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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vitória só da Raça e do querer

O FC Porto está nos oitavos-de-final da Liga Europa, depois de um jogo frenético em Frankfurt. A equipa de Paulo Fonseca esteve sempre em desvantagem, cometeu vários erros defensivos, mas demonstrou atitude e vontade, que acabaram por premiar os Dragões perto do fim. Mangala, com dois golos, e Ghilas, com o tento final, foram os heróis da partida, que também contou com boas exibições de Fernando e Quaresma, por entre (muitas) falhas de Jackson. Segue-se o Napoli.
 
Para o onze, Paulo Fonseca desta vez não escolheu Josué, mas sim Carlos Eduardo, com o objectivo de o Brasileiro dar mais qualidade na criatividade do jogo Portista, um dos problemas apontados depois da derrota caseira contra o Estoril.
 
A outra novidade, embora essa muito mais esperada, foi o regresso de Maicon ao centro da defesa, para jogar ao lado de Mangala num betão que se desejava intransponível para que, com inspiração ofensiva, a eliminatória fosse virada a favor das cores Lusitanas.
 
Na retina estava ainda a partida no Dragão, que chegou a colocar o FC Porto numa posição bastante tranquila na eliminatória, com o 2 x 0, mas que terminou de forma amarga, após os Azuis e Brancos consentirem o empate a dois golos. Em todo o caso, ficou a sensação de que os Alemães estavam perfeitamente ao alcance da equipa Portuguesa.
 
Os Colombianos são conhecidos como 'cafeteros' e têm tido uma história recente de sucesso com o FC Porto. Guarín, James ou Falcao são nomes já incontornáveis da história do Clube, sendo que o jogador que tem seguido essa linha é Jackson Martínez, melhor marcador do Campeonato anterior e também o melhor da Liga ZON Sagres que está em curso.
 
Contudo, poder-se-á dizer que a primeira parte do avançado em nada contribuiu para esse estatuto, pelo contrário. A entrada dos Portistas em campo foi de atitude, raça e entrega, com a bola no pé e a baliza adversária na mira.
 
O meio-campo ia mostrando boa mobilidade e a criação ficava a cargo de Ricardo Quaresma, a quem tem sido dada a responsabilidade do desequilíbrio, essa malapata na equipa de Paulo Fonseca. Os laterais Danilo e Alex Sandro também subiam bem no terreno e apoiavam nas missões ofensivas, pelo que só faltava uma coisa: marcar.
 
Essa missão é, pois está claro, de toda a equipa, embora exista um jogador mais próximo da baliza contrária. Neste caso, o jogador é Jackson e o Colombiano era quem tinha nos ombros o peso da responsabilidade de concretizar. Era ele o alvo final das construções de jogo Portistas, era nele que os colegas acreditavam, mas foi ele quem não correspondeu.
 
Uma, duas, três vezes em que o dianteiro teve os serviços dos colegas bem realizados, só que a sua resposta não foi à altura, com más receções de bola que deitavam por terra a possibilidade de boa posição para marcar.
 
Oportunidade, na verdadeira ascenção da palavra, aconteceu pela primeira vez junto a Helton, só que Johannes Flum atirou por cima, depois de mau alívio de Danilo. E a resposta foi logo a seguir, ao minuto 30, com Herrera a corresponder de cabeça de forma imperfeita a um cruzamento pela esquerda.
 
Os minutos corriam e o ritmo Portista começava a ser controlado pela equipa da casa, que pouco tempo depois inaugurava o marcador. Novamente cruzamento pela direita, Meer serve de peito e Stefan Aigner, de forma acrobática, desvia de Helton, que não fica totalmente isento de culpas.
 
A reacção para a segunda parte era obrigatória e aconteceu. O FC Porto entrou galvanizado e com vontade de marcar os dois golos que dariam a volta à eliminatória, só que surgiu novo revés logo de seguida, em mais uma desatenção da defesa Azul e Branca, que se esqueceu de Barnetta, depois de um afastamento da bola na área Portista. O Suíço, no limite da posição legal, assistiu Alexander Meier, que fez um golo que quase sentenciava a eliminatória.
 
