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terça-feira, 24 de abril de 2018

Rápido e mal

imagem retirada de zerozero
Dia de muito calor na cidade do Porto e futebol a horas impróprias para quem tem de trabalhar. Contudo a paixão pelo Futebol Clube do Porto fala mais alto e eis que fui mais um do imenso mar azul que encheu o Estádio do Dragão - quase – até transbordar. Tamanho sacrifício da parte de tantos portistas merecia outro tipo de exibição deste FC Porto que voltou a evidenciar os velhos problemas do costume. Obviamente que o que interessa é o “gordo” resultado final alcançado pela equipa de Sérgio Conceição, mas não devemos cair na ratoeira de que bastará jogar assim nos próximos três jogos para que o título de campeão seja uma realidade.

Os azuis e brancos venceram é um facto, mas a verdade é que o fizeram porque das quatro vezes em que foram á baliza sadina marcaram. E o mesmo se pode dizer da equipa de José Couceiro que na primeira vez em que atirou à baliza de Casillas fez golo. A eficácia ganha jogos e campeonatos, mas a segurança defensiva e capacidade de gestão da posse da bola também. São três ditames do futebol moderno que este (já cansadíssimo!) Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tem imensa dificuldade em aplicar.

Sem e disserem que hoje o jogo no Dragão se resumiu a uma primeira parte fraquita em que a equipa da casa foi eficaz eu assino por baixo e acrescento que o público presente merecia mais. Muito mais. E merecia também que esta equipa mostrasse a segurança de que necessita para enfrentar com sucesso as três jornadas que se seguem. Ao intervalo do jogo um amigo meu que prezo bastante dizia o seguinte sobre a primeira parte do FC Porto: “Estamos a defender mal. Se jogarmos assim na Madeira enfardamos, que eles não perdoam.” Falo sinceros votos de que Sérgio Conceição também tenha visto o mesmo…

E já que aqui falei no Sérgio, confesso que até que gostei das suas substituições. Não creio é que este tenha feito a melhor das preparações para este jogo. Mas também não o censuro pois já são demais os atletas azuis e brancos que se levarem a mão à boca estouram. Um aspecto a rever na próxima temporada esta da gestão do físico, pois a qualidade está lá.

MVP (Most Valuable Player): Alex Telles. Optei pela escolha do público presente no Estádio do Dragão porque este marcou um “golão” de livre. Tirando o esforçado Moussa Marega não me pareceu que qualquer atleta do FC Porto se tivesse destacado da medianidade exibicional dos demais.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 72´ para colocar um ponto final no jogo. È nesta altura que Alex Telles marca um excelente golo de livre acabando, de vez com a vontade do Vitória FC de tentar fazer mais golos a uma “tremida” defesa portista.

Arbitragem: Ficaram dúvidas sobre um lance ainda com 0 x 0 no marcador, mas leva o benefício da dúvida. De resto, uma arbitragem sem problemas.

Positivo: Mar Azul. Segunda-feira, dia de trabalho e um calor fora do normal para a época. Nestas condições há que louvar os adeptos do Futebol Clube do Porto que hoje fizeram do Mar Azul uma realidade.

Negativo: Marcar quatro golos, sofrer um, “tremideira” com a bola nos pés, final da primeira parte e ponto. Muito pouco para uma equipa que tem ainda de vencer três jogos bem complicados para se poder sagrar campeã ao fim de quatro longos anos. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (23/04/2018)

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para o Coentrão com amor

imagem retirada de zerozero
Após a vitória do Sporting Clube de Portugal no Estádio do Bessa, Fábio Coentrão, atleta do Real Madrid CF que está emprestado ao Sporting, veio para a Praça Pública dar uma de vidente- Ora segundo o Vidente Coentrão o Futebol Clube do Porto ia perder em Setúbal diante ad equipa local. Era um felling, dizia o entendido nestas coisas da adivinhação. Ora como sucede com qualquer outro vidente, Coentrão enganou-se no seu desej… (perdão) na sua previsão. Isto porque os Dragões ganharam em Setúbal e até que foram capazes de produzi um resultado tal que coloca o Sporting CP numa posição na tabela classificativa que nem deveria ser o seu dado que têm sido muitos e manifestos os “empurrõezinhos” para a frente que “amigos do apito” tem dado aos leões. Mas eu se fosse ao Coentrão voltava a tentar adivinhar o resultado final dos próximos jogos do FC Porto dado que tal façanha “coentriana” parece dar ênfase e força a este Futebol Clube do Porto.

