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quinta-feira, 16 de março de 2017

Mais um Rombo no Porta-aviões

O sonho lindo da passagem aos quartos-de-final acabou. Esta eliminação, ao contrário de outras, pode ficar-nos bastante cara. Compromissos inadiáveis e a impossibilidade de contrair novos empréstimos transformam a próxima época numa grande incógnita.

Depois de terem “escondido” os resultados do 1º Trimestre, talvez para não desmobilizar as tropas à espera que a situação melhorasse (leia-se transacionar alguém), e embora ninguém ligue nada às Contas, a SAD apresentou no último dia do prazo, 28 de Fevereiro, os resultados do 1º Semestre (1 de Julho a 31 de Dezembro de 2016).

Como sabem a legislação anterior obrigava a que as Contas de cada trimestre fossem divulgadas na CMVM e no sítio do Clube. Com as alterações nesta lei (Dec. Lei 22/2016) a apresentação intercalada de gestão passa a ser facultativa embora o nosso rival Sporting continue a publicar os resultados trimestrais. Todos sabemos que estamos mal de dinheiros. Houve um enorme prejuízo (58,4M€) no exercício que terminou a 30 de Junho de 2016. Desta feita nos últimos resultados consolidados até ao fim do 1º Semestre apresentamos um prejuízo de 29,5M€.

Pior do que isso foi a queda do Capital Próprio (diferença entre o Ativo e o Passivo) de quase 30M€) pelo que continuamos na situação de falência técnica (sempre que o Capital Próprio é inferior a metade do Capital Social). Foram apresentadas as habituais desculpas pelos maus resultados como a não transferência de jogadores e a eliminação nas competições da UEFA em 2016. Sim já sabíamos isso mas se não conseguimos vender quase ninguém em Janeiro e apenas “entrou” Soares não vejo quem se possa transacionar no final da época. Os “mais fracos” ninguém os deve querer e não gostava que saísse nenhum dos ”melhores”. 
imagem; Dragão Ruben
Tecnicamente é sempre difícil integrar as novas “importações” para que que encaixem nos titulares do plantel. Cabe aqui agora apresentar um pequeno quadro com o resumo das Contas mais significativas dos RC para se avaliar a performance dos 3 grandes.
Como podem verificar nenhuma SAD tem o Capital Próprio que seria necessário para não se encontrar na situação de falência técnica. Devia ter, pelo menos, metade do Capital Social, ou seja: Porto 56.250M€; Benfica 57.500M€; e Sporting 33.500M€. Acresce que a nossa além de ter ficado sem cheta do Capital Social ainda deve mais 3.449M€.

Outra análise que também pode ser feita é comparar o nosso Ativo Corrente (97M€) com o Passivo Corrente (210M€). Significa que todos os nossos Ativos “vendáveis” não chegam para pagar metade dos compromissos. Os Ativos do Benfica não chegam nem para 1/3. Por isso o clube da treta está a preparar um novo Empréstimo Obrigacionista de 50 milhões de euros!

Claro que daqui até ao final da temporada muita coisa se pode passar mas não prevejo grandes vendas. Não vamos nunca conseguir atingir os valores projetados no último Orçamento, ou seja, realizar 116M€ nas transferências de jogadores. Nem quero pensar no resultado das avaliações que a UEFA faz em Março de cada ano no que respeita aos pressupostos do fair-play financeiro. Pelo andar da carruagem desconfio que vem penalizações a caminho. Ainda agora nos condenaram a pagar 650 mil euros aos Calimeros pelas mais-valias a que tinham direito na transferência do João Moutinho, mais 350 mil ao Verona pela transferência de Iturbe e outras que aguardam desenvolvimentos.

