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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A ADoP Que Temos

Há dias um jornal desportivo trazia a notícia de um castigo ao Benfica porque um seu atleta (escuso-me de escrever o nome) não tinha indicado como é do regulamento anti doping a morada para eventual controlo.
 
Ainda me recordo que em Dezembro na véspera do jogo com o clube da treta tivemos a “visita” dos vampiros no Centro de Treinos do Olival. Mais tarde num Benfica x Sporting não me consta que tenha havido visitas. Fui então rever uma crónica que escrevi há cerca de ano e meio sobre essa cambada.
 
A WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) fechou-lhes o tasco! Refiro-me à retirada da acreditação para que o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem) continue a fazer as análises no seu laboratório. Agora as colheitas são enviadas para análise a Barcelona.
Conforme referi nesse texto o anterior responsável pelo laboratório, Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem) deixando o atual diretor da ADoP Dr. Rogério Jóia com a criança nos braços. Como a situação ainda se mantém tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino Presidente do COI, como também, pasme-se, do acima responsável Dr. Luís Horta que entretanto até lançou um livro HISTÓRIA DA LUTA CONTRA A DOPAGEM EM PORTUGAL 
 
A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro todos fomos surpreendidos pela imprensa brasileira anunciando que o Dr. Luís Horta se tinha demitido porque “as autoridades brasileiras querem medalhas, sejam elas limpas ou não”! Diz mais: que “o Comité Olímpico do país e o Ministério do Desporto suspenderam os controlos (fora de competição) ao chamado Grupo Alvo que integra 287 atletas de elite, 45 dias antes dos jogos”! Interessante opinião do Dr. Luís Horta que enquanto por aqui andava deixou o controlo à deriva. Na LIGA principal quando se lembravam de aparecer era dia de festa!
 
Só a título de exemplo publica-se a estatística dos exames efetuados à Primeira Liga nas épocas 2014/2015 e 2015/2016. Repare-se que o clube da treta que devia ser o mais controlado (por ser o primeiro classificado assim diz o Regulamento) foi na época 2014/15 menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting, e na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então na última temporada o controle verificado “fora de competição” passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sobretudo conhecendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! Vocês sabem de quem estou a falar. Eles fazem sempre a coisa pelo outro lado.
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Não tenho dúvidas que o Dr. Rogério Jóia apresenta credenciais para ser o titular do cargo. Esteve ligado a esta área por ter sido atleta federado e por ter o curso de Educação Física, foi ex-Advogado, Formador acreditado com CAP pelo IEFP pertencente à carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária onde foi Inspetor. Atualmente é também Professor Universitário de Direito na Universidade de Lisboa, estando colocado no Instituto Superior de Ciências e Políticas.
 
Em termos académicos, é licenciado em Direito, Pós Graduado em Direito Penal Económico e Europeu e em Ciências Jurídicas e Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses, com Dissertação em Direito, sendo atualmente doutorando no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Políticas Sociais e Investigador Integrado no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) – da Fundação de Ciência e Tecnologia.
 
Por tudo isto admira que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (mais uma falha do Secretário de Estado de então e do atual) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório. A quem interessará esta situação?
 
Como se recordam o motivo invocado para a WADA retirar a acreditação foi: a falta de técnicos; de equipamento adequado; e de falta de independência em relação à ADoP.
 
Para os mais interessados fica aqui a ligação para a notícia.
 
Pode ser que apareçam pela Luz um dia destes mas primeiro enviam um email…

domingo, 14 de agosto de 2016

Ponto final no sonho olímpico

Terminou o sonho olímpico de Portugal no Brasil. A seleção orientada por Rui Jorge foi eliminada «sem espinhas» pela Alemanha, por 0x4, numa partida em que ficaram evidentes as dificuldades de Rui Jorge em ter o melhor plantel nesta prova. Faltaram soluções, especialmente no meio-campo, para fazer frente a uma forte seleção alemã.
 
Foram quatro e até podiam ter sido mais. Um jogo pobre de Portugal que acabou por sair pela porta pequena de uma prova onde ainda conseguiu fazer sonhar os adeptos 
 
Rui Jorge surpreendeu ao deixar Gonçalo Paciência no banco apostando numa frente atacante com Carlos Mané e Agra, explorando a velocidade dos dois. E até foi Carlos Mané o primeiro a criar perigo logo nos primeiros segundos. Só que foi sol de pouca dura esse momento ofensivo português. Tal como fazem na política europeia, os alemães impuseram a sua lei, controlaram a bola e só pecaram na finalização.
 
Com um meio campo muito mais rápido e agressivo sobre a bola, a Alemanha foi controlando todos os momentos do jogo e as oportunidades iam-se sucedendo. Fosse pela boa exibição de Bruno Varela ou pelos falhanços (alguns deles a roçar o ridículo) dos avançados da germânicos Portugal ia continuando a sonhar com a chegada às meias-finais. Não passou de um sonho e, quando Sèrge Gnabry fez o primeiro golo alemão, percebeu-se que só mesmo um milagre podia evitar a eliminação portuguesa.
 
Portugal voltou a entrar bem no segundo tempo e Bruno Fernandes esteve perto de marcar num bom cruzamento de Fernando Fonseca. Durou pouco mais de 10 minutos a capacidade portuguesa de dividir o jogo com a Alemanha. Depois desse primeiros minutos, as questões físicas começaram a tornar-se um grande problema, especialmente no meio campo.
 
Novamente não foi uma surpresa quando quando surgiu o segundo golo alemão pelo central Matthias Ginter, na sequência de um canto. O golo deu ainda mais tranquilidade aos alemães que voltaram a desperdiçar várias oportunidades para matar sem sombra de dúvida a partida. Foi nos últimos 20 minutos que Portugal voltou a ter capacidade de atacar de forma continuada. Ainda que de forma muito consentida, a seleção portuguesa conseguiu criar alguns problemas à forte defesa adversária, mas foi traída por uma perda de bola de Tiago Silva no meio campo que permitiu aos alemães fazer o terceiro golo. Ainda houve tempo para o quarto golo já perto do fim.
 
Uma eliminação clara de Portugal frente a uma, senão mesmo a maior, candidata às medalhas nos Jogos Olímpicos.
 
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Bruno Varela

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Serviços (muito) mínimos

Argélia e Portugal mediram forças, esta tarde, no terceiro e último jogo desta fase de grupos. Com o passaporte para os quartos-de-final no bolso, a equipa das quinas assinou uma prestação muito aquém do que se esperava ter sido favas contadas. Com um empate a uma bola, a formação portuguesa terminou com sete pontos, no primeiro lugar do grupo. 
 
Com a passagem à próxima fase da competição garantida, Rui Jorge aproveitou para fazer algumas alterações ao onze titular. Os castigados Tobias Figueiredo e Sérgio Oliveira deram o lugar a Ilori e Francisco Ramos. Fernando Fonseca deu lugar a Paulo Henrique e Pité e Tiago Silva estrearam-se no onze inicial. No ataque, Gonçalo Paciência contou com a companhia de Carlos Mané, no lugar de Salvador Agra. 
 
Alterações e ajustes à parte, a exibição portuguesa ficou aquém do expectável: um ritmo lento, falta de criatividade e com pouca segurança no meio-campo. Perante a seleção que ocupava o último lugar no grupo, o que parecia ser favas contadas, tornou-se bem mais difícil do que o que se esperava.
 
Apesar de fraca prestação, foi mesmo Portugal a inaugurar o marcador, por intermédio de uma grande penalidade mal assinalada. Gonçalo Paciência não vacilou e fez o 1x0. A resposta chegou rapidamente, cerca de cinco minutos depois, Benkablia tirou Ilori do caminho e, com um grande remate, restabeleceu a igualdade. 
 
Se a atitude do conjunto português continuava demasiado passiva, os argelinos não desistiam de tentar passar para a frente do marcador, com mais velocidade sempre que a equipa saía para o ataque e a procurar criar oportunidades. Aqui, nota positiva para Bruno Varela que protagonizou intervenções decisivas. 
 
