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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Déjà vu?

imagem retirada de zerozero
Déjà vu? Sim com certeza, mesmo que o jogo esta partida de Tondela tenha tido alguns protagonistas diferentes. Especialmente no banco de suplentes do Futebol Clube do Porto onde vi um Sérgio Conceição a deparar-se exactamente com o mesmo tipo de problemas com que Nuno Espírito Santo se deparou na época passada no mesmo recinto de jogo diante do mesmo adversário. O CD Tondela até jogou exactamente da mesma forma e contou - como não podia deixar de ser – com a cirúrgica “ajuda do costume” pois o tal de “Tetra” só hoje entra em campo.

Eu até que compreendo que o FC Porto realize este tipo de exibições. A pré época terminou há pouco, o mercado está ainda em aberto e a actual situação financeira do clube portista não ajuda a que o técnico possa contar com muitas opções de qualidade no plantel. Para mais já se sabe que em caso de dúvida as decisões arbitrais vão sempre contra os interesses dos Azuis e Brancos (assim dita a “cartilha”). Como tal é natural que os comandados de Sérgio nos brindem com a exibição medonha que vimos hoje.

A exibição do FC Porto em Tondela foi, repito, muito semelhante àquela que vimos na época passada. A única diferença reside somente no facto de na partida de hoje Aboubakar ter aproveitado o ressalto de bola para marcar o golo da vitória portista em Tondela. Tivesse este feito o que é habitual (atirar a bola ao poste ou para fora) e os mesmos que elevam o Sérgio Conceição à condição de Deus Supremo estariam a desancar no moço independentemente de estarmos na fase da temporada em que estamos.

Espero sinceramente que isto melhore e que Conceição aproveite o “embalo” das últimas vitórias para ir melhorando aquilo que tem de ser melhorado. É muito agradável ver a equipa a trocar a boal de um flanco para o outro, cruzar boals para a área adversária e a criar oportunidades de golo, mas os Dragões que experimentem jogar mesmo tipo de futebol que vimos hoje em Braga (outra das equipas que se “esfarrapa toda” sempre que defronta o FC Porto) e vai ser o bom e o bonito.

E ainda estou para perceber qual foi a ideia do Sérgio Conceição ao ter feito entrar o André André quando o CD Tondela dominava o meio campo… Quer dizer, no plantel existem por lá dois tipos (Sérgio Oliveira e João Carlos Teixeira) que “seguram o jogo e a bola” como ninguém mas o Sérgio Conceição opta antes por um moço cuja posição ainda não se sabe muito bem qual é. Brilhante.

E não, não é nenhuma cisma para com o Sérgio. É antes – mais - uma clara demonstração de que o Sérgio Conceição tem ainda muito trabalho pela frente numa época onde, mais uma vez, o Futebol Clube do Porto terá de lutar contra tudo e contra todos.

MVP (Most Valuable Player): Iker Casillas. Casillas foi o “Santo” que garantiu os três pontos da vitória ao Futebol Clube do Porto numa partida muito complicada. E isto graças a um par de “defesas do outro mundo” que por duas ou três vezes impediram que a equipa do Tondela empatasse a partida. Seja bem-vindo de volta San Iker!

Chave do Jogo: Inexistente. Tanto o FC Porto como o CD Tondela foram incapazes de criar um lance que colocasse um ponto final na partida a seu favor. A emoção esteve sempre presente até aos descontos.

Arbitragem: Hugo Veríssimo é outro dos “artistas” com instruções para prejudicar os interesses do FC Porto sempre que possível. Não marcou uma falta evidente de Ricardo Costa sobre Marega próxima da grande área da equipa da casa. Na segunda parte consentiu todo e qualquer tipo de jogo violento da parte dos tondelenses enquanto sancionava todo o tipo de falta e faltinha que os atletas do FC Porto cometessem.

Positivo: Os laterais do FC Porto. Excelente o trabalho ofensivo e defensivo de Ricardo Pereira e Alex Telles. Só foi pena que os seus colegas de ataque não tivessem aproveitado este excelente trabalho.

Negativo: Miguel Layún. Layún entrou neste jogo para fazer a posição de extremo, mas mais uma vez este voltou a desiludir. Por pouco não cedeu o empate ao Tondela num estapafúrdio atraso de bola para Casillas. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (13/08/2017)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

As incógnitas do Dragão

As chegadas de Osvaldo e Cissokho fazem com que surjam duas grandes incógnitas no horizonte do Futebol Clube do Porto. Ou melhor, são antes três grandes incógnitas porque o Italo-argentino Osvaldo, só por si, dá origem a duas delas. Vamos por partes.
Muito se tem falado e escrito sobre Osvaldo. Mas a nível desportivo zero! As poucas coisas que se sabem sobre este Atleta dizem respeito à sua via pessoal sendo que o que mais tem sido comentado, debatido e dissecado é o seu mau feitio e episódios de mau relacionamento com antigos colegas de equipa. O que vale Osvaldo como Jogador pouco ou quase nada se sabe, sendo que a única cosia á qual tem sido dado algum destaq1ue no que a este aspecto diz respeito é que o moço não para no mesmo Clube por muito tempo.
 
Fica aqui então a pergunta: o que vale realmente Osvaldo em termos desportivos? E já agora; será que o Jogador será um verdadeiro reforço no verdadeiro sentido do termo do actual Plantel Portista sendo a “sombra” que irá “assustar” o Camaronês Aboubakar? Ninguém sabe nem parece querer saber.
Já o “regresso” de Cissokho levanta outro tipo de dúvida. Não quanto à sua qualidade até porque esta já é conhecida de todos. A questão aqui coloca-se noutro ponto. Olhando para o Plantel que Julen Lopetegui tem à sua disposição rapidamente reparamos que neste coabitam Alex Sandro e José Ángel que disputam o lugar de defesa esquerdo. O Brasileiro já está há uns bons anos na Invicta mas o seu futuro parece algo incerto não obstante estar a ser noticiada a renovação do seu contrato. Já o Espanhol teve mais do que uma oportunidade para mostrar que tem categoria para estar no Dragão, mas Ángel tem falhado jogo sim, jogo sim. Daí que se levante a questão: quem irá ceder o seu lugar ao Francês Cissokho?
 
Estes são dois aspectos que deveriam marcar a actualidade Azul e Branca, e não só, em vez de se perder t6empo com a vida pessoal e amorosa de Osvaldo… Mas ser sincero, verdadeiro e racional não vende jornais nem coloca likes no facebook.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pensamento da Semana: Aboubakar

O futebol está cheio de coisas engraçadas. Uma delas são as piruetas e manobras de contorcionismo que vemos da parte de comentadores anónimos e públicos. E vêm isto a respeito do Camaronês Aboubakar.
 
Antes do FC Porto iniciar os seus estágios de preparação da nova temporada, onde surgem os inevitáveis jogos de preparação, era o ai jesus, nossa senhora porque os Dragões não tinham ninguém que faça esquecer o goleador Jackson Martinez. Era urgente a contratação de um ponta de lança pois Aboubakar não dá conta do recado… Diziam os arautos da desgraça Azul e Branca por tudo quanto era sítio.
 
Alguns jogos de preparação volvidos onde o Camaronês voltou a mostrar aquilo que já tinha demonstrado na época anterior e que, pelos vistos, ninguém viu eis que Aboubakar é agora o Homem certo no lugar certo. Entretanto as críticas anteriores ficaram pelo caminho devido à perigosa “síndrome do queijo”.
 
Sinceramente haja paciência para aturar tanto “iluminado do futebol”…
 
Não digo que os Portistas não necessitem de contratar um ponta de lança não obstante Bueno e Ádrian poderem fazer também esta posição, mas com Gonçalo Paciência fora do “baralho” (mal a meu ver) será importante arranjar alguém que “faça sombra” a Aboubakar. Até porque é certo e sabido que o internacional Camaronês necessita de alguma motivação em certos momentos da época.

sábado, 6 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (III)

Voltando ao capítulo “Plantel de Luxo” para finalizar a minha análise aos reforços do Futebol Clube do Porto 2014/15 dado que me falta aqui falar do ataque. Nem este sector escapou às entradas dado que Hernâni, Cristian Tello, Adrián López e Aboubakar passaram a equipar de Azul e Branco. 
 
Ora, tendo em consideração o que estes fizeram ao longo da época sou da opinião de que Hernâni é uma boa aposta de futuro que tem vindo a crescer e mostrado que sabe aproveitar as oportunidades que lhe são dadas dado que o “miúdo” esforça-se e muito, 
Aboubakar é um ponta de lança “à moda antiga” que parece ter cedido um pouco à pressão quando as suas exibições chamaram a atenção pela positiva. O Camaronês está ainda longe de ser uma clara alternativa a Jackson Martinez, mas é um “diamante em bruto” que bem lapidado poderá dar muitas alegrias aos Portistas. 
Relativamente ao extremo Catalão Cristian Tello tenho de dizer que ainda tenho algumas dúvidas sobre o Atleta. Não que este não tenha sido útil em certos momentos cruciais da época anterior, contudo o Jogador passou mais tempo lesionado do que a jogar e nos primeiros tempos de Dragão ao peito o Atleta mostrou ter muita velocidade mas muitas dificuldades em retirar algum sentido prático da dita. Felizmente acabou por melhorar e muito este aspecto, fruto do trabalho específico de Julen Lopetegui, mas infelizmente as lesões graves voltaram e o Catalão acabou por ficar parado precisamente numa altura em que estava a melhorar (a falta que este fez em Munique) até ao final da época, o que não invalida que nãos e possa classificar Tello como um bom reforço.
Por último temos Ádrian López. Deixei o Espanhol propositadamente para último lugar da minha análise por uma razão muito simples: conhecimento do Jogador. Pouca gente sabe, mas sou um espectador atento do Campeonato Espanhol e acompanhei, mais ou menos de perto, o trabalho de Ádrian no Atlético Madrid e como tal estou perfeitamente à vontade para aqui dizer que não estamos, de forma alguma, perante um mau Jogador. 
 
O grande problema de Ádrian é a sua fraca capacidade em se adaptar a uma posição que não a sua. 
 
Muita gente opta por o criticar tendo em consideração o elevado preço do seu passe, contudo não creio que este seja o melhor caminho quando analisamos um Atleta. Isto porque existem Jogadores cujos passes tem um valor inflacionado que acabam por mostrar uma qualidade tal que justifica o preço absurdo do dito passe (veja-se o exemplo de Brahimi).
 
Quando Ádrian jogava em Madrid ocupava uma posição atrás do ponta de lança. Era uma espécie de segundo avançado que aproveitava os “rasgos” que o ponta de lança ia fazendo nas defesas adversárias marcando muitos e bons golos. Ádrian chegou a fazer uma “dupla mortal” com Falcao tendo inclusivamente marcado golos espectaculares na Liga Europa.
 
No Futebol Clube do Porto Ádrian não jogou atrás do ponta de lança. Nem o podia fazer dado que o 4x3x3 que Lopetegui tinha acabado de recuperar não o permitia. Restou ao Jogador encostar-se a uma das faixas e jogar como Extremo. E aí aconteceu aquilo que designamos na gíria popular como “a morte do artista” porque Ádrian López não se adaptou à sua nova posição (não fez muito por isto) e acusou a pressão do preço “inflacionado do seu passe” (entenda-se assobios dos adeptos e critica feroz). Depois surgiram as lesões graves que o afastaram por muito tempo dos relvados e acabou por se perder um investimento que, segundo o nosso amigo Jorge Vassalo, não se perdeu minimamente não obstante este não ter dado o devido e desejado retorno financeiro.
Ora tudo isto para concluir algo que eu já aqui tinha dito: o Plantel do Futebol Clube do Porto 2014/15 de luxo tinha pouco ou quase nada. Para mais Julen Lopetegui teve de melhorar muita coisa num Plantel que teve 17 entradas, sendo que a maioria delas sai do Dragão muito melhor do que quando entraram!

sábado, 23 de maio de 2015

Um fraco final

Fechou-se o pano sobre a Temporada do FC Porto. Uma época que foi uma desilusão para os adeptos Azuis e Brancos no plano nacional – 2.º lugar no Campeonato, eliminação da Taça de Portugal ao primeiro jogo contra o Sporting e saída da Taça da Liga nas meias-finais após uma derrota diante do Marítimo – e (pouco) atenuada pela boa campanha internacional – quartos de final da Liga dos Campeões – que terminou com uma goleada sofrida aos pés do Bayern Munchen.
Alguns adeptos do FC Porto fizeram questão de mostrar o desagrado no último Domingo, quando a equipa chegou ao Estádio do Dragão após ter empatado com o Belenenses e com esse resultado permitido ao Benfica garantir a conquista do Bicampeonato. Dois dias depois, no regresso aos treinos, também se manifestaram no Olival, onde a equipa habitualmente trabalha, e por isso foi sem surpresa que o Estádio do Dragão esteve despido no último jogo da época.
Pouco mais de 16 mil pessoas marcaram presença no reduto Azul e Branco para o jogo frente ao Penafiel, disputado num silêncio de que não há memória. E quem esteve presente esteve longe de assistir a um bom espectáculo de futebol. Num duelo entre equipas cujo futuro estava definido, a primeira parte teve zero de interesse. Os primeiros 45 minutos, jogados a um ritmo (demasiado) baixo, estiveram longe de deixar saudades e o maior destaque foi o «falhanço» de Brahimi, que com a baliza completamente escancarada conseguiu fazer o mais difícil...rematar por cima.
À excepção desse lance, e apesar do FC Porto ter tido quase sempre a posse de bola, não há memória de outra oportunidade junto da baliza de Coelho. E na baliza contrária, defendida por Helton, a pasmaceira ainda era maior, pois o Penafiel não tinha capacidade para ter a bola, nem para criar perigo através do contra-ataque. Valia ao conjunto de Carlos Brito a organização defensiva e a forma como, devido ao ritmo baixo dos Dragões, os jogadores Durienses souberam encaixar o seu jogo no dos da casa.
As perspectivas para a segunda parte não eram nada animadoras e com o desenrolar do encontro foi-se percebendo que a etapa complementar ia ser uma espécie de fotocópia da primeira parte. Jogo disputado a ritmo baixo, o FC Porto com mais bola mas com escassas situações para o golo aparecer. Nem as substituições operadas por Julen Lopetegui foram capazes de mudar o rumo de uma partida em que Jackson Martínez, com um pontapé de bicicleta, foi o único que esteve verdadeiramente perto de colorir uma noite cinzenta.
Sinal disso foram as maiores salvas de palmas que se registaram no Estádio do Dragão, que aconteceram, não por algum momento mais inspirado dos jogadores, mas sim sempre que as claques afectas ao FC Porto exibiam uma tarja direcionada à equipa e que tinham como intuito criticar a postura dos Dragões na etapa final da Temporada. Ainda assim, dentro de campo, quem acabou por fazer a diferença foi Aboubakar, avançado Camaronês que nos últimos jogos não tinha saído do banco de suplentes e que contra o Penafiel entrou para o lugar de Brahimi e fez a diferença a oito minutos dos 90.
Um tento festejado pelos Portistas no Estádio, mas que não impediu um último protesto das Claques: cantaram o Hino do Clube, gritaram «o Porto é nosso» e abandonaram os seus lugares antes do apito final, não vendo, por isso, o golo de Danilo, que assinou o 2 x 0 no tempo de compensação e recebeu a última salva de palmas antes de se mudar para o Real Madrid CF. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vitória da Raça e do Querer

Não há lesão ou castigo que trave o Dragão. Perante as dificuldades que têm aparecido no caminho, o FC Porto tem feito das fraquezas forças e segue na sua missão do "resgate". Fabiano foi expulso e cedo deixou os seus companheiros - que tiveram um duelo a meio da semana para a Champions - reduzidos a 10 unidades. Mas usando de uma máxima tão familiar à Nação Portista ("Somos Porto"), bem se pode dizer que diante do Arouca os pupilos de Lopetegui mostraram o que é ser Porto e venceram por uma bola a zero.
 
Pressionado pela vitória do Benfica, os Azuis e Brancos subiram ao relvado do Estádio do Dragão com a necessidade de somar os três pontos. Cedo os Portistas instalaram-se no meio-campo do Arouca, equipa que se apresentou com o bloco coeso mas atrevido e a tentar criar dificuldades aos Azuis e Brancos, que iam controlando e fazendo uma ligeira pressão.
 
Foi numa dessas iniciativas dos Arouquenses que Fabiano Freitas foi expulso. Aos 11 minutos, o guardião do FC Porto fez uma falta sobre Rui Sampaio, do Arouca, à entrada da área e deixou os Portistas a jogar com 10. Lopetegui tirou Ricardo Pereira (que estava no lado direito da defesa a render o lesionado Danilo) e lançou em campo Helton, guardião que se lesionou faz hoje um ano, em Alvalade.
 
Mesmo com 10 a equipa Azul e Branca não entrou em pânico. Mostrando toda a sua qualidade, maturidade e inteligência táctica, a formação Portista manteve a iniciativa de jogo e foi aplicando no relvado os processos de jogo assimilados.
 
A partida decorria "quente" e a plateia Azul e Branca por duas ocasiões pediu grande penalidade. Aos 23 minutos, Aboubakar caiu na área na sequência de um cruzamento de Quaresma; estava Miguel Oliveira a cobrir o Camaronês. O árbitro entendeu que não houve nada. Aos 26', Diego Galo tocou no Mustang na face quando tentava afastar uma bola. Ficou uma grande penalidade por assinalar.
 
Perante tanta pressão da equipa Portista ao Arouca, nesta fase, não admira que o marcador acabasse por funcionar. Aos 32 minutos, cruzamento de Ricardo Quaresma ao segundo poste, onde Aboubakar teve todo o à-vontade para desviar de cabeça. Festa no Estádio do Dragão, Lopetegui, no banco, respirava de alívio. Ao intervalo, o FC Porto vencia pela margem mínima mas merecia um resultado mais dilatado.
 
O segundo tempo foi mais aborrecido. O FC Porto foi controlando a bola no meio-campo e o Arouca teve muitas dificuldades em chegar com perigo à área Portista. Quando lá chegava, Helton mostrava serviço.
 
Apesar das dificuldades, o FC Porto conseguiu o que mais queria e somou os três pontos, mantendo a pressão ao líder Benfica. O Campeonato segue animado e entra agora na recta final.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ricardo Quaresma

quarta-feira, 11 de março de 2015

Um Bombardeiro chamado FC Porto

Se em Basileia já tinha ficado a ideia de que o FC Porto era superior aos Helvéticos, qualquer teima que ainda pudesse existir foi tirada no Estádio do Dragão. O resultado fala por si, mas além da goleada de 4 x 0, os Azuis e Brancos voltaram a provar dentro das quatro linhas a sua superioridade, pelo que se pode dizer de forma clara que apurou-se a melhor equipa para os quartos de final da Liga dos Campeões.
O 1 x 1 que os comandados de Julen Lopetegui conseguiram na Suíça dava-lhes vantagem na eliminatória por causa do golo obtido fora, mas desde cedo se percebeu que o FC Porto não teria, nem queria recorrer a esse tento para fazer contas na eliminatória. O resultado foi acompanhando a superioridade dos Dragões ao longo dos 90 minutos e por isso a noite foi de uma festa tremenda no Dragão, apenas esfriada pela lesão de Danilo, que aos 22 minutos teve que sair do relvado de ambulância directamente para o Hospital São João, após um choque com Fabiano.
Nessa altura já o FC Porto vencia por 1 x 0, graças a um belo livre cobrado por Brahimi, e dominava todas as operações, tendo ainda estado perto de ampliar a vantagem por intermédio de Casemiro e mais tarde por Aboubakar. Os Dragões mandavam no encontro, criavam oportunidades e pautavam o ritmo do jogo, circulando a bola a seu bel-prazer. E quando não a tinham na sua posse, recuperavam-na rapidamente através de uma pressão que não deixava o adversário respirar. Essa foi uma das razões para que o Basel nunca tenha colocado verdadeiramente em sentido a zona mais recuada dos Portugueses.
O Basel praticamente só via o FC Porto jogar e a primeira vez que conseguiu rematar à baliza foi aos 30 minutos, tendo o primeiro remate enquadrado com a baliza acontecido apenas ao minuto 42. Prova mais do que evidente da superioridade dos jogadores Azuis e Brancos, que tiveram que sofrer na pele a agressividade colocada em campo pelos jogadores Helvéticos. Nesse aspecto, Jonas Ericksson foi «amigo» dos atletas da equipa orientada por Paulo Sousa. Um árbitro mais rígido podia mesmo ter exibido mais cedo o cartão amarelo a Walter Samuel (apenas aos 49 minutos e depois de muitas faltas duras cometidas é que foi admoestado mas ainda foi a tempo de ser expulso já no período de compensação do segundo tempo) ou o vermelho a Gashi, por ter tocado propositadamente com o cotovelo na cara de Indi, jogador que entrou para o lugar de Danilo, passando Alex Sandro a actuar como lateral-direito e o Holandês na esquerda.
Portanto, ao intervalo, o resultado de 1 x 0 era escasso para aquilo que as duas equipas jogaram nos primeiros 45 minutos. Todavia, o FC Porto tratou de resolver e fechar a eliminatória no começo da etapa complementar, com dois belos golos, mais dois apontados de fora da área. Primeiro foi Herrera quem assinou o 2 x 0 e o 3 x 0 foi da responsabilidade de Casemiro, num livre que merece ser visto e revisto.
Aos 56 minutos não restavam dúvidas de que equipa ia seguir em frente e desde então o ritmo de jogo baixou um pouco, apesar dos Azuis e Brancos manterem o controlo do mesmo. O Basel aproveitou para tentar subir mais no terreno, mas apenas por uma vez esteve perto de marcar, tendo ainda visto a equipa de arbitragem errar ao não marcar uma grande penalidade por falta de Martins Indi sobre Embolo.
Porém, ainda faltava mais uma obra de arte numa noite para mais tarde recordar para os Portistas. Aboubakar, titular pela primeira vez desde a lesão de Jackson Martínez, assinou um grande golo com um remate de fora da área e ditou o resultado final a 14 minutos do final, minutos esses que serviram para os adeptos do FC Porto desfrutarem com mais tranquilidade uma grande noite europeia que os jogadores que apoiam proporcionaram. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Casemiro

sábado, 7 de março de 2015

Tello mete a 6.ª

O FC Porto fez o que lhe competia e venceu o SC Braga (0 x 1). Mesmo não deslumbrando, os Dragões cimentaram o segundo lugar e pressionam o Benfica. Jackson saiu lesionado no decorrer da segunda parte, Tello voltou a ser decisivo na sexta vitória consecutiva dos Portistas no Campeonato.
 
Nos primeiros minutos as equipas equivalerem-se em termos de domínio e controlo de jogo. Se o SC Braga tentava explorar o espaço nas costas dos defesas Portistas e o jogo exterior, a formação Azul e Branca procurava ter critério e muita circulação a toda a largura do campo. Mas não haviam muitos desequilíbrios. Ambas as equipas não assumiam o risco do jogo, procurando não perder organização.
 
A virtude Bracarense a travar o FC Porto estava no miolo, onde os três médios (Pedro Tiba, Rúben Micael e Danilo Silva) controlavam bem Casemiro, Herrera e Evandro, razão pela qual Lopetegui pedia ao ex-Estoril para fazer movimentos de ligação entre sectores. Com o avançar dos minutos, o FC Porto instalou-se no meio-campo contrário e raramente permitiu as saídas rápidas dos Bracarenses, sobretudo com Pedro Santos e Rafa Silva que estavam bem vigiados.
 
Lopetegui apostava na solidez e segurança, esperando que a magia de Brahimi e/ou Tello pudesse resolver a qualquer momento a questão. Mas a uma maior iniciativa dos Azuis e Brancos, a defesa Arsenalista respondia sempre com muita concentração e rigor. Não admirava, por isso, que ao intervalo se verificasse um nulo que, de certo modo, se justificava face ao comportamento táctico de ambas as equipas no terreno de jogo do Municipal Bracarense.
 
A toada manteve-se no segundo tempo. As movimentações ofensivas eram tímidas, de parte a parte, embora o FC Porto se esgueirasse com mais assiduidade até à baliza do adversário. Os Dragões assumiram o jogo, foram para cima e o SC Braga aproveitava para sair no contra-ataque quando podia.
 
Em busca do golo, o FC Porto perdeu a sua referência maior dos últimos anos neste capítulo. Jackson Martínez saiu lesionado (com queixas na zona da virilha) e entrou Aboubakar para um terreno que já ia tendo Ricardo Quaresma (entrou por troca com Evandro, Brahimi foi para o miolo). Com a saída do Cha Cha Cha, a equipa do FC Porto parecia ter perdido ímpeto e discernimento. Mas Aboubakar mostrou a Lopetegui que pode contar com ele. Aos 73 minutos, o avançado Africano serviu Tello que, na cara de Matheus Magalhães, abriu o marcador com muita calma.
 
