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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Circo de Ano Novo na Luz

O Clube da Treta aceitou o pedido do GOC (Grupo Organizado de Calimeros) e numa política de boa vizinhança vai realizar no dia 3 de janeiro na manhã do jogo com o Zbording um espetáculo conjunto de polvos malabaristas, periquitos, árbitros amestrados, cuspidores de fumo, lutas de anões, palhaços, trapezistas e a evocação do momento arrepiante em que Jorge Jesus, o homem-bala, foi despachado para o Circo em frente e aterrou em Alvalade.
 
11:00 Horas – Espetáculo com artistas dos dois Circos
18:00 - Tarde de Cinema – DANCES WITH LIONS
Projeção nos paineis gigantes do Estádio de uma versão livre do filme Danças com Lobos realizado e interpretado pelo Grupo Amador de Atores de Alvalade. 
 
À mesma hora, no Museu, para os mais pequenos, o filme de animação Batalha Naval.
Final do jogo - Na saída para os balneários segue-se A Croquetina, uma versão da batalha Tomatina, mas com croquetes. A ideia foi de José Eduardo, diretor técnico das operações, que se distinguiu como fornecedor privilegiado das jantaradas dos Calimeros.
23:30 Horas – Grandiosa Ceia de Gala no Pavilhão da Luz para assinalar a amizade que une os 2 Circos da Segunda Circular animada com o Ballet The Circus Flamenco de Quique Flores.
Fim de festa - Vieira canta Tony Carreira acompanhado pelo homem dos 7 instrumentos o lambe-botas Fernando Seara, e Jorge Jesus interpreta êxitos de Plácido Domingo.
Foto montagens José Lima
 
Até ao Ano

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Sem Padres é Outra Louça

A nossa excelente vitória com o Mónaco de certo modo explica o empate com o clube da treta. Mesmo com as falhas de Marega e uma certa confusão tática não há dúvida que no jogo da Liga o motivo principal para não termos conseguido os nossos objetivos, naturalmente a vitória, não se deve à nossa prestação mas à presença de um padre do relvado e outro na casota que os nomeadores enviaram para esse jogo. Conhecemos o esquema. Se não gama o que está no relvado gama o que está na sacristia! Dois-em-um! Numa empresa normal, estes dois espécimes deixados em herança por Vítor Pereira já tinham ido de vela há muito tempo. Mas aqui no caixote do lixo da Europa só mandam embora quem presumivelmente, uma vez por acaso, tenha prejudicado o clube da treta. Os “padres amigos” recebem vouchers para a tasca da catedral, camisolas do Ausébio e sobem na classificação. Aldrabões!
 
Por isso os meninos-queridos fornecem nomes, moradas, preferências clubísticas números de telefone daquela cambada que se intitula “profissional”! Os números de telefone devem ser para os responsáveis lhes telefonarem na véspera dos jogos a desejar boa sorte como fazia Vítor Pereira. Boa sorte é o código que significa ”cá estamos para te fazer subir na tabela. Se correr mal avisa que nós e o Paulo Gonçalves tratamos do assunto”. Aldrabões!
Já não bastavam os “observadores” umas ignotas criaturas que foram parar à arbitragem nem se sabe como. Uma coisa se sabe. É que em 25, pelo menos, 18 são adeptos do clube da treta! Aumentam ou baixam as notas conforme os apitos são ou não favoráveis à “instituição”. E mesmo se por acaso falharem não se preocupam. A miserável corja dos pasquins oficiosos do clube da treta trata de envenenar a opinião pública. Os escribas do Rascord, CM, Bolha e quejandos defendem sempre o clube do regime. Aldrabões!
Imaginem que até o Gato Félix afirmava há dias numa croniqueta da BOLHA que o Luisão na jogada da grande penalidade não assinalada “puxou o braço para trás das costas para evitar a falta”. Aldrabão! Aqui há uns anos este caramelo que foi Ministro das Finanças autorizou que papéis sem qualquer valor comercial intitulados “Ações do SLB” servissem de penhor para avalizar a liquidação a prestações de dívidas fiscais do clube da treta. Se não fosse este truque de ilusionismo nem sequer se podiam inscrever no campeonato! Aldrabões!
CLICAR PARA AMPLIAR
Esta época, e como estão as coisas, a “instituição” tem as peças-chave para as aldrabices dos últimos anos. Colocou homens de mão na Federação, LIGA, Arbitragem, Disciplina e Justiça. Vejam por exemplo quem, entre outros, faz parte do Conselho de Arbitragem Desportiva 
 
Pelo Comité Olímpico de Portugal Ricardo Alberto Santos Costa
Pelo Conselho Nacional do Desporto, Fernando Jorge de Loureiro de Reboredo Seara;
Pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, José Manuel Martins Meirim 
Do Secretário de Estado do Desporto e do Ministro da Educação que entregou a gestão do Futebol profissional à FPF nem é bom falar. Nem os problemas das claques ilegais conseguem resolver. Ignoram a regulamentação e "acham tudo normal". Aldrabões!
 
Até ao próximo roubo…

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Gato Escondido com o Rabo de Fora

Há cerca de 1 mês, mais precisamente a 27 de Maio, numa crónica intitulada “Um Tribunal Meio Envergonhado”, denunciei neste blogue a existência da “corrida” que ocorreu para o preenchimento dos lugares nesta espécie de Tribunal. Melhor dizendo, um novo Tribunal, desta vez virado para a resolução das trapalhadas que o Conselho de Disciplina (do futebol e de outras modalidades) não consiga dar solução.
No segundo parágrafo falava do lambe-botas Fernando Seara que concorre a tudo que mexe. Não pensava eu que o Dr. José Manuel Meirim se fosse referir ao oportunismo deste lacaio de Vieira na ocupação de um importante cargo na estrutura. O homenzinho que debita asneirolas às 2.as feiras num aborto chamado Prolongamento (da TV das sopeiras) cedo andou a farejar um lugar onde pudesse ajudar o clube da treta que desde há anos “faz sempre as coisas pelo outro lado”.
 
E adivinhem os meus amigos para que lugar o senhor Seara que de arbitragem percebe zero, foi nomeado! Conhecedores que somos há muitos anos desta cambada que preenche lugares decisivos como são os da arbitragem, pasme-se por quem e para onde, foi nomeado. O nomeador foi o Conselho Nacional do Desporto, e o cargo, imagine-se, vogal do CAD (Conselho de Arbitragem Desportiva). Ou seja: na próxima época o colinho começa a ficar garantido, pelo menos no que se refere às questões que chegam a Tribunal.
 
Para os outros cargos, como por exemplo o da nomeação dos árbitros, está lá outro lacaio de Vieira, que como se devem recordar serviu como moeda de troca para eleger Fernando Gomes. Como Vítor Pereira concorreu isoladamente, não tem quem o controle hierarquicamente, não presta contas a ninguém, e pode fazer os favores que entender. Classificar os árbitros que dão colinho com a categoria de “internacionais”, e/ou despromover aqueles que se opõem à sua política de compadrio com o clube da treta são as suas funções.
 
