Mostrar mensagens com a etiqueta Ivo Vieira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ivo Vieira. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Aproveite-se para se reflectir

imagem retirada de zerozero
Ganhar é sempre bom. Então num jogo que teve - nada mais, nada menos – do que 8 golos(!) é aquilo que se pode apelidar de “cereja no topo do bolo”. Quem foi hoje ao Estádio do Dragão numa de ver o jogo pelo jogo, de certeza que deu o seu investimento por bem aplicado. Já quem quis ver a dita partida de um ponto de vista mais sério não terá dado por mal empregue o seu tempo e dinheiro, mas de certeza que saiu do Estádio algo pensativo. Isto porque já não é a primeira vez esta época que o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição mostra ter sérias dificuldades para impor o seu futebol sempre que defronta uma equipa mais organizada. Já foi assim no Estádio do Jamor diante de um tal de “Belenenses SAD”, foi assim na derrota caseira com o Vitória SC, mais recentemente com o CD Santa Clara nos Açores e agora com o Moreirense FC em casa. E isto para não fazer aqui referência aos jogos com Galatasaray.

Não me vou alongar muito na análise ao que sucedeu hoje na cidade Invicta. E não o falo porque não tenho prazer nenhum em andar-me a repetir vezes sem conta. Hoje até se começou a partida a perder com um golo muito parecido com o sofrido no último jogo do nosso campeonato diante do CD Santa Clara.

Sérgio Conceição que não me venha com a história do cansaço porque o que faltou hoje ao clube portista foi a capacidade de gerir o jogo. Capacidade esta que usa e abusa (e bem!) com maior ou menor eficácia nos jogos da Liga dos Campeões. O que faltou hoje aos Dragões foi a capacidade de manter a posse da bola, aproximar linhas, retirar linhas de passe ao adversário e gerir o esforço não é sinal de fraqueza. È antes sinal de inteligência Espacialmente quando se dá a volta a um resultado desfavorável. Hoje o FC Porto não fez nada disto. E vamos a ver se não vai pagar cara esta forma de estar já no próximo Domingo diante de um Rio Ave que tem um perfil de jogo muito parecido com este Moreirense.

Já sobre as lesões de Otávio e Danilo, bem que poderia dizer o que realmente penso mas não sei o que se faz nos treinos da equipa azul e branca, pelo que não vou estar aqui a falar sobre o que não sei. O que sei é que em outros campeonatos os calendários dos ditos “grandes” são bem mais “apertados” do que os do nosso “pequeno burgo futebolístico” e raras são as vezes em que ouço os treinadores e jogadores a queixar-se do calendário. Que cada um retire as suas ilações se bem que há que ser justo e reconhecer que a lesão de Danilo Pereira foi um tremendo azar. Espero que a dita não seja grave, até porque o terceiro golo da equipa de Ivo Vieira é fruto da sua forçada ausência.

Em suma; o importante é que se passou á fase seguinte da Taça de Portugal e, a verdade seja dita, tal foi fruto da entrada de Yacine Brahimi em campo (aqui tenho de dar os parabéns ao Sérgio Conceição por ter sabido “mexer” quando foi preciso), mas insisto na ideia de que é necessário reflecetir-se sobre este “vamos para cima deles a todo o custo!”. Especialmente agora que se aproxima a famosa paragem do Natal que costuma “fazer mal” ao Dragão. A época é longa e a margem de manobra na Liga NOS é – ainda – muito reduzida.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Saiu do banco para resolver o jogo. Foi dos pés do internacional argelino que veio o passe “açucarado” para Moussa Marega que não desperdiçou e fez o quarto golo dos azuis e brancos na partida. Brahimi acabou por ser o autor da vitória portista num jogo que foi tremendamente complicado para os donos da casa.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum alguma das equipas em campo foi capaz de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: A partida, em virtude do resultado, ganhou outra dimensão física na segunda parte e aos 49 minutos registou-se o momento mais crítico para Carlos Xistra, que entendeu não ter havido falta de Loum sobre Danilo Pereira. Uma decisão errada, na nossa opinião. Análise e opinião de Duarte Monteiro (jornalista do site zerozero)

Positivo: Festa do golo. Colocando de lado a parte que me interessa (que é a do FC Porto, obviamente), tenho de colocar como factor positivo deste jogo a quantidade de golos marcados. Gutebol espectáculo na sua plenitude!