Colocando de lado as patetices “coentrianas”, vamos então ao jogo do Bonfim.

Foi uma partida que se realizou em condições atmosféricas terríveis e num relvado que até que se aguentou razoavelmente bem não obstante a enorme quantidade de chuva e vento que se fez sentir durante os 90 e poucos minutos. Estes goram dois males que, à partida, deveriam ter prejudicado ambas as equipas. Contudo o Vitória FC (ou Vitória de Setúbal, como é mais conhecido) parece ter-se ressentido das más condições climatéricas e da ridícula estratégia que José Couceiro escolheu para este jogo. Couceiro já deveria saber que isto de se jogar com um autocarro na defesa/bola para a frente e Edinho que resolva funciona quando os minutos passam e a equipa adversária não marca. E tal também não funciona quando tudo se desmorona após o primeiro golo sofrido… O José que pense bem nisto em vez de vir para a Comunicação Social queixar-se de uma falta que mais ninguém viu (a não ser os “isentos” comendadores da SportTv e a cambada do “Benfiquistão”). Salvo alguma “prova” em contrário, o primeiro golo de Aboubakar é (perdoem-me a expressão) “limpinho, limpinho”. O resto é música.

E realmente o resto do jogo é mesmo música. Após o primeiro golo o Futebol Clube do Porto consegue assentar o seu jogo e o Vitória simplesmente desaparece. Mérito dos portistas que souberam aproveitar um lance de boal parada para se colocar em vantagem, mas era perfeitamente escusado terem passado por dificuldade até este tal golo. E também não percebo porquê razão se deixou de rematar de longe à baliza dos sadinos. Espacialmente depois de ter visto Danilo Pereira a fazer tal coisa com uma eficácia quase sublime (faltou ter entrado na baliza).

E mais não há para dizer de uma partida que Sérgio Conceição aproveitou – e bem - para gerir o esforço dos seus jogadores dado que na próxima Quinta-feira há que medir forças com o outro Vitória (este de Guimarães) em mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Dois “tanques” que espalharam o “terror” na defesa sadina. Nem as condições climatéricas adversas os conseguiram parar. Os 5 golos que marcaram foram o corolário de uma excelente exibição a todos os níveis.


Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 31. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do AS Mónaco.

Arbitragem: Tiago Martins apareceu muitas vezes na partida, e isso não costuma ser um bom sinal. No lance do penálti portista, errou ao não expulsar Vasco Fernandes quando o próprio pensava que a partida para si já tinha acabado, mesmo depois de ver as imagens. Até admira o VAR ter funcionado num jogo do Futebol Clube do Porto. A ver se tal volta a suceder mas em situações bem mais complicadas do que esta.

Positivo: A vontade de vencer. Não sei se hoje o FC Porto entrou “picado” pelas declarações de Fábio Coentrão ou se este sabia que tinha de vencer para voltar a liderar isolado a Liga NOS, mas confesso que gostei de ver esta vontade de vencer.

Negativo: Tremedeira inicial (outra vez). Já aqui falei nisto e volto a tocar no assunto pois no futuro tal não pode (nem deve) acontecer numa equipa como o FC Porto. Tanto passe falhado no início da primeira parte diante de um adversário que pouco pressionava é incompreensível.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/12/2017)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Sobrevivência a alta pressão

Depois do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, o FC Porto está de volta ao campeonato. Os dragões viram, do sofá, os principais rivais ultrapassarem os seus adversários e colocarem pressão numa equipa que já vinha estando habituada a impor o ritmo do campeonato. Ainda que seja por um dia, a equipa de Sérgio Conceição terá, frente ao Vitória de Setúbal, uma missão diferente, sobreviver à pressão e provar que este Dragão está pronto para qualquer desafio.
 