Não sei mesmo se deveríamos contratar os caixeiros-viajantes do clube da treta para nos ajudarem. Afinal andam por todo o Mundo a impingir os renatinhos deles. Não custava nada meterem mais umas folhinhas A4 na pasta a ver se nos livramos de alguns. Pagamos boas comissões.
imagem; José Lima
Até à próxima

domingo, 20 de novembro de 2016

Todos Morreram Calçados

Com o título original THEY DIED WITH THEIR BOOTS ON lembrei-me desta coboiada exibida há algum tempo pela RTP, um clássico do cinema assinado por Raoul Walsh, narra a vida do heroico General Custer, desde os tempos de juventude passados na Academia de West Point até à sua espetacular ascensão no exército, passando pelas batalhas travadas com os índios, culminando na batalha de Little Big Horn em Junho de 1876, que retrata de uma maneira brilhante o que foi a luta pelo crescimento do oeste Americano.
Prontos! Lá vem a pergunta sacramental: “O que é que isto tem a ver com futebol?” Tem muito já vão ver. Qual foi o joguinho que nos custou sangue, suor e lágrimas mas mesmo assim morremos calçados? A metáfora significa “morrer de pé”, “morrer aprumadamente”… o que os meus amigos quiserem pensar. Quer isto dizer que nos vamos arrastando penosamente, vitória aqui, empate acolá. Olhem! Até ficamos sem Luís Castro que seria o provável sucessor de Nuno Espirito Santo. O homem deve ter apanhado enorme susto ao pensar nessa hipótese depois do empate com o clube da treta meteu o Dragão de Ouro debaixo do braço e pirou-se para Vila do Conde. O nosso presidente em entrevista ao JOGO, pelo contrário, acha que “estamos no trilho certo”. Não ficou esclarecido a que lugar na classificação se estava a referir.
 
Também nesta semana assistimos a dois momentos inolvidáveis. No primeiro Pinto da Costa, Lourenço Pinto e Antero Henrique estiveram juntos na tomada de posse do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto onde naturalmente também se encontravam Fontela Gomes, Artur Soares Dias e a restante cambada. Tudo boa gente claro está! Viu-se no jogo com o Chaves de que lado eles estão.
Foto de O JOGO
O segundo momento, esse bem mais hilariante, foi quando a rapaziada da SAD, reunida no Auditório do Dragão, aplaudiu de pé e por aclamação as lindas Contas da temporada. Espero bem que o título do filme escolhido não seja premonitório e que alguns dos personagens aqui referidos não lhes aconteça o mesmo que ao General Custer. Andam tantos índios por aí! 
 
Até à próxima

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Pensamento da Semana: “Ai e tal eu já sabia”

Sei de antemão que o futebol é paixão. Contudo quando alguém diz assistir futebol e querer opinar sobre o mesmo não pode e não deve não deixar-se levar pela paixão. Por muito que custe tem de se manter sempre “preso” à razão sob pena de não lhe ser dada qualquer atenção.

Vem isto a propósito daqueles adeptos do Futebol Clube do Porto que sempre que o Clube Azul e Branco obtém um mau resultado, logo surgem em tudo quanto é Blog/Rede Social com o seu discurso do “ai e tal eu já sabia”.

Desculpem mas não sabiam nada. E digo tal porque quando o FC Porto vence o seu jogo – jogando bem ou mal – ninguém vê o raio do vosso discurso do “ai e tal eu já sabia”.

Meio-termo e coerência (muita coerência) recomenda-se e exige-se minhas Senhoras e meus Senhores. 
 
Um aparte; bem que a SAD do FC Porto poderia deixar de “fazer de múmia” e dar a devida resposta a esta parvoíce.
E já agora "para ontem". Se não for pedir muito.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Nem Tudo São Rosas

Não vou aqui exortar as potencialidades de Pinto de Costa nem o que fez de bom por todos nós. Nós os Portistas. Não me interessa se são sócios, adeptos, simpatizantes, admiradores ou outros sinónimos que lhes queiram chamar. PORTISTAS! 1.899 Associados votaram nele. Não sei por onde andaram os 10.000 “promotores da candidatura” nem os 60.000 sócios pagantes (a acreditar no número anunciado aquando da última renumeração).
 
