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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Um treino de resistência

Este título é certamente conhecido, sobretudo dos adeptos cinematográficos, mas não nos referimos à película de Sergio Leone, de 1966. Falamos do particular em Wembley, 50 anos depois, que serviu de preparação para Inglaterra e Portugal, com vista ao Europeu de França.
 
Num jogo de preparação, a palavra «teste» ganha uma grande dimensão, bem maior do que o jogo em si. Há, por isso, muitas conclusões e ilações a tirar, sejam boas ou más. Sendo que, nesta partida, houve também uma espécie de vilão: Bruno Alves. Claro que a palavra é bastante forte e também não seja caso para tanto, quer porque se tratou de um amigável, quer porque não aleijou Kane na entrada perigosíssima que fez, quer também porque Portugal se comportou melhor depois desse vermelho, apesar de ter sofrido no fim.
 
Num esquema que se manteve no 4x1x3x2, Fernando Santos não mudou o desenho, mas apresentou outras dinâmicas, por força dos jogadores que utilizou. Adrien apareceu mais vezes na esquerda e o selecionador pareceu querer dizer que o camisola 23 é a alternativa a João Mário, para além de o ser a Moutinho. Inicialmente,não correu bem, o que é normal por ser uma realidade diferente para o médio do Sporting, que, tal como João Mário, não é de profundidade.
 
Com a Inglaterra a travar a construção lusa logo no início, Portugal não conseguiu soltar-se no terreno, com exceção para uma possibilidade de João Mário. Essa dificuldade de fazer jogo ficou vincada, tal como o pouco sucesso no jogo de transição rápida, onde Rafa e Nani não conseguiram potenciar as suas melhores qualidades.
 
A equipa portuguesa parecia descaracterizada e pouco definida, muito pela guerra do meio-campo, que a Inglaterra ia ganhando. O facto de apresentar dois pontas de lança mais Wayne Rooney começou por baralhar as marcações nacionais, que também continuam à espera do melhor Moutinho - ainda não é este.
 
Completando os pontos negativos que rodearam a exibição nacional, Bruno Alves, que teve a oportunidade de mostrar a Fernando Santos que pode ser titular, acabou por não o fazer. Pelo contrário, a forma como é expulso num lance completamente desnecessário pode tirar-lhe definitivamente essa esperança, bem como relegá-lo para quarta opção.
 
Não podemos dizer que a face negativa de Portugal terminou com a expulsão - até porque André Gomes não esteve propriamente bem e o golo de Smalling foi amargo - mas não deixa de ser factual que a exibição foi bem mais risonha.
 
Comecemos por Rui Patrício. Está em boa forma e é indiscutível, pela segurança e pela experiência. E passemos para oslaterais, que dão outra garantia defensiva e não menos qualidade ofensiva (melhor Eliseu que Vieirinha, apesar de tudo).
 
Porém, é nos centrais que se fixa o nosso maior elogio. José Fonte e Ricardo Carvalho estão numa enorme (e saudável) competição para acompanhar Pepe na escolha do selecionador e estiveram imperiais durante quase todo o desafio.
 
Além disso, continua a haver um Quaresma em excelente momento de forma. Brilhante o lance do camisola 20 logo depois de ter entrado. A jogar assim, Nani talvez tenha o lugar em risco.
 
Foi mesmo pena o golo sofrido no fim. Ainda que, a sofrer e a errar, que seja agora. Nota razoável ao jogo nacional, mas nota claramente positiva à postura de enfrentar as adversidades.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Carvalho

sábado, 7 de junho de 2014

Boa vitória em mais um bom jogo treino

No segundo encontro do estágio de preparação para o Mundial 2014, Portugal venceu o México por 1 x 0, com um tento de Bruno Alves já em tempo de descontos.  Num encontro em que mais uma vez Paulo Bento não pôde contar com algumas das principais figuras da Selecção Nacional, o equilíbrio foi a nota dominante, com Portugal a ser superior na primeira parte, mas a sentir algumas dificuldades no segundo tempo, altura em que Eduardo brilhou e foi fundamental para manter a baliza inviolável até ao final da partida.
 
O início da partida trouxe André Almeida como defesa esquerdo na equipa Portuguesa, já que Paulo Bento optou por colocar Fábio Coentrão no trio meio campo, fazendo companhia a Miguel Veloso e João Moutinho. Sem o contributo de Ronaldo, Pepe, Meireles e Beto, os jogadores Portugueses sentiram dificuldades iniciais na partida e o México aproveitou para colocar pressão na saída de bola da Selecção Nacional, o que fez com que dominasse os primeiros momentos do encontro.
 
No entanto, a turma de Paulo Bento foi aos poucos acertando posições e foi empurrando o adversário para o seu meio campo. Ainda que nunca houvesse domínio claro de nenhuma das equipas, foi Portugal a equipa mais perigosa durante os primeiros 45 minutos e Éder esteve em destaque já que protagonizou as melhores situações de golo. O avançado teve por várias vezes nos pés e na cabeça a oportunidade de inaugurar o marcador, mas revelou ineficácia na hora da finalização. O México apenas a espaços se aproximou com perigo da baliza de Eduardo e foi assim com naturalidade que o nulo se verificava ao intervalo.
 
O segundo tempo trouxe um encontro mais rápido, de parada e resposta. Nesta toada foi o México a adaptar-se melhor, assinando maior número de oportunidades de golo, principalmente depois da entrada de Chicharito Hernández. Portugal apenas por Fábio Coentrão conseguiu criar perigo na primeira meia hora do segundo tempo, número revelador da quebra de produção de Portugal. Se Éder foi a figura da primeira parte pelas oportunidades criadas e desperdiçadas, na segunda parte foi o trio Chicharito/Guardado/Herrera a estar em destaque no México, já que foram os jogadores com maior dinâmica ofensiva e criaram as maiores dificuldades a Eduardo, que esteve à altura dos acontecimentos e revelou-se como o melhor de Portugal na segunda metade.
 