No último conselho de presidentes, foi levantada a questão do sorteio dos árbitros com o qual a maioria dos clubes e observadores parece estar de acordo. Contudo os meus amigos querem apostar como a Federação, órgão de tutela da LIGA, vai votar contra? Tenho há vários anos a opinião de que enquanto não correrem da Federação o dono dos árbitros o futebol continuará ferido da tal “verdade desportiva” tão clamada pelo senhor Rui Santos.
 
Até à próxima

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Badalhoco nº 3144

Nesta questão do Desporto todos nós temos um clube favorito. Pode ser o do nosso bairro, o da terra onde nascemos, o que ganha mais vezes, ou outro que para disfarçar, fingimos que somos adeptos.
 
Os árbitros e aquela imensa corja que vive à custa das rádios, tvs, e dos pasquins de faca e alguidar tipo CM, todos jornalistas benfiquistas, já sabemos: São do Atlético ou da Académica. Levaram no corpo durante 3 décadas mas, este ano, apostaram no cavalo certo. O clube da treta, levado ao colinho, ganhou o campeonato. Uma das abéculas que tem presença garantida na televisão é um pobre diabo que representa um dos bairros da capital, o Bairro de Benfica. É o sócio nº 3144.
O homem é uma espécie de Fernando Seara, também lhe puseram a mala à porta. Foi corrido da administração da SAD e arranjou emprego vitalício no pior programa televisivo de que há memória em Portugal. Um tal Dia Seguinte, sequela duma enormidade chamada Donos da Bola de um grande “músico”, o senhor Balsemão, falido dos jornais já se vê.
E de que se havia de lembrar o Gomes da Silva que andou mais de 30 anos a apanhar bonés? Teve o desplante de tratar por tu o senhor Lopetegui e escreveu, segundo O PUBLICO, “uma arrasadora mensagem para o nosso treinador”. Naturalmente, pela sua boçalidade, recuso-me a publicar o conteúdo da mensagem. O homenzinho que andava borrado de medo há várias semanas explodiu de alegria, respirou fundo, e resolveu fazer pirraças como os putos da primária, esquecendo-se das equipas de bailarinas que teve durante anos a fio.
Provavelmente, mais do que nos outros anos, a ida da equipa à Champions é indispensável para tentarem reduzir o monumental Passivo do Grupo de mais de 600M€, já que, na vertente desportiva deve ser a vergonha do costume.
 
Quanto à eventual saída do treinador, a solução é fácil. Podem ir buscar o aldrabão mais bem pago do País mas que na área de treino ainda é pouco conhecido.
Já me esquecia: As fotomontagens são da minha autoria. Andavam por aí dispersas.
 
Para a semana falamos mais a sério

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Habemus Autoclismo

Bruno de Carvalho foi o grande vencedor das eleições da Liga ao apoiar o autoclismo que viria a ser eleito. Mas não foi fácil a sua eleição. As hostilidades começaram quando o presidente da Assembleia da Sanitária da Liga excluiu dois candidatos que, na sua opinião, não conheciam o Regulamento. Havia umas minhoquices processuais nos dossiers apresentados. Vamos analisar o que se passou.
 
Assim o senhor Rui Alves candidato da Lista B teria desrespeitado 2 dos requisitos necessários para a apresentação de qualquer candidatura.
 
1 - Apenas apresentou um orçamento da Cerâmica de Valadares para o autoclismo.
2 - Não indicou a pressão a utilizar, bem como, se o utensílio tinha passador de corte.
 
O senhor Seara (Listas A e C) desrespeitou 3 dos artigos que impediram a sua candidatura:
 
1 – Concorreu com 2 marcas de autoclismo em simultâneo, sendo ambas estrangeiras.
2 – Não referiu nos orçamento a declaração do prazo de garantia.
3 – Não apresentou elementos referentes ao sifão e esgotos.
 
Refere o douto acórdão proferido pelo presidente da Assembleia Sanitária, entidade que tinha poder para o fazer, que “a não verificação conjugada dos fatos acima referidos, fez caducar as Listas A, B, e C” e, por exclusão de partes, admitir apenas á candidatura a Lista D do senhor Mário Figueiredo que apresentou uma variedade de sanitas suspensas, e de encastrar, bem como uma gama de tampas e assentos com as cores dos clubes participantes nas Ligas.
 
Passado o espanto geral e o feriado de 10 de Junho para aliviar as fezes, no dia 11 realizou-se o ato eleitoral com ameaças dos “excluídos” de recorrerem a mecanismos que o pudessem anular. Sem surpresas foi eleito o autoclismo Figueiredo, um modelo da conceituada marca Roca de artigos sanitários, naturalmente com o apoio do representante do Sporting.
O senhor Seara, eterno perdedor, nem sabe do que se livrou! A irresponsável promessa do aumento de autoclismos através da centralização dos direitos televisivos na Liga não tinha pernas para andar, nomeadamente a espantosa garantia de substituir a louça sanitária em todos os balneários das equipas profissionais da Primeira e Segunda Ligas.
 
Como estamos a falar dos clubes detentores dos direitos que na próxima época vão competir, e segundo aquela promessa, iriam receber um total de 42 (18+24) autoclismos pagos pela Liga. Posteriormente iria negociar com qualquer operadora interessada na transmissão dos jogos, e eventualmente mais um ou outro sponsor que quisesse colocar sanitas descartáveis atrás de cada baliza
 
Mas como seria feita a sua distribuição pelas sociedades desportivas? Uma sanita fixa com autoclismo integrado a cada clube, mais duas móveis com balde? E como seria analisada a importância cagativa de cada clube? Pela quantidade de espectadores que acorrem aos sanitários no intervalo das últimas épocas? Ou, por exemplo, diretamente proporcional ao número de sócios ou capacidade do estádio?
Para nós em casa vermos o quê? O Beira-Mar x Covilhã, o Arouca x Gil Vicente, ou um fantástico Santa Clara x Trofense? Transmitidos por quem? SportTV, SIC, TVI, ou RTP? Excetuando na publicidade das firmas locais, qual a empresa que arrisca publicidade televisiva a autoclismos, numa altura de retração no consumo, com os assinantes a desistirem dos canais codificados? Qualquer pessoa consegue ver no seu quarto de banho, com as calças em baixo e o portátil nos joelhos, os melhores jogos europeus nas dezenas de streams postos à disposição pelas casas de apostas desportivas. A quem interessa a problemática sanitária?
 
Segunda questão: Quando e como? Será já na próxima época? Não pode ser. Há clubes com autoclismos negociados até 2018. As vendas dos encontros da Segunda Liga será oferecida às televisões WC a WC, ou em pacotes com a Liga principal? Incluirão jogos de outros sanitários Europeus? Se sim quem compra os Direitos? A Liga que ao que consta está falida? Impedirá os operadores de acederem diretamente a retretes privadas como a Canal Plus, MediaPro, etc?
Se na nossa pobre parvónia ainda são os lobbies que funcionam, a queixa apresentada á União Europeia sobre “posição dominante” é uma falsa questão. Na europa com os tratados de livre circulação de bens, havia de ser lindo proibirem o Continente ou o Pingo Doce de comprarem ou venderem os autoclismos que quisessem! Lá vinham o Soares dos Santos e o Tio Belmiro com a louça às costas!
 
