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sábado, 7 de junho de 2014

Boa vitória em mais um bom jogo treino

No segundo encontro do estágio de preparação para o Mundial 2014, Portugal venceu o México por 1 x 0, com um tento de Bruno Alves já em tempo de descontos.  Num encontro em que mais uma vez Paulo Bento não pôde contar com algumas das principais figuras da Selecção Nacional, o equilíbrio foi a nota dominante, com Portugal a ser superior na primeira parte, mas a sentir algumas dificuldades no segundo tempo, altura em que Eduardo brilhou e foi fundamental para manter a baliza inviolável até ao final da partida.
 
O início da partida trouxe André Almeida como defesa esquerdo na equipa Portuguesa, já que Paulo Bento optou por colocar Fábio Coentrão no trio meio campo, fazendo companhia a Miguel Veloso e João Moutinho. Sem o contributo de Ronaldo, Pepe, Meireles e Beto, os jogadores Portugueses sentiram dificuldades iniciais na partida e o México aproveitou para colocar pressão na saída de bola da Selecção Nacional, o que fez com que dominasse os primeiros momentos do encontro.
 
No entanto, a turma de Paulo Bento foi aos poucos acertando posições e foi empurrando o adversário para o seu meio campo. Ainda que nunca houvesse domínio claro de nenhuma das equipas, foi Portugal a equipa mais perigosa durante os primeiros 45 minutos e Éder esteve em destaque já que protagonizou as melhores situações de golo. O avançado teve por várias vezes nos pés e na cabeça a oportunidade de inaugurar o marcador, mas revelou ineficácia na hora da finalização. O México apenas a espaços se aproximou com perigo da baliza de Eduardo e foi assim com naturalidade que o nulo se verificava ao intervalo.
 
O segundo tempo trouxe um encontro mais rápido, de parada e resposta. Nesta toada foi o México a adaptar-se melhor, assinando maior número de oportunidades de golo, principalmente depois da entrada de Chicharito Hernández. Portugal apenas por Fábio Coentrão conseguiu criar perigo na primeira meia hora do segundo tempo, número revelador da quebra de produção de Portugal. Se Éder foi a figura da primeira parte pelas oportunidades criadas e desperdiçadas, na segunda parte foi o trio Chicharito/Guardado/Herrera a estar em destaque no México, já que foram os jogadores com maior dinâmica ofensiva e criaram as maiores dificuldades a Eduardo, que esteve à altura dos acontecimentos e revelou-se como o melhor de Portugal na segunda metade.
 
Ambos os treinadores aproveitaram a segunda metade para rodar alguns jogadores, o que fez com que a partir do minuto 75 a partida decrescesse muito de qualidade. Quando era esperado o nulo final, um livre lateral sobre a direita do ataque Português permitiu um cabeceamento a Bruno Alves que não desperdiçou e assinou um belo golo já em tempo de desconto, fazendo o resultado final. O mais justo seria de facto o empate, face ao equilíbrio de forças verificado, mas o central Português revelou mais eficácia que companheiros e adversários e na primeira oportunidade não se fez rogado, colocando a bola no fundo da baliza Mexicana.
 
Com esta vitória Portugal soma o sétimo encontro consecutivo sem perder e pode chegar ao Mundial 2014 com o recorde de invencibilidade de Paulo Bento, que nunca esteve 8 jogos consecutivos sem conhecer a derrota ao comando da Selecção Nacional.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Eduardo

domingo, 8 de dezembro de 2013

E aí está a vitória!