Contudo, os Dragões não haveriam de baixar os braços. Ghilas entrou para o lugar de Herrera e os Dragões passaram para o 4x4x2, dando mais largura e fluidez de jogo à equipa, num esquema que beneficiou Fernando, com mais área de acção para desarmar e mandar no jogo.
 
Depois, surgiu a cabeça de Eliaquim Mangala. No dia em que soube da chamada à Selecção Francesa, o defesa Gaulês fez dois golos, após cruzamentos pela direita, recuperando a Chama do Dragão para a eliminatória.
 
Tudo igualado e perspectivas de prolongamento, só que Alexander Meier não entendeu dessa forma e, 'apoiado' por mais um erro defensivo dos Portistas, retomou a eliminatória favorável para os de Frankfurt, que só teriam que controlar os últimos 15 minutos da partida.
 
E foi nessa altura, em nova demonstração de querer dos Portistas, que o golo da passagem haveria de aparecer. Licá, entretanto lançado também para o terreno de jogo, foi servido num movimento para a esquerda, atirou para defesa incompleta de Kevin Trapp e Ghilas, oportuno, foi agil a movimentar-se e concreto no remate para a rede.
 
Reviravolta na eliminatória e o FC Porto a seguir em frente, mesmo sem ter ganho nenhuma das partidas. Valeu pela entrega da turma de Paulo Fonseca, que fica de aviso para os erros defensivos, embora tenha também provado que, havendo vontade, existem condições para muito mais.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Nabil Ghilas

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Até que foi um bom treino

Num jogo marcado por um dilúvio no Estádio do Dragão que obrigou a uma interrupção de 30 minutos no encontro, o FC Porto venceu o Penafiel por 4 x 0 e passou para a frente do grupo B por ter vantagem sobre o Sporting no número de golos marcados, pois os Leões derrotaram o Marítimo por 3 x 0.
A paragem no jogo, que aconteceu aos 52 minutos quando um placard de publicidade voou para dentro das quatro linhas, interrompendo uma jogada de ataque do Penafiel, acabou por dividir o jogo em duas metades, pois o FC Porto estava em vantagem mas eram os penafidelenses que estavam ligeiramente mais perigosos. No entanto, a partir do reatamento só deu FC Porto.
Até aos 52 minutos, o FC Porto era a melhor equipa em campo, jogando quase sempre dentro do meio-campo defensivo da formação da Liga 2 Cabovisão. Os comandados de Paulo Fonseca chegaram cedo ao golo, graças a um grande golpe de cabeça de Ricardo Quaresma após assistência de Josué, e podiam ter marcado mais vezes, estando bastante perto de ampliar a vantagem por intermédio, uma vez mais, de Quaresma, Ghilas, Kelvin e Josué.
O Penafiel, por seu lado, tinha incomodado Fabiano Freitas por intermédio de André Fontes pouco depois do golo de Ricardo Quaresma, acabando por ter a melhor oportunidade nos primeiros minutos da segunda parte, quando Aldaír apareceu em boa posição e obrigou o guarda-redes do FC Porto a sair dos postes para manter a vantagem mínima no marcador.
Nesta altura o Penafiel estava a ter um ligeiro ascendente na partida, mas o árbitro Duarte Gomes decidiu suspender a partida e no reatamento o FC Porto não deu hipótese de reacção ao adversário. Paulo Fonseca, de uma assentada, tirou Ricardo Quaresma e Kelvin, colocando no seu lugar Jackson Martínez e Silvestre Varela e o encontro mudou completamente.
O internacional Colombiano foi fundamental desde que entrou em campo e ajudou o FC Porto a chegar à goleada, que lhe permite assumir a liderança do grupo B por ter mais um golo marcado que o Sporting, sendo esse o principal factor de desempate se as duas equipas chegarem empatadas pontualmente ao fim da terceira jornada, na qual os Azuis e Brancos recebem o Marítimo e os Verdes e Brancos se deslocam a Penafiel.
Apenas cinco minutos depois de ter entrado, Jackson Martínez, após cruzamento de letra de Ghilas, ampliou a vantagem para 2 x 0 e «Cha cha cha» fez o bis ao minuto 74, pertencendo a Silvestre Varela, a 13 minutos dos 90, o tento que fechou o resultado final de 4 x 0, mostrando que as substituições operadas por Paulo Fonseca no reatamento do jogo foram mais do que certas.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Ghilas

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O estranho caso de Ghilas.