Negativo: Tanto desperdício! È um facto que este FC Porto se concentra em demasia no ataque, mas quem cria tantas oportunidades de golo e não as concretiza arrisca-se a sofrer. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (18/12/2018)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Momentos testados ao limite

Liga dos Campeões, campeonato, Taça de Portugal. O ano está a chegar ao fim e o calendário está apertado, especialmente para as equipas a jogarem nas quatro competições, como é o caso do FC Porto.

Frente a frente nos oitavos de final da prova rainha do futebol português estão duas equipas em estado de graça. Os dragões seguem numa sequência de 13 vitórias consecutivas, que está perto de se tornar histórica, o Moreirense... já fez história. A equipa de Ivo Vieira vive o seu melhor arranque de sempre na Primeira Liga.

É um desafio ao momento e à moral elevada de dragões e cónegos. Um desafio, diga-se, decisivo. É que se o ano se aproxima do fim, a final do Jamor também fica cada vez mais próxima. Os quartos estão já aí à porta...

De bebés a crescidos 

Já que estivemos a falar de momentos, importa falar do dia 2 de setembro, isto porque estas duas equipas já se encontraram, na quarta jornada do campeonato, com a equipa de Sérgio Conceição a vencer por 3x0, mas longe de realizar uma partida com elevado grau de brilhantismo. Era um dragão bebé quando comparado como o atual, mas a equipa de Ivo Vieira também estava em construção e somava apenas quatro pontos na última visita ao palco azul e branco.

O tempo passou, novas ideias foram assimiladas e as antigas, que não beneficiavam as duas equipas, foram deixadas para trás. Pela frente, vitórias. O FC Porto já não perde desde a visita ao Estádio da Luz, palco onde o Moreirense venceu por 1x3 num jogo que mostrou os pontos fortes dos cónegos aos mais desatentos. 

São, sem dúvida, duas equipas a atravessar um bom período, mas o Moreirense nunca visitou o Dragão com tanta confiança. Eliminar, na Taça de Portugal, o campeão nacional teria um forte impacto na época do Moreirense e dava ainda mais força à ideia de Ivo Vieira, que de uma equipa que jogava na expectativa do que o adversário poderia fazer passou a ser uma formação que gosta de ter bola e confiante no processo ofensivo e defensivo. Os bons momentos são testados perante os melhores adversários. E que maior adversário do que o líder do campeonato?
zerzero
CUICAR NA IMAGEM PARA AMPLIAR
Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Descubra as diferenças

imagem retirada de de zerozero
Com toda accerteza que todos conhecem o famso jogo quebra-cabeças “descubra as diferenças”. Para quem ainda não percebeu qual é, explico que me refiro aquele joho que muitas bezes e publicado nso jornais em que temos duas imagens paralelas aparentemente semelhantes onde somos desafiados a encontrar as pequenas e grandes diferenças entre elas.

Ora para aqui falar neste FC Porto 3 x Moreirense FC 0 de hoje recorro a este mesmo jogo porque entre o que vi hoje ao vivo no Estádio do Dragão e o que vi in loco no mesmo local na semana passada diante do Vitória minhoto as diferenças são poucas. Muito poucas. E, em certa medida, tal é preocupante. Isto porque depois da paragem para os trabalhos das selecções e do jogo treino com o GD Chaves, vanos ter os jogos da Champions e a jogar desta forma num grupo que é muito equilibrado…

A grande diferença da partida anterior para a de hoje está, essencialmente, no resultado final que acabou por ser favorável aos comandados de Sérgio Conceição. Já o jogo em si… Parecia uma cópia a papel químico do anterior! Especialmente na segunda parte onde a equipa forasteira conseguiu “encostar a equipa azul e branca às cordas”.

