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sábado, 18 de junho de 2016

O Caso Gil Vicente Esmiuçado

Março 2006 - Cunha Leal um dos peões de brega do clube da treta colocado na Liga como diretor executivo anulou a inscrição do jogador Mateus pelo Gil Vicente dizendo que “não podia ser inscrito, por ser jogador do Lixa com estatuto de atleta amador”. 
 
Maio 2006 – O Gil Vicente fica em 12º e o Belenenses em 15º desce de divisão. O Belenenses contesta o facto do Gil Vicente recorrer aos tribunais comuns para que Mateus pudesse ser utilizado. A Liga instaura um processo ao Gil Vicente.
 
Agosto 2006 – A CD da Liga dá razão à queixa do Belenenses e faz descer o Gil Vicente. António Gomes da Silva (não confundir com o imbeciloide do Dia Seguinte) à altura presidente da CD tinha votado contra e é demitido por Adriano Afonso outro digno representante da “instituição”, à altura dos factos presidente da AG da Liga.
 
Agosto 2006 – O CJ da FPF confirma a decisão da CD da Liga, considerando irregular o facto do Gil Vicente ter recorrido, primeiro para os juízos cíveis, e mais tarde para o Tribunal Administrativo.
Maio 2016 – Passados 10 anos o Tribunal do Círculo de Lisboa produz um acórdão considerando “nulo o acórdão de 28 de Agosto 2006 do CJ da FPF que aplicou a pena de descida de divisão” e ordena ainda “proceder à integração do Gil Vicente no mais curto espaço de tempo possível”! A origem do caso (pena de descida de divisão por ter recorrido aos tribunais comuns) “constituiu uma lesão grave do acesso ao direito e à tutela jurisdicional efetiva em matéria disciplinar”. Ou seja, o tribunal considerou que a despromoção do Gil Vicente por recurso aos tribunais comuns violou a garantia constitucional do direito fundamental de acesso aos tribunais porque a questão não era do foro desportivo mas, como é evidente, do foro administrativo. O Trio Fantástico da Comissão de Disciplina da Liga (Pedro Mourão, Frederico Cebola e Fonseca Silva) tinha metido água.
 
A ignorância dos doutos magistrados, quer da Comissão de Disciplina da CD da Liga, quer do Conselho de Justiça da FPF é de ir às lágrimas. Agora repare-se na pouca sensibilidade do Tribunal Administrativo, depois destes anos todos, atirar com este acórdão cá para fora em cima da data em que os clubes estão a apresentar as suas inscrições, orçamentos para a nova época, documentação para análise dos pressupostos financeiros, contratar e dispensar jogadores, etc. Esperava mais 1 mês e as coisas resolviam-se com calma. Mas isso será pedir muito aquela cambada.
Resultado: o Gil Vicente pede a integração imediata e 20M€ de indemnização à Liga e à FPF “pelos danos causados pela descida de divisão em 2006, depois de ter assegurado em campo a permanência”.
 
A Liga, a FPF e os clubes tinham acordado num protocolo que os campeonatos seriam sempre disputadas por equipas em número par. Agora vão ter que, em vez de 1 clube, fazerem subir 2. Põe-se a questão: Quem será o outro feliz contemplado? O terceiro da Segunda Liga (Portimonense) ou o ante penúltimo (União da Madeira) da Primeira? Escusam de fazer mais confusões basta ler o Regulamento da Liga que manda “em caso de alterações por motivos disciplinares ou outros a vaga ser ocupada pelo clube onde se verificou essa anomalia”. Como a situação aconteceu na Primeira Liga fica o União da Madeira.
 
Num outro protocolo, tinham também acordado que os campeonatos seriam reduzidos a partir da época 2017/2018 mais 2 clubes por ano (descem 4 e sobem 2), passando de 18 para 16 equipas até à época 2018/2019. Desta vez todas as boas intenções em tornar a Liga mais competitiva foram esquecidas e, ao contrário, devem passar a ser 20 em vez de 18.
Eis senão quando, na AG do passado dia 15, os representantes dos clubes aprovaram (por moção da direção da Liga) o adiamento da decisão “até trânsito da sentença em julgado”, o que acontecerá no próximo dia 14 de Julho.
 
