sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Uma cisma é pior que uma doença
domingo, 8 de dezembro de 2013
E aí está a vitória!
sábado, 7 de dezembro de 2013
Apenas a vitória interessa
domingo, 28 de julho de 2013
Olhar os Rivais: SC Braga
domingo, 3 de março de 2013
Muita parra e pouca uva
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Godinho Lopes e a Banca
Para os pasquins, então, tem sido um regabofe. Raro é o dia em que não se anunciam entradas e saídas de jogadores, directores ou simples funcionários. A BOLHA está nas suas sete quintas. O RASCORD, por vocação sportinguista, não sabe o que dizer. Tanto ataca Godinho como o elogia. O outro Circo da Segunda Circular, seu rival de sempre, exulta! Intimamente sente o segundo lugar de acesso à Champions seguro.
domingo, 17 de julho de 2011
Déjà vu?
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Olhares ainda mais a norte
Finais de fracdo futebol, sem brilho, e frente a rivais como o Sporting, perdidas devido a uim medo que não se percebia. Da final do passado sábado está quase tudo dito. Porém, parece mesmo que a melhor contratação do defeso foi o treinador, André Villas-Boas (AVB). Um treinador sem medo de arriscar, que contra uma equipa de ataque também não tem medo de atacar.
Que diferença com o treinador anterior. AVB mostra que é de uma nova geração de treinadores psicológica e mentalmente melhor preparados para os desafios actuais do futebol. Não parece enganar, apesar de termos que esperar pelo modo como a equipa se vai apresentar ao longo do campeonato. Mas as diferenças estão à vista, e parece haver um muito maior respeito e empatia entre os jogadores e treinador, o que é importante para a equipa.
Estão quase de regresso as competições europeias. Porto defronta o modesto K. R. C. Genk. Não nos parece que o Porto tenha problema em defrontar esta equipa, duas vezes campeã da Liga belga. Mas todo o cuidado é pouco quando vêm de um país que traz más recordações aos azuis e brancos. Desde logo, esta é a quarta equipa belga que o Porto defronta nas competições europeias.
A primeira foi o FC Brugge na época 72/ 73 para a Taça Uefa. Se dessa vez o Porto passou (vitória por 3-0 nas Antas e derrota por 3-2 em Brugge), os encontros seguintes com os belgas nos anos 70 e 80 correriam mal para os portistas. Na Taça das Taças de 77/78 o Porto é eliminado nos quartos-de-final pelo Anderlecht: vence por uma bola nas Antas (o jogo realizara-se debaixo de um tremendo temporal) mas perde em Bruxelas por 3 golos sem resposta. Época de 81/82, mesma competição, mesma eliminatória. Porto encontra Standard Liége e também não consegue passar: derrota por 2 bolas sem resposta em Liége e empate a 2 nas velhas Antas. O início da década de 90, já com o novo figurino da Champions, vê Porto e Anderlecht reencontrarem-se. No grupo B da Liga dos Campeões de 93/94, os portistas e os belgas têm uma vitória para cada lado: 2-0 para o Porto nas Antas (o segundo golo de Secretário) e 1-0 em Bruxelas para o Anderlecht. Última vez que estas duas equipas se reencontraram foi na terceira pré-eliminatória da Champions, em 2000/2001, eliminatória de má memória para os portistas.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Mais vale cair em graça que ser engraçado (parte 2)
Para além destas falhas, é de salientar que Falcao agora é pior servido neste estilo de jogo, fica mais só, e sem oportunidade de participar no jogo da equipa que não o sabe servir nem jogar para ele como fazia no ano passado. O Porto perdeu organização, perdeu entrosamento e não ganhou nada de novo. Não ganhou, até ver, os tais 10 metros acima que tanto publicitavam, não ganhou em espectáculo, visto que os jogos são feios e dignos de fazer adormecer o mais fiel dos adeptos e, ao mesmo tempo, perdeu a cultura vencedora. Desde Del Neri que não me lembro de uma pré época tão fraca em termos de qualidade de jogo, resultados e sedimentação de uma ideia de jogo.
