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terça-feira, 30 de outubro de 2018

O Cómico do Costume

A notícia desportiva da semana chegou da WADA (Autoridade Mundial Anti Dopagem). Encerrou as portas do LAD (Laboratório Análises de Dopagem) organismo integrante da AdoP (Autoridade anti dopagem de Portugal) que por sua vez depende dum tal INDESP (Instituto de Desporto). Para nossa desgraça toda esta cambada veio aos trambolhões desaguar na SEJD (Secretaria de Estado do Desporto) onde finge que trabalha o protagonista da nossa história de hoje. O organismo internacional retirou a acreditação do LAD para que continue a fazer as análises anti doping no seu laboratório. 
O secretário de Estado do Desporto João Paulo Rebelo admitiu a possibilidade de vir a recorrer desta decisão. “Estamos de alguma forma surpresos, porque fizemos tudo o que tinha de ser feito. Estamos a avaliar, diria com forte inclinação, para discutir isto ao nível do Tribunal Arbitral do Desporto, porque achamos que temos razão para contestar esta decisão da WADA”, disse o governante. Como no caso das claques do clube da treta sabemos do que a casa gasta. Este comediante empurra tudo para os outros. Querer meter o Meirim (TAD) no assunto é de cabo-de-esquadra!
 
Mas para os nossos amigos menos atentos vamos começar pelo princípio. Uma inspeção surpresa no final de 2014 identificou um conjunto de problemas 
 
1 - Tempo de resposta da análise das amostras era demasiado longo (o tempo previsto era de 15 dias e naquele momento estava nos três meses); 
 
2 - Falta de tecnologia e de novos equipamentos que pudessem despistar compostos químicos atuais (era preciso adquirir dois equipamentos muito dispendiosos); 
 
3 - Falta de autonomia do laboratório face à AdoP Autoridade Antidopagem de Portugal (fisicamente estavam no mesmo edifício e a coordenadora do laboratório não devia reportar ao responsável da AdoP).
 
O Dr. Luís Horta em novembro de 2015 teve uma nova visita surpresa da WADA que verificou não ter havido progressos. O laboratório continuou proibido de fazer análises tendo passado a reportar ao conselho diretivo do IPDJ, ou seja, foi pior a emenda que o soneto.
E quem é “este” Dr. Luís Horta? Em 2014 este benfiquista confesso era o responsável pelo Laboratório. Os controlos que fazia eram muito interessantes. Pelo Regulamento o clube que for melhor classificado na Liga deve ser mais vezes controlado. Vejam só este quadro:
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Repare-se no clube da treta. Devia ser o mais controlado por ser o primeiro classificado mas na época 2014/15 foi menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting. E na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então naquela época o controle de surpresa (fora de competição) passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sabendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! 
 
Na sequência da primeira suspensão do Laboratório o Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem). Como esta situação em 2018 ainda se mantém a AdoP tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino presidente do COI (Comité Olímpico de Portugal) como também, pasme-se, do verdadeiro responsável Dr. Luís Horta que entretanto tinha sido recambiado de volta para Portugal.
Para finalizar mais esta anedota do futebol indígena resta dizer que só falta lançar como no fogo-de-artifício o mais bonito. O bouquet final. O Benfica não só recebeu o Dr. Luís Horta de braços abertos como criou uma secção anti dopagem dentro do seu departamento clínico, coordenada pelo próprio, que trabalha diretamente com atletas de futebol, futebol de formação e restantes modalidades, médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos.
 
Mais uma curiosidade. Este caramelo está também ligado ao projeto olímpico dos "encarnados". Nas ações de formação, o especialista dará aconselhamento sobre medicação e suplementos nutricionais, além de abordar as autorizações de uso terapêutico! Agora é que eles vão correr como no tempo do Coentrão!
 
O Secretário de Estado acha que “está tudo bem”, o Ministro da tutela ”entrou há pouco tempo” e António Costa “não sabe de nada”! Fica-nos a esperança que esta cambada desapareça rapidamente do nosso futebol. Deixem-se estar quietos, não façam nada!
 
Apesar da vossa incompetência conseguimos estar num excelente 8º lugar mundial.
 
Até à próxima

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A ADoP Que Temos

Há dias um jornal desportivo trazia a notícia de um castigo ao Benfica porque um seu atleta (escuso-me de escrever o nome) não tinha indicado como é do regulamento anti doping a morada para eventual controlo.
 
Ainda me recordo que em Dezembro na véspera do jogo com o clube da treta tivemos a “visita” dos vampiros no Centro de Treinos do Olival. Mais tarde num Benfica x Sporting não me consta que tenha havido visitas. Fui então rever uma crónica que escrevi há cerca de ano e meio sobre essa cambada.
 
A WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) fechou-lhes o tasco! Refiro-me à retirada da acreditação para que o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem) continue a fazer as análises no seu laboratório. Agora as colheitas são enviadas para análise a Barcelona.
Conforme referi nesse texto o anterior responsável pelo laboratório, Dr. Luís Horta foi para o Brasil trabalhar na ABCD (Autoridade Brasileira de Controlo de Dopagem) deixando o atual diretor da ADoP Dr. Rogério Jóia com a criança nos braços. Como a situação ainda se mantém tem sido alvo de críticas, não só do Dr. José Manuel Constantino Presidente do COI, como também, pasme-se, do acima responsável Dr. Luís Horta que entretanto até lançou um livro HISTÓRIA DA LUTA CONTRA A DOPAGEM EM PORTUGAL 
 
A poucos dias da abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro todos fomos surpreendidos pela imprensa brasileira anunciando que o Dr. Luís Horta se tinha demitido porque “as autoridades brasileiras querem medalhas, sejam elas limpas ou não”! Diz mais: que “o Comité Olímpico do país e o Ministério do Desporto suspenderam os controlos (fora de competição) ao chamado Grupo Alvo que integra 287 atletas de elite, 45 dias antes dos jogos”! Interessante opinião do Dr. Luís Horta que enquanto por aqui andava deixou o controlo à deriva. Na LIGA principal quando se lembravam de aparecer era dia de festa!
 