Consequências laterais - Vários “recursos” se anunciam: um da Académica que não tendo nada a ver com este assunto, se acha no direito de ser contemplada. Denuncia “irregularidades nas inscrições de jogadores do Vitória de Setúbal”. 
 
Outro do União da Madeira que decidiu o mesmo, “em nome da verdade, da justiça desportiva e da igualdade entre clubes, intentar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol uma participação disciplinar contra o Vitória FC”. Em causa está a inscrição e a utilização irregular de jogadores, que justifica, no entender do União da Madeira, a condenação do Vitória FC, com perda de pontos e consequente descida de divisão».
 
Para um Grande Final o Belenenses também recorre. Mas aqui (e sou eu que digo) ou muito me engano ou anda mãozinha de Joaquim Oliveira, acionista maioritário do clube dos pastéis de nata, a quem não lhe interessará nada ter que negociar com mais dois clubes as transmissões da SportTv. Pelo menos convém-lhe que adiem a integração mais um ano.
 
Epílogo – Uma trapalhada causada pela impreparação da geringonça que vegeta nas altas esferas do futebol indígena, nomeadamente nos seus Conselhos Disciplinares e de Justiça. Enquanto não limparem de lá toda aquela “cebolada” (vocês sabem de quem estou a falar) isto nunca mais vai a lado nenhum. 
 
Mas, pensando bem, para o Gil até poderia ser melhor subir para o ano. Como provavelmente vai andar atrás da indemnização durante vários meses como o Boavista e receberá pouco mais de 10% dos 20M€ pretendidos terá mais tempo para preparar a época sem correr o risco de descer outra vez..
 
Até à próxima trapalhada

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Noite de Cha Cha Cha

Simples, prático e sem surpresa. O FC Porto derrotou a Académica (4 x 1) e está na próxima fase da Taça da Liga. Jackson Martínez brilhou numa noite em que jovens avançados também se mostraram em bom nível.
Entrada forte, com alguma intensidade (não muita mas nem era preciso) de um FC Porto perante uma Académica que tentou aguentar a pressão Azul e Branca mas demorou apenas seis minutos até ver Jackson Martínez abrir o marcador. Disparate de Aníbal Capela, como último homem, a permitir o roubo de bola do Colombiano, que fuzilou à entrada da área.
Sem nunca conseguir equilibrar as despesas da partida, os Estudantes viram a turma de Lopetegui valer duas virtudes. Primeiro, a circulação de bola foi rápida e pelos flancos, como se previa, com Tello muito participativo nas acções de ataque, sempre com o apoio de José Ángel, que se apresentou em bom nível mostrando que Alex Sandro tem forte concorrência pelo lugar canhoto da defesa. Depois, a formação Portista soube desmontar a teia defensiva que Paulo Sérgio criou.
Perante uma Académica que ia perdendo constantemente a bola nos raros momentos em que a tinha, a turma Azul e Branca “canalizava”, sobretudo, muito jogo pela esquerda em busca de Tello. Muito discreto estava Evandro, que não ajudava em nada no jogo entre linhas.
Ao intervalo, vantagem mínima de um FC Porto muito trabalhador perante uma Académica praticamente inofensiva e que teria de ter uma postura muito mais atrevida se quisesse levar algo da invicta.
No segundo tempo, Lopetegui trocou os extremos. Ricardo Pereira foi para a esquerda, onde mais se ia atacando no FC Porto, e Tello caiu para a direita. Mas o momento de magia da partida chegaria perto da hora de jogo. Aos 58 minutos, na sequência de um canto, Jackson bisou. Que momento sublime do Cha Cha Cha. Pela esquerda, o canto foi cobrado ao primeiro poste, onde, de primeira, o colombiano se antecipou de calcanhar, com a bola a meia altura. Golo monumental no Dragão.
O que se viu até final foi um FC Porto a ver crescer Gonçalo Paciência perante uma equipa dos Estudantes que só conseguiu reagir por M´Bala Nzola. Lance de Hugo Seco pela direita, cruzamento rasteiro para o jovem de 18 anos, que atirou para o fundo das redes de Helton. Mas a felicidade do golo dos de Coimbra demorou pouco tempo. É que Gonçalo Paciência, que tinha rendido Jackson, fez o 3 x 1. O atacante, de 20 anos, recebeu pela direita, já dentro da área, fez um drible que enganou o adversário e, em movimento para dentro, rematou para o golo.
A noite para mais tarde recordar do atacante tinha ainda novo momento reservado. Nos últimos 10 minutos, Gonçalo Paciência entrou na área e foi travado por um adversário. Grande penalidade assinalada e convertida com sucesso por Evandro, que fixou o 4 x 1 final, resultado que deixa os Portistas na próxima fase onde vão medir forças com o Marítimo. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Jackson Martinez