Depois vamos ao discurso… Jesualdo era criticado pelo seu. Talvez por ser professor, ter um discurso metódico, ser uma pessoa séria e precisa em termos técnicos. Era aborrecido para o adepto que prefere uma boa frase feita de ”bamos comê-los”, ou “vamos golear” etc… Ora com Vilas Boas, nem isso se verifica… Já na Académica teve episódios em que claramente falou demais… Agora, acabado de chegar ao Porto e ainda com muito a provar, e sem conseguir ainda conferir à equipa nada do que prometia… dirige as suas energias para… a bola, o relvado, o árbitro, o calor, o plantel… Quando por acaso é um plantel bem forte por sinal e com o maior reforço do defeso, João Moutinho… Jesualdo não se queixava e fazia o seu trabalho, mesmo quando perdia Luchos e Lisandros e ganhava Tomás Costas e Pelés… Para o professor não havia lugar a tempo ou paciência ou condescendência e desculpas… Chegou com uma época a decorrer e exigiu-se logo vitórias. André Vilas Boas, teve grandes reforços, teve tempo para fazer a pré época que quis, até trouxe um jogador da sua Académica… e agora quando não consegue provar as maravilha que dele se escreveram, e quando a época ainda não começou, já está a inventar desculpas…? E o Jesualdo é que era o medroso…? Como diria o outro é caso para o Jesualdo dizer “E o burro sou eu…?”
Villas-Boas, ainda poderá vir a tornar-se um vencedor no Porto. Mas parece-me óbvio que a equipa não cresceu com Vilas Boas nem deu um salto qualitativo, ate ao momento.… Ele é que pelos vistos terá que crescer com a equipa ,como treinador de uma equipa que só sabe jogar para ganhar e sem desculpas de qualquer espécie. Muito menos, quando ele tem todas as condições, visto que não teve os problemas que Jesualdo teve ano passado… Lembro que com Hulk e mesmo com muitas lesões, Jesualdo termina a época no Porto só com vitórias consecutivas, conquistando a taça, e dando um autêntico banho de bola no Benfica mesmo jogando com 10, num jogo que valia o título para o Benfica. Imaginem agora Jesualdo com o mesmo plantel,sem a ausência de Hulk nem aquela onda de lesões e ainda reforçado de João Moutinho para preencher aquele buraco deixado em aberto com a saída de Lucho…
Este Porto claramente se aproximaria do Benfica… Assim, o que vejo é o fosso entre o futebol praticado pelo Benfica e Porto ser ainda maior… Nunca na época passada temi o Benfica... Em todos os jogos senti que o Porto tinha equipa para ganhar ao Benfica e futebol para contrariar o Benfica… E a realidade é que o Benfica na Luz ganha ao Porto com um golo em fora de jogo, num jogo fraco em que as duas equipas se anularam… mas no Dragão levaram um banho de bola e com o Porto a ser prejudicado e a acabar com 10.
Para o jogo de sábado, pela primeira vez em muitos anos, olho para o jogo como se o Porto fosse inferior. O Porto parte claramente sem sequer poder dizer que está numa situação de 50/50. Porque já não se trata do estilo, do jogar bonito ou feio, ou jogar bem ou mal…Com Jesualdo podia-se dizer em determinadas fases que o Porto estava a jogar mal… Porquê? Porque já o tinha visto, dentro daquela ideia e modelo de jogo, jogar bem… sabia a diferença… Actualmente nem se trata de dizer que joga mal… o Porto, pura e simplesmente, não joga. Ainda não é perceptível uma ideia de jogo, parece que os jogadores são desconhecidos em campo. Não há fio de jogo. E o tempo e a adaptação a novos métodos não pode ser