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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Pensamento da Semana: Liderança forte ou não

Confesso que ainda tenho as minhas dúvidas sobre o Espanhol Julen Lopetegui. Não estou com isto a dizer de forma alguma que o Técnico não é o Homem certo para o actual Futebol Clube do Porto, contudo o facto de este ter uma experiência de Treinador Principal de um “Clube Grande” muito curta levanta sempre dúvidas a qualquer adepto.
 
Contudo estas mesmas dúvidas vão-se dissipando à medida que o Treinador vai apresentando trabalho.
 
Lopetegui ainda tem muito para demonstrar perante a sempre muito exigente (e por vezes estupidamente exagerada) massa Adepta Azul e Branca, mas sou da opinião que o Homem já deu algumas mostras de que é um Líder no verdadeiro sentido da palavra.
 
Senão vejamos; actualmente o Plantel do Dragão conta com 4 Guarda-redes. São eles: Helton, Fabiano, Ricardo e Andrès Fernández. Destes quatro apenas Fabiano e Andrès Fernández defenderam a baliza Portista na Pré época. Helton não podia faze-lo dado que ainda se encontra a recuperar da grave lesão que sofreu na Temporada anterior.
 
Ricardo não fez portanto um único jogo de pré temporada dos Dragões. Oportunidades para tal houveram muitas, mas ao que parece Julen não contou nunca com ele dado que não foi ele quem requereu a sua contratação. Alias, já é público o interesse do Português em querer sair para poder jogar com regularidade.
 
“Trocando isto por miúdos”, está provado que o Treinador Espanhol apenas aposta e confia nos Jogadores que indicou/referenciou. E isto, a meu ver, é uma das melhores caracteristicas de um Líder que não cede a pressões, interesses e comissões.
 
Faz falta um Homem assim no Futebol Clube do Porto. Fez falta na época anterior e faz falta no futuro onde muitas vezes a comissão dita a contratação.
 
Mas não atiremos muitos foguetes antes da festa. Por um lado uma Liderança forte e intransigente na construção de um Plantel é um factor muito positivo, mas por outro se a coisa corre mal o Líder é o primeiro a “ver a sua cabeça a rolar”.

domingo, 10 de agosto de 2014

Finito. Agora é a sério!

Os Azuis e Brancos, no fecho do estágio em Inglaterra, derrotaram o West Bromwich por 1 x 3. A equipa de Julen Lopetegui ainda tem pequenos pormenores a corrigir, mas parece já estar pronta para enfrentar as exigências da Competição ao mais alto nível, quando falta uma semana para o arranque do Campeonato.
 
O técnico Espanhol delineou um onze próximo daquele que deve iniciar a época em jogos oficiais. Na baliza, a estreia de Andrés Fernández foi um dos pontos de interesse para acompanhar o desafio e perceber se o Espanhol está à altura de discutir o lugar com Fabiano.
 
No resto, Lopetegui lançou uma defesa sem Martins Indi (lesionado) e um meio-campo com Casemiro e Brahimi, ainda que não tenham sido conclusivas que essas serão as primeiras opções do técnico. Finalmente, o ataque teve Jackson Martínez pela primeira vez de início e com a braçadeira no braço, para além de não se ter visto Ricardo Quaresma a titular.
 
Os Dragões entraram 'mandões' no jogo e com vontade de ter o jogo sempre sob controlo. Avaliando as ideias de Julen Lopetegui, isso é o mesmo que dizer que a posse de bola foi mais uma vez alvo de uma procura exaustiva.
 
Conseguiram-no de forma interessante, se bem que com um Héctor Herrera ainda em sub-rendimento. A equipa mostrou dinâmica e os laterais Danilo e Alex Sandro parecem estar com outro ânimo e disponibilidade (a concorrência está a fazer bem e certamente que as palavras de Lopetegui também).
 
Perante o ascendente Portista, a equipa da casa, que também está a uma semana de começar a Premier League, revelou debilidades e não soube contrariar o adversário, pelo que o golo de Casemiro, na sequência de uma bola parada, não espantou quem estivesse a assistir à partida.
 
Ainda assim, os Azuis e Brancos pecaram como há uma semana atrás, diante do Everton. Com uma quebra na intensidade e na dinâmica, a equipa sujeitou-se ao empate, que apareceu também na sequência de uma bola parada, onde ficou espelhada uma apatia nada aconselhável em jogos a sério.
 
Para o segundo tempo, Lopetegui lançou Rúben Neves, Ricardo Quaresma e Adrián López. A intensidade voltou, a qualidade aumentou e os golos foram um reflexo novamente natural de todo esse ascendente.
 
O FC Porto continuou a mandar na partida, pressionou o adversário, acercou-se da baliza de Ben Foster e, com isso, apenas era necessário que alguém soubesse como materializar o ascendente.
 
Esse alguém é Jackson Martínez. Não foi só o contrato que foi renovado. Também o espírito do Cha Cha Cha é outro para encarar uma Temporada em que promete ser novamente o homem-golo Portista e, também, do futebol Português.
 
Dois golaços, o primeiro depois de soberbo cruzamento de Ricardo Quaresma, o segundo também na sequência de um cruzamento, dessa feita pela esquerda, com o Colombiano a rematar de primeira para o fundo da rede.
 
O jogo baixou outra vez de ritmo, só que, com o 1 x 3, o West Bromwich nem sequer esboçou uma reacção, tanto que os Azuis e Brancos poderiam ter saído do The Hawthorns com um resultado mais avolumado. Atendendo ao que se viu, não escandalizaria ninguém.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Jackson Martinez