano para que zonas quer ver a defesa adversária ficar debilitada. O problema é que para quem defende à zona, se se retirar 2 ou 3 elementos do lance, tal acção desorganiza por completo a marcação e propicia a que os jogadores do Benfica apareçam mais confortáveis no momento de finalizar e principalmente que a bola chegue sempre à zona pretendida sem interferências. O 2º golo contra o Porto na Taça da Liga foi apenas um exemplo de vários.

Curiosamente não deixa de ter a sua graça ver os comentadores a exaltarem a superioridade do Benfica num jogo que poderia ter caído para o empate ou para a vitória do Porto… O curioso é o facto de se agarrarem a 3 bolas nos ferros. Seria interessante que analisasse em que tipo de jogadas é que o super Benfica chegou a essas situações… Bolas paradas. Não em jogo corrido. Daí que Vítor Pereira tenha alertado para esse facto. Talvez não se tenha expressado da melhor forma, mas pelo menos eu acho que percebi perfeitamente a ideia fundamental. E essa passa por alertar os árbitros e árbitros assistentes para que nestes jogos até ao final do campeonato estejam atentos às bolas paradas do Benfica, pois é um facto que o Benfica marca muitos golos de bola parada e sofre poucos e isso deve-se, em grande parte, a este tipo de marcação indevida.

De resto é o que se esperava… O Porto ganhou pelo mesmíssimo resultado o Benfica num jogo mais importante para o Campeonato e aí os comentadores vieram falar que o resultado mais justo seria o empate, que o Benfica até podia ter ganho, e que o árbitro foi fundamental no desfecho do jogo... Agora noutro 3-2, com um golo em falta do Benfica e um fora de jogo mal tirado a Hulk o que dizem as mesmas pessoas? Uma vitória justa do Benfica, sem espinhas, e nem colocam a hipótese de que também o empate poderia ser o resultado mais justo e que tirando as bolas paradas, em jogo jogado, o jogo foi bastante repartido e que não fosse a falha grave de marcação do 4º central do Porto, o provável é que o jogo fosse para penaltis.

Obviamente que isso ninguém dirá, não interessa. Não vende. Tal como no jogo para o campeonato não vendia se fizessem a mesma análise que agora fazem mas ao contrário… Dizendo que foi um bom jogo mas que o Porto ganhou merecidamente.

Jorge Jesus viu neste jogo uma superioridade que nem viu num jogo que terminou 5-0… A estratégia é clara. Mas mesmo contando e dando o mesmo peso deste jogo da taça da liga ao que se dá aos do Campeonato, o que vemos é uma vitória para cada lado, um empate e 7 golos marcados e sofridos. Vê-se equilíbrio. E convêm lembrar que são 3 clássicos em que dois deles foram jogados na Luz… Se houvesse outro no Dragão e se a Taça da Liga não fosse sempre a um jogo na Luz como seria…? Um 3-2 fora de casa seria sempre um bom resultado para o visitante.

Mas entendo a campanha de Jesus e da imprensa. É que era mesmo difícil ter que gerir a expectativa dos benfiquistas… No fundo trata-se de um equilíbrio entre a equipa que Jorge Jesus diz ser a mais forte que já treinou e que está em 2º, atrás do Porto de Vítor Pereira que toda a imprensa e inclusive os adeptos admitem ser o Porto mais fraco dos últimos anos...  Um Benfica que está nos quartos de final da champions e que se gaba disso dia sim dia sim, e um Porto que fez uma campanha desastrosa nas competições europeias e que foi eliminado da taça. Uma época atípica. Um treinador que provavelmente mesmo sendo campeão não continuará…

E no fim das contas vamos a ver e nos tais confrontos directos o que vemos é um equilibro entre aquele que dizem ser o melhor Benfica dos últimos 20 anos e um dos piores anos do F. C. Porto… Acho que isso deveria deixar amargo de boca era aos benfiquistas… Uma equipa que se supunha tão superior e que está a lutar com o Porto de Vítor Pereira pelo título…? O Porto de AVB que não era nada de especial para muitos benfiquistas e que Jorge Jesus também desvalorizava... nos confrontos directos dizimou o Benfica. O melhor Benfica o que consegue com o mais fraco Porto é perder em casa para o campeonato e empatar no Dragão…? E depois fazem a festa por ganhar um jogo para a Taça da Liga…? Eu compreendo, gerir as expectativas de quem vende um Benfica genial deve ser tarefa difícil a cada jogo que o Benfica efectua com este Porto de Vítor Pereira… Sorte para o Benfica que não haverá mais jogos desses até final da época…

Há muitas forças de bloqueio… Mas por isso mais que nunca teremos que ser Porto e derreter todas as forças com o fogo do Dragão.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Patinho Feio

Parece que finalmente Vítor Pereira definiu a sua equipa Técnica. Rui Quinta (ex Varzim), José Semedo (antigo Jogador do FC Porto), Wil Coort e Filipe Almeida (ex Santa Clara) vão ser os Homens nos quais Vítor Pereira vai depositar toda a sua confiança no que ao treino e preparação da Equipa Azul e Branca diz respeito. Parece ser uma Equipa Técnica ambiciosa e sobretudo jovem, o que poderá fazer renascer a vontade de vencer que André Villas-Boas implementou na Equipa na Temporada anterior.

Naturalmente que o nome que merece um maior destaque é o de José Semedo. O seu passado como Jogador do FC Porto que marcou uma página de ouro do Clube leva-me a destaca-lo dos demais, para além de que o seu trabalho vai ser o mais complicado, pois a este vai caber a sempre árdua tarefa de manter a Mística do Porto e a união do Grupo de Trabalho. Uma tarefa complicada para alguém que era um Patinho Feio nos seus tempos de Jogador.

