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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Não foi mau nem foi bom

imagem retirada de zerozero
Não me vou alongar muito porque estes jogos de preparação dizem tudo e não dizem nada. Os atletas escolhidos pelos respectivos selecionadores optam por “tirar o pé” neste tipo de partidas e este Portugal x Croácia não foi execpção. E é natural que tal suceda dado que estamos numa fase inicial da época, as competições europeias de clubes estão aí à porta e a Liga das Nações só arranca para portugueses e croatas na próxima segunda-feira.

Contudo este foi um jogo que deu para se retirar algumas ilações.

A primeira ilação que retiro é que a nossa selecção continua a acusar sempre o mesmo problema nos golos sofridos. A defesa por si só não pode fazer tudo. É preciso que o meio campo recue para, desta forma, “tapar” os espaços que a nossa linha defensiva não consiga – naturalmente – tapar. Quando a equipa adversária ataca não o faz somente com os jogadores avançados… Os da sua linha média também o fazem. E em certos momentos até os da sua linha defensiva. Pelo que é normal que quando se defenda seja necessário faze-lo em bloco. Algo que me parece natural. Mas pelos vistos para Fernando Santos não o é porque já não é a primeira vez (e pelos vistos não será a última) que a equipa de Todos Nós sofre golos como o que sofreu hoje. Façam tal coisa diante da Itália e depois venham-me cá com o discurso moralista do costume de que jogamos mais do que eles, mas não fomos eficazes.

A segunda ilação que retiro é que Bruma não consegue mesmo aproveitar as oportunidades que têm sido dadas. Hoje não foi execpção. Trapalhão a todos os níveis e egoísta q.b. na hora de desmarcar um colega de equipa. Muitas vezes um simples tocar a bola para o lado é bem melhor do que andar a correr para cima dos adversários com a bola nos pés para depois a perder. Neste aspecto Rony Lopes, embora tendo jogado pouco, esteve bem melhor.

A terceira ilação é que se Fernando Santos não começar a escolher os seus eleitos em função do seu clube, Portugal tem ali um bom lote de jogadores que lhe podem garantir uma boa participação na Liga das Nações e um apuramento tranquilo para o próximo EURO. Vamos a ver como esta parte se vai desenrolar se bem que me parece importante não se insistir em casos perdidos como Gélson Martins e Renato Sanches (por exemplo).

MVP (Most Valuable Player): Rúben Dias. Ao contrário do habitual, Rúben esteve muito bem hoje. Sempre “muito certinho” no que ao desempenho do seu papel de defesa central. Para quem é muitas vezes acusado de ser um “brutamontes”, Rúben esteve muito bem. O melhor em campo na minha perspectiva.

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum ambas as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse, em definitivo, para o seu lado.

Arbitragem: Javier Estrada decidiu bem sempre que foi chamado a intervir no encontro. Os amarelos que mostrou ao longo da partida foram perfeitamente justificados e, portanto, nota positiva para o árbitro espanhol.

Positivo: Sérgio Oliveira e Rony. Estiveram pouco tempo em campo, é um facto, mas o tempo que estiveram em campo foi o suficiente para vermos a equipa portuguesa a jogar - bem - melhor.

Negativo: Golo sofrido. Nunca é demais repetir que esta forma de se sofrer golos tem de ter um ponto final. No relvado uma equipa de futebol é composta por 11 jogadores onde todos defendem e atacam.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (06/09/2018)

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

A preciosa lição

imagem retirada de zerozero
Aconteceu mais depressa do que eu pensava. O Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição perdeu pela primeira vez e já há quem lhe faça o “funeral” europeu. Postura irritante? Sim com certeza. Adeptos portistas que nunca estão bem com o que têm e é muito por culpa disto que as coisas estão como estão no reino do Dragão.

Mas entremos agora no jogo propriamente dito para nos focarmos naquilo que realmente interessa. O que falhou nesta partida caseira diante do Beşiktaş JK? Simples. Preparação. Sérgio Conceição, treinador inexperiente no que à Champions diz respeito, entendeu que para se derrotar a equipa turca de Ricardo Quaresma e Pepe bastaria fazer o que faz normalmente na Liga NOS.

Dito de outra forma, para Sérgio bastaria ao FC Porto fazer o habitual corre-corre até se cair para o lado que os golos da vitória acabariam por aparecer. Saiu-lhe o tiro pela culatra pois nas andanças europeias não se defrontam “equipazinhas” que se remetem à defesa à espera do milagroso pontinho… O Beşiktaş JK – equipa matreira que conta com jogadores experientes - aproveitou-se da habitual “pujança” que os portistas tanto admiram e aproveitou-se do “vamos todos para cima deles” para em três contra ataques fazer os três golos que ditaram a derrota dos azuis e brancos. Claro que podemos (e devemos) tudo aquilo que o meio campo portista não fez e os disparates que a dupla de centrais Felipe/Marcano fizeram durante o jogo, mas não é por mero acaso que Sérgio Conceição reconheceu o seu erro crasso no final do jogo.

Agora é que vamos todos ver daquilo que o Sérgio é capaz enquanto treinador de uma equipa como Futebol Clube do porto. O reconhecimento público do seu erro é - para mim - meio caminho andado para que a falsa partida do FC Porto na Liga dos Campeões desta época seja ultrapassada no Mónaco, mas os próximos jogos diante de Rio Ave e Portimonense terão, sem sombra de dúvida, muita influência naquilo que pode (ou não) suceder no principado daqui por duas semanas. Não é por mero acaso que venho dizendo que Sérgio Conceição tem – ainda - muito trabalho pela frente.

Vamos a ver o que vai acontecer. Eu acredito que hoje treinador e equipa aprenderam uma valiosa lição, mas não convêm embandeirar muito em arco porque já há quem esteja a condenar o FC Porto à Liga Europa.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Longe de ter sido brilhante, o malaio do FC Porto foi o único que procurou incomodar a defesa turca. Um oásis de força num tremendo deserto de ideias de nome Futebol Clube do Porto. Merecia ter sido mais feliz nas vezes em que conseguiu levar a bola até à baliza de Fabri.

Chave do Jogo: Dizer que houve um lance que tenha resolvido a contenda a favor de um dos lados é, na minha perpesctiva, um tremendo exagero tendo em consideração a forma como os azuis e brancos não entraram em campo. Por isto, chave do jogo inexistente dado que ao Beşiktaş JK bastou-lhe gerir a intempestiva e pouco racional forma de estar em campo deste FC Porto numa partida da Liga dos Campeões.

Arbitragem: Nada a apontar ao Sr. Anthony Taylor e restante equipa. Não realizaram um trabalho exemplar, mas não foi por causa destes que os Dragões perderam.

Positivo: Ricardo Quaresma. Um Profissional que deu tudo em campo pelo seu Beşiktaş JK mas que não absteve de dizer publicamente que este foi o jogo mais complicado da sua Vida pois teve de defender o clube onde trabalha contra o clube que ama.

