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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

E tudo o Dragão levou!

imagem retirada de zerozero
É um facto que critico o Futebol Clube do Porto. E faço-o sempre na prespectiva de que as coisas melhorem. Mas também sei elogiar este FC Porto e hoje é praticamente impossível não se elogiar a prestação deste Porto diante de um muito frágil GD Estoril Praia.

37 dias depois um tremendo “vendaval” ofensivo dos portistas na segunda parte colocou, e bem, os Dragões na merecida liderança da Liga NOS tendo agora cinco pontos de distância para o segundo classificado. Cabe agora a Sérgio Conceição - e restante equipa - saber gerir esta vantagem pontual. Gestão esta que não vai ser nada fácil dado que começam a ser algumas e preocupantes as lesões de jogadores importantes (como Alex Telles, por exemplo).

Uma nota final sobre a arbitragem desta segunda parte. É um facto que Vasco Santos errou na análise do primeiro golo dos azuis e brancos, mas também é verdade que o Estoril não jogou absolutamente nada. Até Ivo Vieira, treinador dos «canarinhos», assumiu tal sem recorrer à arbitragem. Por isto o Benfica e o seu exército de “cartilheiros” que “metam a viola ao saco” e vão pregar para a Freguesia de Carnide. Especialmente quando o clube da Luz é beneficiado por erros arbitrais diante de equipas que estão a lutar de igual para igual com a equipa de Rui Vitória. E o mesmo recado é enviado ipsis verbis para o Sporting.

MVP (Most Valuable Player): Tiquinho Soares. Confesso que me foi complicado escolher o melhor em campo de um jogo tão estranho, mas a verdade é que Tiquinho Soares deu a volta a um resultado que ao intervalo era desfavorável para as aspirações azuis e brancas. Daí eu ter considerado o avançado brasileiro o MVP deste jogo.

Chave do Jogo: Apareceu no arranque da segunda parte para resolver a contenda a favor do FC Porto. A forma destemida e decidida como os portistas entraram em campo resolveu de imediato uma partida que até estava complicada para as aspirações azuis e brancas.

Arbitragem: Partida difícil para Vasco Santos. A alta intensidade com que o FC Porto entrou em campo levou a vários lances divididos e a alguns bate-bocas. Mas o maior erro acaba por aparecer mesmo no primeiro golo portista. Soares não toca na bola, é um facto, mas o avançado brasileiro aparecia em fora de jogo e acabou por ter influência na jogada. Erro que acabou por não ser corrigido pelo VAR.

Positivo: Raça portista. A perder ao intervalo e a só poder entrar em campo 37 dias depois para disputar a segunda parte, impossível é não se elogiar a forma fantástica como este Futebol Clube do Porto procurou resolver o jogo.

Negativo: Comentadores da SportTv. É verdade que o árbitro errou no primeiro golo do FC Porto, mas daí a dizer-se que o GD Estoril perdeu por causa disto vai uma grande distância.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (21/02/2018)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vamos lá acabar isto...

37 dias depois eis que temos a segunda parte do Estoril x FC Porto, da jornada 18 da Liga NOS. Certamente todos sabem o que aconteceu na noite de 15 de janeiro e não precisamos de explicar. Seja como for, o jogo ganhou ainda mais importância na corrida pelo título e a entrada dos dragões a perder nesta segunda parte gera ainda mais importância na partida.

Em caso de vitória os dragões aumentam para cinco pontos a vantagem sobre Benfica e para Sporting. Essa situação faz com que estes segundos 45 minutos ganhem uma maior importância e o facto de os dragões estarem a perder aumentam a emoção para uma segunda parte que se espera de alta tensão.

Uma grande confusão nas equipas

Existe uma grande confusão sobre quem pode ou não jogar. A melhor explicação está aqui, mas de forma resumida podemos dizer que os reforços das duas equipas que ainda não estavam inscritos na data da primeira parte não podem jogar. Jogadores que começaram no 11 titular das duas equipas não podem ir para o banco de suplentes e os jogadores que estavam castigados para o dia 15 de janeiro não podem jogar, mas jogadores que tenham sido suspensos na última jornada podem atuar.

Esclarecidos alguns pontos, chegou a hora de olhar para o momento das duas equipas. O FC Porto vem de uma grande vitória na Liga, mas terá de dar tudo nestes 45 minutos, até porque o clássico com o Sporting está quase a chegar.

O Estoril está a atravessar o melhor momento da temporada, mas não vai contar com alguns dos reforços que deram um aumento de qualidade à equipa estorilista. Será essencialmente um jogo onde a equipa de Ivo Vieira terá de manter a intensidade que tinha mostrado na primeira parte.

O jogo promete ser quente e intenso e mesmo sendo só 45 minutos será encarado como uma partida completa. Em caso de vitória o FC Porto pode dar um passo muito importante na luta pelo título. 

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Artigo publicado no site zerozero

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Porque já irrita tanta palermice

Confesso que me começa a fartar ouvir e ler a palermice que Benfica e Sporting têm patrocinado sobre o sucedido no Estádio do Estoril.
Como tal transcrevo na íntegra o texto que foi escreveu na página do facebook do blog aquando do sucedido:

Tendo por base este "ramalhete" made in propaganda do regime, eis que na nossa modesta opinião o assunto se resume tão somente a isto:

Se ficar demonstrado através das varias peritagens que estão a ser levadas a cabo pelas autoridades competentes de que a bancada norte do Estádio Coimbra da Mota não apresentava condições de segurança para albergar um n.º elevado de adeptos, à luz do Regulamento de Competição em vigor e aprovado em Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (estando nós somente a falar no âmbito desportivo), o Grupo Desportivo Estoril Praia deve ser punido com a pena de derrota porque para todos os efeitos este é o "dono" do aqui referido estádio e, como tal, este deveria estar a par das condições de segurança (da falta delas, inclusive). Especialmente sabendo este mesmo clube que no dia da partida ocorreu um tal de "terremoto" em Arraiolos (Alentejo).