Só a título de exemplo publica-se a estatística dos exames efetuados à Primeira Liga nas épocas 2014/2015 e 2015/2016. Repare-se que o clube da treta que devia ser o mais controlado (por ser o primeiro classificado assim diz o Regulamento) foi na época 2014/15 menos vezes controlado do que a Académica, Arouca, Estoril, Porto, Rio Ave, Braga, e Sporting, e na época 2015/16 menos vezes controlado do que Arouca, Porto, Paços de Ferreira, Rio Ave e Sporting! Então na última temporada o controle verificado “fora de competição” passou a ser apenas de 1 vez/ano por clube. Inacreditável sobretudo conhecendo-se que há clubes e treinadores que utilizam “suplementos vitamínicos” entre os jogos! Vocês sabem de quem estou a falar. Eles fazem sempre a coisa pelo outro lado.
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Não tenho dúvidas que o Dr. Rogério Jóia apresenta credenciais para ser o titular do cargo. Esteve ligado a esta área por ter sido atleta federado e por ter o curso de Educação Física, foi ex-Advogado, Formador acreditado com CAP pelo IEFP pertencente à carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária onde foi Inspetor. Atualmente é também Professor Universitário de Direito na Universidade de Lisboa, estando colocado no Instituto Superior de Ciências e Políticas.
 
Em termos académicos, é licenciado em Direito, Pós Graduado em Direito Penal Económico e Europeu e em Ciências Jurídicas e Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses, com Dissertação em Direito, sendo atualmente doutorando no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas em Políticas Sociais e Investigador Integrado no Centro de Administração e Políticas Públicas (CAPP) – da Fundação de Ciência e Tecnologia.
 
Por tudo isto admira que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (mais uma falha do Secretário de Estado de então e do atual) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório. A quem interessará esta situação?
 
Como se recordam o motivo invocado para a WADA retirar a acreditação foi: a falta de técnicos; de equipamento adequado; e de falta de independência em relação à ADoP.
 
Para os mais interessados fica aqui a ligação para a notícia.
 
Pode ser que apareçam pela Luz um dia destes mas primeiro enviam um email…

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Umas Coisinhas Para Aclarar


Lembram-se do Gil Vicente e do Acórdão do Tribunal Administrativo de Lisboa que obrigou a FPF a integrar na Liga NOS o clube de Barcelos na sequência do caso Mateus? Porque não teria sido acatada esta obrigação?


O trapalhão que dirige a LIGA (sim bem sei que o nosso clube faz parte da Direção) protelou durante tanto tempo a execução da sentença ditada pelos tribunais que o pobre clube desistiu de ocupar o lugar a que tinha direito. Foi o conhecido jogo do empurra. O Conselho de Justiça da FPF achou-se incompetente para encontrar a solução técnica para a subida do Gil que bem poderia ser: uma liguilha; aumento de clubes; descerem 3 e subirem 2 + o Gil; etc. Como os “dótores” da CD e do CJ tem sempre os seus escritórios de advogados atulhados com as falcatruas que por aí andam e não podem perder tempo com ninharias chutaram para a LIGA a solução do problema. Esta que só tem pressa quando se trata de resolver alguma coisa favorável ao clube da treta marimbou-se para o Acórdão do Tribunal e mandou para canto. A FPF que por sua vez só existe para levar o clube do regime ao colo esfregou as mãos de contente. Ter amigos no Algarve dá sempre jeito. Para o clube da treta é como jogar em casa. Se pudessem subiam os clubes todos do Algarve emprestavam-lhes dinheiro e jogadores que depois não jogam contra eles e tinham ali amigos para a vida.
Outra das coisinhas que anda por aí escondida é a não acreditação do nosso Laboratório Antidopagem (LAD) que, como se devem recordar, foi proibido de realizar análises pela Agência Mundial Antidopagem (WADA) por “falta de independência do laboratório, atrasos dos resultados dos relatórios e falhas na aplicação de métodos obrigatórios para deteção de substâncias”. Coisas simples já se vê. Lembram-se quem era o diretor daquela coisa?

 Um tal Luís Horta, atualmente em parte incerta, por coincidência adepto do clube onde Coentrão fazia 37 vezes para cima e para baixo o lado esquerdo da defesa. Vamos aguardar para ver se no Sporting consegue correr tanto. Enquanto Luís Horta mandava nas análises a “instituição” era dos clubes menos controlado em competição. E quem era o membro do Governo que tinha a tutela do Desporto? Laurentino Dias outro dos residentes do galinheiro, à altura, Secretário de Estado da Juventude e Desporto. Importou-se ele com esta situação?
Voltando ao laboratório. Esta época a Autoridade Anti Dopagem de Portugal (ADoP) que recolhe as análises é supervisionada em última instância por João Paulo Rebelo, que esteve na LIGA a ver o sorteio dos jogos e resistiu heroicamente à vassourada que mudou os Secretários de Estado. Não vale a pena perguntar-lhe nada porque (basta ler o seu currículo) só percebe de Economia e Gestão de Empresas. Não lhe é conhecida qualquer ligação ao Desporto caiu do céu de paraquedas. Provavelmente nunca ouviu falar deste assunto. Como sabemos os Secretários de Estado são uma espécie de “criados” dos Ministros de que dependem. Este é secretário do Ministro da Educação! O Ministério da Educação a “comandar” as análises? Como anedota está boa! 
Os árbitros corados de vergonha e os atletas do Benfica são farinha do mesmo saco. Provavelmente avisados por e-mail fizeram bem em não comparecer ao sorteio. Já bastou a ideia do senhor Proença inventar um troféu por um TRI aldrabado. Não lhe serviu de nada porque agora LFV quer mais um: a cabeça de Sónia Carneiro diretora executiva da LIGA. Depois da banhada que levaram ao tentar (por intermédio de ½ dúzia de benfiquistas PSD) participar na elaboração dos regulamentos disciplinares, o próximo passo pode ser o pedido de dissolução da LIGA para se concentrarem os aldrabões todos lá em baixo.
Só para terminar, e enquanto não começam os joguinhos, queria recordar que esta cambada (Liga, FPF, CD, CJ, APAF) desempenha as suas funções no Futebol Profissional “por delegação do Governo”. Não seria avisado o senhor Costa numa das suas visitas ao camarote presidencial do galinheiro dizer ao orelhudo que a mama tem que acabar? 
Até à próxima

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Laboratório Anti Dopagem Continua Suspenso

E já lá vão 7 meses desde o dia 15 de Abril que a WADA (Agência Mundial Antidopagem) suspendeu a acreditação do nosso LAD. Resulta que atualmente as colheitas do material recolhido vão obrigatoriamente para um laboratório em Barcelona onde as análises são realizadas. Esta época o site da ADOP nem sequer apresenta qualquer estatística. Apenas tem os números referentes à temporada 2015/2016 que podemos ver neste Quadro.
Curiosamente o Benfica que deveria ser o clube mais vezes controlado por ser o que estava melhor classificado foi apenas 10 vezes, contra o Sporting (14 vezes) e o FC Porto (12 vezes). Não se compreendem estas diferenças entre os clubes mais controlados que já tinham sido referenciadas na época 2014/2015 ao contrário, por exemplo, da Académica (14 vezes) o Arouca (13 vezes) e o Braga (12 vezes)? Será que os “vampiros” ganham ao quilómetro e não lhes interessar controlar o clube da “casa”?
 