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Crónicas de Maldizer

Escreveu MST na BOLHA dia 26 Novembro:
 
“Razões de trabalho mantiveram-me no Brasil durante 15 dias”. Tem graça! Sempre o imaginei a fumar charuto, emborcar uns Chivas, escrever baboseiras na BOLHA às terças-feiras, ou a caçar javalis. Pensava que por coincidência, próximo do Natal, escrevia uns calhamaços para se divertir, mas não. Fiquei a saber que o homem trabalha! Até viu por lá o Suécia x Portugal.
E continua: “Por falar em Brasil, é com grande apreensão e tristeza que tiro uma conclusão daquilo que vi no Rio, em Salvador e no Recife, nestes dias: em minha opinião (e oxalá me engane), o Brasil não está preparado para um Mundial daqui a sete meses. Não é só a questão dos estádios estarem ou não estarem prontos, e até acredito que, mal ou bem, estarão. É tudo o resto, essencial a nível de infra-estruturas: o trânsito, em qualquer das três cidades, é caótico a qualquer hora do dia; falar para o estrangeiro (para Portugal, pelo menos), enviar ou receber mensagens, continua o pesadelo de sempre; e levantar dinheiro nas caixas multibanco com um cartão estrangeiro é uma saga incompreensível”. Com todos estes problemas, não percebo o que o homem anda a fazer no Brasil, mas está bem. Quem corre por gosto não cansa.
Fiquei a saber o motivo do homem ter falhado o habitual vómito na BOLHA na semana do internamento do senhor Pinto da Costa. Quem diria! Qual satélites de comunicações com órbitras geoestacionárias, qual carapuça! Nem o pobre do Skype no hotel devia funcionar. “Falar para o estrangeiro é um problema”. Chutou o comentário para canto, foi o que foi. Porventura até terá escrito dois. Um para se “a coisa” corresse bem… e outro para se corresse mal. A “coisa” era o prognóstico do “incidente” no hospital, claro. Se corresse “bem”, como correu, não dava trabalho. Bate-chapas e tinta Robbialac! Se corresse mal, lá vinha um panegírico cheio de memórias boas, “as conquistas internacionais, as centenas de troféus ao longo dos 30 anos”, a hipocrisia feita sermão de paróquia, como todos os anos em Maio.
 
“No Brasil ainda, apanhei a transmissão em directo do jogo do FC Porto com o Nacional e constatei que no futebol a sorte também conta e muito como se viu, aliás, pela forma como Benfica e Sporting venceram os seus jogos deste fim-de-semana”. Afinal sempre existem comunicações, digo eu.
Esta semana escreve outro vómito no dia 3 de Dezembro) atingindo o apogeu. Finalmente o alibi para atacar o nosso clube tinha chegado. A caravana, recebida como se sabe com vistoso fogo-de-artifício ainda mal tinha acabado de regressar de Coimbra trazendo a bordo a cambada que trabalha em campo, massagistas, atletas, treinadores, médicos, e toda a estrutura, incluindo o Conselho de Administração, Órgãos Sociais e demais família (esta cheira a anúncio funerário, desculpem lá o cheiro a incenso). O homem abre outra Chivas, arregaça as mangas, mordisca um Havano e ala que se faz tarde, “agora é que vai ser descascar naqueles incompetentes”.
 