O facto de o estádio ser pertença da Câmara Municipal e toda a polémica em torno da legalidade ou não/boa ou má construção da tal bancada é um aspecto que somente ao Estoril diz respeito e que deverá ser devidamente discutido por este e pela Câmara Municipal de Cascais (salvo erro) nos locais próprios. Esta é uma questão cível que em nada tem a ver com o Futebol Clube do Porto, Liga Portuguesa de Futebol, Federação Portuguesa de Futebol, UEFA e demais entidades desportivas que regem o futebol português e internacional.

Ora por tudo isto, parece-nos lamentável que o Presidente do Grupo Desportivo Estoril Praia venha para a dita imprensa do regime falar em indignação pelo facto de o Futebol Clube do Porto colocar a hipótese de recorrer ao Regulamento caso se venha a constatar que a interrupção do jogo e respectivo adiamento tenha sido da inteira responsabilidade do Estoril.

Para mais, ainda está para se perceber o que quer a imprensa do regime dizer com isto do "FC Porto quer vencer o Estoril na Secretaria"... Como se o direito de se fazer aplicar o Regulamento de Competição aprovado - repetimos- em Assembleia Geral de Clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional fosse uma espécie de acto criminoso e anti desportivo. 
 
E mais não digo senão que caso o incidente tivesse ocorrido com os adeptos do Benfica ou Sporting o tal de “recurso à Secretaria” não seria visto como um acto batoteiro, mas sim como algo de legítimo que visa proteger o interesse dos adeptos.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Porque é importante divulgar

in ojogo
Sabendo eu como costumam funcionar as "instituições" do futebol do nosso pequeno burgo, fica aqui o meu apelo para que esta notícia que vemos em cima não seja - convenientemente - atirada para o esquecimento.

É que não é só o Benfica quem tem andando a "mamar". O Sporting Clube de Portugal e a sua aliança também tem sabido tirar um enorme proveito das tremendas injustiças arbitrais (e não só) que tem sido feitas ao Futebol Clube do Porto nos últimos anos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fuga nas Amoreiras

A primeira jornada da segunda volta encerra nas Amoreiras, com a receção do Estoril ao FC Porto. Os extremos do campeonato tocam-se num confronto importante para ambas equipas e em que a palavra fuga é dominante. Os canarinhos, a jogar em casa, procuram deixar a zona de despromoção, enquanto na equipa de Sérgio Conceição a fuga é com outras intenções: continuar na liderança.
 
Sem a magia de Brahimi, Conceição deve voltar a adaptar
 
Que o plantel dos dragões não é muito extenso já se sabe. Treinador, presidente e jogadores já o admitiram, mas as circuntâncias levam a que esta situação se torne fator de maior preocupação para os dragões. Na partida da Taça de Portugal, com o Moreirense, Marega aqueceu mas nem chegou a entrar, enquanto Brahimi saiu por problemas físicos. O argelino não deve mesmo recuperar e a sua magia fará falta para desarmar a organização defensiva do Estoril. 
 
Nesse sentido, Sérgio Conceição deve manter a aposta em Layún, agora para o lado esquerdo do ataque. O mexicano é conhecedor daqueles terrenos e pode facilitar a permuta com Alex Telles, um pouco à imagem daquilo a que se deverá assistir do outro lado, com Ricardo e Maxi Pereira. Nova oportunidade para o técnico portista provar que sabe encontrar soluções dentro de casa.
 
Remendos não impedem ambição

Se no ponto anterior falámos no problema de Conceição, o que dizer de Ivo Vieira? O técnico dos canarinhos tem sete ausentes para esta partida e o setor defensivo está largamente afetado pelas lesões, juntando ainda o facto de Fernando Fonseca não estar disponível por se encontrar cedido pelos dragões.
 
Ivo Vieira terá de procurar soluções no seu plantel - que também não terá o seu melhor marcador, Kléber - e deverá precisar de algumas adaptações para compôr o setor mais recuado. Ainda assim, os remendos aplicados pelo técnico do Estoril não podem tirar a ambição à sua equipa. A segunda volta começa agora e há uma imagem a limpar depois de uma primeira metade em que os canarinhos somaram apenas duas vitórias. No Estádio da Luz houve boa réplica estorilista, conseguirão agora os da casa retirar pontos a um dos candidatos ao título?
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Retirado de zerozero

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Pensamento da Semana: Não esquecer o outro lado

É público o tremendo esforço que o Futebol Clube do Porto tem vindo a fazer nos últimos tempos para denunciar os supostos comportamentos menos correctos (corrupção) levados a cabo pelo Sport Lisboa e Benfica nos últimos anos.

Até aqui tudo bem, pois é importante que se exija uma competição o mais “limpa” possível.

A forma como a Direcção do Benfica e seus vários órgãos não tem reagido ao exposto pelos portistas é elucidativo de que a “carapuça lhes serviu na perfeição”.

Para mais esta forma de estar dos Dragões parece estar a contribuir para que as arbitragens sejam cada vez menos “inclinadas”. Se bem que o problema principal mantem-se teimosamente de pé, tal é o esquema benfiquista montado em torno da arbitragem portuguesa.

Mas o Futebol Clube do Porto não pode, de maneira alguma, esquecer-se de um outro seu adversário que nos últimos tempos também tem sido beneficiado - e muito - por erros arbitrais grosseiros. Refiro-me, obviamente, ao Sporting Clube de Portugal que à 5.ª jornada já viu (por duas ou três vezes, salvo erro) ser-lhe marcada uma grande penalidade a seu favor no minuto 90 e pouco de partidas que até este momento se encontravam empatadas. Isto para não falar aqui no estranho caso do golo mal anulado ao Estoril, golo que ditaria um empate em Alvalade na jornada 4 da Liga NOS.

Ora isto para aqui dizer que não basta aos azuis e brancos “apontar baterias” somente ao Benfica. É fundamental fazer-se o mesmo com o tal de “aliado”! Relembro os “esquecidos” que na época transacta o Sporting CP derrotou o FC Porto em Alvalade com a ajuda de um cavalheiro de apito em punho que não viu o andebol dos avançados leoninos. E acreditem que se tal voltar a suceder, os viscondes não hesitarão um segundo para aproveitar a "deixa" mesmo que tal coloque em xeque a dita “aliança”.
imagem retirada de SAPO DESPORTO

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A importância de se começar bem

imagem retirada de zerozero
Começar um campeonato a vencer é bom. Começar o dito a golear é muito bom. O que não é muito bom e a ilusão que tal cria no adepto. Isto porque o Futebol Clube do Porto fez hoje o que lhe competia, mas este demonstrou ter – ainda – muitas lacunas. O normal tendo em consideração que a pré-época é sempre demasiado curta para que uma equipa “afine” todos os sues processos, mas o adepto é, na sua crassa maioria, um ser emocional e tem alguma dificuldade em aceitar o óbvio.