O reatamento trouxe uma consolidação da defesa da equipa das quinas frente a uma equipa argelina com um ritmo bem mais baixo. Notava-se uma ascensão portuguesa, mas continuava aquém daquilo que podia ter feito. A solidez da defesa dificultava as aventuras da Argélia no capítulo ofensivo, que começaram a ser cada vez menos. 
 
Com o andar do relógio, as duas equipas geriam o encontro, cada vez mais partido, sem grandes emoções para quem assistia. Nos últimos dez minutos, Carlos Mané teve uma boa oportunidade, depois de um mau atraso da defesa argelina, mas o guarda-redes chegou primeiro para agarrar o esférico.
 
Em cima do apito final, a Argélia desperdiçou uma oportunidade para fazer o 2x1, com uma bola por cima da baliza de Bruno Varela. Um empate que deu a Portugal, ainda assim, o primeiro lugar no Grupo D.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Pité

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A ADOP Continua de Rastos

Há cerca de 5 meses alertei para a situação. A WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) fechou-lhes mesmo o tasco! Refiro-me à retirada da acreditação para que o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem) continue a fazer as análises no seu laboratório. Agora as colheitas são enviadas para análise a Barcelona.
Conforme referido na crónica acima o anterior responsável pelo laboratório, Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem), e o atual diretor da ADOP Dr. Rogério Jóia ficou com a criança nos braços. Como a situação ainda se mantém tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino Presidente do COI, como também, pasme-se, do então responsável Dr. Luís Horta que, entretanto até lançou um livro HISTÓRIA DA LUTA CONTRA A DOPAGEM EM PORTUGAL
 
A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos fomos surpreendidos pela imprensa brasileira que anunciou a acusação/demissão do Dr. Luís Horta dizendo que “as autoridades brasileiras querem medalhas, sejam elas limpas ou não”! Diz mais que “o Comité Olímpico do país e o Ministério do Desporto suspenderam os controlos (fora de competição) no chamado Grupo Alvo que integra 287 atletas de elite, 45 dias antes dos jogos”! Interessante opinião do Dr. Luís Horta.
 
Só a título de exemplo publica-se a estatística dos exames efetuados à Primeira Liga nas épocas 2014/2015 e 2015/2016. Repare-se que o clube da treta que devia ser o mais controlado (por ser o primeiro classificado) foi na época 2014/15 menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting, e na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então na última temporada o controle verificado “fora de competição” passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sobretudo conhecendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! Vocês sabem de quem estou a falar. Eles fazem sempre a coisa pelo outro lado.
O Dr. Rogério Jóia apresenta credenciais para ser o titular do cargo. Esteve já ligado a esta área por ter sido atleta federado e por ser titular do curso de Educação Física, ex-Advogado, Formador acreditado com CAP pelo IEFP, pertencente à carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária onde foi Inspetor. Atualmente é também Professor Universitário de Direito na Universidade de Lisboa, estando colocado no Instituto Superior de Ciências e Políticas.
 
Em termos académicos, é licenciado em Direito, Pós Graduado em Direito Penal Económico e Europeu e em Ciências Jurídicas e Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses, com Dissertação em Direito, sendo atualmente doutorando no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Políticas Sociais e Investigador Integrado no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) – da Fundação de Ciência e Tecnologia. Uffa!
 
Por tudo isto admira que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (Instituto Português do Desporto e Juventude) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório. 
 
Até à próxima

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Quem tem Paciência tudo consegue

Portugal enfrentou as Honduras, esta noite, a contar para o segundo jogo da fase de grupos, dos Jogos Olímpicos. A Seleção Nacional Olímpica começou a perder logo no primeiro minuto, no entanto, Tobias Figueiredo e Gonçalo Paciência conseguiram dar a volta ao marcador, garantindo a vitória que coloca Portugal numa boa posição para garantir a passagem aos quartos-de-final. 
 
O relógio ainda nem tinha chegado ao primeiro minuto de jogo e a seleção das Honduras já estava na frente do marcador. Ricardo Esgaio não conseguiu o corte e Elis não desperdiçou a oportunidade para assinar o 1x0.
 
O golo abanou a formação portuguesa que, com um meio-campo que se começou por manifestar inseguro, sentia muitas dificuldades em construir jogo de trás. Em desvantagem, pertencia a Portugal a obrigação de arriscar e de procurar alternativas para desequilibrar a partida, apostando num futebol mais vertical, mais direto. 
 
A equipa das quinas respondia muito bem, aproveitando bem a inconsistência da defesa das Honduras. Era necessário arriscar e Tobias Figueiredo arriscou. Depois de um excelente cruzamento de Gonçalo Paciência, um cabeceamento de Tobias (21') estabeleceu a igualdade e relançou a partida.
 
Salvador Agra perdeu uma grande oportunidade para colocar Portugal em vantagem no marcador, ao contrário de Gonçalo Paciência que, com um grande remate, assinou o 2x1. 
 
Mesmo depois de ter entrado no jogo a perder, a equipa das quinas soube responder à altura e soube tirar partido das lacunas da equipa das Honduras, conseguindo tomar as rédeas do jogo e dar a volta ao marcador.
 
Pelo contrário, na segunda parte, assistiu-se a um jogo mais dividido. As Honduras entraram focadas em chegar ao empate, com Portugal a procurar mais conforto no marcador, e com algumas oportunidades para o fazer, que foram desperdiçadas.
 
Sem nunca dar o jogo por perdido, a seleção das Honduras procurou sempre o golo do empate. Choco Lozano teve uma boa oportunidade para marcar, mas cabeceou ao lado da baliza de Bruno Varela.
 
Portugal geria o resultado, trocando a bola, principalmente, na zona do meio-campo. A seleção das Honduras não desistia e apertou o cerco até ao último minuto. No entanto, Portugal conseguiu segurar o resultado até ao apito final, assinando uma vitória por 2x1.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Gonçalo Paciência

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Começar com Paciência

Portugal realizou, esta noite, o primeiro jogo da fase de grupos dos Jogos Olímpicos. A Seleção Nacional Olímpica defrontou a Argentina, num jogo que terminou com uma vitória portuguesa por 2x0.
 
A equipa das quinas entrou com uma postura excecional no encontro: a dominar, com um bom ritmo e a criar problemas à seleção argentina. Bruno Fernandes chegou mesmo a colocar o esférico no fundo das redes de Rulli, ainda nos primeiros cinco minutos, mas o jogador português estava ligeiramente adiantado. 
 
Com muito espaço para circular a bola, Portugal assumia as rédeas do jogo e superiorizava-se cada vez mais. Bruno Fernandes e Gonçalo Paciência perderam as melhores oportunidades para colocar a equipa das quinas na frente do marcador. 
 
Se a primeira meia hora pertenceu, sem qualquer dúvida, à formação portuguesa, o mesmo não aconteceu daí para a frente, até ao intervalo. Portugal baixou o ritmo, nomeadamente no meio-campo, acabando a equipa por se deixar adormecer... 
 
Contrariamente, a Argentina soube aproveitar bem a desconcentração lusa para tomar conta do sentido do jogo, criando perigo à baliza de Bruno Varela. Foi também por cima que a formação da América do Sul entrou no segundo tempo, com Correa muito perto de marcar, com uma bola à trave.
 
O meio-campo português melhorou e com isso trouxe mais segurança à formação lusa. O jogo pedia golos e Portugal, depois de muito ameaçar, conseguiu inaugurar o marcador por Gonçalo Paciência. A insegurança voltou a cair para o lado da equipa argentina, que concedia cada vez mais espaço para os portugueses jogarem. 
 
A entrada de Pavón apertou o cerco à defesa portuguesa. No entanto, o atrevimento de Pité e uma falha monumental de Rulli – que deixou a bola passar por entre as pernas - mataram o encontro, com 2x0 no marcador. 

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Bruno Fernandes

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Olimpismo da Treta

Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com a realização de competições. Porém, foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, de forma organizada e com participação de atletas de várias cidades-estado.
Atletas gregos reuniam-se na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis nas suas cidades e ganhavam uma coroa de louros.

