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terça-feira, 30 de outubro de 2018

O Cómico do Costume

A notícia desportiva da semana chegou da WADA (Autoridade Mundial Anti Dopagem). Encerrou as portas do LAD (Laboratório Análises de Dopagem) organismo integrante da AdoP (Autoridade anti dopagem de Portugal) que por sua vez depende dum tal INDESP (Instituto de Desporto). Para nossa desgraça toda esta cambada veio aos trambolhões desaguar na SEJD (Secretaria de Estado do Desporto) onde finge que trabalha o protagonista da nossa história de hoje. O organismo internacional retirou a acreditação do LAD para que continue a fazer as análises anti doping no seu laboratório. 
O secretário de Estado do Desporto João Paulo Rebelo admitiu a possibilidade de vir a recorrer desta decisão. “Estamos de alguma forma surpresos, porque fizemos tudo o que tinha de ser feito. Estamos a avaliar, diria com forte inclinação, para discutir isto ao nível do Tribunal Arbitral do Desporto, porque achamos que temos razão para contestar esta decisão da WADA”, disse o governante. Como no caso das claques do clube da treta sabemos do que a casa gasta. Este comediante empurra tudo para os outros. Querer meter o Meirim (TAD) no assunto é de cabo-de-esquadra!
 
Mas para os nossos amigos menos atentos vamos começar pelo princípio. Uma inspeção surpresa no final de 2014 identificou um conjunto de problemas 
 
1 - Tempo de resposta da análise das amostras era demasiado longo (o tempo previsto era de 15 dias e naquele momento estava nos três meses); 
 
2 - Falta de tecnologia e de novos equipamentos que pudessem despistar compostos químicos atuais (era preciso adquirir dois equipamentos muito dispendiosos); 
 
3 - Falta de autonomia do laboratório face à AdoP Autoridade Antidopagem de Portugal (fisicamente estavam no mesmo edifício e a coordenadora do laboratório não devia reportar ao responsável da AdoP).
 
O Dr. Luís Horta em novembro de 2015 teve uma nova visita surpresa da WADA que verificou não ter havido progressos. O laboratório continuou proibido de fazer análises tendo passado a reportar ao conselho diretivo do IPDJ, ou seja, foi pior a emenda que o soneto.
E quem é “este” Dr. Luís Horta? Em 2014 este benfiquista confesso era o responsável pelo Laboratório. Os controlos que fazia eram muito interessantes. Pelo Regulamento o clube que for melhor classificado na Liga deve ser mais vezes controlado. Vejam só este quadro:
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Repare-se no clube da treta. Devia ser o mais controlado por ser o primeiro classificado mas na época 2014/15 foi menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting. E na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então naquela época o controle de surpresa (fora de competição) passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sabendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! 
 
Na sequência da primeira suspensão do Laboratório o Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem). Como esta situação em 2018 ainda se mantém a AdoP tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino presidente do COI (Comité Olímpico de Portugal) como também, pasme-se, do verdadeiro responsável Dr. Luís Horta que entretanto tinha sido recambiado de volta para Portugal.
Para finalizar mais esta anedota do futebol indígena resta dizer que só falta lançar como no fogo-de-artifício o mais bonito. O bouquet final. O Benfica não só recebeu o Dr. Luís Horta de braços abertos como criou uma secção anti dopagem dentro do seu departamento clínico, coordenada pelo próprio, que trabalha diretamente com atletas de futebol, futebol de formação e restantes modalidades, médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos.
 
Mais uma curiosidade. Este caramelo está também ligado ao projeto olímpico dos "encarnados". Nas ações de formação, o especialista dará aconselhamento sobre medicação e suplementos nutricionais, além de abordar as autorizações de uso terapêutico! Agora é que eles vão correr como no tempo do Coentrão!
 
O Secretário de Estado acha que “está tudo bem”, o Ministro da tutela ”entrou há pouco tempo” e António Costa “não sabe de nada”! Fica-nos a esperança que esta cambada desapareça rapidamente do nosso futebol. Deixem-se estar quietos, não façam nada!
 
Apesar da vossa incompetência conseguimos estar num excelente 8º lugar mundial.
 
Até à próxima

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A ADoP Que Temos

Há dias um jornal desportivo trazia a notícia de um castigo ao Benfica porque um seu atleta (escuso-me de escrever o nome) não tinha indicado como é do regulamento anti doping a morada para eventual controlo.
 