Isto tudo para dizer que ainda estamos longe de ver um Futebol Clube do Porto à imagem do seu treinador. O repelão e o ressalto do meio campo, as duas bolas nos postes de uma defesa azul e branca que tem a obrigação de estar rotinada dado que não houveram “mexidas” neste sector relativamente à época anterior e um ataque liderado por um Aboubakar super perdulário são sinais de que Sérgio Conceição tem ainda muito trabalho pela frente. Isto apesar de Marega ter demonstrado ter já uma pequena noção daquilo que o seu “Mister” deseja de si e dos seus colegas.

´É muito por isto que digo (e repito) que começar um campeonato a vencer é bom. Começar o dito a golear é muito bom. O que não é muito bom e a ilusão que tal cria no adepto. Contudo esta goleada que o Dragão impôs aos “canarinhos” do Estoril impõe respeito e avisa, desde já, o próximo adversário (Tondela) que terá de enfrentar um FC Porto motivado que pretende melhorar o seu rendimento jornada a jornada vencendo os seus jogos. Especialmente se tivermos em linha de conta que o plantel portista está, ainda, indefinido e que haverão sempre “forças ocultas” a dar o seu melhor para que os Dragões não consigam criar o seu futebol.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Bem que poderia ter dado este título a Oliver e/ou Brahimi, mas não tivesse Soares tido a infelicidade de se lesionar e talvez Marega não teria entrado em campo para “descomplicar” um jogo que estava a começar a ficar complicado porque o empate ia-se mantendo teimosamente com a pressão das bancadas do Estádio do Dragão a aumentar a cada minuto. Para mais Moussa parece ter sido (para já) o único atleta do plantel portista que percebeu as ideias do novo Treinador.

Chave do Jogo: Surgiu no minuto 35´ para resolver a contenda a favor do FC Porto. Esta foi a altura em que Marega marcou o golo inaugural da partida, golo este que acabou por funcionar como a garrafa do ketchup acabando por resolver uma partida que começava a complicar-se para os Dragões.

Arbitragem: Hugo Miguel é o “suspeito” do costume. Na minha opinião este até que esteve bem ao ter anulado o golo de Aboubakar ainda na primeira parte da partida. Já no outro golo dos portistas que Hugo Miguel anulou por suposto fora de jogo de Corona tenho as minhas sérias dúvidas dado que não me pareceu que o mexicano estivesse em fora de jogo. A cereja no topo do bolo foi uma falta clara sobre Brahimi fora da grande área “estorilista” que Hugo Miguel (obviamente) “não viu”.

Positivo: A entrada de Moussa Marega. Efectivamente há males que vem por bem. A lesão de Tiquinho Soares acabou por abrir caminho à vitória portista que começou a ser construída nos pês de Marega.

Negativo: Vincent Aboubakar. Um ponta de lança “vive de golos” e como tal Aboubakar não pode ser tão perdulário na hora de rematar à baliza adversária. A melhorar Abou!

Artigo publicado no blog o gato no telhado (09/08/2017)

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Não é pecado, mas criou expectativas bem altas

«Parece que somos culpados de fazer uma boa pré-época, dizem que o «primeiro milho é para os pardais»...quem é que tem culpa de mostrar uma equipa competitiva? Parece que é um pecado». Foi a principal frase que se tirou da conferência de imprensa de Sérgio Conceição na antevisão ao jogo desta quarta-feira frente ao Estoril Praia. É certo que não é pecado, nem crime fazer uma preparação tão positiva como a que fez o FC Porto, mas o treinador portista sabe com certeza que depois do que já foi feito as expectativas estão no máximo.

Devido a isso o jogo com o Estoril ganha uma «pressão» extra. Uma entrada positiva mantém o momento no topo, mas um desaire pode começar a lançar as dúvidas. Ainda assim, Sérgio Conceição gosta deste tipo de pressões e terá com certeza preparado a equipa para essa gestão das expectativas. 

Máquina oleada
O FC Porto mostrou que os processos estão bem interiorizados na equipa. A máquina parece oleada, tanto na defesa como no ataque.

Tal como Sérgio Conceição diz: «Os jogadores podem ser os mesmos, mas os processos são totalmente diferentes».

Vamos ver se a boa pré-temporada é transportada para a época. Se assim for, podemos esperar um dragão ao rubro, intenso e capaz de esmagar o adversário. Essas são as expectativas dos adeptos e Sérgio Conceição sabe disso como ninguém.

Outra questão importante de perceber passa pela tática a usar pelo FC Porto. Tudo aponta para que joguem com dois avançados, mesmo com Soares a estar algo limitado. A equipa mostrou estar bem rotinada nesse sistema e os golos parecem aparecer com muita facilidade.

Por seu lado, o Estoril chega a esta partida com um plantel que perdeu várias peças importantes. Pedro Emanuel prometeu não ir com medo para a partida, mas a tarefa não se afigura fácil. Será interessante ver a ideia de jogo que o treinador português vai colocar nesta equipa, ainda que este não seja o jogo ideal para ver isso. Pedro Emanuel teve um trabalho interesse na reta final da temporada passada, vamos ver como preparou a equipa para esta nova temporada.
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Retirado de zerozero

domingo, 29 de janeiro de 2017

A vitória de Nuno

imagem retirada de zerozero
Hoje o Futebol Clube do Porto levou a cabo aquele tipo de jogo que dá força aos portistas exigentes. Os supra sumos da bola que tudo sabem. A lenga, lenga de hoje desta malta tem a ver com os extremos (a falta deles). Foi por isto que a equipa portista entrou algo lenta e previsível no jogo da Amoreira. Esquecem-se os tais doutores de que o SL Benfica teve de passar pelo mesmo problema diante do mesmo adversário no mesmo reduto de jogo. A diferença é que o FC Porto teve de se reinventar e de lutar contra uma arbitragem caseirinha q.b. para poder sair do António Coimbra da Mota com os 3 pontos. Já o maior do mundo e arredores teve direito a – mais um – penalti por instinto (se não fosse tal teria saído de Estoril com um empate a zero bolas). Ah, e o Futebol Clube do Porto conta no seu actual plantel com uma abundância tal de extremos que dá para dar e vender… Adiante.
 
