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terça-feira, 22 de março de 2016

Pensamento da Semana: Aquele enigma

Como muitos devem saber /quem não souber fica agora a saber) tenho por norma analisar os jogos que o Futebol Clube do Porto realiza. Já venho fazendo tal coisa há mais de um ano e meio (salvo erro). Esta temporada cheguei a uma conclusão muito interessante que gostaria de partilhar convosco.

O Futebol Clube do Porto versão 2014/15 contava no início da época com os serviços de 7 médios: Imbula, Rúben Neves, Sérgio Oliveira, Danilo Pereira, Evandro, André André e Herrera. Após o Mercado de inverno Imbula saiu do Dragão e agora os Azuis e Brancos contam com os serviços de 6 médios. Todos estes Jogadores ofereciam – e oferecem – soluções distintas ao seu Treinador. 

Agora a pergunta que aqui levanto é esta: como é que raio 5 Atletas internacionais e 1 não inte5rnacional - todos com renome, qualidade e categoria q.b. atestada por tudo e todos - não conseguem dotar o Futebol Clube do Porto da dinâmica de que uma equipa de futebol necessita para que os momentos de transição defesa/araque e vice-versa e apoio defensivo/ofensivo não sejam o desastre total que temos vindo a assistir desde que a época se iniciou? 

É que desta forma não há Treinador nem defesa e ataque que resista...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Daquelas coisas…


Não podia estar a correr melhor o empréstimo de Maicon ao São Paulo, depois da imprensa brasileira destacar o "comportamento e espírito aguerrido" do central cedido pelo FC Porto, que tem brilhado ao lado de Lugano. "Seja pela postura ou pelo desempenho enquanto estiveram juntos em campo, Lugano e Maicon representam espírito que o adepto, a direção e o técnico Edgardo Bauza esperam da equipa na Taça Libertadores", pode ler-se no jornal "Lance".
 In ojogo

Por seu turno cá por Portugal o Futebol Clube do Porto tem uma dupla de Centrais que é especialista no disparate jogo sim, jogo sim e tem ainda de recorrer à adaptação de um defesa esquerdo porque Chidozie é um atleta com futuro que ainda tem muito que aprender. 

Está é daquelas situações que custa um tudo ou nada a perceber. É verdade que Maicon errou mas colocar ainda mais dificuldades a Peseiro do que aquelas que este já tem “é dose”!

domingo, 21 de junho de 2015

Futebol Clube do Porto 2014/15 (VII)

Continuando a minha análise ao Futebol Clube do Porto versão 2014/15, sem sair ainda do capítulo Treinador, apraz-me agora dizer o que penso sobre a táctica. 
 
Já aqui disse, e mantenho, que isto de ter muita posse sem progressão não nos leva a lado algum. Sim, é verdade que quem tem a bola domina o jogo mas quando do outro lado da barricada está uma equipa que não se importa de dar o domínio do jogo aos Dragões porque o “pontinho” lhe interessa e que estabelece como estilo de jogo o aproveitar de um erro da parte dos Azuis e Brancos para vencer a sua partida, isto da posse pela posse torna-se algo complicado. 
E mais uma vez repito o que já aqui escrevi: foi desta forma que o Futebol Clube do Porto perdeu no Dragão ante o SL Benfica. Assim como foi desta forma que os Portistas perderam na Madeira diante do CS Marítimo. E o mesmo sucedeu no amargo empate ante o CD Nacional, (também na Madeira).
 
Ora o que terá então faltado a este Futebol Clube do Porto 2014/15 que privilegia a posse de bola? Simples: variação de jogo e velocidade de execução. 
 
Variação de jogo porque, já o disse atrás, existem equipas que não se importam de dar a bola ao adversário para poder levar a cabo o seu objectivo e porque não se pode enfrentar todas as fases de uma partida a jogar sempre da mesma maneira (recorde-se que o FC Porto de Lopetegui privilegia a posse quer esteja a vencer, a empatar ou a perder).
Já a velocidade de execução teria sido a chave mestra deste Dragão “à Barcelona” que lhe teria permitido, com maior ou menor dificuldade, “quebrar” as tais equipas que não se importam de dar a posse da bola ao adversário. E, para que não surjam por aqui mal entendidos, entenda-se por velocidade de execução aquilo que é conhecido no mundo do futebol por “toca e foge” e não a corrida tresloucada defesa/ataque.
 