desculpa…Principalmente quando vejo um Sporting, que tem um plantel ainda mais fraco que o Braga, a a nos luz do do Porto, que vem de uma época péssima, e que tem igualmente um novo treinador, mas que bem ou mal já deu um rosto à equipa do Sporting. Os sportinguistas já sabem o que é jogar bem ou mal no caso do Sporting. Fizeram jogos bons e jogos maus, mas já jogaram, já se viram em campo e já se sabe quais serão os seus pontos fortes e fracos, sente-se em campo que existe já um modelo de jogo e processos implementados. O Porto ainda não demonstrou nada. Nem uma equipa base, nem uma ideia sequer de base do que a equipa deveria fazer em campo… Apenas ideias vagas e frases feitas sobre alguém que na verdade nunca treinou uma equipa. São mitos que se criam…
Villas-Boas nunca foi um verdadeiro adjunto de Mourinho. Pelo menos não em trabalho de campo. Esse cargo, pertence a Rui Faria, esse sim, de reconhecida competência no plano da preparação de uma equipa e que assume um papel fulcral na equipa técnica de Mourinho. Vilas Boas era quem estudava os adversários e fazia os relatórios para Mourinho… Dúvidas houvesse sobre ele ser ou não o novo Mourinho, o próprio "Especial", as deixou de lado, quando em entrevista tratou de deixar claras as diferenças entre ambos. É que Mourinho quando chegou ao Porto, já havia estado uma série de anos no Barcelona e, na época de Van Gaal, já era ele que orientava os treinos uma série de vezes e podia operacionalizar uma série de conceitos teóricos e ideias que foi acumulando com o passar dos anos trabalhando com grandes treinadores e em grandes clubes com atletas de topo. Mesmo assim, após isso, ele ainda teve a experiência de treinar o Benfica e ainda fez uma grande época no Leiria, ao contrário da meia época perfeitamente banal que Vilas Boas fez na Académica…Mourinho saiu de Leiria com o Leiria a fazer dos seus melhores campeonatos de sempre. Ou seja, Mourinho apesar de ser novo em idade, e inexperiente como treinador principal, quando chegou ao Porto já era treinador há muitos anos e já fazia esse trabalho de campo há muitos anos…
Vilas Boas nunca o fez… A sua 1ª experiência a treinar de facto, foi meia época na Académica…E isso e o facto de ter sido rotulado como o novo Mourinho, chegou para lhe escancarar a oportunidade F.C. Porto. Nem de um adjunto estamos aqui a falar…Aqui entra aquilo que muitos vezes os rótulos e as ideias feitas podem originar…a contradição… Ainda hoje muitos questionam (e não digo que com ou sem razão) a capacidade de Carlos Queiroz para ser treinador de uma equipa. Afirmam que só serve para adjunto e que apenas tendo-se destacado como adjunto não se lhe pode conferir um cargo de excelência… Falamos de alguém que foi bicampeão mundial de sub-20 e que até já treinou o Real Madrid e que sabe efectivamente de treino, caso contrário não seria ele o encarregado pelo treino no Manchester de Ferguson... Queiroz efectivamente não estabelece aquela empatia que Vilas Boas consegue… seja pelo discurso seja por simplesmente não irem com a cara dele…Mas não deixa de ser curioso, que Vilas Boas sendo menos que um adjunto... muitos opinion makers e adeptos do Porto o vêm como alguém perfeitamente capaz e merecedor de assumir um cargo de topo como o é treinar o F. C. Porto.…JáCarlos Queiroz, é até hoje carimbado como um mero adjunto, e isso é visto como sinal de incapacidade de assumir projectos maiores.