Há muitos anos éramos “andrades”, agora somos “dragões”. Uns mais do que outros. Pinto da Costa fez o que nenhum presidente de nenhum clube do mundo conseguiu. Modelou à sua maneira o clube de bairro que passou a potência futebolística mundial. Nada disso está em causa. O que se questiona é o que se deve fazer quando as coisas deixam de correr bem por algum tempo. Mudança é o imperativo usado. Nada melhor do que umas eleições para isso. Democráticas, à vista de todos, nada de truques na manga, nem proibições de votos à distância. 
 
Vou colocar aqui uns quadros para recordar que os últimos anos não foram assim tão bons quanto isso. Nem me refiro “apenas” ao desempenho desportivo mas junto-lhe o aspeto financeiro que considero preocupante. Bem sei que para a esmagadora maioria dos Portistas é coisa de somenos. São portistas do futebol não são das finanças. Dizem eles que “isso é para quem sabe e de somenos importância”. Ouvi um prestigiado portista dizer neste Domingo que “se a Sad precisar de dinheiro vai buscá-lo com facilidade”! Como se depois não tivesse que o pagar. A SAD é do Clube, logo também da responsabilidade de Pinto da Costa. Repare-se na diferença projetada no Orçamento de 2014/2015 entre Proveitos e Custos.
Sim. Já sei que faltam os “Proveitos Extraordinários” a Conta que representa as transferências de jogadores, e que a Sad, como entreposto que tem sido, pensa que vai conseguir fazer todos os anos. Imaginem que as vendas falham no todo ou em parte, nunca esquecendo que mesmo que se façam boas transferências precisamos de substituir os atletas por outros de melhor, ou pelo menos igual, valia. Ou seja: o que a Sad devia prudentemente orçamentar eram os Proveitos normais, em contraponto com os Custos esperados. Infelizmente é política da sociedade “contar com o ovo no cú da galinha”.
Ou se preferirmos ver os números em forma de gráfico
CLICAR PARA AMPLIAR
 
Facilmente se pode ver que mantendo quase sempre o mesmo valor do plantel (coluna castanha), as responsabilidades (coluna vermelha) sobem todos os anos. O argumento do presidente é que “o Ativo (coluna verde) é maior do que o Passivo”. Contabilisticamente é verdade. Mas isto graças a uma habilidade no último ano com a emissão de Ações quando da passagem de parte do Estádio para a SAD. Acresce que os Ativos dos clubes de futebol não são vendáveis (pavilhões, campos de treino, academias, estádios, etc.). Além disso considero mesmo que o valor do nosso plantel (preço de custo) está sobreavaliado.
 
Se verificarmos a coluna amarela verificamos que nos Resultados Líquidos dos últimos anos tivemos prejuízos em dois (e esta época acontecerá o mesmo) com forte impacto na inobservância do Fair Play Financeiro, com as consequências que já se fizeram sentir noutros clubes europeus. 
 
Se a ausência de listas adversárias neste Domingo não é culpa do presidente a sua reeleição é “culpa” de todos. Sempre foi assim gritam alguns. E agora? Esperar pelas próximas ou começar a trabalhar para, quando for necessário, alterar a situação? Desculpem lá mas eu sou Portista. Afinal continuamos Portistas não?
 
Até à próxima

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Menos uma hipótese para Presidente

Agora que se avizinha mais uma AG eleitoral do nosso Clube, parece que vamos perder um potencial presidente. E tudo por causa da remodelação de A Brasileira, um velho café com 113 anos e o apelativo slogan “O MELHOR CAFÉ É O DA BRASILEIRA”.
O estabelecimento foi fundado por Adriano Soares Teles do Vale, nascido em Alvarenga (Arouca), concelho de Arouca. Montou uma torrefação e fundou "A Brasileira", inaugurada a 4 de Maio de 1903, para servir café à chávena. Não havia na cidade, por essa altura, o hábito de tomar café em estabelecimentos públicos. Adriano Teles, para promover o seu produto ofereceu, durante os primeiros treze anos de "A Brasileira", o café à chávena de graça no seu estabelecimento a quem comprasse um saquinho de grãos de café. In Wikipédia
 
A esta hora os meus amigos estarão a pensar “que raio de história esta”! O que terá a ver com a presidência do nosso Clube? Pois bem, lá vai. É que depois de muitos anos de atividade o ancestral café fechou, o prédio foi entregue por arresto ao antigo Banco Borges & Irmão e quem havia, algum tempo mais tarde, de o recomprar? O nosso António Oliveira, ex-jogador brilhante, selecionador nacional e atualmente empresário no ramo imobiliário.
 
