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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Ligas Do Porto com Mística 2017/18



As inscrições para a Liga DPCM Fantasy Liga Portuguesa RealFevr estão ainda em aberto! Que esperam para se inscrever? O campeonato está quase a começar!

Neste momento já temos 37 equipas inscritas, mas queremos chegar às 100! Quantas mais equipas participarem, maior a emoção!

Temos prémios fantásticos para oferecer aos três primeiros classificados! 

Vejam aqui como participar.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Dragão “meteu a quarta”

imagem retirada de zerozero
Futebol Clube do Porto 2 x Clube Sport Marítimo 1. E com esta os Dragões “meteram a quarta”. O FC Porto vai na quarta vitória seguida e muito por culpa da recuperação de uma confiança que parecia perdida. Efectivamente – repito – a vitória caseira diante do SC Braga fez mesmo milagres… Quem diria que esta equipa ia voltar a jogar bem e a impor o seu futebol tendo, inclusive, aquela sorte de que qualquer equipa profissional necessita em certos momentos de uma partida de futebol?

Esta partida diante do Marítimo foi mesmo isto. Uma clara e inequívoca demonstração de força por parte de um grupo de atletas que parecia condenado ao fracasso. E começa a ser notório que de nada vale às equipas jogarem o seu “futebolzinho” de “autocarros” diante da sua baliza porque desta vez as bolas entram mesmo. Os jogadores do FC Porto lutam para as meter dentro da baliza adversária. Veja-se, a título de exemplo, o golo inaugural desta partida que foi marcado por Yacine Brahimi. O moço não desistiu em momento algum de lutar até ao fim, e viu este seu esforço ser devidamente recompensado.

Parece-me que agora no Dragão voltou a existir um grupo e não uma “manta de retalhos” onde se esperava que o génio deste ou daquele atleta resolvesse a partida. A filosofia “Lopeteguiana” do devagar, devagarinho e bola para os aldos e para trás está, aos poucos, a desvanecer-se mas foi preciso um tratamento de choque… E que tratamento! Vamos é a ver se a coisa melhora e se esta “boa onda” se mantêm pois a sorte não vai proteger para todo o sempre o conjunto de Rui Vitória.

Apesar das vitórias e de haver melhoras aqui e acolá ainda existe muito por fazer neste FC Porto de Nuno Espírito Santo (NES). Especialmente nos processos de ataque dado que diante dos insultares foi notória alguma trapalhada e muita hesitação na altura de rematar à baliza de Gottardi. O Marítimo facilitou um pouco quando os Azuis e Brancos estavam na posse da bola na zona central da área, mas muitas destas facilidades foram aproveitadas de uma forma deficiente pelos Portistas porque ora se atrapalhavam com a bola. Ora atiravam com a “redondinha” para as pernas de um seu colega de equipa. Acredito que tal se deva a alguma falta de maturidade da linha ofensiva da equipa Azul e Branca, mas com trabalho e com a confiança em alta acredito que tal aspecto vá melhorar.

E já agora, o que deve melhorar (já em Janeiro se faz o favor!) é a qualidade de opções dum plantel para que NES possa gerir o esforço dos seus pupilos com eficácia e alguma tranquilidade (algo que não aconteceu hoje e que esteve na origem do golo dos madeirenses).

Uma nota final para dar aqui conta de que terminou – finalmente – o recorde de imbatibilidade da baliza de Iker. É sempre muito mais importante ter a defesa preocupada em trabalhar para conquistar pontos que permitam ao FC Porto amealhar títulos do que em trabalhar para recordes que só servem para aumentar o ego. Mas atenção! Há que dizer que o golo dos Maritimistas foi precedido de uma péssima abordagem de Rúben Neves à bola e de uma falta provocada pelo jogador da equipa insultar…

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Um golo e uma assistência para golo. Em suma; Brahimi foi o mentor da vitória Portista de hoje. Excelente na forma como marcou o primeiro golo e fantástico na assistência para o segundo golo do FC Porto. Yacine mostrou que está aí para trabalhar e dar o seu melhor pelo clube. Efectivamente ter estado uns quantos meses no banco de suplentes e na bancada foi “remédio santo” para o argelino que até já colabora nos momentos defensivos da equipa!