Além da religiosidade, os gregos procuravam através dos Jogos Olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostra também a importância que os gregos davam aos desportos e a manutenção de um corpo saudável.

No ano 1896 os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, com a presença de 285 atletas de 13 países, disputaram provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.

Depois de algumas interrupções motivadas por guerras ou outros acontecimentos políticos, os Jogos deste ano ocorrerão na cidade do Rio de Janeiro. A bandeira olímpica é formada por cinco anéis de cores diferentes (azul, vermelho, preto, amarelo e verde) entrelaçados e localizados no centro da bandeira. Esta bandeira representa a universalidade do olimpismo (espírito olímpico, ética desportiva, e união através desporto). In Wikipedia
Eis senão quando rebenta o escândalo. A AMA (Agência Mundial de Antidopagem) apresenta um relatório que põe à vista um programa russo de dopagem com apoio estatal que obriga o COI (Comité Olímpico Internacional) a não aceitar a inscrição para qualquer modalidade de qualquer atleta da federação russa nos Jogos Olímpicos do Rio.
Os pasquins desportivos cá do burgo (nomeadamente o Rascord) transcrevem notícias do jornal The New York Times que publica revelações sobre como análises positivas de atletas russos eram trocadas por resultados limpos, com a colaboração dos serviços secretos do país.
Teve muito menor impacto a frustração de Rui Jorge ao ver serem-lhe negadas pelos clubes as dispensas dos atletas selecionados para a representação de Portugal nos jogos. Aqui há, pelo menos uma explicação lógica. Os atletas pertencem aos clubes, melhor dizendo às Sad. São eles que os formam e pagam os salários, e não estão dispostos a ficarem sem os jogadores numa fase crucial da sua preparação para a nova época que se avizinha. É altura das Federações, nomeadamente a FPF, onde os milhões abundam, se convencerem que o “tempo do arroz de quinze” já acabou e os “amadores” do senhor Coubertin também.

Até à próxima

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Eis os Jogos Olímpicos!

Portugal empatou com a Suécia a um golo, conseguiu os cinco pontos e venceu o grupo B do Europeu de sub-21. Gonçalo Paciência veio do banco para resolver a falta de eficácia e, momentaneamente, deu alegria à Itália, só que, a um minuto dos 90, Tibbling demonstrou que o banco Sueco também é frutífero e empatou. Portugal conseguiu o apuramento para os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e o primeiro lugar no grupo B, que significa duelo contra a Alemanha.
 
Rui Jorge tinha-o garantido e foi exactamente com isso na cabeça que os jogadores entraram em campo. Intensos, com boa rotação e a querer marcar cedo para não terem que fazer contas: o empate chegava, mas era perigoso.
 
Ao fim de um quarto de hora, já tinham sido três os lances de perigo por parte dos Lusos, o melhor deles por William Carvalho, qual ponta de lança a entrar na área após tabela com Ricardo Pereira e a tentar contornar o guardião para marcar. Aí, já foi um claro médio defensivo, não conseguindo o melhor movimento e acabando por se atrapalhar com a finta.
 
Mas era Portugal quem estava melhor. A Suécia, de linhas recuadas, procurava as bolas em profundidade nas costas da defesa Portuguesa, só que esse sector mostrou excelente coordenação, deixando várias vezes o adversário em posição irregular.
 
Depois de meia hora de jogo, a tendência equilibrou-se. Por essa altura, já se sabia que a Itália ganhava por 2 x 0 à Inglaterra, um resultado que servia a Portugueses e Suecos. Contudo, esta fase coincidiu com o período de maior intranquilidade Portuguesa.
 
Primeiro, porque os Suecos, a meio do terreno, passaram a entender melhor os movimentos Lusos, intercetando muitos passes. Depois, porque Ilori se lesionou e obrigou a uma mudança num sector delicado - valeu a entrada serena e confiante de Tobias Figueiredo.
 
A segunda parte trouxe mais serenidade ao jogo. Não a Portugal, no início, que permitiu lances aéreos perigosos aos Suecos. Mas o relógio ajudou, bem como a conjugação de resultados.
 
Bernardo Silva ia sendo, uma vez mais, o que mais procurava os desequilíbrios, se bem que nem sempre com as melhores decisões. Rui Jorge, tal como nos jogos anteriores, lançou Gonçalo Paciência e inverteu o esquema, o que ajudou.
 
Frente a uma Suécia que, com o passar do tempo, jogava cada vez mais para a igualdade, Portugal cresceu no desafio em 4x2x3x1, se bem que também de forma contida. É que a Itália passava aos 3 x 0 e o empate neste desafio dava os dois principais objectivos: Jogos Olímpicos de 2016 e primeiro lugar do grupo.
 
De repente, golos. Gonçalo Paciência trabalhou muito bem e fez o 1 x 0 aos 82 minutos. Festejou-se no banco Luso e também na comitiva Italiana, a jogar noutro lugar, mas a ver um resultado que a apurava. Só que a Suécia não sucumbiu e haveria de empatar perto do apito final por Simon Tibbling, também ele vindo do banco. No fim, festa de ambos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Iuri Medeiros

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
O ponta-direita Wesley Freitas foi convocado para representar a selecção Brasileira no Torneio Internacional das Quatro Nações, que se disputa no Brasil entre 25 de Outubro e 2 de Novembro. A competição serve de preparação para a participação da equipa Sul-americana no Campeonato do Mundo que se realiza no Catar, entre 15 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2015.
 
Internacional Brasileiro desde o escalão de cadetes – já passou pelos juvenis, juniores e seniores –, Wesley Freitas chegou esta temporada ao FC Porto, após representar o Taubaté, de São Paulo. No último Pan-Americano de selecções, disputado em Junho, no Uruguai, o jogador foi o melhor marcador Brasileiro (29 golos) e quarto na competição, conquistada pela Argentina.
 
Já no Andebol 1, o FC Porto conseguiu superiorizar-se ao Águas Santas no Dragão Caixa com o score final de 24 x 23 numa partida a contar para a 4-ª Jornada da Competição. Com este resultado, os Dragões somam quatro vitórias em quatro jogos e mantêm-se assim na liderança do Andebol 1, com 12 pontos, a par do Sporting, igualmente só com triunfos.
 
Hóquei em Patins
 
Sem Edo Bosch (à espera do resultado do recurso do castigo de 15 jogos de suspensão), Reinaldo Ventura e Jorge Silva (a cumprir o primeiro de dois jogos de castigo), indisponíveis após a final da Taça de Portugal da época passada, o FC Porto Fidelidade entrou em campo com uma outra figura: Rafa, ex-Valongo, iniciou da melhor maneira o seu regresso ao Dragão Caixa - já havia sido atleta do FC Porto -, com um hattrick (6m, 7m e 13m), tornando-se na figura maior da primeira metade do desafio.
 
Os Dragões fizeram sete golos numa primeira parte de sentido único, contando para isso com a pontaria afinada de Pedro Moreira (dois golos), Vítor Hugo e Caio. A formação que veio dos Açores pouco incomodou Nélson Filipe, reduzido a espectador do vendaval ofensivo com que os Portistas brindaram o adversário.
 
A segunda metade foi disputada a um ritmo mais lento, que deu inclusivamente para o regresso de Tiago Sousa (que já foi guarda-redes do FC Porto) à baliza dos Dragões. Vítor Hugo marcou mais um golo aos 28 minutos, com Edgar Pereira (33m) a reduzir para o Candelária e a fazer o resultado que se viria a verificar até ao minuto final.
 
Foi aí que Vítor Hugo completou o seu hattrick e Caio aumentou a contabilidade pessoal para dois golos, e fixou o resultado nos 10 x 1 que a partida chegou ao final. O próximo encontro dos comandados de Tó Neves é contra os Tigres, a 11 de Outubro, pelas 18H, no Pavilhão Municipal Alfredo Bento Calado, em Almeirim.

domingo, 13 de julho de 2014

Lá como cá

O Mundial Brasil 2014 está quase a terminar e penso que existem ilações que todos deveríamos retirar em vez de darmos força e corpo aos odiozinhos pessoais que tem ganho uma força tremenda na Nação Azul e Branca nos últimos tempos.
 
