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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Brilhantismo à parte

imagem retirada de zerozero
Jogo interessante sem no entanto ter sido brilhante. Penso que esta é a melhor forma de descrever - resumidamente ora pois - o que vi hoje in loco no Estádio do Dragão. Foi o típico jogo de futebol da nossa Liga onde o clube mais “pequeno” e muito bem orientado tentou “fazer peito” ao Clube “maior”. Algo que até conseguiu em muitos momentos com algum brilhantismo, mas depois acabou por pagar o preço de tamanha ousadia porque a qualidade é escassa e o físico não dá para se fazer grande mossa a um dos nossos “Grandes”. Especialmente quando este “Grande” está a atravessar um momento em que a moral resolve todo e qualquer tipo de problema.

Jogo interessante este que a equipa de Sérgio Conceição levou a cabo hoje. Cometeu alguns pecados defensivos que poderiam vir a ser capitais (isto para não falar no golo do CD Nacional que é, manifestamente, ridículo), mas a verdade é que – talvez pela forma algo aberta e temerária como Costinha montou a sua equipa para esta partida – o Futebol Clube do Porto procurou, quase sempre, assumir o controlo do jogo com passes curtos e tabelas entre os seus atletas. O famoso “chutão” para a frente lá surgiu de quando em vez, mas a verdade é que desta vez os azuis e brancos procuraram ter a bola no pé. O golo inaugural da partida marcado pelo argelino Brahimi é disto um bom exemplo.

A ver se esta forma de estar se mantêm e se há alguma evolução a nível defensivo. A margem de manobra na Liga NOS é grande é verdade, mas é eterna. Para mais Sporting CP e SL Benfica não vão andar eternamente a “dar tiros nos pés”. E há ainda os jogos da Champions onde golos como os que se sofreu hoje podem vir a ser fatais… Especialmente se do outro lado do campo estiver uma equipa mais bem apetrechada que o FC Porto.

Isto tudo para “deitar alguma água na fervura”. Ganhar é bom (sabe muito bem especialmente quando os rivais estão na “mó de baixo”), mas euforia a mais nunca fez bem a ninguém. Para mais prefiro mil vezes ganhar um campeonato do que bater muitos e bonitos recordes. Vamos a ver como vai isto correr no próximo Sábado diante de um Sporting que em Alvalade tem o péssimo hábito de “dar o litro” sempre que defronta a equipa da cidade Invicta.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Num jogo em que o colectivo se destacou – muito mais – em detrimento do individual, atribuo o MVP ao internacional argelino pelo simples facto de ter tido a capacidade de estar no sítio certo à hora certa para marcar dois belos golos.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 57´ para resolver a contenda a em definitivo a favor dos portistas. È nesta altura que Brahimi marca o segundo golo do FC Porto e desempata uma partida que os azuis e brancos estavam a complicar. A partir deste momento toda e qualquer capacidade de reacção da equipa madeirense caiu, em definitivo, por terra.

Arbitragem: Arbitragem bem conseguida, sem grandes percalços. Bem no golo anulado ao FC Porto, deixou por mostrar um ou outro cartão amarelo, mas nada realmente significativo. Análise e opinião de Luís Rocha Rodrigues (jornalista do site zerozero).

Positivo: Futebol positivo. Quando duas equipas querem somente jogar futebol e fazem de tudo para tal, o público agradece e dá por bem empregue o seu tempo e dinheiro.

Negativo: Horário do jogo. Marcar uma partida da nossa Liga para as 21h30 de uma segunda-feira só porque a televisão fala mais alto é gozar com os adeptos. Depois queixem-se que os estádios estão vazios. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/01/2018)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Bom momento em estudo num Conselho de Ministros

O Ministro está de volta ao Dragão! Costinha volta a uma casa que conhece bem, mas desta vez como adversário e ultimamente ninguém gosta de ser adversário deste FC Porto.

Os jogos passam e passam e a contabilidade vai aumentando. 13, 14, 15, 16, 17... é um Dragão enfurecido aquele que Sérgio Conceição vai orientando e que, jornada após jornada, vai tombando adversários. E este Nacional, ao contrário do seu treinador, não tem boas memórias do Dragão.

Na época em que os insulares acabaram por descer de divisão, o FC Porto goleou por 7x0, uma jornada antes também venceu de forma convincente, dessa vez por 4x0. O passado significa pouco, mas o presente servirá pelo menos para precaver os jogadores do Nacional da Madeira.

A jogar em casa, o FC Porto leva já 54 golos marcados em apenas 19 jogos, sofrendo apenas 13 vezes. Números assustadores e que atestam o grande momento deste Dragão que não pára de cuspir fogo.

Ainda assim, todos os testes são diferentes e este terá de ser abordado de uma forma particular. Felipe está suspenso e deixa Militão sem par numa dupla de centrais que tem recebido rasgados elogios. Além disso, Brahimi é dúvida numa equipa que não tem assim tantas soluções como isso e onde a carga física vai pesando.

Mas, neste Conselho de Ministros, há um teste ao bom momento. Da Madeira viaja uma equipa que sofreu nos primeiros jogos da temporada mas que agora vive um momento de maior conforto, atestado pelos recentes triunfos diante de Chaves e Vitória SC. Após nove jornadas com apenas um triunfo, o Nacional leva agora quatro vitórias em seis rondas. A lei do futebol é mesmo assim, alguém terá de tombar, Sr.Ministro. 
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Artigo publicado no site zerozero

domingo, 5 de março de 2017

Goleada!

imagem retirada de zerozero
Não há muito para dizer sobre a impiedosa goleada que os azuis e brancos impuseram aos alvi negros da Madeira. Isto porque o Futebol Clube do Porto não fez um jogo impressionante. Os dragões jogaram q.b. No início da partida até que até que foram notórias algumas das dificuldades que os comandados de Nuno Espirito Santo (NES) sentiram para superar a dupla linha defensiva do CD Nacional

O Nacional meteu o “autocarro” diante da sua baliza e estivéssemos nós nos tempos de Lopetegui e de certeza que a estratégia do “duplo autocarro” de Jokanović teria resultado na perfeição e o CD Nacional teria conseguido o sue “pontinho”. Contudo este não é o FC Porto pachorrento e previsível de Lopetegui. O FC Porto de NES pode ter muitos defeitos, mas está longe de ser lento e previsível. O FC Porto de NES é pressionante, luta pela vitória até ao fim dos 90 e poucos minutos e procura variar as jogadas sempre que tem pela frente um adversário do estilo deste CD Nacional. Foi basicamente isto que se viu hoje no Estádio do Dragão.