A fechar, e não sei se foi consequência deste ambiente fedorento dos senhores que fazem parte da Liga, os jornais económicos anunciaram a intenção da Controlinveste de despedir 160 colaboradores. (*) Sabendo-se que a Controlinveste é a gazua que abre as portas para as porcarias televisivas através das operadoras das quais é participante, e se o autoclismo Figueiredo, como pretende, tiver as cagadeiras centralizadas na Liga poderá acontecer, qualquer dia, não ter clientes para os autoclismos.
 
Até à próxima
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eleições na Liga

Passado que o foi o entusiasmo para ver a pobreza da nossa seleção nem deixaram o cadáver arrefecer. Logo os pasquins da especialidade se debruçaram sobre o tema da eleição na LIGA.

Mário Figueiredo que, como se recordam os que acompanham estas coisas, tinha sido eleito com o apoio dos 2 Circos de Lisboa, embora candidato, vai ter que mudar de profissão. Depois das promessas feitas aos clubes mais modestos de repartir entre eles umas sobras dos direitos televisivos, vai entrar noutro mundo cor-de-rosa, na SIC já se vê, e encabeçar o elenco de uma novela inspirada na sua fugaz passagem pelo organismo.
A poucos dias do encerramento do prazo para a apresentação de programas e candidaturas, tudo levava a crer que o benfiquista Fernando Seara, presença habitual naqueles “Conselhos Superiores de Desporto” que ninguém sabe para que servem, seria o novo fantoche no teatro de robertos que é a LIGA.

Eis senão quando, começam a cair na mesa do atarantado Carlos Deus Pereira, bateladas de candidatos a candidatos, uns empurrados, outros chateados, alguns paraquedistas, 99% deles sem perceber nada do que iriam para ali fazer, apenas deverão saber que os campeonatos profissionais da responsabilidade daquele organismo passam a albergar 18 clubes da Liga principal e 24 da Segunda Liga divididos em duas séries.

Os senhores que querem avançar são por ordem alfabética: Fernando Seara, Júlio Mendes, Mário Figueiredo, Paulo Teixeira, Rui Alves, Rui Rangel e Vítor Ferreira. Todos diferentes todos iguais. Só que uns são mais iguais que outros.
Naturalmente que aquele clube que habitualmente “faz as coisas pelo outro lado” já anda a mexer os cordelinhos há muito tempo, não vá o diabo tecê-las e perderem os Direitos dos jogos da Premier League. Vejam lá que até já sabe quem não vai ganhar!
Assim-como-assim eu era capaz de apostar em Júlio Mendes (ainda) presidente do Vitória de Guimarães. Isto a menos que a promessa de Fernando Seara em dar de mão beijada (só não diz onde vai arranjar o dinheiro) 500 mil euros a cada clube da segunda liga, os voltar a enganar como já aconteceu com Mário Figueiredo.

Até à próxima

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Conhecimento do Inferno

"O mar do Algarve é feito de cartão como nos cenários de teatro e os ingleses não percebem: estendem conscienciosamente as toalhas na serradura da areia, protegem-se com óculos escuros do sol de papel, passeiam encantados no palco de Albufeira em que funcionários públicos, disfarçados de hippies de carnaval, lhes impingem, acocorados no chão, colares marroquinos fabricados em segredo pela junta de turismo, e acabam por ancorar ao fim da tarde em esplanadas postiças, onde servem bebidas inventadas em copos que não existem, as quais deixam na boca o sabor sem gosto dos uísques fornecidos aos figurantes durante os dramas da televisão. Depois do Alentejo, evaporado na paisagem horizontal como manteiga numa fatia queimada, as chaminés que se diriam construídas de cola e paus de fósforo por asilados habilidosos, as ondas que se diluem sem ruído na praia no croché manso da espuma, faziam-no sempre sentir-se como os bonecos de açúcar nos bolos de noiva, habitante espantado de um mundo de trouxas-de-ovos e de croquetes espetados em palitos, a imitar casas e ruas.” (*)
… “Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques. Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem-nascidos”…
Outro que também “acardita” no clube da treta é o conhecido lambe-botas Fernando Seara ultimamente protagonista de um folhetim novelesco com uma das suas vereadoras. Alguns zunzuns de jornalistas amigos já me tinham alertado para um “escândalo” com o autarca (o popular mãozinhas) que durava há algum tempo e estava prestes a rebentar. Pensava eu que fosse relacionado com a idiotice da sua candidatura perdedora à CML, ou qualquer problema com a “instituição” visto que Seara foi mandatário do homem que está a arruinar o Benfica. Afinal foi Judite de Sousa que farta de o aturar lhe pôs as malas à porta.
Ao mesmo tempo que fiquei contente pela nossa consócia se ter libertado dum dos maiores presunçosos que andam há anos a pastar no Orçamento do Estado, fiquei preocupado pelo estado psicológico em que teria ficado a popular apresentadora. Felizmente as revistas da moda já publicaram fotos da jornalista com ar sorridente e uma invejável forma física. É tempo de recordar Judite, portista de gema, frequentadora com outros portistas, do Nosso Café, no Bonfim, que ficava perto da sua casa, às Antas. Curiosamente nasceu no mesmo dia que eu: 2 de Dezembro (uns anos depois de mim, claro). Recordo-me que a jornalista tinha 18 anos quando apareceu um anúncio publicado no JN a pedir colaboradores para uma empresa de Audiovisual que, mais tarde, viríamos a saber tratar-se de recrutamento para a RTP-Porto.
Naquela altura eu pertencia a algumas organizações culturais da cidade, como por exemplo, o Teatro Experimental, Associação Fotográfica, Seiva-Trupe, Cineclube do Porto, etc. onde nos tempos livres colaborava na Secção de Cinema e realizava pequenos filmes em Super 8 ou 16mm debaixo dos ensinamentos do cineasta Manuel Oliveira. Os meus amigos, às tantas, devem estar a perguntar o que tem a ver esta história com o nosso clube. Eu explico. Certamente estarão atentos à inauguração do nosso Museu no dia 28 deste mês. É que um desses pequenos filmes vai fazer parte do nosso Museu mas, por agora, não quero divulgar o tema.
 
Quanto a Seabra, para além de ter feito parte sem qualquer relevo de diversos conselhos relacionados com o Desporto, daqueles que ninguém sabe para que servem, conhecido como presidente da Câmara Municipal de Sintra e putativo candidato às presidências do Benfica e da FPF, pretende agora continuar a receber as benesses de uma câmara municipal, no caso, a principal do país. Como penso que os habitantes de Lisboa ainda não devem estar malucos o senhor bem pode, depois da banhada previsível, ir trabalhar como os outros meninos.
Se calhar ainda não sabe que compraram um defesa-esquerdo congelado! Vejam a sua frase deste Domingo: “No final do jogo de ontem em Alvalade, como benfiquista fico feliz por saber que tenho equipa e que tenho jogadores”. Pois! Tem os 104 do costume. O homem não faz é a mínima ideia do que vai naquele inferno nem lhe vale a pena citar na BOLHA os discursos do Padre António Vieira. Para nós, o que ele diz, é pregar aos peixinhos. Parafraseando o meu escritor preferido este Benfica também “é feito de cartão como os cenários do teatro”.
 
Até à próxima
 
(*) António Lobo Antunes, Conhecimento do Inferno, 1980.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Boneco de Relvas

Jurista, professor, ex-presidente dum esconso Conselho Superior de Desporto que, em boa verdade, ninguém sabe para que serve, putativo candidato à presidência da FPF, que nem sequer formalizou a candidatura.