Tenho para mim que os azuis e brancos até que não jogaram nada mal. Tiveram pela frente uma equipa pequena que pensa pequeno. O Estoril nunca teve como objectivo vencer para poder fugir à despromoção. Pelo contrário. Os canarinhos tinham como único objectivo fazer o impossível para empatar.
 
O GD Estoril Praia apresentou um meio campo reforçado cuja única preocupação era a de cortar toda e qualquer iniciativa de construção de jogo da parte do Futebol Clube do Porto. Ora tal num dia bom da parte do meio campo portista teria sido a morte do artista para os canarinhos, mas com Oliver em baixo de forma (mais uma vez) e com Héctor Hererra a regressar ao seu normal (ou seja; péssimo em todos os aspectos) era natural que o jogo dos dragões não passasse do simples e enfadonho balão para um dos flancos na esperança de que Alex Telles fizesse o cruzamento para golo. Isto porque um grande Danilo Pereira e um esforçado André André eram manifestamente insuficientes para fazer frente ao autocarro que equipa da linha estacionou diante do seu meio campo.
 
Era necessário fazer algo. E Nuno Espírito Santo (NES) fez. Fez o que pôde com o limitado plantel que tem ao seu dispor. É deveras complicado um treinador ter de dar a volta a uma situação como esta que se viu em Estoril recorrendo a um jogador que a meio da semana estava no Gabão (Brahimi), a um miúdo da formação (Rui Pedro) e a um atleta que nos últimos jogos tem tido prestações miseráveis (Jesús Corona). E a verdade seja dita que a coisa resultou. Não que os jogadores aqui referidos tenham feito algo de muito diferente daquilo que vínhamos vendo até à altura da sua gradual entrada em campo, mas sim porque o cavalheiro do apito resolveu assinalar uma grande penalidade evidente a favor do FC Porto.
 
Após o golo azul e branco o Estoril foi obrigado a abdicar da sua estratégia do autocarro mas a expulsão tardia mas justa do seu defesa central Diakhité abriu caminho ao bonito golo de Corona. O resultado parecia estar mais do que encontrado não tivesse a azelhice tomado conta dos centrais Marcano e Felipe que permitiram o golo de honra dos canarinhos.
 
Em suma; este Futebol Clube do Porto de NES venceu e demonstrou – mais uma vez - que tem capacidade para dar a volta aos acontecimentos mesmo que não o faça de uma forma brilhante. E para mim isto chega e basta. Já para os egos inchaditos dos portistas exigentes não sei nem quero saber.
 
MVP (Most Valuable Player): Danilo Pereira. Danilo está efectivamente a passar por um dos seus melhores momentos de forma. Excelente a recuperar as bolas e a impedir os ataques da equipa adversária, Danilo foi hoje a âncora de que qualquer equipa de top necessita. Quando o marasmo e a falta de soluções imperaram no meio campo portista, Danilo foi o único que procurou sempre remar contra a maré. A manter Danilo!
 
Chave do Jogo: Apareceu no minuto 89` para resolver a contenda a favor do FC Porto. Nesta altura os dragões já se encontravam em vantagem, mas a expulsão de Diakhité no minuto aqui referido deitou por terra toda a estratégia do Estoril Praia que no minuto seguinte acabaria por sofrer mais um golo.
 
Arbitragem: É muito por causa deste tipo de coisas que eu não me canso de falar dos árbitros. Não que eu goste de o fazer, mas quando é nomeado para um jogo do FC Porto um artista do calibre deste Manuel Oliveira é impossível não se falar na equipa de arbitragem. Manuel Oliveira permitiu durante tempo a mais o anti jogo da equipa do Estoril. Pactuou com o jogo violento e perdas de tempo dos atletas canarinhos. Esteve bem na marcação da grande penalidade e na expulsão de Diakhité, mas ainda tem de explicar porquê razão anulou um golo limpo a Rui Pedro e porque não marcou uma grande penalidade a favor do FC Porto após carga de um defesa do Estoril sobre André Silva na grande área estorilista. Má arbitragem que poderia ter tido influência directa no resultado final da partida.
 
Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Mexeu na equipa quando esta mais precisou com as armas que tinha ao seu dispor no banco de suplentes. Se hoje o Futebol Clube do Porto venceu num estádio tradicionalmente complicado foi muito por culpa do seu treinador.
 
Negativo: Héctor Herrera e Oliver Torres. O primeiro após uns jogos a um nível bastante razoável regressou ao seu normal e o segundo já vai no segundo jogo consecutivo onde joga pouco (muito pouco).
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/01/2017)

sábado, 28 de janeiro de 2017

Ida a Lisboa com uma missão: Pressionar o líder

É aparentemente simples a fase da temporada em que se encontra o FC Porto. A jogar de fim de semana em fim de semana (enquanto não chega a Liga dos Campeões), os dragões só têm que apontar à conquista dos três pontos em todos os jogos, para assim colocar pressão sobre o líder Benfica. É nessa ideia que chega a partida deste sábado no terreno do Estoril-Praia.

A quatro pontos do Benfica e a jogar dois dias antes, o FC Porto tem uma oportunidade para se colocar provisoriamente a um ponto da liderança e, quer se assuma quer não, não é mesma coisa entrar em campo com uma vantagem de um ponto, ao invés de ter quatro.

Por seu lado, o Estoril perdeu sete dos últimos 10 jogos e parece não haver meio de Carmona colocar a equipa a jogar à sua imagem. Já foi tentado o futebol de posse e as transições rápidas, mas ainda não houve resultados consistentes e já só há três pontos de vantagem para os lugares de despromoção.
 