Para além destas duas pequenas mas grandes debilidades do sistema de jogo escolhido por Julen Lopetegui, sou da opinião que houve sempre demasiado espaço entre linhas. Tal trazia enormes dificuldades aos Jogadores Azuis e Brancos na hora de iniciar a construção de jogo tendo por vezes, e até vezes a mais, de se recorrer ao pontapé para a frente a ver no que dava. Para mais este grande espaçamento entre defesa/meio campo/ataque colocava sobre os Atletas dos Dragões uma enorme pressão pois um passe mal medido poderia ser, como foi algumas vezes, a “morte do artista”.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Pensamento da Semana: Mas isto ainda dura?

Não sou grande xpert nisto dos treinos das equipas de futebol, mas considero-me uma pessoa atenta ao que se vai passando numa partida de futebol.

Depois de ter visto a goleada que o Futebol Clube do Porto impôs ao Gil Vicente em Barcelos, pergunto-me como é que a equipa Azul e Branca ainda não perdeu os péssimos tiques defensivos que trouxe da Época anterior.

Os disparates infantis da linha defensiva Portista eram um dos pontos mais críticos do Porto de Fonseca. Fonseca saiu do Dragão e sucedeu-lhe Lopetegui mas os disparates a nível defensivo permanecem.

Que anda esta gente a fazer nos treinos? A brincar aos Jogadores de futebol?

Já vamos em Janeiro de 2015. Exige-se, portanto, a uma equipa como o FC Porto que tenha todo o seu jogo mais do que consolidado em todos os aspectos. Já houve mais do que tempo para que uma certa juventude do Plantel tenha desaparecido, assim como já houve mais do que tempo para se ter colocado um ponto final nos disparates defensivos. Mas, estranhamente, ou não, os disparates mantêm-se e o Treinador já é outro.

Tem valido ao FC Porto o São Maicon/Fabiano, a “aselhice” dos Atletas adversários e a Deusa da Fortuna… Mas como é que foi possível no jogo de Barcelos um Jogador conseguir cabecear uma bola dentro da pequena área Azul e Branca? Como é possível ainda haver na equipa Portista quem faça “ofertas” aos avançados da equipa adversária?

Espero sinceramente que isto melhore.

E já agora, em vez de andar a oferecer gravatas Julen que se preocupe em colocar algum brio profissional nos seus comandados porque está mais do que visto que os gajos não estão para a aí virados…

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Pensamento da Semana: Uma derrota é sempre uma derrota

Sinceramente quando vejo o estardalhaço (não tem outro nome) pela positiva que a nossa Comunicação Social (CS) faz com uma derrota da Selecção Nacional, rapidamente percebo porquê razão não vamos nunca ganhar seja o que for nas Competições de Selecções.

Quando a nossa equipa perde, seja num jogo treino ou não, tal é sempre motivo de preocupação e de profunda analise e nunca de regozijo e satisfação porque se viram sinais positivos.

Aliás, eu pergunto onde estiveram os sinais positivos neste jogo ante a França onde todos vimos uma defesa Lusa a cometer disparates atrás de disparates. E tanto foi assim que o Seleccionador Nacional Fernando Santos disse que não se podem voltar a cometer erros infantis desta gravidade e índole em alta competição.

Mas estas afirmações de Fernando Santos a nossa CS meteu-as num saco roto e perdeu-as nas suas vastas redacções. E com isto mantemos o mal do costume de embarcarmos todos, mesmo que à força da cegueira selectiva, numa onda positiva que depois de perder a sua força vai fazer a habitual vítima: o Treinador. Fosse Paulo Bento a perder este jogo ante a Selecção Gaulesa e o que não se t6eria dito e escrito nos Jornais, Rádios, Televisões e afins.

Vá, por alguma razão Portugal ostenta orgulhosamente como seu grande símbolo Nacional o Fado. O triste e enfadonho Fado de que não sabermos fazer uma séria autocritica quando perdemos.

Só melhora aquele que aprende com os erros e não aquele que camufla os erros conformem as “ondas” lhe dão ou não jeito. Mas esta parte o Fadinho Lusitano parece não querer entender.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Plantel 2014/15

Fonte: zerozero
 
Este quadro mostra-nos o actual Plantel do Futebol Clube do Porto. 
 
