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segunda-feira, 24 de julho de 2017

O cerne da questão


in Baluarte Dragão
E já agora, alguém que recorde o André André de que em Portugal este tipo de lances é punido com cartão vermelho directo se o fizeres enquanto jogador do Futebol Clube do Porto. 

Que o mesmo tipo de disparate não se repita no futuro senão de outra forma não vale a pena andar a expor o esquema dos corruptos da Luz em tudo quanto é Televisão e Rede Social!

domingo, 30 de abril de 2017

Quando a bola entra

imagem de zerozero
Qual foi a grande diferença desta partida de Chaves para a anterior diante do Feirense? O Futebol Clube do Porto não jogou nada mal (tal como da outra vez) só que desta vez a bola entrou na baliza adversária. Esta é, sem sombra de qualquer dúvida, a principal diferença entre os aqui referidos jogos.

Tanto Feirense como Chaves apostaram na mesma “estratégia do autocarro” – um triste hábito - mas desta vez os portistas marcaram. Ou seja; desta vez a equipa de Nuno Espírito Santo (NES) conseguiu conciliar uma exibição bastante razoável com uma vitória diante de uma equipa que não esteve nunca interessada noutra coisa senão no empate (vá-se lá saber porquê…). E já que falo aqui nisto; as equipas que defrontam o SL Benfica têm tido o mesmo tipo de comportamento. A diferença está no simples facto de que quando é preciso surge o penalti da praxis a favor do “glorioso” ou então um qualquer atleta formado na Luz resolve “desimpedir” o jogo. Coisas que nunca acontecem ao FC Porto talvez porque os regulamentos competitivos do futebol português assim o determinem. Adiante.

Voltando ao jogo de Chaves, achei interessante o facto de NES ter deixado Oliver no banco de suplentes. O espanhol tem estado um tudo ou nada em baixo de forma nas últimas partidas e tal tem sido aqui falado. Acredito que a vitória azul e branca de hoje tenha passado muito por aí. Claro que ter Rúben Neves em campo a desempenhar as funções de Oliver ajudou bastante. Assim como também terá ajudado o facto de NES ter apostado em Diogo Jota e Jesús Corona nas faixas do ataque portista. Só é pena que Tiquinho Soares não esteja – ainda – habituado a jogar “sozinho” na área adversária.

Após esta complicada deslocação a Trás-os-Montes segue-se agora uma viagem à Madeira para defrontar o CS Marítimo. Acredito que este vá ser um jogo completamente diferente deste de Chaves. Isto porque a equipa madeirense precisa de vencer para poder ainda aspirar a um lugar europeu e como tal estou em crer que o jogo não venha a mesma tristeza que tem marcado presença nos jogos do FC Porto nos últimos tempos.

E já agora uma pequena nota final. É deveras complicado uma equipa criar espaço e trocar a bola quando o adversário só tem como única e exclusiva preocupação fazer anti jogo. Em vez de se criticar este Porto de NES por “demorar a entrar no jogo”, deveriam antes criticar a postura ridícula destas equipas e as “coisas estranhas” que acontecem nos jogos do SL Benfica. Mas não vou por este caminho porque sei que isto de “puxar pela cabeça” é complicado para muito boa gente pois “uma cisma é pior do que uma doença”.

MVP (Most Valuable Player): André André. André André foi a melhor “muleta” que Rúben poderia ter tido num jogo onde a “batalha” do meio campo acabou por ser decisiva. Sempre muito activo e disponível, o médio box to box André André foi o principal responsável pela vitória azul e branca em terras flavienses. Mereceu, e muito, o golo que acabou por marcar após um excelente trabalho colectivo do meio campo dos dragões.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 52 para resolver a contenda a favor do FC Porto. Foi nesta altura que Tiquinho Soares marcou o golo inaugural da partida. Tal obrigou a que o GD Chaves tivesse de abandonar a confortável postura defensiva e tal acabou por abrir espaços que a equipa portista aproveitou.

Arbitragem: Já é um hábito. Todo e qualquer árbitro que apite os jogos do Futebol Clube do Porto pactua - de uma forma directa ou indirecta – com o antijogo adversário. Carlos Xistra foi demasiado brando com as faltas duras cometidas pelos jogadores da equipa flaviense, mas já soube aplicar o regulamento na disparatada falta de Maxi Pereira… A - já – habitual dualidade de critérios. Na 1.ª parte ficou por assinalar uma grande penalidade a favor do FC Porto por mão na bola de um defesa do GD Chaves.