Mas a pressão é mesmo a palavra-chave deste desafio. Do outro lado também existe, mas os motivos são bem diferentes, e menos simpáticos. Os sadinos não vencem há quatro jornadas e começam a ver a linha de água cada vez mais próxima. Couceiro tem tentado remar contra a maré, mas no Sado têm surgido corrente perigosas e o próximo adversário não promete uma navegação mais tranquila.
 
Ritmos diferentes
 
Ao seu dispôr, Sérgio Conceição conta com um plantel curto, mas o lema de que «a qualidade é melhor do que a quantidade» acenta que nem uma luva nos azuis e brancos. O ataque dos Dragões tem sido a sua principal arma, e a dúvida maior surge na opção de Conceição em lançar as feras africanas à equipa sadina com um meio campo mais recheado ou juntar-lhe um ritmo mexicano com a entrada do irrequieto Corona. Seja qual for o ritmo que os dragões tencionam impor (4x3x3 ou 4x4x2), os setubalenses terão de estar bem afinados para não tocarem a música dos ouvidos de Conceição, que ainda não sabe o que é perder em competições nacionais.
 
Se de um lado há um plantel curto, José Couceiro conta, ainda, com mais problemas. A primeira ausência, essa, até é burocrática. Gonçalo Paciência começou como suplente mas foi cimentando o seu lugar e tem sido essencial, não apenas pelos golos que tem marcado mas também pela profundidade que oferece à equipa. Sem ele, Edinho deverá ser o escolhido e a missão será lutar, lutar, lutar... e aproveitar qualquer oportunidade que possa surgir perante uma equipa que em 13 jornadas apenas sofreu por cinco vezes.

Prevê-se, no Sado, um teste de alta pressão. Quem terá o melhor kit?
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Retirado de zerozero

segunda-feira, 20 de março de 2017

Há jogos assim

imagem retirada de zerozero
O futebol está longe de ser um jogo onde impera a lógica. Por muito que a equipa treine, mostre vontade/raça/capacidade de luta e o seu treinador acerte nas substituições, poderá sempre aparecer um lance de puro e manifesto azar que deita tudo por terra.

O primeiro parágrafo descreve, na perfeição, o jogo de hoje no Estádio do Dragão. O Futebol Clube do Porto impôs o seu futebol, os sues atletas jogaram o q.b. para vencer um Vitória FC interessado no “pontinho”, mas um azar do central Felipe deitou tudo a perder e o “assalto” à liderança da Liga NOS ficou irremediavelmente adiado para o embate da Luz.

Claro que se pode dizer que Alex Telles e Miguel Layún não estiveram muito felizes nos cruzamentos para a área dos sadinos. Podemos também dizer que Oliver Torres e Danilo Pereira não lidaram nada bem com a imensa “parede” que José Couceiro construiu no meio campo do seu Vitória. E também podemos criticar a “morronice” adversária sempre que estava na posse do esférico. Até o árbitro da partida merece ser criticado (já lá vamos). Mas a impressão com que fiquei após ter saído do Estádio foi a de que o FC Porto poderia estar a jogar até à meia-noite que não marcaria mais um golo a Bruno Varela.

Para o bem e para o mal o futebol também é capaz de nos brindar com este tipo de jogos. Cabe agora a Nuno Espírito Santo (NES), jogadores, estrutura e adeptos (especialmente estes) olharem em frente e interiorizarem que este empate até que nem é mau de todo. Isto porque está tudo em aberto no que à conquista do título diz respeito (o FC Porto depende somente de si para tal) e não havendo qualquer margem de manobra, não resta outra alternativa aos azuis e brancos senão ir a Lisboa com os níveis de concentração no máximo e disposto a “deixar a pele em campo” para trazer os três pontos para a Invicta.

Reforço a ideia de que o Futebol Clube do Porto só depende de si +ara se sagrar campeão esta época. E faço tal porque já sei que os tais “portistas das vitórias” – que hoje encheram o Estádio e só não fizeram os seus habituais disparates porque, porque - vão tecer o mais negro dos cenários e exigir a cabeça deste e daquele por causa do empate caseiro de hoje. Adiante e que tudo corra bem às nossas Selecções.