Ambos os treinadores aproveitaram a segunda metade para rodar alguns jogadores, o que fez com que a partir do minuto 75 a partida decrescesse muito de qualidade. Quando era esperado o nulo final, um livre lateral sobre a direita do ataque Português permitiu um cabeceamento a Bruno Alves que não desperdiçou e assinou um belo golo já em tempo de desconto, fazendo o resultado final. O mais justo seria de facto o empate, face ao equilíbrio de forças verificado, mas o central Português revelou mais eficácia que companheiros e adversários e na primeira oportunidade não se fez rogado, colocando a bola no fundo da baliza Mexicana.
 
Com esta vitória Portugal soma o sétimo encontro consecutivo sem perder e pode chegar ao Mundial 2014 com o recorde de invencibilidade de Paulo Bento, que nunca esteve 8 jogos consecutivos sem conhecer a derrota ao comando da Selecção Nacional.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Eduardo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Bruno Alves: a crónica de um adeus anunciado

Tratava-se da crónica de um adeus anunciado. O de Bruno Alves, capitão do F. C. Porto durante anos e uma das referências do clube, até por se tratar de um atleta à Porto que foi formado no clube.

No outro dia, vasculhando a blogosfera deparei-me com um texto de um adepto portista que manifestava a sua surpresa pelo facto da saída de Bruno Alves não ter sofrido a contestação por parte dos adeptos que mereceram saídas anteriores como as de Quaresma ou Lucho só para citar alguns exemplos. O facto de ninguém ter questionado os números, a importância de B. Alves no balneário e na equipa, e os consequentes danos que a sua saída possam causar… Talvez, tal não se verifique, porque ao contrário de outras vendas, esta era mais inevitável e tem sido já preparada quase há dois anos.

B. Alves deve muito ao F. C. Porto, foi cá que se formou como jogador e que cresceu, depois passou pelo tirocínio natural ( e por vezes excessivo) deste clube de ser emprestado sucessivamente a outras equipas por forma a ganhar rodagem e quem sabe um dia regressar ao clube. Depois de boas épocas na Grécia treinado por Fernando Santos, teve a sua oportunidade para regressar no reinado de Co Adrianse no clube. Nessa sua grande oportunidade, B. Aves pouco jogou e quando fez ficou marcado pelos adeptos como sendo um jogador descontrolado e sem capacidade para jogar no Porto… O ambiente chegou a ficar mesmo insustentável, quando num jogo com o Benfica B. Alves perdeu a cabeça e agrediu com uma cabeçada o avançado Nuno Gomes, prejudicando a equipa deixando-a em inferioridade numérica…

Tudo parecia indicar que B. Alves estaria de saída e que nunca se afirmaria num clube de topo como o Porto…Chegou Jesualdo Ferreira e tudo mudou. B. Alves, mesmo ainda visto com alguma desconfiança pelos adeptos, teve a confiança total de Jesualdo que o moldou e viu nele um capitão e um defesa que poderia ser um dos melhores da Europa se bem trabalhado e se se conseguisse reciclar toda aquela agressividade para o terreno de jogo e para moldar um defesa duro e implacável na marcação e no espaço aéreo… Passou de mal amado a capitão e a uma das maiores referências do clube. Capitão e com propriedade o líder de causa portista.

Depois de ter estado tão perto de passar ao lado de uma grande carreira, B. Alves pôde finalmente potenciar as suas características e tornar-se um central de topo, titular da selecção portuguesa.

Mas isso não o satisfez. B. Alves queria mais, e não somos ninguém para o recriminar. Natural que tivesse ambições na carreira de poder evoluir ainda mais… O problema é que a sua explosão no panorama internacional se deu numa idade em que já não se pode aspirar a que grandes clubes internacionais invistam muito capital a adquirir os direitos de um activo que poderá ter rentabilidade puramente desportiva e num espaço máximo de 4 ou 5 anos apenas. Não é o mesmo oferecer 30 milhões por um Pepe que tem 23 anos, ou oferecer por um B. Alves que tem 29, mesmo que seja reconhecido por todos que é um central que teria lugar em grande parte das melhores equipas da Europa.

O Porto nunca fechou as portas da sua saída nem lhe cortou as pernas, mas como é óbvio deixou claro que tinha que defender os seus interesses, e que B. Alves não poderia sair a preço de saldo, sob pena da mensagem que se passaria para o mercado e até mesmo porque seria um péssimo acto de gestão, e falamos de uma Sad cotada em bolsa.

Aí começou-se a cozinhar uma saída anunciada…Fosse porque B. Alves não perdia uma oportunidade para dizer que queria sair, quase de forma até desesperada, como se fosse preciso estar sempre a dizê-lo para que os clubes se lembrassem dele…a isto juntamos um pai que falava demais e que atrapalhava qualquer tipo de abordagem que o clube quisesse ter no assunto… Um pai que chegou a fazer ameaças de que o filho não jogava mais no clube, para depois dizer que afinal até podia cumprir o contrato até ao fim e sair a custo 0 depois…