Positivo: Nuno Espirito Santo (NES). O técnico dos portistas “montou” bem a sua equipa e mexeu muito bem quando esta necessitou. Uma prestação a manter nas próximas e decisivas jornadas.

Negativo: Comunicação Social. Tivesse sido o “fabulástico” SLB a vencer em Chaves e não se lia e ouvia tanta crítica. Mais profissionalismo e menis “clubite” da parte de que informa exige-se.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (29/04/2017)

domingo, 5 de março de 2017

Goleada!

imagem retirada de zerozero
Não há muito para dizer sobre a impiedosa goleada que os azuis e brancos impuseram aos alvi negros da Madeira. Isto porque o Futebol Clube do Porto não fez um jogo impressionante. Os dragões jogaram q.b. No início da partida até que até que foram notórias algumas das dificuldades que os comandados de Nuno Espirito Santo (NES) sentiram para superar a dupla linha defensiva do CD Nacional

O Nacional meteu o “autocarro” diante da sua baliza e estivéssemos nós nos tempos de Lopetegui e de certeza que a estratégia do “duplo autocarro” de Jokanović teria resultado na perfeição e o CD Nacional teria conseguido o sue “pontinho”. Contudo este não é o FC Porto pachorrento e previsível de Lopetegui. O FC Porto de NES pode ter muitos defeitos, mas está longe de ser lento e previsível. O FC Porto de NES é pressionante, luta pela vitória até ao fim dos 90 e poucos minutos e procura variar as jogadas sempre que tem pela frente um adversário do estilo deste CD Nacional. Foi basicamente isto que se viu hoje no Estádio do Dragão.

Os dragões não foram – repito – brilhantes, mas mostraram uma enorme capacidade de luta e vontade de “esmagar” o adversário mesmo quando o resultado era favorável. E isto é extremamente importante por causa disto: 

Os sete golos dão confiança
Confiança. Muito mais importante do que ter marcado sete golos a um adversário muito frágil, é o facto Futebol Clube do Porto ter demonstrado que vai dar luta até ao fim pelo título de campeão. E isto numa altura em que o SL Benfica começa a dar sinais claros de que está num mau momento é fundamental. Especialmente se tivermos em linha de conta que o jogo da Luz está cada vez mais próximo.

MVP (Most Valuable Player):André André. O meio campo dos portistas esteve impecável dado que todos os seus elementos sabiam exactamente o que fazer, quando e como fazer, mas de todos eles destaco o “trabalho silencioso” de André André que esteve sublime na ligação entre o fantástico recuperador de bolas Danilo Pereira e o grande maestro Óilver Torres.

Chave do Jogo: apareceu no minuto 31´ da partida para resolver a contenda a favor do FC Porto. Isto porque foi neste momento que os azuis e brancos se adiantaram no marcador, deitando por terra a estratégia ultra defensiva dos alvi negros que depois deste golo perderam, por completo, o seu rumo estratégico.

Arbitragem: Confesso que não estava à espera desta prestação de Bruno Paixão e restante equipa de arbitragem. Bruno Paixão é conhecido pelo seu “anti portismo” e sede de protagonismo, mas hoje no Dragão este não foi nem uma coisa nem outra. Muito bem na análise dos lances e excelente na expulsão de Tobias Figueiredo. Uma excelente arbitragem, coisa rara no que a este árbitro diz respeito.

Positivo: O grupo de NES. Há quem diga que NES só faz asneiras. Hoje vimos o culminar das asneiras de NES: um grupo unido a defender e a ataca. Uma equipa no verdadeiro sentido do termo.

Negativo: Adriano Facchini. Péssimo (para não dizer terrível). Adriano Facchini foi hoje a encarnação de tudo aquilo que um Guarda-redes de uma equipa profissional não pode ser.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (04/03/2017)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A tranquilidade do Dragão e a azia do Beirão (aka benfiquista)

imagem retirada de zerozero
Começo pelo que já muita gente (benfiquista entenda-se) tem apelidado de “polémica”. Primeiro, a grande penalidade a favor do Futebol Clube do Porto é clara. Só não aceita tal quem acha que o Jonas a fazer fitas na grande área é grande penalidade clara. Segundo, Yordan Osorio é bem expulso dado que foram três (3) as vezes em que Osorio carregou os jogadores do FC Porto. Por isto ponto final e - citando a malta da Luz - “joguem á bola!”