Confesso que me custa a perceber a tremenda dificuldade que o actual Futebol Clube do Porto tem em controlar um jogo que está a vencer por duas bolas a zero. Assim como também me custa a perceber a razão pela qual Sérgio Conceição fez de Diogo Leite a principal razão da derrota caseira anterior… Militão até que esteve bem. Mas não esteve nada diferente de Diogo Leite. Acho que era escusado ter-se “queimado” o moço desta forma, mas já todos percebemos que o Sérgio adora arranjar bodes expiatórios para os seus disparates.

Apesar de tudo o mais importante foi alcançado. O FC Porto venceu e com os regressos de Danilo Pereira e de Moussa Marega ao onze inicial é natural que as coisas venham a melhorar. Contudo há que olhar para o jogo de hoje e fazer a devida reflexão.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. O maliano pode não ser muito dotado tecnicamente e até que é algo trapalhão em certos momentos do jogo, mas as suas movimentações em campo feitas, essencialmente, em força acabam por ser decisivas na criação de espaços para que os seus companheiros finalizem. Basicamente foi isto que aconteceu hoje. Se os Dragões venceram hoje foi muito por culpa de Marega que viu o seu trabalho ser recompensado com um mais do que justo golo.

Chave do Jogo: As entradas de Danilo e Oliver. Numa segunda parte onde o Moreirense acreditou que poderia fazer de Bitória Sport Clube, as entradas de Danilo pereira e de Oliver Torres acabaram por ser o factor que fez com que a vitória pendesse, em definitivo, para o lado dos portistas.

Arbitragem: Boa arbitragem de Hélder Malheiro. À primeira vista, o lance entre Aboubakar e Loum parecia penálti, mas o recurso às imagens permitiu perceber que o defesa do Moreirense corta a bola e depois o contacto é sobretudo forçado pelo avançado.

Positivo: Substituições de Sérgio Conceição. Tardias mas certas. Muito certas e sensatas. Trouxeram o equilíbrio que o meio campo dos Dragões necessitou para confirmar a vitória neste jogo.

Negativo: “Queimar” Diogo Leite. Um jovem talento tem de ter espaço para crescer e não ser a justificação das más opções técnico tácticas que o seu Treinador tomou na partida anterior. 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (02/09/2018)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

E tudo o Dragão levou!

imagem retirada de zerozero
É um facto que critico o Futebol Clube do Porto. E faço-o sempre na prespectiva de que as coisas melhorem. Mas também sei elogiar este FC Porto e hoje é praticamente impossível não se elogiar a prestação deste Porto diante de um muito frágil GD Estoril Praia.

37 dias depois um tremendo “vendaval” ofensivo dos portistas na segunda parte colocou, e bem, os Dragões na merecida liderança da Liga NOS tendo agora cinco pontos de distância para o segundo classificado. Cabe agora a Sérgio Conceição - e restante equipa - saber gerir esta vantagem pontual. Gestão esta que não vai ser nada fácil dado que começam a ser algumas e preocupantes as lesões de jogadores importantes (como Alex Telles, por exemplo).

Uma nota final sobre a arbitragem desta segunda parte. É um facto que Vasco Santos errou na análise do primeiro golo dos azuis e brancos, mas também é verdade que o Estoril não jogou absolutamente nada. Até Ivo Vieira, treinador dos «canarinhos», assumiu tal sem recorrer à arbitragem. Por isto o Benfica e o seu exército de “cartilheiros” que “metam a viola ao saco” e vão pregar para a Freguesia de Carnide. Especialmente quando o clube da Luz é beneficiado por erros arbitrais diante de equipas que estão a lutar de igual para igual com a equipa de Rui Vitória. E o mesmo recado é enviado ipsis verbis para o Sporting.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Confesso que me foi complicado escolher o melhor em campo de um jogo tão estranho, mas a verdade é que Tiquinho Soares deu a volta a um resultado que ao intervalo era desfavorável para as aspirações azuis e brancas. Daí eu ter considerado o avançado brasileiro o MVP deste jogo.

Chave do Jogo: Apareceu no arranque da segunda parte para resolver a contenda a favor do FC Porto. A forma destemida e decidida como os portistas entraram em campo resolveu de imediato uma partida que até estava complicada para as aspirações azuis e brancas.