O Porto renovou-lhe o contrato e deu-lhe condições económicas invejáveis, tornando-o um dos mais bem pagos. B. Alves tinha um bom contrato, num grande clube, no clube que o formou, tinha ainda a braçadeira de capitão, um símbolo da causa portista que tinha sido transportada no braço de grandes senhores do futebol como: Jorge Costa, Baía, Lucho, João Pinto, Fernando Gomes. Para além de tudo isso B. Alves era idolatrado pelos adeptos que se de início o trataram com desconfiança, depois se renderam e época após época o tratavam como um ídolo… Havia ainda a possibilidade de, a terminar a carreira no clube, continuar ligado à instituição como tantos outros ex-jogadores e assim assegurar já um caminho profissional, quando a carreira de futebolista chegasse ao fim. B. Alves tinha assim todas as razões do mundo para se sentir feliz no seu clube do coração e de querer ficar. No entanto havia a obsessão por sair, para provar a sua qualidade lá fora…De tanta pressão que fez, por vezes pode até ter complicado a saída para um clube de maior valor desportivo e uma liga maior. O Porto não teve culpa que o Barca preferisse um jogador de nome impronunciável do Shaktar a B. Alves na época passada…Tal como não tem culpa que os grandes clubes da Europa estejam a apertar o cinto e prefiram investir somas mais avultadas em jogadores mais jovens que lhes possam dar maior rendibilidade tendo uma perspectiva mais de longo prazo.

B. Alves merecia jogar numa grande liga? Claro que merecia e tinha talento para isso. Mas o Porto não o poderia oferecer de graça.

Tudo isto encaminhou a que o Porto sempre esperasse a tal proposta que nunca chegava…e depois de tanta pressão foi desde há duas épocas preparando-se para perder B. Alves, e os próprios adeptos foram-se convencendo dessa inevitabilidade… B. Alves de tanto pressionar e de tanto falar que queria sair, ficou refém dessa vontade… as propostas milionárias de grandes ligas não apareceram e o Porto acabou por negociar pelo único clube que aceitou fazer uma proposta minimamente coadunante com o valor de mercado de B. Alves, vinda do Zenit… O Zenit que disputa o campeonato russo será o clube onde B. Alves jogará. Não o Barcelona, Chelsea, Real Madrid, mas sim o Zenit…

A obsessão de sair, levou-o a ter que sair não da forma que gostaria…Obrigou-o a sair para um clube inferior ao F. C. Porto, onde poderá encher os bolsos mas onde dificilmente encontrará a projecção que o F. C. Porto lhe proporcionava…e certamente não encontrará a felicidade na Rússia da mesma forma que poderia encontrar jogando no clube do seu coração e vivendo na sua Póvoa do Varzim.

Ainda teve que levar com o desdém de todos perguntando-lhe se não era um passo atrás na carreira…B Alves para se defender teve que falar na questão económica, e quando chegado na Rússia para defender a opção, falou que acompanhava o Zenit há muito tempo e que sonhava ser treinado por Spaletti…Triste ter que conseguir encontrar motivações e inventar desculpas para uma solução que o Bruno sabe bem que foi a de recurso… Acompanhava o Zenit há muito tempo por onde? Pela transmissão dos jogos do campeonato russo que não existem em Portugal? Geralmente os jogadores sonham ser treinados por Mourinho, Capello, Ferguson, Wenger…Bruno sonhava ser treinado por Spaletti…? Sonhos bem pouco ambiciosos afinal…

Bruno saiu a dizer que foi um bom negócio para todos…Convinha dizer isso e neste momento para o seu bem estar é melhor que ele próprio se convença disso…mas na verdade, já se sabe, não existem almoços grátis, e nunca saem todos a ganhar, há sempre algo que se perde pelo caminho…

O Porto perdeu um grande capitão e um central de excelência? Correcto. Mas nada que já não tenha perdido antes…já se habituou a perder grandes jogadores e a ter que os substituir. Para além do mais, perdeu um jogador que já na época passada tinha-se apresentado desmotivado, havendo alguns jogos até que parecia que jogava com a cabeça noutras paragens…

O Zenit ganha um grande defesa central, mas para isso teve que deixar ficar no Porto 22 milhões de euros por um central que tem já 29 anos. O mais provável é não ter retorno económico dessa aposta…Há ainda o facto de a adaptação ao futebol russo ser uma incógnita e já ter exemplo de outros grandes jogadores que passaram pelo Rússia sem se adaptarem e que se sentiam desmotivados naquela realidade.

Apesar de tudo o Zenit desta relação tripartida, é até o 2º que mais ganha com este negócio… O maior vencedor é sem dúvida o F. C. Porto. Consegue arrecadar num tempo de vacas magras, 22 milhoes de euros, num ano em que não disputará a champions e em que fez um forte investimento no plantel. Vende um jogador pelo qual não teve que despender qualquer verba, pois é um produto da formação. Conseguiu manter o jogador nos seus quadros naquela que foi a fase mais alta da carreira do atleta e vendeu-o agora que se inicia uma fase em que a idade começará a pesar.

Acima de tudo, mandou uma mensagem forte para o mercado, de que o Porto mesmo não participando na champions não faz saldos, e quem quiser comprar no Porto, tem que vir preparado para deixar bom dinheiro.

O que distingue a boa aceitação desta saída relativamente às do passado são simples de ser entendidas. No caso de Quaresma, o facto de Quaresma estar no topo da sua forma e o presidente ter garantido aos adeptos que ele só sairia por um determinado valor e nunca menos, e afinal vendeu-o por um valor inferior. Os adeptos estavam preparados para a sua saída, mas não para uma novela em que no final foi o Porto a ter que ceder e a vender por menos do que se falava.