Ainda me recordo que em Dezembro na véspera do jogo com o clube da treta tivemos a “visita” dos vampiros no Centro de Treinos do Olival. Mais tarde num Benfica x Sporting não me consta que tenha havido visitas. Fui então rever uma crónica que escrevi há cerca de ano e meio sobre essa cambada.
 
A WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) fechou-lhes o tasco! Refiro-me à retirada da acreditação para que o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem) continue a fazer as análises no seu laboratório. Agora as colheitas são enviadas para análise a Barcelona.
Conforme referi nesse texto o anterior responsável pelo laboratório, Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem) deixando o atual diretor da ADoP Dr. Rogério Jóia com a criança nos braços. Como a situação ainda se mantém tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino Presidente do COI, como também, pasme-se, do acima responsável Dr. Luís Horta que entretanto até lançou um livro HISTÓRIA DA LUTA CONTRA A DOPAGEM EM PORTUGAL 
 
A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro todos fomos surpreendidos pela imprensa brasileira anunciando que o Dr. Luís Horta se tinha demitido porque “as autoridades brasileiras querem medalhas, sejam elas limpas ou não”! Diz mais: que “o Comité Olímpico do país e o Ministério do Desporto suspenderam os controlos (fora de competição) ao chamado Grupo Alvo que integra 287 atletas de elite, 45 dias antes dos jogos”! Interessante opinião do Dr. Luís Horta que enquanto por aqui andava deixou o controlo à deriva. Na LIGA principal quando se lembravam de aparecer era dia de festa!
 
Só a título de exemplo publica-se a estatística dos exames efetuados à Primeira Liga nas épocas 2014/2015 e 2015/2016. Repare-se que o clube da treta que devia ser o mais controlado (por ser o primeiro classificado assim diz o Regulamento) foi na época 2014/15 menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting, e na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então na última temporada o controle verificado “fora de competição” passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sobretudo conhecendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! Vocês sabem de quem estou a falar. Eles fazem sempre a coisa pelo outro lado.
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Não tenho dúvidas que o Dr. Rogério Jóia apresenta credenciais para ser o titular do cargo. Esteve ligado a esta área por ter sido atleta federado e por ter o curso de Educação Física, foi ex-Advogado, Formador acreditado com CAP pelo IEFP pertencente à carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária onde foi Inspetor. Atualmente é também Professor Universitário de Direito na Universidade de Lisboa, estando colocado no Instituto Superior de Ciências e Políticas.
 
Em termos académicos, é licenciado em Direito, Pós Graduado em Direito Penal Económico e Europeu e em Ciências Jurídicas e Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses, com Dissertação em Direito, sendo atualmente doutorando no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Políticas Sociais e Investigador Integrado no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) – da Fundação de Ciência e Tecnologia.
 
Por tudo isto admira que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (mais uma falha do Secretário de Estado de então e do atual) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório. A quem interessará esta situação?
 
Como se recordam o motivo invocado para a WADA retirar a acreditação foi: a falta de técnicos; de equipamento adequado; e de falta de independência em relação à ADoP.
 
Para os mais interessados fica aqui a ligação para a notícia.
 
Pode ser que apareçam pela Luz um dia destes mas primeiro enviam um email…

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Laboratório Anti Dopagem Continua Suspenso

E já lá vão 7 meses desde o dia 15 de Abril que a WADA (Agência Mundial Antidopagem) suspendeu a acreditação do nosso LAD. Resulta que atualmente as colheitas do material recolhido vão obrigatoriamente para um laboratório em Barcelona onde as análises são realizadas. Esta época o site da ADOP nem sequer apresenta qualquer estatística. Apenas tem os números referentes à temporada 2015/2016 que podemos ver neste Quadro.
Curiosamente o Benfica que deveria ser o clube mais vezes controlado por ser o que estava melhor classificado foi apenas 10 vezes, contra o Sporting (14 vezes) e o FC Porto (12 vezes). Não se compreendem estas diferenças entre os clubes mais controlados que já tinham sido referenciadas na época 2014/2015 ao contrário, por exemplo, da Académica (14 vezes) o Arouca (13 vezes) e o Braga (12 vezes)? Será que os “vampiros” ganham ao quilómetro e não lhes interessar controlar o clube da “casa”?
 