Interessante também a explicação que Rob Koehler, diretor geral da Agência Mundial dá para ter sido retirada a confiança no nosso Laboratório. “Houve duas grandes razões para a suspensão do Laboratório português. A primeira é técnica, a segunda de independência. A maneira como eram analisadas as amostras foi um problema. Para além desta questão científica foi invocada a falta de independência do LAD porque funcionava nas mesmas instalações da ADOP. Havia amostras que não estavam a ser analisadas”. Quer dizer, comentamos nós, “ficava tudo em família”. Não admira que “eles” corram tanto!
 
Por tudo isto espanta que um assunto tão importante não esteja ainda resolvido. A tutela do LAB pertence ao IPDJ-IP (Instituto Português do Desporto e Juventude) e a WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem) continua a aguardar explicações que possibilitem novamente a acreditação do laboratório.
 
Voltaremos ao assunto

quinta-feira, 17 de março de 2016

ADOP em Apuros

Vejam lá que surpresa! A nossa querida ADoP (Autoridade Anti Dopagem) chefiada pela não menos notável SEJD (Secretaria de Estado e Desporto da Juventude) está em riscos de lhe fecharem o LAB (Laboratório de Análises de Dopagem). A decisão pode ser tomada pela WADA (Autoridade Mundial de Anti Dopagem).
Por certo os meus amigos se recordarão das trapalhadas que o organismo então dirigido pelo inefável benfiquista Dr. Luís Horta protagonizou até o terem mandado de vela para outras paragens. Foi o escândalo Carlos Queiroz quando o homem com os seus vampiros amestrados pretendeu acordar os nossos rapazes da seleção às sete da matina para lhes tirar o sanguinho no hotel onde estavam em estágio. Depois de levar com a porta na cara Luís Horta foi fazer queixinhas ao papa-almoços da Secretaria de Estado do Desporto, Laurentino Dias que, enquanto não despediu Carlos Queiroz (com a cumplicidade de Gilberto Madaíl) não descansou. Claro que, e para encurtar a história, a FPF posteriormente viu-se forçada a entrar com anafada indemnização ao então selecionador nacional.
 E quais são os motivos que poderão levar agora o organismo internacional a suspender o Laboratório de Análises? Só estes: atrasos nos resultados dos relatórios, falhas na aplicação de métodos obrigatórios para deteção de substâncias dopantes, e problemas com a administração e pessoal do laboratório. Tudo coisas pouco importantes já se vê.
Recordam-se daquele atleta espinhoso do clube da treta que fumava umas passas, fazia 37 vezes por jogo os 100 metros do campo, para cima e para baixo, e crescia para os árbitros? Sim o que foi para Real de Madrid e mal lá chegou foi logo encostado. Por cá tinha as costas quentes. Sabem quantas vezes a “instituição” era controlada por época? Meia dúzia, se muito. Por isso eles corriam tanto. Fazem sempre “a coisa pelo outro lado”.
 
O atual responsável pelo Laboratório, Dr. Rogério Joia, que está ao serviço desde 2014 diz que “esses assuntos eram problemáticos e só aconteciam por falta de pessoal”. Tadinho do homem. De então até agora o que tem feito para obviar a situação? Vamos aguardar a decisão da WADA que deve estar por dias. A suspensão pode ser um aviso sério.
 
Até à próxima

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Maior que Portugal

Maior que Portugal
 
A expressão é do senhor Silva (Rui Gomes da Silva) que substituiu o senhor Pinhão (que também usa Leonor Pinhão) na página 38 da BOLHA às quintas-feiras. Refere-se naturalmente ao seu clube do coração, de onde foi corrido, conhecido popularmente como clube da treta, tantas são as inventonas que protagoniza. “Maior que Portugal”, senão mesmo do Universo, para parecer maior. Engraçado que dois desta foto já os mandaram passear.
Confesso que admiro a paciência do nosso amigo Miguel Lima do Tomo III, e a sua pachorra de ainda criticar este pasquim (órgão oficioso da “instituição”) albergue de papagaios com passagem fugaz pelos écrans da caixa que mudou o mundo, como Seara, Félix, Cervan, e outros residentes. No caso deste RGS eu diria mais: aquilo para ele deve funcionar mais ou menos como um Lar da 3ª Idade, esses sim são “instituições”.
 
Na última quinta-feira para evitar falar do “seu Benfica” e muito menos “dos seus treinadores” (o atual e o fugitivo) saltou-lhe a boca para a asneira e por várias vezes referiu o Apito Dourado que como sabem os que se interessam pelas histórias do pontapé-na-bola, para o FC Porto que o homenzinho pretendeu atingir, não deu em nada, pese embora a “arte e o engenho” do senhor Costa que também já foi corrido. Só falta mesmo o senhor Vítor Pereira.
Então começa com a lengalenga da conflitualidade. “Não a desejo, mas não a temo”. Pois não! Sobretudo esta época até lhe vai muito jeito. Aquilo lá pelo Bairro de Benfica não tem ponta por onde se lhe pegue. Começa num Rui Costa do qual até hoje ninguém conhece as tarefas, passa pelo responsável financeiro que elevou em 10 anos o Passivo para números impagáveis nas próximas décadas e que obriga a despachar os atletas, sobra para o atual treinador que não tem estaleca para uma equipa europeia, quanto mais universal, e termina na figura do Rei Sol, único responsável por aquela bagunçada e com processos financeiros pessoais nas dezenas de empresas onde é “administrador/gerente”. Também podem ver a relação entre a Promovalor, o BES, o Benfica, e LFV que desapareceu misteriosamente da listagem dos maiores devedores. 
 
 
 
 
No pasquim, mais abaixo, e ao cimo da segunda coluna, diz “que os nossos inimigos tem que recorrer a suplementos vitamínicos que deturpam a verdade desportiva”. A quem se estaria a referir? A Coentrão que fazia 20 campos por jogo, para cima e para baixo? Esse é que gostava de chupar uns cigarritos. Por isso no Real foi e está encostado à espera que alguém o leve. Mas fez bem o senhor Silva em falar nos “suplementos vitamínicos”. Já ouviram falar dos famosos controlos surpresa dos vampiros por alturas dos nossos jogos importantes pois já? Querem saber (apenas a título de mera curiosidade, está bom de ver), quantas vezes foi controlado o clube da treta, campeão nas duas últimas épocas?
Há um pequeno “pormaior”. Segundo o Regulamento, o clube que for à frente no campeonato tem que ser o controlado mais vezes, o que não aconteceu nestas duas épocas.
Depois o senhor Silva vem com a conversa do “gasto dos milhões”! Outra boca dedicada a nós. Não se preocupe. Veja lá as suas estatísticas. Afinal os 300 mil sócios, com a renumeração passaram para metade e os subscritores da BenfasTV estão a cair a pique! Por isso já aceitam a “centralização dos Direitos Televisivos noutro lado”.
Quanto ao desmantelamento do plantel só se for o seu. “Bate chapas e Tinta Robbialac”! Afinal o Benfica é feito de açúcar como o algodão doce da Feira Popular.
 