O homem lá segue ziguezagueante, cumprimentando aqui, elogiando acolá, criticando além, entre os ex-colegas do CDS e o seu actual partido o PSD. Autarca de Sintra onde não deixa obra, lambe-botas institucional, eterno candidato a candidato, tenta colar-se à eleição para a CML onde ninguém o parece apoiar, com excepção de Miguel Relvas.
Costuma aparecer nos programas desportivos da caixa que mudou o mundo (começou no maquiavélico Donos da Bola), depois no Dia Seguinte (de onde foi corrido) indo, finalmente, desaguar numa coisa fétida chamada Prolongamento onde, de quando em vez surge com uns calhamaços debaixo do braço e uns “acórdãos” mais ou menos secretos, que mais ninguém possui. Recordo-me do dia em que apareceu com o “parecer” encomendado a Fretes do Amaral, condizente, pois claro, (foi para isso que lhe pagaram), com os 5 palhaços do defunto Conselho de Justiça e que, meses mais tarde, viria a ser reduzido a cinzas pelos “tribunais verdadeiros”. O Boavista está ainda à espera de ser ressarcido mas o lambe-botas, esmerado apoiante de tudo que surge contra os “parolos cá de cima”, nem tuge nem muge.

Ultimamente para nosso descanso e, imagine-se, dos próprios adeptos da “instituição” que não o gramam, tinha feito uma espécie de sabatina, aparecendo fugazmente nas antepenúltimas páginas do pasquim que (ainda) o acolhe, onde o único sentido da verborreia ali vomitada é tentar atingir o nosso clube e/ou o Presidente.

Desta vez para o que lhe havia de dar? Aproveitar a moda, pois claro, para desancar no Oliveira, o popular Quim da Olivedesportos a propósito da rescisão do seu contrato com a LIGA do senhor Figueiredo “por não cumprimento de contrato”. Bastaria este simples enunciado para alertar o senhor Seara/Jurista para o que iria escrever a seguir. Mas não. Procurou mais uma vez, colar-se ao pensador da Liga no seu propósito de acabar com o maná que tem sido o apoio da Olivedesportos aos clubes portugueses, a começar, como todos nos recordámos, pelos empréstimos concedidos à “instituição” falida.
Escreve o senhor Seara que “o que interessa é que nos próximos meses teremos jogos internos em sinal aberto”! Helasse! De uma cajadada matou dois coelhos. Deu uma beijoca ao seu presidente (que pelos vistos o ignorou nas eleições para LIGA), mas esqueceu-se de dizer que são jogos da Liga Lucílio Batista, que não interessam a ninguém, e que foram vendidos ao preço da chuva, o que como é óbvio, estraga o negócio, não a Joaquim Oliveira que qualquer dia os manda passear mas, aos clubes que no fundo são quem beneficiam muito ou pouco do que dali ainda poderia vir.

Mais à frente uns cêntimos de graxa a propósito dos 100 golos marcados por Cardozo ao serviço do Circo da Segunda Circular. E comete a audácia de colocar em paralelo o sonolento jogador que deambula nos arredores da meia-lua os 90 minutos, para o comparar a, esses sim, verdadeiros artistas da bola e dos golos: Eusébio e José Águas. Esqueceu-se de mencionar, que só golos de grandes penalidades (o prato do dia que a casa serve), foram 27. Comparar o dorminhoco com aqueles dois, só mesmo como anedota ou chalaça dum lambe-botas qualquer.

Até à próxima.

Fotomontagens com a devida vénia do blogue wehavekaosinthegarden

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

As ideias do Homem de Sintra

No tempo em que ainda tinha alguma paciência e estomago para assistir a programas como o Trio de Ataque, Prolongamento e outros tantos do género eis que fiquei com uma frase do Comentador Benfiquista Fernando Seara gravado na minha mente. Disse o actual Presidente da Câmara de Sintra qualquer coisa como isto:

A LIga Espanhola é um exemplo que deve ser seguido pela Liga/Federação Portuguesa de Futebol.

Ora bem eu sei que por norma os Benfiquistas que comentam o Mundo da Bola vivem noutro Planeta ou no Mundo Encantado da Leopoldina, mas custa ver tanta burrice estampada numa pessoa que se diz culta e sensata. A situação de La Liga é caótica e o que está a acontecer com o Málaga CF é só a ponta do icebergue que ameaça afundar o Titanic do amigo Seara.

Mas ista não é a única situação, pois para além da intensa guerra jurídica que tem havido entre as Rádios Espanholas, Clubes, Liga e Governo Espanhol por causa dos Direitos de Transmissão que os Clubes querem cobrar às Estações de Rádio, eis que agora temos o fabuloso modelo de Fernando Seara  a estabelcer os seguintes horários dos jogos da 1ª Jornada de La Liga BBVA da Temporada que está prestes a começar:

No Sábado, Domingo e Segunda três jogos terão o seu início às 23H. Sim, pela primeira vez na Europa vamos ter jogos a começarem às 11 horas da noite e a terminarem para lá da meia-noite, contrariando assim uma norma da UEFA que não permite que as partidas de Futebol terminem para lá da meia-noite.

Tudo isto porque a necessidade é maior do que a moral… Ou o modelo de futebol defendido Seara pede dinheiro a quem o tem ou então passa mal. Pouco ou nada interessa que os Adeptos e Associados dos Clubes tenham de ir para os Estádios às 11 horas da noite para depois chegarem a casa de madrugada desde que o dinheiro das transmissões televisivas entre nos cofres da Liga. 

È esse o modelo que Fernando Seara defende para o nosso Futebol. Não admira que o SL Benfica esteja na desgraça em que está… Com Sócios como este não hajam dúvidas de que irão longe!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Marionetas Parte III - Os Sapos

A grande aposta de Luís Filipe Vieira para este ano é Vítor Pereira o senhor que conduz a arbitragem sem ter que dar satisfações a ninguém, seja na Liga ou, como toda a gente já percebeu, na futura estrutura de Arbitragem da Federação. O engraçado comentador benfiquista Rui Silva do programa Dia Seguinte das segundas-feiras já não consegue esconder a sua simpatia pelo senhor.

Presumivelmente Sportinguista o homem que como árbitro nunca passou da mediania, pese embora a boa imprensa lisboeta que sempre teve (leia-se, a Bola e o Record), anda há anos a vegetar pelas estruturas da arbitragem, antes como árbitro, depois como “instrutor” (?) dos seus comparsas com os resultados desastrosos que se conhecem e, por ultimo, na Liga onde “trabalhou” à rédea solta nas famosas nomeações cirúrgicas. Estas, não são mais do que “escolher” para os jogos da “instituição” os árbitros que tendenciosamente a favorecem e, ao contrário, para os seus dois mais directos rivais, despacha os Paixões e os Xistras, cãezinhos amestrados que às vezes, por ironia do destino, “não reconhecem o dono”.