É um facto incontornável que tanto Scolari como Paulo Bento são donos de uma postura tal que tem inimigos em quase todos os lados e é nesta altura complicada que todos saem da sua toca para os trucidar.
Não estou aqui a defender Scolari e Bento. Pelo contrário são duas personagens pelas quais não sinto simpatia alguma e muito menos acho que os deva defender seja de que maneira for. O que está em causa é o facto de muita gente do Planeta Azul e Branco entrar numa de “cascar” nos dois, “obedecendo assim ao Dono”, em vez de olhar para o que realmente está a falhar na Selecção do Brasil e Portugal.
 
Senão vejamos; tanto uma Equipa como a outra tem Jogadores de Classe Mundial que à sua maneira fazem a diferença pela positiva. A Escrete tem Neymar e a Selecção das Quinas tem Cristiano Ronaldo por exemplo. Mas a mabas falta-lhe entrosamento e renovação de ceer5tos sectores. A ambas faltou-lhes, e falta, entrosamento e um fio condutor que faça delas uma equipa no verdadeiro sentido do termo.
E como se conseguir este entrosamento? Dando continuidade ao que se vai fazendo desde as camadas jovens. Tanto em Portugal como no Brasil todos os escalões de formação seguem um esquema táctico e uma forma de jogar que cria raízes em várias gerações de Jogadores. É isto que a actual Alemanha tem feito, a Holanda também e a Inglaterra optou agora por fazer o mesmo.
 
Ora então o que falhou na Canarinha e na Portuguesa? Tudo! Dizer que os culpados dos descalabros Luso e Brasileiro foram os seus Treinadores é o mesmo que ser-se obtuso e demonstrar não perceber absolutamente nada de futebol. 
 
Tudo falhou e há que apurar responsabilidades junto de todos os corpos directivos e Técnicos das respectivas Federações em vez de se entrar na individualização do insucesso porque se formos por este caminho o problema vai-se manter mesmo que à frente das respectivas Selecções se coloquem Treinadores de Classe Mundial como José Mourinho e Pep Guardiola.
 
Lá como cá o problema é complexo e é preciso que, com caracter de urgência, se faça alguma coisa com racionalidade e não com a emotividade irracional que é marca registada dos Latinos.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Crónicas de Maldizer

Escreveu MST na BOLHA dia 26 Novembro:
 
“Razões de trabalho mantiveram-me no Brasil durante 15 dias”. Tem graça! Sempre o imaginei a fumar charuto, emborcar uns Chivas, escrever baboseiras na BOLHA às terças-feiras, ou a caçar javalis. Pensava que por coincidência, próximo do Natal, escrevia uns calhamaços para se divertir, mas não. Fiquei a saber que o homem trabalha! Até viu por lá o Suécia x Portugal.
E continua: “Por falar em Brasil, é com grande apreensão e tristeza que tiro uma conclusão daquilo que vi no Rio, em Salvador e no Recife, nestes dias: em minha opinião (e oxalá me engane), o Brasil não está preparado para um Mundial daqui a sete meses. Não é só a questão dos estádios estarem ou não estarem prontos, e até acredito que, mal ou bem, estarão. É tudo o resto, essencial a nível de infra-estruturas: o trânsito, em qualquer das três cidades, é caótico a qualquer hora do dia; falar para o estrangeiro (para Portugal, pelo menos), enviar ou receber mensagens, continua o pesadelo de sempre; e levantar dinheiro nas caixas multibanco com um cartão estrangeiro é uma saga incompreensível”. Com todos estes problemas, não percebo o que o homem anda a fazer no Brasil, mas está bem. Quem corre por gosto não cansa.
Fiquei a saber o motivo do homem ter falhado o habitual vómito na BOLHA na semana do internamento do senhor Pinto da Costa. Quem diria! Qual satélites de comunicações com órbitras geoestacionárias, qual carapuça! Nem o pobre do Skype no hotel devia funcionar. “Falar para o estrangeiro é um problema”. Chutou o comentário para canto, foi o que foi. Porventura até terá escrito dois. Um para se “a coisa” corresse bem… e outro para se corresse mal. A “coisa” era o prognóstico do “incidente” no hospital, claro. Se corresse “bem”, como correu, não dava trabalho. Bate-chapas e tinta Robbialac! Se corresse mal, lá vinha um panegírico cheio de memórias boas, “as conquistas internacionais, as centenas de troféus ao longo dos 30 anos”, a hipocrisia feita sermão de paróquia, como todos os anos em Maio.
 
“No Brasil ainda, apanhei a transmissão em directo do jogo do FC Porto com o Nacional e constatei que no futebol a sorte também conta e muito como se viu, aliás, pela forma como Benfica e Sporting venceram os seus jogos deste fim-de-semana”. Afinal sempre existem comunicações, digo eu.
Esta semana escreve outro vómito no dia 3 de Dezembro) atingindo o apogeu. Finalmente o alibi para atacar o nosso clube tinha chegado. A caravana, recebida como se sabe com vistoso fogo-de-artifício ainda mal tinha acabado de regressar de Coimbra trazendo a bordo a cambada que trabalha em campo, massagistas, atletas, treinadores, médicos, e toda a estrutura, incluindo o Conselho de Administração, Órgãos Sociais e demais família (esta cheira a anúncio funerário, desculpem lá o cheiro a incenso). O homem abre outra Chivas, arregaça as mangas, mordisca um Havano e ala que se faz tarde, “agora é que vai ser descascar naqueles incompetentes”.
 
Ninguém ficou incólume. Perdão! Ficou um. Na terminologia do amigo Jorge do Porta19 todos levaram na testa o rótulo de Baronis excepto o Treinador. Só, triste e humilhado, no entender daquela eminência parda, “o menos culpado de tudo, a culpa é de quem o contratou”. As desculpas esfarrapadas de “quando aqui chegou já cá estavam todos” não colhem, digo eu. Quem chegou do Paços ou do Estoril, por certo foi com o conhecimento de Paulo Fonseca. Não nos atire areia para os olhos. Já basta o cheiro a charuto!
 
Então qual seria a solução que o pasquineiro apresenta? Fácil! Da cambada ia tudo embora. Direcção e treinador também. Perguntam os nossos amigos: E quem vem a seguir? Aqui é que a porca, torce o rabo. O homem fala vagamente, como perfil ideal, em dois nomes que já nos deixaram: Bobby Robson e Carlos Alberto Silva. Dos que andam neste rectângulo à beira-mar plantado, nem pensar “tem que vir alguém de fora”! Pergunta o macaco: Para treinar quem? A menos que esteja a pensar no regresso dos seus favoritos: Vieirinha, Paulo Costa, Candeias, Castro, Quaresma…
 
A terminar lá vem a cegarrega dos milhões do Passivo. “Apesar dos 70 milhões com a venda de Moutinho e James, o FC Porto, fechou as contas da época anterior apenas com 20 milhões de lucro, e no primeiro trimestre da nova época já acumulou 10 de prejuízo: isto não é sustentável”. Imaginem! Quando o conjunto dos dois circos da segunda circular (Clube+Sad) fecharam o ano com mais de mil milhões de Passivo, fiquei a saber que anda preocupado com uns tostões. Deixe-se de palhaçadas e vamos mas é ganhar ao Braga!
 
Até à próxima

sábado, 16 de novembro de 2013

A meio caminho do Brasil

Cristiano Ronaldo tem sido um dos jogadores mais falados no momento e vai continuar a sê-lo, pelo menos, até à próxima terça-feira, dia em que Portugal e a Suécia se vão defrontar pela segunda vez neste play-off de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014.
 
O capitão da Selecção Portuguesa, aos 82 minutos, marcou o golo que garantiu a vitória sobre a Suécia por 1 x 0 e que coloca Portugal em vantagem para o encontro da segunda mão, numa magra vantagem que faz lembrar o primeiro dos três play-offs consecutivos que a turma Portuguesa disputa, quando em 2010, também no Estádio da Luz, venceu a Bósnia-Herzegovina pela margem mínima.
 