Quanto ao jogo jogado, Nuno Espirito Santo (NES) apostou na rotação da sua equipa. Um risco é um facto, mas há que ter em atenção que na próxima semana há que medir forças com uma arrogante Juventus e que muitos dos habituais titulares dos azuis e brancos terão de estar na máxima força nesta partida. Até aqui tudo bem. O que não me agradou de todo foi o facto de NES ter cedido à vontade do “Povão” dado que durante a 1.ª parte este colocou a sua equipa a jogar um futebol pausado (parado em muitos momentos) e de passe curto. Resultado? Futebol lateralizado, lento e previsível que “batia” num enorme “muro” Beirão. Para mais a defesa portista teve sempre alguma dificuldade em lidar com a velocidade do único avançado do CD Tondela. Não tivesse o central Osorio cometido falta para grande penalidade e mais tarde sido expulso e não me admirava nada que o empate a zero fosse uma realidade ao intervalo.

Na segunda parte o Tondela do "benfiquista aziado" Pepa foi corajoso e procurou responder à desvantagem. Já NES percebeu que não ia muito longe com a sua táctica do passe curto e apostou naquilo que o “povão” não gosta. E a verdade seja dita que o dito “chutão para a frente” resultou na perfeição. Tiquinho Soares que o diga. Após o grande golo de Rúben Neves veio tranquilidade que permitiu a desejada rotação de alguns dos jogadores azuis e brancos. Isto acompanhado, pois claro, de um natural recuo de toda a equipa do Tondela dado que as boas defesas de Cláudio Ramos começavam a ser manifestamente insuficientes para fazer face ao FC Porto da 2.ª parte.

Daí até ao final da partida foi um avolumar de oportunidades falhadas e de jogadas pouco conseguidas por parte do Futebol Clube do Porto até ter surgido a excelente jogada colectiva que resultou no golo de Diogo Jota.

Portanto, num jogo que o Futebol Clube do Porto acabou por tornar tranquilo há que retirar duas importantes conclusões:

- NES sabe o que faz. Erra como qualquer outro, mas pode-se dizer que o FC Porto tem (finalmente) um Treinador.

- E Rúben Neves não é - nem nunca será - um médio da posição 6. Rúben está mais formatado para jogar na posição 8 dado que tem uma capacidade fantástica de passe e um remate muito bom. Tal ficou (mais uma vez) demonstrado na partida de hoje.

MVP (Most Valuable Player): André André. Num jogo onde o colectivo acabou por ter mais destaque do que o individual, André André deu tudo o que tinha em prol do colectivo. Ao médio portista coube a árdua tarefa de recuperação de bolas e construção de jogo e André André procurou responder ao que lhe foi exigido com muito esforço e espirito de sacrifício.

Chave do Jogo: Apareceu mesmo no arranque da segunda parte do jogo para resolver a contenda a favor dos dragões. O CD Tondela procurou subir no terreno e tal revelou-se fatal dado que Rúben Neves aproveitou para marcar o segundo golo (e que golo) da noite. A partir deste momento o Tondela nunca mais se encontrou e o FC Porto passou a controlar os acontecimentos da partida.

Arbitragem: A forma como tudo começou deu a entender que Luís Ferreira ia seguir o “guião” habitual, mas felizmente o tempo demonstrou que esta leitura estava errada. Bem na marcação da grande penalidade a favor dos azuis e brancos e bem na expulsão do jogador dos beirões. No global Luís Ferreira e a sua equipa realizaram uma arbitragem que pecou por alguma falta de autoridade dado que muitas foram as ocasiões em que os atletas do Tondela usaram e abusaram das faltas grosseiras. Arbitragem positiva sem no entanto ter sido brilhante.

Positivo: Nuno Espírito Santo (NES). Apostou num onze que privilegiou a poupança de alguns dos seus melhores atletas e soube emendar o erro a tempo de vencer por goleada. Venceu o jogo, lidera a Liga NOS e reforçou a confiança do seu plantel.