MVP (Most Valuable Player): Marcano. Primeiro que tudo já que dizer que está encontrado – finalmente – o capitão do Futebol Clube do Porto. Marcano impõe o respeito e a ordem na equipa e protesta com o árbitro quando acha que a equipa portista está a ser prejudicada. Hoje Marcano esteve simplesmente impecável a todos os níveis. Faltou somente aquela pontinha de sorte e uns cantos marcados como deve ser para poder ter marcado um golo nas várias incursões que fez à área dos setubalenses.

Chave do Jogo: Apareceu com o golo do Vitória Futebol Clube para resolver a contenda a favor dos sadinos. Após este golo o Futebol Clube do Porto partiu para cima do seu adversário, mas não conseguiu - em momento algum - criar um lance que fosse capaz de acabar com o empate. Por seu turno o Vitória saiu do Estádio com a sensação de dever cumprido.

Arbitragem: No Estádio tinha ficado com a manifesta ideia de que Manuel Oliveira procurou sempre ajudar o Vitória ao lhe perdoar muitas das suas patranhas que faziam com que o jogo pareasse por tudo e porá nada (quebrando, desta forma, o ritmo da partida). Após ter tomado conhecimento disto tenho de dizer que Manuel oliveira fez uma péssima arbitragem com influência directa no resultado final e (quem sabe) no desfecho desta temporada. Nada de estranhar tendo em consideração como isto funciona sempre que o SL Benfica tem um deslize ou se sente “apertado”.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES) mais uma vez. NES porque “montou” bem a equipa e “mexeu” bem quando esta precisou da sua orientação. Gostei de ver a “substituição à Mourinho” da parte de NES quando este via o tempo a passar e o empate a persistir.

Negativo: “Equipa pequena”. Esta maldita mentalidade não deveria ter sido aplicada por Couceiro neste jogo. Especialmente se tivermos em linha de conta que o Vitória FC já alcançou o seu grande objectivo que era a manutenção.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (19/03/2017)

sábado, 29 de outubro de 2016

Dragão em Setúbal à procura de um Bonfim

O FC Porto atravessa o melhor momento da temporada. Os dragões chegam aSetúbal, onde este sábado defrontam o Vitória, em jogo da 9.ª jornada da Liga NOS, com um registo de quatro vitórias consecutivas, em todas as competições, e esperam naturalmente somar o quinto triunfo no Estádio do Bonfim. O conjunto de Nuno Espírito Santo está obrigado a vencer para não se atrasar face ao líder Benfica, que venceu o Paços de Ferreira, e para se adiantar em relação ao Sporting, que voltou a perder pontos, desta feita na visita ao Nacional.

Este será o 159º encontro entre Vitória de Setúbal e FC Porto, considerado um dos clássicos do futebol português, tradicionalmente favorável ao conjunto azul e branco. Os portistas venceram os últimos 27 jogos realizados entre as duas equipas e a última vez que perderam no Bonfim foi na temporada de 1982/83, ou seja, há mais de 30 anos que os sadinos não conseguem derrubar o FC Porto.

Os índices de confiança dos dragões estão em alta, face aos resultados alcançados no último mês, e Nuno Espírito Santo parece ter finalmente encontrado a solução para o ataque: juntar Jota a André Silva. A jovem dupla tem dado os seus frutos e promete ser uma grande dor de cabeça para o setor defensivo da turma de José Couceiro.

Os sadinos chegam a este jogo após uma partida a meio da semana, a contar para a Taça da Liga, que resultou na vitória sobre o Santa Clara (2x0), triunfo que veio amenizar a série de cinco jogos sem vencer para o campeonato português da equipa de Setúbal.

O favoritismo está do lado do FC Porto, tal como Couceiro admitiu, mas o Vitória promete ir em busca dos três pontos. Já travou o Benfica na Luz, será capaz agora de causar dano ao FC Porto?
(clicar para ampliar)
 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dois pontos deitados ao lixo

Grande jogo de futebol na Amoreira a terminar com um empate a duas bolas. O FC Porto esteve a vencer, permitiu o empate e a reviravolta do Estoril, evitando a derrota nos descontos do segundo tempo com um golo de Óliver. Com este resultado, os Dragões permitem a fuga do Benfica no topo.
 
O FC Porto foi o último dos três grandes a entrar em campo e sabia que uma vitória na Amoreira permitiria não perder terreno para o Benfica (e o surpreendente Vitória de Guimarães) e alargar vantagens para o Sporting, que tinha empatado a um golo algum tempo antes, em Alvalade.
 