Ninguém ficou incólume. Perdão! Ficou um. Na terminologia do amigo Jorge do Porta19 todos levaram na testa o rótulo de Baronis excepto o Treinador. Só, triste e humilhado, no entender daquela eminência parda, “o menos culpado de tudo, a culpa é de quem o contratou”. As desculpas esfarrapadas de “quando aqui chegou já cá estavam todos” não colhem, digo eu. Quem chegou do Paços ou do Estoril, por certo foi com o conhecimento de Paulo Fonseca. Não nos atire areia para os olhos. Já basta o cheiro a charuto!
 
Então qual seria a solução que o pasquineiro apresenta? Fácil! Da cambada ia tudo embora. Direcção e treinador também. Perguntam os nossos amigos: E quem vem a seguir? Aqui é que a porca, torce o rabo. O homem fala vagamente, como perfil ideal, em dois nomes que já nos deixaram: Bobby Robson e Carlos Alberto Silva. Dos que andam neste rectângulo à beira-mar plantado, nem pensar “tem que vir alguém de fora”! Pergunta o macaco: Para treinar quem? A menos que esteja a pensar no regresso dos seus favoritos: Vieirinha, Paulo Costa, Candeias, Castro, Quaresma…
 
A terminar lá vem a cegarrega dos milhões do Passivo. “Apesar dos 70 milhões com a venda de Moutinho e James, o FC Porto, fechou as contas da época anterior apenas com 20 milhões de lucro, e no primeiro trimestre da nova época já acumulou 10 de prejuízo: isto não é sustentável”. Imaginem! Quando o conjunto dos dois circos da segunda circular (Clube+Sad) fecharam o ano com mais de mil milhões de Passivo, fiquei a saber que anda preocupado com uns tostões. Deixe-se de palhaçadas e vamos mas é ganhar ao Braga!
 