Os dragões não foram – repito – brilhantes, mas mostraram uma enorme capacidade de luta e vontade de “esmagar” o adversário mesmo quando o resultado era favorável. E isto é extremamente importante por causa disto: 

Os sete golos dão confiança
Confiança. Muito mais importante do que ter marcado sete golos a um adversário muito frágil, é o facto Futebol Clube do Porto ter demonstrado que vai dar luta até ao fim pelo título de campeão. E isto numa altura em que o SL Benfica começa a dar sinais claros de que está num mau momento é fundamental. Especialmente se tivermos em linha de conta que o jogo da Luz está cada vez mais próximo.

MVP (Most Valuable Player):André André. O meio campo dos portistas esteve impecável dado que todos os seus elementos sabiam exactamente o que fazer, quando e como fazer, mas de todos eles destaco o “trabalho silencioso” de André André que esteve sublime na ligação entre o fantástico recuperador de bolas Danilo Pereira e o grande maestro Óilver Torres.

Chave do Jogo: apareceu no minuto 31´ da partida para resolver a contenda a favor do FC Porto. Isto porque foi neste momento que os azuis e brancos se adiantaram no marcador, deitando por terra a estratégia ultra defensiva dos alvi negros que depois deste golo perderam, por completo, o seu rumo estratégico.

Arbitragem: Confesso que não estava à espera desta prestação de Bruno Paixão e restante equipa de arbitragem. Bruno Paixão é conhecido pelo seu “anti portismo” e sede de protagonismo, mas hoje no Dragão este não foi nem uma coisa nem outra. Muito bem na análise dos lances e excelente na expulsão de Tobias Figueiredo. Uma excelente arbitragem, coisa rara no que a este árbitro diz respeito.

Positivo: O grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

Negativo: Adriano Facchini. Péssimo (para não dizer terrível). Adriano Facchini foi hoje a encarnação de tudo aquilo que um Guarda-redes de uma equipa profissional não pode ser.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (04/03/2017)

sábado, 4 de março de 2017

A missão é chegar à liderança...nem que seja por umas horas

A fase FC Porto atualmente é de simples caracterização: Ganhar todos os jogos e ficar à espera do tal deslize do Benfica. É nesse conceito que chega o jogo da 24ª jornada da Liga NOS frente ao Nacional da Madeira, um dos jogos de maior favoritismo portista até ao final do campeonato.

Em condições normais a equipa de Nuno Espírito Santo seria sempre favorita a jogar em casa frente ao Nacional da Madeira, mais ainda quando nos vemos que os insulares estão a fazer um campeonato negativo e estão nos lugares de despromoção. A situação não está fácil para a equipa de Predrag Jokanovic que ainda não venceu em 2017 e está numa série de 10 jogos sem vencer.

Já o FC Porto está na melhor série da temporada e tem aliado vitórias a exibições agradáveis na Liga NOS. São sete vitórias seguidas. Seja com Soares, com André Silva, com Óliver ou sem Óliver, o dragão tem vencido e está numa luta interessante pela liderança.
Mudança tática no horizonte?
Nuno Espírito Santo tem sido adepto de constantes mudanças no 11 e também no sistema tático. Por exemplo, na última partida frente ao Boavista o treinador portista optou por atuar só com um avançado (Soares), deixando André Silva no banco. NES optou por reforçar o meio-campo, como tantas vez faz nos jogos fora de portas.

Ainda assim, e porque tem sido uma postura recorrente, é esperado um FC Porto com mais peças no ataque de início. Por isso espera-se que André Silva regresse ao 11 e faça dupla com Soares, um avançado em grande forma que leva seis golos nos últimos cinco jogos da Liga NOS. A grande dúvida será na direita. Corona e Herrera não estão (ambos lesionados) e por isso as opções passam por colocar André André ou Otávio.

Para terminar temos de referir um aspecto curioso que envolve Jokanovic. O treinador do Nacional da Madeira já jogou seis vezes contra o FC Porto e tem um saldo de 50% de vitórias, com três triunfos. Para além disso o Nacional da Madeira já venceu por três vezes no Estádio do Dragão e é a par de Sporting e Benfica o clube que mais vezes venceu no novo estádio portista. 
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domingo, 2 de outubro de 2016

Normal. Tudo normal.


imagem retirada de zerozero

Começo por dizer que não há muito para dizer sobre a vitória do Futebol Clube do Porto na Choupana. Os Dragões venceram com naturalidade um Clube Desportivo Nacional que está longe - mesmo muito longe - daquele Nacional que lutava por um lugar “uefeiro”. Não estou com isto a tirar mérito ao FC Porto que venceu hoje por 4 bolas a zero num campo tradicionalmente difícil, mas há que ser honesto e a verdade seja dita este Nacional de Manuel Machado é dos piores dos últimos anos em todos os aspectos do jogo. Obviamente que os comandados de Nuno Espírito Santo (NES) fizeram “letra morta” de tal evidência e realizaram o seu trabalho, se bem que poderiam ter evitado aqui e acolá um ou outro disparate.

Manuel Machado optou pela estratégia do costume sempre que defronta o FC Porto na Madeira. Ou seja; “tudo cá atrás, bola para a frente e Salvador Agra” que resolva. A ideia era de ir aguentado as ofensivas dos Azuis e Brancos até ao intervalo para depois aproveitar o nervosismo dos Portistas. Contudo a coisa correu mal ao Professor. Primeiro porque se quer realizar este tipo de futebol tem de ter uma equipa que lhe segurança defensiva (o CD Nacional é a pior defesa da Liga NOS), e segundo o FC Porto marcou cedo no jogo e ganhou moral e tal “deitou abaixo” toda a estratégia dos Alvi Negros.