No caso de Lucho, esse digo mesmo que foi o negócio que mais me custou a aceitar. Porque tratou-se do percurso inverso ao de B. Alves. Lucho também tinha a ambição de jogar num grande campeonato e teve chances de sair para uma liga maior. O Porto teve propostas de valores semelhantes aos que ofereceu posteriormente o Marselha, mas sempre rejeitou vendê-lo ( e assim não permitindo a Lucho jogar numa grande liga como o seu talento merecia) afirmando tratar-se de um símbolo do clube que só sairia para um gigante europeu. Lucho conformou-se com a ideia e aquando da sua renovação de contrato afirmou mesmo que os seus objectivos passavam por ser o capitão do F.C. Porto, clube que adorava, e terminar a carreira de azul e branco. Quando Lucho dava essa manifestação de amor pelo clube e se disponibilizava para terminar a carreira no clube, eis que o clube o empurra para o Marselha ( longe de ser o tal gigante que se falava ser a única hipótese para se ponderar a sua saída, e ainda para mais, saindo para uma liga inferior àquelas que Lucho gostaria de experimentar) por necessidades de tesouraria após negócios falhados…Tratou-se Lucho como se fosse um jogador qualquer e que tinha que ser vendido enquanto desse algo a ganhar ao clube…Esquecendo-se do valor incalculável que Lucho tinha quer como capitão quer como centro de todo o jogo do F. C. Porto… O clube sentiu muito a sua falta e ainda hoje se tenta reerguer e encontrar soluções à altura para o substituir. E aqui não se trata de um jogador que tivesse vontade de sair, mas sim um jogador que queria acabar a carreira aqui, como capitão. Um exemplo de liderança, de profissionalismo e de classe. Essa perda doeu. A de B. Alves foi diferente, era anunciada…o próprio tornou a sua saída uma inevitabilidade…mesmo que tenha acabado por rumar a paragens que provavelmente não eram a sua ambição quando começou essa demanda de querer deixar clara a sua vontade de sair…

Não Bruno, neste negócio não saíram todos a ganhar…Uns ganharam mais que outros. O Zenit ganhou um bom reforço, o Porto ganhou um excelente encaixe financeiro e conseguiu vender um jogador de 29 anos que não tinha propostas de valor semelhante por parte de nenhum gigante…vendeu um jogador que tinha um pai que falava demais e que por vezes desestabilizava o dia a dia do clube, e vendeu um jogador que por vezes exagerou na forma repetitiva e quase exaustiva como manifestava que estava de saída…Quem perdeu foste tu Bruno. O Zenit vai pagar mais? Sim, mas para quem já tinha um grande contrato no Porto, não é isso que fará uma grande diferença na tua vida. No final da carreira, vais olhar para trás e imaginar com poderias ter ganho tantos mais títulos no Porto, como capitão de um clube que te formou e que é aquele que tu gostas…Pensarás que poderias ter acabado a tua carreira num clube com adeptos que te adoravam e transportando a mística naquela braçadeira que transporta mais história que todos os clubes da liga russa juntos…Em vez disso, ficaste refém de uma situação que tu próprio criaste…Anuncias que queres sair, esperando que saias para algo muito melhor e depois acabas a ter que sair, meio que desiludido e se calhar, até relutante, para um clube que está longe de ser o teu sonho…Podemos ter sonhos muito estranhos, mas creio que o teu claramente nunca foi ser treinado pelo Luciano Spaletti e acabar a carreira a jogar no Zenit em vez de acabar em grande como capitão de um clube bicampeão europeu e mundial…

sábado, 27 de março de 2010

É preciso mudar!

Nota Prévia: Na altura em que foi escrito este texto, ainda não sabia da decisão da redução da pena de Hulk e Sapunaru. Como já tinha o texto seguinte preparado, fica para outra oportunidade – se pertinente – a minha opinião sobre o caso que, como se sabe, não vai ficar por aqui. É preciso saber como é que o Porto será ressarcido pelo facto dos jogadores, com Hulk à cabeça, ter ficado 17 jogos de fora a mais. É preciso analisar as consequências desta decisão sobre o futuro do clube, da Liga, de várias coisas. Como disse, fica para uma próxima.

A 10 de Maio de 2009 o Dragão entrou em erupção. Os Dragões haviam conquistado o 4º campeonato seguido. As ruas do Porto e outras pelo País enchiam-se de Portistas que festejavam p novo título; mais um neste novo século. E no meio de tanto festejo, que continuaria semanas depois no Jamor, já se começava a pensar no futuro.

Ainda não se sabia se o Jesualdo permanecia ao leme do comando portista; já todos desesperavam com a quase consumada e inevitável saída do esteio da defesa, o Bruno Alves. Não se sabia era quem mais podia sair, se é que saia mais alguém… talvez o Lucho, talvez o Lisandro… talvez nenhum. Mas nunca os dois.

Mas com o verão, o Cissokho foi embora, num negócio improvável. O verão prosseguiu e o Lucho foi embora. E o verão deu mais uns dias e o Lisandro foi embora (não necessariamente nesta ordem). E quando o verão terminou, o mais provável candidato a sair, o Bruno, ficou… e o Jesualdo também (se bem que isso já todos sabíamos porque foi definido a tempo). Fruto do excelente trabalho na época anterior, o povo portista ficou contente. O povo ainda mais contente ficou por saber que o seu “gigante” Hulk também ficaria, apesar do seu imenso talento e dos sururus dos gigantes europeus.

A época começou bem apesar de com dificuldade. Em Aveiro, o Porto ergueu a Supertaça. Um inesperado Farias marcou o primeiro dos dois golos da vitória Portista, num jogo onde já se sentia um Porto diferente. Aliás, toda a pré-época falava-se num Porto diferente fruto da saída do comandante, patrão do meio-campo, Lucho; e avançado letal, Lisandro. Falava-se também do Benfica; ria-se, dentre muitas coisas, das contratações das terceiras opções do Real Madrid, Saviola e Javi Garcia. Achava-se que tudo seria igual a si mesmo: que o Porto, com vendas lucrativas e compras de desconhecidos acabaria por ganhar como sempre e que o Benfica entraria em mais um ciclo sem resultados.