O mais engraçado desta situação é que são os próprios árbitros, os primeiros a terem razão de queixa, por serem “atirados ás feras” todos os fins-de-semana. Essa foi uma das razões que levou o “pode-ser-o-João” a recusar-se a apitar o famoso jogo da 2ª jornada da Liga, Beira-Mar X Sporting. É tradicional a grande rivalidade entre os dois circos da Segunda Circular. Ora, nomear um benfiquista para um jogo do Sporting, é mesmo atirar com o homem para a fogueira. E o senhor Vítor Pereira ficou a falar sozinho quando depois outros árbitros internacionais, se recusaram a dirigir jogos dos

Calimeros. Já toda a gente percebeu que Vítor Pereira se ajoelha aos pés do clube do regime. No ano passado quando o clube mais-maior-grande-do-mundo reuniu num almoço os Fernandos Guerras do regime para que nos seus pasquins dessem destaque às asneiras dos árbitros sempre que prejudicassem o clube, logo o senhor apareceu, de cinco em cinco jornadas, de corda ao pescoço a dar umas explicações esfarrapadas.

Por tudo isto, só há uma coisa que ainda não percebi ou, melhor dizendo, até tenho medo de perceber. Porque motivo o Dr. Fernando Gomes, reconhecidamente o melhor candidato que poderia ter aparecido para dirigir uma Federação completamente fossilizada por anos e anos de compadrios, negociatas e incompetentes, vai ter que engolir estes 2 sapos: Hermínio Loureiro, e Vítor Pereira? Terá sido alguma encomenda?

Termino esta trilogia de crónicas dedicadas às eleições na FPF, com uma análise sucinta sobre a apresentação oficial das candidaturas. Factos mais salientes: além da desistência de António Sequeira e as “contratações” de ultima hora com apoios sonantes para os candidatos Fernando Gomes (JoãoVieira Pinto) e para Carlos Marta (Carlos Ribeiro), fica uma novidade que não augura nada de bom para o lado dos Calimeros, ou seja, o apoio de Luís Duque ao estranho dueto, Carlos Marta/Toni. Não deveria o empregado da SAD leonina estar sintonizado com as escolhas do seu Presidente, e concordar com a preferência de Godinho Lopes por Fernando Gomes, e Humberto Coelho?

Nas listas para a Arbitragem, reina a confusão. Assim, a candidatura de Fernando Gomes alinha com o seguinte quinteto: Vítor Pereira (?), Domingos Gomes, António Silva, Elmano Santos (?), e José Pratas, que se vai bater com os cinco da APAF (apoiados por Carlos Marta): Luís Guilherme, Lucílio Baptista (?), Vítor Carvalho, Joaquim Matias, e Armando Ferreira). Como é provável que nenhuma fará o pleno, através do método de Hondt, são escolhidos entre os 10 candidatos, os 5 mais votados independentemente da lista pela qual concorrem. Assim, bastará um voto na lista da APAF, para Lucílio Baptista, o pior árbitro português de sempre, ficar no Conselho.

Como, pelo regulamento eleitoral, os candidatos ao lugar de presidente não podem ser cooptados, o primeiro a entrar pela lista da APAF/ Carlos Marta poderá ser o “criador” da Taça Lucílio Baptista, que tem sido o abono da família da “instituição”. 

Claro que a esta jogada não é alheia a presença do grande derrotado destas eleições, Fernando Seara, que por trás das cortinas movimenta as marionetas. Resumindo e concluindo: todo o elenco da Direcção e Assembleia-geral da lista de Fernando Gomes será o vencedor (aqui não funciona o método de Hondt, vencerá a lista que tiver mais votos) e, no Conselho de Arbitragem, vão ficar candidatos das duas listas.

Até para a semana

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Festival de Marionetas

O Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (NRJFD), introduziu um novo sistema de selecção, escolha e votação para a eleição do Presidente e restantes Orgãos Sociais da FPF. Durante muitos anos a representatividade do numero de membros que geriam os destinos da Federação, era proporcional à dimensão das Associações que a compunham. A A.F. do Porto que representa 340 clubes com cerca de 20.000 atletas estendendo-se pelos 18 concelhos que compõe o Distrito do Porto deveria, sob qualquer ponto de vista honesto que analisasse o problema (serviço público, desenvolvimento desportivo, receita fiscal, etc), continuar a indicar muito mais elementos do que, por exemplo, a de Portalegre que nem sequer tem futebol profissional e depois, lógicamente, aplicar este raciocínio nas restantes Associações do País.

Mas não! “Aquele método dá mais poder aos parolos lá de cima, do clube que ganha mais campeonatos do que os outros”, vociferava a “instituição” e os calimeros.

Os sábios pensantes que gravitam em torno do mundo do futebol, apresentam conclusões: “Hum! Aqui há gato! Temos que ser nós a controlar aquilo! Vamos mudar os Estatutos!

E, se bem o pensaram, melhor o fizeram. Alteraram completamente este conceito de proporcionalidade e, “inventando” uma nova distribuição das gentes do futebol, com o beneplácito do pior Secretário de Estado de Desporto que há memória, resolveram repartir entre os amigos da “verdade desportiva” (Ah! Ah! Ah!), a nova fórmula do poder.

Então é assim: São 84 os delegados à Assembleia-Geral. 55 são eleitos (20 pela Liga, 8 pelo futebol não profissional, 7 pelos clubes não profissionais, 5 pelos jogadores profissionais, 5 pelos não profissionais, 5 pelos treinadores e 5 pelos árbitros). 22 são para os presidentes de cada uma das Associações Distritais, 7 por inerência (presidentes da Liga; FPF; Sindicato de Jogadores; Associações de Treinadores; Árbitros, Dirigentes; e Médicos e Enfermeiros). Para a Direcção e Mesa da AG da Federação, será eleita a lista mais votada. Para os Órgãos de Disciplina, Arbitragem e Conselho Fiscal, aplicar-se-á o método de Hondt, naquilo que pode resultar numa grande trapalhada com a eleição de dirigentes com ideias diferentes, um Autêntico “saco de gatos”. Porém, para estes ultimos Órgãos, também se podem apresentar listas “independentes” em relação à Direcção, com cada um a puxar a brasa à sua sardinha. O mais curioso ou talvez não desta fantochada é que, em vez de caminharem para uma nova FPF os clubes da Capital continuavam a apoiar os coveiros de sempre, os Searas, ou os Hermínios, numa correria desenfreada aos votos, tentando apanhar o comboio que lhes fugia. É que, para uma lista ser admitida a sufrágio, bastava ser subscrita por 8 delegados-marionetas.
  
Ao clube da treta que já tinha feito tirocínio para apanhar a FPF no tempo do papa-almoços Laurentino Dias, a situação era ouro sobre azul. Infelizmente, para eles, esqueceram-se que os campeonatos não se ganham “pelo outro lado”, ganham-se lá em baixo, dentro das 4 linhas. Laurentino que nunca fez nada pelo Desporto, excepto entregar umas medalhas aos nossos esforçados atletas das modalidades amadoras, aproveitou em parcería com o benfiquista Luis Horta, o conflito Queiroz/Federação, e resolveu atirar com Madaíl de cangalhas.
  
O prato-pronto-a-servir do clube do regime, estava quase cozinhado. Faltava convencer umas Associações menores, com clubes como o Atlético, que vivem dos empréstimos das sobras da “instituição”, ou Marítimo e Nacional que o Tio Alberto ensinou desde a sua existência a chular as nossas finanças, cativar uns médicos, enfermeiros e massagistas, enganar uns jogadores e treinadores com falsas promessas, adiar o pagamento ao senhor que vende a cal para marcar o campo, e partir para o enésimo Empréstimo Obrigacionista, rumo a mais um Troféu, o do maior Passivo da Peninsula Ibérica.