Numa noite gelada na Invicta, os adeptos Portistas voltaram a brindar uma vitória com "dois Martínez". O Colombiano bisou na partida e carimbou os três pontos para os Tricampeões Nacionais, que estão agora colados ao Benfica no topo da tabela.
FC Porto e SC Braga procuravam somar três pontos para sair da crise de resultados, onde se viram envolvidos nas últimas rondas. Se os Minhotos até tinham vencido na semana passada, os Portistas, por seu lado, chegavam a este jogo vindos de uma derrota por 1 x 0 com a Académica, em Coimbra.
Depois do empate a duas bolas do Benfica com o Arouca, o FC Porto sabia que só os três pontos permitiam uma "colagem" aos Encarnados no topo da classificação. Já o SC Braga tentava subir na tabela classificativa e, desse modo, ficar mais perto dos lugares da luta pela Europa.
Sem Fernando, Paulo Fonseca colocou em campo Defour ao lado de Lucho e Héctor Herrera. Na frente, os Dragões continuaram com Josué e Varela no apoio a Jackson Martínez. Do outro lado, Jesualdo Ferreira apostou num onze onde se destacou a presença de Felipe Pardo.
A entrada em campo deu-se com sinal mais para os Minhotos que tentaram ameaçar, desde cedo, as redes de Helton. A primeira ocasião de perigo pertenceu a Pardo. O Colombiano rematou à entrada da área, mas valeu um corte de um defesa do FC Porto.
Numa primeira parte que se desenrolou com equilíbrio de parte a parte, não foram muitas as ocasiões de golo.
O FC Porto foi mostrando muito pouco do que pode (e deve) dar e foram, por isso, vários os passes falhados por parte dos Tricampeões Nacionais. Por sua vez, o SC Braga alinhou com a defesa muito subida no terreno e isso foi provocando imensas dificuldades nos Dragões.
Ainda assim, a melhor ocasião de golo no primeiro tempo pertenceu aos homens da casa. Aos 34 minutos, Josué, com um remate à entrada da área, obrigou Eduardo a defesa apertada.
Ao intervalo as equipas baixaram para os balneários empatadas sem golos. No regresso para o segundo tempo, Paulo Fonseca trocou Lucho e fez entrar Carlos Eduardo no FC Porto.
A verdade é que os Dragões entraram com uma atitude mais ofensiva e criaram mais problemas aos defesas do SC Braga. Danilo, por exemplo, aos 47 minutos, deixou uma ameaça. O Brasileiro rematou forte mas por cima.
No entanto, os31.129 espectadores que marcaram presença na fria noite da Invicta só tiveram que esperar mais um minuto para verem um golo.
Aos 48', Jackson Martínez abriu o marcador. Cha Cha Cha, após cruzamento de Alex Sandro, disparou para o fundo das redes Bracarenses; ainda assim, a bola quando saiu dos pés do Colombiano bateu em Nuno André Coelho e acabou por trair Eduardo.
O golo animou o FC Porto e a equipa transformou-se para melhor. Os Dragões viviam, por esta altura, uma boa fase no jogo, por oposição ao adversário.
A equipa de Jesualdo Ferreira parecia perdida na partida mas tentava a todo o custo não sofrer um segundo golo e, desse modo, continuar "agarrada" ao jogo. Mas Josué, Herrera, Jackson e companhia bem tentaram de várias formas e feitios para chegar ao segundo golo.
E, efectivamente, ele acabou por acontecer. Jackson Martínez, ao minuto 79, selou a vitória Azul e Branca. O Colombiano, ao segundo poste, após cruzamento de Varela, carimbou o triunfo dos Tricampeões Nacionais. Destaque, ainda assim, para o começo da jogada que teve muito de Carlos Eduardo; o ex-Estoril só jogou na segunda parte mas mostrou a Paulo Fonseca que está aí para "as curvas".
O FC Porto regressou aos triunfos e apanhou o Benfica no topo da classificação. Águias e Dragões somam agora 27 pontos. Já o SC Braga continua com 15 pontos. Os Minhotos só venceram por duas vezes nos últimos oito jogos para o Campeonato.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Carlos Eduardo

sábado, 31 de agosto de 2013

A lista do sargentinho.

 
  • Saiu mais uma lista de convocados da selecção para o importante embate com a Irlanda do Norte. Lista mais uma vez tão previsível como a risca ao meio de P. Bento.
Tão previsível como discursos totalmente vazios e pouco ambiciosos como os de P. Bento a cada jogo a dizer que os jogos não são decisivos… Nunca são, até ficarmos de fora do Mundial, nunca são.
 
Um seleccionador que não gosta de mudar. Tem aversão à mudança e que segue as pisadas do seu ídolo, o Sargentão Scolari que também fazia listas de convocados sem ter que ver jogo nenhum. As convocatórias estavam feitas independentemente do que cada jogador fizesse em campo. Ambos têm também em comum o facto de gostarem de dar uma de disciplinadores.
Scolari fez isso ao deixar de fora da selecção jogadores como Baía ou Sérgio Conceição, P. Bento com a birrinha que fez com Ricardo Carvalho. Ambos gozam de uma enorme benevolência da imprensa. A imprensa que sempre crucificou os seleccionadores, veja-se o caso recente de Carlos Queiroz… mas que é muito amiga do sargentinho e do sargentão que parecem estar acima da crítica.
 