Negativo: Miguel Layún. Mais uma vez o mexicano não soube aproveitar a oportunidade que lhe foi dada. Mal a atacar e péssimo a cruzar. Layún foi dos piores em campo num jogo tranquilo. Dias melhores virão, mas Layún tem de trabalhar muito mais para isto.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (17/02/2017)

domingo, 24 de janeiro de 2016

Bastou um André

A expressão «o hábito faz o monge» assenta que nem uma luva ao FC Porto. Uma época e meia sob o comando de um treinador, no caso de Julen Lopetegui, é muito tempo e por isso ninguém esperava que José Peseiro, com apenas três dias de treinos, fosse promover grandes alterações na equipa. Aliás, não fez nenhumas, em comparação com a formação titular que na última jornada perdeu com o Vitória de Guimarães. Consequência: muito do FC Porto que se viu contra o Marítimo teve ainda com o cunho do antigo treinador.
É natural. Durante ano e meio, a equipa do FC Porto ganhou rotinas, um estilo de jogo bem vincado, cujas ideias não se desvanecem de um momento para o outro. A juntar a isso, dos jogadores escalados por José Peseiro, nenhum deles representava os dragões antes de Julen Lopetegui, pelo que a cultura de FC Porto foi toda adquirida por intermédio do técnico basco.
A insegurança defensiva registada na maioria dos jogos com Julen Lopetegui registou-se contra o Marítimo. Não tirando logicamente qualquer mérito à equipa orientada por Nelo Vingada, que teve a inteligência de perceber as fragilidades que podia explorar, foi muito por culpa dessa intranquilidade defensiva dos azuis e brancos que os madeirenses tiveram algumas situações para conseguir outro resultado no Estádio do Dragão que não a derrota. O lance em que Dyego Sousa cabeceou completamente à vontade no coração da área à barra da baliza de Casillas, pouco tempo após o golo do FC Porto, é um exemplo gritante disso. A juntar a isso, passes falhados no meio-campo e perdas de bola e zonas perigosas deixaram sempre a equipa em sobressalto e permitiram ao Marítimo estar sempre dentro do jogo e lutar por um resultado mais positivo.
No entanto, houve também alterações positivas que José Peseiro procurou promover e que serão, certamente, melhor trabalhadas de agora em diante. Com um 4-2-3-1 bem vincado, com Herrera bem próximo de Danilo Pereira, o FC Porto entrou pressionante e procurou desde o princípio ganhar espaços nas costas dos defesas insulares. Brahimi e Corona procuraram mais as zonas interiores e André André foi incansável, estando intimamente ligado ao golo do triunfo, com um remate em que a bola bateu na barra e posteriormente tocou nas costas de Salin e entrou dentro da baliza. Layún foi que assinou a assistência para André André e se a inclusão do mexicano nas movimentações ofensivas não é novidade, o mesmo não se pode dizer de Maxi Pereira, lateral-direito que esteve bastante mais interventivo no ataque do que aquilo que é habitual desde que chegou ao Dragão.
O FC Porto nem sempre conseguiu manter esta toada de ataque e exibiu insuficiências antigas, como a dificuldade para criar ocasiões de golo. Na segunda parte, apenas Jesús Corona, que obrigou Salin a uma excelente intervenção, é que esteve perto de ampliar a vantagem. O 1x0 foi sempre um resultado perigoso, mas os dragões, com maior ou menor capacidade e por vezes com alguma precipitação dos atacantes madeirenses, conseguiram segurar a magra vantagem e garantiram a conquista dos três pontos, que era, acima de tudo, aquilo que mais se exigia a José Peseiro no jogo de estreia. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: André André

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Fazer o frete...

Portugal cumpriu e venceu no Luxemburgo por 0 x 2, num jogo que voltou a contar com muitas caras novas, várias experiências e alguns bons momentos, apesar das condições de jogo atípicas. Foi o regresso aos triunfos na primeira vitória da era Fernando Santos por mais de um golo.

Experimentar, testar, arriscar, falhar. É um pouco essa a função dos jogos particulares e, depois da derrota frente à Rússia, foi contra o Luxemburgo que Portugal se voltou a apresentar com muitas mudanças e uma equipa claramente distinta do habitual.

Também por isso, mas também porque as condições climatéricas e do terreno de jogo não serem agradáveis, a primeira parte foi tudo menos brilhante. O adversário era claramente mais fraco do que tinham sido os Russos, só que nem por isso se viu uma exibição deslumbrante dos homens de Fernando Santos. Nem podia ver.

Com tanta cara nova, percebeu-se que muitos ainda olhavam para o lado a avaliar o colega de equipa. O melhor setor era o meio-campo, também por causa do entrosamento que Danilo, Rúben Neves e André André, se bem que com algum afastamento na coordenação com as linhas e, sobretudo, o homem da frente.

Valeu que André André se aventurou no ataque para finalizar uma boa acção pela direita, numa das poucas participações de Bernardo Silva - claramente não está no seu melhor momento.