Arbitragem: Partida difícil para Vasco Santos. A alta intensidade com que o FC Porto entrou em campo levou a vários lances divididos e a alguns bate-bocas. Mas o maior erro acaba por aparecer mesmo no primeiro golo portista. Soares não toca na bola, é um facto, mas o avançado brasileiro aparecia em fora de jogo e acabou por ter influência na jogada. Erro que acabou por não ser corrigido pelo VAR.

Positivo: Raça portista. A perder ao intervalo e a só poder entrar em campo 37 dias depois para disputar a segunda parte, impossível é não se elogiar a forma fantástica como este Futebol Clube do Porto procurou resolver o jogo.

Negativo: Comentadores da SportTv. É verdade que o árbitro errou no primeiro golo do FC Porto, mas daí a dizer-se que o GD Estoril perdeu por causa disto vai uma grande distância.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/02/2018)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vamos lá acabar isto...

37 dias depois eis que temos a segunda parte do Estoril x FC Porto, da jornada 18 da Liga NOS. Certamente todos sabem o que aconteceu na noite de 15 de janeiro e não precisamos de explicar. Seja como for, o jogo ganhou ainda mais importância na corrida pelo título e a entrada dos dragões a perder nesta segunda parte gera ainda mais importância na partida.

Em caso de vitória os dragões aumentam para cinco pontos a vantagem sobre Benfica e para Sporting. Essa situação faz com que estes segundos 45 minutos ganhem uma maior importância e o facto de os dragões estarem a perder aumentam a emoção para uma segunda parte que se espera de alta tensão.

Uma grande confusão nas equipas

Existe uma grande confusão sobre quem pode ou não jogar. A melhor explicação está aqui, mas de forma resumida podemos dizer que os reforços das duas equipas que ainda não estavam inscritos na data da primeira parte não podem jogar. Jogadores que começaram no 11 titular das duas equipas não podem ir para o banco de suplentes e os jogadores que estavam castigados para o dia 15 de janeiro não podem jogar, mas jogadores que tenham sido suspensos na última jornada podem atuar.

Esclarecidos alguns pontos, chegou a hora de olhar para o momento das duas equipas. O FC Porto vem de uma grande vitória na Liga, mas terá de dar tudo nestes 45 minutos, até porque o clássico com o Sporting está quase a chegar.

O Estoril está a atravessar o melhor momento da temporada, mas não vai contar com alguns dos reforços que deram um aumento de qualidade à equipa estorilista. Será essencialmente um jogo onde a equipa de Ivo Vieira terá de manter a intensidade que tinha mostrado na primeira parte.

O jogo promete ser quente e intenso e mesmo sendo só 45 minutos será encarado como uma partida completa. Em caso de vitória o FC Porto pode dar um passo muito importante na luta pelo título. 

CLICAR PARA AMPLIAR
Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fuga nas Amoreiras

A primeira jornada da segunda volta encerra nas Amoreiras, com a receção do Estoril ao FC Porto. Os extremos do campeonato tocam-se num confronto importante para ambas equipas e em que a palavra fuga é dominante. Os canarinhos, a jogar em casa, procuram deixar a zona de despromoção, enquanto na equipa de Sérgio Conceição a fuga é com outras intenções: continuar na liderança.
 
Sem a magia de Brahimi, Conceição deve voltar a adaptar
 
Que o plantel dos dragões não é muito extenso já se sabe. Treinador, presidente e jogadores já o admitiram, mas as circuntâncias levam a que esta situação se torne fator de maior preocupação para os dragões. Na partida da Taça de Portugal, com o Moreirense, Marega aqueceu mas nem chegou a entrar, enquanto Brahimi saiu por problemas físicos. O argelino não deve mesmo recuperar e a sua magia fará falta para desarmar a organização defensiva do Estoril. 
 
Nesse sentido, Sérgio Conceição deve manter a aposta em Layún, agora para o lado esquerdo do ataque. O mexicano é conhecedor daqueles terrenos e pode facilitar a permuta com Alex Telles, um pouco à imagem daquilo a que se deverá assistir do outro lado, com Ricardo e Maxi Pereira. Nova oportunidade para o técnico portista provar que sabe encontrar soluções dentro de casa.
 