Até à próxima

domingo, 1 de dezembro de 2013

Muito nervo em equipa que se quer tranquila

Não há forma de atinar. Obrigado a vencer para ter a certeza de que iria terminar a 11º jornada na liderança da Liga Zon Sagres, o FC Porto não foi capaz de vencer em Coimbra e, uma vez mais, aliado a um mau resultado esteve uma exibição paupérrima. Pior, desta vez nem um ponto os Azuis e Brancos conquistaram, colocando um fim a 53 jogos consecutivos sem perder no principal escalão do futebol Português.
Em Coimbra, onde Paulo Fonseca foi feliz ao serviço do Paços de Ferreira, pois foi na cidade dos Estudantes que garantiu a ida ao play-off da Liga dos Campeões, o treinador do FC Porto viu a sua equipa a somar a primeira derrota na Liga, algo a que os adeptos dos Tricampeões Nacionais já não estavam habituados, pois era preciso recuar a 29 de Janeiro de 2012 para lembrar o último desaire.
Com isso, a liderança está em risco e o FC Porto pode terminar a 11ª jornada no terceiro lugar do Campeonato, sendo que para tal acontecer basta o Benfica vencer o Rio Ave em Vila do Conde e o Sporting fazer o mesmo na recepção ao Paços de Ferreira. Além disso, a onda de contestação é agora maior e os adeptos dos Dragões fizeram questão de através de cânticos demonstrar o desagrado para com os jogadores e o treinador
Nos últimos cinco jogos o FC Porto apenas venceu um (o Vitória de Guimarães para a Taça de Portugal) e em Coimbra, depois de um empate caseiro na com o Austria Wien para a Liga dos Campeões (nunca os Azuis e Brancos tinham ficado uma fase de grupos da Champions sem vencer em casa), o jogo esteve longe de correr de feição aos Tricampeões Nacionais na primeira parte.
Perante uma Académica coesa a defender e rigorosa nas saídas para o ataque, o FC Porto, apesar de contar com Quintero no 11 inicial, não conseguiu superiorizar-se durante os primeiros 45 minutos, sendo que a única verdadeira oportunidade de golo que dispôs foi travada por Ricardo, que defendeu um remate de Jackson Martínez.
O lance do Colombiano ocorreu aos 19 minutos e até ao final da primeira parte não houve mais Dragão no ataque. Pelo contrário, a Académica espevitou e aproveitando os já habituais brindes da defesa acabou por construir as oportunidades que a levaram à vantagem no marcador antes do intervalo.
Abdi, que viu Helton a negar-lhe o golo, foi o primeiro a colocar a defesa do FC Porto em respeito. Pouco depois, Marcelo Goiano passou a bola por cima do guarda-redes dos Azuis e Brancos e viu Mangala tirar, de cabeça, a bola perto da linha de golo.
Mas à terceira foi de vez e Fernando Alexandre, o melhor jogador em campo na primeira parte, inaugurou o marcador aparecendo ao segundo poste na marcação de um canto para aproveitar um lance mal ajuizado por Fernando para colocar a bola no fundo da baliza de Helton.
Até ao jogo com o FC Porto, os comandados de Sérgio Conceição apenas tinham marcado um golo nos jogos em casa para o Liga e o segundo tento da época dentro de portas dava uma vantagem que ao intervalo era justa, tendo em conta o futebol praticado e as oportunidades construídas ao longo da primeira parte.
Como se esperava, na segunda parte o FC Porto teve mais bola e a Académica passou a defender num bloco mais baixo, sabendo que com o passar do tempo a ansiedade dos Dragões iria aumentar e talvez com isso cometerem mais erros, ao mesmo tempo que os comandados de Sérgio Conceição sabiam que fisicamente era preciso saber gerir o esforço.
Com isso, a etapa complementar jogou-se maioritariamente dentro do meio-campo defensivo da Académica mas nem assim o resultado mudou para mal dos pecados de FC Porto e também de Paulo Fonseca, que viu Jackson Martínez a enviar uma bola à barra logo no começo da segunda parte e Mangala a falhar inacreditavelmente um golo quase feito, num lance em que Ricardo estava batido.
Mas neste jogo, ao FC Porto nunca foi visto arte nem engenho para tentar chegar pelo menos ao empate, apesar das duas oportunidades criadas. Sem criatividade, Paulo Fonseca surpreendeu ao tirar Quintero (o jogador com mais características para dar imprevisibilidade ao jogo dos Dragões) e colocar Licá, avançado que jogou como segundo ponta de lança mas que mal se viu em campo.
O tempo foi passando e a Académica ia levando a água ao seu moinho, até que aos 84 minutos João Capela decidiu assinalar uma grande penalidade por suposta falta de Halliche sobre Jackson Martínez. Mas sem Josué, o habitual marcador de penáltis que tinha sido substituído anteriormente por Carlos Eduardo (que tem jogado mas essencialmente na equipa B), Danilo foi chamado à conversão e viu Ricardo a negar-lhe o empate.
Estava visto que dificilmente o FC Porto ia conseguir, ao menos, levar um ponto de Coimbra. O cenário confirmou-se com o apito final do árbitro e o campeonato pode ter um novo líder após a 11ª jornada, pois se Benfica e Sporting vencerem os Dragões passarão para a terceira posição.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Josué