Em suma; o jogo acabou pro correr bem para NES que apostou numa frente de ataque muito móvel que foi apoiada por um meio campo onde Óliver Torres e Héctor Herrera (pelos visto ir ao banco um jogos faz bem ao mexicano) acabaram por estar bem na distribuição de jogo. Danilo Pereira esteve imperial na recuperação de bola/1.ª fase de construção e a defesa portou-se relativamente pois teve um ou outro lance onde “disparatou” e tivesse sido tal diante de uma equipa mais forte do que este Nacional e teria sido a “morte do artista”.

Duas notas finais:

- Um para aqui pedir para que os comentadores e adeptos do Futebol Clube do Porto (especialmente estes últimos) não façam do Diogo Jota a grande invenção após a roda. O jogo correu bem ao internacional português mas foi somente um jogo. Há que continuar a apostar num jogador jovem cuja formação não está ainda completa. Se porventura o moço não estiver bem no próximo jogo, não comecem já a “crucifica-lo” como é habitual;

- Acho uma certa piada aos nossos Jornalistas… O Sporting CP empatou em Guimarães depois de ter estado a vencer pro 3 bolas a zero. O SL Benfica vai ainda medir forças amanhã com o Feirense na Luz. Mas para esta malta toda o grande beneficiado da ronda é, precisamente, o SL Benfica! Patético.

Chave do Jogo: Apareceu ao minuto 11´ para resolver – em definitivo - a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. É nesta altura que Diogo Jota marca o tento inaugural dos Dragões e “arrasa por completo” com toda a táctica que o CD Nacional tinha delineado para este jogo.

Arbitragem: Bom. Rui Costa a sua equipa de arbitragem levaram a cabo um bom trabalho no que à arbitragem diz respeito. Erraram num ou noutro fora de jogo do ataque Portista mas no cômputo geral realizaram um bom trabalho. Rui Costa ajuizou bem o lance que determinou a expulsão de Tobias Figueiredo por duplo amarelo.

Positivo: Otávio. Está visto que o “miúdo” não sabe o que é jogar mal. Otávio joga, faz jogar e sabe “enervar” o adversário. Um excelente reforço proveniente da formação Azul e Branca.

Negativo: Defesa Portista. Mais uma vez tenho de colocar a defesa no “vermelho”. Esteve bem nos momentos críticos, mas complicou em alguns lances simples. 
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 1 de outubro de 2016

A vitória como caminho e fim

O FC Porto retoma os caminhos do campeonato, depois de uma semana europeia que não resultou da melhor forma na ótica do orgulho portista.

A visita deste final de semana é ao reduto do Nacional da Madeira (jogo às 20h30), equipa que vem em crescendo nas últimas jornadas e que vai assimilando a ideia do seu treinador com o avançar da competição.

Porém, os azuis e brancos, que não venceram nas últimas três partidas fora do Dragão (todas as provas), querem retomar o trilho dos triunfos no objetivo da luta pelo título.

Para tal, Nuno Espírito Santo conta com um plantel quase na máxima força. Exceção feita para Corona, que se lesionou na última sessão antes do embate.

Tanto para insulares como para portistas, o triunfo é algo que querem somar no caminho por este campeonato para que no fim o objetivo possa ser alcançado.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Missão cumprida

O FC Porto chegou ao encontro com o Nacional da Madeira sem marcar há dois jogos consecutivos. Desde o triunfo por 0x1 frente ao Vitória de Setúbal, os azuis e brancos tiveram duas jornadas em branco e somaram duas derrotas diante do Tondela e do Paços de Ferreira. A ineficácia e a falta de sorte foram alguns dos fatores apontados por José Peseiro para o paupérrimo registo ofensivo, que desta vez não incomodaram os jogadores azuis e brancos.
O cronómetro indicava apenas dois minutos e o FC Porto já vencia por 1x0. Silvestre Varela, através de um excelente remate, indefensável para o guarda-redes Rui Silva, abriu caminho à vitória dos dragões e a 25 minutos iniciais de excelente nível. Os dragões entraram bem, a jogar na base de processos simples, bem definidos e a boa ligação entre a zona interior e lateral funcionava na perfeição.
Foi, de resto, graças a essa boa ligação entre a zona lateral e interior que o FC Porto chegou ao segundo golo, aos nove minutos. A jogada de contra-ataque começou nos pés de André Silva, uma das muitas novidades preparadas por José Peseiro para o jogo, que lateralizou para a direita, onde apareceu Corona. O extremo mexicano levantou a cabeça, André Silva arrastou os defesas-centrais consigo e Herrera recebeu a bola dentro da área sem oposição. O médio dominou e rematou rasteiro para o fundo da baliza de Rui Silva.
Apesar das muitas alterações na equipa (Danilo Pereira a defesa-central, José Ángel na esquerda, Rúben Neves como médio mais recuado e André Silva a ponta de lança), isso não impediu os azuis e brancos de terem um domínio acentuado na etapa inicial. Foram dois os golos que a turma da casa apontou, mas podiam ter sido mais. Rui Silva, guarda-redes do Nacional da Madeira, foi o principal responsável pelo estancar do resultado. André Silva, Herrera e Corona que o digam. E todos tentaram batê-lo mais que uma vez. Mais certeiro, no entanto, foi Danilo Pereira, que aos 67 minutos apareceu na área do Nacional e, na sequência de uma assistência de Corona, cabeceou para o fundo da baliza insular, assinando o 3x0. O resultado foi sentenciado a cinco minutos dos 90 e fechado com chave de ouro, com um bom pormenor técnico de Aboubakar perante o guardião adversário.
Apesar da boa prestação ofensiva, há reparos a fazer na exibição do FC Porto, nomeadamente no capítulo defensivo. É verdade que Iker Casillas não teve muito trabalho, à exceção de um remate perigoso de Aly Ghazal ainda na primeira parte, mas o Nacional, se tivesse definido melhor algumas saídas para o contra-ataque, podia ter dificultado um pouco mais a tarefa dos dragões. Além disso, a dupla formada por Danilo Pereira e Bruno Martins Indi nem sempre funcionou bem e por vezes cedeu espaço a mais a Soares, a referência mais ofensiva dos madeirenses. Porém, os insulares não foram capazes de aproveitar essas fragilidades, que em nada, diga-se, tiram mérito ao triunfo inteiramente justo dos dragões. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Herrera

domingo, 17 de abril de 2016

Pela Honra (se não for pedir muito)

Mais uma jornada, mais um teste de fogo para o actual Futebol Clube do Porto. Digo prova de fogo porque hoje em dia qualquer adversário é para os Dragões uma espécie de Barcelona, Real Madrid, Manchester, etc.