Ainda haverá com toda a certeza algumas saídas e entradas porque o Clube parece estar interessado em vender o passe de alguns dos seus Atletas caso surjam propostas que satisfaçam todas as partes, mas penso que já se pode fazer um pequeno esboço do FC Porto 2014/15. Vamos por partes.
 
Baliza: Aqui tudo parece ser muito claro. Helton, Fabiano e Andrés Fernández. Ricardo ficará de fora até porque do que já se viu de Lopetegui o Espanhol não aposta em Jogadores que não tenha indicado, para mais já se vai falando na possibilidade de o antigo Guardião da Académica poder sair por empréstimo.
 
Kadú, mais um “produto” made in Dragon Force, terá de se contentar em, mais uma vez, jogar na equipa B na vã esperança de que algum dia venha a ser integrado no plantel principal.
 
Defesa: Outro aspecto que tem sido notório em Lopetegui é que este vai querer ter à sua disposição dois defesas laterais e quatro centrais. Danilo e Daniel Opare irão “lutar entre si” pelo posto de defesa direito e Alex Sandro irá fazer o mesmo com o Espanhol José Ángel. Quanto à posição de central temos ainda somente três que dão pelos nomes de Maicon, Bruno Martins Indi e Diego Reyes. Tudo indica que virá mais um Espanhol para reforçar esta posição, ficando desta forma completa a defesa do Dragão.
 
De fora ficam o lateral esquerdo Víctor García e o central Igor Lichnovsky. 
 
Pessoalmente preferia que o jovem Chileno Igor Lichnovsky tivesse integrado o plantel principal em detrimento do Mexicano Reyes dado que este só faz disparates e parece não aprender com eles, nas também se compreende que se queira uma evolução cautelosa do Chileno. 
 
Quanto ao Colombiano Victor, já é a segunda vez que não se consegue afirmar e como tal estará quase de certeza de saída do Dragão caso não consiga deixar de ser mais um na equipa B.
 
Meio Campo: Este é sem sombra de dúvida o sector que mais foi reforçado. Qualidade é coisa que parece não faltar e pendor ofensivo é também coisa que não faltará.
 
Casemiro, Yacine Brahimi, Héctor Herrera e Óliver Torres são alguns dos nomes sonantes que terá este novo Porto. Contudo a ver vamos se o treinador irá conseguir fazer render algumas destas estrelas que terão de dar o litro senão Evandro e Carlos Eduardo rapidamente lhes retirarão os lugares.
 
A maior dúvida será Juan Quntero. È certo e sabido que Lopetegui irá apostar tudo em Óliver e também é verdade que o Colombiano Quintero é muito inconstante ao longo da época, mas bem trabalhado e motivado poderemos ter um Quintero no seu melhor. A ver vamos o que vai isto dar.
 
Com a mais que provável saída de Defour, o jovem Português Rúben Neves poderá ter uma pequena e muito remota hipótese de “rodar” no plantel principal se bem que o mais certo é que este vá evoluir calmamente na equipa B.
 
Fora do “baralho” do meio campo Portista ficará João Graça que terá de mostrar aquilo que vale na equipa de Luís Castro.
 
Ataque: Este é a meu ver o sector mais equilibrado com quatro extremos e três pontas de lança. Todos eles de grande qualidade e com características que proporcionam muitas soluções ofensivas a Julen Lopetegui.
 
Como dizem os Brasileiros, “se mexer estraga” mas é certo e sabido que Jackson está ansioso por ir embora e também é sabido que o Clube Azul e Branco já tem um sucessor observado e contactado, mas se tal tiver de acontecer será um mal necessário dado que o dinheiro, pouco ou muito, faz sempre muita falta e jogadores contrariados não fazem cá falta alguma.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Vitória só da Raça e do querer

O FC Porto está nos oitavos-de-final da Liga Europa, depois de um jogo frenético em Frankfurt. A equipa de Paulo Fonseca esteve sempre em desvantagem, cometeu vários erros defensivos, mas demonstrou atitude e vontade, que acabaram por premiar os Dragões perto do fim. Mangala, com dois golos, e Ghilas, com o tento final, foram os heróis da partida, que também contou com boas exibições de Fernando e Quaresma, por entre (muitas) falhas de Jackson. Segue-se o Napoli.
 
Para o onze, Paulo Fonseca desta vez não escolheu Josué, mas sim Carlos Eduardo, com o objectivo de o Brasileiro dar mais qualidade na criatividade do jogo Portista, um dos problemas apontados depois da derrota caseira contra o Estoril.
 