O Sargentão podia insultar, não convocar jogadores do Porto campeão da Europa, deixar de fora o melhor guarda redes do Mundo, e todos achavam bem… P. Bento pode fazer convocatórias ridículas, convocando um grupo de amigos tal como fazia Scolari sem ouvir uma crítica.
Fico estarrecido quando ouço os amiguitos de P. Bento na imprensa a terem a distinta lata de dizer que ele faz milagres com os jogadores que tem… Ou seja, devemo-nos convencer que uma selecção com 3 jogadores do Real Madrid, um do Manchester United, dois do Zenit, e ainda jogadores do Porto e ainda Moutinho do milionário Monaco deve ser uma selecção que deve estar a lutar taco a taco com a poderosa selecção de Israel…
 
Quando era Carlos Queiroz o seleccionador, Portugal tinha uma grande selecção e era o seleccionador que não a sabia aproveitar, com P. Bento em poucos anos já os jogadores não são assim tão bons e coitadinho do sargentinho que tem muitas dificuldades em encontrar jogadores para a selecção… Talvez por haver tão poucos jogadores de qualidade, é que durante anos ignorou as grandes épocas de Hugo Viana no Braga, ou a preponderância de Manuel Fernandes no Besiktas, a grande época de Eliseu no Málaga, ou mais recentemente Licá, o seu novo alvo de estimação.
  • Paulo Bento quando foi apresentado como seleccionador referiu que os critérios para um jogador ser convocado seriam a assiduidade desse jogador no seu clube e a qualidade. Que só em casos muito contados em posições deficitárias é que ponderaria convocar um jogador que não jogasse no seu clube…
Ora se assim é, fica a pergunta. Portugal tem falta de opções no meio campo ao ponto de Ruben Amorim ( jogador fetiche de P. Bento), ter sempre lugar entre os convocados? Ruben Amorim que é um jogador tremendamente regular porque consegue ser suplente no Braga com a mesma qualidade que é suplente no Benfica…
 É que só assim de cabeça para o meio campo ficam de fora: Adrien Silva, André Leão, Manuel Fernandes, André Castro, Paulo Machado etc.
 
Fiquei estarrecido quando soube que P. Bento havia estado no estádio da Luz a ver o Benfica x Gil Vicente, jogo em que o Benfica não se apresentou com um único jogador português no onze. Das duas uma: ou estaria a fazer uma observação da selecção da Sérvia, já contando que Portugal pode encontrar os sérvios no play off, ou então estaria a observar os jogadores portugueses do Gil Vicente.
Tendo em conta a convocatória agora tornada pública, afinal nenhuma das hipóteses colhe. Pelos vistos estava mesmo a observar a forma como Ruben Amorim se mexe no banco de suplentes. Se aquece bem, se está atento ao jogo, se brinca muito ou pouco com os colegas no banco, esse tipo de observação técnico táctica de valor inestimável para a selecção.
  • Nisso P. Bento segue o seu mentor…
Scolari de burro não tem nada, e identificou logo que neste país para se ser protegido pela imprensa tem que comprar uma guerra com o F. C. Porto e o seu presidente. Daí não ver jogos do Porto porque segundo ele “ O Porto fica lá longe…”. Lema que parece estar a ser seguido agora pelo Sargentinho.
 
Foi o que fez Scolari ao deixar Baía de fora do europeu, mesmo sem explicação alguma, comportamento digno de um cobarde. Veja-se onde anda o seu delfim, Ricardo, o guarda redes que defendia sem luvas mas que fechava os olhos quando saía a cruzamentos…
Paulo Bento não tardou em comprar uma guerra com Pinto da Costa e com o Porto a propósito da utilização obsessiva de João Moutinho. Paulo Bento tal como Scolari vende a imagem de independência para fora, de não estar sujeito a pressões, mas quando escavamos um pouco mais fundo vemos que é bastante influenciável para não dizer que por vezes é um pau mandado.
Foi assim quando Mourinho era para treinar uns joguitos da selecção e não pôde e lá foi o sargentinho como 2ª opção mas bem mandado por Jorge Mendes.
 
Curiosamente a gestão de esforço que não fazia com os jogadores do Porto, especialmente Moutinho, sempre fez com os jogadores do Real Madrid…Pepe, Ronaldo e Coentrão eram geridos com pinças para não incomodar os trabalhos do Real Madrid. Aqui entra a falácia de suposta independência de Paulo Bento… É que esta selecção não é apenas um grupo fechado como era com Scolari onde o mérito não se reconhece e sim se valorizam os compadrios…
  • Esta é a selecção de Jorge Mendes
É só ver as convocatórias e facilmente se percebe porque é que faltam alguns nomes e outros aparecem de forma algo inexplicável, mesmo que não joguem. É só fazer as contas. Quantos jogadores desta selecção são agenciados por Jorge Mendes?
 
Desta lista temos 16 jogadores representados directa ou indirectamente por Jorge Mendes.
 