Apoiado por um público entusiasta e que nunca virou costas aos jogadores, Portugal alcançou um resultado importante, naquela que foi a primeira vez que derrotou a Suécia em solo Luso. Os Portugueses conseguiram colocar-se em vantagem na eliminatória, que até podia ser por mais que um golo se Cristiano Ronaldo não tivesse cabeceado à barra aos 86 minutos, e não sofreram golos, o que é um bom prenúncio para o jogo fora de casa.
 
Como lhe competia, Portugal começou por ter mais posse de bola e graças a isso criou a primeira oportunidade de golo, com Raul Meireles a assistir João Moutinho e este, após ter passado pelo guarda-redes, a rematar à malha lateral. Estavam decorridos cinco minutos e o jogo parecia iniciar bem para as cores nacionais. No entanto, a resposta Sueca não demorou e surgiu pelo pé de Johan Elmander, que após aparecer entre os centrais viu o esférico passar a centímetros do poste de Rui Patrício depois de uma assistência de Mikael Lustig.
 
Passado o perigo Sueco, a toada do encontro manteve-se. A Selecção Portuguesa passou mais tempo com a bola nos pés mas foram os Nórdicos que estiveram mais perto de marcar. Primeiro foi Rui Patrício a defender um remate perigoso de Sebastian Larsson e pouco depois Kim Kallstrom, através da conversão de um livre, ficou a ver a bola passar perto da baliza de Portugal.
 
Os comandados de Paulo Bento sentiam imensas dificuldades para ultrapassarem o obstáculo defensivo da Suécia e por isso passaram a um plano B. Apostando nos passes longos sempre pelo lado esquerdo do ataque, primeiro para Cristiano Ronaldo e posteriormente para Fábio Coentrão, os jogadores Portugueses tentaram aproximar-se da baliza à guarda de Andreas Isaksson.
 
Todavia, o melhor que conseguiram foi ganhar pontapés de cantos, através dos quais raramente criaram um perigo real. O melhor foi mesmo um cabeceamento de Cristiano Ronaldo após saltar mais alto do que os adversários. Além do lance do capitão, Portugal ainda chegou perto da baliza da Suécia por mais duas vezes, embora sem criar sustos. João Pereira cruzou para Hélder Postiga, que não conseguiu chegar primeiro do que Isaksson à bola, e Pepe, após assistência de Miguel Veloso, cabeceou para as mãos do guarda-redes adversário.
 
Ao intervalo, a verdade é que Portugal tinha mais posse de bola, mas os lances de maior perigo pertenciam à Suécia, que desde o primeiro minuto se mostrou agradada com a hipótese de levar um empate do Estádio da Luz para a segunda mão. A demora nas reposições de bola desde o apito inicial do árbitro indiciava isso mesmo.
 
Tal como na primeira parte, Portugal entrou bem no jogo, mas desta vez conseguiu manter o registo ofensivo e deixar a Suécia afastada da baliza de Rui Patrício durante quase toda a etapa complementar, se bem que os Nórdicos estavam claramente mais preocupados em manterem-se organizados e coesos defensivamente do que em chegar à frente do marcador.
 
Colocando intensidade em todos os lances que disputavam, os jogadores Lusos tentaram desde logo chegar ao golo da vantagem no jogo e na eliminatória. Porém, nem sempre o fizeram da melhor maneira. O primeiro foi Hélder Postiga, que à meia volta, ainda de fora da área rematou à meia volta mas por cima. Pouco depois, assistiu-se a uma enorme confusão na área Sueca, na qual faltou sorte a Postiga para colocar a bola no fundo do marcador.
 
Portugal continuou a mandar claramente no encontro e a aproximar-se da área adversária. Nani, novamente uns furos abaixo daquilo que pode fazer e que já exibiu com a camisola da Selecção, tentou servir Hélder Postiga, que entre dois defesas não conseguiu o desvio, e pouco depois o mesmo avançado do Valencia, na sequência de um canto (nesse capítulo Portugal deu goleada), cabeceou ao primeiro poste por cima.
 
Tudo isto aconteceu durante os primeiros 20 minutos da segunda parte, sendo que nessa altura Paulo Bento decidiu trocar Hélder Postiga por Hugo Almeida, naquela que foi a primeira substituição do jogo. No entanto, por mais trocas que o Selecionador fizesse parecia destino que o jogo teria que ser decidido por...Cristiano Ronaldo.
 
A haver uma Selecção vencedora no encontro teria que ser Portugal, a única que quis verdadeiramente chegar à vitória na Luz. E a haver um marcador teria que ser Cristiano Ronaldo, o jogador de quem todos falam e que disse «presente» quando a Selecção mais precisava.
 
Aos 82 minutos, o capitão da Selecção Portuguesa cabeceou no coração da área após cruzamento de Miguel Veloso e colocou Portugal a vencer por 1 x 0, num golo que pode ser decisivo no apuramento para o Campeonato do Mundo de 2014. Portugal até podia ir para a Suécia, para o encontro da segunda mão, com uma vantagem mais dilatada mas, quatro minutos após ter facturado, Cristiano Ronaldo cabeceou à barra.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Pepe

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Bateu-se a pala ao Sargentão

Noite de festa Luso-brasileira em Boston, nos Estados Unidos, que terminou com triunfo «Canarinho» por 3 x 1. Portugal até esteve a vencer mas acabou por sucumbir ao poderio do futebol Brasileiro.
 
Assim que A Portuguesa e o Hino Nacional Brasileiro entoaram os primeiros acordes para a multidão no Gillette Stadium percebeu-se que o encontro, embora particular, transcendia largamente essa condição. Os 62 mil adeptos que pintaram de amarelo, vermelho e verde as bancadas do impressionante palco Norte-americano cantaram os sons em forma de orgulho nacional e a língua Portuguesa tomou conta da noite de terça-feira em Foxboro, nos arredores de Boston.
 
A ausência de Cristiano Ronaldo foi notada, logicamente, sobretudo nas horas que antecederam o início do jogo. Os adeptos – Portugueses e Brasileiros – lamentaram o facto que, no entanto, seria relativizado com a entrada em cena dos protagonistas presentes dos dois lados da contenda; Neymar, pois claro, foi o mais ovacionado e a «estrela» do FC Barcelona trataria de retribuir com um golo sensacional, aos 34 minutos.
 
Nesse minuto, quando o «camisa dez» da «Canarinha» ensaiou um solo perfeito entre vários jogadores Lusos que terminou com um remate imbatível para Rui Patrício dentro da área, o Brasil virava o marcador que tinha começado por lhe ser desfavorável; era também o momento em que o Pentacampeão Mundial pegava no jogo depois de meia hora de domínio repartido.
 
No filme que antecedeu o acto individual de Neymar, Portugal mostrou-se à altura do desafio, mesmo sem a estrela maior Cristiano Ronaldo, que foi substituído por Nani no onze inicial. Antes de chegar à vantagem, Nélson Oliveira - a segunda novidade no onze de Paulo Bento – proporcionou o primeiro grande momento de futebol da noite, ao rematar ao poste na sequência de um lance acrobático.
 
Depois, o brinde de Maicon, aos 18 minutos. Na tentativa de atrasar a bola para Júlio César, de cabeça, o lateral deixou Raúl Meireles na cara do guardião do QPR e o médio Luso agradeceu o presente e instalou a festa Portuguesa no Gillette Stadium.
 
Uma festa que durou seis minutos, até que Thiago Silva usou o físico para se impor no espaço aéreo e igualar a partida (24’) com um golpe de cabeça imponente. Tudo igual, mas o Brasil ameaçava crescer; e cresceu, ainda que Nani tenha tido na cabeça (32’) o golo para nova vantagem Portuguesa, na finalização de uma grande jogada colectiva que envolveu Moutinho e Vieirinha.
 