Interessante também a explicação que Rob Koehler, diretor geral da Agência Mundial dá para ter sido retirada a confiança no nosso Laboratório. “Houve duas grandes razões para a suspensão do Laboratório português. A primeira é técnica, a segunda de independência. A maneira como eram analisadas as amostras foi um problema. Para além desta questão científica foi invocada a falta de independência do LAD porque funcionava nas mesmas instalações da ADOP. Havia amostras que não estavam a ser analisadas”. Quer dizer, comentamos nós, “ficava tudo em família”. Não admira que “eles” corram tanto!
 
Por tudo isto espanta que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (Instituto Português do Desporto e Juventude) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório.
 
Voltaremos ao assunto

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A ADOP Continua de Rastos

Há cerca de 5 meses alertei para a situação. A WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) fechou-lhes mesmo o tasco! Refiro-me à retirada da acreditação para que o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem) continue a fazer as análises no seu laboratório. Agora as colheitas são enviadas para análise a Barcelona.
Conforme referido na crónica acima o anterior responsável pelo laboratório, Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem), e o atual diretor da ADOP Dr. Rogério Jóia ficou com a criança nos braços. Como a situação ainda se mantém tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino Presidente do COI, como também, pasme-se, do então responsável Dr. Luís Horta que, entretanto até lançou um livro HISTÓRIA DA LUTA CONTRA A DOPAGEM EM PORTUGAL
 
A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos fomos surpreendidos pela imprensa brasileira que anunciou a acusação/demissão do Dr. Luís Horta dizendo que “as autoridades brasileiras querem medalhas, sejam elas limpas ou não”! Diz mais que “o Comité Olímpico do país e o Ministério do Desporto suspenderam os controlos (fora de competição) no chamado Grupo Alvo que integra 287 atletas de elite, 45 dias antes dos jogos”! Interessante opinião do Dr. Luís Horta.
 
Só a título de exemplo publica-se a estatística dos exames efetuados à Primeira Liga nas épocas 2014/2015 e 2015/2016. Repare-se que o clube da treta que devia ser o mais controlado (por ser o primeiro classificado) foi na época 2014/15 menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting, e na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então na última temporada o controle verificado “fora de competição” passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sobretudo conhecendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! Vocês sabem de quem estou a falar. Eles fazem sempre a coisa pelo outro lado.
O Dr. Rogério Jóia apresenta credenciais para ser o titular do cargo. Esteve já ligado a esta área por ter sido atleta federado e por ser titular do curso de Educação Física, ex-Advogado, Formador acreditado com CAP pelo IEFP, pertencente à carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária onde foi Inspetor. Atualmente é também Professor Universitário de Direito na Universidade de Lisboa, estando colocado no Instituto Superior de Ciências e Políticas.
 
Em termos académicos, é licenciado em Direito, Pós Graduado em Direito Penal Económico e Europeu e em Ciências Jurídicas e Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses, com Dissertação em Direito, sendo atualmente doutorando no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Políticas Sociais e Investigador Integrado no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) – da Fundação de Ciência e Tecnologia. Uffa!
 
Por tudo isto admira que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (Instituto Português do Desporto e Juventude) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório. 
 
Até à próxima

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Olimpismo da Treta

Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 a.C. os gregos já faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus, com a realização de competições. Porém, foi somente em 776 a.C. que ocorreram pela primeira vez os Jogos Olímpicos, de forma organizada e com participação de atletas de várias cidades-estado.
Atletas gregos reuniam-se na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo (luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis nas suas cidades e ganhavam uma coroa de louros.

Além da religiosidade, os gregos procuravam através dos Jogos Olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostra também a importância que os gregos davam aos desportos e a manutenção de um corpo saudável.

No ano 1896 os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy, conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, com a presença de 285 atletas de 13 países, disputaram provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.