Não creio que o CD Nacional seja uma equipa perigosa. E não o é de facto. Assim como creio que o Professor Manuel Machado venha á Invicta aplicar a sua táctica habitual do “autocarro”. Contudo da maneira como tudo está no Reino do Dragão até esta história do “autocarro” poderá resultar. 

Em suma; vamos ter mais um jogo tremendamente difícil. Bem sei que estamos na pré temporada mas até na pré temporada não são permitidos certos exageros. Há que dar mais em campo, há que lutar mais, baralhar menos, correr mais e com objectividade, etc. Há que ser Futebol Clube do Porto e não o “Clube dos Casados” que se reúne ao fim de semana para levar um banho de bola dos “Solteiros”. 

Não me agrada esta suposta rotação que Peseiro parece estar a levar a cabo. Bem sei que há que ver quem quer estar no Clube mas numa altura em que tudo parece correr mal acho que nãos seria má ideia ter uma espécie de “espinha dorsal” com cabeça, tronco e membros. Para mais isto de se ir fazendo experiências ao longo de meses apenas tem servido para “queimar” jogadores e a paciência de todos nós Associados e Adeptos do Futebol Clube do Porto. 

Aboubakar é a novidade na lista de convocados do FC Porto para o jogo com o Nacional​ no Estádio do Dragão (20h30), relativo à 30.ª jornada da Liga NOS. O internacional camaronês ocupa a vaga de Brahimi, que cumpre uma partida de suspensão depois de ter visto o quinto cartão amarelo na jornada anterior frente ao Paços de Ferreira.

Relativamente ao boletim clínico, Evandro e André André realizaram treino condicionado e trabalho de ginásio. Marcano e Bueno estão mais atrasados na recuperação e continuam a efetuar tratamento às lesões.

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Rúben Neves, Varela, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André Silva, Layún, Danilo, Suk, Francisco Ramos e Chidozie.

Onze provácek (4x3x3): Casillas, Maxi, Chidozie, Indi, Layún, Danilo, Sérgio Oliveira, Herrera, Marega, Corona e André Silva

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Demerou mas o Dragão venceu

Num jogo que se distanciou 21 horas entre o apito inicial e o final, os Dragões conseguiram segurar uma vantagem conseguida ainda antes de o nevoeiro atacar na Choupana. Um FC Porto mais cauteloso prevaleceu frente a um Nacional que sai com queixas da arbitragem.
 
Início alucinante com foco nas bolas paradas. Foram assim os primeiros 15 minutos na Choupana e que valeram três golos. Aos seis minutos, Ivan Marcano ganhou na antecipação a Soares e de pé esquerdo desviou para a vantagem Portista.
 
Sol de pouca dura, porque aos oito era a vez de Willyan tirar proveito de novo canto, agora para restabelecer a igualdade. O cabeceamento do Brasileiro ainda desvia em Miguel Layún no percurso para um golo que nem Iker Casillas conseguiu evitar.
 
Começava eléctrico e intenso o duelo na Madeira, com os Dragões a regressarem à vantagem no marcador aos 14 minutos. Jesús Corona toca para Herrera que atira para defesa incompleta de Rui Silva; no sítio certo, Brahimi só teve de encostar.
 
Depois, a coisa acalmou. O cariz do jogo manteve-se intenso e disputado mas com menos aproximações às balizas. Julen Lopetegui, que recuperou a equipa-tipo com Danilo, Herrera e Rúben Neves no meio-campo, teve de mexer nesse trio, aos 27 minutos. Danilo, lesionado, cedeu o lugar a Imbula e o FC Porto mudou, necessariamente. 
 
No vaivém atmosférico, a Choupana regressou com nevoeiro do intervalo e com um Nacional disposto a evitar a derrota. A equipa de Manuel Machado, com um trio muito móvel na frente (Salvador Agra, Soares e Willyan), explorou as alas e forçou Lopetegui a mudar. Saiu Layún e passou Indi para a esquerda.
 
E aos 47 minutos fica uma grande penalidade por assinalar a favor dos Madeirenses. Ivan Marcano corta a bola com o braço, mas Jorge Sousa não assinalou a infracção. Depois, o nevoeiro intensificou-se e o jogo deixou, literalmente, de se ver, forçando Jorge Sousa a interrompê-lo por volta do minuto 67.
 
Nessa altura, já Vincent Aboubakar tinha obrigado Rui Silva a uma excelente defesa, aos 54 minutos, quando seguia isolado para a baliza do Nacional. Seguiu-se uma sequência de para-arranca no jogo, com Jorge Sousa a interromper várias vezes a partida em virtude do nevoeiro que teimosamente se deitava e levantava sobre o recinto do Nacional. Como consequência, o resto ficou para esta segunda-feira.
 
Das 16h45 de domingo às 12h30 de segunda, foi muita a distância temporal, mas pouca a diferença na tendência de um jogo que voltou a ter o Nacional a igualar o adversário, numa estranha corrida contra um tempo muito curto.
 
Mesmo assim, foi uma fase bastante interessante por parte da equipa de Manuel Machado, que ainda se poderá queixar de nova grande penalidade feita por Marcano, isto num período em que os dragões quase só quiseram congelar - Lopetegui, que tirou Brahimi e meteu Evandro, não se livrou de uma assobiadela.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Herrera

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Ilha maldita!

O encontro entre o Nacional e o FC Porto foi interrompido a cerca de 15 minutos do final devido ao nevoeiro.
 
Depois de se ter aguardado uma hora sem que as condições climatéricas tivessem apresentado melhorias foi decidido que os minutos que faltam vão ser jogados esta segunda-feira às 12h30.
 