Pouco depois chegou o show de Neymar (que joga a um ritmo alucinante) e o jogo caía em definitivo para o lado amarelo da questão. Entre os 35 e os 40 minutos foi um «salve-se quem puder» na (des)organização defensiva de Portugal, literalmente atropelada pela avalanche «Canarinha», que em três momentos esteve muito perto de fazer o 3 x 1.
 
O que não chegou antes do intervalo acabou por vir logo no início da segunda parte. Com Neto ainda a ambientar-se (tinha entrado para o lugar de Pepe), Neymar e Maxwell fabricaram a jogada pelo flanco esquerdo e Jô finalizou à «boca» da baliza. Portugal sofria o canto do cisne em Boston e o que sobrou do jogo viveu da preocupação Portuguesa em não piorar os números do desaire. O Brasil apresentou mais futebol, mais soluções e venceu bem.
 
Nota final para Luiz Felipe Scolari, o homem que reencontrou Portugal e que no terceiro duelo pessoal entre Lusos e Brasileiros voltou a sorrir, depois de ter vencido os dois encontros enquanto selecionador Português.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Raul Meireles

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pensamento da Semana: Bernard? Não obrigado.

Nunca colo “rótulos” aos Jogadores que reforçam o Futebol Clube do Porto. Quero e tento sempre dar o benefício da dúvida aos Jogadores que assinam pelo Clube Azul e Branco.

Agora não “como palha” e sei distinguir uma “notícia plantada” pelo Agente do Atleta X ou Y para pressionar algum Clube que esteja interessado na compra do passe do Jogador.
 
Foi precisamente isto que aconteceu com o jovem Brasileiro Bernard. O Shakhtar da Ucrânia desde cedo mostrou o seu interesse em contratar o Atleta, hesitou um pouco talvez devido a problema de fundos e então a jogada do Empresário do Jogador foi a de “colar” o nome do FC Porto à lista de possíveis interessados no Bernard até porque é sabido que os Dragões têm o bom hábito de apostar em Jogadores jovens com uma grande margem de progressão.
 
Como tal não se entende o porquê de tanto adepto Portista cair no logro. Logro este que já tem barbas e só não vê tal coisa quem não quer ver. E a cegueira fica ainda pior quando se trata de um Jogador que de quando em vez joga pela Selecção Brasileira. Chega a ser doentio e coloca-se injustamente em xeque o bom nome do Futebol Clube do Porto, clube que quando está realmente interessado num Jogador consegue sempre contratar os seus serviços.
 
E para mais quem precisa do Bernard quando conta no seu Plantel com Jogadores “raçudos” que dão tudo pela equipa como são o caso de Silvestre Varela e Licá? Quem precisa de Jogadores que tem estatuto de titulares indiscutíveis à custa do inflacionado valor da sua transferência quando se pode contar com Jogadores que fazem a diferença quando é preciso e cujo valor dos passes é 20 vezes mais barato que o do Bernard?
 
È por isto que eu digo que Bernard não muito obrigado. Que seja muito feliz em Donetsk.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

¡¡Hala Madrid!!: ¿Por qué no te callas?

Se há coisa que mais me incomoda é ver um Jogador achar-se o maior do burgo. E mais incomodado fico quando vejo um Jogador da formação a fazer tão triste e caricata figurinha. 
 
Penso que o Jogador de futebol é um profissional que acima de tudo deve procurar sempre honrar a sua entidade patronal sem deixar de lado a sua carreira profissional. Naturalmente que longe vai o tempo em que se jogava por amor á camisola mas isto não implica que os Jogadores possam ter o direito de pressionar Treinadores e Dirigentes do Clube em que trabalham. È anti ético e apenas prejudica a imagem de um Profissional da bola. 
 
Vem isto tudo a respeito da conduta de Jesé Rodríguez Ruiz, Jogador de la Fábrica do real Madrid CF. Nos últimos tempos o ainda muito jovem (tem 20 anos de idade) Jogador dos Merengues tem feito uma tremenda birra para fazer parte do plantel principal da equipa Blanca. Obviamente que o Treinador da equipa B dos Blancos não é alheio a tudo isto ou não fosse este um dos principais interessados na saída de mourinho (saída que acabou por acontecer infelizmente). 
 
Inclusive Jesé já chegou mesmo a ameaçar com uma possível saída de Madrid para poder jogar com mais regularidade na equipa principal. Portanto das duas uma; ou o Espanhol tem tiques de vedetismo e deve pouco á inteligência ou então está a ser muito mal aconselhado pelo seu empresário. 
 
Isto porque ainda está para vir o Jogador com 20 anos de idade que tenha “espaço garantido” nas grandes equipas europeias. Isto a não ser que tenham muita sorte e uma qualquer conjugação sobrenatural de acontecimentos o coloquem á frente de Jogadores mais velhos e mais proveitosos para qualquer equipa sénior.
 
Tomemos como exemplo um Jogador jovem que me agradou ver jogar no Mundial de Sub. 20 da Colômbia e na Taça das Confederações do Brasil. 
 
Óscar sagrou-se Campeão do Mundo ao serviço do Brasil no Mundial da Colômbia, saiu das terras de Vera Cruz para Inglaterra para jogar no Chelsea mas ainda está longe de ser um dos indiscutíveis da equipa Londrina. Óscar joga de quando em vez e vai dando nas vistas num e noutro jogo, esforça-se para poder jogar com mais regularidade mas está longe de ser o tal titular que Jesé exige ser. E estamos a falar de um Campeão do Mundo que venceu recentemente a Taça das Confederações ao serviço da Canarinha.
 
Por isto deixo aqui o meu conselho a Jesé: cala-te, cresce, aprende, evolui, trabalha muito e depois, mas só mesmo muito depois poderás abrir a boca para reclamar um lugar na equipa principal do Real Madrid CF. E já agora Jesé, jogar num Mundial de Sub. 20 ou na equipa B do real Madrid CF é muito diferente, mas mesmo muito diferente de jogar ao mais alto nível.
 
Cresce puto e deixa de fazer birras.

domingo, 30 de junho de 2013

Brasil x Espanha – Final da taça das Confederações- Antevisão (parte 2)

Organização ofensiva
Brasil tenta jogar um futebol apoiado, explorando muito os flancos, com bastante largura com as constantes subidas de Dani Alves e Marcelo, descurando um pouco a criação a meio, onde por vezes o ataque brasileiro encrava, por os dois médios defensivos nem sempre se darem para o jogo em termos de construção, por optarem por passes menos arriscados.
Oscar tem estado apagado ao longo da competição por sentir que a sua liberdade é menor para que Neymar possa percorrer todo o ataque, tendo dificuldades Oscar em saber que terrenos pode pisar.
Organização defensiva
 
Uma equipa robusta do ponto de vista físico, pela dupla de centrais, e mesmo pela dupla de “volantes” e ainda Hulk na frente que ajuda nas tarefas defensivas.
 
Uma defesa muito rápida que gosta de jogar no 1x1 por se sentir cómoda nos duelos com os rivais.
 
A equipa defende num 4-4-2, deixando Fred centralizado e Neymar solto à espera do momento de recuperação para poder partir logo para o ataque.
 
Hulk baixa mais vezes no apoio ao lateral, tendencialmente Daniel Alves, na esquerda Marcelo vê-se protegido mais frequentemente ora por Paulinho ora por óscar.
 