Até à próxima

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Habilidades da Treta

A AdoP que devia, como manda a Lei, controlar em competição o clube que estiver em 1º lugar na Liga Sagres, apenas o fez por 4 vezes (!) no presente campeonato. Podemos também ver no quadro abaixo que vários clubes sem qualquer interferência nos lugares cimeiros foram controlados 8 vezes e até a Académica por 9.
O senhor Luiz Horta, confesso benfiquista, não tem tempo para controlar o clube da treta. Deve ser por isso que “eles” correm tanto. O galinheiro deve ficar muito longe da AdoP, e assim estão mais à vontade! É preferível mandar os “vampiros” para o Marítimo. Passam por lá o fim-de-semana, à custa dos pacóvios. O benfiquista parece mais preocupado em continuar a chatear Carlos Queiroz e tentar adiar a indemnização a que o seleccionador, despedido pela reacção ao controlo às 7 da manhã no estágio da Selecção, tem direito.
 
Quanto ao IPDJ IP - Instituto Português do Desporto e Juventude que ninguém sabe ao certo para que serve, lá continua a gastar o dinheirinho dos contribuintes, assim como, a outra excrescência auto-intitulada Conselho Nacional do Desporto, que foi dirigida até há pouco tempo pelo agora demissionário Miguel Relvas. Estamos todos fartos destes parasitas, os Laurentinos, Picanços, Mestres, Vicentes Mouras, Searas, Dias Ferreiras, e outros azeiteiros que se pavoneiam por estes organismos, presumivelmente, “a bem do Desporto”.
 
Outra cambada que se prepara para “fazer as coisas pelo outro lado” é o novel Tribunal Arbitral do Desporto, recentemente aprovado na Assembleia da Republica, recheado de ilustres juristas que se pavoneiam no camarote da “instituição” em dias de jogo importante.
 
Quem tiver lido a proposta da Comissão Instaladora, sobre a qual publiquei aqui uma crónica há cerca de 2 anos (*) terá ficado por certo arrepiado pela forma como esta corja pretende dirimir litígios desportivos, impedindo os recursos aos Tribunais Administrativos.
O Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento, comentou há dias que esta espécie de julgados da paz que se dizem alternativos aos tribunais para aplicação da justiça, “só tem razão de existir se forem complementares dos tribunais comuns”.
 
Contudo não é isso que “eles” querem, antes pelo contrário, pretendem excluir do direito constitucional à Justiça os cidadãos, e neste caso, clubes ou Sad’s que a ela recorram, “proibindo” no caso dos litígios desportivos, o recurso aos Tribunais verdadeiros, não os da treta como bem se lembram no campeonato do túnel. O escândalo é de tal ordem que até Cavaco Silva se viu forçado a devolver para análise do Tribunal Constitucional o diploma, dessa e de outras possíveis, normas inconstitucionais.
 
Por falar em Cavaco, nada me surpreendeu o elogio feito pelo presidente colombiano ao nosso Clube que lhe deve ter rebentado com estrondo nas ventas, bem como, a alfinetada que Pinto da Costa logo desferiu. Por certo, os meus amigos recordam-se da “promessa” feita por Cavaco enquanto Primeiro-Ministro, em “interceder “ junto das entidades oficiais, para ajudarem com fundos previstos para o efeito, na construção de infra estruturas desportivas. Na altura, por exemplo, uma piscina a implantar junto ao campo de treinos do antigo estádio, da qual, durante vários anos, apenas se vislumbraram os pilares das fundações. A “simpática” posição de Cavaco que ficou, como tantas outras, em águas de bacalhau, valeu-lhe na altura um Dragão de Ouro, situação ainda hoje incompreensível para alguns. Mal empregue distinção.
 
 
Até à próxima

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Luís Horta um Hipócrita à solta

Conhecido que foi o desfecho da investigação do caso Lance Armstrong, culminando com a entrevista/confissão do ciclista a Oprah Winfrey, logo um coro de carpideiras, virgens, e meninos do coro se precipitaram a desancar no homem!

Um deles, o conhecido benfiquista Luís Horta, Director do Laboratório de Análises e Dopagem (AdoP) do Instituto de Desporto de Portugal, em entrevista ao recente site do novo canal benfiquista A BOLATV, caiu de imediato em cima do ciclista.

E começa logo o seu arrazoado com a afirmação de que não tinha ficado surpreendido. “Para as pessoas que trabalham na luta contra a dopagem, não traz nada de novo. É a confirmação daquilo que nós, já há muitos anos, sabíamos”. Percebia-se que o rendimento desportivo de Armstrong, bem como de algumas das suas atitudes, não eram compatíveis, em principio, com a não utilização de substâncias proibidas”.
Sabendo como se sabe que no ciclismo os tempos de chegada dos ciclistas estão separados apenas por alguns segundos, pode perguntar-se se os terceiro, quartos, quintos, e por aí fora, eram “rebocados” pelo ciclista dopado ou também se dopavam.

Depois lá vem a ementa dos truques que todos nós já ouvimos falar e o senhor Horta também conhece. “20 minutos antes do final das etapas os ciclistas sabiam quem seria e quem não seria controlado”. Estes poderiam tomar imediatamente um estimulante para o final da etapa. Os outros, os que seriam controlados, tomavam precauções imediatas”.

E quais eram essas precauções? “Os ciclistas eram notificados e tinham uma hora para se apresentarem no local do controlo”. “Tudo se poderia realizar”. Como por exemplo? “Executar manipulações, ou seja, algaliar um atleta, retirar-lhe a sua urina e colocar-lhe, através da algália, urina de alguém não dopado”. “Ou então colocar na uretra do atleta um pequeno pó – as proteases - destruidor das proteínas e que, ao mesmo tempo, destroem a eritropoietina (EPO) que está na urina”.