É que apesar de tudo, Queiroz tem anos e anos de trabalho de campo… Tal como Mourinho já os tinha quando chegou ao Porto… Villas Boas em trabalho de campo, contabiliza meia época na Académica que se saldou com um modesto 11º lugar e um campeonato em que só bastante tarde assegurou a manutentação… Por outro lado, Domingos conseguiu a melhor classificação de sempre da Académica, a melhor classificação de sempre do Braga…mas ainda assim não reuniu (aparentemente a julgar pela escolha da Sad do Porto) as condições para treinar o Porto nem a simpatia na imprensa que reúne Vilas Boas…Pelos vistos em termos de currículo é mais importante ter trabalhado para José Mourinho do que ter demonstrado competências e resultados em todos os clubes por onde se passou…
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Mourinho ao falarem-lhe de Vilas Boas como treinador do Porto, disse que já nada o surpreende no futebol... sintomático… Afinal, não vejo o observador do Real Madrid, do Barcelona, do Inter etc saírem desses clubes e irem treinar grandes clubes europeus, logo de seguida, em trabalho de campo ,e sem trabalho para demonstrar… Até agora, Vilas Boas provou apenas, ter boa imagem junto da crítica e dos adeptos, mas futebolisticamente falando… apenas provou ser um bom observador, capaz de analisar e estudar adversários e fazer bons relatórios… Mas para se ser treinador principal é preciso algo mais que isso ou não…? Até é preciso mais do que saber muito de treino… Carlos Queiroz ou José Peseiro que o digam... que não obstante terem reconhecida competência em termos de treino, não conseguem ter aquela capacidade de liderança e rasgo empírico para serem treinadores de top…Mais difícil e mais dúvidas se levantam, quando falamos de alguém que até ao momento nem um adjunto foi na sua carreira… Queimou etapas, passando de um cargo de observador para técnico de uma equipa que não se pode dar ao luxo de fazer experiências nem de ser o estágio para alguém que se quer iniciar numa profissão… Quem chega ao Porto deve chegar já se não digo com títulos, com pelo menos, trabalho para apresentar enquanto treinador e uma ideia daquilo que pode valer… Mourinho já tinha isso, Jesualdo tinha edificado as bases do Braga vencedor que hoje conhecemos com dois 4º lugares no campeonato consecutivos…E André Vilas Boas…? Ah, trabalhou para José Mourinho… Estranho Mozer não ser o treinador do Benfica e o Sporting não se ter reforçado com Vítor Pontes…
Definitivamente, neste país ,mais vale cair em graça que ser engraçado. Se fosse Jesualdo a ter esta pré época, ou a proferir algumas das frases que Vilas Boas tem proferido, onde já iria a contestação dos adeptos e imprensa… Esperemos que o André Vilas Boas cresça com a equipa ainda a tempo de nos fazer lutar pelo título… Mas já começa com o pé esquerdo quando entra logo cheio de desculpas e a pedir tempo… Já deveria saber que no Porto isso não existe. É um clube que precisa de vitórias como ar para respirar.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Mais vale cair em graça que ser engraçado. (parte 1)
Jesualdo chegou a um Porto com a época já a decorrer, sem pré-época possível para afinar a equipa a seu gosto, tendo que reformular um plantel formatado numa táctica no mínimo pouco convencional para outra que permitisse em tempo útil vitórias quer cá dentro quer na champions… Ninguém o viu a pedinchar tempo, a encontrar desculpas no plantel ( por vezes até mal, visto que trabalhava com tudo o que lhe davam e aceitava pagar a factura pelos erros dos outros que tinham por sua responsabilidade o recrutamento de jogadores)…No entanto, por mais competência que tenha provado, sempre foi e será visto comoo um treinador que era medroso, que não servia para o Porto, e sempre que se diga que ficou na história do clube com os seus títulos, logo dirão que são títulos que não contam…Mesmo que um tenha sido conquistado com quase 20 pontos de vantagem para o 2º, mesmo com outro tenha sido contra um Benfica treinado por Quique Flores que venceu a taça Uefa com o Atlético de Madrid e que já contava com grande base do plantel que é hoje campeão nacional.De nada valeu, a melhor exibição do F. C. Porto em solo inglês e a mais ousada, com mais posse de bola e mais remates, ter sido com o F. C. Porto de Jesualdo… Criticavam o estilo, que a equipa não jogava bonito…Muitos eram os mesmos que depois elogiavam as equipas de Mourinho e se esqueciam que o Porto de Mourinho em 2004 não jogava para nota artística, mas sim para ganhar. Que fez dois jogos super tácticos com o Depor para chegar na final. Que em Old Trafford teve a estrelinha de campeão após um jogo em que foi dominado pelo Manchester United.
