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domingo, 23 de setembro de 2018

Jogo do nosso campeonato

imagem retirada de zerozero
Começo por dizer que me estou nas tintas para o que alguma da nossa Comunicação Social se tem preocupado em fazer “eco”. O grande objectivo do futebol é marcar-se mais golos do que o adversário. Hoje o Futebol Clube do Porto marcou dois golos e o Vitória Futebol Clube (mais conhecido por Vitória de Setúbal) não marcou nenhum.Concluindo; os Dragões venceram em Setúbal e somaram mais três pontos. O resto são – essencialmente - “bolos e bolinhos para se enganar tolos e tolinhos”.

Contudo, apesar de a “estrelinha de campeão” fazer parte desta cosia que se chama futebol, existem algumas ilações que Sérgio Conceição deve, a meu ver, retirar. A primeira é que este FC Porto continua, incompreensivelmente, a ter uma tremenda dificuldade em controlar um jogo que esteja a vencer. Os portistas já podem contar com os serviços de Danilo Pereira para ver se acabam de vez com esta “malapata” que já custou três preciosos pontos num passado não muito distante, contudo o internacional português está ainda longe da sua habitual forma e não creio que seja só ele a estar em “tão mau estado”. Otávio parece não ajudar nos processos defensivos e o capitão Herrera, outro dos elementos “vitais” do trio que compõe o meio campo portista, está muito abaixo do seu habitual desempenho mediano. Talvez tal explique muito deste Futebol Clube do Porto que insiste em dificultar o que não tem de ser difícil.

Outro aspecto sobre o qual me parece importante que Sérgio faça uma reflexão assenta na clara e manifesta dependência dos azuis e brancos dos rasgos individuais de Yacine Brahimi e Moussa Marega. Se o argelino e maliano não tiverem um “golpe de génio e/ou força”, o Futebol Clube do Porto desparece em termos ofensivos. Hoje tal ficou bem patente no primeiro golo dos Dragões. Marega teve uma das suas arrancadas, cruza para a área sadina, Maxi falha e na carambola Aboubakar marca o tento inaugural. Depois tivemos o habitual “apagão” ofensivo colmatado, aqui e acolá, por alguns lances de perigo na área da equipa de Lito Vidigal. Muito pouco para uma equipa portista que em breve terá de medir forças na Luz.

Como podemos verificar, os problemas deste FC Porto são reais. Tal não muda em nada o que disse no inicio, mas seria importante que Sérgio Conceição se concentrasse em procurar resolver estes problemas do que em esperar que eles se resolvam por si.

Ah. Um aparte. Na próxima Sexta os Dragões recebem o Tondela de Pepa. Uma equipa campeã do anti jogo. Sérgio Conceição que não tome as devidas cautelas e depois que venha para a Praça Pública queixar-se do óbvio.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Foi dos pés de Marega que surgiu o primeiro golo portista. Não obstante tal, Moussa foi sempre uma tremenda dor de cabeça para um “durinha” defensiva sadina. A ver vamso se melhora a sua forma e volta a ser aquele Marega que na época transacta espalhou o terror nas defensivas adversárias.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 78´, altura em que Sérgio Oliveira marca o segundo tento dos portistas e sentencia, desta forma, uma partida onde a equipa da casa lutou bravamente por um resultado positivo.

Arbitragem: Há um lance que deixa muitas dúvidas no trabalho de Manuel Oliveira, esta noite, no Bonfim. O árbitro da AF Porto deixou seguir um lance entre Berto e Felipe, à passagem do minuto 20, mas parece de facto haver contacto. A única dúvida parece mesmo ser a cor do cartão que deveria ter sido exibido ao central brasileiro.

Positivo: 3 pontos e liderança. Efectivamente o que se pode retirar de positivo é a vitória do FC Porto e a consequente liderança da Liga NOS. A ver vamos agora o que fazem Benfica e Sporting,

Negativo: Felipe. Prometeu muito no arranque da temporada, mas desde que foi convocado para jogar pelo Brasil o central parece ter perdido muita da qualidade que se lhe reconhece.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (22/09/2018)

sábado, 22 de setembro de 2018

Como se desempata isto?

O campeão nacional volta ao sul, o que não tem sido propriamente uma dor de cabeça, e visita Setúbal para o jogo principal deste sábado. É um Vitória que vem de dois empates (campeonato e taça da liga) contra um FC Porto que de dois empates vem (taça da liga e Liga dos Campeões), daí a pergunta.

Se bem que, obviamente, se houver pergunta à priori sobre se subscrevem o empate nesta partida, muito provavelmente os sadinos serão afirmativos e os portistas negativos na resposta. Há um claro favorito, é inegável.

Ainda assim, é um favorito pressionado. Para além da tradicional pressão para vencer e não perder rasto dos adversários, há também a pressão de dois empates recentes, bem diferentes na sua essência (em casa contra o Chaves, fora diante do Schalke 04), mas iguais no insucesso de uma equipa que entra sempre para ganhar.

Houve, num e noutro, períodos de pouca qualidade futebolística e há igualmente a necessidade de um rosto mais bonito nesse aspeto, se bem que nada que impeça o sucesso dos três pontos.

Bem menos pressionado, o Vitória de Setúbal espreita a gracinha. São já 55 jogos seguidos sem conseguir ganhar ao dragões, o que é muita coisa, sobretudo para um histórico - os sadinos são a sexta equipa com mais presenças de sempre no campeonato principal em Portugal.