Brahimi na equação dos jogos fora
 
Foi uma espécie de semi-reforço para Nuno Espírito Santo, que ainda não vai ter o novo homem do ataque, Soares, que está castigado. Brahimi partiu para a CAN e pensou-se que apenas ia regressar em fevereiro. O certo é que a má prestação da Argélia trouxe o criativo de volta a Portugal e em boa hora. Se nos recordarmos do último jogo fora de casa dos portistas, frente ao Paços de Ferreira (0x0), sentiu-se, e muito, a falta do extremo Brahimi no ataque azul e branco.
 
Sem ter toda a informação sobre o estado físico de Brahimi, parece claro que apenas uma péssima condição poderá tirar o argelino do 11 de Nuno Espírito Santo e percebe-se bem o porquê. Antes de partida para a CAN, muita da qualidade ofensiva do FC Porto passava por ele. Não só pelo que jogava, mas também por libertar Óliver e Diogo Jota para não terem de aparecer tanto na esquerda e focarem-se nas suas tarefas primordiais.
 
É um jogo de risco para o FC Porto, como vão ser todos até ao fim do campeonato. Mas este jogo ganha ainda mais relevo se nos lembrarmos que os dragões apenas venceram um dos últimos sete jogos fora da «fortaleza do Dragão».
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pensamento da Semana: Os Bloggers, as arbitragens e o ADN

No jogo do Estoril tivemos o grande, o enorme, o fantástico Bruno Paixão a apitar. Ora Bruno Paixão, que é homem que nunca devia ter sido árbitro, mas que tendo assim alguém lhe devia ter tirado há muito a licença, continua a esforçar-se afanosamente em provar que não foi mesmo talhado para a função, fazendo lembrar aquela cantora de ópera que não acertava uma nota, era pateada, mas havia um tipo que insistia em pedir bis, na esperança de que repetindo muitas vezes a Traviata algum dia haveria de a cantar bem. Assim estamos com Paixão. O homem apita, apita, e apita, e parece-se sempre mais com um comboio que com um árbitro, porque é raro o jogo em que não erra à fartazana e com grande largueza de espírito.

Desta vez resolve marcar um penálti (a favor do Benfica, claro) numa jogada em que tem vários jogadores entre si e o local onde ocorreu o lance (a fazer lembrar o saudoso Lucílio Baptista, que numa final da Taça da Liga assinalou um penálti contra o Sporting, estando a 50 metros do lance, “por intuição”) e que, por mais repetições que a televisão passe, não há nenhuma que mostre o jogador do Estoril a jogar a bola deliberadamente com a mão ou sequer a tocar-lhe. Mas Bruno viu, Bruno apitou, Bruno marcou penálti e o Jiménez lá colocou a bola no fundo das redes e deu mais uma vitória tremidinha e sem brilho, mas com muito colinho.

E assim de colinho em colinho (e é bom lembrar que no jogo do FC Porto contra o Marítimo há um penálti escandaloso sobre o Maxi que o árbitro Bruno Esteves, também com excelente visão, não marca. Mas é jovem, precisa de aprender com os erros e há que insistir com ele para apitar jogos dos grandes. Contra o Benfica é que ninguém vê penáltis. Qual será o problema ocular que afeta os árbitros nos jogos do clube da Luz? Deve ser o vermelho…

E pronto, de colinho em colinho, de árbitro em árbitro, de Jorge de Sousa a Bruno Paixão, lá vai o SLB fazendo o seu caminho periclitante, enquanto os lesionados não recuperam. Nessa altura, já não será tão necessário o colinho. Grande futebol português que tais títulos tece!


Excertos do artigo de opinião De penálti em penálti, lá vão eles ao colinho da autoria de Nicolau Santos.

Mas para Pinto da Costa o inimigo público é o Blogger afecto ao Futebol Clube do Porto e para Iker Casillas o Futebol Clube do Porto só tem razão de queixa das arbitragens em dois jogos (para além de achar que o Dragão não tem o ADN do SLB campeão).
Algumas notas para se evitar o aparecimento da dita "conversa da treta" na caixa de comentários:

- Este artigo foi escrito no passado Domingo (18/12/2016), mas o seu conteúdo permanece actual apesar de todos termos visto o que queriam fazer - e não conseguiram - no Dragão no jogo com o GD Chaves;

- O "recado" que envio a Iker Casillas em nada tem a ver com o seu recente desempenho desportivo. Desempenho este que nos últimos tempos (tirando um ou outro lance) tem sido excelente;

- Não mudo uma vírgula que seja sobre o meu "recado" dirigido ao Presidente do Futebol Clube do Porto. Pinto da Costa falou ontem (Segunda, 19/12/2016) sobre a pouca vergonha made in Vasco Santos, mas tal é - ainda - manifestamente pouco. Muito pouco Sr. Presidente.

domingo, 21 de agosto de 2016

O Dragão e o Autocarro


imagem de zerozero

Se me pedirem para resumir o jogo do Futebol Clube do Porto ante o GD Estoril Praia eu diria o seguinte: o Dragão e o Autocarro. Nunca uma frase reflectiu tão perfeitamente o que aconteceu no Estádio do Dragão.

Eu já tinha ideia de que Fabiano Soares (Treinador do Estoril) era algo “limitado” como Treinador de futebol, mas nunca esperei que este fosse jogar “à antiga portuguesa” contra o Futebol Clube do Porto. É que o Estoril já deixou – há já uns anos a esta parte – de ser aquela “equipazinha” que lutava pela manutenção no escalão principal do nosso futebol. Uma vergonha que me custa a perceber. Sempre quero ver se o Fabiano vai colocar o seu grandioso “autocarro” diante da sua baliza quando tiver de medir forças com Benfica e Sporting. E também vou querer ver se o Guardião José Moreira vai estar tão inspirado como esteve diante do FC Porto (vai uma aposta” em como vamos ter “frango” na altura?).

Passemos então ao Futebol Clube do Porto (o que realmente interessa).