Chave do Jogo: Inexistente. Tudo parecia resolvido a favor do Futebol Clube do Porto após André Silva ter marcado o seu golo, mas no minuto 85' Donald Djoussé aproveitou uma aselhice de Rúben e a “vista grossa” de Bruno Esteves para marcar um “golão” e colocar, desta forma, a incerteza no marcador até ao fim da partida.

Arbitragem: Bruno Esteves e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo aquilo que se apelida de “arbitragem habilidosa”. Sempre que possível decidiu a desfavor do FC Porto (muita pancada o André Silva levou sem a devida punição dos infractores) e ainda está por explicar os descontos de tempo nos descontos de tempo pois não houve lance algum que obrigasse a que o jogo se tivesse prolongado para lá dos 3 minutos extra dados pelo árbitro.

Positivo: Jesús Corona. O mexicano esteve simplesmente genial na partida de hoje e só ficou “atrás” de Brahimi porque o argelino foi quem “construiu” – quase em exclusivo - a vitória Azul e Branca.

Negativo: Horário do jogo. Que os clubes queiram antecipar os seus jogos até que se entende, mas ao menos tenham a decência de os agendar para horas decentes. Jogo do campeonato numa Quinta-feira às 20h30 é fazer pouco de quem tem de trabalhar todos os dias. 
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado (15/12/2016)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Do reaparecimento de San Iker

Foi com um enorme Iker Casillas e uma chama que quase parecia desaparecida, mas que surgiu em boa hora, que o FC Porto virou o resultado na Luz e animou ainda mais o campeonato. Num grande jogo de futebol, com muitas oportunidades, o Benfica mostrou desperdício e os Portistas voltaram às noites de glória.
Foi numa altura em que o Benfica já fazia pender a balança a seu favor no campo que Mitroglou abriu o marcador. O lance, por si só, não representou apenas o bom momento de forma do avançado Grego, mas sobretudo a diferença que Renato Sanches representa para esta equipa, alto na pressão e destemido no risco.
Por essa altura, era um FC Porto aparentemente derrotado no ânimo. Aos Dragões, restava a fibra para contrariar tudo. Pois tudo era desfavorável: a classificação, o momento, o ambiente. De tudo o que havia de negativo num Estádio da Luz repleto, esse estaria do lado Azul. Previsão errada.
Ou previsão... Herrera. Foi no pulmão e no pé do médio Mexicano que os Portistas, sem nada o fazer prever, regressaram ao jogo e ao campeonato. Numa excelente primeira parte, marcada pelos assobios a Maxi e pelas várias oportunidades de parte a parte, sobraram várias conclusões: este Benfica tem bem mais estofo do que o da primeira volta; este FC Porto joga com menos bola, mas é muito mais objectivo.
Não fosse o desperdício à frente da baliza (sobretudo do lado das Águias, que têm sido letais) e poderíamos estar a falar de uma mão cheia de golos nos 45 minutos iniciais. O desperdício e... Iker Casillas. Já tinha estado em grande no jogo do Dragão, agora voltou a ser vital para que, no recolher dos balneários, a incerteza pairasse.
Interessante também analisar a componente táctica. Peseiro optou por Brahimi a começar no meio e, depois do golo, devolveu-o (e a André André) à posição mais habitual, o que fez crescer a equipa. Rui Vitória, com isso, trocou Pizzi e Gaitán, não apenas para que Layún não se aventurasse tanto no ataque, mas também para que o Português segurasse Maxi. Não deixa de ser curioso que... ambas resultaram - daí também a nota elevada de qualidade do jogo.
Isto para fazer a ponte para o segundo tempo e para dizer que começou melhor quem manteve. Os Dragões, mais espetivos, deixaram em sentido as Águias, que aceitaram, perceberam o toque e responderam. E de que maneira!
Só que, à avalanche de ataques Encarnados, respondia Iker. Que grande exibição do Espanhol, a crescer à medida que o jogo corria e a manter acesa a chama do Dragão acesa. Parecia ténue, mas foi crescendo, de forma discreta, sem se dar por ela, até rebentar por Aboubakar.
A cambalhota estava feita e, na Luz, o sentimento era de espanto. Isto porque o Benfica, que vinha mostrando ter na eficácia a sua maior força, provava precisamente a dose que costumava servir aos adversários. E se as Águias poderiam reagir no imediato, alguém não deixou. Casillas, sim.
Entrou Carcela e Talisca (não é médio, definitivamente), depois ainda se deu o regresso de Salvio, mas as ofensivas das Águias já não foram as mesmas. Do outro lado estava uma equipa experimentada e com o clique que já lhe parecia desaparecer.
Não fugiu e temos campeonato! 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Iker Casillas 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pensamento da Semana: Se não é boi é vaca e vice-versa (mais uma vez)