A liga começou mal. O Porto perde 2 pontos na Mata Real e é um Falcao a salvar o dia, depois do Porto perder o Hulk por expulsão. Jogo após jogo o Porto raramente entrava nos eixos: falta de imaginação no meio-campo, incapacidade de criação ofensiva, defesa fragilizada e apenas, a tempos, algum sinal de “jogo à porto”. Mas os portistas – e eu não me incluo neste lote (basta ver algumas das poucas crónicas que fui escrevendo) – pensavam que mais cedo ou mais tarde as coisas mudariam. Pensavam que os métodos de Jorge Jesus eram antiquados, que iam estoirar com os jogadores do plantel e que o Benfica, que estava em alta e a jogar bom futebol, vinha por aí abaixo. Confiava-se em demasia no mal dos outros para que as coisas voltassem ao lugar.

Bem, como se viu, nada disso aconteceu. O Benfica está melhor do que nunca, e apesar de não golear como no início da época, imprime um ritmo de jogo que parece que estão em Setembro. Por sua vez, o Porto parece que já carrega 100 jogos nas pernas e que nenhum trabalho foi feito ao longo da época. Os jogadores do Porto não correm, não conseguem passar a bola, nem sabem circula-la minimamente bem. O Porto está um espelho do Benfica de épocas passadas.

E a questão que se coloca agora é: porquê? A resposta, meus amigos, é simples: sei lá porquê. Mas consigo, como muitos outros, lançar hipóteses. I) Lesões. Esta semana o jornal O Jogo apresentou umas peças relacionadas com o facto de o Porto esta época ter tido inúmeras lesões. Foram poucos os jogadores que escaparam a algum período de inactividade; alguns mais do que outros. Neste momento, são os extremos que estão todos no estaleiro. Já foram os médios… apenas os centrais e o Álvaro escaparam. Com tanta lesão, é difícil formar um onze sólido, constante e consistente. II) Motivação. Se há uma palavra que tem caracterizado o Porto nestes anos todos – ou pelo menos em muita boa parte deles – é motivação. O estatuto do Porto, por ser um clube fora da capital, por ser um clube que representa Portugal de forma constante na Europa, concedia aos jogadores azuis-e-brancos uma motivação extra. Se pudessem escolher um dos três grandes para jogar, normalmente queriam todos ir para o Porto. E este ano essa motivação não existe. Nem da parte dos símbolos do clube, Bruno Alves, Raúl Meireles e outros; nem tão pouco dos que já lá estão desde a época passada. Curiosamente, os que mais lutaram este ano em prol do clube foram dois reforços: Falcao e Varela. Nem quero imaginar o que teria sido este ano sem estes dois. III) Pressão. Provavelmente o grande factor que está por detrás desta época menos conseguida é a pressão. Os jogadores tinham de conseguir alcançar o penta, tinham de ganhar tudo para igualar e ultrapassar o Benfica no número de títulos conquistados; o Jesualdo tinha que demonstrar que era um portista e não um espião da parte do Benfica (afinal, nunca verdadeiramente conquistou o povo portista, apesar das sucessivas vitórias); que apesar de já ter ganho três títulos, podia ganhar 4; podia formar outra equipa do 0. Havia a pressão de dedicar um título ao falecido Pedroto porque assim o Presidente o disse; havia a pressão de dedicar o título ao Hulk e Sapunaru porque os jogadores foram para a sala de imprensa fazer aquele espectáculo… e se calhar nem foi ideia deles. Portanto, pressão não faltava. E apesar do Porto viver bem sobre pressão, tudo tem o seu limite. E finalmente, aliado a tudo isto, a toda esta conjuntura, ressuscitou um Benfica. Um Benfica que tanto gozo nos deu na época passada, este ano transformou-se num Benfica digno do seu nome, do seu passado. Investiu-se fortemente, em jogadores e num treinador… e o investimento está a resultar. Mas porque o Porto não acreditava que tal era possível, que o penta estava no papo, prosseguiu o seu caminho habitual e hoje é o que se vê.

Dado isto, a questão que se coloca é: como fazer esquecer o desastre deste ano (que não deixará de o ser, independentemente de ganharmos ou não a Taça)? E a resposta mais adequada será, como muitas vezes se diz a respeito da história, que quem não aprende com os erros estão condenados a repeti-los. Portanto, não vamos esquecer esta época, vamos aprender com os erros que foram cometidos.

O primeiro assunto a resolver prende-se com o treinador. O Jesualdo é um treinador a prazo. Cumprirá o resto da época e depois sairá do clube. No entanto, como já comentei, o Jesualdo não é de todo o maior responsável pelo fracasso desta época. Não nos podemos esquecer que o Jesualdo já ganhou 3 campeonatos pelo Porto e, quer-se goste ou não, ele fez muito pelo clube: defendeu-o sempre, deu o peito às balas, falou em nome de todo um clube quando o Presidente não podia por causa do Apito… reconstruiu três vezes uma equipa e foi campeão sempre. Este ano não o conseguiu… mas que culpa tem ele do Benfica estar onde está. Claro que podemos entrar na conversa de que ele escolheu os jogadores que quis, dispensou quem não devia, etc… mas isso são outras histórias que ficam para outro programa. Nunca acreditarei que um treinador do Porto terá a única palavra nas escolhas dos jogadores. Mas o Porto precisa de sangue novo, tanto no plantel como no comando. Quem irá entrar… não sei. Neste momento eu apostaria entre um estrangeiro qualquer… quiçá o Benitez do Liverpool (estou a ser demasiado ambicioso) ou outro por aí… talvez um desconhecido como o Adriaanse. Se for para um português, creio que o Pinto da Costa apostará no Paulo Bento. Neste momento, para mim, o André Villas-Boas tem muito mais nome e imprensa do que resultados e seria uma aposta de risco escolhe-lo.