Após várias épocas em que o F. C. Porto apresentava uma lacuna no plantel no centro do ataque, parecia ter resolvido esse problema este ano. Noutros anos na posição de ponta de lança, o Porto ora não tinha uma opção para poupar o titular ora não havia uma opção no banco capaz de o complementar para forçar situações em que fosse preciso derrubar defesas mais fechadas.
 
A questão do ponta de lança sempre foi uma questão sensível. O último ponta de lança suplente que demonstrou alguma eficácia foi Farias, mas mesmo ele era encarado como um jogador incapaz de ser titular do Porto ou de ser uma mais valia em jogos mais complicados.
 
Depois houve Kleber… O que dizer de Kleber? Uns dizem que se tratava de uma boa promessa que sucumbiu perante o peso de render Falcao... A verdade é que mesmo depois de o Porto já ter alternativas para o ataque, Kleber continuou a demonstrar ser uma das maiores nulidades das últimas décadas no centro do ataque, ao nível de um Renteria.
Sempre se reclamou que o Porto contratasse um ponta de lança de grande categoria para ser opção durante uma época longa e desgastante.
 
Esses pedidos e essas críticas adensaram-se na época passada. Porto descobriu Jackson que chegou viu e venceu, mas que nunca teve uma alternativa no banco. Isso fazia com que Jackson nunca pudesse descansar e chegou ao final da época em queda demonstrando algum desgaste complementado com algum deslumbramento.
 
O F. C. Porto falhou claramente na época passada quando deixou escapar Lima. Um jogador de qualidade reconhecida no nosso campeonato e que poderia ter reforçado o Porto. Ao não o fazer o Porto não só não ficou com um plantel mais forte como ainda permitiu que o seu maior rival ganhasse uma grande arma para o ataque ao título. Tal deslize do mercado por pouco não se revelou fatal para o F. C. Porto…
Muitas foram as queixas da falta de “banco” do Porto… A meio da época tentou-se colmatar essa pecha com Liedson… Ficou para a história o passe para o golo de Kelvin, mas a verdade é que Liedson foi um negócio muito difícil de explicar e mais ainda de ser entendido… Talvez também por isso, e não apenas pela necessidade de ter outro ponta de lança no plantel, o Porto este ano não deixou escapar Ghilas. Tal como Lima tratava-se de um ponta de lança que já havia demonstrado qualidade no nosso campeonato e tal como Lima falava-se da possibilidade de reforçar outros clubes grandes.
  • Desta vez o Porto não deixou escapar
Ghilas foi um dos destaques do campeonato passado, numa equipa que desceu de divisão, com poucos recursos. Ghilas conseguiu a proeza de marcar 13 golos no campeonato, cotando-se como o 5º melhor marcador da prova.
 
Ghilas quase que sozinho conseguia lançar o pânico nas defesas adversárias nos jogos do Moreirense, e nestas defesas acrescentamos as dos grandes…O próprio Mangala, referiu Ghilas como um dos avançados mais complicados de marcar na liga portuguesa.
 
Um jogador de grande potência, arranque forte, vigoroso nos duelos e com capacidade de percorrer todo o espaço ofensivo e não se fixar apenas entre os centrais. Um autêntico tanque no ataque capaz de deixar qualquer defesa em sentido e com excelente capacidade de finalização.
 
Acrescendo a isso é um jogador ainda com margem de progressão, tem apenas 23 anos e tem características que o fazem adaptar-se bem ao 4x3x3.
 
Tudo para ser uma aposta certa… Ora, chegados à 3ª jornada qual não é o espanto quando se olha para a folha de serviços de Ghilas e não se vê nenhum golo ( isso até seria normal visto que vinha para ser suplente), mas acima de tudo não se vê um único minuto disputado…
Entendia-se que pudesse não ter sido utilizado se o Porto tivesse tido jogos que não pediam as suas características, ou que Jackson estivesse numa forma excepcional e não precisasse de descansar uns minutos…Acontece que nenhuma das situações se verifica.
 
Até se perceberia caso Ghilas não tivesse mostrado qualidades na pré época para ser uma opção no imediato, mas até isso não se pode conceder uma vez que Ghilas até facturou contra um rival do calibre do Napoles na pré época.
 
Na supertaça o Porto ganhou com facilidade, seria uma boa oportunidade para dar minutos a Ghilas mas a opção recaiu por outras escolhas.
No arranque da Liga o Porto esteve a perder com o Setubal mas nem aí Ghilas foi opção, tal como não foi na 2ª jornada com o Marítimo… Até Iturbe que está de saída do Dragão teve direito a minutos…
A gota de água deu-se mesmo na última jornada, num jogo contra o autocarro de Costinha, de seu nome Paços de Ferreira. Um jogo fechado, Jackson a falhar oportunidades atrás de oportunidades, o tempo a passar…e o que faz Paulo Fonseca? Lança Quintero, tudo normal, mas como derradeira substituição opta por um extremo que tinha jogado na equipa b uns dias antes.
 
O Porto curiosamente termina o jogo com apenas um ponta de lança enquanto o paços até acaba com dois…
  • Fica a questão, se nem num jogo destes Ghilas é opção, quando é que será?
No jogo em que Fonseca mais se viu apertado esta época foi quando mais claudicou naquele que foi um primeiro teste à adversidade.
O jogo com o Paços e a má forma de Jackson pedia Ghilas. Aliás as circunstâncias do jogo gritavam Ghilas.
 
O mais misterioso ainda, é que vários jogadores da equipa principal têm sido lançados em jogos da equipa b para terem ritmo para estarem preparados para a qualquer momento serem lançados na equipa principal. Falamos de casos como: Kelvin, Herrera, Ricardo, Tiago Rodrigues, Reyes ou Carlos Eduardo.
 
Destes jogadores já Herrera e Ricardo foram lançados na primeira equipa. Ora se Ghilas não acumula um único minuto na equipa principal, porque não foi ele também incluído nesta nova política para a equipa b?
  • Ghilas veio apenas para ter direito a um dragon seat privilegiado à semelhança de Liedson na época passada?
Esta ausência de Ghilas torna-se ainda mais intrigante por nestes primeiros jogos da época termos assistido a um Jackson bastante perdulário, que precisa de falhar uns 4 golos feitos para marcar um por jogo. Um Jackson que parece mais preocupado em piscar o olho a uma saída ou a forçar o Porto a pagar-lhe este e o outro mundo pelo que fez apenas numa época.
 
Até para pressionar Jackson e espicaça-lo não seria oportuno dar minutos a Ghilas e permitir-lhe mostrar a Jackson que pode ser concorrência e que se calhar em 4 oportunidades até marca dois golos? Perante um jogador que parece andar a fazer um frete até ver o seu contrato renovado, porque não lhe responder com um Ghilas que chega do Moreirense cheio de vontade de se afirmar no Porto?
Mesmo em jogos como o de Paços, não seria importante testar a opção de jogar com dois jogadores no centro do ataque para ajudar a derrubar autocarros?
  • Para quando Ghilas?

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Como terminar em beleza by FC Porto

O FC Porto esteve a perder mas conseguiu dar a volta ao marcador e derrotar o Vice-campeão Italiano (1 x 3) em jogo da Emirates Cup. Daqui a uns dias já é a doer, em Aveiro, para a Supertaça.
 
No derradeiro teste antes da entrada oficial na época, em Aveiro, na próxima Sexta-feira com o Vitória de Guimarães, o FC Porto entrou em campo com muitas novidades, isto tendo por comparação o duelo de véspera com os Turcos do Galatasaray. Desta vez, Paulo Fonseca apenas deixou em campo Alex Sandro e Varela.
 
Ao tapete verde do estádio do Arsenal, o Técnico Portista fez subir Helton, Fucile, Otamendi, Mangala e Alex Sandro. No meio-campo, onde moram por hoje as grandes dúvidas no Reino Portista, o Técnico apostou em Fernando, Josué e Herrera. O ataque, esse, contou com Varela, Quintero e Nabil Ghilas.
 
A entrada dos Portistas foi, como quase sempre, forte e pressionante. Os Tricampeões Nacionais instalaram-se no meio-campo do adversário mas viram, não raras vezes, o Napoli sair em contra-ataque. As transições foram, de resto, uma arma explorada pelos comandados de Rafael Benítez.
 
Os primeiros minutos decorreram, no entanto, a um ritmo pouco elevado, não sendo alheio o facto das equipas terem jogado ontem.
 
Com um Napoli bem organizado na defesa, não foram muitas as ocasiões de golo para os Azuis e Brancos. Pelos Italianos, Goran Pandev foi sempre um dos mais irrequietos e ameaçadores da baliza Portista. O Macedónio foi colecionando jogadas de perigo e seria dele o golo inaugural, aos 43 minutos, na transformação de uma grande penalidade, que foi assinada sobre o próprio Pandev; o árbitro da partida castigou os Portistas depois de Fernando ter dado um encosto nas costas de Goran Pandev.
 
Ao intervalo, as equipas baixavam aos balneários para ouvir as indicações dos Técnicos, depois de uma primeira parte jogada a um ritmo pausado. Sorte para os Napolitanos que aproveitaram um lance de grande penalidade para abrir o activo.
 
Para o segundo tempo, o Técnico do Napoli retirou Calaió e Radosevic e colocou em campo Hamsik e Higuaín. Mas a primeira ocasião de golo pertenceu a Nabil Ghilas. O ex-Moreirense desmarcou-se bem e quase empatava a partida, aos 48 minutos.
 
Não fez aí o empate, fez logo de seguida. Aos 50 minutos, o FC Porto chegou à igualdade numa jogada toda ela construída por reforços. Herrera e Quintero entenderam-se na direita e o Colombiano, vendo a desmarcação de Ghilas, meteu a bola em profundidade nas costas da defesa Napolitana. Ghilas recebeu e fez um ligeiro remate... suficiente para empatar.
 
O Napoli sentiu o golo sofrido e o FC Porto aproveitou. Com uma segunda parte bem positiva, os Tricampeões Nacionais viram-se na frente, aos 68 minutos, depois de um auto-golo de Fede Fernández; Varela cruzou a bola, Ghilas atrapalhou a defensiva Napolitana e o jogador dos Italianos acabou por marcar na própria baliza.
 
O terceiro golo dos Dragões aconteceu numa altura em que Iturbe já havia rendido Quintero no onze de Paulo Fonseca e Varela tinha cedido o seu lugar a Licá. Aos 78 minutos, o ex-Estoril aproveitou um corte infantil na defesa Napolitana e atirou para o 1 x 3.
 
Os Italianos quebraram na segunda parte e o FC Porto, por seu lado, mostrou qualidade no derradeiro embate e justificou a vitória, a sétima em oito jogos de pré-época.
 
Depois de uma entrada a perder neste Yorneio, os Portistas voltam a deixar a mensagem: "Não é como começa, é como acaba".
 
Para Sexta-feira, em Aveiro, já é a valer diante do Vitória de Guimarães.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Juan Quintero

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Primeiras impressões do F. C. Porto versão 2013/2014

 
Começaram os primeiros amigáveis de pré-época do F.C. Porto. Não se podem considerar ainda verdadeiros testes por a preparação ainda estar muito no início e ainda haver a preocupação em dar minutos a todos os jogadores.
  • Ainda assim, já se conseguem apontar algumas nuances de P. Fonseca e algumas opções do novo treinador portista
A maior de todas passa pela inversão do triângulo a meio campo. O 4-3-3 é para manter, mas desta vez, e ao contrário do hábito instituído há vários anos no clube, poderá inverter-se o vértice do triangulo a meio campo.
Parece ser uma boa opção de P. Fonseca. Por um lado, acautela uma possível saída de Fernando, por outro faz subir Lucho mais no terreno, deixando mais próximo da zona de finalização e não lhe exigindo tanto do ponto de vista físico, tendo em vista que já não é um jovem e acreditando que ele poderá fazer a diferença no último passe, mais do que estando próximo do primeiro médio na zona de construção, uma vez que desse médio espera-se que tenha outra dinâmica.
 
Fernando pode sair ou não, mas mesmo que não saia não invalida a opção de P. Fonseca. É um facto que o “polvo” joga melhor sozinho, mas o Porto tem que criar alternativas à sua forma de jogar, e aproveitar os recursos que tem. Fernando não ficará para sempre no clube, e ao mudar os processos a meio campo, acautela essa possível saída, dotando a equipa de soluções eficazes e automatismos.
 
Espera-se que não haja um "polvo" mas sim dois jogadores capazes de trabalhar no processo defensivo mas que também se possam revezar na hora de construir ou de subir no terreno.
Por outro lado, é também aproveitar jogadores como Defour, Castro, Herrera e outros que o Porto tem no seu plantel que funcionam melhor jogando como 2º médio numa linha de dois, podendo sair a construir mais de trás ,sendo jogadores de grande pulmão que dão dinâmica ao jogo.
 
Poderia pensar-se que se tratava de uma opção mais defensiva pois passa-se a jogar num 2x1 e não num 1x2 como até aqui, mas na verdade esse segundo médio recuar uns metros até pode fazer com que o jogo da equipa seja mais ofensivo, mais vertical. Não se espera que esse 2º médio seja um médio defensivo. Espera-se que seja o primeiro médio a construir, daí que Josué tenha sido testado numa posição mais recuada do que vinha sendo habitual no Paços.
P. Fonseca espera que seja um médio capaz de virar o centro do jogo e oferecer alternativas na hora de construir no processo ofensivo. Uma pecha no Porto de Vítor Pereira que por vezes se perdia em tanta posse, e esgotava Lucho no momento da pressão.
 
Trata-se ainda de reconfigurar o modelo de jogo após a perda de Moutinho. Em vez de ter um jogador a fazer o papel que cabia a Moutinho, espera-se que sejam dois médios a compensar essa lacuna, e pede-se a Lucho que seja mais maestro e menos operário. Até porque era um problema recorrente na época passada, por momentos sentia-se que Jackson ficava muito desacompanhado na zona central e esperava muito tempo para que aparecessem apoios.
  • Erros do passado corrigidos
Esta época nota-se também que a direcção esteve atenta a erros do passado. Importantíssimo corrigir quando se ganha. Porque se se esperar pela derrota aí será tarde demais.
O F. C. Porto sagrou-se campeão, mas era visível que tinha poucas opções. O plantel era curto, e notava-se que não lutava com as mesmas armas que o seu principal rival, que podia até não ter um colectivo tão consistente ou um onze tão forte, mas que tinha muitas opções para alterar o decurso dos jogos e para poder fazer rotatividade, principalmente no ataque.
 
O F. C. Porto tratou de ir corrigindo erros esta época. Começou logo por apostar mais no mercado nacional, não se sabendo se por estratégia ou necessidade, mas uma política interessante atendendo que foi com base em políticas semelhantes que o F. C. Porto conheceu os seus anos mais vitoriosos.
  • Um dos erros corrigidos, foi a questão do ponta de lança
Há alguns anos que o Porto tem descurado esse sector, deixando geralmente a posição entregue a um só jogador de grande qualidade. O suplente quando havia nunca poderia concorrer pela titularidade, e noutras épocas teve mesmo que ser Hulk a ter que ser adaptado ao centro para enfrentar essa lacuna.
 
Depois ainda houve flops como Walter ou Kleber. Um dos maiores erros no planeamento da época passada, e que poderia mesmo ter custado o título ao F.C. Porto, foi ter deixado escapar Lima para o Benfica. Não só não garantiu um reforço de enorme qualidade e que estava já perfeitamente enquadrado ao nosso campeonato, como ainda permitiu que o seu rival ganhasse um argumento de peso na luta pelo título.
Ghilas este ano foi a resposta a esse erro. Ghilas tal como Lima, é um avançado que acrescenta potência, mobilidade e golos. Tal como Lima está já adaptado ao futebol português e tal como Lima poderia caber no plantel de qualquer um dos três grandes e representar uma mais valia.
 
Ghilas é finalmente o avançado capaz de discutir a titularidade ou pelo menos ser uma opção credível ao ponta de lança titular. Jackson fez demasiados jogos na época passada e acabou o ano de rastos. Com Ghilas o Porto ganha uma opção que pode juntar-se a Jackson em alguns jogos e dar uma opção que nem Kleber e menos ainda Liedson conseguiam dar.
 
Por outro lado é um avançado que pode assumir a titularidade sem que se perca qualidade. Não será também um avançado problemático para se ter no banco, pois trata-se de um jogador ainda jovem, que quer aprender e que vem para somar o máximo de minutos que consiga, e tem ainda uma boa margem de progressão.
  • O Porto também cometeu o erro no passado de ficar sem opções para as laterais
V. Pereira teve que adaptar centrais a laterais, algo que claramente atrapalhava a equipa no processo ofensivo. Boa decisão a de resgatar Fucile. Um jogador com muitos anos de clube, que ganha uma 2ª vida e que poderá preencher cada uma das laterais. Principalmente é muito bom para Danilo sentir que não pode relaxar e que tem que jogar muito mais do que tem feito até aqui.
  • O maior enigma actual do plantel trata-se do excesso de médios, mas acima de tudo o excesso de extremos
Saíram Atsu e James mas entraram: Ricardo, Quintero, Lica e regressou Iturbe. Pode ainda entrar Bernard. Com Varela, Kelvin e Izmailov são 7 extremos para duas posições.
 
Foi-se comentando a hipótese de emprestar Kelvin, contudo após o final da época passada e o seu papel decisivo em jogos chave, seria estranho não lhe dar uma oportunidade. Mas caso dúvidas houvesse, Kelvin já demonstrou nesta pré-época no jogo com o Marselha que merece ficar no plantel. Mesmo em termos comerciais e markting, seria um tiro ao lado. Kelvin é neste momento um ídolo entre os mais novos, e um dos jogadores mais populares e acarinhados pelos adeptos. Após aquele golo com o Benfica, o que não faltam são camisolas do Porto com o nome de Kelvin estampado. Essa vertente que Kelvin pode trazer, assim como a sua irreverência e capacidade de desencravar jogos complicados não deve ser desaproveitado.
  • Mas trata-se do jogo das cadeiras. 4 cadeiras para Kelvin, Iturbe, Lica, Ricardo, Quintero, Varela, Izmaylov e possivelmente Bernard
Alguns dirão que são várias opções mas que nenhum se afigura como titular indiscutível ou um jogador com a capacidade de ser a estrela da equipa como Hulk ou James. Mas a verdade é que o Porto parte melhor do que partia para a época passada. Tem mais opções, mais extremos. O Porto na época passada chegou a não ter James, e continuou a vencer. Regressou James e nunca mais voltou a ser o mesmo e o Porto sofria por falta de opções para os flancos.
 