Concordando com as explicações que o senhor referiu, fico agora a aguardar resposta para umas perguntas muito simples que lhe vou colocar.
A primeira sobre a tabela de controlos antidopagem publicada no site do IDESPORTO referente à 1ª volta da Liga Sagres. Pelo regulamento o clube que vai em primeiro lugar na classificação deverá ser mais vezes controlado. No entanto verifica-se que o Benfica até 2 de Janeiro de 2013, apenas o havia sido feito por 1 vez em competição. Faz-me confusão como é que o primeiro classificado foi controlado 1 única vez em 15 jogos e, por exemplo o Rio Ave e o Braga, foram controlados 5 vezes! Agora que o nosso clube voltou ao lugar que lhe pertence, vão ver como “eles” vão aparecer por cá.
A segunda pergunta refere-se aquele ex-atleta do clube do senhor Horta que quando jogava “fazia 37 vezes (para cima e para baixo) os 100 metros colado à linha lateral”, actualmente imitado pelo sobrevivente Maxi Pereira. Os esgares do caxineiro que precisava de ser agarrado pelos colegas para não se atirar ao árbitro, ou as patadas do karateca não seriam suficientes indícios para verificar que andavam muito excitados?
Bem sabemos que a peixeira que (ainda) os treina, tem passado por clubes que se vão abaixo das canetas nas 2.as voltas. Coincidências que pelos vistos não preocupam muito o senhor Horta. Para vender o peixe ao pagode, anda muito preocupado com o ciclismo.

Até à próxima

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Controle Antidoping

Por coincidência, e só mesmo por curiosa coincidência, o nosso clube na sessão do primeiro dia do ano, um treino aberto para os sócios, simpatizantes, e adeptos, teve uma surpresa. Os vampiros quiseram homenagear-nos e vieram de longada até ao Dragão, espetar umas agulhinhas nos braços de alguns atletas. Devem ter lido as notícias sobre o Armstrong ou o Contador e não quiseram ficar atrás.
Nada que tenha sido uma grande surpresa. Se formos ao site da ADOP, entidade especializada nessas deslocações/surpresa, a fazer recordar a visita ao estágio da selecção de Queiroz ás 7 da manhã, para correrem com o homem (o senhor Gomes já entrou com a indemnização, em vez do “impoluto benfiquista Luís Horta” como devia ser), podemos observar nos dados estatísticos que, esta época, até ao dia 3 de Dezembro, a “instituição”, como sabem situada na Capital do Reino, a mesma cidade da ADOP, só tinha sido fiscalizada no final dos jogos, 1 única vez!
 
Se calhar os senhores da ADOP, à frente da qual continua o “impoluto benfiquista Luís Horta”, tem tanta confiança na bondade dos métodos de JJ que nem vale a pena lá irem. As 37 vezes, que Coentrão fazia os 100 metros por jogo, o espumar depois dos jogos, as patadas ou os empurrões de Luisão, as correrias de Maxi Pereira, as agressões impunes de Matic, e no último treino, os noticiados vómitos de Cardozo, são como sempre, fruto da excelente preparação física dos atletas do clube que apenas usa os suplementos alimentares adequados. Sabemos que lá por fora, o furunculoso defesa esquerdo passa mais tempo na bancada do que propriamente no relvado e, facto inédito, há alguns dias, foi castigado pela direcção técnica (MARCA dixit) por se empregar, num treino, “com demasiado voluntarismo”, eufemismo que deve significar: já andas a abusar outra vez!
Ah, já me esquecia! Os parolos cá de cima, no mesmo período de tempo, foram controlados mais vezes. O FC Porto 3, e o Braga 4! Se calhar os “enfermeiros”, ou lá quem são os homens, ganham ao quilómetro e assim, nestes tempos difíceis, metem mais umas patacas ao bolso. E não conta para o IRS.
 
Estive a matutar nesta história de umas equipas correram mais do que outras, ou algumas serem mais controladas, e decidi meter pés ao caminho, que é como quem diz, ir ver o que dizem os manuais sobre este assunto, e a forma como podem ser controlados os atletas batoteiros.
A ADOP recorre a um programa informático denominado PISCO – Programa Informático de Sorteio de Controlos de Dopagem. Neste programa são introduzidos antes do início de cada época os calendários dos jogos das principais modalidades colectivas. Todas as semanas são realizados sorteios recorrendo-se a esta aplicação, sorteios esses em que a confidencialidade dos controlos a realizar é assegurada pelo facto de o operador do sistema não ter conhecimento de quais os jogos que são sorteados. O sistema PISCO produz, para cada acção de controlo de dopagem, um envelope fechado contendo a identificação do jogo onde irão ser realizados controlos. No caso do futebol e para a Liga ZON Sagres, é realizada em cada jornada uma acção de controlo de dopagem ao jogo em que participa a equipa que se encontra classificada em primeiro lugar.
 
Estão a ver? “A equipa que se encontra classificada em primeiro lugar”. Ora como o nosso Clube e a “instituição tem andado mais ou menos a par, é bom de ver que estamos, como de costume, a ser levados ao sebo. Mas nada de mal virá ao Mundo, enquanto o “impoluto benfiquista Luís Horta“ andar por lá. Vamos considerar que a gracinha do controle de doping ao FC Porto no feriado de 1 de Janeiro de 2013 foi para verificar a quantidade de Vinho do Porto nas rabanadas, uma coincidência, ou um aviso do senhor Luís Horta lá para as bandas da Luz. Já não era a primeira vez, se calhar anda a ver o mesmo filme que eu.
 
Até à próxima

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

As Contas da Federação

Apresentado o último Relatório e Contas da responsabilidade de Gilberto Madaíl será altura de calar as aves agoirentas que pré-anunciavam a “falência” da Federação. Um rápido olhar para o documento de fácil leitura confirma o que eu tinha escrito em 2 de Agosto de 2010, aqui no Mística, com o título “AS CONTAS DA FPF”. A sua gestão tem sido prudente, cautelosa e com os pés bem assentes no chão. Comparemos alguns números das rubricas mais significativas dos Balanços desde o exercício de 1996 (o primeiro da era Madaíl):

“No que diz respeito à componente patrimonial, saliente-se o património imobiliário de relevante valor, destinado unicamente ao exercício da respectiva actividade, que revela hoje uma solidez estrutural notável, como o demonstra a situação dos Capitais Próprios à data do encerramento da época desportiva de 2010/11. Na verdade, este ano, os Capitais revelam uma importância de 25.184.213,34 euros, substancialmente diferente pela positiva, da que existia no final da época de 1995/96, cujo montante revelava uma cifra negativa de -64.377,43 euros”. (Excerto do Relatório e Contas).