Segundo, a abordagem. Rui Moreira, conhecido adepto Portista já o disse e eu repito: é preciso saber e escolher que tipo de abordagem se quer fazer para o ano. O Projecto 611 tem fim marcado para o final da próxima época (2011) e ainda não se viu nenhum grande proveito. Há jovens com valor a rodar por outros clubes e até nos nossos juniores: Castro, Ukra, Hélder Barbosa, Sérgio Oliveira… Farão estes parte do plantel para o ano? Ou irão rodar, mais uma vez? Será esta a visão 611? Formar jovens para rodar nos clubes mais necessitados e vende-los por um valor entre 6 a 11 milhões de euros? Espero que não. Claro que é fácil dizer que eles fariam melhor do que alguns dos que cá estão. As qualidades são sempre visíveis nos jogadores que jogam em equipas pequenas. Eventualmente, chegam cá e não fazem nada de jeito… No entanto, apostar num jovem com algum talento acaba por sair sempre mais barato do que gastar 3 ou 4 milhões num desconhecido. Portanto, ou se adopta uma estratégia que consiste na aposta nos nossos valores e para isso naturalmente virá um tipo de treinador, ou faz-se uma aposta forte no mercado – tal como o Benfica fez esta época, mesmo não estando na Liga dos Campeões – e tenta-se reconquistar o título nacional e fazer uma prova vitoriosa na Liga Europa. Esta abordagem implicará, digo eu, a escolha de um treinador estrangeiro.

Terceiro, a política do clube. Nos últimos anos, mais do que noutro tempo qualquer, a política do clube tem sido comprar barato, formar e vender por milhões. É uma política arriscada porque implica que, primeiro, os jogadores que se compram sejam verdadeiramente talentosos; dois, que haja um treinador que saiba tirar o máximo proveito do jogador; três, que o clube disputa a competição (Champions) que mais visibilidade dá ao clube; quatro, que haja alguém disposto a pagar muito dinheiro que compense a saída do jogador. É uma estratégia que resultou e que deu lucros com jogadores como Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Pepe, Anderson, Bosingwa, Quaresma, Lisandro, Lucho e até Maniche… Esta estratégia de risco pode resultar uma, duas ou três vezes mas não é infalível. Vejamos a política do Lyon… que também foi vendendo estrela após estrela (Essien, Benzema…) e agora também já não é o Lyon de há 3 épocas que foi campeão 6 vezes. Com tanto proveito e lucro resultante das prestações na Champions e da venda de jogadores, chegou a hora de pegar nesse dinheiro e investi-lo a sério. Esta época gastou-se mais de 20 e tal milhoes de euros… e mal. Esta nova época é preciso mudar de política; é preciso investir 20-30 milhoes em 2-3 jogadores de qualidade: jogadores de topo que são indispensáveis aos seus clubes; não jogadores em campeonatos igual ao nosso e que de vez em quando jogam. Se o Porto quer ser verdadeiramente grande, não pode seguir este caminho de vendas constantes. É preciso encontrar outra fórmula para ganhar dinheiro. Uma peça que li no Sapo Desporto o outro dia demonstrava que o Porto é o clube (dos três grandes) que melhor respira em termos financeiros neste momento… ou pelo menos é o clube mais confortável. Se queremos que o Porto seja um verdadeiro grande na Europa e lutar taco-a-taco todos os anos pela conquista do título português, é preciso mudar. Não podemos passar ao modelo do Sporting mais recente que se baseava exclusivamente na formação e em que se ficava contente com o segundo lugar; nem tão pouco podemos pensar que estas vitórias do Benfica só vêm de vez em quando e que mais cedo ou mais tarde voltaremos a ganhar com conforto. Não! Dificilmente o Benfica cairá na desgraça tão cedo, ou pelo menos enquanto tiver um treinador de qualidade como o Jorge Jesus.

O estado actual do nosso Porto é de doente. O Porto não respira confiança; todos querem que a época acabe o mais cedo possível para fazer a devida análise ao falhanço das opções desta época. O maior erro que qualquer um de nós portistas, desde o simples adepto de casa até ao dirigente máximo, Pinto da Costa, pode fazer é pensar que isto foi um erro único, um furo num pneu e que rapidamente se volta à estrada das vitórias… que isto não voltará a acontecer. Eu temo que poderá acontecer novamente e sucessivamente até alguma coisa mudar. Não se lembram que depois do Porto ter ganho o Penta andamos 3 anos sem ganhar? Foi preciso uma mudança de atitude, centrada num homem chamado José Mourinho para que as coisas mudassem. Neste momento, não vejo por aí outro Mourinho… se bem que todos querem que o Jesus o seja e que o Villas-Boas o venha a ser. Também acho que seria bom que o Pinto da Costa tivesse, pela primeira vez em sei lá quantos anos, um concorrente à Presidência. Felizmente neste clube o nosso presidente tem-nos proporcionado imensas alegrias… mas todos nós precisamos de concorrência, de alguém que nos faça trabalhar ainda melhor. É preciso uma voz crítica activa, dentro do razoável, para levantar questões e perguntar o porquê de certas coisas. É isso que nós adeptos fazemos través destes canais. Mas é preciso alguém noutro sítio, com outro estatuto, a fazer as mesmas observações e questões.

Podíamos passar horas aqui a falar sobre tanta coisa… mas eu fico por aqui.

Sei que estes espaços são para nós Portistas de bancada e de sofá e que dificilmente as ideias que escrevemos não passam para quem deve. Mas também sei que ninguém na organização do Porto está feliz com o que se passa e passou este ano. E tenho a certeza de que, com maior ou menor dificuldade, voltaremos a vencer. Mas é preciso mudar.

Um abraço e viva o FC Porto!

domingo, 15 de novembro de 2009

Coisas de Adepto ou Burrice selectiva?