Depois de algumas interrupções motivadas por guerras ou outros acontecimentos políticos, os Jogos deste ano ocorrerão na cidade do Rio de Janeiro. A bandeira olímpica é formada por cinco anéis de cores diferentes (azul, vermelho, preto, amarelo e verde) entrelaçados e localizados no centro da bandeira. Esta bandeira representa a universalidade do olimpismo (espírito olímpico, ética desportiva, e união através desporto). In Wikipedia
Eis senão quando rebenta o escândalo. A AMA (Agência Mundial de Antidopagem) apresenta um relatório que põe à vista um programa russo de dopagem com apoio estatal que obriga o COI (Comité Olímpico Internacional) a não aceitar a inscrição para qualquer modalidade de qualquer atleta da federação russa nos Jogos Olímpicos do Rio.
Os pasquins desportivos cá do burgo (nomeadamente o Rascord) transcrevem notícias do jornal The New York Times que publica revelações sobre como análises positivas de atletas russos eram trocadas por resultados limpos, com a colaboração dos serviços secretos do país.
Teve muito menor impacto a frustração de Rui Jorge ao ver serem-lhe negadas pelos clubes as dispensas dos atletas selecionados para a representação de Portugal nos jogos. Aqui há, pelo menos uma explicação lógica. Os atletas pertencem aos clubes, melhor dizendo às Sad. São eles que os formam e pagam os salários, e não estão dispostos a ficarem sem os jogadores numa fase crucial da sua preparação para a nova época que se avizinha. É altura das Federações, nomeadamente a FPF, onde os milhões abundam, se convencerem que o “tempo do arroz de quinze” já acabou e os “amadores” do senhor Coubertin também.

Até à próxima

quinta-feira, 17 de março de 2016

ADOP em Apuros

Vejam lá que surpresa! A nossa querida ADoP (Autoridade Anti Dopagem) chefiada pela não menos notável SEJD (Secretaria de Estado e Desporto da Juventude) está em riscos de lhe fecharem o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem). A decisão pode ser tomada pela WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem).
Por certo os meus amigos se recordarão das trapalhadas que o organismo então dirigido pelo inefável benfiquista Dr. Luís Horta protagonizou até o terem mandado de vela para outras paragens. Foi o escândalo Carlos Queiroz quando o homem com os seus vampiros amestrados pretendeu acordar os nossos rapazes da seleção às sete da matina para lhes tirar o sanguinho no hotel onde estavam em estágio. Depois de levar com a porta na cara Luís Horta foi fazer queixinhas ao papa-almoços da Secretaria de Estado do Desporto, Laurentino Dias que, enquanto não despediu Carlos Queiroz (com a cumplicidade de Gilberto Madaíl) não descansou. Claro que, e para encurtar a história, a FPF posteriormente viu-se forçada a entrar com anafada indemnização ao então selecionador nacional.
 E quais são os motivos que poderão levar agora o organismo internacional a suspender o Laboratório de Análises? Só estes: atrasos nos resultados dos relatórios, falhas na aplicação de métodos obrigatórios para deteção de substâncias dopantes, e problemas com a administração e pessoal do laboratório. Tudo coisas pouco importantes já se vê.
Recordam-se daquele atleta espinhoso do clube da treta que fumava umas passas, fazia 37 vezes por jogo os 100 metros do campo, para cima e para baixo, e crescia para os árbitros? Sim o que foi para Real de Madrid e mal lá chegou foi logo encostado. Por cá tinha as costas quentes. Sabem quantas vezes a “instituição” era controlada por época? Meia dúzia, se muito. Por isso eles corriam tanto. Fazem sempre “a coisa pelo outro lado”.
 
O atual responsável pelo Laboratório, Dr. Rogério Joia, que está ao serviço desde 2014 diz que “esses assuntos eram problemáticos e só aconteciam por falta de pessoal”. Tadinho do homem. De então até agora o que tem feito para obviar a situação? Vamos aguardar a decisão da WADA que deve estar por dias. A suspensão pode ser um aviso sério.
 
Até à próxima

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Luís Horta um Hipócrita à solta

Conhecido que foi o desfecho da investigação do caso Lance Armstrong, culminando com a entrevista/confissão do ciclista a Oprah Winfrey, logo um coro de carpideiras, virgens, e meninos do coro se precipitaram a desancar no homem!

Um deles, o conhecido benfiquista Luís Horta, Director do Laboratório de Análises e Dopagem (AdoP) do Instituto de Desporto de Portugal, em entrevista ao recente site do novo canal benfiquista A BOLATV, caiu de imediato em cima do ciclista.

E começa logo o seu arrazoado com a afirmação de que não tinha ficado surpreendido. “Para as pessoas que trabalham na luta contra a dopagem, não traz nada de novo. É a confirmação daquilo que nós, já há muitos anos, sabíamos”. Percebia-se que o rendimento desportivo de Armstrong, bem como de algumas das suas atitudes, não eram compatíveis, em principio, com a não utilização de substâncias proibidas”.
Sabendo como se sabe que no ciclismo os tempos de chegada dos ciclistas estão separados apenas por alguns segundos, pode perguntar-se se os terceiro, quartos, quintos, e por aí fora, eram “rebocados” pelo ciclista dopado ou também se dopavam.