domingo, 31 de março de 2013

Nota Positiva no Exame de Coimbra

O FC Porto somou a sua oitava vitória consecutiva na história das deslocações a Coimbra para o Campeonato. Os Dragões derrotaram a Académica (0 x 3) Mangala, Danilo e Castro marcaram os golos do triunfo Portista.
O FC Porto entrou em campo com a ideia fixa de reduzir, à condição, a margem para o líder Benfica. O conjunto Portista sabia que apenas uma vitória interessava diante de uma aflita Académica, também ela, a precisar de pontos para fugir aos últimos lugares.
No jogo 100 (em todas as provas oficiais) de James Rodríguez com a camisola Azul e Branca, El Bandido teve a companhia de Izmaylov e Jackson Martínez no ataque. Quanto a João Moutinho voltou ao ser lugar no meio-campo, após dois jogos pela Selecção Nacional.
Na primeira parte, o FC Porto dominou como quis uma Académica sem ideias e apática. Os Dragões, sem pressionar muito, foram colecionando ocasiões de golo mas acabaram por ir a vencer para os balneários (apenas) por uma bola a zero.
Ao intervalo valia o golo de Eliaquim Mangala, aos 16 minutos. O Francês, mais forte e mais alto do que a defesa da Académica, foi ao 'segundo andar' cabecear para o fundo da baliza, após cruzamento perfeito de João Moutinho na direita do ataque.
Antes disso, o FC Porto viu ainda os ferros negarem-lhe mais golos. Aos 24', James bateu um livre mas a bola bateu no poste. Passados dois minutos, o mesmo James cruzou para Mangala levar a bola a 'beijar' os ferros.
Sem grande desgaste, os Bicampeões Nacionais passearam em Coimbra. De resto, a primeira (e única) jogada de real perigo do lado dos Estudantes, na primeira parte, aconteceu aos 41 minutos; Wilson Eduardo bateu com força, após mau corte de Otamendi na defesa, mas a bola foi à figura de Helton.
No regresso dos balneários... a mesma toada. O FC Porto a gerir e a segurar uma Académica que apareceu com outra atitude.
A equipa de Pedro Emanuel, com mais ilusão, tentou o golo mas seria o FC Porto a fazer o segundo, aos 52'; Lucho assistiu magistralmente Danilo e o defesa Brasileiro, de ângulo apertado, rematou a contar para o fundo da baliza de Ricardo.
A vencer por 0 x 2, o FC Porto podia ter feito o terceiro logo de seguida. Aos 55', Jackson Martínez falhou por milímetros a recepção de bola e perdeu tempo de remate e João Dias tirou o 'pão da boca' ao Cha Cha Cha.
Daí em diante, os 5 mil 832 espectadores que marcaram presença no Estádio Cidade de Coimbra viram o jogo cair na pouca intensidade que já tinha. O FC Porto não permitiu qualquer reacção à Académica no último quarto de hora e conseguiu mesmo ampliar a vantagem.
Aos 89 minutos, André Castro - que tinha entrado para o lugar de Defour - marcou num belo remate, de fora da área, de primeira. O menino formado nas escolas Portistas coloca a bola no fundo das redes sem hipóteses para Ricardo.
Os Bicampeões somaram, desta forma, a sua 18.ª vitória na Liga Portuguesa. Os Azuis e Brancos somam agora 60 pontos. Já a Académica continua com os mesmos 21 pontos. Os Estudantes continuam em zona de perigo na tabela mas fora dos lugares de descida.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Lucho Gonzalez

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Cantinho das Modalidades


Basquetebol

O FC Porto Ferpinta conquistou mo passado Domingo a sua 13ª Taça de Portugal, ao bater a Académica por 58 x 47, em Fafe. Este é o sétimo troféu dos Azuis e Brancos conquistado pelo Treinador Moncho López, no espaço de 26 meses. Nesta época, os Dragões participaram nas finais de todas as competições, tendo já três títulos: a Taça junta-se à Supertaça e à Taça Hugo dos Santos.

Os Dragões, que tinham sido eliminados da competição, na época passada, exactamente pela Académica, reconquistam um título erguido pela última vez em Março de 2010, no Entroncamento. Pelo caminho, nesta "final 8", ficaram Barreirense e Benfica, vergados pelo querer de um grupo de verdadeiros Campeões, que acumulam troféus. 

Greg Stempin, eleito MVP da final (16 pontos e dez ressaltos) merece destaque e personificou a ambição do grupo.

Andebol

O FC Porto Vitalis venceu no passado Sábado o Águas Santas por 29 x 27, em encontro da segunda jornada da fase final do Andebol 1. Com este resultado, os Dragões alargam para quatro pontos a vantagem sobre os perseguidores Benfica e Sporting. 

O encontro em que Ricardo Moreira foi o melhor marcador, com oito golos, disputou-se até aos instantes finais.

Hóquei em Patins

O FC Porto Império Bonança venceu no passado Sábado no terreno do Campeão Europeu Liceo da Corunha, por 3 x 2, em jogo da quinta jornada do grupo C da Liga Europeia. 