Negativo: Meio campo do FC Porto. Danilo Pereira, Oliver Torres e restante malta que jogou no meio campo. Futebol não é só atacar. Há que defender e recuperar bolas!
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (13/09/2017)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Estreia milionária de um Dragão que voltou a acreditar

Embalado por cinco vitórias no campeonato e com a baliza ainda incólume, o FC Porto prepara-se para entrar em cena na grande montra do futebol europeu. A Liga dos Campeões está de volta ao Estádio do Dragão e com ela regressam ainda dois nomes bem conhecidos do passado azul-e-branco.

Pepe e Ricardo Quaresma são certamente os nomes do Besiktas mais estimados pelos adeptos portistas e a perspetiva de os voltar a ver a pisar o relvado do Dragão é mais um ingrediente para apimentar uma noite que já de si se espera quente.

Os águias negras trazem pergaminhos à Invicta, ou não se tratassem dos atuais bicampeões turcos, e uma série de jogadores capazes de transtornar a defesa portista. Além de Quaresma e das suas célebres trivelas há ainda a ter em conta mais um nome bem conhecido dos portugueses, Anderson Talisca, assim como jogadores como Ryan Babel, Cenk Tosun ou mesmo Álvaro Negredo, embora o espanhol ainda não tenha conseguido deixar a sua marca na Turquia.

A equipa de Istambul soma os mesmos cinco jogos oficiais na atual temporada, divididos entre quatro para o campeonato e um para a Supertaça turca. O saldo, no entanto, não é tão positivo como o dos dragões: no campeonato, o Besiktas registou três vitórias e um empate, na Supertaça foi derrotado pelo Konyaspor.

Para a equipa portista é de suma importância entrar da melhor forma na prova milionária, tanto devido à importância desta para o orçamento do clube como devido ao fator casa. Num grupo em que impera o equilíbrio entre as quatro equipas, capitalizar sobre o apoio dos adeptos é quase essencial.
 
Ausências portistas, dúvidas turcas

É do lado da casa que surge a grande ausência para o encontro (Vincent Aboubakar), mas é no lado turco que residem as grandes dúvidas no que toca à equipa inicial, face às opções do técnico Şenol Güneş. Sérgio Conceição, por seu lado, não deverá ter dúvidas a lançar Soares ao lado de Marega no ataque e a ausência de Maxi Pereira não afeta os planos para a defesa, que contará com o regresso de Ricardo Pereira ao lado direito.

Por outro lado, a equipa turca apresenta várias possibilidades no que toca à formação a escolher. Assente num 4x2x3x1, o Besiktas deverá ter como elemento mais ofensivo o turco Cenk Tosun. É verdade que Álvaro Negredo está entre as opções, mas o espanhol ainda não marcou nesta época e, ao que tudo indica, deverá ser mais uma vez preterido por um jogador que, pelo contrário, já festejou por três vezes.

No alinhamento de Quaresma deverão estar Anderson Talisca e Ryan Babel e na zona mais defensiva do meio-campo abre-se a hipótese de Gary Medel entrar para o onze. Na defesa reside uma grande dúvida: o brasileiro Adriano chegou a ser dado como carta fora do baralho mas integrou a comitiva e o técnico indicou que está entre as opções para a equipa inicial.

O hino da Liga dos Campeões voltará esta terça-feira a soar no Dragão e Sérgio Conceição, que se irá estrear na prova como treinador principal, terá apenas um objetivo: somar mais três pontos neste arranque de temporada emocionante, os primeiros três na prova mais mediática do futebol europeu.
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Retirado de zerozero

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Nas meias!

Foi o quinto empate da seleção portuguesa em cinco jogos, mas se há coisa que os lusos não estão é empatados. A caminho de Paris, este Tour em França teve mais uma etapa concluída com sucesso, diante de uma Polónia que entrou a ganhar, mas que viu uma seleção portuguesa mais capaz. Pepe foi outra vez enorme e Rui Patrício defendeu uma das grandes penalidades, antes de Quaresma voltar a ser o talismã, marcando o pontapé decisivo.
 
Não podia ter sido pior. Entrar e sofrer, ainda nem dois minutos cumpridos, era um péssimo cartão de visita para quem, depois do jogo contra a Croácia, tanto tinha elevado a moral. A reação até foi boa no imediato, mas curta, já que ficavam a nu algumas debilidades.
 
Portugal não conseguia lidar bem com o quarteto ofensivo da Polónia. Os laterais (nomeadamente Cédric) estavam macios e fora de tempo, mas a maior lacuna pareceu estar a meio, onde o posicionamento tático não era homogéneo. De William, nada a dizer, mas João Mário, Adrien e Renato Sanches demoraram a entrar na mecânica pretendida pelo selecionador.
 
Houve o golo e mais uma ou outra situação de calafrio para a retaguarda lusa. Portugal estava apático e precisava de um elemento que assumisse o jogo. E esse elemento foi o mais novo: Renato Sanches.
 
Nem tanto pelo golo, que foi fruto de um excelente movimento do médio em conjunto com Nani, que saiu da marcação para lhe devolver, mas sobretudo pela demonstração de maturidade a assumir o jogo. Foi pelo camisola 16 que Portugal chegou ao intervalo em igualdade.
 
Claro está que era imperioso acertar ideias no jogo defensivo. E Fernando Santos fez isso mesmo, baixando mais os médios de linha para perto dos laterais. Cédric também melhorou e a Polónia foi caindo com o passar dos minutos. Isto para além de Pepe, que foi novamente um monstro a limpar tudo o que era perigoso.
 
Só que, por essas correções ao intervalo, a equipa também se ressentiu na força ofensiva, já que João Mário e, sobretudo, Renato Sanches colaram na linha e deixaram de ocupar espaços centrais. Aí, Adrien Silva continuava a não estar bem, apesar de ter apresentado melhorias na sua especialidade: circulação.
 
Isso trouxe a primeira alteração, com a entrada de João Moutinho, que trouxe como aditivo uma maior frescura. Mas o problema da chegada com perigo ao último terço continuava a existir.
 
A entrada de Quaresma foi nesse sentido, só que o talismã não teve, na área, o seguimento dos companheiros. Ronaldo era muito pouco para tanto polaco e acabava por também não ser feliz, nem quando Moutinho o descobriu num passe picado para a área, sem que o capitão conseguisse acertar na bola. Teria sido o golo que evitaria o prolongamento, só que nada feito.
 
Para a etapa de 30 minutos adicionais, o jogo deixou de ser tão partido. A Polónia caiu quando o gás acabou a Grosicki (seria substituído) e Portugal passou a mandar muito mais no meio-campo contrário. As investidas à baliza de Fabianski voltaram a existir (mais do que na segunda parte), só que ou o polaco encaixou, ou houve algum desarme antes.
 
Nas grandes penalidades, houve frieza e acerto português nos cinco homens que bateram. Ronaldo, Renato, Moutinho e Nani marcaram antes de Rui Patrício defender o pontapé de Kuba. A fechar, Quaresma não tremeu. Venham as meias!
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Pepe

domingo, 26 de junho de 2016

Um cínico Portugal

Portugal está nos quartos de final do Euro 2016. O único golo foi apontado no prolongamento por Quaresma, na sequência de uma arrancada de Renato Sanches e que teve a participação de Nani e Ronaldo.