Da equipa Azul e Branca confesso que gostei de saber que Nuno Espírito Santo estudou o seu adversário. Se não de outra forma não se explicaria a sua opção por Ruben Neves em detrimento de Danilo Pereira. Rúben é um jogador mais “frágil” fisicamente que Danilo, mas tem um trato de bola e qualidade de passe bem superior à de Danilo e tal diante de uma equipa que só soube defender deu bastante jeito. Finalmente o FC Porto volta a ter um Treinador que estuda as equipas adversárias e assume riscos ponderados. Foram precisos dois anos de “Lopeteguice” e zero títulos para se chegar lá. Vamos a ver se esta postura se mantêm porque isto está ainda no início.

Outro aspecto que me agradou no FC Porto foi a sua capacidade de lutar pela vitória até ao fim com naturalidade. Era algo que já vinha fazendo falta ao Dragão. Já há duas temporadas que vinha vendo um FC Porto que tinha sempre uma tremenda dificuldade em impor com naturalidade o seu futebol. E quando o jogo era no Estádio do Dragão o cenário era terrível porque aos adversários bastava “fechar-se” na sua defesa e a Deusa da Fortuna fazia o resto. Um aspecto que Nuno tem vindo a trabalhar e que melhora de jogo para jogo.

Nuno tem vindo a apostar em alternativas ao habitual 4x3x3. Hoje vimos um 4x4x2 quando a equipa mais precisou de tacar dado que o nulo se mantinha ao intervalo e o Sporting CP já tinha ganho o seu jogo (com mais uma ajuda arbitral pois claro). É óbvio que o sistema alternativo não está ainda no nível exigido para poder ser eficaz, mas é sempre importante que Nuno “tenha na manga” trunfos que possa jogar sempre que o jogo assim o exigir.

Mas nem tudo foi bom.

Não percebi a entrada de Silvestre Varela para o onze inicial do FC Porto… Tal obrigou a que os Dragões tivessem jogado com menos um durante os primeiros 45 e poucos minutos do jogo.

O meio campo dos Dragões necessita – ainda - de ser muito mais agressivo na recuperação da posse da bola e, por último, é urgente melhorar o aproveitamento das bolas paradas porque isto de ter mais e 10 pontapés de canto nos 90 e poucos minutos de jogo e não aproveitar um que seja para marcar golo é constrangedor!

Chave do Jogo: Mais uma vez estou de acordo com o Jornalista do zerozero (Duarte Monteiro) que é da opinião que o lance que resolveu a contenda a favor dos Dragões apareceu ao minuto 84, altura em que Miguel Layún fez um cruzamento que André Silva – qual Fernando Gomes - aproveitou para fazer um belo golo de cabeça.

Positivo: André Silva. Para mim o Homem do Jogo pelo seu querer, raça e determinação. Um ponta de lança no verdadeiro sentido do termo que soube estar no lugar certo na hora certa. Positiva foi também a exibição da defesa Portista que (não obstante um disparate ou outro dos centrais e de Casillas) mostrou segurança e entrosamento.  

Negativo. Héctor Herrera. Pode parecer impressionante mas o mexicano não soube acertar um único passe e quando o cronómetro começou a “apertar” foi o primeiro a ”perder a cabeça”. Exige-se mais (muito mais) a um capitão do Futebol Clube do Porto. Mal esteve também um meio campo Azul e Branco que foi sempre muito passivo até à altura em que Nuno fez entrar Sérgio Oliveira e André André.

sábado, 20 de agosto de 2016

Ganhar no intervalo

FC Porto e Estoril Praia medem forças, amanhã (20h30), em jogo a contar para a segunda jornada da Liga NOS. Este será o primeiro jogo dos dragões em casa para o Campeonato Nacional. 
 
Depois de uma vitória por 1x3 no terreno do Rio Ave, na primeira jornada, com uma reviravolta no marcador, os dragões voltam a atuar na Liga NOS. Desta vez, frente ao Estoril Praia e no Estádio do Dragão. 
 
Este encontro surge entre o play off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. O FC Porto empatou, em casa, na última quarta-feira, com a Roma e tem uma deslocação a Itália na próxima semana, para jogar a segunda mão. 
 
O Estoril poderá jogar com o possível cansaço e pressão que os jogadores azuis e brancos poderão estar a sentir, neste momento em que tentam garantir o apuramento para a fase de grupos da Champions. No caso do Estoril, a equipa está apenas concentrada no Campeonato Nacional. 
 
No entanto, espera-se um jogo bem disputado entre as duas equipas, onde o FC Porto se apresenta como favorito a conquistar a vitória e os três pontos. Sem esquecer as dificuldades que o Estoril Praia pode causar, principalmente por intermédio de Mattheus Oliveira.

Imagem e texto retirados de zerozero

Lista de Convocados: Por divulgar

Onze provável (4x3x3); Iker Casillas, Maxi Pereira, Felipe, Iván Marcano, Miguel Layún, Danilo Pereira, Rúben Neves, Héctor Herrera, Otávio, Jesús Corona e André Silva

domingo, 31 de janeiro de 2016

Regresso ao "Somos Porto!"