A receita já era um sucesso: 250gr. de Octávio, 3 jornalistas simpatizantes da “instituição”, 1/2 duzia de ovos dos clubes regionais, 1 Colaço com pistolas de chocolate, suplementos vitamínicos q.b. mais 125gr. de pinhoas. Misturam-se os ingredientes numa amassadeira, juntam-se as claras, não em castelo, mas em Palácio de Sintra. Deixa-se levedar 30 minutos, moldam-se pequenos “suspiros” de chocolate com natas, e serve-se gelado.
   
É que agora quem manda naquilo são os delegados. Vejamos quem são alguns espécimes já conhecidos que os clubes da treta escolheram para seus representantes: Pragal Colaço, um advogado travestido de gangster é o delegado pelo Atlético (?); Octávio, um agricultor de Palmela que já não treina há vários anos (se é que alguma vez treinou), é um dos delegados dos Treinadores; João Pinto, agressor dum árbitro na Coreia e envolvido com o Zbórden na trafulhice da transferência para os paraísos fiscais, é indicado pelo Sindicato dos Jogadores; Fernando Seara, o conhecido mãozinhas/autarca/comentador que só apresentaria Listas depois de conhecer os sabujos que possam votar nele, ía pela “instituição”, provavelmente em representação dos tradutores de linguagem gestual. Já estão a ver a corja que se prefilava na caça ao voto e lugares no camarote.

De repente rebentou a bomba! Os clubes mais relevantes que, no fundo, são quem dá o corpo ao manifesto, resolveram o assunto em duas penadas: convidaram o Dr. Fernando Gomes para o cargo e este, depois de curta reflexão, aceita. As marionetas cairam que nem tordos. O ainda presidente da Liga, só precisa de boa sorte para gerir o futebol no meio daquela canalhada!

Até para a semana

Tratamento de imagem JOSE LIMA

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quatro Casamentos e um Funeral

O anúncio adivinhava-se há muito tempo. Seara, o inefável advogado/presidente de câmara, e ao mesmo tempo, comentador/candidato nos programas do pontapé da bola, lá foi dizendo, meio titubeante, aquilo que se temia. O senhor anda há anos com os olhos na FPF, e quer apresentar credenciais aos restantes embaixadores do futebol indígena para liderar uma lista para as próximas eleições. Dos apoiantes, apareceu à cabeça o principal beneficiário desta candidatura, o mais-que-tudo com quem já tinha casado pelo civil no longínquo ano de 2003 quando aceitou o cargo de seu mandatário. Nada mais, nada menos, do que o homem que passada quase uma década conduziu o Grupo da Luz ás portas da insolvência com um Passivo astronómico de 500M€, e espreitava agora a possibilidade da “instituição” fazer, aquilo que tão bem sabe: “as coisas pelo outro lado”.

Outra aliança desta história é o dos jornaleiros. Os pasquins da capital do reino todos os dias inventam conflitos e trocas-e-baldrocas com jogadores. A imprensa televisiva também tem muita graça. As duas latrinas da caixinha que mudou o mundo, a Chic e a TVI, repetem a aliança do costume: pegar no andor e avançar com a procissão.


O senhor Seara estava nas suas sete quintas e parecía ter grandes apoios. O “vidrinhos” e aquele médico meio ganzado apoiam-no todas segundas-feiras. A simpática esposa que, estranhamente, trocou uma direcção de programas dum serviço público para ir ler telejornais na televisão das sopeiras, também. Até a arraia-miúda já botava faladura. Os marítimos os guimarães e os estoris; os médicos, massagistas, e marcadores de campo; as tias de Sintra, as bolhas e os rascords. Aos Domingos para ajudar à missa, o engraçado Professor Martelo a puxar para cima o companheiro de Partido.

Estava lançado o mote: Contra o Futebol Clube do Porto, marchar, marchar! Não consigo compreender como é possível que duas sociedades de informação com hierarquias responsáveis, permitam que 2 imbecis como Rui Gomes da Silva e Eduardo Barroso que representam os dois circos da treta à beira da falência, destilem semanalmente frustrações resultantes das gerências miseráveis dos seus presidentes, e as projectem contra o nosso Clube com falsas acusações de cumplicidades com o poder. Só por curiosidade, até onde a minha memória alcança, tentei recordar-me de quem foram os presidentes da FPF nas últimas décadas. É engraçado! Só me lembro de benfiquistas!

Noutro quadrante do mundo da bola, o das transferências, o Governo cheirou-lhe a paletes de dinheiro, e ao arrepio das Leis da UEFA e da FIFA pelas quais o nosso futebol profissional se regula, mandou um dos criados do Primeiro Ministro, o senhor Relvas, propor casamento à LIGA. Meteu almoçarada e muita conversa à boa maneira do Laurentino, até porque aquele ministro que fala ao ralenti no mesmo ritmo que o Cardozo adormece na grande-área, está muito interessado em conhecer a história das offshore e as transferências do Zbórdem (um dos tradicionais apoiantes da verdade e da transparência) para o seu ex-jogador e actual dirigente sindicalista, João Pinto, e chular mais uns cobres através do Fisco. (*)

Diz quem assistiu que foram recordados nomes das nossas maiores vedetas, e o dinheirinho que mais tarde viriam a render. O presidente da LIGA, com a competência que se lhe reconhece teve que explicar ao sôr Relvas que esses tais “Eusébios” e “Ronaldos” não eram obra do Estado. Foram “feitos” com muito suor e lágrimas pelos dirigentes dos clubes da bola, os tais que o senhor Arnault e a restante cambada, querem agora controlar.

Estava tudo na paz do Senhor com a procissão a sair do adro com muitos andores, anjinhos e banda de música, eis senão quando, perante o gáudio geral, aparecem mais dois casais: Hermínio Loureiro /Godinho Lopes e Soares Franco/Carlos Ribeiro.

Foi a gota de água. As associações mais pobrezinhas, fartas de serem gozadas, acharam que era demais e bateram com os tomates em cima da mesa: queremos o Fernando Gomes!

Foi a crónica possível. QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL. As palavras-chave foram: Eleições; Candidatura; Aliança; Procissão. Adivinhem lá, de quem vai ser o funeral!

Até para a semana

Fotomontagens de JOSE LIMA

(*) Ainda o sonolento ministro não sabe dos negócios paralelos da construção...

sábado, 3 de setembro de 2011

Ventos de Espanha

São conhecidas as dificuldades com que os clubes espanhois actualmente se deparam para construir os seus planteis. A tradicional “falta de liquidez”, o atraso no pagamento atempado dos salários e uma política de contratações que lhes tem aumentado os Passivos até números inimagináveis, obrigaram os clubes a negociar melhorias de condições nos direitos televisivos.

A produtora MediaPro, empresa de meios audiovisuais, a quem o Futebol Clube do Porto adquiriu o PortoCanal e que, por cá, foi anunciada como uma das candidatas a adquirir por 40M€ os direitos televisivos dos 15 joguinhos caseiros do clube da treta, esteve em risco no passado Domingo, de não ser autorizada a transmitir o Zaragoza x Real Madrid por dívidas acumuladas ao clube Aragonés que lhe recusou a entrada de meios técnicos no estádio.