A partida começou sem problemas, este domingo, às 16 horas, mas ao longo da segunda parte foi várias vezes interrompido pelo árbitro Jorge Sousa.
 
Recorde-se que o FC Porto vai vencendo por 2x1, com golos de Marcano e Brahimi. Willyan marcou para os madeirenses. Estavam jogados cerca de 75 minutos quando o encontro foi interrompido de forma definitiva.
 
Retirado de zerozero

domingo, 13 de dezembro de 2015

Ou vai ou racha

O FC Porto desloca-se à Madeira pela terceira vez esta temporada, depois de ter empatado contra o Marítimo e de ter ganho ao União. O Nacional é o terceiro adversário insular dos azuis e brancos, que chegam à Choupana com a necessidade de regressar às vitórias, depois de a meio da semana terem perdido frente ao Chelsea, em Stamford Bridge, e de terem caído da Liga dos Campeões para a Liga Europa.
 
O treinador dos dragões, Julen Lopetegui, está entre os elementos mais contestados pelos adeptos. Isso ficou bem visível na chegada da comitiva do FC Porto de Londres e por isso este é um jogo crucial para ele, embora, independentemente disso, os azuis e brancos não possam perder mais pontos na Liga, para não correrem o risco de ver a distância para o líder Sporting aumentar. Nesta altura, os azuis e brancos levam cinco vitórias consecutivas na prova e procuram a sexta num terreno onde não ganham desde maio de 2013.
 
Por sua vez, o Nacional da Madeira, candidato à Europa, está numa série de três jornadas consecutivas sem perder, depois de ter passado a pior fase da temporada, em que esteve cinco rondas seguidas sem conhecer o sabor da vitória. Os comandados de Manuel Machado chegam ao embate com o FC Porto após terem empatado com o Estoril, na Amoreira, regressando agora a casa, onde da última vez que lá jogaram ganharam ao rival Marítimo por 3 x 1.
 
Retirado de zerozero 
 
Lista de 19 convocados: Helton, Casillas e Gudiño (g.r.); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Tello, Evandro, Herrera, Jesús Corona, Miguel Layún, Danilo Pereira, Alberto Bueno e Imbula. 
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves, Evandro, Brahimi, Corona e Aboubakar 
 
p.s. por manifesta falta de tempo foi-me de todo impossível fazer a crónica de antevisão deste jogo dos Azuis e Brancos no reduto do CD Nacional. Daí o recurso à crónica de antevisão do site zerozero. Desde já agradeço a vossa total compreensão.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Pensamento da Semana: Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Existem coisas da Bluegosfera que me custam perceber por muitos e bons anos que por cá ande.
 
Este fim-de-semana que acabou o Futebol Clube do Porto teve nas suas mãos a oportunidade de se colocar à distância de um ponto do Líder do Campeonato. Bastava vencer na Madeira o irregular CD Nacional de Manuel Machado que neste encontro entrou em campo com três importantes baixas em todos os seus sectores. Só que os Azuis e Brancos empataram a uma bola, realizaram um jogo miserável e quando precisaram do seu Treinador eis que este colocou em prática o velho ditame de “pior a emenda do que o soneto”.

Para mais se os Dragões tivessem ganho o “aperto” de que Jorge Jesus foi alvo em Vila do Conde teria sido ainda maior e mais facilmente o SL Benfica se estatelava ao comprido nas Jornadas seguintes.

Ora perante tal cenário como reagiu a Nação Azul e Branca? Com relativa satisfação repetindo a mesma ladainha de Lopetegui de que o FC Porto depende dele próprio para se sagrar Campeão esta Temporada.
 
A ideia do Basco foi a de desviar as atenções dos seus disparates neste jogo da Ilha, mas já diz o velho Ditado de que “mais vale cair em graça do que ser engraçado”… Quando Paulo Fonseca fez semelhante cena já tinha a tropa toda à sua espera para lhe acertar o passo.

domingo, 22 de março de 2015

Bailinho com o patrocínio de Lopetegui

A derrota do Benfica em Vila do Conde fazia adivinhar um FC Porto autoritário e implacável, à imagem do que tinha feito nos últimos jogos, e capaz de reduzir para um os pontos de diferença. Contudo, por demérito da equipa de Lopetegui, mas, diga-se, por uma grande exibição do Nacional, os Dragões não foram além da igualdade, voltando a não ganhar numa ida à Madeira.
 
Na entrada para o desafio, estranhamente não se assistiu a um domínio absoluto dos Portistas, como tem vindo a ser habitual nos últimos jogos, nem a um fio de jogo contínuo e fluido, como Lopetegui gosta. O futebol previsível e sem rasgos poderia ter várias causas: o estado do terreno (não era mau, mas parecia longe de ser um tapete totalmente regular) ou a própria ansiedade de uma equipa que tinha passado, minutos antes, a depender de si própria para alcançar o Título.
 
Contudo, esses parecem ser motivos secundários. A grande razão para que o FC Porto não conseguisse uma primeira parte (e sobretudo 20 primeiros minutos) de supremacia foi o Nacional. A turma de Manuel Machado, mesmo com várias ausências de peso, estudou muito bem o adversário e isso verificou-se na prática.
 
Com um miolo compacto e um excelente trabalho de contenção dos extremos, o Nacional organizou um figurino táctico capaz de fechar as linhas de passe que Herrera e Evandro tentavam oferecer, o que travava o ritmo normal de desenlace de jogadas Portistas.
 
Só que, já depois de um desperdício de Lucas João, foi mesmo o FC Porto a chegar à vantagem, num lance onde ficou patente a influência que uma ausência de uma peça pode ter em toda a estrutura de uma equipa. Tello aproveitou a descompensação na esquerda (por causa da lesão de Wyllian) e abriu o activo. Não foi o FC Porto de maior fulgor, mas chegou para a vantagem ao intervalo ser uma realidade.
 
Com isso, a equipa descontraiu para o segundo tempo, mas não da melhor forma. E isso foi aproveitado da melhor forma pela formação de Manuel Machado, que deu grande demonstração de força mental, partindo sem receios para cima de um adversário estranhamente encolhido na sua vantagem.
 