O Imobilizado Corpóreo valia 700 mil euros, e agora vale 10 milhões. O Fundo Social era de 27 mil e quinhentos euros e no final deste exercício representa 10 milhões. Os Resultados Transitados passaram de 1 milhão e quinhentos mil negativos para 4 milhões e quarenta mil positivos. O Resultado Líquido do exercício apresentava então um valor de 535,4 mil euros, e no fim de Junho 2011 fechou com 3,4 milhões euros. O Activo é de 48 milhões (com os Depósitos a Prazo a valerem 18,5 milhões), e o Passivo é de 17 milhões. O Passivo Financeiro (empréstimos obtidos ou dívidas à Banca) é igual a zero.

Este Relatório devia ser esfregado nas ventas do inefável Laurentino-papa-almoços, que aproveitando os infelizes episódios ocorridos na preparação da Selecção Nacional para o campeonato do Mundo de 2010, saiu em defesa de outra anedota do nosso Futebol, o conhecido benfiquista Luís Horta, conseguindo ambos, estragar todo o trabalho que estava a ser desenvolvido. Esta dupla, imiscuindo-se em assuntos que não lhes diziam respeito, tudo fez para denegrir a imagem do seleccionador, parecendo ser “uma encomenda” do anterior Governo que gostaria de ver Carlos Queiroz sair da Federação.

Felizmente o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) determinou que a Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) pague 56.181 francos suíços (46 mil euros), correspondentes à totalidade dos custos do recurso interposto por Carlos Queiroz. Da quantia, a ADoP terá de pagar ao ex-seleccionador 18.500 francos suíços (15.100 euros) que este teve nas custas do processo. O recurso tinha sido apresentado na sequência da suspensão de 6 meses que lhe foi aplicada pela ADoP a 30 de Agosto de 2010, sob a acusação de “ter perturbado o controle antidoping” realizado a 16 de Maio, na Covilhã, durante o estágio da selecção antes do Mundial da África do Sul, ao dirigir insultos à brigada que ali se apresentou às 7 da manhã, e ao respectivo presidente.

Também o Secretário de Estado do Desporto, com o pretexto da não aprovação do Novo Regime Jurídico das Federações, viria a suspender a Utilidade Pública da FPF, inviabilizando com esta atitude irresponsável, dezenas de contratos-programa, com o evidente prejuízo de associações, clubes, e atletas não profissionais.

Vem a talhe de foice dizer que a aprovação, à força, destes Estatutos cozinhados pelo senhor Laurentino com a “concordância” dos habituais Octávios, Searas, Orelhas, Viscondes falidos, Colaços & Companhia, lá dos lados da Capital, constituiu como se viu há dias com o processo eleitoral da FPF, a maior bagunça de que alguma vez me recordo ocorrida no nosso pobre desporto, culminando no dia 10 de Dezembro com o desfile dos delegados/marionetas para, no final, apanharem o xito do costume.

É altura de recordar os cinco apuramentos de Gilberto Madaíl para as fases finais dos Europeus (Inglaterra 96, Bélgica/Holanda 2000, Portugal 2004 (anfitrião), Áustria/Suíça 2008 e Polónia/Ucrânia 2012) e três participações em Mundiais (Coreia/Japão em 2002, Alemanha 2006 e África do Sul 2010), bem como no Futebol Jovem com quatro títulos conquistados: Sub-18 (1999), Sub-17 (2003) e Sub-16 (1996 e 2000).

Por agora resta agradecer a dedicação, os óptimos resultados financeiros e performance desportiva registados nestes quinze anos e desejar, pelo menos, igual sorte à gestão do Dr. Fernando Gomes.

Até para a semana

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O "novo" IDP

O novel recém-nascido dá pelo nome de Instituto Português de Desporto e Juventude, I.P. (IPDJ I.P.) e é o resultado da extinção do Instituto Português da Juventude (IPJ) e do IDP Instituto do Desporto de Portugal I.P. ultimamente muito em foco por se terem “esquecido” de seiscentas e tal facturas por pagar, no fundo duma gaveta.

Tutelado hierarquicamente pelo conhecido corta fitas Laurentino Dias, pomposamente intitulado Secretário do Desporto e da Juventude, que obviamente “não sabia de nada”, tinha na pessoa do seu Presidente Luís Sardinha outro ignorante que também não tinha a mínima ideia como estavam as continhas daquela bagunçada. Vagamente, referiu na Comissão de Inquérito que “estavam em tramitação duma secção para outra”. Deve ser a “cesta” secção!

No preâmbulo do novo diploma pode ler-se:

“...Face ao exposto, considera-se urgente e determinante a criação dum único organismo para as políticas de desporto e da juventude, com o objectivo de assegurar a coordenação operacional integrada de ambas as políticas numa mesma estrutura...”

Fazendo esta reestruturação, por via da contenção orçamental, parte do conceito de “redução de estruturas da Administração Pública”, o actual Governo, aproveitou a ocasião e deu uma valente vassourada noutros organismos que provocavam danos colaterais naquela casa, onde, diga-se em abono da verdade ninguém consegue vislumbrar obra. Estão neste caso a Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI) e da MOVIJOVEM – Mobilidade Juvenil, Cooperativa de Interesse Público de Responsabilidade Limitada (?), que apresentavam recorrentes resultados líquidos negativos, acumulados, acrescendo o facto dos dois institutos públicos, IDP e IPJ agora extintos, terem uma elevada dependência do Orçamento do Estado (custos de funcionamento e PIDDAC).

O IPDJ, I.P. terá por missão “apoiar a definição, execução e avaliação da política pública do desporto, promovendo a generalização do desporto, bem como o apoio à prática desportiva regular e de alto rendimento, através da disponibilização de meios técnicos, humanos e financeiros”

Depende do Primeiro-Ministro ou do membro do Governo com responsabilidade na área do desporto e da juventude, neste caso, Miguel Relvas, sede em Lisboa (claro) e Direcções Regionais no Porto, Coimbra, Évora e Faro sendo as suas atribuições não muito diversas do consignado no Decreto-lei 169/2007 que regulamentava o IDP, também com a inclusão da AdoP nesta área que tão maus resultados deram no diferendo Queiroz/AdoP/FPF.

A propósito desta fusão diz José Manuel Constantino antigo presidente do CDP e IDP (*)

“Não é preciso ser especialista em sistemas organizacionais para saber que é mais fácil criar um organismo que fundir dois ou mais. Sobretudo se essa fusão não é acompanhada de um desenho diferente da missão e das competências da nova organização. Situação que a não ocorrer transforma a fusão em simples adição. “...