Os golos Portistas foram apontados por Reinaldo Ventura (2) e Caio. Com este resultado, os Dragões ficam com os mesmos nove pontos dos galegos e menos três do que os Italianos do Valdagno, que lideram.

Na última jornada, a 14 de Abril, os Azuis e Brancos estão obrigados a vencer em casa os Suíços do Genève (últimos do grupo, sem qualquer ponto), esperando que o Liceo não o faça em casa do Valdagno.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dragões passam no exame de Coimbra com nota satisfatória

Walter é uma espécie de jogador mal aproveitado no FC Porto, mas o avançado Brasileiro, titular pela primeira vez esta Temporada, abriu caminho para a vitória sobre a Académica, equipa que perdeu pela primeira vez em casa.

Com a ausência de Kléber, muitas foram as possibilidades avançadas para a sucessão deste na equipa titular. No entanto, num período complicado para o FC Porto porque não vencia para o Campeonato há duas jornadas, às quais se pode juntar a derrota a meio desta semana com o Zenit, Vítor Pereira optou pela solução mais simples e colocou o outro ponta-de-lança do plantel no 11, encontrando, assim, a solução para regressar aos triunfos.

Até aos 27 minutos, altura em que o atacante inaugurou o marcador, o jogo estava partido e a defesa dos Azuis e Brancos ia tendo algumas dificuldades para parar os atacantes da Briosa. Ainda assim, a equipa de Pedro Emanuel não tinha criado nenhuma oportunidade de golo e, aos poucos, os Dragões foram pegando no jogo, até que marcaram.

Hulk viu Walter na área e este, entre dois defesas, cabeceou para o fundo da baliza de Peiser, que sofreu o primeiro golo em casa esta temporada. Estava encontrado o caminho que iria levar à vitória, com a curiosidade do Bigorna ter repetido o feito da época passada, na altura frente ao Portimonense, de marcar na estreia como titular no Campeonato.

Em pouco mais de cinco minutos, o FC Porto marcou dois golos e praticamente sentenciou o jogo, com James Rodríguez, aos 33 minutos, a ampliar a vantagem para 0 x 2, tornando-se no melhor marcador dos Campeões Nacionais na primeira Liga.

A Académica tentou reagir, principalmente através de remates de fora da área, na segunda parte, mas Helton manteve as redes da baliza invioláveis e foi a equipa de Vítor Pereira que voltou a marcar.

Numa jogada simples, rápida e eficaz, Guarín só teve que encostar para o fundo da baliza da Académica e acabar de vez com as dúvidas quanto ao vencedor do jogo, se é que ainda as havia.

Com uma exibição segura, os Dragões regressaram aos triunfos num Estádio onde ainda ninguém tinha conseguido vencer, nem marcar golos até hoje. Com o 0 x 3, os Portistas apanham o Benfica no primeiro lugar, ambos somam 17 pontos, e descolam do SC Braga, que perdeu frente à União de Leiria.
Melhor em Campo: Hulk


Positivo: A destacar pela positiva está a atitude da Equipa Azul e Branca que neste jogo mostrou que quando quer sabe jogar á bola e derrotar os seus adversários. Hulk depois de alguns jogos mais fracos em termos exibicionais voltou a jogar de e para a equipa o que foi uma enorme mais valia neste jogo de Coimbra. Vítor Pereira não inventou e apostou finalmente no verdadeiro suplente de Kleber: Walter. e conseguiu alcançar uma vitória segura num campo difícil e finalmente Vítor Pereira mostrou alguma coragem ao ter tirado João Moutinho do campo quando este mostrou estar um pouco fatigado para continuar a jogar..

Negativo: Vítor Pereira fez quase tudo bem nesta partida.. O seu pecado foi de não conseguir resistir á tentação de inventar pois não entra na cabeça de ninguém que Belluschi entre para o lugar de Walter e o FC Porto passar a jogar com Djalma e Hulk (dois extremos) na posição mais avançada do Ataque Azul e Branco. A lamentar há também o facto de o Treinador dos Portistas ter demorado 11 jogos oficiais a perceber que o Walter serve para mais alguma coisa do que fazer nº no Plantel e Banco.