A segunda parte começou por ser bem melhor. Com o vento a favor, Portugal acelerou, intensificou ligeiramente o seu jogo e mostrou mais ligações entre os sectores, sobretudo pelo lado do capitão Vieirinha.

Porém, o desperdício na finalização não apenas fez desacreditar a equipa na goleada que, a certo ponto, parecia ser procurada, como também fez acreditar o adversário. Com as suas armas contadas, o Luxemburgo nem por isso deixou de tentar disparar.

As substituições, o relvado cada vez mais irregular, o vento forte e... o factor psicológico de se tratar de um amigável fizeram com que o jogo fosse decaindo de qualidade. Aqui e ali, ainda uns momentos de realce, nomeadamente o golo de Nani em dia de aniversário, mas pouco mais sobrou do que o conhecimento adquirido entre uma equipa que procura alargar ao máximo o leque de opções para o Euro. Quase todos mostram que podem ser e isso é o que de melhor se conclui desta partida. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: André André

domingo, 18 de outubro de 2015

Valeu pelo resultado

No regresso de Helton à baliza do FC Porto veio à rede um jogo intenso, atractivo, com muita luta a meio-campo e que valeu a vitória (e respectiva qualificação) dos Portistas para a próxima fase da Taça de Portugal. Tello e André André marcaram os golos do triunfo, num encontro onde Igor Lichnovsky e Bueno tiveram oportunidade de mostrar serviço.
Entrada pressionante de um Varzim que cedo tentou dificultar o processo de construção de jogo do FC Porto. Aos poucos, os Dragões foram vendo o que faziam os Poveiros mas Lopetegui queria maior intensidade dentro das quatro linhas.
Varela tentava meter velocidade no seu corredor e o FC Porto foi crescendo, chegando com naturalidade ao golo inaugural. Minuto 20, Bueno lançou Tello, que dominou bem e ficou na cara do guarda-redes Poveiro, disparando para o fundo das redes.
Mesmo com o golo sofrido, o Varzim não baixou o ritmo, tentando chegar perto das redes do regressado Helton. Mas os Portistas foram controlando, criando uma ou outra ocasião de golo.
O jogo, que decorreu sob forte influência do vento, chegava ao intervalo com o FC Porto a vencer, valendo o golo de Tello.
No regresso dos balneários, o FC Porto procurou (e conseguiu) tomar conta das despesas da partida e logo viu uma grande penalidade ficar por assinalar a seu favor, por mão de Sandro. A vantagem pela margem mínima não permitia ao Dragão baixar o ritmo, embora o Varzim já não fosse tendo tantas forças, como no primeiro tempo.
O avançar dos minutos, e as alterações que os técnicos foram realizando, descaracterizaram o encontro, passando por fases onde não era notória uma superioridade de nenhuma das equipas. Em terra de gente do mar, era a meio-campo que ambas as equipas deitavam as suas redes, na tentativa de pescar qualquer coisa mais. Os Poveiros tentavam o empate, os Portistas o golo que pudesse selar o triunfo.
O FC Porto foi tendo mais espaço e Osvaldo foi coleccionado oportunidades falhadas de golo, levando ao desespero os adeptos Azuis e Brancos. Coube a André André, que entrou no segundo tempo e recebeu um forte aplauso dos adeptos, o golo que carimbou a vitória. Imbula meteu em André André que, descaído para a esquerda, atirou para o poste mais afastado, fazendo o segundo. Porque é da casa e sente o Varzim, o médio acabou por não festejar.
Pouco depois chegou o apito final da partida. O FC Porto está na próxima fase, o Varzim fica por aqui. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Imbula

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Estrelinha de Campeão

Foi preciso esperar pelos 86 minutos para o clássico ter todos os condimentos obrigatórios num jogo de tamanha dimensão como um FC Porto x Benfica. Foi nessa altura que depois de um fantástico pormenor de Silvestre Varela, André André se isolou perante Júlio César e rematou para o fundo da baliza, colocando o Estádio do Dragão em ponto de ebulição.
 
Um resultado importante por tudo o que significa animicamente derrotar o maior rival, mas também porque permite aos Azuis e Brancos continuarem na frente da tabela classificativa e deixarem os Bicampeões nacionais a 4 pontos de distância.
 
De maneira geral, o FC Porto procurou assumir o encontro desde o apito inicial, enquanto o Benfica jogou mais em contenção, tentando aproveitar os espaços vazios que os Dragões deixavam. Os Dragões, contudo, especialmente na primeira parte, sentiram dificuldades para fazerem valer o seu jogo perante um adversário organizado. Tanto assim foi que as melhores ocasiões registadas nos primeiros 45 minutos pertenceram aos comandados de Rui Vitória. Em ambas foram cantos batidos por Gaitán, com Mitroglou a cabecear para Iker Casillas a defender.
 