Não. Não é engano. O tema do pensamento desta Semana é o mesmo do da semana passada porque a massa adepta Azul e Branca voltou a fazer o mesmo que fez na semana passada. Dito de outra forma; a Nação Azul e Branca passou, mais uma vez, do 80 para o 8 (na semana passada tinha passado do 8 para o 80). E tal reacção foi gerada por uma vitória e um empate do Futebol Clube do Porto em duas partidas a contar para a Liga NOS.

Pessoalmente não acho piada nenhuma a este tipo de comportamento.

É um facto que a equipa Portista esteve muito mal na segunda parte do jogo da Madeira. Assim como é também verdade que Julen Lopetegui não conseguiu dar a volta ao problema quando a equipa precisou dele. Mas ante o Vitória Sport Clube todos estes defeitos não foram colocados em cima da mesa e ai de quem ousasse apontar o dedo ao Treinador e equipa!

A malta tem de perceber de uma vez por todas que não existem equipas perfeitas. O Futebol Clube do Porto vai perder pontos nesta longa caminhada a que chamamos de Campeonato. O Dragão irá realizar jogos onde não conseguirá explanar todo o seu futebol. Tudo isto é futebol e nada justifica o drama que se fez após o empate com o CS Marítimo. Assim como também nada justifica a tresloucada euforia que se viveu após a vitória Portista na jo4rnada inaugural da Liga Portuguesa.

Não estou com isto a dizer que não se deva apontar os defeitos óbvios de Julen e seu Plantel. Eu próprio faço isto quando sinto necessidade de o fazer. Agora o que não é aceitável é passar-se do 8 para o 80 e do 80 para o 8 Jornada sim, Jornada não… Não se perdem ou se conquistam Campeonatos à 2ª Jornada. Haja calma e bom senso pois é no final de tudo que se fazem as contas e devidas avaliações.

sábado, 15 de agosto de 2015

Eis o Campeonato

Eis que finalmente arranca o Campeonato para os lados do Dragão. Após tantos meses de espera e de “confrontação” de ideias entre os Adeptos e Associados do Futebol Clube do Porto eis que chegou a hora da equipa de Julen Lopetegui começar a mostrar aquilo que realmente vale em jogos a sério. A partir de agora não há espaço para experiências e outras coisas tais, pois cada cruzamento, cada remate, cada defesa, cada corte e cada golo podem muito bem ser decisivo nas contas finais do Título, e é certo e mais do que sabido que ao Dragão somente a vitória interessa.

Temos portanto que mais logo só interessa vencer, vencer e vencer. O convencer pode muito bem ficar para depois. Contudo o adversário vai querer fazer o mesmo até porque o seu orgulho está ferido de morte após a eliminação na pré eliminatória da Liga Europa ante um desconhecido Clube Austríaco.

Para mais o Vitória Sport Clube (aka Vitória de Guimarães) irá querer acabar com um jejum que já dura há mais de duas épocas… Os Vitorianos não sabem o que é vencer em casa dos Portistas há mais de 20 anos!

E para quebrar este enguiço e fazer esquecer as derrotas humilhantes ante o modesto SCR Altach o Técnico Armando Evangelista irá apostar no factor surpresa. Isto porque o Vitória de Guimarães conta com um plantel renovado. Espacialmente do meio campo para a frente onde as novidades são mais do que muitas.

Licá e Otávio, emprestados pelo FC Porto ao Clube da Cidade Berço, não poderão defrontar os Dragões ao abrigo do novo Regulamento de Competição da Liga, mas Tomané, Ricardo Valente, Tozé (ex FC Porto), Josué e Santiago Montoya são Jogadores que podem muito bem fazer pender a balança para o lado Vitoriano. Não convêm, de forma alguma, que os Azuis e Brancos “durmam na forma” sob pena de terem de andar os 90 e poucos minutos atrás do prejuízo.