“A solução de agregação (desporto+juventude) não é uma situação atípica. Ela tem equivalência em muitos governos e outras instâncias europeias. Mas na generalidade destes casos foi uma solução de raiz. Não resultou de fusões ou extinções de organismo já existentes. O que, no caso português, aumenta o grau de complexidade é a circunstância de fundir organismos com histórias, culturas, práticas e agentes sociais muito distintos. E essa dificuldade começa a partir de agora. Produzir um diploma é fácil. Dar vida a um organismo novo bem mais difícil.”

“É uma ilusão supor que aquilo que estamos a assistir é uma reforma do Estado. Ou à eliminação de gorduras dispensáveis poupando dinheiro como a eliminação de um certo número de cargos dirigentes. Ou que se está a racionalizar o Estado para o tornar mais eficiente. O que está a fazer, por força da conjuntura, é cortar a eito encolhendo o Estado. Nada garante que não continue a gastar mal o dinheiro. Quando muito vai gastar menos. O que vai resultar no final deste desespero ninguém sabe.”...

Até para a semana

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Grupo G da Liga dos Campeões (Comentário)

Ao contrário de Rui Santos, famoso comentador desportivo, eu não vou afirmar com plena convicção que o sorteio foi favorável ou desfavorável ao FC Porto. Isto porque cabe ao Clube Azul e Branco tornar acessível ou complicados os jogos que terá pela frente neste Grupo da Liga dos Campeões. Eu já vi o FC Porto a ser considerado favorito num grupo 0onde o Rangers da Escócia seria o rival directo dos Portistas e acabei por ver um tal de Maribor a derrotar os Dragões que t6erminaram a sua participação no ultimo lugar do Grupo. 
  
Para a actual temporada, FC Shakhtar Donetsk, Futbolny Klub Zenit Sankt-Peterburg e Athlitikos Podosferikos Omilos Ellinon Lefkosias (APOEL Nicosia) são as equipas que o Futebol Clube do porto terá de defrontar no Grupo G da Liga dos Campeões. À primeira vista nenhuma destas equipas tem o estatuto de “Tubarão” da Europa do Futebol, sendo que poderíamos afirmar que os Dragões são mais do que favoritos a passarem á fase seguinte em 1º Lugar. Contudo isto não é bem assim.

Não é bem assim, porque o Futebol Clube do Porto terá de enfrentar equipas que estão a uma distância enorme de Portugal (Ucrânia, Rússia e Chipre são Países que estão a uma distância considerável de Portugal), depois temos a questão das condições climatéricas que são sempre muito complicadas em Donetsk e Sankt-Peterburg, para além de que os adeptos destas equipas são conhecidos por criarem Climas adverso aos seus adversários e por ultimo temos as condições dos relvados que nunca são grande cosia na Rússia e Chipre.
  
Para além destes pormenores que salientei atrás, os Portistas terão de enfrentar Jogadores de Classe Mundial tais como Răzvan Raţ, Darijo Srnae o resto da armada Brasileira do FC Shakhtar Donetsk. Da Rússia também existem nomes que põem qualquer equipa em sentido como são o caso de Vyacheslav Malafeev, Bruno Alves, Danny, Danko Lazović e Aleksandr Kerzhakov.

Como se pode ver, o Futebol Clube do Porto terá pela frente um Grupo muito complicado e que exigirá muito dos Atletas que irão entrar em campo equipados de Azul e Branco. Não se pode olhar para este grupo da mesma forma que Rui Santos olhou para o Grupo do SL Benfica, esquecendo-se por completo da figura triste que o Clube da Luz fez na Época passada num grupo muito acessível da Liga dos Campeões. È importante que o Treinador Vítor Pereira ponha os Jogadores com os pés bem assentes na terra para evitar euforias perigosas, Para sonhar e rebaixar quando a equipa precisa de apoio lá estarão os Adeptos do costume.

sábado, 26 de março de 2011

A Bomba e o Rastilho

Num Fim-de-semana em que joga a Selecção Nacional é obrigatório deixar aqui algumas palavras sobre a Equipa que é só de alguns e não de Todos Nós.

Com toda a certeza de que se recordam da pouca vergonha com que todos nós fomos brindados no pós Mundial de África 2010 onde o Professor Carlos Queiroz fez alguma coisa de jeito com um autêntico monte de trapos. Queiroz teve o condão de trazer alguma aragem a uma Selecção que começava a cheirar a mofo e a ficar gasta de tanto usarem os mesmos Atletas. Em boa hora saíram os Jogadores que são conhecidos pelo seu mau carácter e/ou fraco desempenho em campo, como foram os casos de Tiago, Simão, Miguel e Deco.

Mas lá está, quem pratica o Bem nem sempre fica Bem. E foi o que aconteceu com Queiroz quando impôs algo que faz muita falta á nossa Selecção e que dá pelo nome de seriedade, disciplina e organização. Tudo coisas que o Ronaldo da Braçadeira de Capitão e que dizem ser melhor do que um pequeno e fabuloso Argentino (e que não ganha nada desde que saiu da Ilha de Sua Majestade) não gosta que lhe imponham… Nem o Melhor Treinador do Mundo consegue meter isto na cabeça oca do fenómeno da Madeira.

Queiroz foi de imediato queimado na fogueira mediática porque um tal Carlos que também é Martins (que alguns cismam que é um Jogador de top quando nem para apanha bolas serve) deveria ter ido ao Mundial. E o mesmo sucedeu com o Quim que está neste momento a gozar umas férias forçadas e que na altura era tão bom que o tal “Catedrático da Pastilha Elástica” o mandou abaixo de Braga.

Sucede que depois de toda esta palhaçada rebentou finalmente a primeira das muitas bombas que vão trazer desorientação á Selecção Nacional (as recentes declarações de Pepe sobre um Treinador que apostou imenso nele mostram bem este desnorte).

"È bem feito!!!"; "Queiroz é um Herói!!!"; "Na FPF e na ADoP é tudo uma Máfia. Corram com eles!!!" - Dirão os Hipócritas do costume, mas uma coisa é certa, o "Polvo" Amândio de Carvalho (principal culpado de tudo isto e do famoso e vergonhoso caso Saltillo) e a maioria das "Lapas" que grassam na ADoP, Federação e Estado Português vão continuar a alimentar-se de da fama e trabalho de quem lhes vai servindo os interesses e os ajudam a dar o salto para a Política.

Para já Paulo Bento é o Salvador da Pátria, o Messias que libertou os pobres coitados dos Jogadores do maléfico Professor e que os deixa fazer e dizer o que querem, mas o rastilho já foi novamente aceso e já se vão ouvindo e lendo aqui e acolá vozes discordantes no que às convocatórias do Santo Bento dizem respeito.

Agora digam-me: Depois de tudo isto, e sabendo que já estão a preparar o caixão do Bento, acham que ainda há vontade de apoiar esta Selecção?