Com Ricardo Quaresma e Adrián López no onze titular, Lopetegui queria criatividade na frente e rotação, algo que o atacante Espanhol esteve longe de emprestar à equipa Azul e Branca. Quem o fazia, sem surpresa, era Brahimi, jogador Argelino que puxa para si (cada vez mais) os focos da atenção mediática. Joga, faz jogar, finta, cruza, marca e dá alma ao jogo Portista.
 
Seria mesmo o atleta Africano a abrir o marcador, aos 20 minutos. Numa jogada junto à linha de fundo, Brahimi recebeu no lado esquerdo, passou por dois adversários num espaço reduzido e atirou para a baliza de Pawel Kieszek, que ainda tocou na bola mas não impediu o golo.
 
O Estoril, que até estava bem em campo, não se deixou afectar pelo golo. Com uma frente de ataque muito mexida foi criando perigo, quase sempre por Sebá ou Kuca, jogador sempre irrequieto e a dar muito trabalho à defesa Portista. De resto, Kuca puxou pela sua equipa e levou os seus adeptos a reclamar uma decisão da arbitragem. Aos 26 minutos, numa jogada de contra-ataque, deu-se um corte da defesa Portista e os Estorilistas ficaram a pedir grande penalidade, que o árbitro não considerou, após um lance de complicada análise.
 
Mas os adeptos da equipa amarela não tinham que esperar muito até saltarem das cadeiras para fazer a festa do golo. É que nesse mesmo minuto, Emídio Rafael fez um cruzamento atrasado com desvio na área de Kuca para o empate.
 
Até ao descanso, viu-se um FC Porto a controlar mas não a dominar na Linha, num relvado que viu um futebol rápido e emocionante. A verdade é que o jogo começava a pedir Quintero em campo, talvez para a saída de um apagado Adrián. Dito e feito por Lopetegui no segundo tempo, numa altura em que lançou Aboubakar e Quintero (Casemiro também saiu).
 
O FC Porto pressionava melhor que no primeiro tempo e o Estoril tinha maiores dificuldades para sair a jogar. Com a entrada, sobretudo de Quintero, pensava-se que o jogo poderia mudar bastante de figurino. E mudou. Herrera baixou para a posição 6 e Quintero passou a jogar nas costas de Aboubakar e Jackson, tendo Quaresma e Brahimi bem abertos nas alas.
 
O jogo estava como que 'adormecido' e era preciso o FC Porto abanar o ritmo. Para o Estoril, que vinha de uma longa deslocação a Moscovo para a Liga Europa, na última quinta-feira, o jogo morno favorecia. Mas seria, curiosamente, um jogador dos Canarinhos a abanar a partida. Tozé, aos 79 minutos, sofreu falta de Fabiano dentro da grande área. Tudo começou num lance em que Sebá, antigo jogador do FC Porto, rematou para a defesa incompleta de Fabiano e depois Tozé, também ele com ligação à casa Azul e Branca, correu à bola e chegou primeiro que Fabiano. Artur Soares Dias assinalou a penalidade que o próprio Tozé marcou, pedindo depois desculpa aos adeptos Portistas que estavam por trás da baliza.
 
E foi já nos descontos que os Dragões empataram por Óliver. Jackson ganhou nas alturas e o Espanhol segurou a bola no ar e depois bateu o guarda-redes do Estoril. A história do jogo ainda teria mais um momento, aquele em que Kieszek negou o golo da vitória ao FC Porto, num remate de Jackson.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

domingo, 9 de novembro de 2014

Só interessam os três pontos

Se há coisa que marcou pela negativa o Futebol Clube do Porto da época transacta foram as suas deslocações a Lisboa. De todas as vezes que os Dragões se deslocaram à Capital, não vencerem uma única. Empates e derrotas foram o pecúlio do FC Porto de Paulo Fonseca. E tudo começou no campo do adversário de mais logo: GD Estoril Praia.

Temos, portanto, que esta vista aos Canarinhos Lusos se reveste de uma carga psicológica enorme. Para mais os Azuis e Brancos então em campo a saber qual o resultado que o SL Benfica obteve na Madeira. Mais pressão do que esta era impossível. O que realmente nos leva a perceber porquê razão Lopetegui diz que este vai ser um jogo muito complicado.