Há um Jogador do Futebol Clube do Porto que a meu ver é o mais injustiçado de todos no que concerne á sua avaliação em termos de qualidade.
Estou a referir-me a Bruno Alves que é com toda a certeza um dos Melhores Centrais do Mundo senão o melhor. Bruno Alves tem a fisionomia que se exige a um Central de Qualidade, pois para além de ser um autêntico “armário” que consegue derrubar e intimidar até o mais corpulento dos Pontas de Lança, tem também um sentido posicional excelente e isto para não falar na sua qualidade de elevação que faz dele um excelente cabeceador (não nos esqueçamos que um Central tem SOBRETUDO de saber cabecear).

Podemos dizer então com todas as letras que Bruno Alves, para além de um grande Portista, é um grande central que juntamente com Ricardo carvalho ressuscita uma das melhores duplas de Centrais que o Mundo conheceu… Estou a referir-me á dupla Jorge Costa/Fernando Couto, sendo que a qualidade de desarme de Ricardo Carvalho faz lembrar o Fernando Couto e a garra e força de Bruno Alves faz lembrar o Jorge Costa… E recordo com saudades que nesta altura Portugal tinha a defesa menos batida da Europa e esta dupla de Centrais era elogiada por QUASE todo o Mundo!!!
Eu disse quase e disse muito bem. Sabem porquê? Porque há um pequeno Rectângulo plantado á beira-mar a que nos chamamos de Portugal cujos habitantes tem a mania de desprezar o que tem de bom e de só os valorizar quando estes saem para o estrangeiro. Foi assim com o Fernando Couto que enquanto esteve ao serviço do FC Porto era rotulado por TODOS os adeptos de outras cores e Cronistas dos Jornais Desportivos como um Jogador Violento e Maldoso, isto apesar de a UEFA e a FIFA o considerarem na altura como um dos melhores Centrais do Mundo, e só depois de ter saído para o Barcelona é que passou a ser reconhecido por Portugal inteiro como o Grande Central que era. Jorge Costa teve um tratamento muito parecido, uma vez que este fez quase toda a sua carreira ao serviço dos Dragões e só depois de se ter retirado do Futebol é que a “Portuguesada” reconheceu finalmente que este tinha sido um dos Melhores Centrais que passou pelo nosso Futebol.

Agora com Bruno Alves a história repete-se e mais uma vez fica á mostra a estupidez de um Povo como o Português. Inclusive há um certo Cronista do Jornal "A BOLA" de nome Ricardo Araújo Pereira, que querendo ficar bem na fotografia, numas das suas crónicas ridiculariza o Bruno Alves e inclusive descreve o Jogador como um Bruto que é protegido pelos Árbitros.

Coisa mais idiota é impossível, pois este tal Cronista para além de ter visto o seu “Gato Mal Cheiroso” afundar no mar do esquecimento, pois a sua piada foi-se perdendo ao longo dos tempos, não é capaz de fazer uma Crónica que seja em que não diga mal do Futebol Clube do Porto. Mas iguais a ele há muitos… Basta que vejam as capas dos Jornais “ABOLA” e "RECORD" que estão aqui neste Post.

Querem apostar comigo que se um dia o Bruno sair e for jogar para o Estrangeiro passa logo de “Bruto Malcriado” para “Enorme Central e de imensa Qualidade que orgulha Portugal”? Lá está… São coisas de Adepto ou então é mesmo Burrice Selectiva… Cá para mim é a segunda hipótese e os meus amigos sabem muito bem porque.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O regresso da normalidade...

Makukula teve uma estreia de sonho pela Selecção A. Em vez de estar a passear tranquilamente em Bruxelas ou na Madeira, a aproveitar as miniférias que o Marítimo concedeu ao plantel, o ponta-de-lança viajou para o Azerbaijão, seguiu com a equipa para o Cazaquistão, e quase não teve tempo para se adaptar ao fuso horário. Nada que lhe tirasse a alegria de cumprir um sonho de criança. E mais feliz ficou quando Flávio Murtosa o mandou sair do banco. Aqueceu com tanto vigor que parecia que ia entrar no relvado sem autorização. Depois viu Hugo Almeida lesionar-se e entrou. Curiosamente, Makukula tinha sido chamado de emergência para ocupar a vaga de Nuno Gomes, que se lesionou no Azerbaijão. O azar de uns avançados foi a sorte de outro. Foi ainda a sorte de Portugal, que beneficiou e muito com a entrada do ponta-de-lança do Marítimo. Mostrou dinamismo, muita vontade de marcar e de ajudar. Fez tabelas, trabalhou imenso na área e tentou o golo com os pés e com a cabeça. Aos 82' resolveu mesmo, dando seguimento a um excelente cruzamento de Quaresma. Dois jogadores decisivos, duas apostas de Flávio Murtosa, pois além de permitir a entrada de Makukula, manteve Quaresma em campo, apesar de o extremo do FC Porto estar "apagado". Nada lhe saía bem, exceptuando a jogada e o cruzamento para o primeiro golo. Os artistas são assim. O primeiro golo de Portugal terminou com a resistência da defesa do Cazaquistão, uma equipa ingénua no ataque, mas extremamente concentrada e tacticamente bem estruturada em termos defensivos. O cazaques ocuparam bem os espaços, correram imenso e obrigaram Portugal a errar passes. Nesse aspecto a equipa portuguesa esteve mal, permitindo até que o adversário subisse no terreno para contra-atacar. O meio-campo português, sobretudo por Maniche e Deco, tentava abrir a defensiva do Cazaquistão com passes longos ou para as costas da defesa contrária, mas ontem os extremos, Quaresma e Cristiano Ronaldo, sentiam dificuldades em colocar a bola em Hugo Almeida. Quando o ponta-de-lança conseguia libertar-se e criava perigo, estava fora-de-jogo. No segundo tempo Portugal continuou a mandar no jogo, mas demorou a criar situações de perigo. O Cazaquistão mantinha-se fechado e havia que encontrar espaços. Quando Nani foi chamado por Flávio Murtosa, pensou-se que sairia Quaresma. Porém, surpresa das surpresas, saiu Maniche, passando o ex-sportinguista a funcionar como segundo avançado, enquanto Deco continuou a pautar o jogo, embora um pouco mais recuado. Depois Hugo Almeida deu lugar a Makukula. Portugal continuava a tentar o golo. Quaresma passava para o flanco direito, Nani para o esquerdo e Cristiano Ronaldo jogava ao lado ou no apoio a Makukula. O prémio para tanta insistência aconteceu aos 82', quando o ponta-de-lança do Marítimo inaugurou o marcador. A equipa das Quinas tinha então mais espaço para jogar e Ronaldo ampliou a vantagem, aos 90+2', a passe de Nani. Uma jogada perfeita entre os "diabos" do Manchester United. Estava consolidada a vitória e nem o golo do Cazaquistão assustou. Serviu apenas para os espectadores festejarem.
Fonte: OJOGO
Positivo: Positivo deste jogo há apenas a retirar os 3 pontos que Portugal somou e agora tem a qualificação quase na mão, dado que está em 2º lugar a 1 ponto do 1º que é a Polónia e a 3 pontos do 3º que é a Finlândia… Não vou realçar nem fazer de Makukula um Deus como a Comunicação Social está a fazer, pois de bestial a besta no Mundo do Futebol é um instante e esta euforia toda pelo jogador que deu o primeiro golo a Portugal quando todos nós não acreditávamos na vitória pode ser um pau de dois bicos… Basta que Makukula faça um mau jogo e passa logo a ser a besta da selecção nacional.