Transição defesa- ataque
 
Brasil é uma equipa que tenta ser agressiva no momento da perda da bola, embora se note que o trabalho não é feito por todos os jogadores. Neymar já começa a ser algo agressivo, fazendo inclusive algumas faltas, mas nota-se que o bloco de pressão é médio. Alto apenas nos momentos iniciais dos jogos, em que os brasileiros com a adrenalina que vem do público, realmente entram muito fortes a pressionar logo na 1ª zona de construção dos adversários, tentando asfixiar essa saída e criar situações de desequilíbrio.
Transição ataque- defesa
Um momento algo complicado no jogo brasileiro. Por os laterais subirem muito, fica algum espaço nas costas, bem assim como, pela falta de apoio de Neymar na hora de defender. Por isso o Brasil opta pelo momento da perda da bola, por recuar e fazer jogo posicional, e por moderar os momentos de pressão consoante a zona do campo onde a bola é perdida.
A tendência é para a equipa optar pela reorganização, e pela contemporização, para que os laterais possam recuperar a posição. Daí que a dupla de médios fique muitas vezes mais atrás para não ficar a equipa tão exposta neste momento do jogo, ainda que por vezes se torne invevitável pois coloca por vezes 6 jogadores no momento ofensivo.
Nestes momentos Brasil aposta muito na velocidade e capacidade de antecipação da sua dupla de centrais que ganham vários duelos quando a bola é colocada no espaço. Thiago ou David Luiz saem assim na pressão na zona lateral, cabendo maior parte das vezes a Luis Gustavo ir fazer a cobertura no meio.
Abordagem táctica para o jogo com a Espanha
Muita imprensa brasileira após assistir ao Itália x Espanha está muito confiante na possibilidade do Brasil imitar o comportamento adoptado por Itália para o jogo com a Espanha.
Contudo, trata-se de jogos totalmente diferentes, contextos diferentes e jogadores com características muito distintas das dos italianos.
O Brasil vai jogar num Maracanã cheio e que quer ver o Brasil a atacar, a assumir o jogo, e que não aceitará um jogo de subserviência do Brasil em relação a Espanha. É um público que culturalmente não aceita bem um jogo conservador e mais dado a amarras tácticas.
Por outro lado, ainda que Scolari quisesse imitar o estilo de jogo da Itália, não tem jogadores para o fazer.
 Itália tem uma base da Juventus, e aproveitou o sistema táctico da Juve dos 3 centrais, jogando num 3-5-2, dando o flanco a dois alas com grande capacidade de fazerem o vaivém, mas com um meio campo povoado, capaz de pressionar muito em cima, e de se desdobrar no trabalho defensivo, se necessário com onze jogadores atrás da linha da bola e organização defensiva, pois até o elemento mais avançado, Gillardino, recuava bastante para ocupar o espaço de Busquets.
Brasil não tem essa cultura nem tem jogadores para o fazer, principalmente quando tem Neymar como referência.
O Brasil tem o poderio físico que poderá aproveitar e a velocidade, promovendo duelos directos, no corpo a corpo e querendo promover igualmente situações de 1x1 no ataque.
Tacticamente a abordagem não poderá sair muito do 4-2-3-1. Quanto muito poderia retirar Óscar e troca-lo por Hernanes por ser um médio que em Itália aprendeu a jogar mais atrás e assim dar maior capacidade defensiva, mas ainda assim é pouco crível.
 
Brasil não tem jogadores para jogarem um jogo de paciência esperando pelo que o adversário faz. Com Dunga, tornou-se uma equipa que era fortíssima nos momentos de transição e ganhou muita cultura táctica defensiva. Contudo foi passada uma borracha a esse trabalho por se considerar que deturpava o estilo do futebol brasileiro ( mesmo que em 1994 o Brasil tenha ganho sem esse estilo alegre e de toque de bola, e em 2002 também apostasse numa estrutura mais equilibrada defensivamente)
Brasil deve manter a matriz táctica, e fazer algumas adaptações. Continuar a explorar as laterais, até porque Espanha sofre um pouco quando pressionada e com bola colocada nas laterais após a perda da bola, pois o bloco espanhol joga muito junto e centralizado o que deixa algum espaço nas costas logo no 1º momento da perda de bola.
 
O Brasil deve também jogar com o desgaste físico evidente dos jogadores espanhóis. O segredo do tiki taka, mais do que a posse de bola, está no momento da transição defensiva, na dinâmica e capacidade de pressionar muito alto, no momento de perda de bola. Sem a capacidade física para fazer essa pressão, o jogo espanhol torna-se algo mastigado e vulnerável como provou a Itália, ou como provou o Bayern de Munique este ano com o Barcelona.
O Brasil deve assim pressionar o mais alto possível a saída de bola espanhola, num primeiro momento como sempre tem feito, tentando surpreender a Espanha logo no inicio do jogo.
 
Deve colocar um jogo num ritmo forte, frenético, tentar partir o jogo o mais possível, se necessário com bola colocada no espaço para Neymar e Hulk. O Brasil deve explorar o cansaço espanhol e optar por quando tem a bola, aproveitar muito bem a dinâmica ofensiva com a subida dos laterais e as combinações com Neymar e Hulk.
 
Óscar tem que aparecer mais do que tem aparecido até aqui, para segurar o jogo da equipa e e oferecer saída qualificada para o ataque aquando do momento do Brasil recuperar a bola.
 
Mais que nunca o duplo pivô defensivo terá que ficar mais fixo atrás para poder libertar a subida alternada de Marcelo e Dani Alves.
 
Espanha
Vicente del Bosque herdou uma equipa campeã da Europa de Luis Aragones que deu o primeiro esboço do tiki taka na selecção. Foi Aragonês que deu a batuta ao futebol dos baixinhos e abriu as portas do tiki taka substituindo a tradicional fúria espanhola. Tratou-se de uma mudança de paradigma já cozinhada há alguns anos, mas que ainda não tinha sido assumida totalmente na selecção principal. Aragones deu esse passo.
 
O jogo de Espanha com Aragonês era contudo mais romântico. Mais ofensivo. A posse era sempre com os olhos postos na baliza, com muita verticalidade com jogadores como Villa e Torres no ataque.
Em contraste com a Espanha de hoje em dia, cada vez mais barcelonizada para o bom e para o mau.
Espanha reforçou ainda mais a posse de bola, mas também a tornou uma forma de catenaccio ofensivo, como faz o Barça quando está em vantagem. Trata-se de defender com bola. Não deixar o adversário discutir o jogo escondendo-lhes a bola com passes laterais e atrasados sem qualquer tipo de pudor.
 
Um jogo de paciência. A atacar, não se importam de tocar a bola até à exaustão, neste caso do adversário, esperando que ele se desgaste e tenda a cometer alguma falha de marcação que proporcione o desequilíbrio para aí sim sair um passe de ruptura de Xavi, Iniesta e companhia.
 
Del Bosque retirou profundidade e verticalidade no ataque, e acrescentou mais um médio ao jogo da Espanha. Com Aragonês a Espanha jogava com um único pivô defensivo que era Marcos Senna, libertando assim mais um médio para a criação e jogando com dois jogadores verticais no ataque.
Era um jogo mais atraente. Del Bosque optou por um jogo mais controlado. Menos entusiasmante mas mais dominante e seguro. Juntou Busquets e Xabi Alonso, ainda que isso faça com que o jogo espanhol perca alguma fluidez do ponto de vista ofensivo. Daí que a Espanha tenha sido campeã do Mundo com goleadas de 1x0. Goleava na posse, mas não tanto no marcador ou sequer ocasiões de golo como nos tempos de Aragones.
Tornou-se uma equipa mais fria na abordagem ao jogo. A derradeira alteração de Del Bosque foi abdicar por completo do estilo de jogo mais vertical que servia de complemento ao tiki taka, optando por copiar o modelo do Barça, abdicando de um avançado puro e colocando várias vezes um médio a fazer de falso 9 ( maior parte das vezes Cesc Fabregas).
 
Para isso contribuiu não apenas o facto do Barça que dá grande parte dos jogadores jogar assim , mas também a baixa de forma de Villa e Torres ,figuras fulcrais no esquema de Aragones em 2008.
Contudo nesta Taça das Confederações Del Bosque trocou as voltas. Desde logo porque a lesão de Xabi Alonso desobrigou-o de certa forma a manter o duplo pivô que merece algumas críticas pelo conservadorismo. Poderia mantê-lo optando pela inclusão de Javi Martinez, mas claramente a opção foi por acrescentar um médio de características mais ofensivas, seja ele Cesc Fabregas ou David Silva.
 