A lista de 20 convocados elaborada por Julen Lopetegui para a já aqui falada estreia na Liga NOS 2015/16, frente ao Vitória de Guimarães (20h45), no Estádio do Dragão, contempla oito jogadores que chegaram ao plantel durante este defeso: Iker Casillas, Maxi, Varela, Dani Osvaldo, André André, Danilo, Bueno e Imbula. 

Lista de 20 convocados: Helton e Iker Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, André André, Danilo, Bueno, Imbula e Alex Sandro. 

Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Alex, Danilo Pereira, Imbula, Herrera, Tello, Varela e Aboubakar.

O Futebol Clube do Porto x Vitória Sport Clube poderá ser acompanhado em directo no canal 1 da SPORTTV.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
O sorteio do Campeonato Fidelidade Andebol 1, realizado no auditório da DNA Cascais, ditou que o Águas Santas será o primeiro adversário do FC Porto na defesa do Heptacampeonato conquistado na época anterior. O jogo está agendado para dia 5 de Setembro e será disputado no Pavilhão do Águas Santas.
 
O segundo jogo dos Dragões será também fora de portas, numa deslocação à Maia, para defrontar a ADA Maia, em partida agendada para dia 12 do mesmo mês. A estreia no Dragão Caixa do conjunto comandado por Ricardo Costa é na terceira jornada, em que vai medir forças com o Madeira SAD. No que diz respeito aos clássicos, estão agendados para duas jornadas seguidas: o primeiro encontro com o Sporting está marcado para a sexta jornada (a 3 de Outubro) e o jogo da primeira volta com o Benfica será na sétima (uma semana depois). A recepção ao Sporting está prevista para 19 de Dezembro e a visita ao recinto do Benfica para 16 de Janeiro de 2016.
 
A fase regular da prova termina a 6 de Fevereiro do próximo ano, seguindo-se, para os oito primeiros classificados, um play-off. Tal como na época anterior, a fase final será disputada em regime de eliminatórias, com os quartos-de-final a jogarem-se à melhor de três encontros e as meias-finais e a final à melhor de cinco. O play-off tem início previsto para 20 de Fevereiro e o quinto jogo da final (se necessário) será realizado a 28 de Maio.
 
Já a Supertaça de andebol, que colocará frente-a-frente o FC Porto e o ABC, vai disputar-se a 30 de Agosto, pelas 15H, no Pavilhão Municipal de Castelo Branco. Os Heptacampeões disputam o primeiro troféu da época frente aos Bracarenses, em jogo que antecede o início da campanha no Campeonato Fidelidade Andebol 1. 
 
A Supertaça será o primeiro compromisso oficial da equipa orientada por Ricardo Costa em 2015/16, que já iniciou os trabalhos a 27 de Julho.

sábado, 6 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (III)

Voltando ao capítulo “Plantel de Luxo” para finalizar a minha análise aos reforços do Futebol Clube do Porto 2014/15 dado que me falta aqui falar do ataque. Nem este sector escapou às entradas dado que Hernâni, Cristian Tello, Adrián López e Aboubakar passaram a equipar de Azul e Branco. 
 
Ora, tendo em consideração o que estes fizeram ao longo da época sou da opinião de que Hernâni é uma boa aposta de futuro que tem vindo a crescer e mostrado que sabe aproveitar as oportunidades que lhe são dadas dado que o “miúdo” esforça-se e muito, 
Aboubakar é um ponta de lança “à moda antiga” que parece ter cedido um pouco à pressão quando as suas exibições chamaram a atenção pela positiva. O Camaronês está ainda longe de ser uma clara alternativa a Jackson Martinez, mas é um “diamante em bruto” que bem lapidado poderá dar muitas alegrias aos Portistas. 
Relativamente ao extremo Catalão Cristian Tello tenho de dizer que ainda tenho algumas dúvidas sobre o Atleta. Não que este não tenha sido útil em certos momentos cruciais da época anterior, contudo o Jogador passou mais tempo lesionado do que a jogar e nos primeiros tempos de Dragão ao peito o Atleta mostrou ter muita velocidade mas muitas dificuldades em retirar algum sentido prático da dita. Felizmente acabou por melhorar e muito este aspecto, fruto do trabalho específico de Julen Lopetegui, mas infelizmente as lesões graves voltaram e o Catalão acabou por ficar parado precisamente numa altura em que estava a melhorar (a falta que este fez em Munique) até ao final da época, o que não invalida que nãos e possa classificar Tello como um bom reforço.
Por último temos Ádrian López. Deixei o Espanhol propositadamente para último lugar da minha análise por uma razão muito simples: conhecimento do Jogador. Pouca gente sabe, mas sou um espectador atento do Campeonato Espanhol e acompanhei, mais ou menos de perto, o trabalho de Ádrian no Atlético Madrid e como tal estou perfeitamente à vontade para aqui dizer que não estamos, de forma alguma, perante um mau Jogador. 
 