A outra novidade, embora essa muito mais esperada, foi o regresso de Maicon ao centro da defesa, para jogar ao lado de Mangala num betão que se desejava intransponível para que, com inspiração ofensiva, a eliminatória fosse virada a favor das cores Lusitanas.
 
Na retina estava ainda a partida no Dragão, que chegou a colocar o FC Porto numa posição bastante tranquila na eliminatória, com o 2 x 0, mas que terminou de forma amarga, após os Azuis e Brancos consentirem o empate a dois golos. Em todo o caso, ficou a sensação de que os Alemães estavam perfeitamente ao alcance da equipa Portuguesa.
 
Os Colombianos são conhecidos como 'cafeteros' e têm tido uma história recente de sucesso com o FC Porto. Guarín, James ou Falcao são nomes já incontornáveis da história do Clube, sendo que o jogador que tem seguido essa linha é Jackson Martínez, melhor marcador do Campeonato anterior e também o melhor da Liga ZON Sagres que está em curso.
 
Contudo, poder-se-á dizer que a primeira parte do avançado em nada contribuiu para esse estatuto, pelo contrário. A entrada dos Portistas em campo foi de atitude, raça e entrega, com a bola no pé e a baliza adversária na mira.
 
O meio-campo ia mostrando boa mobilidade e a criação ficava a cargo de Ricardo Quaresma, a quem tem sido dada a responsabilidade do desequilíbrio, essa malapata na equipa de Paulo Fonseca. Os laterais Danilo e Alex Sandro também subiam bem no terreno e apoiavam nas missões ofensivas, pelo que só faltava uma coisa: marcar.
 
Essa missão é, pois está claro, de toda a equipa, embora exista um jogador mais próximo da baliza contrária. Neste caso, o jogador é Jackson e o Colombiano era quem tinha nos ombros o peso da responsabilidade de concretizar. Era ele o alvo final das construções de jogo Portistas, era nele que os colegas acreditavam, mas foi ele quem não correspondeu.
 
Uma, duas, três vezes em que o dianteiro teve os serviços dos colegas bem realizados, só que a sua resposta não foi à altura, com más receções de bola que deitavam por terra a possibilidade de boa posição para marcar.
 
Oportunidade, na verdadeira ascenção da palavra, aconteceu pela primeira vez junto a Helton, só que Johannes Flum atirou por cima, depois de mau alívio de Danilo. E a resposta foi logo a seguir, ao minuto 30, com Herrera a corresponder de cabeça de forma imperfeita a um cruzamento pela esquerda.
 
Os minutos corriam e o ritmo Portista começava a ser controlado pela equipa da casa, que pouco tempo depois inaugurava o marcador. Novamente cruzamento pela direita, Meer serve de peito e Stefan Aigner, de forma acrobática, desvia de Helton, que não fica totalmente isento de culpas.
 
A reacção para a segunda parte era obrigatória e aconteceu. O FC Porto entrou galvanizado e com vontade de marcar os dois golos que dariam a volta à eliminatória, só que surgiu novo revés logo de seguida, em mais uma desatenção da defesa Azul e Branca, que se esqueceu de Barnetta, depois de um afastamento da bola na área Portista. O Suíço, no limite da posição legal, assistiu Alexander Meier, que fez um golo que quase sentenciava a eliminatória.
 
Contudo, os Dragões não haveriam de baixar os braços. Ghilas entrou para o lugar de Herrera e os Dragões passaram para o 4x4x2, dando mais largura e fluidez de jogo à equipa, num esquema que beneficiou Fernando, com mais área de acção para desarmar e mandar no jogo.
 
Depois, surgiu a cabeça de Eliaquim Mangala. No dia em que soube da chamada à Selecção Francesa, o defesa Gaulês fez dois golos, após cruzamentos pela direita, recuperando a Chama do Dragão para a eliminatória.
 
Tudo igualado e perspectivas de prolongamento, só que Alexander Meier não entendeu dessa forma e, 'apoiado' por mais um erro defensivo dos Portistas, retomou a eliminatória favorável para os de Frankfurt, que só teriam que controlar os últimos 15 minutos da partida.
 
E foi nessa altura, em nova demonstração de querer dos Portistas, que o golo da passagem haveria de aparecer. Licá, entretanto lançado também para o terreno de jogo, foi servido num movimento para a esquerda, atirou para defesa incompleta de Kevin Trapp e Ghilas, oportuno, foi agil a movimentar-se e concreto no remate para a rede.
 
Reviravolta na eliminatória e o FC Porto a seguir em frente, mesmo sem ter ganho nenhuma das partidas. Valeu pela entrega da turma de Paulo Fonseca, que fica de aviso para os erros defensivos, embora tenha também provado que, havendo vontade, existem condições para muito mais.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Nabil Ghilas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Porto arranca a vencer mas com alguns apontamentos preocupantes.

 
O Porto arrancou o campeonato com uma vitória, mas apesar da última imagem que ficou ter sido o enorme talento de Quintero e a água na boca que deixou de ver mais vezes e com mais tempo de jogo, o Porto deixou alguns apontamentos que são preocupantes tendo em vista o futuro.
 
É sabido que P. Fonseca tentou imprimir um cunho próprio a este Porto, e abdicou da ditadura da posse imposta por V. pereira, na época anterior, e priorizou um Porto a jogar de forma mais vertical, um jogo com maior profundidade ofensiva e em que se explora mais o jogo pelas alas e não tanto o jogo pelo meio, com sucessivas tabelinhas quase a tentar marcar golos como em futsal.
  • P. Fonseca arriscou ao desfazer um 4x3x3 que tem sido a matriz do Porto da última década talvez
Falou-se muito da inversão do triângulo operada por Fonseca do 1X2 para o 2x1 e se isso seria uma opção mais ofensiva ou defensiva. Creio que o jogo da supertaça e mesmo este com o Setúbal esgotou para qualquer distraído qualquer dúvida de que ao inverter o triângulo o Porto não abdica de atacar, e se calhar até ataca e se expõe mais. Pode parecer contraditório, como é que passar para dois médios mais atrás se pode atacar mais.
Ora a questão é que o futebol não é pura matemática. É um jogo que pode ter os seus esquemas desenhados previamente mas que vive de dinâmicas. A mesma táctica com as mesmas peças pode ser totalmente diferente consoante a dinâmica que se imprime. Ora P. Fonseca opta pelo 2X1 mas em termos de dinâmica o que pretende é que o Porto saia a construir o jogo ofensivo mais de trás e que Fernando deixe de ser apenas o jogador dos equilíbrios e que ele próprio possa desequilibrar à frente e fazer movimentos de ruptura. Depois é preciso ver que o médio que se junta a Fernando é um médio que não é defensivo, espera-se quê seja um médio com rotação, capaz de pautar o jogo e aparecer em zonas de finalização.
 
Por outro lado, o Porto torna-se ainda mais ofensivo porque passa na prática quase para um 4-2-3-1. Isto porque Lucho sobe alguns metros no terreno para poder estar mais próximo de Jackson que na época passada tantas vezes sofria por ter poucos apoios próximos. Lucho agora joga quase como um 10 à antiga. Com liberdade para deambular nas costas do ponta de lança e aparecer algumas vezes a cair nas faixas, permitindo que o extremo flicta para o meio e apoie o ponta de lança em momento de finalização após cruzamento para a área.
Quando em posse, este jogo do Porto é mais vertical, mais ousado, com mais nervo, mais objectivo do que era o Porto com Vítor Pereira. Por outro lado, ficava a questão: como seria este Porto em momento defensivo?
  • E é aí que começam as preocupações…
Já na pré época em alguns jogos, principalmente nos da América do Sul se tinham visto falhas defensivas que não eram muito comuns. Pensava-se que poderia ser algum facilitismo de pré época. O jogo da supertaça não deu para dissipar grandes dúvidas uma vez que o Guimarães ofereceu pouca oposição ao Porto, ainda para mais, vendo-se a perder tão cedo.
 
Contudo este jogo com o Setúbal deixou algumas preocupações em aberto. O F. C. Porto deu muito espaço ao Setúbal no momento da transição ofensiva dos vitorianos. O Porto em transição defensiva demonstrou-se bastante desorganizado.
 
Contingências das alterações operadas por Fonseca a meio campo e que se trata de mexer numa estrutura que está sedimentada no adn do Porto. Não que achemos que seja crime de lesa pátria a ousadia e até arrojo de Fonseca. Contudo, deverá demorar tempo a ser afinado e convém salientar que contra outras equipas os espaços que o Porto concedeu ao Setúbal poderão ter resultados catastróficos.
Á primeira vista poderá colocar-se as culpas apenas no quarteto defensivo. Afinal viu-se Otamendi e Mangala perderem as primeiras bolas, algo raro , e Danilo a ver muitas vezes o seu espaço nas costas explorado ( aqui já não é algo de assim tão novo), contudo será preciso ver a equipa como um todo para perceber tamanhas falhas.
 
Mais grave ainda, foi perceber que o Porto mesmo jogando contra 10 jogadores continuou a mostrar insegurança e incapacidade de conseguir controlar o jogo e não permitir veleidades ao Setúbal que mesmo com 10 ia conseguindo discutir o jogo e aparecer em zonas de finalização.
 
A verdade é que a defesa do Porto em todo o campeonato passado nunca se viu tão exposta aos ataques adversários como neste jogo em Setúbal. Trata-se de um problema colectivo, de um problema táctico.
 
Lucho a 10 nesta fase da carreira até faz sentido, pois Lucho jogando a 3 no meio campo por vezes não aguentava o desgaste inerente às funções defensivas e não tinha depois a mesma frescura para aparecer em zona de finalização ou último passe como costumava fazer antes da sua ida para o Marselha.
 
A ideia de Fonseca era boa, colocar Lucho mais próximo da zona de decisão, com maior liberdade para pensar o jogo e assim poder durar mais tempo em campo, algo que era mais complicado jogando uns metros mais atrás.
Mas é um facto que subtraindo Lucho as dinâmicas a meio campo alteram-se de forma algo radical. Fernando tem que se acostumar a partilhar espaço com outro médio, e tem que saber ser mais do que um médio de contenção e de equilíbrios como o era no 4x3x3 habitual.
 
Essa dificuldade de articulação com o 2º médio faz com que o Porto quando em posse, seja capaz de colocar muitos homens na frente, 3 avançados, mais Lucho, mais Defour ou Fernando, e ainda os laterais. O problema é quando perde a bola. A equipa no momento da perda encontra-se várias vezes desposicionada, totalmente desiquilbrada obrigando a que a defesa, nomeadamente Mangala ou Otamendi tenham a enorme responsabilidade de terem que ganhar a 1ª bola, caso contrário a equipa não tem tempo para recuperar e fica muito espaço no meio campo para o adversário explorar e chegar rapidamente à baliza de Helton com pouca oposição.
De certa forma, assiste-se por vezes a uma “benfiquização” do Porto. Sei que isto poderá parecer até pecado, mas digo-o no sentido em que por vezes aparenta ter aquilo que o Benfica de Jesus tinha de mais fraco. Uma equipa que realmente consegue colocar muitos homens no processo ofensivo, consegue empolgar, joga sempre com os olhos colocados na baliza, mas que também permite que o jogo se parta muito entre defesa e ataque, o que para adversários que saibam explorar bem os espaços pode ser fatal.
  • O Porto ao longo destes anos, pode não ter sido o campeão da nota artística nem a equipa que mais entusiasma, mas tinha algo que ganhava campeonatos… Solidez
O Porto sempre tem sido uma equipa equilibrada. Sem vertigem, serena, sabendo gerir os ritmos do jogo conforme lhe convém mesmo que isso possa significar um jogo por vezes mais arrastado e pouco entusiasmante para a bancada. O Porto de Vítor Pereira tinha dificuldades nos jogos contra equipas muito fechadas, contudo praticamente não lhes dava uma única hipótese de criar uma oportunidade de golo.
 Era uma equipa muito compacta, que usava e abusava da posse mas que sabia defender-se muito bem com ela. Raramente era apanhada em contrapé. No momento de perda da bola, era a equipa que melhor sabia reagir em Portugal. Asfixiava o adversário e não o deixava jogar e podia fazê-lo porque durante grande parte do jogo tocava a bola, por vezes até levar o adversário e o próprio Porto e massa associativa à exaustão.
 
Mas a equipa estava sempre brilhantemente posicionada no momento de perda da bola. Era uma equipa fortíssima na transição defensiva e que por isso era mesmo a melhor defesa do campeonato e uma das melhores da Europa. Era muito complicado apanhar o F. C. Porto desprevenido no momento da transição.
 
Ora os jogadores da defesa mantêm-se todos. Não será por isso uma questão individual. Trata-se de uma questão estrutural, uma questão de dinâmica. Este Porto de Fonseca parte mais o jogo, algo que Vítor Pereira abominava. Ele próprio dizia que não gostava de ganhar 4-3 porque isso significaria um jogo partido e que a sua equipa não havia dominado o processo defensivo.
 