Olhando para a equipa de José Couceiro rapidamente verificamos que a equipa manteve a fase da temporada anterior. Apenas se mudou o Treinador e a filosofia de jogo. E pelos vistos, para já, parece ter-se mudado para pior porque este Estoril de Couceiro é bem menos eficaz que o de Marco Silva. Não se está com isto a dizer que o jogo é mais fácil, até porque o Estoril quando joga com os ditos” Grandes” do nosso futebol costuma dar muito boa conta de si. O quês e está aqui a dizer é que com Couceiro o GD Estoril Praia ficou mais debilitado por vontade do seu Técnico que teimosamente aposta em Jogadores de fraca qualidade como é o caso do Guardião Pawel Kieszek.

Mas, não obstante a medianidade de Couceiro e as suas teimosias que lhe custam pontos, o Estoril conta com Jogadores muito bons que podem desequilibrar a partida a favor da equipa da Costa do Sol Lisboeta. Vágner, Yohan Tavares, Emídio Rafael (que tem sido um exímio marcador de golos através de livres), Matías Cabrera, Kuca, Tozé, Sebá e Kleber são nomes que Julen Lopetegui deve ter em linha de conta na preparação deste jogo. Dar espaço e confiança a estes Atletas pode revelar-se um acto fatal para as aspirações Portistas de regressar de Lisboa com os três pontos da vitória.

Espera-se portanto que o FC Porto mantenha a linha de jogo que apresentou em Bilbao. Uma equipa solta, dominadora e com uma posse de bola q.b. que lhe possibilite gerir da melhor maneira as variadas situações de jogo que vão surgir. Vai haver alguma rotação dado que o jogo no País Basco não foi fácil e há Jogadores que precisam de jogar para melhorar o seu jogo, mas também aí se espera que impere a racionalidade que temos visto desde o jogo de Arouca.

Julen Lopetegui convocou 18 jogadores para a deslocação do FC Porto ao terreno do Estoril, agendada para hoje, às 20h15, referente à décima jornada da Liga Portuguesa.

Comparativamente à convocatória para a viagem a Bilbao (2 x 0), da quarta jornada do Grupo H da UEFA Champions League, saem dos eleitos do Técnico Espanhol o guarda-redes Ricardo Nunes e o avançado Tello, sendo que este último, a contas com fadiga muscular, realizou treino integrado condicionado na derradeira sessão de trabalho antes do desafio com o Estoril.

Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Evandro, Herrera, Adrián López, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.

Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Quintero, Brahimi, Quaresma e Jackson.

Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Há que iniciar a escalada

Depois da derrota na Luz e após o bom jogo treino que os Portistas fizeram ante o FC Penafiel, eis que chegou a hora de os comandados de Paulo Fonseca meterem mãos à obra e arrancarem para uma “escalada” na tabela classificativa da Liga Zon Sagres para que no final o Tetra seja uma realidade.
 
O Sporting Clube de Portugal venceu em Arouca com muito custo e alguma sorte à mistura e o Sport Lisboa e Benfica joga hoje em casa ante um Marítimo que teima em assentar o seu futebol, como tal é importante que o Futebol Clube do Porto vença o Setúbal sob pena de ver aumentada a distância de três pontos para o primeiro classificado. 
 
Por esta conjugação de factores temos portanto que o jogo de mais logo é de uma importância atroz. O adversário Sadino não é dos mais complicados, mas as constantes assobiadelas dos adeptos do FC Porto, a incapacidade de Paulo Fonseca de lidar com a pressão e a ânsia de muitos Jogadores Azuis e Brancos de querer jogar para poderem marcar presença no Mundial do Brasil transformam o Setúbal num adversário de respeito.
 
José Couceiro é um Treinador que já demonstrou que “percebe pouco da coisa” mas em Setúbal consegue ser sempre feliz. Há quase que uma mística em torno deste Treinador quando lhe calha a missão de comandar os Tubarões do Sado. E a verdade é que desde que chegou a Setúbal Couceiro não só conseguiu colocar o Vitória a jogar bom futebol como alcançou bons resultados que colocam o Setúbal num lugar tranquilo da tabela.
 