A perder, o SC Braga cresceu em busca do empate e o FC Porto tentou segurar as investidas Arsenalistas, já com Rúben Neves em campo, ele que rendeu Brahimi. Mas até final, os Portistas aguentaram as investidas dos Minhotos e somaram mais três pontos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Casemiro

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Serviços mínimos em jogo treino

O FC Porto entrou a vencer nesta edição da Taça da Liga. Os Dragões foram a Vila do Conde bater o Rio Ave por uma bola a zero. Aboubakar, aos 61 minutos, marcou o golo da vitória Azul e Branca. Resultado justo para a formação de Lopetegui que fez por merecer o triunfo numa partida em que Adrián López tentou mostrar serviço.
Numa noite fria em Vila do Conde, Rio Ave e FC Porto apresentaram-se em campo com o objectivo de encaminhar a sua passagem para a próxima fase da Taça da Liga. Adrián López, uma das muitas novidades no onze dos Dragões, cedo tentou aparecer e mostrar serviço. No entanto, foi-se notando que ainda falta confiança ao ex-Atlético de Madrid, que procurou sempre fugir dos corredores para a zona interior mas não deixou, porém, de tentar a sua sorte quando podia.
Num jogo aberto e entretido, o FC Porto criava sempre perigo quando aumentava o ritmo. A equipa de Lopetegui dominava mas ia falhando no último terço do terreno, onde Vincent Aboubakar ia dando muito trabalho a Roderick Miranda, o patrão da defesa do Rio Ave nesta partida.
Com uma circulação em posse a toda a largura do campo, o FC Porto começava quase sempre a construir através de Juan Quintero (ia buscando jogo atrás e tentava transportar a bola para os dianteiros). Mas foi numa situação de bola parada que os Portistas criaram a situação de maior perigo em todo o primeiro tempo. Na sequência de um livre, Casemiro rematou directo, Ederson Moraes defendeu para a frente e, na recarga, Aboubakar atirou contra o corpo do guarda-redes Brasileiro, que defendeu ainda uma segunda recarga de cabeça por parte de Diego Reyes.
De forma mais apoiada, os Portistas ganhavam os flancos perante um Rio Ave que apenas procurava colocar em sentido a defesa Azul e Branca em situações de contra-ataque. Com muitas preocupações em manter o sector defensivo coeso, a verdade é que a formação de Pedro Martins andou muito distante das redes Portistas. Daí que, no final dos primeiros 45 minutos, fosse imperando um empate sem golos. Esteve melhor o FC Porto, com mais oportunidades, mais remates, mais cantos e com maior volume ofensivo. Faltavam os golos para aquecer a noite no Estádio dos Arcos.
Sem alterações para o segundo tempo, a partida voltou a ter a mesma toada da primeira parte. O FC Porto sempre a criar mais perigo e o Rio Ave mais na expectativa e com muitas preocupações em não facilitar no sector defensivo. Mas a equipa de Lopetegui carregava; pela esquerda, pela direita e pelo meio. Tudo servia para tentar chegar ao golo que acabou por aparecer, aos 61 minutos, por Aboubakar. Na sequência de um canto, o Camaronês - bem colocado, atento e com simplicidade - aproveitou a confusão instalada na área Vilacondense e abriu o activo.
 
E o segundo golo Portista podia ter chegado logo depois mas o guarda-redes do Rio Ave negou o tento a Ricardo Pereira. Preocupado com o que ia vendo, Pedro Martins colocou em campo Ukra e Diego Lopes e estes não demoraram muito para criar perigo. O ex-Portista cruzou para Lopes cabecear aos ferros da baliza Azul e Branca.
Com a saída de Ricardo Quaresma para a entrada de Campaña, aos 65 minutos, o Espanhol passou a jogar próximo de Casemiro e Quintero caiu para a linha. O FC Porto pausou o ritmo e nem a entrada de Brahimi o aumentou. Com o avançar dos minutos o jogo caiu de interesse e os Dragões foram gerindo a curta mas importante vantagem perante um Rio Ave que já foi apresentando algum desgaste nas pernas. 0 x 1 para os Dragões que apanham o União da Madeira no topo deste grupo no final da primeira jornada. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Aboubakar