O oposto verifica-se com André Vilas Boas. A ânsia de ver outro Porto era muita. Não é costume em Portugal um treinador durar tanto tempo num clube, ainda para mais no caso do Porto,após o apito dourado, Jesualdo teve que se expor em demasia e dar a cara quando outros não o faziam. A ânsia pela novidade, fez-nos ir em busca de um novo rumo. André Vilas Boas, teve um inicio de carreira algo caricato, enviando relatórios para o correio de Bobby Robson. A partir daí foi integrando equipas técnicas, sempre na vertente do estudo do adversário e de observador e estudioso, nunca no trabalho de campo efectivo. No entanto, após ter trabalhado para Mourinho, criou-se a ideia que pelo simples facto de ter estado perto de Mourinho que isso seria equivalente a ter algo de Mourinho… Como se Mourinho tivesse o toque de midas e tudo o que tocasse fosse transformado em ouro…Vilas Boas chega a Portugal para treinar a Académica e chega logo reverenciado como um treinador para treinar Sporting ou Porto, como o novo Mourinho, uma lufada de ar fresco no futebol em Portugal… Após ter orientado a Académica em uns 4 jogos, já era convidado para treinar o Sporting… Com base em quê? Nada. Uma vez que nem tempo tinha tido para demonstrar o quer quer fosse… Mas a imprensa e o adepto comum adoram criar rótulos… e se uns são maus como o de Jesualdo e não descolam nem que se ganhe tudo, outros são bons e aparecem sem qualquer fundamento prático aparente. Vilas Boas nunca tinha treinado um clube e já era equacionado para treinar um grande, enquanto técnicos mais experimentados nunca tinham tido uma chance… Casos por exemplo do Jorge Jesus e do próprio Jesualdo Ferreira, que só após vários anos de serviço apresentado em clubes mais pequenos poderam ter a sua oportunidade… Uns têm que trabalhar para ela e mostrar resultados…Outros, basta terem uma imagem e um discurso atraentes para os midia e para os adeptos, terem uma comparação com Mourinho e têm uma carreira feita...
Rejeitou o Sporting e acabou a época na Académica, com resultados nada superiores aos que por exemplo Domingos havia conseguido com sensivelmente o mesmo plantel. No entanto, Domingos mesmo depois de obter a melhor classificação de sempre na Académica, de ter colocado os estudantes e já antes o Leiria a praticarem o futebol consistente…mesmo assim, chegou a Braga com a etiqueta de que não estaria à altura e que ainda tinha muito a provar… Agora com André Vilas Boas, a época começa e vê-se um Porto sem uma base assente ainda do que quer fazer no jogo. A imprensa que tem que o vender como o novo Mourinho e todos os adeptos que não querem ter que admitir a qualidade de Jesualdo e se recusam a ter saudades dele, afirmam que é normal, que tem que se ter paciência, que é início de época.
Lia nos jornais que este Porto jogaria de forma mais atractiva, que teria mais posse de bola, que jogaria mais apoiado e que faria a tão famosa “pressão alta” ( expressão utilizada uma vez por Mourinho e que depois entrou no léxico de todo o adepto comum como sinónimo de futebol de alta qualidade, mesmo quando Mourinho já nem utiliza essa expressão…). Ora bem, o que eu vi desta equipa até ao momento, e isto é sempre com a margem de erro possível de que a equipa ainda estará a apreender as ideias do novo mister, é uma equipa que corre muito e que realmente tenta pressionar, mas que não o sabe como o fazer e que como tal, resulta numa pressão desorganizada e descoordenada, que faz com que a equipa em termos defensivos se desequilibre com facilidade e que em termos ofensivos tenha perdido a herança que trazia de anos atrás… As tão famosas e criticadas, por alguns, transições rápidas.
Nada contra o futebol apoiado e a pressão alta. O que não me obrigam a acreditar, é que só existe uma forma de se jogar bom futebol e ganhar. Equipas podem jogar muito bem a pressionar alto e a ter mais posse, como faz o Barca, mas também podem jogar muito bem, jogando em transições rápidas, ocupando bem os espaços, sendo organizadas e mais acutilantes no ataque sempre que recuperam a bola. São duas escolas, duas formas de ver o jogo. A escola mais de índole holandesa, hoje transporta para a cantera do Barca e para o estilo de jogar da Espanha, que passa pela ideia que o fundamento base do futebol é o passe, a posse de bola e que se deve tocar várias vezes na bola até fazer um golo.Mas por antítese a essa escola, temos uma preconizada pelo próprio Mourinho, ainda agora no seu último projecto vencedor,o Inter. A ideia de que, no futebol o objectivo é a baliza. A ideia de que não faz mal não ter mais tempo a bola, que de nada serve ter a posse de bola por ter. O importante é o que se faz com a posse que se tem, a qualidade e capacidade de retirar desses momentos em que se tem a bola, momentos confortáveis para a equipa e que possam fazer dano no adversário. Ambas as escolas são tacticamente ricas, e não creio que uma seja mais ofensiva que outra. Posso ver um jogo em que uma equipa tem mais posse de bola que outra mas a 2ª, quando a tem, cria muito mais ocasiões de perigo e é mais forte. Mourinho provou isso quando venceu em casa 3-1 o Barca e poderia ter vencido por mais, e isto com o Barca a ter mais bola mas a não conseguir criar perigo na maior parte das vezes.