E foi, digamos, de forma natural que o empate acabou por surgir. Por mais diferenças que possam existir entre as duas equipas no papel, essas não foram transferidas para o arranque da segunda parte. À hora de jogo, a igualdade justificava-se plenamente e obrigava o Dragão a meia hora com uma intensidade muito maior do que até então.
 
Tal não aconteceu no imediato, mas sim apenas com Quaresma em campo. O fluxo de jogo dos Azuis e Brancos passou a ser unicamente o lado direito, onde o internacional Português tentava aproveitar ao máximo a menor rotação de Sequeira (substituto de Marçal).
 
Os últimos dez minutos foram, aí sim, de um FC Porto mais sufocante, à imagem dos jogos anteriores, ainda que já sem grande clarividência, pelo que o resultado final acabou por ser um castigo justo para um Dragão que deu demasiadas benesses ao adversário.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

sábado, 21 de março de 2015

Atenção ao Bailinho

Mais uma Jornada, mais uma tremenda batalha que o Dragão terá de levar a cabo para se manter na corrida pelo Título de Campeão. Sabendo, mais uma vez, de antemão qual terá sido o resultado do SL Benfica, o Futebol Clube do Porto irá entrar em campo na Choupana com uma missão: vencer! O convencer pode ficar na prateleira dado que só os três pontos interessam e nada mais.
 
A tarefa dos comandados de Lopetegui não será fácil. É verdade que os Madeirenses estão a realizar um Campeonato um tudo ou nada abaixo das expectativas, mas o Clube Desportivo Nacional quererá vencer a partida de mais logo para poder subir mais alguns lugares na tabela classificativa dado que o 6.º lugar poderá dar acesso a uma competição europeia. E os Nacionalistas já mostraram que sabem dar muita luta para poderem alcançar o seu objectivo… Que o diga o Sporting que teve de suar para empatar para poder ficar em vantagem na eliminatória da Meia-final da Taça de Portugal.
 
O Professor Manuel Machado deverá apresentar uma equipa muito concentrada na sua defesa (um hábito deste Treinador sempre que defronta uma equipa grande) e conta com um excelente Guardião de nome Eduardo Gottardi para manter a baliza do Nacional inviolável. Vai ser preciso alguma paciência, arte, engenho e muitos remates de longa distância para bater o Brasileiro e deitar por terra a enorme muralha defensiva do Professor Machado. 
 
Os gémeos Aurélio, o Egípcio Ali Ghazal e o criativo Tiago Rodrigues (emprestado pelo FC Porto) são Atletas que deverão ser alvo de um cuidado especial da parte de Julen Lopetegui. Marco Matias, melhor marcador dos Alvi Negros é a grande baixa desta partida por se encontrar a cumprir castigo e como tal é menos uma dor de cabeça para os Dragões.
 
Os guarda-redes Andrés Fernández e Ricardo Nunes, os defesas Danilo e Maicon, e o avançado Gonçalo Paciência, este último do FC Porto B, são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Julen Lopetegui para o jogo entre o Nacional e o FC Porto, marcado para hoje, às 20h15, no Estádio da Madeira, a contar para a 26.ª jornada da Liga NOS.
 
Em sentido inverso e comparativamente à convocatória para a recepção ao Arouca (1 x 0), saem dos eleitos do Técnico Espanhol o guarda-redes Fabiano, o defesa Reyes e o avançado Ricardo.
 
Lista de 20 convocados: Helton, Andrés Fernández e Ricardo Nunes (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Helton, Danilo, Marcano, Maicon, Alex Sandro, Casemiro, Óliver Torres, Herrera, Brahimi, Tello e Aboubakar.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 2 de novembro de 2014

Brahimi resolve

Começar e acabar o filme do jogo à volta do golo de Brahimi pode parecer redutor, mas só esse momento justificou um bilhete de qualquer adepto que tenha assistido à partida. Vitória justa do FC Porto contra um Nacional atrevido e que resistiu respondendo, dando emotividade ao desafio.
 
Depois da derrota do Sporting em Guimarães, o FC Porto entrava em campo sabendo que se podia distanciar do rival Leonino e continuar a pressionar o líder Benfica, pelo que, num ambiente saudável e composto, foi isso que os de Lopetegui procuraram desde cedo.
 
Pela entrada em campo de ambas as equipas, era visível qual a tendência reinante. Jogo no meio campo dos Madeirenses, muitas vezes no último terço, com FC Porto mandão, autoritário e com pressa de resolver o desafio. Pelos primeiros minutos, estava-se mesmo a ver que o golo apareceria. E apareceu, por Danilo, tão natural como os festejos na bancada.
Uma equipa baseada nas suas asas e focada no jogo exterior. Quaresma e Brahimi, os deambulantes principais, Danilo e Alex Sandro, os auxiliares de luxo, Óliver e Quintero, os disciplinadores da criatividade, Jackson Martínez, o beneficiado com a fluidez pelo flanco. Rui Silva, o 'vilão' do Dragão, a tirar o golo de formas sucessivas e a viver o tal sonho de jogar neste palco com 20 anos. Estava-se mesmo a ver que queria dar nas vistas, o internacional sub-21.
Casemiro, primeiro a 'pedir', depois a receber o cartão amarelo, ainda nem 20 minutos de jogo tinham sido jogados. Tendência que o Brasileiro teima em prolongar e que, estava-se mesmo a ver, iria condicioná-lo nas acções defensivas, sobretudo nas dobras aos laterais. Marco Matias e Rondón é que não aproveitaram.
E estava-se mesmo a ver que este FC Porto se apaixonava tanto pelas deliciosas jogadas atacantes de Quaresma e Brahimi que, depois, se deslumbrava no sector defensivo. Passes falhados, espaços concedidos, permeabilidade. Manuel Machado estava a vê-lo, Gomaa, sempre que tinha uma brecha, também, só que os dianteiros não acompanharam.
No somatório, muito mais FC Porto no primeiro tempo, com vantagem justa e oportunidades para mais, mas também riscos desnecessários no sector defensivo que não foram aproveitados da melhor forma pelo Nacional. A segunda parte exigia mais rigor de um lado e do outro. No capítulo defensivo, nas compensações, havia muito a corrigir.
Do que se pôde avaliar no início do segundo tempo, as correcções foram feitas, sobretudo nas laterais do Nacional, onde os intervenientes passaram a estudar bem melhor otiming de abordagem aos extremos do FC Porto.
Perante um adversário mais agressivo e a subir as linhas de pressão, a equipa Azul e Branca teve uma queda de produção no arranque da segunda parte e Lopetegui percebeu isso. Herrera foi a jogo para dar resposta a uma subida Madeirense que, estava-se mesmo a ver, precisava de ser estancada.
Os Dragões até poderão ter perdido alguma magia, mas recuperaram disciplina táctica e os acertos defensivos, que tão deficitários estavam até então, melhoraram a olhos vistos. Para a segurança dos três pontos foi bom, para a qualidade do espectáculo, nem tanto...
Só que, mesmo que a tendência pudesse ser bocejar, nunca se pode perder a esperança de se assistirem a hinos ao futebol quando em campo estão determinados intervenientes. Como Brahimi, por exemplo. O que se viu no minuto 74 não foi só uma machadada no resultado. Foi, isso sim, um momento ímpar no jogo, na jornada, no Campeonato. Caro leitor, se puder, veja a simplicidade transformada em arte por Alex Sandro, Óliver Torres e, sobretudo, Brahimi. Bilhete pago. E aquilo era algo que, pela pasmaceira dos últimos minutos, não se estava mesmo a ver.
Ver é coisa que o FC Porto continua a conseguir fazer em relação ao Benfica, líder do Campeonato, mas apenas a um ponto de diferença. Depois da derrota do Sporting em Guimarães, a luta estreita-se mais a Azuis e Encarnados... com o Vitória SC a continuar atrevido. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Danilo