Por isso, e tendo uma equipa em clara construção, Lito Vidigal terá de contar com um jogo perfeito dos seus, tal como com uma enorme solidariedade entre os setores, para contrariar o cenário mais provável.
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Artigo publicado no site zerozero

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Para o Coentrão com amor

imagem retirada de zerozero
Após a vitória do Sporting Clube de Portugal no Estádio do Bessa, Fábio Coentrão, atleta do Real Madrid CF que está emprestado ao Sporting, veio para a Praça Pública dar uma de vidente- Ora segundo o Vidente Coentrão o Futebol Clube do Porto ia perder em Setúbal diante ad equipa local. Era um felling, dizia o entendido nestas coisas da adivinhação. Ora como sucede com qualquer outro vidente, Coentrão enganou-se no seu desej… (perdão) na sua previsão. Isto porque os Dragões ganharam em Setúbal e até que foram capazes de produzi um resultado tal que coloca o Sporting CP numa posição na tabela classificativa que nem deveria ser o seu dado que têm sido muitos e manifestos os “empurrõezinhos” para a frente que “amigos do apito” tem dado aos leões. Mas eu se fosse ao Coentrão voltava a tentar adivinhar o resultado final dos próximos jogos do FC Porto dado que tal façanha “coentriana” parece dar ênfase e força a este Futebol Clube do Porto.

Colocando de lado as patetices “coentrianas”, vamos então ao jogo do Bonfim.

Foi uma partida que se realizou em condições atmosféricas terríveis e num relvado que até que se aguentou razoavelmente bem não obstante a enorme quantidade de chuva e vento que se fez sentir durante os 90 e poucos minutos. Estes goram dois males que, à partida, deveriam ter prejudicado ambas as equipas. Contudo o Vitória FC (ou Vitória de Setúbal, como é mais conhecido) parece ter-se ressentido das más condições climatéricas e da ridícula estratégia que José Couceiro escolheu para este jogo. Couceiro já deveria saber que isto de se jogar com um autocarro na defesa/bola para a frente e Edinho que resolva funciona quando os minutos passam e a equipa adversária não marca. E tal também não funciona quando tudo se desmorona após o primeiro golo sofrido… O José que pense bem nisto em vez de vir para a Comunicação Social queixar-se de uma falta que mais ninguém viu (a não ser os “isentos” comendadores da SportTv e a cambada do “Benfiquistão”). Salvo alguma “prova” em contrário, o primeiro golo de Aboubakar é (perdoem-me a expressão) “limpinho, limpinho”. O resto é música.

E realmente o resto do jogo é mesmo música. Após o primeiro golo o Futebol Clube do Porto consegue assentar o seu jogo e o Vitória simplesmente desaparece. Mérito dos portistas que souberam aproveitar um lance de boal parada para se colocar em vantagem, mas era perfeitamente escusado terem passado por dificuldade até este tal golo. E também não percebo porquê razão se deixou de rematar de longe à baliza dos sadinos. Espacialmente depois de ter visto Danilo Pereira a fazer tal coisa com uma eficácia quase sublime (faltou ter entrado na baliza).

E mais não há para dizer de uma partida que Sérgio Conceição aproveitou – e bem - para gerir o esforço dos seus jogadores dado que na próxima Quinta-feira há que medir forças com o outro Vitória (este de Guimarães) em mais uma eliminatória da Taça de Portugal.

MVP (Most Valuable Player): Vincent Aboubakar e Moussa Marega. Dois “tanques” que espalharam o “terror” na defesa sadina. Nem as condições climatéricas adversas os conseguiram parar. Os 5 golos que marcaram foram o corolário de uma excelente exibição a todos os níveis.


Chave do Jogo: O golo inaugural do FC Porto marcado no minuto 31. Este golo acabou por ser o factor determinante de tudo o que viria a suceder até ao fim do jogo. Tal como no jogo anterior diante do AS Mónaco.

Arbitragem: Tiago Martins apareceu muitas vezes na partida, e isso não costuma ser um bom sinal. No lance do penálti portista, errou ao não expulsar Vasco Fernandes quando o próprio pensava que a partida para si já tinha acabado, mesmo depois de ver as imagens. Até admira o VAR ter funcionado num jogo do Futebol Clube do Porto. A ver se tal volta a suceder mas em situações bem mais complicadas do que esta.

Positivo: A vontade de vencer. Não sei se hoje o FC Porto entrou “picado” pelas declarações de Fábio Coentrão ou se este sabia que tinha de vencer para voltar a liderar isolado a Liga NOS, mas confesso que gostei de ver esta vontade de vencer.

Negativo: Tremedeira inicial (outra vez). Já aqui falei nisto e volto a tocar no assunto pois no futuro tal não pode (nem deve) acontecer numa equipa como o FC Porto. Tanto passe falhado no início da primeira parte diante de um adversário que pouco pressionava é incompreensível.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (10/12/2017)

domingo, 10 de dezembro de 2017

Sobrevivência a alta pressão

Depois do apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, o FC Porto está de volta ao campeonato. Os dragões viram, do sofá, os principais rivais ultrapassarem os seus adversários e colocarem pressão numa equipa que já vinha estando habituada a impor o ritmo do campeonato. Ainda que seja por um dia, a equipa de Sérgio Conceição terá, frente ao Vitória de Setúbal, uma missão diferente, sobreviver à pressão e provar que este Dragão está pronto para qualquer desafio.
 
Mas a pressão é mesmo a palavra-chave deste desafio. Do outro lado também existe, mas os motivos são bem diferentes, e menos simpáticos. Os sadinos não vencem há quatro jornadas e começam a ver a linha de água cada vez mais próxima. Couceiro tem tentado remar contra a maré, mas no Sado têm surgido corrente perigosas e o próximo adversário não promete uma navegação mais tranquila.
 
Ritmos diferentes
 
Ao seu dispôr, Sérgio Conceição conta com um plantel curto, mas o lema de que «a qualidade é melhor do que a quantidade» acenta que nem uma luva nos azuis e brancos. O ataque dos Dragões tem sido a sua principal arma, e a dúvida maior surge na opção de Conceição em lançar as feras africanas à equipa sadina com um meio campo mais recheado ou juntar-lhe um ritmo mexicano com a entrada do irrequieto Corona. Seja qual for o ritmo que os dragões tencionam impor (4x3x3 ou 4x4x2), os setubalenses terão de estar bem afinados para não tocarem a música dos ouvidos de Conceição, que ainda não sabe o que é perder em competições nacionais.
 
Se de um lado há um plantel curto, José Couceiro conta, ainda, com mais problemas. A primeira ausência, essa, até é burocrática. Gonçalo Paciência começou como suplente mas foi cimentando o seu lugar e tem sido essencial, não apenas pelos golos que tem marcado mas também pela profundidade que oferece à equipa. Sem ele, Edinho deverá ser o escolhido e a missão será lutar, lutar, lutar... e aproveitar qualquer oportunidade que possa surgir perante uma equipa que em 13 jornadas apenas sofreu por cinco vezes.

Prevê-se, no Sado, um teste de alta pressão. Quem terá o melhor kit?
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Retirado de zerozero

domingo, 30 de outubro de 2016

Venha mais um voucher sff!

Imagem retirada de zerozero

Efectivamente venha um voucher para João Pinheiro e sua equipa de arbitragem pelo excelente serviço prestado à nação benfiquista no Estádio do Bonfim!

Ao contrário do que os “pseudo” comentadores - sempre muito ávidos no elogio ao “encarnado” - sou da opinião de que o Futebol Clube do Porto fez o suficiente para vencer em Setúbal, mas um cavalheiro vestido de “encarnado” (coincidências…) não o deixou ao não ter assinalado três (3!) grandes penalidades a favor dos Dragões! E como se não bastasse, eis que João Pinheiro deixou que os sadinos jogassem o seu futebol violento sem a mais pequena advertência… Só para que se tenha uma ideia, somente ao minuto 42 vimos o cavalheiro do apito a exibir um cartão amarelo a um jogador do Setúbal (jogador este que vinha cometendo faltas atrás de faltas). Mas pronto, havia que criar uma “almofada” para o caso de as coisas correrem mal ao SL Benfica na próxima jornada. Adiante.

Entrando agora no jogo jogado – aquilo que mais me interessa – mantenho o que disse. O FC Porto não jogou mal. Já o Vitória FC não jogou absolutamente nada (pergunto-me o que faz uma equipa destas na divisão principal do nosso futebol). Então o que poderiam os Azuis e Brancos ter feito de melhor? Ter sido mais eficazes na altura de empurrar a “redondinha” para dentro da baliza sadina. Era escusada tanta finta na hora de rematar à baliza… Se bem que tal se compreende porque tanto André Silva como Diogo Jota tinham de fazer tudo sozinhos porque o meio campo portista estava bem lá atrás a fazer pressão sobre um qualquer adversário imaginário… Demorar 20 e poucos minutos para começar a pressionar o Setúbal à saída da sua grande área é obra!

Não percebo a razão pela qual Danilo Pereira tem de estar sempre tão recuado (quase em cima da dupla de centrais)… O moço até que tem técnica e uma boa visão de jogo, pelo que acho que este teria sido de uma utilidade tremenda a um Oliver Torres - em baixa de forma - que não teve ninguém a ajudar na tarefa de combater o super povoado meio campo setubalense… Sim, o Óliver estava sozinho porque Héctor Herrera não entrou em campo (como sempre). Ora não admira, portanto, que depois tenhamos um Futebol Clube do Porto a lateralizar o seu ataque durante quase toda a partida (com tudo o que de mau e bom isto possa ter).

Quanto às substituições - tendo em consideração a forma como tudo estava a decorrer - não creio que Nuno Espírito Santo tenha estado mal. Jogou as cartas que tinha do baralho que escolheu levar para esta partida e não creio que pudesse fazer outra coisa. Tenho lido e ouvido os “comentadores” a dizer que Nuno deveria ter apostado em Depoitre dado que a elevada estatura do belga iria permitir ao FC Porto recorrer ao “chuveirinho”. Ora bem, esta tal de “solução” já foi tentada em Tondela e ficou bem patente que o belga não serve para este tipo de jogo… Mais alguma ideia brilhante Srs. “comentadores”? Não? Bem me queria parecer. É que ainda ontem ouvi um comentador criticar Jorge Jesus porque não é com muitos avançados que se ganha um jogo. Coerências. 

Chave do Jogo: Inexistente. O Futebol Clube do Porto bem que teve várias oportunidades para sentenciar a partida (já o Vitória Futebol Clube não fez nada por isto), mas em momento algum o conseguiu fazer. Em suma; não houve lance algum que tivesse feito pender a vitória para qualquer um dos lados. 

Arbitragem: Negativa. Péssima a actuação de João Pinheiro e a sua equipa de arbitragem neste jogo. Tolerou até ao limite o antijogo dos vitorianos, permitiu que a equipa do Vitória fosse violenta q.b. e não assinalou três grandes penalidades a favor dos Dragões. 

Positivo: Iván Marcano. Quem diria que este Marcano é o mesmo que parecia uma “gelatina” nos tempos de Julen Lopetegui? Sempre muito bem posicionado e sem inventar na hora de fazer o corte. É isto que se exige a um central. Muito bem Marcano! 

Negativo: Óliver Torres. Não pelo golo escandalosamente falhado mas sim porque parece estar a atravessar um mau momento de forma. Uma troca causal por Rúben Neves não lhe faria mal nenhum.

Artigo publicado no Blog o gato no telhado

domingo, 20 de março de 2016

Manteve-se a tradição do Bonfim

«O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é - ou deveria ser - a mais elevada forma de arte». Assim dizia Charles Chaplin, assim fez o FC Porto ao vencer (0x1), esta noite, no Bonfim, o Vitória de Setúbal.
 
O dragão não teve jogadas de génio ou golos bonitos. Foi simplesmente competente, simplesmente organizado e fez da simplicidade de processos a base da vitória.
 
O FC Porto entrou forte, confiante e com dinâmica, instalando-se no meio-campo sadino e com um Herrera muito envolvido em ações ofensivas (foi ocupando vários espaços). Se em algumas jogadas se foi vendo um Aboubakar desamparado na frente, quando Sérgio Oliveira se adiantou mais no terreno, o dragão foi sempre mais perigoso.
 
Pelos corredores, os azuis e brancos iam dando muito trabalho a um Vitória de Setúbal com muitas cautelas a defender e muito pensativo na hora de saída para o ataque. Foram melhorando com o avançar dos minutos mas com pouca produtividade.
 
A superioridade total do dragão teve, por isso, reflexo perto do intervalo, com Sérgio Oliveira - vindo de trás, lá está - a disparar para o fundo das redes sadinas e a deixar os portistas na frente.
 
No retomar da história viu-se um Vitória de Setúbal a ter mais bola, a dividir mais as despesas do encontro e a passar mais tempo instalado no meio-campo portista. Porém, a turma de Quim Machado não conseguia criar grandes desequilíbrios e em boa verdade o FC Porto - com menor caudal ofensivo do que no primeiro tempo - foi gerindo o encontro, que se foi arrastando até ao fim. Assim, o FC Porto deixou o Bonfim com os três pontos e sem sofrer qualquer golo.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 19 de março de 2016

À conquista do Sado

Vitória de Setúbal e FC Porto defrontam-se, este sábado (20h45), em jogo a contar para a 27.ª Jornada. Ambas as equipas precisam de arrepiar caminho rumo aos objetivos. Os três pontos são, por isso, fundamentais para sadinos e portistas.
 
Se o FC Porto não pode ceder pontos na luta pelo título, os sadinos têm de pontuar para afastar o cenário da despromoção. A equipa de Quim Machado, que realizou um começo de temporada interessante, tem vindo a perder fulgor nos últimos tempos.
 
As saídas de Rúben Semedo e Suk, para Sporting e FC Porto, respetivamente, podem ajudar a explicar o momento menos positivo do Vitória mas nas margens do rio Sado espera-se que o duelo frente aos azuis e brancos possa ser o 'momento de viragem' nos maus resultados.
 
O dragão, por seu lado, chega ao sul com várias ausências mas a ambição é grande no lote de eleitos de José Peseiro que poderá apresentar um meio-campo com Rúben Neves ou Sérgio Oliveira. Herrera e Danilo Pereira parecem ter lugar cativo no onze. No ataque existem dúvidas se o treinador dos azuis e brancos irá colocar Suk ou Aboubakar. O camaronês terá ligeira vantagem, nesta fase.
 
Retirado de zerozero
 
Bruno Martins Indi e Danilo estão de regresso à lista de convocados do FC Porto para o jogo com Vitória de Setúbal​, no Estádio do Bonfim, relativo à 27.ª jornada da Liga NOS (sábado, 20h45). O defesa e o médio, que cumpriram uma partida de suspensão na receção ao União da Madeira, ocupam os lugares de Verdasca e Graça, dois dos quatro “bês” chamados por José Peseiro​ para o encontro do fim de semana passado com os madeirenses.​
 
Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Indi, Rúben Neves, Brahimi, Aboubakar, Marega, Sérgio Oliveira, José Ángel, Herrera, Corona, Miguel Layún, Danilo, Suk, Víctor García, Francisco Ramos e Chidozie.
 
Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Chidozie, Indi, Layún, Danilo, Sérgio, Herrera, Brahimi, Corona e Suk

segunda-feira, 4 de maio de 2015

A luta continua!

O FC Porto foi a casa do Vitória de Setúbal ganhar e recuperar para três (mais um) pontos de desvantagem para o Benfica, dando mostras de que ainda acredita em dois deslizes do adversário. Os Azuis e Brancos podiam ter evitado algum sofrimento que tiveram na partida contra os Sadinos, embora tenham tido quase sempre o controlo da partida.
 
A vitória dos Portistas poderia ter sido mais tranquila, mas só nos descontos Jackson ampliou um marcador que Brahimi tinha inaugurado, perante um Vitória que pecou pela má primeira parte.
 
Foi pela direita que o FC Porto começou a carburar o seu futebol. Após 10 primeiros minutos repartidos, os Dragões cresceram no ritmo, imprimiram intensidade e deram à bola mais velocidade. A direcção começou por ser quase sempre a mesma: Quaresma. O Português, reclamador de bola por natureza, nunca se escondeu e assumiu as tentativas de desequilíbrio. Quando não podia, Ricardo aparecia a auxiliar muito bem.
 
É esse o primeiro destaque. Com claras características ofensivas, o agora lateral Português encaixa na perfeição neste FC Porto, sobretudo em jogos contra equipas que optam por privilegiar o sector defensivo, como foi o caso do Vitória. Zequinha nunca soube fechar bem e os Dragões tinham sempre vantagem quando exploravam o corredor.
 
Portanto, não foi de estranhar que tenha sido aí que o golo tenha surgido, num excelente trabalho de Jackson a arrastar três homens. Também não foi de estranhar que, logo depois, Quaresma tenha aplicado a trivela, que só Raeder parou.
 
O ritmo do FC Porto era muito superior, as oportunidades sucediam-se e o flanco mudava. Zequinha trocava com Advíncula e os Dragões também passavam a rodar pela esquerda, cientes de qual o desequilíbrio do adversário em acção defensiva. Mais golos podiam ter acontecido, mas não.
 
E com isso, a segunda parte foi diferente, porque Bruno Ribeiro teve, com o 0 x 1, uma boa dose de esperança para injectar aos seus jogadores durante o intervalo.
 
Resultou, porque a equipa foi claramente diferente. Bem mais crente, muito mais unida e solidária, assim como sabedora do que fazer em quase todos os momentos, menos no último terço. O FC Porto também baixou o ritmo e o adversário aproveitou para estar mais perto da baliza de Helton.
 
Ainda que de forma ténue em termos práticos, o Vitória ia crescendo na partida, deixando para a entrada dos últimos minutos, já com algumas alterações feitas, as reais oportunidades, mas que Helton resolveu com classe e segurança.
 
Os minutos finais tinham entusiasmo nas bancadas e crença na equipa da casa, mas teve também Jackson. De regresso aos golos, o Colombiano acabou com a incerteza e respondeu também a Jonas, voltando-se a isolar na lista dos melhores marcadores.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Alex Sandro

domingo, 3 de maio de 2015

Respeito e dedicação

Por respeito e dedicação. È isto que se exige aos Jogadores Azuis e Brancos que mais logo irão entrar em campo para medir forças com os Sadinos que lutam pela manutenção no escalão maior do futebol Português. E isto independentemente do facto de o Campeonato estar ou não já entregue aos rivais da Luz. Há uma mística Azul e Branca que deve ser respeitada até ao último suspiro da actual época.
 
Contudo a tarefa não vai ser fácil. Primeiro porque há que “abanar” com a “tropa” Azul e Branca que saiu do relvado da Luz conformado com o empate e depois porque os Setubalenses estão numa luta acesa pela manutenção e precisam de pontos como de pão para a boca para evitar uma de desastrosa descida à Segunda Liga. A juntar a tudo isto há o facto de o Sporting CP ter vencido o seu jogo e estar agora mais próximo do segundo lugar que é pertença do FC Porto… E há ainda que dizer que o SL Benfica também venceu o seu encontro!
 
Como se pode ver estão presentes todos os condimentos que tornam esta visita dos Azuis e Brancos ao Sado numa partida de elevada pressão. 
 
Bruno Ribeiro. Técnico dos Sadinos pode não ser o Treinador que “montou” o actual Setúbal mas sempre que foi chamado para resolver os problemas dos Tubarões do Sado tem tido um enorme sucesso e consegue sempre salvar os Setubalenses da descida. Desta vez a tarefa de Bruno está mais dificultada porque a qualidade do Plantel á sua disposição é muito baixa (apenas o Guardião Germânico Lukas Raeder se destaca um pouco dos seus colegas), mas de certeza que o Setúbal irá dar tudo o que tem e não tem para pelo menos conseguir impor um empate ao Futebol Clube do Porto e aproveitar desta forma a pesada derrota do Gil vicente nesta jornada da Liga NOS.
 
Olhando agora para os convocados de Julen Lopetegui para esta partida, a chamada do guarda-redes Espanhol Andrés Fernández, ausente das convocatórias desde a partida com o Marítimo, para a meia-final da Taça da Liga, é a novidade da lista de 18 convocados do FC Porto para esta deslocação ao terreno do Vitória de Setúbal (19h15), a contar para a 31.ª jornada da Liga NOS. Em sentido inverso, e em comparação com os atletas chamados pelo Técnico Espanhol para a deslocação a Lisboa, na jornada anterior, saem dos eleitos o guarda-redes Fabiano e o defesa Danilo.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Andrés Fernández (guarda-redes); Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onjze provável (4x3x3); Helton, Danilo, Maicion, Indi, Alex Sandro, casemiro, Herrera, Óliver Torres, Hernâni, Brahimi e Jackson.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ao menos acabou bem

O FC Porto largou muitas gotas de suor para conseguir arrecadar os três pontos no Estádio do Bonfim, que fervilhou na segunda parte devido a algumas decisões de João Capela. Os Dragões demoraram a mostrar estofo ofensivo e erraram várias vezes defensivamente, numa partida em que Kieszek foi expulso no momento da inversão da partida e na qual Josué voltou a somar pontos.
 
Paulo Fonseca surpreendeu ao apostar em Josué, uma opção que, ainda assim, não era tão imprevisível como isso, atendendo a que o número oito dos Dragões foi recuperado para o futebol pelo técnico em Paços de Ferreira. O jogador foi aposta em virtude de Silvestre Varela não ter recuperado da lesão, ele que nem sequer figurou na ficha de jogo, tendo sido substituído à última hora por Carlos Eduardo.
 
O jogo começou com muito FC Porto e com um Vitória de Setúbal que logo aceitou a supremacia do adversário e manteve a contenção defensiva enquanto os Dragões mantinham a avalanche inicial.
 
Rúben Vezo foi o primeiro grande protagonista. Jackson fez tudo bem, inclusivamente o toque para a baliza, mas o defesa Setubalense tirou a bola em cima (mesmo em cima!) da linha de golo, decorridos que estavam quatro minutos.
 
Contudo, após os primeiros dez minutos, e na primeira vez que o Vitória chegou à baliza de Helton, ainda deu hipóteses ao guardião de brilhar, mas Rafael Martins foi certeiro na recarga e colocou os homens da casa na frente.
 
O FC Porto acusou em demasia o golo e demorou muito tempo a reagir, enquanto que o Vitória se ia galvanizando com o resultado, passando a ser uma equipa atrevida e que equilibrou o jogo em lances ofensivos.
 
Aliás, só perto do intervalo os comandados por Paulo Fonseca desempataram em oportunidades de golo (3 contra 4), mas não estavam a ser nada convincentes para quem assistia à partida, num jogo que contou com muito apoio dos Setubalenses, que acorreram em massa ao Bonfim.
 
O segundo tempo abriu com um FC Porto que continuou a tardar em sufocar o adversário, como se exigia a uma equipa que é Tricampeã Nacional, mas o golo surgiu cedo e o filme do jogo mudou depois desse lance.
 
João Capela assinalou falta de Dani sobre Jackson dentro da área e consequente grande penalidade. Nem o Colombiano, nem Lucho quiseram assumir a responsabilidade e foi o agora maduro Josué quem pegou na bola, a colocou na marca e acertou no alvo. Na sequência do lance, o Português foi à rede buscar o esférico e envolveu-se numa picardia com Kieszek, que perdeu a cabeça e acabou por ser expulso.
 
O guardião acabou por estragar a estratégia de José Mota, que teve que retocar a equipa. Mesmo assim, os Dragões não conseguiam desmoronar a alma Setubalense, incentivada pelos indignados adeptos, em fúria com o árbitro João Capela.
 
Até que entra Juan Quintero, aos 60 minutos, para, no minuto seguinte, abrir a lata da vitória com um grande golo, de pé esquerdo à entrada da área.
 
Paulo Fonseca respirava de alívio, mas não por muito tempo. É que o Vitória de Setúbal, que nada tem a ver com a equipa da época passada, acreditou mesmo com dez homens e causou calafrios constantes a uma defensiva Portista que mantém a tendência do excesso de confiança.
 
Com isso, foram vários os lances de perigo que rondaram a baliza de Helton, ele que viu Otamendi fazer o que Vezo tinha feito na primeira parte: tirar uma bola em cima do risco de baliza.
 
Os Dragões só puderam respirar de alívio aos 88 minutos, com Jackson Martínez a receber uma bola rasteira desde a esquerda e a marcar finalmente, ele que desperdiçou vários lances durante toda a partida.
 
Nota para o belo ambiente que se viveu no Bonfim, com muito entusiasmo dos adeptos, embora com algumas situações excessivas verificadas num jogo de futebol. Destaque também para a equipa Vitoriana, que não merecia resultado tão pesado pela forma exemplar como se apresentou em campo. Resta saber se José Mota vai perdoar Kieszek pelo disparate do Polaco..
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Juan Quintero

domingo, 18 de agosto de 2013

A caminhada começa no Bonfim

É um facto. O Dragão começa a sua longa caminhada bem a Sul de Portugal, mais concretamente em Setúbal perto do Sado onde já não conhece o amargo sabor da derrota há trinta anos.
 
Depois da conquista de mais uma Supertaça Cândido de Oliveira numa partida que os Azuis e Brancos dominaram do princípio ao fim, eis que se exige que os Portistas voltem a fazer o mesmo na jornada inaugural da Liga Zon Sagres até porque é sempre importante entrar com o pé direito no Campeonato.
 
Apesar desta obrigação de ter de entrar a vencer os Dragões estão ainda no inicio da época, tem um novo Treinador, uma nova forma de ver o jogo, um novo plantel e também uma táctica que difere em muitos aspectos do tradicional 4x3x3. Se juntarmos a isto o simples facto de os donos da casa terem sérias intenções de derrotar o FC Porto então podemos afirmar que estão presentes todos os condimentos de um jogo tremendamente complicado.
 
Temos portanto que ter em linha de conta que este Vitória FC x FC Porto vai ser tudo menos um jogo fácil para os Dragões apesar de a motivação Azul e Branca estar em alta. Será muito importante que o onze escalado por Paulo Fonseca entre em campo com o fato-macaco vestido e na disposição de dar o litro para poder ficar com os três pontos da vitória- Depois de Aveiro a turma do Paulo deve isto aos seus adeptos! 
 
Danilo, Ricardo e Abdoulaye são as novidades dos 18 convocados do FC Porto para a deslocação a Setúbal para a primeira jornada da Primeira Liga 2013/14, a disputar hoje, pelas 20h, no Estádio do Bonfim. Em relação à lista elaborada por Paulo Fonseca, treinador dos tricampeões nacionais, para a Supertaça Cândido de Oliveira saem Fucile, Maicon e Kelvin.
 
O lateral Brasileiro Danilo regressa às convocatórias da equipa do FC Porto após ter cumprido castigo no jogo da Supertaça Cândido de Oliveira, numa lista onde estão também Abdoulaye e Ricardo, na estreia do jovem internacional Sub20 Português nos convocados dos Dragões.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Fabiano (guarda-redes); Danilo, Lucho, Josué, Jackson, Quintero, Ghilas, Herrera, Varela, Licá, Ricardo, Mangala, Abdoulaye, Fernando, Alex Sandro, Otamendi e Defour.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour, Varela, Licá e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams deste Vitória FC x FC Porto. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Habemos Liderança

Três golos do FC Porto, duas expulsões no Vitória de Setúbal e os três pontos no bolso Azul e Branco. Os Bicampeões Nacionais colam-se ao Benfica no topo da classificação e terminam - tal como o rival Encarnado - a primeira volta sem derrotas.
 
Vitória de Setúbal e FC Porto subiram ao relvado do Estádio do Bonfim para colocarem as contas da Liga Portuguesa em dia. No último jogo da primeira volta da Liga - encontro que ficou em atraso da 12.ª jornada devido ao mau tempo – os Bicampeões Nacionais tiveram uma entrada forte e podiam ter chegado à vantagem bem cedo.
 
Aos sete minutos, Jackson Martínez apareceu isolado na cara de Kieszek, tirou o Polaco da frente mas rematou para fora. Ainda assim, a jogada foi invalidada por Pedro Proença por fora-de-jogo no ataque Portista.
 
O árbitro Português – que Lucho González achou estranho não ser chamado ao clássico com o Benfica – voltou a ser o Juiz da partida no Bonfim (tal como o seria no dia em que foi adiado o jogo) e, aos nove minutos, assinalou uma grande penalidade a favor dos Portistas. Proença entendeu que Pedro Santos, do Vitória de Setúbal, carregou Varela pelas costas. Chamado a marcar o pontapé dos onze metros... Jackson Martínez não falhou e colocou os Azuis e Brancos na frente.
 
Pouco depois, aos 10, foi Kelvin a ficar perto do segundo. O Brasileiro atirou para uma boa defesa do guarda-redes Sadino, após cruzamento rasteiro de Lucho. O FC Porto, sobretudo nos primeiros 25 minutos, ia mostrando que queria resolver rapidamente a partida.
 
Quanto ao Vitória de Setúbal, por seu lado, não conseguia sacudir a pressão a que era sujeito pelos Nortenhos. De resto, apenas aos 22 minutos, os Setubalenses chegaram com perigo à baliza de Helton; Meyong atirou com força mas a bola foi embater em Mangala. Na recarga, Bruno Turco ganhou um canto.
 
Este foi o primeiro de vários lances que levaram algum calafrio à defesa Portista. É que até ao final da primeira parte, o FC Porto tentou colocar "gelo" na partida mas os Sadinos tentavam – aqui e ali – ameaçar as redes de Helton. Seja como for, os Portistas foram a vencer por 0 x 1 ao intervalo.
 
No recomeço, o Treinador do FC Porto deixou Kelvin nos balneários e lançou em campo o regressado Maicon. A equipa Azul e Branca arrumou-se, pois, da seguinte forma: Alex Sandro a extremo, Mangala desviou-se para o lado esquerdo da defesa e Maicon passou a assumir a zona central ao lado de Otamendi.
 
Tal como na primeira parte, o FC Porto voltou a tentar imprimir dinâmica no seu jogo na busca do segundo golo. E ele podia ter chegado logo ao segundo minuto da segunda metade; Moutinho, de livre direto, levou perigo para a baliza de Kieszek.
 
Com Ricardo Sá Pinto a assistir ao encontro e pouco mais de duas mil pessoas numa fria noite em Setúbal, seria a vez de Helton, pouco depois, testar o coração dos Portistas. O internacional Brasileiro, em lance individual à entrada da área, tirou três adversários do caminho, empurrou um deles e depois sacudiu a bola para longe. Vítor Pereira, no banco, não gostou da iniciativa do guarda-redes Portista.
 
Os minutos que se seguiram foram de fraco futebol. O encontro foi sofrendo várias paragens, perdeu andamento e ambas as equipas iam jogando afastadas das respectivas zonas de perigo. A equipa do FC Porto ia gerindo a sua magra vantagem de um golo e os Vitorianos não pareciam ser capazes de ameaçar Helton.
 
Até ao final, o FC Porto segurou e ainda aumentou a vantagem. Aos 86 minutos, o Cha Cha Cha aproveitou o espaço dado pela defesa Sadina e, à entrada da grande-área, rematou rasteiro e bateu Kieszek. Aos 90', Lucho fechou a contagem num remate cruzado, após um passe de classe de João Moutinho.
 
Assim, os Azuis e Brancos colam-se ao Benfica no topo da classificação com 39 pontos. Os Portistas, tal como os Benfiquistas, encerram a primeira volta sem derrotas, tendo apenas perdido três pontos (fruto de três empates). Já a equipa do Vitória de Setúbal, que acabou a partida reduzida a nove jogadores por expulsão de Bruno Gallo e Jorginho, continua nos lugares baixos da classificação.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Lucho González

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Retomar o primeiro posto

Alguns dias depois de ter terminado a primeira volta da Liga Zon Sagres, eis que os Portistas vão, finalmente, acertar o calendário e tentar tomar de assalto o primeiro posto do campeonato Nacional Português.

O jogo realiza-se bem a Sul de Portugal, mais concretamente em Setúbal e este já deveria ter-se realizado, mas as condições climatéricas adversas e o péssimo relvado do estádio Sadino não permitiram a realização do jogo, tendo ficado para hoje a disputa de três importantes pontos. Importantes porque no passado Domingo o Vitória de Setúbal sofreu uma pesada derrota no reduto dos Bracarenses e porque os Sadinos querem a todo o custo derrotar os Dragões (por alguma razão o “matador” Meyong só sairá de Setúbal no final do mês de Janeiro) e também porque os Portistas vão querer o primeiro lugar da Liga Nacional.

Por tudo isto prevê-se que a partida seja intensa e emocionante. E quem sabe até poderá ser um jogo bem disputado, isto porque a qualidade da Equipa Azul e Branca é por demais conhecida, e a do Setúbal também não é nada de se deitar fora apesar do seu Treinador ser um confesso adepto da tactica “bola para a frente e Meyong que resolva”.

Do conjunto sadino destacam-se pela positiva os seguintes Atletas: Ricardo Silva, Amoreirinha, Ney Santos, Bruno Amaro, Bruno Gallo, Pedro Santos, Jorginho e Meyong. Pela negativa destaca-se o Guardião Polaco Pawel Kieszek que tanto faz uma grande defesa como na jogada seguinte comete um enorme “frango”.

No que diz agora respeito aos convocados de Vítor pereira para este jogo, as entradas de Tozé e Quiño, que ocupam as vagas de Fernando e Izmaylov, ambos indisponíveis, resumem as alterações introduzidas por Vítor Pereira à lista de convocados para o jogo em atraso da 12.ª jornada.

Com Fernando e Izmaylov impedidos de defrontar o Vitória de Setúbal (o Brasileiro por ter acumulado o quinto cartão amarelo frente ao Paços de Ferreira e o Russo por não se encontrar inscrito à altura da data original do encontro, que foi adiado devido às condições climatéricas), Tozé e Quiño regressam ao leque de opções de Vítor Pereira, que continua a não poder contar com James e Kleber, ambos lesionados, nem com Atsu (ao serviço da selecção do Gana) e Iturbe (em representação da selecção Sub20 da Argentina).

Lista de 18 convocados: Helton, Danilo, Lucho, Maicon, Quiño, Castro, João Moutinho, Jackson Martínez, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fabiano, Alex Sandro, Kelvin, Otamendi, Defour, Sebá e Tozé.

Onze provável (4x3x3): Helton, Danilo, Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Castro, João Moutinho, Lucho, Defour, Varela e Jackson.

Vitória FC e FC Porto jogam hoje no estádio do Bonfim por volta das 20h15 e esta partida poderá ser seguida em directo aqui no Mística.

sábado, 15 de dezembro de 2012

São Pedro não deixou

A intensa chuva que caiu sobre o Estádio do Bonfim adiou o início da jornada 12 da Liga Zon Sagres. O jogo entre o Vitória de Setúbal e o FC Porto estava marcado para as 20h15 de ontem mas o mau tempo colocou o relvado em más condições para a prática de futebol.

Desta forma ficou decidido que a nova data para o embate da 12ª jornada da Liga Zon Sagres será 23 de Janeiro.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

FC Porto cumpre a sua obrigação e derrota um fraco Setúbal

Viagem tranquila do FC Porto ao Bonfim, de onde saiu com um triunfo por 1 x 3, uma dose de pressão extra colocada sobre o Benfica e com um novo "J" sinónimo de golo na área. Janko, ele que igualou um recorde de Jardel.

Não há, já se sabe, dois jogadores iguais mas há momentos na história em que alguns caminhos se cruzam. Em Setúbal, o novo "J" no coração do ataque Portista "disfarçou-se" nos feitos de outro "J", distante no tempo, num gesto que nenhum Portista terá seguramente levado a mal. Marc(a) Janko há três jogos seguidos desde que chegou ao FC Porto, igualando o feito de Mário Jardel, já lá vão 16 anos.

Contemos, então, esta história, escrita logo ao minuto cinco da partida no Bonfim. João Moutinho - que jogou quanto quis e sabe - cruzou com a medida certa para Janko, de cabeça, entre os centrais, bem ao estilo de Jardel, inaugurar o marcador. Muito mérito Azul mas também muitas facilidades sadinas na vantagem Portista numa tarde de Carnaval em Setúbal.

Com Sapunaru, Alex Sandro e Otamendi de regresso ao onze, o Porto cedo percebeu que uma velocidade a baixo do normal chegaria para passar tranquilamente as águas do Sado e antes de Fernando aumentar para 0 x 2, aos 26 minutos, já Ricardo tinha negado um belo golo a João Moutinho e Janko mostrado descrença após uma falha de Ricardo Silva.

Então depois, o segundo. Hulk lançou Fernando que mais rápido que todo o Mundo Verde e Branco só teve de escolher entre as opções na hora de bater Ricardo. Optou pela mais "cruel", entre as pernas do antigo internacional Português. O FC Porto passeava em Setúbal na ressaca da derrota europeia. Melhor era impossível.

A estreia de José Mota no banco Vitoriano não tinha muito por onde se lhe pegar, tão evidente era o desnível entre as duas partes. Na segunda parte vieram as poupanças. Primeiro Lucho, depois Hulk e Moutinho, deixaram o relvado já a pensar na viagem a Manchester para a tarefa de uma vida depois da derrota por 1 x 2 no Dragão.

O jogo para o Setúbal teve quatro minutos, entre os 75 e os 79. Quer isto dizer, entre o momento em que Meyong reduziu para 1 x 2, na execução perfeita de um livre direto, e o terceiro golo do FC Porto apontado por Varela depois de uma assistência de Cristian Rodríguez. Até final, ainda duas grandes defesas de Helton a remate de Targino e uma bola na trave enviada por Sapunaru.

Melhor em Campo: João Moutinho


A Crónica ¡Visca Barça! do Cronista Duarte será publicada amanhã (Terça-feira, 21 de Fevereiro) devido ao facto de o FC Porto ter jogado no passado Domingo.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Dragões visitam um Sado pouco complicado

Depois das emoções europeias eis que os Azuis e Brancos voltam toda a sua atenção para a Competição Nacional onde ainda tem uma importante palavra a dizer.

O adversário de mais logo dá pelo nome de Vitória Futebol Clube - mas conhecido por Vitória de Setúbal – e é somente o actual penúltimo classificado da Liga Zon Sagres com o mesmo nº da União Desportiva de Leiria que é a equipa que tem a lanterna vermelha do Campeonato Português.  

Em tempos idos os Setubalenses eram uma equipa muito temida quando jogava no sue reduto, só que um mau planeamento da temporada, problemas graves a nível da tesouraria e salários em atraso tem mostrado um Setúbal muito fraco que já foi derrotado por duas vezes pelos Portistas na actual temporada. Nem a recente chicotada psicológica que ocorreu com a mudança de Treinador poderá trazer algum folego a esta equipa que parece estar condenada a afundar-se na tabela classificativa.

Contudo entre os pupilos de José Mota (o tal novo Treinador que veio substituir bruno Ribeiro) habitam alguns Jogadores interessantes que podem fazer algo para pelo menos dificultar um pouco a vida ao Futebol Clube do Porto. Diego, Hugo Leal, Bruno Amaro, Jorge Gonçalves, Djikiné e o veterano Meyong são Jogadores que Vítor Pereira deverá ter debaixo de olho para evitar surpresas numa partida que em princípio é muito acessível para os Azuis e Brancos.

Para esta partida o Técnico Português deverá promover algumas alterações uma vez que já na próxima quarta-feira terá pela frente um confronto Europeu onde ainda está tudo em aberto. È neste sentido Otamendi, Sapunaru, Iturbe e Janko regressam às opções de Vítor Pereira. Em relação à última convocatória, saem Danilo, Mangala (ambos lesionados) e Alvaro (castigado).

Lista de Convocados: Helton, Lucho, Maicon, João Moutinho, Cristian Rodríguez, Kléber, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Sapunaru, Fernando, Alex Sandro, Iturbe, Janko, Otamendi, Bracali e Defour.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maicon, Rolando, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Lucho, Hulk, Varela e Janko.

O FC Porto defronta hoje o Vitória FC no Estádio do Bonfim sendo que esta partida tem o seu início aprazado para as 18h15 e pode ser seguida em directo aqui no Blogue.