Mas lá está… Jesualdo era criticado por preconizar esse estilo. E criou-se esse mito que jogar assim era jogar mal e feio. Quando eu lembro-me do Porto fazer grandes jogos com transições rápidas graças aos passes de Lucho, do Meireles e da velocidade e criatividade de Quaresma e Lisandro no ataque. Curiosamente o Inter de Mourinho até jogava com um bloco mais baixo que o Porto de Jesualdo, e apostava até num futebol menos plástico, pois geralmente saía muitas vezes a jogar com uma bola directa para o ataque, em vez de sair a jogar apoiado. Mourinho se o faz, é brilhante , se o treinador se chamar Jesualdo chama-se jogar feio, mal e ter medo. Então teríamos que ter um treinador que viesse colocar o Porto como o adepto quer, a ter muita bola, a pressionar alto e a jogar bonito.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
A Dança dos Treinadores
Haverá por aí, por este mundo fora, outro treinador que, mesmo tendo ganho três campeonatos, uma Taça (e está a caminha de uma segunda), uma Supertaça e consecutivas passagens aos oitavos-de-final da Champions League, seja tão mal amado pelos adeptos? Creio que não. Mas Jesualdo Ferreira vive com esse estigma desde o dia 1.
Mas também afirmo, sem problemas nenhuns, que já critiquei o Jesualdo, mais noutras alturas do que agora. Em Novembro de 2008, na altura em que o Porto perdeu 2 ou 3 jogos seguidos coloquei em causa o trabalho do Jesualdo. Ele mostrou-me que estava enganado e consegui construir uma equipa vencedora, mesmo tendo perdido jogadores chave. Este ano também perdeu dois jogadores chave e fez o que estava ao seu alcance para fazer deste grupo uma equipa competitiva. Não o conseguiu por vários factores, mas isso já falei noutro dia.
Portanto, o tema de actualidade é… quem sucederá a Jesualdo Ferreira no leme do nau Portista? Pelos blogs de adeptos portistas, blogs como este, vários nomes já foram atirados à mesa. Surpreendentemente, e apesar de alguns nomes já terem sido lançados ao ar, não me lembro de ver a imprensa analisar este assunto. Por enquanto, vão analisando o futuro treinador do Sporting.
Jorge Costa também tem merecido algum destaque mas creio que este é dos mais verdes que por aí andam. Creio que o “Bicho” ainda tem muito que rodar antes de poder chegar ao Dragão. Não descarto, no entanto, a inclusão dele na equipa técnica do Domingos caso ele vá para o Dragão.
Estes parecem ser os mais prováveis no próximo ano. Mas não podemos descartar surpresas como Manuel Machado, Paulo Sérgio, Manuel Cajuda, Carlos Queiroz, José Peseiro… alguns mais que outros terão mínimas hipóteses… mas nunca se sabe. Há ainda a possibilidade de um estrangeiro. Suponho que essa hipótese possa ser colocada quando for conhecida a posição final do Porto na Liga. Dificilmente um treinador de nível mundial, que possa estar minimamente interessado em treinar em Portugal, o fará se não tiver uma montra como a Champions.
Para concluir, prevejo que este final de época resulte numa verdadeira dança de treinadores. O Jesualdo está de saída, tal como o Carvalhal. A eventual saída de Domingos para o Dragão pode implicar que talvez vá o Paulo Bento para Braga. O Paulo Sérgio, que é uma hipótese em Alvalade pode dar o seu lugar a Jorge Costa ou a Carvalhal. Jesualdo… esse eventualmente imigrará durante uma ou duas épocas. Será, certamente, uma silly-season não só para os jogadores mas também para os treinadores.
Até uma próxima!





