O grande problema de Ádrian é a sua fraca capacidade em se adaptar a uma posição que não a sua. 
 
Muita gente opta por o criticar tendo em consideração o elevado preço do seu passe, contudo não creio que este seja o melhor caminho quando analisamos um Atleta. Isto porque existem Jogadores cujos passes tem um valor inflacionado que acabam por mostrar uma qualidade tal que justifica o preço absurdo do dito passe (veja-se o exemplo de Brahimi).
 
Quando Ádrian jogava em Madrid ocupava uma posição atrás do ponta de lança. Era uma espécie de segundo avançado que aproveitava os “rasgos” que o ponta de lança ia fazendo nas defesas adversárias marcando muitos e bons golos. Ádrian chegou a fazer uma “dupla mortal” com Falcao tendo inclusivamente marcado golos espectaculares na Liga Europa.
 
No Futebol Clube do Porto Ádrian não jogou atrás do ponta de lança. Nem o podia fazer dado que o 4x3x3 que Lopetegui tinha acabado de recuperar não o permitia. Restou ao Jogador encostar-se a uma das faixas e jogar como Extremo. E aí aconteceu aquilo que designamos na gíria popular como “a morte do artista” porque Ádrian López não se adaptou à sua nova posição (não fez muito por isto) e acusou a pressão do preço “inflacionado do seu passe” (entenda-se assobios dos adeptos e critica feroz). Depois surgiram as lesões graves que o afastaram por muito tempo dos relvados e acabou por se perder um investimento que, segundo o nosso amigo Jorge Vassalo, não se perdeu minimamente não obstante este não ter dado o devido e desejado retorno financeiro.
Ora tudo isto para concluir algo que eu já aqui tinha dito: o Plantel do Futebol Clube do Porto 2014/15 de luxo tinha pouco ou quase nada. Para mais Julen Lopetegui teve de melhorar muita coisa num Plantel que teve 17 entradas, sendo que a maioria delas sai do Dragão muito melhor do que quando entraram!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

São Lopeteguices Senhor. São Lopeteguices... (outra vez!)

Terminou sem golos o Clássico entre Benfica e FC Porto. Fica para trás mais um pedaço do Campeonato e o caminho foi calcorreado com muita luta e muita entrega. A Àguia vai voando na liderança, tem vantagem no confronto directo e tem tudo a seu favor para revalidar o Título. Mas o FC Porto vai lutar até ao fim.
 
A primeira conclusão do Clássico é óbvia: foi de muita responsabilidade. Como lhe competia, o FC Porto encarou o rival com toda a seriedade do mundo e teve a resposta devida por parte da turma de Jorge Jesus. Longe do futebol de vertigem de outras alturas, o Benfica foi mais cauteloso e tentava fazer um jogo mais apoiado, complicando menos e tendo processos simples. O FC Porto, por seu lado, tentava contrapor e repartir o domínio com alternâncias de flanco; Brahimi tentava agitar o jogo Azul e Branco, sempre apoiado por Danilo.
 
As equipas percebiam a responsabilidade do encontro e, por isso, foi-se vendo um jogo mais físico e muito fechado no relvado da Luz. Muito disputado e táctico, o Clássico tinha muita bola pelo centro, onde o FC Porto tinha um claro domínio face às várias unidades que aí concentrava. Jackson estava muito sozinho na frente e Casemiro (a vigiar muito Jonas, não deixando o atacante actuar entre linhas) recuava para junto dos centrais quando o Benfica atacava (quase sempre pelo corredor onde ia estando Gaitán).
 