Negativo: Eu tive a oportunidade de acompanhar este jogo de Portugal pela Rádio, ouvindo a Antena 1 e o repórter que estava a fazer o relato era se não me engano o Sr. Nuno Matos conhecido adepto do Benfica e que me fez perder a paciência!!! Pois num jogo em que devíamos estar todos a torcer por Portugal este Jornalista esteve o jogo quase todo a dizer mal do Quaresma!! Era impressionante o vasto rol de criticas que este ia tecendo ao ala Portista que estava a representar a selecção nacional, mas não era o único, pois Ronaldo que é considerado o melhor jogador português da actualidade (também ele um ala estava a ter imensas dificuldades), mas este Sr. insistia em bater no Quaresma vezes sem conta… Eis que o 1º golo de Portugal nasce de um cruzamento espectacular de Quaresma como só ele sabe fazer para a área e Makukula marca o golo que abriu mais uma vitória a Portugal e este tal repórter nem nisto fala… Apenas se referiu a Makukula… Mas que falta de profissionalismo e se este Jornalista quer ser benfiquista, que o seja mas não faça mais relatos de Portugal pois para ele os jogadores que lhe interessam são apenas os do Benfica e do Sporting, porque os do Futebol Clube do Porto não existem… Raios para as Manadas Vermelhas!!!


Tal como o titulo deste Blog ainda existem jogadores com Mística no clube Azul e Branco que fazem dele um clube diferente dos outros onde a vulgaridade é a palavra de ordem e o amor á camisola não existe… Vejam esta noticia do jornal OJOGO e descubram porque digo isto…


Ao simbolismo de usar a camisola número dois, Bruno Alves pode juntar agora a opinião dos leitores de O JOGO que participaram no inquérito: uma esmagadora maioria considerou-o o melhor representante da mística do FC Porto no actual plantel. O conceito pode até ser vago e difícil de definir, mas uma parte significativa das mais de quatro mil respostas indicava o central como rosto que melhor traduz esse sentimento. Porque, garante quem já andou pelo balneário, mística é essencialmente isso: sentimento. Parte da culpa é de João Pinto, outro nome incontornável na matéria. Foi ele quem se lembrou de nomear quatro representantes adequados dessa bandeira que volta e meia é hasteada, abrindo caminho ao debate e ao resgate de memórias. Com outros nomes à mistura: além de João Pinto, Vítor Baía, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Rodolfo Reis, Virgílio, Hernâni ou Fernando Couto surgiram na ponta da língua. Fernando Gomes, Pôncio Monteiro ou Manuela Aguiar foram citando uns e outros, engrossando a lista de referências que resistem ao tempo. Um detalhe, a título de aviso: não confundir mística com talento ou hábito de ganhar. Estas duas condições entram na definição, claro, mas não garantem acesso directo à lista. Palavra de Manuela Aguiar, que usou José Mourinho para se explicar melhor. "É um grande treinador de futebol, ganhou tudo no FC Porto e até torço pelos clubes que dirige, ninguém duvide. Mas, para mim, não encarnava a mística do clube; não ficou a identificação total. Mística é mais do que ganhar; é sentir". E, ao que parece, Bruno Alves sente como é suposto. "Tem condições de liderança", concordam os três, ainda que Pôncio Monteiro salvaguarde a simpatia sazonal que, às vezes, se entrelaça neste tipo de discussões. Afinal, a mística mede-se nas atitudes, mas também não dispensa o tempo para apurar bem as ligações. Algumas mais plásticas e menos duradouras. Ser formado na casa não é condição indispensável para se marcar pontos no assunto e três dos nomes indicados por João Pinto servem de prova. Curiosamente, dos que foram mencionados no inquérito, só Lisandro não faz parte do núcleo de capitães. Pedro Emanuel, Lucho e Bruno Alves usam a braçadeira portista com regularidade. A isto chama-se, provavelmente, transportar a mística nos braços.
Fonte: OJOGO
Cada vez mais tenho orgulho em ser Portista!! Saudações Portistas!!