Na frente outra semi novidade. A opção por ter um avançado de raiz. No primeiro jogo Soldado, e no 2º e na semi final Fernando Torres com bons resultados, sendo Torres o melhor marcador da prova até ao momento.
Organização ofensiva
 
Espanha joga o futebol envolvente do Barcelona, tentando gerir os ritmos de jogo através da posse. O chamado tiki taka. Uma equipa que gosta de jogar bem subida, com sectores muito próximos, fazendo a bola circular perante todos os elementos. Todos sem excepção participam no processo ofensivo.
 
A equipa sai sempre a jogar de trás, na primeira fase de construção, através das centrais que raramente optam pelo jogo directo. Um médio baixa para dar linha de passe e passar para o 2º momento de construção, geralmente o cérebro Xavi, ficando Busquets mais para os equilíbrios. Espanha centraliza muito o jogo através das investidas de Iniesta e da incorporação de Fabregas ou Silva também pelo meio.
 
Com Soldado ou Torres na frente, tenta-se criar uma referência na área para possa fixar os centrais e ao mesmo tempo servir para tabelar com os médios.
Pedro é o único extremo para dar alguma largura ao jogo de Espanha. Pedro dá largura à direita, deixando-se depois o flanco esquerdo entregue às incursões do lateral Jordi Alba, com Iniesta a cair algumas vezes também no flanco para tabelar, fazer triangulações ou mesmo para partir da esquerda para o meio, tabelar com Torers ou Xavi e aparecer em zona de finalização.
 
Organização defensiva
É o momento em que a selecção espanhola menos se sente cómoda. Está muito pouco habituada a ter que fazer um jogo de expectativa ou ter que lidar com a posse de bola do adversário. Nestes momentos, é uma equipa que se fecha num 4-4-1, ficando Torres ou Soldado na frente, e baixando Pedro para apoiar o lateral, e o médio mais avançado para auxiliar Busquets e Xavi.
 
A defesa de Espanha é algo lenta, com excepção de Jordi Alba, e demonstra por vezes algumas desconcentrações, por parte da dupla Piqué e Ramos, que por vezes falham o tempo certo de atacarem a bola ou saírem para pressionar o avançado e criam , assim, alguns dissabores à sua defesa. São defesas que sofrem um pouco quando não têm uma referência para marcar. Arbeloa é bastante permeável no flanco direito.
 
Transição ataque- defesa
Porventura o momento mais forte do jogo de Espanha. Muitos falam da organização ofensiva, mas o verdadeiro segredo do sucesso está no momento em que Espanha perde a bola. É aí que a Espanha, tal como o Barça, aliás, é realmente uma equipa que mudou a face do jogo que hoje se joga.
 
Sentido posicional fortíssimo, marcação cerrada, com dois e três jogadores a criarem uma espécie de jaula imaginária sobre o portador da bola e as suas possíveis linhas de passe que repentinamente se encontram fechadas e o deixam muitas vezes sem opção sem ser jogar directo, sem critério, ou perder a bola.
 
Espanha por ter muita posse, não se cansa tanto porque não tem que correr atrás da bola, é a bola que corre de pé para pé. Essa energia que poupam tendo a bola, podem depois usar nos raros momentos em que perdem a bola, pressionando num bloco muito alto, e recuperando a bola no meio campo defensivo adversário.
Quando este momento falha no jogo espanhol, como se viu no jogo com a Itália, todo o resto do jogo de Espanha se desmorona. É um estilo de jogo que necessita de jogadores frescos física e mentalmente. Quando os jogadores se apresentam cansados, e deixam que os adversários consigam sair da pressão a Espanha sofre bastante, com as bolas colocadas nas costas da defesa, principalmente no espaço entre o central e o lateral.
 
Transição defesa- ataque
Espanha não tem pressa em lançar-se em transição no momento da recuperação da bola. Se de imediato vir espaço para o passe de ruptura, até o pode fazer, mas tendencialmente, Espanha quando recupera a bola, opta por jogo posicional, deixar a equipa estender-se novamente no campo, e trocar a bola com paciência, esperando pelo melhor momento para criar o desequilíbrio, sem grandes pressas. Espanha não aposta na transição rápida, opta antes por não se expor logo no momento da recuperação da posse, porque como pressiona muito em cima, uma segunda perda de bola seria sinónimo de criação de perigo pelo adversário por a Espanha se encontrar muito adiantada no terreno.
 
Abordagem táctica para o jogo com o Brasil
Espanha apresentou-se bastante desgastada no jogo com a Itália, demonstrando problemas com o calor e a humidade. Assim, o seu jogo de posse torna-se previsível, porque os jogadores não se movimentam tanto para oferecer duas linhas de passe ao portador da bola como de costume, e falha o momento fulcral do jogo espanhol que é a transição defensiva, no momento da perda da bola em que a Espanha sufoca os adversários com uma pressão colectiva bastante forte.
 
Del Bosque terá que saber jogar com estas condicionantes, e porventura fazer algumas mexidas a contar com um Brasil híper motivado, mais forte fisicamente e muito rápido. Será altura porventura de fazer regressar o duplo pivô defensivo, que caiu com a lesão de Xabi Alonso.
 
Em vez de optar pela inclusão de Cesc Fabregas mais adiantada, ou Silva a jogar na esquerda do ataque a fazer movimentos interiores, será momento talvez de colocar Javi Martinez a jogar ao lado de Busquets.
Desta forma, Espanha ganha maior segurança para poder melhor gerir o momento da organização defensiva quando o Brasil assim o exija, ganhando maior capacidade no choque e criando um tampão maior na cobertura defensiva a meio campo.
 
Por outro lado, no ataque, talvez seja também boa altura para retomar a táctica de Del Bosque em muitos dos jogos do último mundial, abdicando do ponta de lança de raíz e apostando num falso 9 à semelhança do que faz o Barcelona.
 
O Brasil tem uma dupla de centrais muito forte fisicamente e que se sente muito cómoda quando lhe é dada uma referência muito fixa para marcar. Assim se Del Bosque optasse por Torres ou Soldado na frente, a defesa brasileira agradeceria e o mais provável seria Thiago Silva e David Luiz colocarem o avançado espanhol no bolso, retirando assim um elemento ao processo ofensivo de Espanha, não permitindo também que esse elemento pudesse contemporizar para que a equipa de Espanha suba no terreno.
 
Sabendo-se da velocidade e força dos defesas brasileiras nos despiques físicos, o ideal seria retirar-lhes as referências em termos de marcação, situação que os deixa mais desconfortáveis, muito até pela forma algo displicente com que David Luiz por vezes aborda os lances, quer a sair a jogar quer a sair na pressão deixando a sua zona em aberto, o mesmo se aplicando a Marcelo e Dani Alves que também são mais fortes no processo ofensivo que no defensivo onde por vezes demonstram algumas falhas de posicionamento.
 
O ideal seria colocar Cesc Fabregas como falso 9 por já conhecer bem a posição, quer por a fazer de vez em quando no Barça quer por já a ter feito várias vezes na Roja.
Espanha assim ganharia mais um elemento para fechar o meio campo, e mais um elemento capaz de elaborar a teia de aranha em torno à área brasileira através da posse de bola.
 
Espanha mesmo que não consiga impor um ritmo forte, terá que gerir o ritmo de jogo, tendo a bola em seu poder, mesmo que não consiga criar perigo com ela. É essencial jogar com paciência e aproveitar a pressão do Brasil a jogar em casa e a juventude de grande parte dos jogadores brasileiros, que sentirão sempre a tentação de cair em cima com tudo, e sabendo-se que não têm uma cultura defensiva forte que os permita respirar bem sem a bola. Espanha deverá congelar o jogo, coloca-lo a um ritmo lento que não interessa ao Brasil e esperar que o passar do tempo, enerve os brasileiros e que os faça cometerem erros que possam permitir a que a Espanha crie um desiquilibrio ofensivo e se coloque em vantagem no marcador para depois gerir o jogo através da posse, mesmo que seja uma posse mais “defensiva” que “ofensiva.”
 
Maracanã estará cheia neste domingo para ver a final que o Mundo queria ver. O peso da história da selecção brasileira contra o legado de uma geração mágica e inesquecível do futebol espanhol. Passado, Presente e Futuro estarão em campo neste domingo numa final muito desejada.