Neste aspecto apetece-me fazer como o “Catedrático da Pastilha Elástica” e mandar uma “ganda padrada” a estes gajos todos.

sábado, 19 de março de 2011

Doping

Depois da entrevista do Dr. Luís Horta na passada 5ª feira à Antena 1(*) sobre os malefícios do doping para a saúde dos utilizadores, bem como a desconfiança aflorada na blogosfera sobre a forma como algumas equipas correm mais do que outras, decidi meter pés ao caminho, que é como quem diz, ir ver o que dizem os manuais sobre este assunto, e a forma como podem ser controlados os atletas batoteiros.

Notícia do Record da semana passada referia que 4 jogadores do Olhanense tinham sido controlados de surpresa no último treino. Recorrendo às tabelas da ADoP, verifica-se que até 1 de Março, o clube algarvio, no decorrer do Campeonato da LIGA desta época, tinha sido controlado em 13 jogos, mais um do que, por exemplo, o Benfica.

Será o popular clube assim tão “suspeito” para que os órgãos que controlam o Doping em Portugal o tenham “visitado” tantas vezes? Fui então ver o que diz a ADoP sobre a forma como são seleccionados os jogos de futebol onde são realizados os controlos de dopagem. Recorrem a um programa informático denominado PISCO – Programa Informático de Sorteio de Controlos de Dopagem. Neste programa são introduzidos antes do início de cada época os calendários dos jogos das principais modalidades colectivas. Todas as semanas são realizados sorteios recorrendo-se a esta aplicação, sorteios esses em que a confidencialidade dos controlos a realizar é assegurada pelo facto de o operador do sistema não ter conhecimento de quais os jogos que são sorteados. O sistema PISCO produz, para cada acção de controlo de dopagem, um envelope fechado contendo a identificação do jogo onde irão ser realizados controlos. No caso do futebol e para a Liga ZON Sagres, é realizada em cada jornada uma acção de controlo de dopagem ao jogo em que participa a equipa que se encontra classificada em primeiro lugar. Assim até ao referido dia 1 de Março, o Futebol Clube do Porto já tinha sido controlado 19 vezes + 2 vezes fora de competição. Para além desse controlo, são sorteados no mínimo mais dois jogos das restantes 16 equipas.

Passo a referir alguns pormenores acerca do doping:

1 - A dopagem consiste na utilização de substâncias proibidas no desporto, que podem tornar o atleta mais forte e mais rápido, sendo a sua utilização proibida conforme as tabelas dos produtos publicadas no site da ADoP (Indesp), ou da WADA World Anti-Doping Agency.

2 - As substâncias analisadas, por exemplo, nos controlos anti-doping dos Jogos Olímpicos são:

a) Beta bloqueadores – São produtos que baixam a pressão sanguínea. Actuam no sistema cardiovascular, diminuindo o número de batimentos do coração. Ajudam em categorias que exigem precisão, como o arco e flecha e o tiro.

b) Diuréticos - Os diuréticos são usados pouco antes das provas para desidratar o organismo e diminuir o peso dos atletas. Atletas do Box, Luta, Judo e Halterofilismo podem usar a substância para actuarem em categorias de peso inferior ao seu. Também são usados para mascarar outras drogas.

c) Estimulantes - Os estimulantes agem directamente no sistema nervoso, fazendo o atleta ficar mais excitado. A cafeína é o exemplo mais comum. Os velocistas de Atletismo conseguem melhorar os seus tempos com esse tipo de substância. No Futebol, a FIFA passou a liberalizar a cafeína, retirando a mesma das substâncias dopantes desde 2007.

d) Injeccção de sangue - Alguns atletas injectam até um litro de sangue pouco antes da competição. A transfusão aumenta a quantidade de glóbulos vermelhos, melhorando a capacidade de circulação de oxigénio entre as células até 5%.

e) Narcóticos - Os Narcóticos não são usados para melhorar o desempenho, mas para aliviar a dor. São empregados em quase todas as modalidades, por exemplo, no ciclismo, para diminuir a resposta do organismo à dor devida a um esforço físico excessivo e no pugilismo, para que o atleta possa continuar a lutar após sofrer uma lesão. As substâncias mais utilizadas dessa classe são a morfina e seus derivados. Outra substância bastante consumida pelos atletas é o álcool, utilizado como ansiolítico (para diminuir a ansiedade) e como fonte de calorias. Alguns atletas ingerem bebidas alcoólicas com a intenção de aumentar a autoconfiança e a resposta psicomotora, mas vários estudos comprovam que o desempenho acaba por diminuir com essa habituação. O uso de álcool no desporto é lícito, contudo pode ser passível de controlo a pedido das Federações.

f) Esteroides anabolizantes - são hormónios sintéticos que quando comparados à testosterona (hormônio masculino natural), têm maior actividade anabólica (promovem crescimento). Geralmente são usados por via oral ou parenteral (injectáveis). Ao contrário dos estimulantes, que para fazer efeito devem ser tomados uma única vez nas vésperas das competições, os anabolizantes são ingeridos na pré-época. O tratamento é interrompido de duas a três semanas antes das provas, tempo suficiente para o organismo eliminar vestígios das substâncias proibidas de modo a permitir a passagem “limpa” pelo exame antidopagem. Para fazer face a essa situação, desde 1993 que a Federação Internacional de Atletismo realiza exames surpresa aos melhores atletas do mundo.

3 – Efeitos secundários gerais:

Queda do cabelo
Acne (borbulhas na pele)
Lesões ao nível do sistema reprodutor, levando à infertilidade
Diminuição do crescimento corporal quando utilizados por jovens em fase de crescimento (os jovens não atingem a estatura que lhes estava destinada geneticamente, por exemplo)
Roturas tendinosas
Hipertensão arterial
Doenças cardiovasculares
Doenças hepáticas (fígado)
Aparecimento de tumores malignos (cancros) no fígado e próstata (entre outros)
Hepatites B e C e Sida por contaminação a partir da partilha de agulhas utilizadas na administração por via injectável
Aumento da agressividade
Dependência psíquica

O controlo anti-doping no futebol é "ineficaz" e as federações não têm interesse na caça aos "batoteiros" defende no livro "O doping no futebol. A lei do silêncio", o especialista Jean-Pierre de Mondenard. "Como a luta contra o doping está nas mãos das próprias federações, este é um processo talhado para o insucesso, pois é como ter um juiz a julgar um detido da sua própria família", disse.

Site do INDESP http://www.idesporto.pt/ (Ver do lado esquerdo: Antidopagem)
Entrevista a Jean-Pierre de Montenard

Até para a semana