A crise que também atingiu estas empresas levou a que em Espanha, neste início de época, surgissem diversos conflitos entre sindicatos, Liga, produtoras de multimédia e os clubes.

De facto, a situação em que o Zaragoza se encontra (processo de insolvência) não permitia, por uma questão de bom senso, que o Clube autorizasse a venda, pela MediaPro, dos direitos televisivos a terceiros (cadeias televisivas), sem que lhe tivesse liquidado as suas dívidas.

Um dos factores que pesaram na decisão de levantar o boicote que nos permitiu ver o jogo, foi o facto do Zaragoza querer contribuir para a pacificação das relações entre a Liga Espanhola e a Associação de Jogadores que tinha anunciado uma greve aos jogos das primeiras jornadas.

O Zaragoza aproveitou a ocasião para convidar a MediaPro a rever a sua posição totalmente inexplicável de atraso no pagamento dos direitos, pelos prejuízos que poderiam causar aos adeptos se ficassem privados de visionar os próximos jogos, noutro eventual boicote às televisões, a que o clube fosse obrigado a recorrer.

É que, independentemente das dificuldades da produtora, o Zaragoza também atravessa um mau momento financeiro com uma pré-falência anunciada, que a colocou sob a tutela dum “processo concursale“, (ante-câmara da insolvência), que vigia de perto as regras próprias desta situação: o dinheiro que entrar é para ser aplicado no plano de resgate da dívida, e o que for necessário para utilizar em compras, só sai com ordem do administrador judicial. É uma situação semelhante à que os Calimeros atravessaram há uns anos, só que, em vez dum admnistrador judicial, estava na Direcção um administrador do principal Banco credor.
  
Outra das questões que opõe os clubes aos produtores de meios audiovisuais é quererem obrigar as emissoras de rádio a negociar, à semelhança do que fazem as operadores televisivas, uma verba pelos direitos radiofónicos dos relatos dos jogos. Claro que esta matéria que já está legislada mas nunca foi posta em prática, teve por parte das rádios uma oposição frontal, invocando “direitos adquiridos há longos anos”, agora que, parece ser mesmo vontade dos clubes impedir a entrada dos equipamentos de transmissão nos estádios. Tudo isto porque com as recentes dificuldades dos mercados financeiros, os Clubes não tem o acesso tão facilitado ao crédito como estavam habituados, e procuram por todas as formas obter receitas para reforçarem os seus planteis.

Enquanto que os clubes mais modestos se debatem com a sua própria sobrevivência, os poderosos passam incólumes a estas “minudências”. Basta ver que o Atlético de Madrid que também não atravessa uma situação fácil, mesmo assim, “dá-se ao luxo” de “emprestar” jogadores a outros clubes, nomeadamento o acima mencionado Zaragoza.

A moda actual é também o recurso a fundos de jogadores, empresários individuais ou institucionais, esquemas de trocas ou empréstimos entre si , investidores internacionais, e a venda dos direitos económicos dos melhores atletas, não parecendo as direcções dos clubes, estar muito preocupadas com o facto de entrarem 15 jogadores e saírem outros 15.

Por outro lado a situação de dependência dos “fundos” é perigosissíma, na medida em que a forma de actuar destes grupos fortemente suportados por operadores financeiros (leia-se Banca), empresários desportivos e novos-ricos do petróleo trata-se, na sua essência, duma forma de empréstimos encapotados com percentagens dos passes a servirem de penhor.

Para os menos atentos, vale a pena recordar que quem gere a política dos Fundos é sempre a sua Comissão de Gestão que naturalmente se sobrepõe à vontade dos clubes, podendo forçar a venda do activo sempre que o jogador iguale ou ultrapasse o valor da avaliação feita pelo Fundo, salvaguardando-se apenas o caso em que o clube o queira “recomprar”.

Se observarmos pelo lado dos “mais ricos”, sabe-se que mesmo o Real de Madrid ao apresentar um orçamento de 600M€, a maior verba de sempre dum clube de futebol, também anda à procura, em segredo, dum comprador para o naming do estádio!

Com o fecho do mercado e os restantes clubes, excepção feita ao Barcelona, práticamente falidos, apetece perguntar ao senhor Seara que anda de joelhos a mendigar um lugar na nossa querida FPF, porque raio deseja que o nosso futebol, “siga o exemplo de Espanha”?

Até para a semana

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Incompetências

A recente “bronca” com a arbitragem, despoletada pela não comparência de João Ferreira para o jogo que estava indicado só tem um significado: incompetência. Não do árbitro (este ou outro), mas do responsável pela sua nomeação, o senhor Vítor Pereira.

São conhecidas as suas nomeações “cirúrgicas” sempre ao arrepio do bom senso que deveria imperar numa actividade que actualmente movimenta milhões. Durante vários anos, este senhor tem-se divertido a brincar com o fogo, parecendo não haver quem o ponha a andar. Não se percebe como ainda está à frente da Arbitragem, visto que, como árbitro nunca passou da mediania, pese embora a “boa imprensa” que sempre teve. A sua sobranceria, ou os auto-elogios só podem significar problemas do foro psiquiátrico. A necessidade de afirmação, o contrariar do politicamente correcto, são hipóteses que os psiquiatras poderão explicar.

A Arbitragem, no que se refere ás competições profissionais, continua até ás próximas eleições da FPF sob a responsabilidade da Liga, estatutáriamente, um braço da Federação e a única entidade que intervem na realização dos campeonatos profissionais. Mesmo assim, como a FPF é a responsável máxima pela Arbitragem em Portugal, pertencendo os árbitros aos seus quadros e depois “cedidos” por este organismo, parece que deveria ser esta entidade a quem competiria controlar os desvarios do homem e pôr-lhe um travão.

Acresce que, como a Arbitragem e a Disciplina são “órgãos autónomos da Liga”, o seu prresidente Dr. Fernando Gomes, mesmo que o queira fazer, não tem qualquer poder de tutela, restando concluir que o senhor Pereira trabalha em roda livre, sem ter um responsável directo a quem prestar contas. Bem fizeram os restantes árbitros em lhe tirar o tapete, bem como os amigos da FPF que, em boa hora, o deixaram ficar dependurado para resolver a trapalhada que só ele, arranjara. A nomeação de João Ferreira, relativamente aos incidentes que já teve com o Sporting, é uma afronta para o próprio e para o Clube.

Após este golpe de teatro, num país com dirigentes e clubes normais, só restava ao senhor Pereira demitir-se ou ser demitido. Receio que num país de opereta e com este governo da treta, as coisas não se passem assim. Um destes dias vai aparecer na querida televisão com aquela cara de anjinho que o caracteriza, achando que todos são culpados, menos ele, e lá conseguirá passar as asneiras pelos intervalos da chuva. Espero apenas que esta palhaçada tenha alertado os clubes para vetarem a sua candidatura à CA da FPF para onde já anda a fazer campanha.