O FC Porto foi à Amoreira afastar fantasmas e dizer que está bem vivo. A equipa azul e branca entrou a perder, mas recuperou muito bem, mostrando já o dedo de José Peseiro num futebol bem mais variado e veloz que o dos últimos tempos. O Estoril deu boa réplica enquanto conseguiu, mas o triunfo é inquestionável para os portistas, que assim pressionam os rivais.
«Como é que é possível?» Foi isso que se leu nos lábios de José Peseiro ao minuto 3. O novo treinador do FC Porto tinha acabado de ver, numa bola parada, a equipa ficar em desvantagem, perante um melhor arranque do Estoril, estendido até à primeira dezena de minutos.
Existiu, de facto, um período de questionamento. Para uma equipa que está a tentar recuperar, pontual, futebolística e animicamente, sofrer um golo tão cedo é duro revés. Mas o FC Porto não deixou que isso ditasse o destino. Aos poucos, as linhas foram reagrupando e do banco vinham as indicações certas, a explicar aquilo que era necessário fazer.
José Peseiro não tinha enganado na conferência de imprensa. Esta equipa ia estar melhor do que contra o Marítimo. Verdade! Os dragões já começam a perceber que o fio de jogo não tem que ser sempre o mesmo e que jogar de forma variada, em vertigem e transição rápida, também dá resultado.
Percebe-se que ainda estejam em fase de aprendizagem das novas variações de futebol, mas nada como os golos para ajudarem a elucidar. O primeiro é exemplo claro disso: rápida transição, Layún a conduzir e Aboubakar a marcar. O segundo, ainda que na sequência de uma bola parada, não deixa de consolidar a ideia de que há várias formas de lá chegar e não apenas uma...
No meio de tudo isto esteve o Estoril, que não merece menos palavras. A equipa de Fabiano Soares voltou, tal como contra o Benfica, a marcar cedo e desta vez não se encolheu. Porém, notou-se que não estaria à espera de tanta velocidade na circulação e movimentação dos portistas.
Os estorilistas mostraram boa tendência para criar (nota para Mattheus, a demonstrar qualidade), mas pareceram pecar por Diogo Amado estar muito escondido na hora de ter bola, já que pareceu ter como grande prioridade anular Herrera. E não tiveram pernas para os laterais portistas, no fundo, os desequilibradores.
Não deixou de ser curioso o fio do segundo tempo e, sobretudo, um FC Porto mais na expectativa. Depois da grande primeira parte a que se assistiu, num ritmo muito alto, passou a ser progressivo na equipa azul e branca a face de expactativa.
Não que os dragões tenham recuado muito as linhas, mas sim porque a ofensiva baixou a primeira zona de pressão e permitiu ao Estoril pensar com bola, se bem que sempre em zonas recuadas. À entrada no meio-campo contrário, os estorilistas logo colidiam com a ação dos portistas. Por isso, os lances de perigo continuaram a acontecer por erros da defensiva azul e branca - quiçá, o maior problema que Peseiro tem para resolver, tal a frequência com que os seus centrais falham com a bola nos pés.
Fabiano Soares tentou de tudo para mexer nas formas de construção, só que a sua equipa foi decaindo progressivamente, quer pelos espaços fechados, quer pelo desgaste, quer também porque o segundo tempo foi bem mais pausado por sucessivas faltas.
Muito mais confortáveis, os homens do ataque portista foram jogando com isso e, com mais espaços para trabalhar no último terço, só não resolveram mais cedo porque o desperdício foi notório (que dizer do escandaloso falhanço de Aboubakar?). Valeu que André André, que faz a equipa subir de produção quando ele mesmo o consegue, foi mais eficaz e arrumou o assunto. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Miguel layún

sábado, 30 de janeiro de 2016

Vencer para ganhar uma equipa

Mais logo o Futebol Clube do Porto tentará dar continuidade ao moroso e sempre complicado trabalho de reconstrução- E irá faze-lo jogando, o que torna o processo ainda mais moroso e incerto dado que os Azuis e Brancos estão sob uma incompreensível pressão da parte dos seus adeptos.

Para além do exposto em cima, o adversário de mais logo é complicado. A jogar em casa o Grupo Desportivo Estoril Praia vai querer dar o seu melhor e não irá, de maneira alguma, facilitar como quando defronta o vizinho SL Benfica.

Os “Canarinhos” (denominação pela qual é conhecida a equipa de Fabiano Soares) têm por hábito entrar com muita força na primeira parte dos seus jogos. E fazem-no mesmo quando defrontam um dos ditos “Grandes” do nosso campeonato! Contudo na segunda parte costumam “perder algum gás” só que isto mais logo não deverá acontecer porque não é crível que o Estoril faça a a vassalagem que já fez a outros adversários. 

Em suma, quer isto tudo dizer que o FC Porto terá de entrar em campo decidido “a matar” o jogo para depois poder concentra-se na sua reconstrução enquanto equipa. Uma tarefa bicuda esta a de Peseiro que já sania ao que vinha quando aceitou treinar um Futebol Clube do Porto perdido no abismo.

Raça, querer e empenho, muito empenho, exigem-se aos Dragões que mais logo entrarão em campo para disputar os três pontos da vitória. 

A estreia de Moussa Marega é o destaque entre 12 novidades na convocatória de José Peseiro para esta deslocação do FC Porto ao Estádio António Coimbra da Mota, onde vai defrontar o Estoril, em partida da 20.ª jornada da Liga NOS, agendada para as 18h30 de hoje. Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Brahimi, Aboubakar, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún e Danilo integram também o leque de opções do treinador, numa lista que inclui 19 nomes. 

Em comparação com a convocatória elaborada para a partida com o Feirense, da Taça da Liga, saem dos convocados Raúl Gudiño, Imbula e André Silva, da formação principal, e oito jogadores do FC Porto B: os defesas Víctor García, Rodrigo, Chidozie e Maurício, os médios Omar Govea, Francisco Ramos e Pité e o avançado Gleison. 

Lista de 19 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, Danilo e Suk.

Onze provável (4x4x2): Casillas, Maxi, Indi, Marcano, Layún, Brahimi, Danilo, Herrera, André André, Marega e Aboubakar

domingo, 30 de agosto de 2015

Dragão vence mas não convence

Depois do empate na ilha da Madeira, os Dragões regressaram a casa e voltaram aos triunfos no seu Porto seguro. A formação de Lopetegui venceu o Estoril por 2 x 0. Aboubakar e Maicon marcaram para os Azuis e Brancos.
Com Brahimi a «10» e Martins Indi do lado esquerdo da defesa, o FC Porto entrou forte e decidido a resolver cedo a partida diante de um Estoril estendido a toda a largura do relvado.
Os Azuis e Brancos circulavam bem a bola e tinham muito critério no passe. Brahimi deu inteligência no centro e a equipa ganhou com isso.
A pender quase sempre para o corredor direito, com Maxi muito subido no apoio a um apagado Varela, foi por esse flanco que nasceu o golo de Aboubakar, aos sete minutos. El Mono abriu em Brahimi, o Argelino ultrapassou um adversário, entrou na área e centrou rasteiro para Aboubakar que só teve de encostar para o fundo das redes.
Com o golo apontado, o FC Porto baixou a intensidade do meio-campo e o Estoril equilibrou-se. Lopetegui não gostou, a plateia do Dragão muito menos. Imbula e Danilo ficavam muito atrás e não apoiavam Brahimi. André André foi, por isso, a jogo.
Bem organizados e rápidos no contra-ataque (com Gerson muito activo), a verdade é que a entrada de André André não fez o FC Porto crescer muito em intensidade mas permitiu estancar as saída de bola dos Canarinhos.
No retomar da história do jogo, o Estoril entrou com dinâmica diante de um FC Porto que, a controlar as saídas de bola da formação de Fabiano Freitas, chegou tranquilamente ao segundo golo. Aos 62 minutos, na cobrança de um livre frontal, Maicon disparou forte e colocado para as redes de Pawel Kieszek.
O Estoril sentiu muito o golo sofrido e, apesar de manter os processos, raramente voltou a incomodar Iker Casillas. Até final, destaque apenas para a lesão de Anderson Luís (Estoril Praia) que saiu em maca depois de um choque com Hector Herrera.
O FC Porto voltou às vitórias, soma agora sete pontos, enquanto que o Estoril continua a sua caminhada, com três pontos. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Yacine Brahimi