Com um futebol muito pensado entre duas equipas em claro sinal de respeito mútuo, Subasic e Rui Patrício foram quase sempre meros espectadores. A Croácia teve mais bola mas Portugal conseguiu sempre anular as investidas do adversário.

Os croatas tentavam a saída pelo corredor central com a sociedade Modric e Rakitic (muito fustigado por entradas duras dos portugueses) mas "mastigavam" muito o seu jogo (também muito por culpa do trabalho notável de William, Adrien e João Mário). A turma das quinas acabava era por pecar, na velocidade para a transição ofensiva (a bola demorava muito a chegar a Ronaldo).

Portugal melhorou muito quando Renato Sanches entrou, rendendo André Gomes. Aumentou a intensidade lusitana, a equipa cresceu e ficou a ideia de estar mais confortável no terreno. Com isso, a Croácia passou a ser obrigada a mais jogo de corredores. Ainda assim, o encontro foi-se desenrolando longe das balizas e com pouca ação.

O prolongamento foi mais do mesmo. Futebol muito pensado, em ritmo baixo e com poucas ou nenhumas ocasiões de perigo. Se no tempo regulamentar houve terapia do sono, os 30 minutos adicionais não fugiram muito da toada. Para acordar só uma arrancada de Renato Sanches que apanhou a equipa da Croácia "partida", aos 117 minutos. O jogador formado no Benfica correu metros e metros até entregar em Nani, que chutou de bico e acabou por assistir Ronaldo. O capitão luso rematou e Subasic defendeu mas na recarga Quaresma marcou mesmo. Portugal está nos quartos de final da prova e vai defrontar a Polónia, em Marselha. A ilusão do título continua viva na alma lusitana.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Pepe

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pensamento da Semana: Isto da borracha

Depois da tremenda derrota ante a Alemanha, talvez por o efeito do choque já ter passado, tem sido recorrente na nossa Comunicação Social a mensagem de que a derrota ante os Germânicos foi resultado da normalidade e que Pepe terá sido o mau da fita devido á sua ridícula expulsão.
 
Ora eu sou da opinião que há que chamar os bois pelos nomes porque os problemas resolvem-se enfrentando-os mesmos e não fazendo de conta que eles não existiram.
 
Ponto 1- Uma derrota é sempre uma derrota e deve ser sempre encarado como algo de negativo. E pior fica o cenário quando se encolhe os ombros e se diz que perder com a Alemanha é normal. 
 
Desculpem lá mas não é nada normal perder um jogo por quatro boas a zero seja com quem for. A coisa não ficaria pior nem melhor se do outro lado tivesse estado a Selecção das Honduras. Portugal não jogou nada no sue jogo de estreia no Mundial e há que retirar muitas ilações deste facto e não tentar normalizar o que por si nunca será normal.
 
Ponto 2 – Pepe teve uma atitude estúpida. Não há adjectivos para descrever quão mal o defesa esteve pois fez-se expulsar de uma forma no mínimo estúpida. Mas não foi o único e principal responsável pela copiosa derrota ante a Selecção do País da Sra. Merkel.
 
Paulo Bento demorou muito tempo a reagir á expulsão do Jogador e não cabe na cabeça de ninguém fazer de Raul Meireles o central só porque estávamos perto do intervalo do jogo. O Seleccionador não cumpriu com a sua obrigação neste caso e em muitos outros que foram acontecendo ao longo da partida.
 
Pepe esteve mal, muito mal, assim como toda equipa Lusa, mas o Guardião Rui Patrício foi sem sombra de dúvida o pior deles todos. O Guarda-redes não conseguiu fazer uma única defesa durante os 90 e poucos minutos e ainda teve tempo de fazer uma assistência para o golo Alemão. Assistência esta, que por pura sorte, não foi aproveitada por Khedira.. 
 
O “Goleiro” do Sporting CP mostrou que não tem qualidade para defender a baliza da equipa de Todos Nós e tal facto deve ser analisado, debatido e devidamente dissecado na Comunicação Social e não fazer de conta que nada se passou.
 
Pelo bem da nossa Selecção já chega de proteccionismo e de “Clubite Aguda” na gora de dar acara nas televisões e de pegar na Caneta. Façam o favor de colocar a borracha de lado e façam o vosso trabalho, pois só assim poderemos ver Portugal a enfrentar o que falta do Mundial com confiança e serenidade.

sexta-feira, 7 de março de 2014

¡¡Hala Madrid!!: Ainda não está ganho

Vem sendo um hábito na Casa Blanca. Este maldito relaxar que toma conta da equipa quando alcança o primeiro lugar da Classificação de La Liga BBVA já custou uns sustos valentes ao Real Madrid CF de Mou que, felizmente, acabou por ser Campeão de Espanha numa época onde o eterno rival de Barcelona se sagrou Campeão do Mundo de Clubes.
 
Deveriam os Merengues ter aprendido alguma coisa com isto? Deveriam mas não foi isto que aconteceu. Recentemente constatamos isto mesmo quando a equipa liderada por Carlo Ancelotti evidência não ter estofo psicológico para “arrumar” com o assunto de vez porque talento e futebol de qualidade para isto é coisa que não lhe falta.
 
Vem isto a respeito do sucedido na última Jornada do Campeonato de Nuestros Hermanos.
 
A equipa Blanca entrou forte e dominante no Vicente Calderón. Marcou cedo, espalhou muita azia nas bancadas e banco de suplentes do Atlético de Madrid e tudo parecia indicar que a vitória era mais que certa e que daqui para a frente a única preocupação seria Messi e sus Muchachos. Mas não, o relaxamento e “o deixa andar que o golo surge outra vez” tomou conta da equipa e quando se deu por ela já o Real Madrid CF perdia o jogo por duas bolas a uma.
 
Daí até se perder a cabeça e entrar no costumeiro jogo violento de Simeone e do seu raivoso Adjunto foi um saltinho de pardal. Felizmente Sérgio Ramos estava num dia sim e Pepe também não teve a brilhante ideia de sacar da sua Chuteira mortal e lá apareceu, quase no fim, o Melhor Jogador do Mundo a fazer a diferença e a empatar um jogo que parecia perdido. 
 
Ufa. Não foi desta que se perdeu a liderança de La Liga mas perdeu-se uma clara oportunidade de afastar de uma corrida a dois o raio do karateca com tiques de hooligan que tem uma tara por um tal de Neptuno sempre que vence qualquer coisa.
 
E agora perguntam: Era preciso isto? 
 
Claro que não mas só alguém muito pouco lúcido e desatento como Andelotti é que não previa que, mais tarde ou mais cedo, este “deixa rolar” da equipa Madridista poderia dar mau resultado. Que tenha ao menos servido de lição porque o FC Barcelona pode estar velho e a caminho da reforma mas se volta a apanhar-se no primeiro lugar da tabela classificativa nunca mais de lá sai.
 