sábado, 1 de novembro de 2014

Continuar o bom trabalho

Depois da exibição da equipa Azul e Branca em Arouca onde goleou a equipa local, não será errado afirmar que neste momento o que todos os Portistas desejam é que se dê continuidade ao bom trabalho. Ou seja, para o jogo ante o CD Nacional o que a malta quer é mais do mesmo se faz o favor.
 
Contudo há que olhar para o calendário e para o tipo de Treinador que é Lopetegui. É um facto que o Basco já está “de pé atrás” no que à sua “adorada” rotação do plantel diz respeito, mas também é um facto, e muito relevante, que a meio da próxima semana há uma deslocação a Espanha que pode decidir, desse já, a passagem dos Dragões à fase seguinte da Liga dos Campeões. 
 
Ou seja, tanto o jogo com o CD Nacional como com o Athletic Bilbao são fulcrais pois dizem muito ao futuro imediato do Futebol Clube do Porto, mas já vêm sendo hábito no Mundo do futebol que o jogo mais importante é sempre o próximo, pelo que agora o que interessa é apresentar um onze que vença os Madeirenses. E de preferência um que seja tão eficaz como aquele que jogou em Arouca. O ideal seria ser o mesmo, mas já toda a gente sabe como funciona Julen. 
 
Sobre o CD Nacional de Manuel Machado há ainda que dizer que esta equipa já venceu no estádio do Dragão e por mais que uma ocasião. Os Alvi Negros têm tendência a dar tudo por tudo no Reino do Dragão, e tal terá de ser levado em conta por todos os elementos ligados ao FC Porto, adeptos e associados inclusive. È verdade que Manuel machado deverá apostar numa postura super defensiva, mas isto não é sinónimo de facilidades e de jogo ganho. Paciência, esforço, profissionalismo, racionalidade e dedicação é algo que os Portistas vão precisar de ter em dobro nesta partida para poderem ter um final de Sábado sossegado e manterem-se desta forma na corrida pelo Título. 
 
Julen Lopetegui chamou para a recepção ao Nacional os mesmos 18 jogadores que integraram a convocatória para a deslocação a Arouca, na ronda anterior, na qual o FC Porto venceu por 5 x 0.
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver, Rúben Neves e Aboubakar. 
 
Onze Provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Marcano, Alex Sandro, Rúben Neves, Casemiro, Quintero, Brahimi, Tello e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Voltamos ao mesmo

Nova saída do Dragão, nova derrota para o FC Porto que está agora a 15 pontos da liderança quando faltam jogar 15 pontos até ao fim do Campeonato. Na Choupana, frente à equipa de Manuel Machado os Tricampeões Nacionais foram derrotados por 2 x 1. O Título está praticamente entregue a Lisboa e a Liga dos Campeões cada vez mais longe. Só a matemática (e cada vez menos ela) segura o sonho dos Azuis e Brancos.
 
A História jogava a favor dos Azuis e Brancos que chegaram à Choupana com um registo de seis vitórias nos últimos seis duelos oficiais na casa do Nacional. O conjunto Nortenho foi o último dos três grandes a entrar em campo e já sabia os resultados dos rivais, que tinham vencido. Já o Nacional foi a jogo com a ideia de vencer para fazer uma aproximação e sonhar ainda com o quarto lugar, visto que o Estoril perdeu.
 
Nesta partida Luís Castro fez as alterações esperadas no onze, fazendo regressar Abdoulaye ao eixo defensivo a fazer dupla com Diego Reyes, uma vez que Mangala está lesionado. No meio-campo, sem surpresa, Defour fez companhia a Fernando e Héctor Herrera, enquanto que na frente, sem Varela, o Técnico Portista fez avançar Quaresma ao lado de Jackson Martínez e Licá. Já Manuel Machado apostou num ataque formado por Mário Rondón, Candeias e Djaniny. Aly Ghazal, médio do Nacional que tem sido apontado ao FC Porto, foi também titular nesta partida.
 
O Técnico do FC Porto tinha pedido à sua equipa para ser humilde e ter identidade, porque o adversário poderia surpreender, mas a verdade é que, desde cedo, o Nacional raramente chegou com perigo às redes de Fabiano Freitas. A equipa da casa mostrou, desde logo, que queria jogar em bloco para tapar os caminhos para sua baliza. 
 
Com uma atitude forte e autoritária, os Dragões até entraram bem no jogo. Os primeiros minutos viram os Azuis e Brancos mais rematadores mas sem conseguirem, no entanto, levar perigo à baliza do Nacional. 
 