Acima de tudo faltava banco ao Porto. Não nos esqueçamos que o Porto jogou na Luz com o banco mais jovem de sempre na história de clássicos recente. Em Alvalade tinha como opções para entrar Sebá e Tozé da equipa b. Os reforços de Inverno para dar mais opções foram Izmaylov e Liedson, um que já não chega com a capacidade física que o notabilizou, e outro que é um jogador reformado em actividade.
 Imaginar um banco do Porto esta época com Reyes, Maicon, Fucile, Defour, Castro, Lica, Josué e Ghilas dá claramente outra confiança. 
  • O reforço Herrera
Nota final para os primeiros apontamentos de Herrera. Gostei do que vi. Um jogador que tal como Moutinho é bastante dinâmico, toca rápido e vai buscar a bola à frente, demonstra ter bastante garra e parece dominar bem quer as transições ofensivas quer as defensivas.
Um primeiro esboço desta nova equipa que para já transparece boas ideias, bons princípios e mais armas para P. Fonseca do que as que teve V. Pereira na época passada.
  • Novo Porto
P. Fonseca quer um jogo menos mastigado em posse, menos interior, mais jogado pelos flancos, daí a o seu pedido a Izmailov que arrisque mais e vá para cima do lateral em vez de fazer sempre o passe para dentro.
 
Parece-me que será um Porto menos refém de uma cultura de posse, que tente chegar mais depressa à baliza, e dando maior profundidade e largura ao seu jogo. O que se manterá será um bloco médio alto de pressão no momento da perda da bola. A defesa continuará a jogar subida e as ordens são para pressionar o adversário logo na 1ª zona de construção.
 
Apontamentos para irmos confirmando. Caberá a P. Fonseca fazer escolhas para fechar um plantel que parece oferecer mais alternativas para uma época em que se pretende ganhar mais, e jogar ainda melhor.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Treinar a golear

No primeiro teste do estágio de pré-época, o FC Porto goleou o MVV por 6 x 0, numa partida em que os Azuis e Brancos, como se esperava, foram sempre superiores ao adversário e na qual Paulo Fonseca aproveitou para utilizar 23 jogadores.
Josué, Licá e Nabil Ghilas foram os reforços que Paulo Fonseca decidiu integrar no 11 inicial, sendo que 21 minutos foi o tempo que os Tricampeões Portugueses precisaram para se colocarem em vantagem, com Silvestre Varela, através de um remate acrobático, a ser o marcador de serviço.
Apenas três minutos depois, Nabil Ghilas, que foi confirmado como reforço do FC Porto horas antes da partida para o estágio, estreou-se a marcar com a camisola dos Azuis e Brancos, antecipando-se ao guarda-redes do MVV e ampliando a vantagem.
O internacional Argelino marcou aos 24 minutos e estreou-se nas assistências ao minuto 31, tendo feito o passe para o golo de Castro, que fez o 3 x 0, resultado pelo qual o FC Porto vencia o conjunto Holandês ao intervalo.
Para a segunda parte, Paulo Fonseca colocou dez novos jogadores em campo, com destaque para as entradas de Jorge Fucile, Carlos Eduardo e Iturbe, sendo que apenas Alex Sandro se manteve e relação à equipa que principiou o encontro.
Jackson Martínez, que entrou para o lugar de Ghilas, estreou-se a marcar nesta pré-temporada aos 53 minutos, ao fazer o 4 x 0 através de um excelente cabeceamento, e aos 65 minutos foi Juan Iturbe, que depois de uma falta sofrida por Kelvin dentro da área, fez o 5 x 0 na conversão de uma grande penalidade.
0 6 x 0 final foi apontado a dois minutos dos 90, com Marat Izmaylov a rematar de fora da área com o pé direito e a colocar a bola dentro da baliza de Bram Castro.
O terceiro teste do FC Porto na pré-temporada está marcado para o próximo Sábado e a exigência será maior, pois o adversário é o Marseille, naquele que será um reencontro de Lucho González com a ex-equipa. 

Retirado de zerozero 

P.S.: Não foi possível eleger o Melhor em Campo desta partida dado que não houve a possibilidade de acompanhar esta partida em directo.