E não me venham cá com a história mal contada da visita que Tata vai ter de fazer ao Santiago Bernabéu porque, infelizmente, isto de derrotar os Culès em Madrid é um borrego que teimosamente insiste em não querer morrer.

domingo, 29 de setembro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Filhos e enteados e persiste a asneira

Não tenho por hábito falar de arbitragens e não é agora que o vou começar a fazer, contudo não posso nem devo ficar calado perante o circo que se montou em Espanha, circo este que diga-se que parece o do SL Benfica quando algo não lhe agrada a nível nacional.
 
Vem isto a respeito da tremenda contestação que o FC Barcelona levou a cabo após a polémica vitória Merengue a meio desta semana que está a terminar. Esquece-se esta malta da Catalunha que o mesmo árbitro que permitiu a vitória Madridista após uma “boa esticadela” do tempo de compensação foi o mesmo que no passado Barcelona x Sevilha também resolveu “esticar” o tempo de compensação até que o Barcelona marcasse o terceiro golo que lhe permitiu ficar com os três pontos finais de uma partida que estava empatada a duas bolas. 
 
Como podemos ver tanto cá como lá temos o raio de uns moralistas que só apelam á moral quando lhes convêm até porque uns são filhos e outros são enteados. Depois ainda há quem tenha a distinta lata de afirmar que o Real Madrid CF é que é a “equipa do regime”. A ignorância é uma coisa lixada mas os Dirigentes Catalães e Benfiquistas não tem culpa de terem nascido idiotas e como tal temos de fazer aquilo que os mercadores fazem muitas vezes.     
 
Passemos agora à asneira. Nunca me canso de dizer que dar cem milhões de euros por um Jogador que era o melhor do Tottenham foi uma asneira do tamanho do Mundo. E que asneira pois o que temos visto de Bale em campo não justifica de maneira nenhuma tal investimento, investimento esse que podia e devia ter sido utlizado para reforçar como deve ser outros sectores da equipa.
 
Bale tem sido uma nulidade e pior que o Galês só Di Maria mas este último ainda tem alguma justificação porque já se sabia de antemão que não era Jogador para a equipa Blanca e o seu passe não foi inflacionado ao ponto de ter de se pagar cem milhões. O que os Merengues não teriam feito com cem milhões de euros.
 
Com cem milhões o Real Madrid CF podia ter contratado um ponta de lança que batesse o pé a Benzema até porque já se viu que Morata é uma espécie de Hélder Postiga Espanhol. Com estes mesmos cem milhões a Casa Blanca podia ter contratado um central que obrigasse Ramos e Pepe a jogarem ao seu nível sem levarem a cabo os tremendos disparates que cometem durante os 90 e poucos minutos de um jogo. Com os cem milhões do barrete Galês o Real Madrid CF podia muito bem ter-se reforçado sem ter de obrigar Ricardo Kaká e Mesut Özil, dois activos do Clube que faziam a diferença pela positiva.
 
Mas agora também não adianta chorar sobre leite derramado. A asneira está feita, o “circo Catalão” está montado e agora há que aguentar o barco atoe ao final da temporada. Vamos é a ver se a Equipa Blanca ganha alguma coisa se bem que mantenha as minhas sérias dúvidas. Infelizmente...

sexta-feira, 19 de julho de 2013

¡¡Hala Madrid!!: É tudo muito bonito mas…

Confesso que tenho seguido com bastante agrado as recentes contratações que o Real Madrid CF levou a cabo. A política tem sido a de contratar Jogadores Jovens com bastante margem de progressão, relativamente baratos e nacionais. Apostar no Mercado Interno é muitas vezes meio caminho andando para se construir uma boa equipa e atacar com relativo sucesso todas as frentes em que a equipa vai estar envolvida.
 
Contudo as chegadas de Isco, Carvajal e Illarra são insuficientes e não colmatam as deficiências que estiveram bem á mostra na temporada anterior.
 
Se Carvajal veio finalmente trazer uma opção válida a Arbeloa, o mesmo não se pode dizer de Gareth Bale dado que a Equipa Blanca tem neste momento Marcelo, Fábio Coentrão e Nacho para o lugar de defesa esquerdo. A não ser que dois destes esquerdinos saia do Plantel, contratar o Galês é um tremendo disparate e desperdício de dinheiro. Há quem diga que bale será para jogar no meio campo, mas bem vistas as coisas este não tem lugar dado que Jesé e Cristiano Ronaldo serão os donos da faixa atacante esquerda da equipa Merengue tirando assim qualquer hipótese a bale de poder jogar. A MARCA e o AS que contratem Bale para os seus Editoriais.
 
Mas este nem é o pior dos pontos. Com as saídas de Ricardo Carvalho e Albiol a Equipa fica com Varane, Ramos e Pepe para ocupar o lugar de central. Portanto das duas uma, ou em La Fábrica existe um jovem central de qualidade para poder jogar no Plantel principal ou então terá de se ir urgentemente ao mercado contratar um Jogador de Classe Mundial para esta posição até porque convêm não esquecer que a maior parte das vezes Sérgio Ramos funciona mais como atacante das equipas adversárias do que como defesa do Real Madrid CF.
 
E depois há que definir de uma vez por todas quantos guarda-redes a Casa Blanca quer ter nas suas fileiras e sobretudo quem vai ter o dever de defender a baliza. Neste momento o real Madrid CF conta com quatro GR, sendo que Adan deverá estar de saída. Ou seja, bem vistas as coisas a equipa da Capital Espanhola irá contar com os serviços de Casillas, Diego López e Jesús Fdez. Mas se levarmos em conta que Casillas só joga quando lhe apetece e quando o Treinador não o chateia muito, o mais provável é que a equipa Blanca conte somente com dois guardiões e entre estes o jovem Jesús poderá ser uma boa surpresa.
 
Mas as indefinições não se ficam só por aqui. Seria de bom tom que a Direcção Madridista desse prioridade à contratação de um ponta de lança em vez de alimentar a história de Bale. Cavani já fugiu por entre os dedos, Suarez não parece estar muito interessado em sair de Liverpool e Higuaín parece estar mesmo de malas aviadas para Londres. Zlatan Ibrahimovic já deu sinais da sua vontade de ingressar no Real Madrid CF e penso que esta seria uma excelente contratação que colmataria uma verdadeira necessidade da equipa para além de poder dar uma tremenda alfinetada ao eterno Rival da Catalunha. Por isto mais uma vez digo, não atirem dinheiro pela janela fora lá com o Bale!
 
Uma nota final sobre a recente polémica que envolve o FC Barcelona e Pep Guardiola. Então o Espanhol não era um Santo Homem e José Mourinho é que era o Demónio do Futebol Espanhol? O que uma pessoa descobre com o passar dos tempos… cada vez mais este Barcelona se assemelha ao Benfica cá do burgo… Rasteirinhos. Muito rasteirinhos!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Paz e Sossego?

Ao que parece a Paz e Sossego regressaram ao Bernabéu. Uma importante vitória ante um Atlético Madrid que conta nas suas fileiras com o Melhor Ponta de Lança do Mundo fez muito bem ao ego dos Adeptos Merengues e reforçou a força psicológica dos Jogadores. José Mourinho cedeu um pouco à ideia da aposta em La Fábrica e para os lados da Catalunha andam todos demasiados babados com os feitos de Messi.
 
Mas isto não é sinónimo de que tudo está (finalmente) bem… Apesar da equipa Madridista estar novamente confiante e de já conseguir “remontar” jogos onde entra a perder, existem dois problemas que parecem não querer abandonar a Casa Blanca.
 
O primeiro grande problema já é recorrente e já por várias vezes deu sinais da sua existência em várias partidas do Real Madrid CF. Por muita qualidade que a defesa Merengue tenha, o Real Madrid continua a sofrer golos de bola parada. Casillas mantêm a sua dupla faceta e quando ao serviço da equipa Blanca eis que comete erros infantis sempre que surge um cruzamento para a área e quando não falha o Guardião Espanhol, eis que falham os Centrais Ramos e Pepe.
 
Por muito que tente não consigo perceber porque carga de água José Mourinho ainda não colmatou esta maldita malapata. Já nos jogos de pré temporada tinha reparado na dificuldade que o Real tem em evitar sofrer golos de cantos e de livres.
 
Será que Iker, Ramos e Pepe necessitam de uma verdadeira concorrência interna para começarem a dar o seu melhor em campo? Se sim, então de que espera o Presidente do Clube Madridista para ajudar Mou a resolver esta questão em vez de andar a dar importância ao ridículo Presidente dos Colchoneros?
 
O outro problema da equipa Blanca prende-se com o aborrecido e mais do que gasto argumento das arbitragens.
 
Já todos sabemos que Cristiano Ronaldo pode levar pancada de todos que os árbitros em Espanha não apitam absolutamente nada e também sabemos que Pepe ficou com a fama de ser violento e que Jogadores como Busquets e Piqué podem “esfolar” um Jogador em campo que no passa nada... Mas de que adianta estar sempre a “bater nesta tecla”?
 
Resolve alguma coisa semana sim e semana não vir para a Comunicação Social queixar-se das arbitragens?
 
Está provado que não! Se a equipa Blanca jogar aquilo que realmente sabe não existe árbitro que a pare. Como bom exemplo disto mesmo temos o jogo de Valladolid onde a Equipa Merengue esteve sempre a perder até acabar por vencer por 3 bolas a 2.

Joguem mais e ralhem menos. Se os Jogadores Merengues fizerem isto vão ver como as coisas melhoram e os Culés irão começar a mandar “bitaites” sobre a arbitragem em resposta á melhoria de forma do Campeão!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

¡¡Hala Madrid!!: O Anão de Lisboa e o Anão de Barcelona

No Mundo do Futebol existem dois tipos de clubes de futebol. Temos os que se fizeram Grandes e os que por muito que vençam nunca deixarão de ser Anões. Vêm isto a respeito da postura que o FC Barcelona seguiu nesta última semana relativamente ao seu Eterno Rival.
 
Primeiro tivemos Xavi a desvalorizar o trabalho de José Mourinho. Segundo este pequeno grande jogador o Português nunca entrará para a História do Futebol Mundial. 
 
Porquê razão o Espanhol afirmou tal coisa? Simples, José Mourinho é Treinador do Real Madrid CF e na Catalunha tudo o que seja Português é equiparado a lixo. Para Xavi pouco lhe interessa que Mou tenha ganho Campeonatos e Taças Nacionais/Internacionais em Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha. Um Treinador que com o FC Porto ganha em duas temporadas seguidas a Taça UEFA e a Liga dos Campeões, faz do Chelsea um colosso do Futebol Inglês, dá ao Inter uma Liga dos Campeões que os Italianos perseguiam há décadas, vence uma Copa del Rey e La Liga no coimando do Real Madrid CF realmente não pode entrar para a História do Futebol Mundial.
 
Xavi é um enorme Jogador, mas quando abre a boca entra a mosca e sai asneira da grossa. Ficava muito melhor ao médio Culé dedicar-se somente ao jogo e não ao falatório barato. Se calhar o Jogador ainda vai afirmar que Guardiola é que merece ser recordado pela História… E pergunto eu: Que ganhou Guardiola fora de Espanha? Um apartamento nos Estados Unidos!
 
Mas as provocações baratas da parte dos Blaugranas não se ficaram pelos disparates de Xavi. Tinha de haver algo mais ou não fosse este FC Barcelona uma fotocópia do SL Benfica no que a este tipo de atitudes diz respeito.
 
Eis então que se sabe que com o consentimento do “Santo” Pep Guardiola, o Clube Catalão andou disfarçadamente a filmar o Jogador Pepe do Real Madrid CF. O objectivo não era o de estudar o central dos Madridistas mas sim o de procurar lances onde este tivesse tido atitudes violentas. Isto porque Pepe se lembrou de afirmar em público que a malta de Nou Camp quando joga faz sempre mais teatro do que jogo.
 
Atitude mais rasca e mesquinha que esta não podia existir. E eu que pensava que já tinha visto tudo aqui por Portugal onde um tal de SL Benfica se farta de “fazer as coisas pelo outro lado”, deparo-me com um comportamento destes da parte de um Clube que já fez publicidade à UNICEF. 
 
A ideia do Barcelona é somente a de desculpar o indesculpável uma vez que é a mais pura das verdades que Lionel Messi e outros tantos têm uma protecção especial em campo devido ao seu estatuto, assim como é normal que os defesas tenham de ser duros em campo para poderem fazer frente aos avançados.
 
Quem ler esta gente até fica com a ideia de que em Nou Camp não existe conduta anti desportiva e que os Jogadores violentos são erradicados. Nem será preciso recuar muito no tempo para que todos nos recordemos de um FC Barcelona x FC Porto onde Andoni Zubizarreta e Soitchkov tentaram agredir Vítor Baía no túnel de acesso ao relvado.
 
Crescam e apareçam meus caros Culés.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

E Portugal ganhou... Não precisava era de sofrer tanto!

Nota mental para relembrar antes da partida com a Holanda: quando os jogadores Lusos fazem o que mais gostam ganham. Portugal começou a vencer esta partida quando pôs a bola no chão, aproveitando o facto de ser mais evoluído tecnicamente. Pepe de cabeça, numa exibição de luxo, Hélder Postiga, magistralmente servido por Nani e Varela fizeram os golos da vitória Portuguesa, sofrida e arrancada nos últimos minutos do jogo.

No estádio onde a Alemanha venceu os Lusos há dias, Portugal usou técnica, criatividade e disciplina táctica para levar de vencida uma formação Dinamarquesa perigosa no contra-ataque e muito forte fisicamente.

Portugal percebeu cedo que o futebol directo e que as bolas longas à procura de um adiantado Postiga e dos rápidos Nani e Ronaldo não dariam frutos. Depois de uns primeiros minutos tímidos e nada abonatórios em termos de disciplina táctica, a equipa das Quinas fez o que melhor sabe, e que deve sempre colocar em prática, jogando pelo chão, evidenciando a sua superioridade técnica, e que é muita, e rondando, com jeitinho felino, a baliza adversária.

Primeiro pelas alas, com Nani em bom nível e Cristiano Ronaldo a servir exemplar e duplamente Hélder Postiga, que desperdiçou. A cara do craque do Real Madrid CF não enganava. Em bom Espanhol ele dir-se-ia "enfadado" com tanto esforço para nada e começou, fosse por indicação de Paulo Bento ou por sua própria iniciativa, a surgir mais no meio, em zona frontal.

Aos quatro minutos, ou não fosse o fado Português o do sofrimento e da angústia, Eriksen esteve perto de marcar. O calafrio foi menor graças a Pepe, que foi ao chão e pressionou o médio do Ajax, que não conseguiu emendar da melhor maneira uma bola ganha depois de um remate vindo de trás.

Coentrão na esquerda foi dos primeiros a lançar a armada Lusa para o ataque, sacudindo a pressão. Depois Nani e Meireles abriram o livro, combinando bem à entrada da área. Os Lusos começaram a pressionar mais em cima, impedindo a saída de bola Dinamarquesa, e a posse começou a ter sotaque Português.

Portugal ganhou alguma superioridade, quer através de lances de bola parada, quer em bola corrida e chegou ao golo aos 24 minutos, na sequência de um pontapé de canto à medida da cabeça de Pepe, que desviou ao primeiro poste, depois de já Miguel Veloso ter obrigado Andersen a defender com dificuldade.

Ronaldo e Postiga dividiam as despesas frente à baliza e 12 minutos depois, com uma Dinamarca recuada, de linhas juntas e a acusar o golo sofrido, saiu o segundo dos Lusos, bem marcado por Hélder Postiga à meia volta e de pé direito, magistralmente servido por Nani.

À boa maneira Portuguesa, o sufoco e as mãos na cabeça ainda surgiriam, numa primeira parte recheada de bom futebol, bonitos pormenores e muita emoção. Na sequência de um lance de desatenção na área Lusa e com Rui Patrício com culpas no cartório devido a alguma indecisão na saída de bola, Krohn-Deli, de cabeça, assiste Bendtner, que fez o que melhor sabe.

São Pepe. O central foi gigante. Pepe merece, e de que maneira, o destaque neste jogo, mais até pelo que defendeu e pelo jogo que roubou à Dinamarca, do que pelo golo marcado – não que ele não tenha, obviamente, uma importância decisiva -. Com Hélder Postiga com claras dificuldades físicas e Cristiano Ronaldo abaixo daquilo que todo o Mundo lhe conhece - dois golos claros falhados – Portugal baixou as linhas, recuou, entregou a iniciativa de jogo aos Dinamarqueses e eles não se fizeram rogados.

Nicklas Bendtner (se não havia memorizado o nome no primeiro golo fixe-o agora), a dez minutos do final, voltou a levar os Lusos ao inferno. Portugal pagou a ineficácia com mais um golo sofrido.

Umas linhas apenas para a sombra de CR7 que no segundo tempo apenas se passeou pelo relvado: aos 49´, o craque Madeirense isolou-se após simulação de Hélder Postiga, mas o guarda-redes da Dinamarca defendeu. Aos 79´, novamente completamente isolado e só com Andersen pela frente, rematou ao lado quando tinha tudo para fazer o golo. O capitão defraudou a armada quando ela mais precisava.

Paulo Bento, incrédulo, lançou Varela, abdicando de um médio - ainda houve quem pensasse que seria Cristiano Ronaldo o sacrificado mas foi Meireles - e o jogador Portista precisou de apenas quatro minutos para voltar a colocar a equipa das Quinas em vantagem. Com força e ao cantinho, Silvestre Varela fez o terceiro dos Lusos.

Por tudo isto, suspire de alívio: Portugal soma três pontos, iguala os da Dinamarca sobre a qual tem vantagem no confronto directo e depende apenas de si para passar à fase seguinte.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Pepe

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

¡¡Hala Madrid!!: O que falta a este Real Madrid CF

Líder isolado de La Liga BBVA com o 2º Classificado a 7 pontos de distância, presença garantida nos oitavos de final da Liga dos Campeões depois de ter ganho o seu grupo só com vitórias, o fantasma Olympique Lyonnais afastado e enterrado, Melhor Ataque da Competição interna e 2ª Melhor Defesa, Cristiano Ronaldo a liderar a Lista de Marcadores com 24 golos apontados em 20 jogos da Liga Espanhola, um mês de Janeiro carregado de remontadas atrás de remontadas e só com vitórias em La Liga.

Que falta então a este Real Madrid CF? Segundo alguns sectores de opinião a este Real falta-lhe um melhor… ataque!

Bem eu fico estupefacto com tamanha afirmação pois para além de na Casablanca habitar Cristiano Ronaldo que é somente o Melhor Marcador no País de Nuestros Hermanos, temos que tanto Higuaín como o Português são somente os goleadores mais eficazes das 5 Ligas Europeias mais importantes.

Quem dera a muito boa gente ter um ataque tão mau como este que precisa urgentemente de ser reforçado. O problema de muitos comentadores é que não sabem ver mais nada senão os confrontos entre o Real Madrid CF e o FC Barcelona onde por norma tanto Ronaldo, como Higuaín e Benzema tem uma prestação uns furos abaixo do seu normal.

O actual Plantel dos Merengues não pode ser analisado com uma lupa que foque somente os jogos com a equipa da Catalunha. Há que ver para além disto e tentar perceber onde é que os Madridistas deveriam ter-se reforçado neste Mercado de Inverno. E se o fizermos com atenção rapidamente vamos perceber que a fragilidade deste Real de Mou não é o seu fortíssimo ataque mas sim a sua defesa, mais concretamente a sua dupla de centrais.

E isto porque Ricardo Carvalho passa mais tempo lesionado do que a jogar, Varanes é uma Jovem Promessa do Futebol Francês mas na Liga Espanhola raros são os jogos em que um Jovem Jogador pode jogar sem a pressão de não comprometer a equipa, Raul Albiol foi também uma Jovem promessa de Espanha que revelou ser um autêntico fiasco, Ramos apesar de ser um dos símbolos do Clube e de deixar tudo em campo, o seu jogo duro faz com que o Jogador seja muitas vezes admoestado com uma cartolina amarela/vermelha e Pepe já desde os tempos de Pellegrini que tem umas “paragens cerebrais” que fazem com que este tome atitudes violentas que não fazem nada bem á equipa e ao Jogador adversário.

Contudo José Mourinho parece não ter feito questão de que o Real Madrid CF fosse ao Mercado de Inverno á procura de defesas centrais que colmatassem esta lacuna.

O que não faltam são opções e muitas delas de elevada qualidade, mas tudo indica que Mou irá apostar tudo na dupla Carvalho/Pepe. A nível interno poderá ser uma aposta ganha, mas a nível externo as coisas poderão ser muito diferentes pois a partir de agora quem perder sai fora da Liga dos Campeões e não nos podemos esquecer que um dos grandes objectivos do Clube Blanco é a conquista da Champions que já há muito tempo lhe foge por entre os dedos.

O tempo encarregar-se-á de nos mostrar se esta foi ou não uma aposta ganha por Mourinho ou se este pagou cara a sua aposta no "material" que tem á sua disposição.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Isto ainda não acabou!

Mais um duelo com o FC Barcelona que termina com uma derrota. E novamente no Santiago Bernabeu.

Se uma derrota destas custa a engolir? Custa, mas não é o Fim do Mundo e muito menos é o fim da participação do Real Madrid CF na Copa del Rey. Ainda há um segundo jogo para se disputar e que eu saiba nenhuma equipa está derrotada antes de jogar.

Quer se queira quer não, o Real tem todas as condições para ir a Barcelona dar a volta a um resultado negativo. Mas muitos dirão - O Barcelona tem Messi, Iniesta, Xavi, Piqué, Puyol, Fabregas, entre outros grandes talentos. E como tal é impossível derrotar esta equipa no Camp Nou.

A estes eu respondo que o Real Madrid CF tem Ronaldo, Xabi Alonso, Benzema, Higuaín, Ramos, Iker Casillas entre outros Atletas de qualidade que jogam tão bem quanto os dos Chulés

O que falta á Equipa Blanca é força mental para jogar da mesma forma que joga contra qualquer outra equipa. Neste aspecto Mourinho tem falhado redondamente e a Imprensa Espanhola também não ajuda. O que não quer dizer que isto não se corriga pois José Mourinho não anda a dormir na forma.

Já sei que irão aparecer alguns indignados apelando á “superioridade” Catalã. Calma. Não se pense que eu estou a desvalorizar a vitória do FC Barcelona  por 2 bolas a 1 da passada quarta-feira . Pelo contrário. Este venceu e venceu bem, se bem que a sorte o protegeu em certos momentos pois enquanto os Madridistas atiravam bolas aos ferros da baliza, os Blaugranas metiam a dita cuja na rede.

Venha agora a partida no País Vasco ante o Athletic Club (mais conhecido por Athletic Bilbao) para que a distância pontual para o FC Barcelona se mantenha e para que os Ronceros da Catalunha continuem a queixar-se das arbitragens. 

Depois é cerrar fileiras e ir a Nou Camp com unhas e dentes sem medo do que possa acontecer. O Barcelona é um Clube Grande e Respeitado, mas o Real Madrid CF também o é. Isto ainda não acabou! 

Para terminar queria deixar aqui uma palavra de repúdio e de profunda tristeza pelo comportamento deplorável do Jogador Pepe. Nada, mas mesmo nada justifica que o Luso-Brasileiro pise a mão de um seu colega de profissão/adversário de ocasião.

Messi é um grande jogador e por vezes um grande fiteiro, mas isto não dá moral ao Pepe para o agredir em pleno relvado. Já está mais do que na hora de a Direcção e José Mourinho pensarem seriamente em contratar um Defesa Central que respeite a camisola Blanca que veste.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Liedson, a prova do desespero e incompetência de Queiroz

Queiroz demonstrou todo o desespero em que se encontra na convocatória de Liedson. Um treinador que havia sido contratado para renovar uma Selecção e fazer o trabalho que Scolari não sabia fazer, para dar soluções para o futuro da Selecção demonstrou ser um grande bluff. Depois de ter criticado o seu antecessor por não se ter preocupado com o futuro da selecção em em deixar uma equipa, Queiroz encheu o peito para falar que saberia dar soluções ao ataque da Selecção através do seu conhecimento de CR7 e da forma como ele renderia mais.

Não o conseguiu, tal como não conseguiu os resultados que precisávamos e aí em vez de se preocupar o futuro da Selecção, preocupou-se antes em salvar o seu futuro e entrou em contradição com tudo que havia dito antes e todo o seu passado em prol da promoção de jovens portugueses ao tapá-los com um jogador de 31 anos naturalizado fazendo dele um salvador da pátria para os problemas que ele com o seu grupo não conseguiu resolver.

Para defender a convocação de Liedson Queiroz escudou-se na Constituição e na ideia que alguém que passe a ter passaporte português, dupla nacionalidade tem todos os direitos e deveres como qualquer outro e como tal se tecnicamente for bom deve ser convocado.

Argumento falacioso. O princípio da igualdade do qual se escuda, dá a igualdade de direitos, não obriga a que liedson seja convocado. Dá o direito a ser convocado. Mas cabe a quem convoca estabelecer os seus critérios e um deles terá obrigatoriamente que ser a não descaracterização da selecção nacional e o convocar jogadores que sintam a camisola das quinas.

Não pode é Queiroz dizer aquelas parvoíces que tem dito (nem parece uma pessoa com a sua formação) de que os jogadores na Selecção jogam pelos amigos, pelas namoradas, pelo seu país onde cresceram etc e depois convocar Liedson… O direito que assiste a Liedson não é um direito potestativo. Não cabe uma sujeição neste caso à outra parte se Liedson o quiser exercer.

A Selecção não é um clube, é uma equipa que representa a FPF que tem estatuto de utilidade pública e como tal deve contas ao Estado português e como tal representam Portugal aonde quer que vão. Logo todos os convocados têm que ter em conta que mais que o direito o representar Portugal lá fora é uma responsabilidade que tem que ser encarada com seriedade. Se Queiroz leva-se mesmo à risca esse precedente que abriu de convocar todo e qualquer jogador desde que jogue bem independentemente do seu grau de identificação emocional com o país, então teria que começar a convocar uma série de naturalizados. Derlei já devia ter sido convocado ano passado…. Paulo Assunção é melhor trinco que Pepe adaptado e devia ser convocado também… Nenhum deles foi ano passado… Porquê? Porque Queiroz não estava à rasca…


O que seria ilegal era a FIFA imiscuir-se na questão das naturalizações como alguns defendem…Porque aí entra a soberania dos Estados e não podem plasmar nada que discrimine cidadãos de determinado Estado só pela sua origem. Tal como a FPF não poderia ter um artigo no seu regulamento que proibisse à partida a entrada de naturalizados…. Aí sim falaríamos de violação do principio de igualdade. Aqui trata-se de uma opção estratégica da direcção da FPF e da equipa técnica daquilo que querem para a Selecção e que perfil de jogadores pretendem.

Prova de que os critérios são subjectivos e podem pesar motivos extra desportivos é que Baia não era convocado… Na altura não vi ninguém alegar o principio da igualdade… A França Campeã do Mundo deixou de fora Eric Cantona e Ginola, dois dos melhores jogadores franceses da história, porque achavam que não eram o tipo de jogadores que queriam a representar a França devido à sua conduta extra desportiva que não viam como um exemplo para quem queriam a representar a França. E nem falamos apenas pelo facto de ele não ser originário de Portugal... Mesmo os que o sejam podem ficar de fora com base em critérios de haver ou não vínculo afectivo para com o país... Aqui não temos esse problema, mas em Espanha com alguns sentimentos de separatismo, lembro-me de Oleguer uma vez dizer que se sentia catalão e não espanhol... Resultado? Nunca mais foi convocado para a Selecção Espanhola. E nasceu em Espanha, mas é óbvio que só deve representar um país quem sinta esse país e orgulho em o representar e com capacidade não só técnica mas também com o vínculo emocianal necessário para o representar.

Casos como o de convocar jogadores naturalizados devem ser excepções e não regra. Deve-se ver caso a caso e estudar todas as variantes e os motivos que os faz querer representar a selecção. Não é o mesmo convocar Deco e Pepe no topo da sua carreira, quando podiam efectivamente dar ainda muitos anos à selecção e quando optaram por Portugal sabendo que ainda poderiam ver a ter chances pelo Brasil, do que convocar um jogador de 31 anos que pouco pode acrescentar ao futuro de Portugal a não ser o de tapar um problema que continuará a existir no ataque da selecção e que merece soluções de fundo e não para o imediato.
Liedson há ano e meio dizia que queria jogar pelo Brasil, ainda há poucos meses numa entrevista a uma tv brasileira disse que se sentia brasileiro e que ia jogar por Portugal por nã ter chance no Brasil e porque em Portugal gostavam muito dele e ele quase que nos vinha fazer o jeito como se precisássemos de um Liedson qualquer quando em anos anteriores não deixamos de marcar presença nos grandes palcos sem ele. Ainda para mais um Liedson que está em fase decadente da carreira. Ele vem jogar por Portugal não por se sentir Português, simplesmente porque não tem mais hipóteses de disputar um Campeonato do Mundo aos 31 anos pelo seu País.

Não é este tipo de jogador que quero na Selecção. Selecção é diferente, tem que representar um Povo, e se começarem a descaracterizar disso e fazer da Selecção uma equipa B do Brasil aí as Selecções deixam de ter piada. A piada residia mesmo em cada país com as suas limitações e características competirem entre eles e ver quem era o melhor. Jogadores que sentiam a camisola das Quinas, o Hino etc.


Pepe dos 3 é aquele que se vê claramente que se sente mais português. Fala praticamente sem sotaque, afirma sempre que sua casa é no Porto e não no Brasil aonde apenas tem família, já afirmou que suas referências são portuguesas e que nem sofre pelo Brasil nem vê os jogos da Selecção Brasileira ou tem clube de preferência no Brasil.

Pepe e Deco vieram com 18 anos para Portugal, completaram sua formação fuebolistica e como homens aqui em Portugal e foi cá que se fizeram profissionais de futebol. Pepe até tem noiva portuguesa se não me engano. E nunca me esquecerei de ver a emoção e o brilho no olhar de Pepe quando cantou o hino nacionao na estréia de Portugal no euro 2008, vi-o cantar com mais emoção que muitos jogadores nascidos em Portugal. Isso é um jogador que eu admito com perfil para representar Portugal. Ele é Português, sente-se Português e emociona-se com Portugal mais que com o Brasil.

Li as entrevistas dele em Espanha quando lá chegou e sempre falava de Portugal e mesmo por lá nunca lhe chamavam brasileiro mas sim português... Falava com orgulho em Mourinho, CR7, no seu Porto, dizia que sua casa era a cidade do Porto e se clube o F. C. Porto. No Euro 2008 foi dos quem mais deu o litro e sempre esteve disponível para a Selecção. Não me esqueço de o ver comemorar o título do Madrid na Cibelles com a bandeira de... Portugal.
Totalmente diferente de alguém que chega cá já com uns 26 anos que viveu dizendo que queria jogar pelo Brasil até ver que já não tinha hipóteses. Mesmo agora convocado diz que não cantará o hino e que será sempre brasileiro… Se assim é o que faz a representar um país que não sente como sendo o do seu coração? Selecção é preciso sentir. E não tem lógica tapar Hugo Almeida, Orlando Sá entre outros e arranjar um futuro para a selecção só porque Queiroz quer salvar o seu lugar e já vale tudo para ele…Uma autêntica desilusão vindo de alguém que tanto lutou pelo triunfo dos jovens portugueses através do trabalho que fez com a geração de ouro.

Grandes Selecções já ficaram de fora de Mundiais e Europeus e não foi por isso que se deixou de ter orgulho nelas. Aproveitaram até isso para renovar e voltarem mais fortes… Não seria catástrofe nenhuma não nos qualificarmos desde que se sentisse que Queiroz não se qualificava porque estava a fazer um trabalho profundo para dar resultados no futuro…Não é o caso quando ele convoca um naturalizado de 31 anos que não sente Portugal como seu país mas apenas tem carinho por Portugal e se sente brasileiro. Um dos requisitos primordiais mais do que os técnicos para escolher um jogador para representar Portugal é exactamente o ele sentir-se português. Daí o envolvimento emocional de todos em volta da selecção…Trata-se do nosso país e deve ser representado por quem se identifica com ele.

Prefiro ver o meu País derrotado mas a dar tudo com os que temos e os que sentem a nossa causa, que ganhar com jogadores que jogam por Portugal por interesse e não por sentirem aquele orgulho de representar o seu país. A selecção é algo que está a cima da vitória e derrota, é um sentimento nacional e é o representar um povo inteiro, uma nação para onde quer que vá. Não se deve vulgarizar a honra e orgulho de vestir a camisola das quinas. Quem o faz deve fazer por convicção e não por conveniência apenas.

Daí que para mim esta convocatória de Queiroz ser a gota de água de uma série de equívocos…tudo o que criticava a Scolari, Queiroz acabou por fazer igual ou pior quase… Tirou Ricardo mas arranjou o Ricardo 2 que é Eduardo, manteve apostas incompreensíveis como Boa Morte e exclui jogadores como Postiga e Nuno Gomes quando a selecção não tinha pontas de lança só por serem conotados com a época de Scolari… Sendo assim tão injusto como Scolari foi ao deixar jogadores de fora só por serem do Porto por exemplo. Para além disso demonstrou falta de pulso, falta de liderança e uma política de comunicação sofrível que afastou as pessoas da selecção e que enerva qualquer pessoa…Pois ele pinta um cenário da selecção que ninguém a não ser ele ver…As suas pérolas em entrevistas dadas já começam quase a rivalizar com as de Jorge Jesus do Benfica, e isso é bastante difícil de conseguir…

Uma pena, eu fui daqueles que depositei esperança em Queiroz e queria mesmo que ele tivesse sucesso depois de ter que aturar aqueles anos todos de Scolari…Era importante ter agora um treinador a sério… Infelizmente Queiroz demonstrou ser um bluff. Alguém que pode ser um excelente adjunto, excelente formador mas que não tem personalidade nem caracterísitcas para ser um líder. Prova que os desaires em 94 por Portugal, pelo Sporting e pelo Real Madrid não foram por acaso…