Confesso que de Semedo recordo-me apenas da sua triste passagem pelo SC Salgueiros, Clube onde acabou por terminar a carreira de Jogador, mas do que me recordo vagamente da sua passagem pelo dragão, é de muitos assobios e pouca compreensão por um Atleta que tinha uma dificuldade enorme em mostrar aos Adeptos o seu Futebol. Ainda hoje quando se fala de Semedo aos Portistas mais velhos, estes descrevem-no da mesma maneira que nós quando nos referimos á pobreza de Jogador que foi o Mariano. Segundo estes, Semedo era uma das cismas de Ivic, e nem o facto de Semedo ter ajudado o FC Porto a ganhar um Campeonato Nacional, uma Supertaça Cândido de Oliveira, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental fazem com que os Portistas tenham boas recordações deste.

Se aliarmos a isto o simples facto de este ser o ano de arranque de Semedo no que ao cargo de Treinador de Futebol diz respeito, leva-me a colocar em causa esta escolha para um Adjunto que se quer como principal Guardião da Mística do Clube Azul e Branco. Tenho um certo receio de que Semedo não consiga conquistar aquilo que em muitos anos de Dragão ao peito não conseguiu conquistar: O respeito dos Adeptos. E tenho também sérias dúvidas de que o Ovarense Semedo consiga impor com sucesso a Paz, Tranquilidade, Respeito e Espírito de União e de Combate no Balneário do Dragão. Se me dessem e escolher um Homem para suceder a Pedro Emanuel como Adjunto, eu teria optado por Paulinho Santos ou até mesmo Capucho, porque estes como Jogadores conseguiram conquistar o respeito e carinho dos exigentes Adeptos Azuis e Brancos, para além de que estes marcaram de uma forma muito positiva uma das várias Páginas de Ouro do Futebol Clube do Porto.

Semedo tem assim uma dura tarefa pela frente, e só no Final desta Temporada que está quase a arrancar é que poderemos dizer se o Patinho Feio se transformou num Belo Cisne. Até lá, vamos indo e vamos vendo como dizia a minha Falecida Avó.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pausa


Como todos devem saber, hoje é dia de S. João e como tal o Blog "A Mística Azul e Branca" foi festejar com uma boa sardinhada na Ribeira do Porto e só voltará ao activo no próximo Sábado (já amanhã).

Aos nossos Leitores pedimos a sua total compreensão e fazemos votos de que tenham tido uma excelente noite de S. João. 

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Dragão vai a Fátima

Não é suposto que o Fátima tenha mais experiência do que o FC Porto, mas num aspecto a equipa da Liga Vitalis pode gabar-se de ter mais rodagem do que os bicampeões nacionais. Ao contrário dos portistas, estreantes na Taça da Liga, o Fátima vai para a terceira eliminatória da novel competição do futebol profissional. Uma vantagem que advém do regulamento e que não chega para ser considerada como uma desvantagem para o FC Porto. No campo teórico só há um favorito, na prática os portistas sabem que tudo pode acontecer. Basta recuarem até ao dia 7 de Janeiro e recordarem a eliminação da Taça de Portugal diante do Atlético, da II Divisão, em pleno Estádio do Dragão. Preocupante, no mínimo. A juntar às contas que os portistas podem fazer a fim de evitarem surpresas, os dados do Fátima nas duas eliminatórias anteriores: 1-0 quando eliminou a Académica; 2-0 no jogo em que afastou o Santa Clara, equipa da II Liga. Para a estreia, Jesualdo foi obrigado a uma revolução. Por força do regulamento, mas também por culpa de um calendário apertado, até porque em três semanas o FC Porto realizará seis jogos, sendo que depois do encontro de Fátima terá de preparar o dérbi portuense que se disputará no sábado, dois dias antes da partida para a Turquia, onde quarta-feira defronta o Besiktas para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Basta ler para se ficar cansado... Talvez por isso, sete dos titulares indiscutíveis, entre eles três totalistas - Quaresma, Bruno Alves e Bosingwa disputaram todos os 90 minutos do campeonato - ficaram de fora, esperando que a segunda vaga lhes garantam a possibilidade de, mais tarde, virem a jogar a Taça da Liga. Com tantas mudanças fica até complicado antever a forma como o FC Porto começará o jogo. Ainda assim, é possível que além de mudar os protagonistas, Jesualdo aproveite para mudar de sistema de jogo. Afinal, Quaresma ficou a descansar - e é o extremo que suporta boa parte da razão de existir do 4x3x3 dos dragões - e sabe-se que com Leandro Lima em campo - como ainda agora se viu em Paços de Ferreira - o treinador prefere armar a equipa em 4x4x2.


Fonte: OJOGO

Ora bem e agora com novos ares eis que este Blog recém nascido tem a felicidade de ter como pano de fundo uma antevisão a um jogo do Futebol Clube do Porto, estou a referir-me ao jogo a contar para a Taça da Liga frente ao Clube Desportivo de Fátima que milita na 2ª Liga. O que esperar desta partida? Mais uma vitória como é óbvio do nosso FCP, contudo há que alertar as Tropas Azuis e Brancas para que estas não se deixem levar pelas aparentes facilidades deste jogo… É lógico que Jesualdo vai rodar a equipa e dar oportunidade a jogadores menos utilizados, e eu tenho confiança nestes “suplentes”, mas não deixa de me atormentar o fantasma do Atlético no jogo a contar para a Taça de Portugal realizado no Dragão o ano passado… Vamos aguardar por logo á noite com confiança mas com muita cautela e mais uma vez digo não me interessa a goleada mas sim a vitória nem que seja por meio a zero.

Saudações Portistas