Os Dragões terão pela frente uma equipa motivada que virá á Invicta com o claro objectivo de pontuar. Tal é sinónimo de trabalho árduo e sobretudo de muita paciência Azul e Branca. O ponto mais fraco do actual Vitória Futebol Clube é a sua baliza onde “mora” o Polaco Pawel Kieszek que nos lances aéreos é uma tremenda desgraça. Um aspecto que deve ser aproveitados pelos Portistas e que já é bem conhecido dado que o Polaco já fez parte dos quadros do FC Porto.
 
Paulo Fonseca chamou 19 jogadores para a recepção ao Vitória de Setúbal, marcada para hoje, às 19h15, da 16.ª jornada da Liga. Em relação à convocatória para o jogo treino com o Penafiel (4 x 0), para a Taça da Liga, registam-se os regressos de Danilo, Lucho, Licá e Otamendi.
 
Assim, e em sentido inverso, Reyes, Herrera e Ricardo não estão entre os eleitos do Treinador dos Dragões para o duelo com os Sadinos, ao contrário do que havia acontecido na partida com os Penafidelenses.
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Lucho, Maicon, Ricardo Quaresma, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Kelvin, Otamendi e Defour.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Maicon, mangala, Alex Sandro, Fernando, Lucho, Carlos Eduardo, Ricardo Quaresma, varela e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desculpas de mau perdedor

Depois da merecida derrota do Sporting no Dragão, eis que o Treinador e Dirigentes de Alvalade me saem com estas declarações retiradas do Site do Jornal OJOGO  e da Rádio Renascença:

José Couceiro demonstrou dificuldades em conformar-se com a derrota num jogo que, no seu entender, ficou marcado por alguns erros - da sua equipa e... dos árbitros. "Sofrer golos desestabiliza sempre. O segundo é uma falta de atenção num canto curto, mas o jogo não se resumiu a isso.” (…) “Mas Couceiro não poupou críticas à equipa de arbitragem, sobretudo no que ao trabalho do assistente Bertino Miranda diz respeito. "Os comentadores terão oportunidade de comentar este assunto. Propunha que as equipas visitantes pudessem ficar nos bancos do lado direito, como já acontece em Espanha e noutros campeonatos europeus. Haveria menos problemas. Não sei se houve algum problema com o árbitro assistente... Vejam o último lance da primeira parte; se não vê uma falta a dois metros... Nem falo do lance da grande penalidade. Hoje sentimo-nos prejudicados.

"É fácil prejudicar o Sporting num jogo de futebol", atirou o dirigente, prosseguindo com um caso específico.

"A cereja no topo do bolo foi este lance a acabar o jogo (mão de Rolando na grande-área do FC Porto)", recordou.

"Desejo uma melhoria da visão de Soares Dias na próxima época. Foi demasiadamente óbvio", disse, de forma irónica, Carlos Freitas.”

Na realidade os mais prejudicados pelos erros da Equipa de Arbitragem foram os Dragões e não os Leões, tal como podemos ver neste resumo da partida, pois se pararmos a imagem nos 5:17 veremos claramente que o Saleiro se encontra muito para lá da linha de meio campo, no seguimento do pontapé de saída e que a bola lhe é endossada logo após esse reatamento. Tal adiantamento deve ter resultado do facto de ele ter acabado de entrar no jogo nesse preciso momento.

Isto para que o Sr. Couceiro e companhia não venham, quais virgens ofendidas empertigadas, pedir coisas tão extraordinárias como a troca dos bancos, um penalty por uma mão na bola COMPLETAMENTE involuntária e uma falta assinalada sobre o Helton que o Sporting não cometeu, mas que na melhor das hipóteses daria um canto.


È que se o Árbitro tivesse corrigido a posição do Saleiro, não havia segundo golo para ninguém e já não havia pressing nos últimos minutos para chegar ao empate. Se virem com atenção, o próprio Sereno, que é o jogador que acompanha o ataque do Saleiro, fica espantado por aparecer ali um jogador, já que a bola tinha acabado de ir ao centro.

Texto da autoria de Pedro Miguel Pacheco (membro da Direcção do Blog "A Mística Azul e Branca"