De realçar que António Oliveira está envolvido noutro grande projeto de urbanização previsto para a zona das Torres do Aleixo, sendo agora mais complicada a futura candidatura do mais que provável nosso presidente. Para ele o futebol não tem segredos, sendo o maior acionista individual da SAD.
 É assim a vida! Perdemos um presidente ganhamos um empresário.

Até à próxima

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Breve Reflexão Sobre as Contas

Não vi nos blogues e/ou páginas afetas ao nosso Clube grandes comentários às contas da Sad, relativas ao período de 1 de Julho a 30 de Setembro de 2015, exceção feita aos pasquins desportivos que, mesmo assim, se limitaram a copiar os destaques negativos inseridos no próprio Relatório e Contas.
 
Todos sabemos que os nossos consócios não prestam muita atenção a estas minudências, interessando-se muito mais pelos resultados desportivos. É um enorme erro. O futebol “de clube” desapareceu há muitos anos pelo menos desde o advento da SAD. Agora assistimos a uma atividade comercial cuja única relação com o passado é continuar a dedicar-se ao popular jogo de futebol que todos amamos.
O nosso Futebol Clube do Porto (o do Campo da Rainha, ou da Constituição) viveu quase exclusivamente das quotizações pagas pelos associados, e aqui e além, de painéis publicitários que ajudavam a pagar a despesa do senhor que guardava o campo e da esposa que lavava os equipamentos. Salvas raras exceções não existiam transferências de atletas, a Televisão só apareceu em meados dos anos 60 e até aí apenas a Rádio levava às nossas casas as incidências dos jogos que se disputavam no campeonato nacional. A luta rádio/televisão foi determinante para transformar o futebol numa indústria. Recordo-me da corrida aos cafés para ver os resumos dos jogos disputados à tarde e dos quais já sabíamos os resultados pela rádio. Os jornais desportivos passaram a edições diárias, a BOLA era do Benfica, o Record “apanhava” os adeptos do Sporting e, mais tarde, o Jogo para contentar os sócios do Porto.
O salto definitivo foi dado por Joaquim Oliveira quando no início dos anos 2000 criou com a Portugal Telecom a Sportinvest uma empresa de média destinada a explorar os direitos de transmissão televisiva dos principais clubes portugueses. O Futebol Clube do Porto atirou-se para a construção do Estádio do Dragão, “inventou” jogadores e treinadores e ganhou títulos.
 
Agora vem a parte mais difícil. Para estas “aventuras” foi necessário muito dinheiro. Acabamos com as modalidades amadoras (resistem heroicamente 4 ou 5), descobriram-se novas fontes de receita, camisolas e adereços iguais aos dos atletas, cedência de direitos de transmissão televisivos nos jogos nacionais ou provas uefeiras, e aproveitamos para vender os passes dos nossos melhores atletas.
 
Esta forma de rentabilizar aquilo que se classificam como Proveitos Operacionais tem os seus contras. Desde logo se o clube não vencer nenhuma competição deixa de ser atrativo para os investidores, os sócios não pagam as quotas nem gastam dinheiro no merchandising, o público não acorre às bilheteiras. Depois porque os Custos Operacionais (Fornecimentos e Serviços Externos, Despesas com Funcionários, Amortizações) estão sempre a aumentar.
Aqui o grande segredo é conseguir o equilíbrio naquilo que eu chamo o “resultado da atividade corrente” (aquele que é feito ao longo da época). Só um Orçamento extremamente bem elaborado pode garantir esse equilíbrio. A parte mais complicada é quando se projetam verbas para a aquisição de novos jogadores e se pensa que (mais tarde) iremos ter mais-valias em eventuais transações. Se em algumas épocas temos tido a sorte de efetuar excelentes negócios a verdade é que basear as expetativas de um Orçamento nesse pressuposto é um erro que pode sair muito caro.
 