Eduardo, por exemplo não é agenciado directamente, mas foi Jorge Mendes o intermediário que participou nas suas transferências.
Os únicos jogadores da lista que não são do Jorge Mendes são: Beto, Neto, Josué, Raul Meireles, Vieirinha e Ricardo Costa. Mesmo estes, alguns deles mantém boas relações com Mendes,e viram no passado Jorge Mendes a intermediar algumas das suas transferências.
Outros como Neto são jogadores que certamente estarão no radar de Jorge Mendes que os “roubará” sem dó nem piedade seja quem for que os represente.
 
Também seria pedir muito que todos os convocados fossem Jorge Mendes… Por um lado porque Jorge Mendes não tem jogadores para todas as posições. Guarda-redes para terceiro teria mesmo que ser o Beto.
 
Para centrais Jorge Mendes também não tem mais. Meireles teria que ser convocado pela influência que tem, e depois Josué cumpre o plano de ter que ter alguém do Porto caso contrário seria demasiado ostensivo… Outra opção é Varela que também não é Jorge Mendes e que por isso fica de fora desta convocatória. Mendes perdeu influencia no Porto no pós 2004 e por isso se querem convocar jogadores do Porto o mais normal é que não sejam agenciados por Jorge Mendes.
 
Mas é curioso que também os jogadores convocados que não são Jorge Mendes, são representados por agentes que não atingem os mesmos mercados nos quais Mendes se movimenta nem lhe tapam jogadores que ele tem que colocar.
A selecção é a montra de Mendes. Pizzi, por exemplo, foi bem promovido na selecção. Brilhou no Corunha, e logo teve a sua chance. Já Lica como não é Jorge Mendes bem que pode brilhar que tem as portas da selecção fechadas.
 
  • Ficando de fora Varela, seria natural que entrasse Licá, do mesmo clube e a ser titular na sua vaga para a selecção… Mas não.
P. Bento disse mesmo que Nani mesmo não jogando teria que ser convocado porque não se poderia desperdiçar o seu talento… Ora, sabe-se que Nani esta época praticamente nem convocado foi no seu clube, mas sabe-se também que está num processo de negociação ou para sair ou para renovar com o Manchester, assim que a exposição na selecção lhe dá bastante jeito…
 
Por essa ordem de ideias porque nãos e aproveita o talento de Bruma? Nem nos sub-21? Não está a treinar? Tem jogado tanto como Nani nestes últimos tempos… Só que um é Catio Baldé, outro é Jorge Mendes.
Ruben Amorim foi titular da selecção no último jogo. Qualquer outro seleccionador que o fizesse seria bombardeado… P. Bento não. Ninguém questiona, ninguém coloca o dedo na ferida, as conferências de imprensa e entrevistas são de uma subserviência bacoca.
 
Não há coragem nem vontade que se lhe coloquem questões directas sobre a sua própria ligação com Jorge Mendes e a curiosidade de que quase sempre as suas listas são constituídas maioritariamente por jogadores de Jorge Mendes.
Mais ainda. Notou-se que alguns jogadores viram o seu caminho facilitado no acesso à selecção nacional após serem representados por Jorge Mendes… Veja-se o caso de André Martins. Quando representado por Pina Zahavi não era convocado, bastou mudar para a Gestifute e passou a aposta mesmo que não seja preponderante no Sporting.
Mas há mais… Nelson Oliveira. Engraçado que para este jogo já não foi convocado… Mas durante vários jogos em que foi suplente do Deportivo da Coruña tinha vaga assegurada. Mesmo com o seu futuro indefinido foi convocado para o jogo anterior e até jogou, o que foi um bom cartão de visita para chegar ao Rennes e se afirmar.
 
O critério de P. Bento nunca é questionado. Porque é que Nelson Oliveira era convocado quando não jogava, e agora que até marcou 3 golos pelo Rennes já ficou de fora?
  • Com Licá, P. Bento mata dois coelhos com uma só cajadada 
Por um lado chateia o Porto e mostra-se à imprensa como um seleccionador de ideias fixas e inabalável a pressões, por outro abre a vaga a Nani, jogador Jorge Mendes.
 
Para Licá fica o recado: para ser convocado ou é melhor ser suplente do Benfica ( visto que são jogos que P. Bento gosta mais de assistir), ou então passa a ser representado por Jorge Mendes e de um momento para o outro até parece que passará a ser outro jogador. Até lá, P. Bento estará mais ocupado a ver as movimentações de Ruben Amorim no banco do Benfica…
Ps- E o que dizer do compadrio total na federação ao entregar a Rui Jorge a selecção de sub-21 só porque é amigo de P. Bento? Que resultados conseguiu Rui Jorge com a selecção? Nada. Recompensa? Recebe uma geração de enorme talento outra vez para que uma vez mais falhe a qualificação para o Europeu.
 
Enquanto isso fica a questão: O que fizeram a Ilídio Vale?