Ao intervalo, um nulo num duelo com muitas faltas, poucos remates e muito bloqueado. Só Jackson Martínez, depois da meia hora, esteve perto do golo mas o remate do Colombiano saiu por cima das redes de Júlio César.
 
No reatamento, um jogo diferente; mais atractivo, mais rápido, mais intenso com um FC Porto a arriscar mais e um Benfica mais atrevido e com vários homens perto das zonas de decisão. Lopetegui e Jesus estavam muito interventivos e iam corrigindo as posições dos seus jogadores. O Basco foi o primeiro a mexer. Lançou Herrera, Quaresma e Hernâni, tirou Rúben Neves, Brahimi e Evandro. O FC Porto passou a ser mais rápido no jogo exterior.
 
Jesus respondeu com a entrada de Fejsa para a saída de Talisca (Pizzi foi para o flanco). Pouco depois, a entrada de André Almeida (saiu Pizzi) fez com que Eliseu fosse para a ala esquerda e Gaitán para a direita. A entrada de Ola John (saiu Jonas) decorreu num momento em que o nervosismo era mais que muito e o jogo estava na recta final.
 
O nulo no placard diz-nos que o Campeonato ainda não está decidido, pois falta saber como será o chamado o último parágrafo desta história. O Benfica está na frente e tem vantagem no confronto direto, mas o FC Porto provou que a luta será até ao fim, como foi neste jogo que, longe de ter sido bonito, foi leal entre duas equipas muito guerreiras na procura do seu objectivo.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Jackson Martinez

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Em busca da honra

A Vida não para e não dá tempo para mágoas ou choros intermináveis. Como tal torna-se obrigatório reagir às adversidades por muito que estas tenham doido e deixado marcas. É assim que Julen Lopetegui deve encarar esta partida ante o Vitória FC, colocando desta forma de lado o respeitoso e já rotineiro reportório da dificuldade. Os Sadinos são uma equipa que tem de ser derrotada dê por onde der e ponto final.
 
Contudo isto não é sinónimo de que a equipa Azul e Branca entre em campo numa de atacar cegamente. Pelo contrário, deve faze-lo com cabeça, tronco e membros que é coisa que não fez em certos jogos anteriores e que lhe custou caro na derrota caseira com o SL Benfica.
 
Para além disto os Setubalenses são orientados por alguém que conhece muito bem a valia do Dragão e como este costuma, ou costumava, reagir às adversidades. Domingos Paciência é um dos símbolos do FC Porto e sabe bem o quão pressionados os Portista estão para ganhar. Não que tenha equipa para fazer uma surpresa em pleno Estádio do Dragão uma vez que o actual Vitória de Setúbal é um deserto em termos de qualidade futebolística, mas de certeza que o Paciência vai encontrar algo para enervar o mais possível a equipa de Lopetegui para poder sair da Invicta com um empate.
 
Como tal impõe-se desde já que o Basco não volte a rodar a equipa. Que dê mais criatividade ao meio campo para que este force os rasgos pelo meio da defesa Vitoriana e, mais importante que tudo, que deixe Marcano a aquecer o banco de suplentes. Se Lopetegui seguir estes conselhos então já é meio caminho andado para que os três pontos fiquem no Porto e se aguarde por uma escorregadela do Benfica que estará fragilizado psicologicamente após a sua recente eliminação da Taça de Portugal.
 
A chamada do médio Espanhol Campaña é a novidade dos convocados do FC Porto para o encontro frente ao Vitória de Setúbal, da 14.ª jornada da Liga Portuguesa, que se vai disputar no Estádio do Dragão, hoje, às 20h30. Das opções de Lopetegui saem o defesa Marcano e o avançado Ricardo, ambos por opção técnica, e o médio Casemiro, a cumprir um jogo de suspensão. 
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Diego Reyes, Evandro, Herrera, Adrián López, Campaña, Alex Sandro, Óliver Torres e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Evandro, Óliver Tores, Quintero, Tello, Brahimi e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 30 de novembro de 2014

Contra o Rio remar, remar

Após o sucesso da Liga dos Campeões onde a uma Jornada do final da Fase de Grupos os Dragões já conquistaram o primeiro lugar do Grupo e consequente passagem à fase seguinte da prova, eis que todas as atenções voltam a estar centradas no Campeonato onde ainda há uma liderança para alcançar.
 