Depois lá vem a ementa dos truques que todos nós já ouvimos falar e o senhor Horta também conhece. “20 minutos antes do final das etapas os ciclistas sabiam quem seria e quem não seria controlado”. Estes poderiam tomar imediatamente um estimulante para o final da etapa. Os outros, os que seriam controlados, tomavam precauções imediatas”.

E quais eram essas precauções? “Os ciclistas eram notificados e tinham uma hora para se apresentarem no local do controlo”. “Tudo se poderia realizar”. Como por exemplo? “Executar manipulações, ou seja, algaliar um atleta, retirar-lhe a sua urina e colocar-lhe, através da algália, urina de alguém não dopado”. “Ou então colocar na uretra do atleta um pequeno pó – as proteases - destruidor das proteínas e que, ao mesmo tempo, destroem a eritropoietina (EPO) que está na urina”.

Concordando com as explicações que o senhor referiu, fico agora a aguardar resposta para umas perguntas muito simples que lhe vou colocar.
A primeira sobre a tabela de controlos antidopagem publicada no site do IDESPORTO referente à 1ª volta da Liga Sagres. Pelo regulamento o clube que vai em primeiro lugar na classificação deverá ser mais vezes controlado. No entanto verifica-se que o Benfica até 2 de Janeiro de 2013, apenas o havia sido feito por 1 vez em competição. Faz-me confusão como é que o primeiro classificado foi controlado 1 única vez em 15 jogos e, por exemplo o Rio Ave e o Braga, foram controlados 5 vezes! Agora que o nosso clube voltou ao lugar que lhe pertence, vão ver como “eles” vão aparecer por cá.
A segunda pergunta refere-se aquele ex-atleta do clube do senhor Horta que quando jogava “fazia 37 vezes (para cima e para baixo) os 100 metros colado à linha lateral”, actualmente imitado pelo sobrevivente Maxi Pereira. Os esgares do caxineiro que precisava de ser agarrado pelos colegas para não se atirar ao árbitro, ou as patadas do karateca não seriam suficientes indícios para verificar que andavam muito excitados?
Bem sabemos que a peixeira que (ainda) os treina, tem passado por clubes que se vão abaixo das canetas nas 2.as voltas. Coincidências que pelos vistos não preocupam muito o senhor Horta. Para vender o peixe ao pagode, anda muito preocupado com o ciclismo.

Até à próxima

sábado, 19 de março de 2011

Doping

Depois da entrevista do Dr. Luís Horta na passada 5ª feira à Antena 1(*) sobre os malefícios do doping para a saúde dos utilizadores, bem como a desconfiança aflorada na blogosfera sobre a forma como algumas equipas correm mais do que outras, decidi meter pés ao caminho, que é como quem diz, ir ver o que dizem os manuais sobre este assunto, e a forma como podem ser controlados os atletas batoteiros.

Notícia do Record da semana passada referia que 4 jogadores do Olhanense tinham sido controlados de surpresa no último treino. Recorrendo às tabelas da ADoP, verifica-se que até 1 de Março, o clube algarvio, no decorrer do Campeonato da LIGA desta época, tinha sido controlado em 13 jogos, mais um do que, por exemplo, o Benfica.

Será o popular clube assim tão “suspeito” para que os órgãos que controlam o Doping em Portugal o tenham “visitado” tantas vezes? Fui então ver o que diz a ADoP sobre a forma como são seleccionados os jogos de futebol onde são realizados os controlos de dopagem. Recorrem a um programa informático denominado PISCO – Programa Informático de Sorteio de Controlos de Dopagem. Neste programa são introduzidos antes do início de cada época os calendários dos jogos das principais modalidades colectivas. Todas as semanas são realizados sorteios recorrendo-se a esta aplicação, sorteios esses em que a confidencialidade dos controlos a realizar é assegurada pelo facto de o operador do sistema não ter conhecimento de quais os jogos que são sorteados. O sistema PISCO produz, para cada acção de controlo de dopagem, um envelope fechado contendo a identificação do jogo onde irão ser realizados controlos. No caso do futebol e para a Liga ZON Sagres, é realizada em cada jornada uma acção de controlo de dopagem ao jogo em que participa a equipa que se encontra classificada em primeiro lugar. Assim até ao referido dia 1 de Março, o Futebol Clube do Porto já tinha sido controlado 19 vezes + 2 vezes fora de competição. Para além desse controlo, são sorteados no mínimo mais dois jogos das restantes 16 equipas.