E não se venha agora dizer que foi a clubite aguda e a mania da perseguição que levou o Sporting (poderia ter sido outro qualquer) a tomar a atitude de denunciar as péssimas arbitragens de que tem sido (indubitavelmente) a principal vítima, não sendo dispiciendo o facto de que, rara é a semana em que outros clubes são prejudicados por esta cambada de incompetentes, não podendo o seu principal intérprete, fugir ás responsabilidades. É ele quem treina os cãezinhos amestrados (árbitros e observadores). Compete aos Clubes sócios da Liga, tomarem uma posição avisada e exigirem numa Assembleia-Geral a demissão deste asno pomposo que tão nefastas consequências têm provocado no sector.

Mesmo estando a Federação em estado comatoso, e com o seu presidente desaparecido em parte incerta, é no mínimo surrealista que esta corja da arbitragem pretenda ainda disfrutar do estatuto de profissionais! E também não é com nenhum destes dois “candidatos a candidatos” aqui em baixo que os problemas vão acabar, antes pelo contrário.

Um, está anunciado como o “candidato do Governo” (?!?), e o outro como “conhecedor profundo do futebol em Portugal” (?!?). Sobre este último, não sei se os comentadores se querem referir ao facto de ter andado por uns estranhos institutos e conselhos de desporto do qual não se conhece obra feita, ou por ter sido o mandatário do senhor Vieira, o homem que aumentou 5 vezes o Passivo, desde que em 2002 assumiu a presidência da “instituição” para apenas vencer dois campeonatos, ambos viciados (o Algarvegate e o dos Túneis), e que está a conduzir o clube alegremente para o abismo.

Ao “candidato do Governo”, personagem sinistro que teve um papel miserável por ausência duma tomada de posição firme aquando das diatríbes semanais do senhor Pereira e do vaidoso da Liga, tem que se lhe recordar que a UEFA e a FIFA não gostam que os governos andem a mexericar nos meandros do Futebol. Já bastou a autêntica catástrofe que resultou para as Associações, para a FPF e para os clubes mais modestos, a manutenção do senhor Laurentino, o conhecido papa-almoços, como Secretário de Estado do Desporto, bem como, o contencioso que criou com Carlos Queiroz e que irá custar uma pipa de massa à Federação. Enfim, uma questão de incompetentes.

Fotomontagens de JOSE LIMA

Até para a semana

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As Eleições na FPF

Começaram as movimentações para ganhar um apetecível tacho. E, para inicio das hostilidades, nada melhor do que dois falhados da política e do desporto, os senhores Seara e Hermínio, por acaso do mesmo partido, e ainda presidente de Câmaras com mandatos sem nenhum brilho.

Do senhor Seara temos conhecimento de “visitas” de cortesia às Associações (que é donde vem os votinhos) mas parece que sem grande sucesso. O clube que o apoia não oferece confiança, é um bluff, já toda a gente está farta das confusões que o seu presidente arranja. Este cavalheiro é o tal que apareceu no miserável programa desportivo PROLONGAMENTO, cuja única finalidade é achincalhar o nosso Clube, com o processo do castigo do Hulk debaixo do braço, colocou-o em cima da mesa, olhou com o ar de asno pomposo que lhe é peculiar, e ladrou para o saudoso Dr. Pôncio: está aqui tudo! Tudo, era a aldrabice do Acórdão inventado pelo vaidoso da Liga que algumas semanas depois, o Conselho de Justiça da FPF reduziria a cinzas.

Enquanto Seara conta no seu currículo com um envergonhado apoio à última candidatura do senhor Vieira para a “instituição”, e andou algum tempo a vegetar nuns cargos daqueles Institutos e/ou Conselhos de Desporto que não servem para nada dos quais, pelo menos alguns, em boa hora este Governo vai extinguir, já Hermínio Loureiro será sempre recordado como um fantoche nas mãos do vaidoso da Liga e do senhor Vítor Pereira que fizeram o que muito bem lhes apeteceu sem passarem cartão ao homem. Teve um comportamento miserável na sua fugaz passagem pela Liga, sempre na defesa do clube do regime, hostilizando “os parolos lá de cima” (recordam-se das Taças que nunca mais eram entregues?), aqueles que no final são quem vencem os campeonatos, acabou por se demitir, encostando-se em Oliveira de Azeméis (Clube e Câmara), sem qualquer sucesso.

Pinto da Costa que não perdoa aos seus inimigos e já deixou ficar este senhor, no Estádio do Dragão, com a mão a flutuar, veio a terreiro dizer o óbvio: “Políticos no Futebol, não”! Então “estes”, digo eu, nem pensar! Hermínio Loureiro é um analfabeto futebolístico e a Federação precisa é de gente do futebol, não de gente que ande atrás de tachos. Os exemplos recentes mostram bem do que são capazes os “políticos”. A venda do BPN e a chamada para o 112 são de cabo-de-esquadra mas, pelo menos, tiveram uma vantagem: apareceram dois novos espécimes naquela fauna. Já tínhamos os “laranjinhas e os jotinhas, agora temos também, as “joaninhas” e as “baratinhas”.

Lambendo as botas ao papa-almoços

O taberneiro não desarma. É vê-lo aos salamaleques na coluna que tem na BOLHA (onde é que havia de ser?) a engraxar o Dr. Fernando Gomes (sempre são 20 votos), a aparecer nas TV’s/Lixo (a chique e a das sopeiras), e nuns programas da rádio que, felizmente, quase ninguém ouve.

Mas voltando à vaca fria, que é onde estão as tetas para se mamar, o presidente Madaíl que é um “grande rato” pregou-lhes uma rasteira. Como é conhecido, o seu mandato devia ter terminado no fim da época desportiva, mas a convocatória para as eleições foi sendo adiada, muito pela demora na aprovação do Regime Jurídico das Federações. O facto deste Novo Regime ter algumas cláusulas inconstitucionais, a primeira das quais foi a intervenção do Governo no livre movimento associativo, como toda a gente sabe, proibida pela UEFA e pela FIFA, um aborto cozinhado a meias com a FPF e o Secretário de Estado do Desporto, atrasou os trabalhos das comissões que deveriam ter sido concluídas há meses. Só a chantagem descarada de Laurentino Dias, que retirou os subsídios às modalidades amadoras, forçou as Associações mais pobres a aderirem ao clausulado. Finalmente marcadas há poucos dias para Dezembro, inviabilizam não só a aplicação dos novos Regulamentos Disciplinares, que ainda tem que passar por uma Assembleia-Geral, como também, o exercício em pleno da nova Direcção que só tomará posse a meio duma época desportiva. As trapalhadas que arranjou (o melhor está ainda para vir) com Carlos Queiroz, e a derrota sofrida na apresentação Ibérica para o Mundial de 2018 são factores que não aconselham a sua recandidatura.

Na última semana surgiu um novo candidato. António Sequeira, observador da UEFA e da FIFA, mais de 10 anos como secretário-geral, quer cortar com o passado e já anda a estabelecer contactos com as associações para apresentar o seu programa. Um dos pontos fortes da sua candidatura é a criação do cargo dum DTN (Director Técnico Nacional) para trabalhar em conjunto com o seleccionador. Até 15 de Setembro, os sócios da FPF têm de indicar 110 nomes (55 delegados para a AG e mais 55 suplentes). Cada lista completa para a FPF com suplentes compreende 74 pessoas. Como o presidente da LIGA é o mesmo, as listas terão apenas outros 73 nomes.

Até para a semana