Perante a ineficácia ofensiva dos Dragões, a verdade é que foi o conjunto Madeirense a marcar, aos 19 minutos, por Candeias. O extremo, formado no FC Porto, recebeu de peito na entrada da área, disparou forte para o fundo da baliza de Fabiano.
 
A resposta veio por parte de Jackson Martínez. O Cha Cha Cha teve nos pés uma soberana oportunidade para empatar mas não conseguiu bater o guarda-redes dos insulares. O colombiano apareceu isolado na direita e rematou cruzado, mas Gottardi defendeu com os pés.
 
Os Portistas acusaram o golo sofrido e perderam frequentemente a bola em zonas proibidas. Porém, o guarda-redes do FC Porto foi tentando travar como podia.
 
Até final da primeira parte, os adeptos viram uma partida pobre e jogou-se a um ritmo lento. A vantagem do Nacional era magra e deixava, por isso, tudo em aberto para o segundo tempo.
 
Sem perder tempo, Luís Castro tirou Licá e Defour de campo e lançou Ghilas e Quintero para o segundo tempo. E a verdade é que o FC Porto teve uma entrada à Tricampeão Nacional. Aos 46 minutos, já a partida estava empatada, com um golo de Jackson Martínez. Ghilas desceu pelo lado esquerdo, meteu a bola para o centro da grande área do Nacional e o Colombiano atirou para o fundo da baliza dos Insulares.
 
Mas o empate durou pouco tempo. É que o Nacional quase nem deixou os Portistas festejarem. Num contra-ataque pela esquerda, Candeias cruzou para a área com Rondón a ganhar posição a Abdoulaye e a colocar os Insulares na frente, aos 48 minutos.
 
Obrigado a correr em busca do empate outra vez, os Azuis e Brancos podiam ter empatado por Ricardo Quaresma mas o Mustang falhou uma grande penalidade, que castigou um lance entre o camisola número 7 do FC Porto e Ali Ghazal. João Capela, árbitro da partida, entendeu que houve falta do jogador do Nacional. Os jogadores da equipa da casa reclamaram.
 
O tempo ia correndo e o FC Porto não parecia conseguir reverter a situação. Após uma entrada forte, a grande penalidade perdida por Quaresma acalmou o jogo. Ambas as equipas iam fazendo aproximações às respectivas áreas mas sem levarem perigo.
 
Aos 78 minutos, os adeptos do FC Porto festejaram golo mas o árbitro João Capela entendeu que Jackson Martínez fez falta no momento em que empurrou a bola com a cabeça. O banco do FC Porto e os seus adeptos não concordaram com a decisão do árbitro Lisboeta.
 
Já nos últimos dez minutos do tempo regulamentar, Jackson Martinez apareceu isolado na cara do guarda-redes do Nacional, após passe de Danilo, mas o Colombiano não conseguiu marcar. O desespero ia tomando conta dos jogadores do FC Porto que jogavam, por esta altura, mais com o coração do que com a cabeça.
 
O Nacional segurou a vantagem e continua a sonhar com o quarto lugar. Já o FC Porto está agora a 15 pontos do líder Benfica quando ficam por jogar 15 pontos até final da época. O segundo lugar, que pertence ao Sporting, está agora a oito pontos. 
 
O duelo terminou com vários jogadores de ambas as equipas em empurrões e troca de "argumentos"
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Jachson Martinez

domingo, 30 de março de 2014

Antes da epopeia Europeia

Antes de o Futebol Clube do Porto ter de medir forças com o Sevilha nos quartos-de-final da Liga Europa, este terá de jogar com o Nacional do Professor Manuel Machado na madeira em mais uma Jornada da Liga Zon Sagres.

O jogo está longe de ser decisivo e servirá apenas para se cumprir calendário e manter a distância para o perseguidor GD Estoril Praia e para o perseguido Sporting CP. Contudo no Reino do Dragão todos os jogos são para se vencer menos os da Taça da Liga que são para treinar. Como tal é natural que se exija uma vitória Azul e Branca não obstante a mais-valia dos donos da casa.

As equipas de Manuel Machado são complicadas de se defrontar. São sempre muito bem organizadas, trabalhadoras e valem sempre pelo colectivo. O CD Nacional joga assim e quando defronta um dos ditos “Grandes” do nosso Futebol então opta por uma perigosa postura defensiva.

Se quiserem vencer hoje os Portistas não devem de forma alguma iludir-se com acedência de terreno que os Nacionalistas vão fazer. O contra ataque da equipa da Pérola do Atlântico é muito venenoso e para mais os Azuis e Brancos vão ser forçados a entrar em campo com uma nova dupla de centrais, o que dificultará ainda mais a tarefa defensiva dos Dragões. 

Do plantel deste Nacional destacam-se Gottardi que é um Guardião muito competente e difícil de se bater, os defesas Mexer e Miguel Rodrigues que tem por hábito marcar golos importantes, os médios Claudemir (especialista em lances de bola parada) e Diego Barcelos que desequilibra com a sua garra e os avançados Mário Rondón e Candeias não são da melhor dupla de ataque do Campeonato mas se lhes derem espaço estes não perdem a oportunidade de marcar golo.

Temos portanto que esta partida de mais logo será um duro e importante teste ao Futebol Clube do Porto do professor Luís Castro antes da sua epopeia Europeia.

Quanto aos convocados dos Portistas para este jogo, as chamadas do médio Josué e do avançado Kelvin são as grandes novidades na Lista de Convocados elaborada por Luís Castro para a viagem à Madeira, onde o FC Porto defronta o Nacional às 19h15, em jogo referente à 25.ª jornada da Liga.

Comparativamente à convocatória para o último compromisso dos Dragões (vitória sobre o SL Benfica por 1 x 0, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal), Mangala e Varela foram os jogadores preteridos pelo técnico Portista.

Lista de 18 Convocados: Fabiano e Kadú (g.r.); Danilo, Quaresma, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Licá, Carlos Eduardo, Ricardo, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Kelvin e Defour.

Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Diego Reyes, Abdoulaye, Fernando, Defour, Carlos Eduardo, Kelvin, Ricardo Quaresma e Jackson Martinez

Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.