Para que tal objectivo seja alcançado é necessário somar três pontos no jogo de mais logo. Tarefa que não se avizinha fácil não obstante o Futebol Clube do Porto ser o mais que claro favorito a vencer a partida. Isto porque do outro lado do campo vai estar um Rio Ave que é esforçado, bem orientado e muito aguerrido.
 
Os Vila-condenses de Pedro Martins deixam sempre a “pele em campo” seja qual for o adversário. Também batem muito, mesmo muito, e é certo e sabido que nesta partida vão poder bater o quanto lhes apetecer porque é certo e sabido que em caso de dúvida deixa-se sempre jogar quando o prejudicado é o FC Porto. Será importante que Casemiro jogue prático e simples neste jogo e não entre no jogo da pancadaria dos Caxineiros. Faço desde já votos de que Julen Lopetegui tenha anotado e tenha dado a conhecer aos Atletas Azuis e Brancos deste importante pormenor. Isto apesar de se saber que o Basco nunca estuda as equipas que vai defrontar, mas fica aqui a dica não vá alguém da equipa técnica ler o que por aqui se escreve.
 
Quanto aos Jogadores mais valiosos e preponderantes do Rio Ave, Cássio é um Guarda-redes que costuma brilhar contra os “Grandes”, Ederson é o habitual suplente de Cássio e quando é chamado a jogar corresponde se bem que é um pouco fraco nos lances de bola pelo ar. Na defesa Pedro Martins tinha em Marcelo um central poderoso e motivado antes do fecho do mercado de transferências e Prince Gouano é uma “torre” de músculos que impõe o respeito a qualquer atacante. Já no centro do campo, Tarantini destaca-se dos demais sendo Pedro Moreira (“produto made in FC Porto) a estrela da companhia. Já no ataque Ahmed Hassan e Emmanuel Boateng tem sido bastante eficazes na Competição nacional.
 
Como se poder ver estão reunidos todos os ingredientes para que o jogo de mais logo seja complicado, pelo que se exigirá alguma paciência ao adepto que for ao Dragão e muita sensatez a Julen Lopetegui.
 
Já no que diz respeito às escolhas de Julen ​Lopetegui para este jogo, as ditas mantiveram-se quase inalteradas a recepção ao Rio Ave, ​da 11.ª jornada da Liga Portuguesa (20h15, no Estádio do Dragão). Em relação à lista para o jogo frente ao BATE Borisov, na Bielorrússia, o Treinador, retirou apenas dois nomes, chamando assim 18 jogadores, como é habitual nos encontros em casa. Evandro e Ricardo Nunes são os Atletas que ficam desta vez de fora.
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.

Onze Provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Quintero, Brahimi, Tello, Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sábado, 23 de agosto de 2014

No intervalo da Champions

Depois da saborosa vitória de Lille eis que o Dragão regressa aos jogos caseiros. Desta feita terá pela frente uma deslocação a Palos de Ferreira para disputar os três pontos com a equipa local, equipa que é treinada por um antigo treinador do Futebol Clube do Porto.
 
Após a vitória ante o CS marítimo na jornada inaugural da Liga Zon Sagres e da já aqui falada vitória em França, é de uma importância atroz que o Clube Azul e Branco volte a vencer mesmo sem convencer. Usto porque é muito mais fácil construir uma equipa tendo por base vitórias que dão moral ao grupo. Em suma é fundamental manter a dinâmica de vitórias a todo o custo.
 
Mas manter hoje esta tal de dinâmica de vitórias não será com toda a certeza uma tarefa fácil. Isto porque o Paços de Ferreira perdeu na ronda inaugural do Campeonato mas deu muito boa conta de si e porque Paulo Fonseca conhece muito bem as qualidades e defeitos do Dragão. Para além disto é certo que Fonseca quererá levar a cabo uma pequena “vingança” dado que não foi nada feliz no Porto tendo até saído de uma forma quase que humilhante da Invicta.
 
Olhando um pouco para o Plantel do Paços, rapidamente percebemos que poucos foram os Jogadores que transitaram da época anterior que quase culminou na descida dos Castores. A aposta no Atleta Luso foi grande e entre eles destaca-se o veterano Manuel José e o talentoso Sérgio Oliveira. Dos estrangeiros Ricardo e Hurtado são dois dos melhores que estão á disposição de Paulo Fonseca. 
 