sábado, 29 de agosto de 2015

Reentrar nos carris

Após o pequeno descarrilamento na Madeira eis que o Dragão tem agora a obrigação de voltar a vencer. O cenário é o ideal dado que os Azuis e Brancos jogam em casa e estes já mostraram publicamente, e por mais do que uma vez, que querem mostrar ao seu público que o que aconteceu ante o CS Marítimo foi um pequeno deslize.
 
Contudo a tarefa não é fácil. Do outro lado do campo vai estar uma equipa que bateu fortemente o pé ao SL Benfica em plena Luz até ter cedido à “pressão” e acabou por ser goleada. O mesmo é dizer que o Futebol Clube do Porto não pode, nem deve, entrar mais logo em campo convencido de que já está tudo ganho e que o golo da vitória surgirá com naturalidade. Vai ser preciso um Dragão de fato-macaco para levar de vencida este “novo” Estoril.
 
O Grupo Desportivo Estoril Praia, já há muito na posse de Investidores Brasileiros, é orientado por um Brasileiro de nome Fabiano Soares que tem por missão recolocar a equipa da Linha “no comboio uefeiro”. O mesmo é dizer que este Estoril luta pelos lugares de acesso à Europa, mas esta temporada fá-lo com um Plantel algo modesto que não apresenta grandes nomes. Os nomes mais sonantes do Canarinhos são Pawel Kieszek, Yohan Tavares, Babanco, Bruno Cèsar e Léo Bonatini. È, sem sombra de dúvida, uma equipa que vale mais pelo colectivo e que luta sempre muito em campo e que irá mesmo muito que fazer aio FC Porto se este se lembrar de andar a passear a bola de um lado para o outro durante a primeira parte da partida.
 
Olhando agora somente para os Portistas temos que José Ángel foi convocado por Julen Lopetegui para esta partida com o Estoril, a contar para a terceira jornada da Liga NOS. Em relação aos eleitos para a deslocação ao terreno do Marítimo, na semana passada, saem da lista o guarda-redes Raúl Gudiño e o defesa Aly Cissokho.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, José Ángel, Herrera, André André, Danilo, Alberto Bueno e Imbula.
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Martins Indi, Danilo Pereira, Imbula, André André, Brahimi, Tello e Aboubakar
 
O FC Porto x GD Estoril Praia poderá ser acompanhado em directo na SPORTTV 1.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Noite de São Quaresma

Tão simples quanto eficaz, assim se explica a vitória do FC Porto diante do Estoril no encerramento da 27.ª jornada do Campeonato. Com Ricardo Quaresma em plano de destaque, os Dragões somaram os três pontos não deixaram o Benfica fugir.
Pressionado pelo triunfo dos encarnados diante do Nacional, o FC Porto cedo mostrou que queria somar os três pontos no relvado do Dragão. Com alguns momentos de aceleração pelos flancos (com destaque para Quaresma), os Portistas tentavam desmontar o bloco defensivo dos Canarinhos, que entregaram as despesas aos Azuis e Brancos.
Com uma defesa subida, a tentar tirar profundidade ao jogo do Estoril, os Dragões foram dominando, embora só no ultimo quarto de hora do primeiro tempo os homens do meio-campo (Herrera, Óliver e Casemiro) deram intensidade e organização ao bloco Portista. Reflexo disso foi o golo de Óliver; cruzamento tirado por Quaresma que foi ter com a cabeça do Espanhol que, ao segundo poste, abriu o activo.
O Estoril era um deserto de ideias e o FC Porto aproveitou para ampliar a vantagem ainda antes do descanso. Quaresma voltou a cruzar para o segundo poste onde, desta vez, apareceu Aboubakar a fazer o 2 x 0.
Ao intervalo, uma vantagem justa dos Azuis e Brancos que pecava por não ser mais dilatada. O FC Porto circulou muito mas só nos últimos minutos conseguiu concretizar o ascendente e o Estoril não conseguia chegar perto das redes de Fabiano Freitas.
A história do segundo tempo é também simples de ser contada. O Estoril continuou a não apresentar qualquer reacção e o FC Porto limitou-se a gerir e ampliar a sua vitória. O terceiro golo foi de Quaresma, aos 52 minutos, na transformação de uma grande penalidade a castigar uma falta de Filipe Gonçalves sobre Brahimi.
A vencer por 3 x 0 (já com Rúben Neves e Hernâni que tinham entrado para os lugares de Herrera e Brahimi), o FC Porto abrandou e ritmo, foi deixado correr o tempo mas continuou atento à baliza do Estoril e fez o quarto, aos 70', por Danilo. O internacional Brasileiro entendeu-se com Aboubakar que, com um toque de calcanhar, isolou o lateral que bateu Vágner.
Já com Quintero em campo, os Dragões chegaram ao quinto golo. Quaresma desarmou o adversário, com o árbitro a entender que o lance era limpo, correu para a baliza, driblou, fintou o guardião e empurrou para o fundo das redes. Estava feito o resultado final. O FC Porto somou os três pontos e está a três do líder Benfica na luta pelo Título de Campeão. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma