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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A história da eficácia

imagem retirada de zerozero
Admito que sou dos que acha que muito mais importante do que jogar bem, é vencer a partida contudo existe um pequeno – mas muito importante – pormenor que faz com que eu olhe para o jogo de Vila do conde e não afirme tal com a mesma convicção de outros tempos. É que uma coisa é ver o Futebol Clube do Porto a jogar feio mas a vencer porque apesar de tudo o seu adversário também não jogou nada (ou não fez bada por isto). Outra coisa bem diferente é ver o Futebol Clube do Porto a jogar mal e vencer o desafio diante de uma equipa que jogou bem, porque teve aquela pontinha de “eficácia” (entenda-se sorte) num determinado lance.

Ora o FC Porto que eu vi hoje foi, precisamente, o que jogou mal mas que acabou por vencer por causa da tal de “eficácia”. E quando tal sucede tenho de confessar que não me agrada porque já começam a ser vezes a mais em que tal sucede. Depois já quem fique muito indignado com a derrota caseira desta semana diante do “poderoso” Beşiktaş JK. Efectivamente assim não pode ser. Estamos ainda em Setembro é um facto, mas o calendário competitivo do FC Porto está a avançar e os jogos decisivos começam a aproximar-se sem que a equipa liderada por Sérgio Conceição mostre outra coisa senão correr até cair para o lado e o famoso chutão para a frente e Marega que resolva. E nem vou aqui falar no golo sofrido… Defesa azul e branca a dormir na forma. E de nada serve a desculpa esfarrapada de que na altura esta se estava organizar após a lesão de Alex Telles.

Já são duas as ocasiões em que no futebol interno (Liga NOS) o Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição tem imensas dificuldades para levar de vencida uma equipa organizada que não jogue para o - famoso - “pontinho”. Foi assim com o Chaves no Estádio do Dragão e agora com o Rio Ave no Estádio dos Arcos. Espero que na próxima Sexta-feira diante do Portimonense tal não se repita. O que eu também não quero que se repita é a aposta em Héctor Herrera no meio campo portista. Bem sei que as opções são escassas, mas com Danilo Pereira em baixo de forma, Brahimi à procura do seu futebol e Otávio/Corona a passar por uma espécie de “montanha russa exibicional”, mas é mesmo preciso apostar num tipo que nem uma bola sabe dominar para de seguida correr para a baliza adversária e tentar fazer o golo?

Venha de lá a equipa de Portimão e, de preferência, uma evolução da parte do Futebol Clube do Porto no que ao futebol diz respeito. A “eficácia” não vai estar sempre por perto Sérgio.

MVP (Most Valuable Player): Otávio. Embora o brasileiro tenha (mais uma vez) andado entre o mau e o bom, sou da opinião de que este foi o melhor em campo. Creio que na posição onde Otávio jogou hoje se aproveita melhor o seu futebol e capacidade de colocação de bola, mas tal necessita de confirmação.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 54´ do jogo para resolver a contenda a favor do FC Porto. Isto porque foi nesta altura em que Danilo Pereira marcou o golo inaugural da partida na marcação de um pontapé de canto. Este golo forçou a equipa da casa a adiantar-se no terreno de jogo expondo-se, desta forma, ao ataque portista e tal acabou por redundar no segundo golo do FC Porto que colocou um ponto final no jogo.

Arbitragem: Jorge Sousa e a sua equipa tiveram um desempenho que podemos apelidar de “normal”. Permitiram que os atletas do Rio Ave FC “distribuíssem” a pancadaria que lhe apeteceu até ao limite. Quando um destes u8ltrpassou o dito limite, Jorge Sousa expulsou-o (bem). Por perceber fica o não recurso ao VAR nas ocasiões em que os jogadores do Futebol Clube do Porto viram os seus lances anulados por suposto fora de jogo.

Positivo: Moussa Marega, Nem sempre vem, Marega consegue deixar sempre tudo em campo. Viu todo o seu esforço ser “coroado” com um golo. Fazem falta jogadores destes em qualquer equipa do Mundo, mas há que melhorar esta técnica.

Negativo: Héctor Herrera. Não percebo como é que um jogador que ao serviço da selecção do México faz maravilhas e ao serviço do Futebol Clube do Porto nem uma bola sabe dominar? Será que tal se deve à cor da camisola ou será que foram os ares outonais de Vila do Conde?
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (17/09/2017)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Arranque da missão

Hoje o Futebol Clube do Porto dá o pontapé de saída naquela que pode ser considerada a sua mais difícil missão: recuperar a hegemonia do futebol português. Mais do que ser campeão nacional, os Dragões tem por missão fazer com que o Tetra continue a ser uma realidade somente sua e para tal tem de arrancar da melhor maneira possível em Vila do Conde. 
 
A primeira jornada nunca é fácil. Para além da questão de não poder falhar, os Azuis e Brancos tem sobre si o peso da dúvida de muitos Portistas que tem ainda uma tremenda dificuldade em rever-se na equipa de Nuno Espírito santo (NES). Tal é fruto dos três longos anos de “seca” onde três treinadores diferentes tentaram dar aos Portistas aquilo que estes anseiam há já muito tempo: Títulos. Isto porque as vitórias morais fazem bem ao ego mas não o satisfazem por completo. Dito de outra forma; NES está praticamente obrigado a ter de sair da terra dos Caxineiros com os três pontos da vitória na bagagem para depois poder preparar com mais afinco e moral a dura batalha com a AS Roma no que à entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões diz respeito. 
 
Mas os problemas de NES não se ficam por aqui. Isto porque do outro lado da barricada vai estar a dona do Estádio dos Arcos. E esta equipa também vai querer arrancar com uma vitória, ou não fosse o Rio Ave FC – já – um sério candidato a ocupar um dos lugares que dão acesso às provas da UEFA. E os Vila Condenses já mostraram que sabem como complicar (e muito) a tarefa de uma equipa teoricamente mais forte. Que o diga o Slavia Praha que quase foi “atirado borda fora” pelos Caxineiros na pré eliminatória de acesso á fase de grupos da Liga Europa. 
 
Efectivamente o conjunto de Nuno Capucho é um “osso muito duro de se roer”. Os Vila Condenses nunca dão um lance por perdido e lutam sempre até ao último minuto pela vitória. Um Futebol Clube do Porto à imagem das épocas anteriores pode muito bem ser surpreendido por um conjunto onde Pedro Moreira, Cássio e Marcelo são as “estrelas da companhia”. Muita atenção em espacial a Marcelo nos lances de bola parada (cantos e afins) dado que o central brasileiro é muito eficaz na hora de finalizar neste tipo de lances. 
 
Lista de Convocados: (a divulgar)
 
Onze provável (4x3x3): José Sá, Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles, Danilo Pereira, Herrera, André André, Otávio, Jesús Corona e André Silva

domingo, 8 de maio de 2016

Mais um treino que (por acaso) correu bem

Sérgio Oliveira está a criar uma nova lei no FC Porto. É ele o redator desta equipa, é ele o comandante e é ele que dita os ritmos. Além disso, é também ele que decide. Em Vila do Conde, foi um golaço do camisola 13 que desequilibrou uma partida que tinha aberto com outro golo não menos fantástico de Postiga. O Rio Ave atrasou-se na luta pela Europa, os dragões voltaram a ganhar, depois do clássico.
 
Num cenário invernal, o Rio Ave entrou em campo a olhar para a Liga Europa e a ganhar duplamente: já tinha ganho no dia anterior, com a derrota do Paços de Ferreira contra o Tondela, passando novamente a depender apenas de si para chegar às vagas em causa; começou a ganhar também pelo enorme momento de Hélder Postiga.
 
O avançado,que tinha marcado em Tondela, ganhou a titularidade a Guedes e não fez por menos: com cinco minutos de jogo, aproveitou a passividade de uma dupla portista que não tem jogado junta (Marcano voltou dois meses depois) e atirou para o fundo da rede.
 
Apanhado a perder, nem por isso o conjunto de José Peseiro se desmobilizou. Acertou, aos poucos, o que estava a falhar atrás (só se viu mais uma investida vilacondense na primeira parte, com exceção para as bolas paradas) e lançou-se no domínio da partida.
 
Com Rúben Neves mais simples na primeira fase de construção e com Sérgio Oliveira mais complexo no transporte para o passo seguinte, os azuis e brancos apareciam com uma boa densidade de homens junto à área do Rio Ave, que foi sempre muito certeiro na forma como anulou as entradas na área de André André, mas que cometeu um pecado capital.
 
Edimar optou pela falta a André Silva, que corresponde bem a um cruzamento de Brahimi. Aliás, se os dragões atacavam mais vezes pela direita, nem por isso quantidade quis dizer qualidade, já que da esquerda apareceram os melhores momentos - não foram muitos, diga-se.
 
Layún, outro dos regressados, fez o golo da igualdade, que se justificava na ida para os balneários: os dragões tinham mais bola, mas isso não se refletiu em maior qualidade.
 
O Rio Ave até pareceu mais disposto, no segundo tempo, a ter bola durante mais tempo, só que tal demorou bastante, por dois motivos: porque o vento estava contra e soprava com mais força e porque os dragões se mostraram mais audazes.
 
André Silva, incansável, mereceu crédito por ter sido persistente na batalha que travou com os adversários; Sérgio Oliveira foi o mais objetivo no alvo e disparou duas vezes, uma para grande defesa de Cássio, outra para o golo que já se ia adivinhando.
 
Depois sim, foi necessário um Rio Ave mais afoito. Conseguiu-o, na fase inicial, mas foi sol de pouca dura. As substituições ajudaram a equipa azul e branca a estancar as intenções de José Peseiro e os dragões foram ficando mais confortáveis com o andamento do relógio.
 
Ukra ainda deu alguma vivacidade ao ataque caseiro, só que o golo de Valera desfez as dúvidas.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Sérgio Oliveira

sábado, 7 de maio de 2016

Mais um treino

É só para cima, ou para a frente, que Rio Ave e FC Porto podem olhar. As prestações de ambos estão distantes dos objetivos (mais no caso dos dragões), mas ainda há muito a lucrar. Por Vila do Conde passam vários condimentos interessantes.

Desde logo, o primeiro e mais interessante passa pela equipa da casa. Numa frenética luta pelas vagas europeias, os vilacondenses precisam dos pontos com urgência e vitalidade. O objetivo de retomar a história na Europa foi assumido desde o início e o trilho está bem desenhado, faltando, ainda assim, o derradeiro passo.

Pedro Martins não poderá contar com Tarantini, que é a maior ausência, mas não deverá mudar o desenho da equipa, que voltará a ter um ataque bastante móvel - apesar do golo em Tondela, Hélder Postiga deve manter-se como alternativa a Guedes.

Melhores notícias tem José Peseiro, com o plantel praticamente em pleno (exceto Alberto Bueno) e com a possibilidade de fazer o desenho para a final da Taça de Portugal, num verdadeiro penúltimo teste.

Curiosidade para perceber vários pontos: se Danilo volta ao centro da defesa ou se Marcano se junta a Martins Indi, se Miguel Layún torna ao lado esquerdo, se Rúben Neves figura no meio-campo e se será Aboubakar ou André Silva o homem da frente. 

Retirado de zerozero

Lista de 18 convocados: Helton e Casillas (guarda-redes); Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Sérgio Oliveira, Evandro, Herrera, Corona, André Silva, André André, Layún, Danilo e Chidozie.

Onze provável (4x3x3): Helton, Maxi Pereira, Chidozie, Martins Indi, Layún, Danilo, Rúben Neves, André André, Brahimi, Coroma e André Silva

domingo, 12 de abril de 2015

O importante é vencer

O FC Porto não desarma na luta pelo título, tendo vencido por três bolas a uma na deslocação a Vila do Conde, em partida da 28.ª jornada do campeonato.
Com a ponderação e o pragmatismo do costume, o FC Porto abordou o jogo com rigor e concentração, sem pensar no escaldante duelo com o Bayern München, agendado para a próxima quarta-feira. Um Dragão trabalhador, solidário e com rigor, foi capaz de travar toda e qualquer intenção de um Rio Ave que se viu obrigado a aguentar uma entrada fortíssima dos Portistas.
Sem dificultar a tarefa dos pupilos de Lopetegui na construção de jogo (os Azuis e Brancos faziam circulação de bola como queriam), os Vila-condenses viam um Dragão que tinha pressa em resolver a partida. Quaresma esteve sempre muito participativo e o FC Porto chegou mesmo ao golo. Porém, a equipa de arbitragem anulou; cruzamento do Mustang com emenda de Brahimi para o fundo das redes mas o fiscal de linha assinalou mal um fora de jogo (o Argelino estava em posição legal).
O FC Porto ia carregando na direção da baliza do Rio Ave (quase sempre pela direita) e ia desenhando a vantagem. Os da casa “nem respiravam”, tal era a força do Dragão no relvado Vila-condense, e fez-se justiça no marcador. Aos 25 minutos, o pé direito de Ricardo Quaresma atirou à barra, a bola sobrou para Danilo (os de Vila do Conde reclamaram da posição do internacional Brasileiro no momento do remate de Quaresma) que, dentro da área, foi empurrado por Marvin Zegelaar. Penálti para o FC Porto que o Mustang, com o seu pé direito, se encarregou de concretizar.
O primeiro sinal de perigo da turma de Pedro Martins aconteceu apenas à passagem da meia-hora. Ukra rematou com perigo à entrada da área, mas a bola saiu um pouco por cima da baliza de Fabiano. Com o avançar dos minutos e com o golo apontado, o FC Porto tranquilizou (intranquilo só parecia estar Herrera que ia falhando alguns passes) e Danilo deu expressão ao resultado.
O internacional Brasileiro, em jeito, atirou com um remate muito colocado e fez o golo número 100 do FC Porto em jogos oficiais, esta época. O guarda-redes do Rio Ave ainda se esticou mas não teve hipótese e, por isso, ao intervalo o FC Porto vencia com justiça por duas bolas a zero.
No segundo tempo, o FC Porto foi gerindo a vantagem e controlando as transições do Rio Ave que eram, ainda assim, tímidas. Só após a saída de Quaresma é que o Rio Ave cresceu. Marvin Zegelaar teve mais liberdade para descer no corredor e Danilo não tinha o apoio de Hernâni a defender. E foi com o ex-Vitória de Guimarães em campo, aos 71', que o Rio Ave chegou ao golo. Zegelaar cruzou para Tarantini que respondeu bem num remate com o pé direito. Incerteza no resultado e emoção quase até ao fim.
Lopetegui percebeu que a equipa precisava, nesta fase, de serenidade e lançou em campo Rúben Neves (tirou Brahimi). O FC Porto segurou melhor o meio-campo e Hernâni (melhor a atacar do que a ajudar Danilo em tarefas defensivas), aos 83', acabaria por chegar ao terceiro golo, após assistência de Aboubakar. Estava garantida a vitória dos dragões, em Vila do Conde. 
Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

sábado, 11 de abril de 2015

O difícil teste dos Arcos

Antes de mais uma cartada decisiva na Liga dos Campeões onde os Dragões terão pela frente um histórico da maior competição Europeia de clubes, os Azuis e Brancos terão pela frente um difícil teste. 
 
Julen Lopetegui desta vez tem toda a razão quando diz que esta deslocação a Vila do Conde para disputar os três pontos da vitória com a equipa local é muito complicada. È que se há equipa do Futebol Português que mais tem evoluído é o Rio Ave Futebol Clube que antes era uma e equipa que lutava pela manutenção no escalão principal do nosso futebol luta agora dá tudo por tudo por um lugar final que lhe dê acesso às provas europeias.
 
A equipa de Pedro Martins tem surpreendido o mundo do futebol e inclusive já derrotou o líder Benfica no seu Estádio dos Arcos. Um sério aviso para os comandados do Basco que deverá, mais do que nunca, ter um acautela extrema na preparação desta partida que pode muito bem ser decisiva (como são todas até ao final da época). Se a conquista do campeonato é realmente a prioridade, como Julen disse há bem pouco tempo, então este será um jogo onde não poderão existir poupanças a pensar no jogo seguinte.
 
Os Vila-condenses estão com algumas dificuldades para poderem apresentar uma linha defensiva que lhes garanta alguma segurança devido a castigos e lesões de Jogadores importantes, mas o maior perigo deste Rio Ave está no meio campo e na frente de ataque. Tarantini, Alhassan Wakaso, Emmanuel Boateng, Ukra e Yonathan Del Valle são Atletas de valor que fazem do físico e velocidade a sua maior arma. Nunca será demais exigir ao onze inicial do FC Porto muita cautela com este grupo de Jogadores.
 
Os defesas Maicon e José Ángel são as novidades na lista de convocados do FC Porto para a deslocação a Vila do Conde, onde os Dragões defrontam o Rio Ave às 18H, em jogo a contar para a 28.ª jornada da Liga NOS. 
 
Em comparação com a convocatória para a recepção ao Estoril (5 x 0), saem dos eleitos de Julen Lopetegui o defesa Martins Indi e o médio Quintero. 
 
Lista de 19 convocados: Helton e Fabiano (g.r.); Danilo, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Reyes, José Ángel, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Óliver Torres, Rúben Neves, Gonçalo Paciência e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Marcano, Maicon, José Àngel, Casemiro, Herrera, Oliver Torres, Brahimi, Quaresma e Aboubakar

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Serviços mínimos em jogo treino

O FC Porto entrou a vencer nesta edição da Taça da Liga. Os Dragões foram a Vila do Conde bater o Rio Ave por uma bola a zero. Aboubakar, aos 61 minutos, marcou o golo da vitória Azul e Branca. Resultado justo para a formação de Lopetegui que fez por merecer o triunfo numa partida em que Adrián López tentou mostrar serviço.
Numa noite fria em Vila do Conde, Rio Ave e FC Porto apresentaram-se em campo com o objectivo de encaminhar a sua passagem para a próxima fase da Taça da Liga. Adrián López, uma das muitas novidades no onze dos Dragões, cedo tentou aparecer e mostrar serviço. No entanto, foi-se notando que ainda falta confiança ao ex-Atlético de Madrid, que procurou sempre fugir dos corredores para a zona interior mas não deixou, porém, de tentar a sua sorte quando podia.
Num jogo aberto e entretido, o FC Porto criava sempre perigo quando aumentava o ritmo. A equipa de Lopetegui dominava mas ia falhando no último terço do terreno, onde Vincent Aboubakar ia dando muito trabalho a Roderick Miranda, o patrão da defesa do Rio Ave nesta partida.
Com uma circulação em posse a toda a largura do campo, o FC Porto começava quase sempre a construir através de Juan Quintero (ia buscando jogo atrás e tentava transportar a bola para os dianteiros). Mas foi numa situação de bola parada que os Portistas criaram a situação de maior perigo em todo o primeiro tempo. Na sequência de um livre, Casemiro rematou directo, Ederson Moraes defendeu para a frente e, na recarga, Aboubakar atirou contra o corpo do guarda-redes Brasileiro, que defendeu ainda uma segunda recarga de cabeça por parte de Diego Reyes.
De forma mais apoiada, os Portistas ganhavam os flancos perante um Rio Ave que apenas procurava colocar em sentido a defesa Azul e Branca em situações de contra-ataque. Com muitas preocupações em manter o sector defensivo coeso, a verdade é que a formação de Pedro Martins andou muito distante das redes Portistas. Daí que, no final dos primeiros 45 minutos, fosse imperando um empate sem golos. Esteve melhor o FC Porto, com mais oportunidades, mais remates, mais cantos e com maior volume ofensivo. Faltavam os golos para aquecer a noite no Estádio dos Arcos.
Sem alterações para o segundo tempo, a partida voltou a ter a mesma toada da primeira parte. O FC Porto sempre a criar mais perigo e o Rio Ave mais na expectativa e com muitas preocupações em não facilitar no sector defensivo. Mas a equipa de Lopetegui carregava; pela esquerda, pela direita e pelo meio. Tudo servia para tentar chegar ao golo que acabou por aparecer, aos 61 minutos, por Aboubakar. Na sequência de um canto, o Camaronês - bem colocado, atento e com simplicidade - aproveitou a confusão instalada na área Vilacondense e abriu o activo.
 
E o segundo golo Portista podia ter chegado logo depois mas o guarda-redes do Rio Ave negou o tento a Ricardo Pereira. Preocupado com o que ia vendo, Pedro Martins colocou em campo Ukra e Diego Lopes e estes não demoraram muito para criar perigo. O ex-Portista cruzou para Lopes cabecear aos ferros da baliza Azul e Branca.
Com a saída de Ricardo Quaresma para a entrada de Campaña, aos 65 minutos, o Espanhol passou a jogar próximo de Casemiro e Quintero caiu para a linha. O FC Porto pausou o ritmo e nem a entrada de Brahimi o aumentou. Com o avançar dos minutos o jogo caiu de interesse e os Dragões foram gerindo a curta mas importante vantagem perante um Rio Ave que já foi apresentando algum desgaste nas pernas. 0 x 1 para os Dragões que apanham o União da Madeira no topo deste grupo no final da primeira jornada. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Aboubakar

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Bora lá para o treino?

O Natal já marcou a sua presença e trouxe consigo os doces típicos da época e os Jogadores, como Seres Humanos que são, não ficaram de forma alguma isentos dos “males” que a época costuma fazer na forma física de uma pessoa, pelo que é sempre importante realizar um jogo treino para se “abater alguma barriguinha” antes de se começar a jogar a sério em jogos de verdadeira competição e competitividade.
 
Ora como isto de arranjar adversário nesta altura da época é algo de complicado, eis que a Liga Portuguesa de Futebol faz o trabalho pelos seus Associados e organiza uma espécie de torneio (muito mal organizado, para não dizer ridículo a todos os níveis), sendo que este ano, por obra e graça de um certo Cavalheiro que não queria deixar de presidir à Liga, não haverá um prémio monetário para ninguém. Quem vencer leva a Taça e já tem muita sorte.
 
Posto isto, o sorteio da tal de “Competição” ditou que o Futebol Clube do Porto tenha de medir forças em Vila do Conde ante o Rio Ave. Fosse uma partida a sério onde os Treinadores tivessem a clara intenção de jogar para ganhar seria expectável pensar-se que os Vila-condenses apresentassem o melhor onze, mas como isto não vai suceder e como tal é de todo impossível apontar as qualidades e defeitos dos pupilos de Pedro Mendes.
 
Já quanto aos Dragões, este vai ser um jogo à medida de Lopetegui. Isto porque desta vez o Espanhol vai poder levar a cabo a sua apaixonada rotação que ninguém irá levar a mal. Desde que não perca e não se lesione algum Jogador ninguém se chateia de certeza.
 
Centrando agora a nossa atenção nas escolhas de Julen para este particular, há seis novidades na Lista de Convocados do FC Porto para o jogo frente ao Rio Ave: Helton, Marcano, Casemiro, José Ángel, Ricardo Pereira e Ivo, do FC Porto B, entram nos escolhidos por troca com Fabiano, Danilo, Maicon, Jackson Martínez, Herrera e Alex Sandro, que foram titulares na recepção ao Vitória de Setúbal, o compromisso anterior dos Dragões.
 
O regresso de Helton merece especial destaque (o guarda-redes Brasileiro não entra em campo desde 16 de Março de 2014, quando se lesionou no tendão de Aquiles, num jogo no Estádio de Alvalade), assim como a chamada de Ivo, do FC Porto B, que lhe pode permitir estrear-se pela equipa principal em encontros oficiais. Casemiro encontrava-se suspenso aquando do encontro frente ao Vitória de Setúbal.
 
Lista de 18 convocados: Helton e Andrés Fernández (g.r.); Martins Indi, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Quintero, Tello, Reyes, José Ángel, Evandro, Adrián López, Ricardo, Campaña, Óliver Torres, Ivo Rodrigues e Aboubakar
 
Onze Provável (4x3x3): Helton, Ricardo, Marcano, Martins Indi, José Ángel, Casemiro, Evandro, Quintero, Adrian, Quaresma e Aboubakar
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Dragão remou e de que maneira!

Conhecedor do triunfo do Benfica e do Vitória de Guimarães frente a Académica e Moreirense, respectivamente, o FC Porto estava obrigado a vencer o Rio Ave para não perder o comboio da frente. Diante da turma de Vila do Conde, Julen Lopetegui, em comparação com o onze apresentado no último jogo frente ao BATE Borisov, fez apenas uma alteração na equipa inicial, tirando Ricardo Quaresma para fazer entrar Cristian Tello.
A mexida do Treinador Espanhol acabou por revelar-se certeira, pois foi o extremo emprestado pelo Barcelona que teve a capacidade de inaugurar o marcador logo a abrir a segunda parte, depois de um primeiro tempo em que o FC Porto foi superior e em que o Rio Ave apenas rematou à baliza no último lance antes do apito para o descanso de Olegário Benquerença.
Os Dragões entraram bem no jogo, com clara vontade de marcar cedo. Criaram oportunidades para tal e estiveram por cima do encontro durante a primeira meia hora. Tello foi sempre dos mais interventivos nos corredores, enquanto Brahimi se fez deslocar para zonas mais interiores e o ataque Azul e Branco contou ainda com o apoio dos laterais, embora neste captulo Danilo tenha sido bem mais ofensivo que Alex Sandro. Contudo, ficou sempre a ideia de que Jackson Martinez estava demasiado sozinho na frente, pois Herrera e Óliver Torres estavam demasiado recuados no terreno.
O FC Porto não aproveitou a superioridade dos primeiros 30 minutos e o Rio Ave foi conseguindo estender o jogo pelos corredores. Ukra foi o mais conformado do lado direito, do lado oposto Tiago Pinto tentou sempre dar apoio ao ataque e Diego Lopes foi o responsável por desequilibrar no meio e soltar para as alas, mas os poucos cruzamentos efectuados pelos Vila-condenses terminaram todos nas mãos de Fabiano. O lance mais perigoso surgiu precisamente no último lance da primeira parte, com Ukra, de primeira, a rematar muito longe do alvo. Foi o único remate do Rio Ave em toda a primeira parte.
O que o FC Porto não conseguiu fazer no primeiro tempo conseguiu fazê-lo logo a abrir a segunda parte. Estavam decorridos apenas pouco mais de dois minutos quando Cristian Tello inaugurou o marcador, num lance individual que colocou os Dragões na frente do resultado e que também devolveu a tranquilidade que a equipa vinha a perdendo com o passar dos minutos.
O Rio Ave, no entanto, reagiu e tentou chegar à baliza à guarda de Fabiano. A primeira tentativa foi de Wakaso, através de um remate de longe que Fabiano defendeu, mas à segunda ficou por assinalar grande penalidade a favor da turma orientada por Pedro Martins, por mão na bola de Herrera dentro da área. Olegário Benquerença mandou seguir e o Rio Ave procurou manter a postura de equipa que precisava de marcar, tentando manter a posse de bola e tentar servir os jogadores mais rápidos da frente.
Apesar das tentativas, os jogadores do Rio Ave não foram bem sucedidos e à medida que o tempo ia-se aproximando do final o FC Porto voltou a tomar conta do jogo. A entrada de Rúben Neves ajudou a que isso acontecesse e foi Cássio quem foi adiando o segundo golo dos da casa, golo esse que surgiu por intermédio de Jackson Martínez a 11 minutos dos 90 e terminou de vez com o jogo. Apesar do 2 x 0, o Rio Ave manteve uma boa postura, podia até ter reduzido por Diego Lopes, mas foi Alex Sandro, num lance bafejado pela sorte, quem marcou e colocou o resultado em 3 x 0.
Parecia terminado o jogo no que diz respeito aos golos, mas a verdade é que os Dragões acordaram nesse capítulo no período de compensação e tornaram o resultado numa goleada tremendamente injusta para aquilo que o Rio Ave fez durante o jogo. Óliver Torres assinou o 4 x 0 e pertenceu a Danilo o 5 x 0 final, num lance em que não sofreu qualquer oposição dos defesas adversários e apontou o melhor golo da noite. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Danilo

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Foi à Dragão!

O Tricampeão nacional respondeu às vitórias dos rivais de Lisboa com um triunfo em Vila do Conde. Esta temporada, os Dragões não facilitaram num terreno onde na última época tinham deixado dois pontos (1 x 3).
O FC Porto entrou em Vila do Conde a saber que precisava dos três pontos, sob pena de ver os rivais Sporting e Benfica mais longe.
A primeira surpresa da noite veio na folha da constituição das equipas. Paulo Fonseca apostou em Carlos Eduardo para o meio-campo Portista. Licá também voltou ao onze Azul e Branco, tal como Otamendi que rendeu o castigado Mangala no eixo defensivo. Josué e Defour, por seu lado, ficaram no banco.
Na equipa do Rio Ave o destaque foi para a ausência do avançado Hassan, que começou o duelo no banco.
O FC Porto entrou apostado em marcar cedo e, na verdade, os Portistas não tiveram que esperar muito tempo para fazer a festa. Aos seis minutos, Carlos Eduardo, na esquerda do ataque Azul e Branco, cobrou um livre e Maicon apareceu entre os centrais do Rio Ave a empurrar para o fundo da baliza Vilacondense. O central do FC Porto antecipou-se a Ederson e cabeceou forte.
Perante uns Dragões bem organizados e a pressionar alto, o Rio Ave mostrou algumas dificuldades em travar a "armada" Portista. Ainda assim, a equipa de Nuno Espírito Santo chegou ao empate, aos 21 minutos, por Edimar. Numa fase mais lenta da partida, Varela perdeu a bola para Diego que assistiu Edimar para o golo.
Com o resultado empatado, o FC Porto voltou a ameaçar as redes do Rio Ave. Otamendi, na sequência de um pontapé livre cobrado para a área, testou Ederson, mas o guarda-redes Vilacondense não arriscou e defendeu de forma segura. Depois do Argentino foi a vez de Maicon atirar aos ferros da baliza de Ederson, após um canto de Carlos Eduardo.
Os minutos que se seguiram até ao intervalo viram um Rio Ave mais recuado mas a fechar bem os caminhos para a sua baliza. Pelo contrário, o FC Porto instalou-se no meio-campo contrário mas denotou dificuldades para "furar" a defensiva contrária.
Os Tricampeões tinham muito mais bola, mais ataques, mais remates mas voltaram a falhar na finalização, um problema que o próprio Paulo Fonseca vem lamentando nas conversas com os jornalistas.
No regresso dos balneários nenhum dos técnicos alterou as "peças". Tal como no primeiro tempo, também na segunda metade o FC Porto entrou a pressionar alto e a tentar o golo. Lucho deixou o primeiro aviso, depois de um lance de entendimento com Fernando.
Não marcou Lucho, marcou Jackson Martínez. O avançado Colombiano voltou a mostrar serviço. Aos 51 minutos, Jackson, depois de um trabalho de Silvestre Varela, saltou sozinho ao primeiro poste para o segundo golo Portista; a bola saiu fora do alcance do guarda-redes Ederson, ele que negou o terceiro aos 56 minutos, depois de um lance de Carlos Eduardo.
O golo do Cha Cha Cha provocou uma espécie de "travão" no ritmo do jogo. O Rio Ave, sempre bem organizado no terreno, procurava chegar perto da baliza de Helton mas o FC Porto foi sempre controlando e deixando o relógio do árbitro avançar. A ideia dos Azuis e Brancos passava, ainda assim, por tentar o terceiro golo e, desse modo, colocar "uma pedra" em cima do resultado.
E, na verdade, o golo apareceu. Aos 82 minutos, Danilo aumentou a contagem. Depois de um livre cobrado à entrada da área, a bola bateu na barreira e voltou para trás onde o defesa disparou rasteiro para o fundo da baliza.
Os três pontos seguem para a cidade Invicta. O FC Porto continua a dois pontos do líder Sporting e em igualdade pontual com o Benfica. Já o Rio Ave que apenas venceu um jogo esta época dentro de portas, logo na segunda jornada frente ao Vitória de Setúbal, somou a sua sexta derrota consecutiva em casa.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Silvestre Varela

domingo, 15 de dezembro de 2013

Sem tretas

Depois de mais uma vitória do Sporting CP o jogo de hoje torna-se vital para o Futebol Clube do Porto. Hoje apenas interessa vencer e vencer. De outra forma os Dragões correm o sério risco dever o primeiro lugar afastar-se ainda mais aumentado a contestação em torno de Paulo Fonseca.
 
Há que jogar em Vila do cone com ambição, organização e totalmente alheio a todo o tipo de ruído que exista em torno da equipa Azul e Branca. Isto porque de certeza que o Rio Ave FC de Nuno Espirito Santo vai tentar enervar o mais possível uma já muito instável equipa do FC Porto. E tem jogadores para isto. 
 
Felizmente Tarantini, capitão dos Vila Condenses, ficará de fora deste jogo mas Braga (o Jogador que marcou três golos ao FC Porto de Jesualdo Ferreira em pleno Dragão), Ahmed Hassan e Ukra vão jogar contra os Portistas e são um perigo constante para um Dragão hesitante e com a moral em baixo.
 
Os pontos mais fracos do Rio Ave são a sua linha defensiva e o factor casa. Mas é muito importante que os Dragões não entrem em campo confiantes de que basta apenas assentar nestes dois pontos para ficar com os três pontos. Vai ser preciso muito, mas mesmo muito trabalho para se vencer hoje em Vila do Conde.
 
Os regressos de Carlos Eduardo e Kelvin são as notas de destaque na Lista de Convocados elaborara por Paulo Fonseca para o jogo frente ao Rio Ave, este domingo, às 20h15, em Vila do Conde, referente à 13.ª jornada da Liga.
 
O médio e avançado Brasileiros regressam assim à convocatória do treinador Portista, rendendo Mangala e Ricardo em relação aos jogadores chamados para o duelo com o Atlético de Madrid, para a UEFA Champions League. O central Francês vai cumprir um jogo de castigo após completar uma série de cartões amarelos, enquanto o avançado Português fica de fora por opção.
 
Lista de Convocados: Helton e Fabiano (g.r.), Danilo, Lucho, Maicon, Josué, Jackson Martínez, Quintero, Ghilas, Reyes, Herrera, Varela, Licá, Carlos Eduardo, Fernando, Alex Sandro, Kelvin, Otamendi e Defour.
 
Onze provável (4x2x3x1): Helton, Danilo, Maicon, Otamendi, Alex Sandro, Fernando, Defour, Lucho, Josué, Varela e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam acompanhar esta decisiva e importante partida em directo. Passem pelo Blog.

domingo, 30 de setembro de 2012

Quase que se perdia o comboio

O FC Porto empatou a duas bolas com o Rio Ave em Vila do Conde. Os portistas estiveram na frente, não "mataram" a partida e permitiram a reviravolta. Jackson evitou a derrota.
O FC Porto entrou em campo com o equipamento alternativo mas o pensamento de sempre: vencer. Só os três pontos interessavam para manter a liderança isolada do Campeonato, depois da vitória do Benfica em Paços de Ferreira (1 x 2).
Vítor Pereira manteve a aposta em Defour na posição 6, James voltou às alas, depois de ter actuado como organizador de jogo na última partida, e Lucho foi o Comandante das tropas. Atsu, que na última época jogou por empréstimo em Vila do Conde, também foi aposta inicial do Treinador Portista.
Os Dragões começaram a tomar conta das incidências da partida desde o seu começo, mas a primeira grande oportunidade pertenceu aos da casa. Aos 15 minutos, Braga meteu para a entrada de João Tomás que, já na área, cabeceou para a baliza Portista. Helton, que estava atento, amarrou com segurança a bola.
As equipas iam equilibrando a partida, com várias jogadas de perigo em ambas as balizas. No entanto, quando James pegava na bola os sustos eram maiores no sector defensivo de Vila do Conde, como por exemplo ao minuto 32, após um grande lance individual de El Bandido.
Um minuto depois chegaria o golo Portista, na sequência do livre. Oblak ainda fez uma grande defesa ao remate de James, mas na recarga, Miguel Lopes, completamente sozinho, cabeceou para o fundo das redes do Esloveno. Estava feito o 0 x 1.
Até ao intervalo, o FC Porto mostrou-se confortável no jogo, não acelerando muito o ritmo e gerindo a posse de bola.
Na etapa complementar, o Rio Ave entrou agressivo e podia ter chegado empate em duas ocasiões por Tarantini, ele que viria a ser a figura da partida.  Aos 51', o médio rematou - sem preparação - ligeiramente ao lado da baliza de Helton. Dois minutos depois chegou atrasado para o desvio de um remate de Edimar.
Com o resultado perigoso, Vítor Pereira não sossegava no banco e ia pedindo mais aos seus jogadores. Sem perder tempo, o Técnico Portista lançou Varela e Fernando. A entrada do Brasileiro, sobretudo ele, fez baixar o ritmo de jogo e mostrou um FC Porto a saber gerir melhor os momentos de jogo. No entanto, sentia-se que Fernando (só ele) não chegava para travar a crescimento do Rio Ave.
Dai que os Vilacondenses fossem tão perigosos e a imagem era fácil de descrever: o FC Porto não conseguia ter quem construísse, porque James procurava mais romper com espaço e o Rio Ave (com as suas linhas mais subidas) ameaçava.
Com tanta dificuldade, os Azuis e Brancos foram apanhados em contrapé e, sem alguém para "matar" a partida, sofreram o golo do empate, aos 79'. Tarantini, o que havia ameaçado no início, ganhou na raça, teve espaço na área Portista e atirou a bola por baixo do corpo de Helton. Empate no Estádio dos Arcos!
E seria outra vez o Rio Ave, e de novo Tarantini, a soltar a festa em Vila do Conde. Aos 86 minutos, o médio Português fez um dos golos da jornada. Dominou de peito à entrada da área e de primeira disparou uma "bomba" que deixou Helton preso ao relvado, sem capacidade de reacção! O Rio Ave virava o resultado para 2 x 1.
Antes do final, o FC Porto chegou ao empate por Jackson, depois de um grande lance de Miguel Lopes na direita. O lateral foi à linha de fundo e cruzou para Jackson Martínez cabecear para o empate Portista.
Ainda assim, os Bicampeões cedem o segundo empate e deixam o Benfica colar na liderança da tabela com 11 pontos.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Otamendi