Remendos não impedem ambição

Se no ponto anterior falámos no problema de Conceição, o que dizer de Ivo Vieira? O técnico dos canarinhos tem sete ausentes para esta partida e o setor defensivo está largamente afetado pelas lesões, juntando ainda o facto de Fernando Fonseca não estar disponível por se encontrar cedido pelos dragões.
 
Ivo Vieira terá de procurar soluções no seu plantel - que também não terá o seu melhor marcador, Kléber - e deverá precisar de algumas adaptações para compôr o setor mais recuado. Ainda assim, os remendos aplicados pelo técnico do Estoril não podem tirar a ambição à sua equipa. A segunda volta começa agora e há uma imagem a limpar depois de uma primeira metade em que os canarinhos somaram apenas duas vitórias. No Estádio da Luz houve boa réplica estorilista, conseguirão agora os da casa retirar pontos a um dos candidatos ao título?
CLICAR PARA AMPLIAR
Retirado de zerozero

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um treino que correu mal

O Marítimo carimbou a inédita passagem à final da Taça da Liga, ao bater o FC Porto com uma cambalhota no marcador, conseguida ainda na primeira parte. A equipa de Lopetegui mostrou muito pouca clarividência de ideias e voltou a cair na Madeira, perdendo a segunda competição da temporada.
 
O Marítimo foi a equipa que entrou melhor. Sem permitir grandes espaços a um meio-campo do FC Porto claramente uma mudança abaixo do normal (a ausência de Herrera notou-se), a turma de Ivo Vieira esteve por cima nos primeiros 15 minutos. Acercou-se da baliza de Helton e ameaçou, mas não marcou.
 
Permitiu ao FC Porto tempo e capacidade para reagir. Ao fim do primeiro quarto de hora, e quase como um ponto de despertador, o remate de Hernâni espicaçou a equipa para virar o figurino da partida. Por isso, quando Evandro abriu o activo, já havia uma sensação de naturalidade na partida, isto porque os Dragões tinham sido bem melhores nesse quarto de hora.
 
Só que a reacção Maritimista foi excelente. Um pouco de forma fortuita, mas muito bem aproveitado por Xavier, surge o lance que resulta na grande penalidade. Um golo que afectou psicologicamente os Dragões (os recentes desaires na Madeira podem ter interferido no subconsciente) e atirou o Marítimo para os píncaros da motivação.
 
Embalados por isso mesmo, os Insulares haveriam de terminar a primeira parte na frente. Nova desatenção Portista e uma boa dose de classe na abordagem ao esférico ao primeiro toque fizeram com que o Marítimo, a três toques, concretizasse depois de um pontapé de canto.
 
Para o arranque da segunda parte, esperava-se um FC Porto pressionante e a carregar sobre o adversário em busca do empate, mas tal não aconteceu no imediato. Em boa verdade, até à entrada de Tello, os Portistas foram sempre previsíveis e tiveram muito pouco critério com bola. Além disso, a passividade a meio permitia ao Marítimo ganhar muitas segundas bolas.
 
A entrada de Tello pareceu, num primeiro momento, melhorar o FC Porto, só que tal não passou de ilusão. A forma como o Marítimo fechou os espaços foi notável, pelo que nem a mudança táctica de Lopetegui, quando passou para uma espécie de 3x4x3 (metendo Brahimi e tirando Ricardo), pareceu resultar.
 
Por isso, o Espanhol voltou a mudar e a arriscar, lançando Gonçalo Paciência para o lado de Aboubakar. Aí sim, viu-se um FC Porto a 'viver' no último terço e mais próximo do golo, com vários cantos que colocaram em sentido a turma da casa. Porém, a alma Verde-rubra já era enorme nessa altura e suficiente para anular todas as investidas dos Azuis e Brancos.
 
Pelo grande rigor táctico e pela solidariedade entre os atletas, o Marítimo acaba por chegar com justiça à final da prova, onde defrontará o Benfica, em Coimbra.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Evandro