Passo a referir alguns pormenores acerca do doping:

1 - A dopagem consiste na utilização de substâncias proibidas no desporto, que podem tornar o atleta mais forte e mais rápido, sendo a sua utilização proibida conforme as tabelas dos produtos publicadas no site da ADoP (Indesp), ou da WADA World Anti-Doping Agency.

2 - As substâncias analisadas, por exemplo, nos controlos anti-doping dos Jogos Olímpicos são:

a) Beta bloqueadores – São produtos que baixam a pressão sanguínea. Actuam no sistema cardiovascular, diminuindo o número de batimentos do coração. Ajudam em categorias que exigem precisão, como o arco e flecha e o tiro.

b) Diuréticos - Os diuréticos são usados pouco antes das provas para desidratar o organismo e diminuir o peso dos atletas. Atletas do Box, Luta, Judo e Halterofilismo podem usar a substância para actuarem em categorias de peso inferior ao seu. Também são usados para mascarar outras drogas.

c) Estimulantes - Os estimulantes agem directamente no sistema nervoso, fazendo o atleta ficar mais excitado. A cafeína é o exemplo mais comum. Os velocistas de Atletismo conseguem melhorar os seus tempos com esse tipo de substância. No Futebol, a FIFA passou a liberalizar a cafeína, retirando a mesma das substâncias dopantes desde 2007.

d) Injeccção de sangue - Alguns atletas injectam até um litro de sangue pouco antes da competição. A transfusão aumenta a quantidade de glóbulos vermelhos, melhorando a capacidade de circulação de oxigénio entre as células até 5%.

e) Narcóticos - Os Narcóticos não são usados para melhorar o desempenho, mas para aliviar a dor. São empregados em quase todas as modalidades, por exemplo, no ciclismo, para diminuir a resposta do organismo à dor devida a um esforço físico excessivo e no pugilismo, para que o atleta possa continuar a lutar após sofrer uma lesão. As substâncias mais utilizadas dessa classe são a morfina e seus derivados. Outra substância bastante consumida pelos atletas é o álcool, utilizado como ansiolítico (para diminuir a ansiedade) e como fonte de calorias. Alguns atletas ingerem bebidas alcoólicas com a intenção de aumentar a autoconfiança e a resposta psicomotora, mas vários estudos comprovam que o desempenho acaba por diminuir com essa habituação. O uso de álcool no desporto é lícito, contudo pode ser passível de controlo a pedido das Federações.

f) Esteroides anabolizantes - são hormónios sintéticos que quando comparados à testosterona (hormônio masculino natural), têm maior actividade anabólica (promovem crescimento). Geralmente são usados por via oral ou parenteral (injectáveis). Ao contrário dos estimulantes, que para fazer efeito devem ser tomados uma única vez nas vésperas das competições, os anabolizantes são ingeridos na pré-época. O tratamento é interrompido de duas a três semanas antes das provas, tempo suficiente para o organismo eliminar vestígios das substâncias proibidas de modo a permitir a passagem “limpa” pelo exame antidopagem. Para fazer face a essa situação, desde 1993 que a Federação Internacional de Atletismo realiza exames surpresa aos melhores atletas do mundo.

3 – Efeitos secundários gerais:

Queda do cabelo
Acne (borbulhas na pele)
Lesões ao nível do sistema reprodutor, levando à infertilidade
Diminuição do crescimento corporal quando utilizados por jovens em fase de crescimento (os jovens não atingem a estatura que lhes estava destinada geneticamente, por exemplo)
Roturas tendinosas
Hipertensão arterial
Doenças cardiovasculares
Doenças hepáticas (fígado)
Aparecimento de tumores malignos (cancros) no fígado e próstata (entre outros)
Hepatites B e C e Sida por contaminação a partir da partilha de agulhas utilizadas na administração por via injectável
Aumento da agressividade
Dependência psíquica

O controlo anti-doping no futebol é "ineficaz" e as federações não têm interesse na caça aos "batoteiros" defende no livro "O doping no futebol. A lei do silêncio", o especialista Jean-Pierre de Mondenard. "Como a luta contra o doping está nas mãos das próprias federações, este é um processo talhado para o insucesso, pois é como ter um juiz a julgar um detido da sua própria família", disse.

Site do INDESP http://www.idesporto.pt/ (Ver do lado esquerdo: Antidopagem)
Entrevista a Jean-Pierre de Montenard

Até para a semana