O guarda-redes Espanhol segurou o empate, mas na frente os Dragões não produziam o necessário para desfazerem o nulo no resultado. Exemplo disso é que apenas aos 40 minutos executaram o primeiro remate no jogo. Foi Layún quem procurou fazer a diferença, mas a bola saiu muito desviada do alvo. Isto acontecia porque além da defesa do Benfica estar bem distribuída em campo – Aboubakar esteve quase sempre longe da baliza, tendo a excepção sido uma desmarcação após passe de André André -, Brahimi, o homem que mais tentava pegar na bola e levá-la para a frente pelas linhas, quase nunca conseguiu ganhar nos duelos a Nélson Semedo, que realizou uma exibição quase irrepreensível, à excepção dos últimos minutos.
 
Porém, o panorama mudou na segunda parte e por culpa da boa entrada em campo do FC Porto, que logo a abrir enviou uma bola ao poste por intermédio de Aboubakar. Júlio César estava batido, mas o remate do Camaronês saiu ao ferro, após uma primorosa assistência de André André, o melhor jogador em campo e aquele que viria a ser o mais decisivo pelo golo que viria a apontar a quatro minutos dos 90.
 
Até essa altura, o FC Porto jogava mais sobre o meio campo do Benfica e os Bicampeões nacionais sentiam dificuldades para sair a jogar. Aos 69 minutos as Águias executaram o primeiro remate – foi Eliseu quem tentou a sorte – e verdadeiramente apenas ameaçaram a baliza de Casillas num lance em que Mitroglou cabeceou por cima, aos 73 minutos.
 
Todavia, nos últimos 15 minutos o FC Porto soube aproveitar o cansaço já notório em alguns jogadores adversários e assumiu definitivamente o encontro, acabando por fazer a diferença ao minuto 86, num lance finalizado por André André, o jogador que por aquilo que jogou foi o que mais mereceu ter um papel decisivo na partida.
 
Retirado de zerozero

Melhor em Campo; André André

domingo, 2 de agosto de 2015

Dragão mostra melhoras em Colónia

O FC Porto foi melhor e mais forte que o Valencia em muitos aspectos do jogo. O empate sem golos, no final dos 90 minutos, castigou um Dragão muito activo que pecou, ainda assim, no momento da finalização. Os Azuis e Brancos - que acabariam por vencer 4 x 5 nos penáltis - criaram oportunidades, apresentaram boa circulação e ocuparam bem os espaços. As trocas de jogadores, tão habituais neste tipo de encontros, retiraram ritmo ao duelo mas Lopetegui tirou, por certo, boas notas deste encontro.
 
Com quatro reforços no onze titular, o FC Porto entrou forte e a mandar no terreno de jogo, procurando criar oportunidades de golo e impondo respeito ao Valencia. Rápido, prático e com boas movimentações, o emblema da Invicta apresentou-se bem.
 
Julen Lopetegui viu uma equipa Azul e Branca forte na pressão, a não deixar a turma che jogar, e uma linha média a mostrar já algumas rotinas nesta fase. André André e Danilo Pereira tentaram sempre dar equilíbrio ao conjunto Portista, controlando bem os espaços.
 
Esteve melhor o FC Porto na primeira parte. Mais posse, mais remates, melhor a atacar, a defender também e a ter a melhor oportunidade do jogo; logo ao segundo minuto, Aboubakar a rematou ao travessão da baliza do Valencia.
 
Com o avançar do jogo, o ritmo caiu e as faltas foram mais constantes num duelo que ao intervalo registava um nulo, que castigava mais o FC Porto que merecia estar a vencer pelo que tinha produzido.
 
No regresso e já com Imbula, o jogo viveu uma fase menos boa, com muitas faltas e picardias no terreno de jogo. De resto, o duelo não foi tão intenso como nos primeiros 45 minutos. Ainda assim, o FC Porto esteve sempre concentrado e com o foco na circulação de bola. As oportunidades não foram tantas e o desgaste nas pernas dos jogadores foi-se fazendo sentir. No entanto, nos últimos minutos, os dragões procuraram criar algumas dificuldades à equipa contrária, que tentou sempre fechar os caminhos da sua baliza.

Hoje a turma Portista tem novo duelo, desta vez diante do Stoke City.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: André André