Quanto aos Portistas, a chamada de Marcano é a grande novidade da convocatória de 18 Atletas elaborada por Julen Lopetegui, tendo em vista o encontro com o Paços de Ferreira, marcado para hoje, às 18H, e a disputar no Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira.
 
Comparativamente com a convocatória elaborada pelo técnico Espanhol para a deslocação a Lille, saem das escolhas do Técnico Basco Danilo, Quaresma e Reyes.
 
Lista de 18 convocados: Andrés Fernández e Fabiano (g.r.); Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, José Ángel, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres e Rúben Neves.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Marcano, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Rúben Neves, Herrera, Óliver Torres, Adrian, Brahimi e Jackson Martinez.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

sábado, 16 de agosto de 2014

Arranque à Campeão

O FC Porto venceu o Marítimo por 2 x 0 no arranque do Campeonato, num triunfo justo e com alguns pormenores de qualidade, sobretudo no primeiro tempo. Rúben Neves marcou o primeiro e abrilhantou ainda mais uma noite já de si histórica: o médio é o mais jovem de sempre a estrear-se pelos Dragões.
Naquele que foi o primeiro jogo oficial do FC Porto esta Temporada, houve uma mescla nas escolhas de Julen Lopetegui, entre os recém-chegados e os que já na época passada rodavam no Dragão. Martins Indi, Óliver Torres, Rúben Neves e Yacine Brahimi foram as novidades entre os titulares Azuis e Brancos, com especial destaque para o jovem Português que, com 17 anos, se tornou no mais jovem Atleta a representar o FC Porto no Campeonato. Como se o marco não chegasse, o médio marcou um golo, o primeiro da partida.
Julen Lopetegui afirmou em conferência de imprensa que pretendia um FC Porto que desse esperança aos adeptos, que, no fundo, encantasse em campo com o futebol praticado. Os primeiros 15 minutos cumpriram esse desígnio na perfeição: qualidade e critério no passe, muito acerto e boa ligação entre os sectores, faziam esquecer que este era o primeiro jogo a sério da época.
Foi precisamente nesse período de mais intensidade que o FC Porto chegou ao golo, na sequência de um pontapé de canto na esquerda. Rúben Neves surgiu sem marcação e aproveitou a sobra, rematando cruzado, de pé direito, colocando os Dragões em vantagem. O menino fez dupla história.
Apesar do domínio, os Dragões foram baixando o ritmo sendo Brahimi o mais inconformado em campo. O FC Porto apostava na posse e na circulação de bola, guardava-a, impedindo qualquer construção Maritimista, mas não criou muitos mais lances que pudessem ter dado golo.
Do Marítimo pouco se via. Só à passagem da meia hora chegou à baliza contrária com perigo. Edgar Costa surgiu em velocidade pela esquerda e, apenas com Fabiano pela frente, optou por lateralizar para a entrada de Fransérgio. Alex Sandro, mais rápido, surgiu para o corte, de cabeça. Ficou a ideia de que se o avançado tivesse atacado a baliza, poderia ter feito golo.
Se na primeira parte houve momentos em que a qualidade fez esquecer que este era o arranque da temporada, no segundo tempo o rendimento do FC Porto desceu e, consecutivamente, os Insulares começaram a crescer no jogo.
A equipa de Leonel Pontes começou a pressionar mais alto, os Dragões não conseguiam colocar a bola no chão – que Lopetegui tanto gosta – e sair em ataque corrido. O Marítimo ia dando conta do recado em termos defensivos mas não chegava à baliza defendida por Fabiano.
Tirando dois lances de perigo, ambos protagonizados por Jackson Martínez, não houve oportunidades de golo dignas desse nome no segundo tempo, excepção feita ao tento que surgiu já na compensação, precisamente saído dos pés do Colombiano, que fechou a contagem.
Com o jogo controlado o FC Porto, provavelmente já a pensar no desafio com o Lille, na próxima quarta-feira, no play-off da Liga dos Campeões, baixou o ritmo e jogou com o cronómetro, guardando os três pontos e mantendo a tradição de vencer na estreia do Campeonato: a última derrota dos Dragões na primeira jornada da Liga foi em Alvalade, em 2001/02.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Rúben Neves