O resultado deste 1º Trimestre (Ativo liquido) cresceu pelo aumento do valor contabilístico do plantel atingindo o valor de 99,3M€ que, como se sabe, é contabilizado mensalmente pelo preço de custo dos atletas a dividir pelo tempo de duração do contrato. Os Custos aumentaram pela aquisição das sociedades participantes do Porto Canal, pela contratação de inúmeros atletas, mas conseguindo-se, mesmo assim, um resultado Operacional de 13,6M€. Aspeto positivo foi o aumento do Capital Próprio após a integração da Euro Antas no balanço consolidado a que acresceu o aumento do Capital Social efetuado pelo Futebol Clube do Porto. O Ativo cifra-se agora nos 411,7M. Aspeto negativo foi o aumento do Passivo para 318M€, atingindo o maior valor absoluto destes últimos 12 anos de Sad. Contudo o Passivo Financeiro (aquilo que deve aos Bancos) não chega a 100M€, uma ninharia!
O “tal” clube da Constituição é hoje um grande barco. Possui 10 sociedades comerciais, dono de 62% da Sad, dentro de 3 Anos tem o Estádio do Dragão pago, é um apetecível cliente bancário, procurado por empresários e fundos para a compra/venda de “ativos” (leia-se jogadores).
Com ou sem os mesmos dirigentes o Clube não desaparece. Somos Porto. Queria desejar aos amigos portistas um Feliz Natal e um Novo Ano repleto dos resultados desportivos que todos desejamos.
 
Até à próxima

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Contas da FC PORTO SAD

Publicado que foi o Comunicado/resumo das principais contas da SAD, relativo ao período de 1 de Julho de 2014 a 30 de Junho de 2015 verifica-se com satisfação que conseguimos inverter o resultado do último exercício no que se refere ao Capital Próprio, passando de uma situação negativa de -33M€ para 83M€ positivos. Podemos dizer que a SAD não fugiu muito dos valores que tinha orçamentado, exceção feita ao Resultado Consolidado, que constituiu uma agradável surpresa.
Infografia: NEGÓCIOS

Um fator de relevo foi a apresentação de excelentes resultados operacionais que se conseguiram durante a época, excluindo transações com atletas, em comparação com os resultados negativos da anterior no valor de -25.7M€. As vendas de passes atingiram o excecional valor de 82,5M€, faltando ainda incluir por ter sido feito já fora do período abrangido pelo RC o passe de Alex Sandro no valor de 26M€. Os Custos Operacionais subiram de 95,1M€ para 110,3M€. O Total dos Proveitos Operacionais foi de 93,6M€ ao contrário da época anterior de 72,6M€.
Gráfico: José Lima

O Ativo, com a agregação do Estádio do Dragão cresceu para 359.2M€ o que provocou o aumento do Passivo que aumentou de 233,5 para 276,1M€, justificando-se com o valor do Passivo que o Estádio trazia “dependurado”. Segundo o Dr. Fernando Gomes espera-se que possa ficar pago até 2018. Por fim o Resultado Liquido do exercício foi de 19,4M€ 

Agora (apenas como elemento cómico) vamos ver uma projeção feita por um blogue do clube da treta. Vaticinavam então há uns meses o “NovoGeraçãoBenfica & friends” que em vez de lucro, iriamos ter um prejuízo de 27M€! Para um “especialista” em previsões bem melhor seria analisar os resultados da sua “instituição”.
Vai ver que se somar o Passivo da Sad (430M€) com o do clube (100M€) terá um Passivo maior do que o do FC Porto e Sporting juntos.
Fonte: A BOLHA

Até à próxima. 

Adenda - Já depois de enviada a crónica para edição tive conhecimento que o RC completo foi hoje publicado em http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/PC57328.pdf