Paulo Fonseca ainda no Paços dizia-se fã de Jorge Jesus. Curiosamente o Paços pautava-se por ser uma equipa essencialmente organizada e aguerrida e não propriamente super ofensiva.
 
Contudo no Porto Fonseca realmente tem aparentado deixar uma certa vontade de trabalhar para uma nota artística mais elevada e este Porto demonstra uma maior aproximação ao estilo de Jesus, embora não ainda ao ponto de inventar adaptações, e de jogar com dois pontas de lança e um extremo adaptado a médio centro.
O Porto de Vítor Pereira sofria para furar defesas como as do Setúbal, contudo em jogos contra o Benfica, contra equipas que quisessem partir o jogo, o Porto dominava e subjugava o adversário com a sua posse e excelente controle dos espaços. Não deixava jogar. Apenas o Porto tinha a bola.
 
Este Porto de P. Fonseca para já aparenta ser capaz de entusiasmar mais, de ter um futebol menos sonolento, mas também se mostra perigosamente exposto na transição defensiva. Poderá ser bom para derrubar autocarros, mas poderá ser perigoso quando do outro lado encontre uma equipa que se dê bem com um jogo partido e com espaços para as transições.
 
Este Porto quer discutir o jogo pelo jogo, jogando mais aberto e deixando também que o adversário possa assim responder.
  • Um bom “problema” chamado… Juan Quintero
Será importante ver como Fonseca lidará com estes sinais, mais ainda quando tem um novo problema para resolver. Neste caso, um bom. Juan Quintero. Foi o que melhor se retirou do jogo de Setúbal. Aquele pé esquerdo não engana, e Quintero tem que assumir a titularidade. E a 10. Curiosamente a posição assumida por…Lucho. Um intocável para P. Fonseca. Mas aí residirá também muito daquilo ele poderá valer como líder. Até Baía num certo momento teve que passar a tocha a Helton. Não será vergonha nenhuma se tiver chegado o momento de Lucho fazer o mesmo com Quintero. Até porque claramente o Colombiano encaixa melhor neste 4x2x3x1 jogando como 10 e seria um crime prendê-lo a uma faixa. Mais ainda quando para esse papel de falso extremo já temos Josué que fez também uma grande exibição e que combina muito bem com Quintero no onze, pois ambos são esquerdinos entendem-se às mil maravilhas fazendo trocas posicionais entre si. Já tenham deixado sinais muito interessantes quando Quintero coabitou com Josué no amigável com o Nápoles. Será uma pena não explorar esta sociedade de esquerdinos…
Tem a palavra Paulo Fonseca…

sábado, 15 de junho de 2013

Mais-valia ou menos-valia?

Aqui há dias o matutino O JOGO fez da sua capa uma notícia que dava como certa a aposta do novo Treinador do Futebol Clube do Porto no Uruguaio Jorge Fucile. O Internacional da Celeste desde os tempos de André Villas-Boas que deixou de se equipar de Azul e Branco e chegou mesmo a ter de se transferir temporariamente para o Santos do Brasil como moeda de troca no negócio Danilo.
Confesso que sempre fui um admirador das grandes qualidades de Fucile. Nunca entrei naquela ideia estupida de que o Jorge teria de ser o capitão do FC Porto porque Fucile tanto tem de bom Jogador como de repente lhe passa uma coisa pela frente e mete água por todos os lados O que sempre me agradou em Fucile é a sua “teimosia” e polivalência. Jorge Fucile é um Guerreiro em campo e dá sempre tudo pelo Clube nos dias bons e para mais pode jogar em ambas as faixas da defesa.
 
O problema de Fucile é, como já aqui disse, as “paragens cerebrais” que este por vez tem durante os jogos e Danilo. 
O Brasileiro tem tiques de vedeta e quando alguém o relega para o banco eis que este reage da pior maneira possível e vai ser muito complicado os Dragões conseguirem despachar esta “encomenda” que veio do “Peixe” pelo mesmo estapafúrdio preço que custou o seu passe (acima deste só se Pinto da Costa fizer mais um enorme milagre). Para comprovar tal coisa vamos que recuemos um pouco no tempo para nos recordarmos das birras do menino Danilo quando Miguel Lopes o relegou justamente para o banco.
 
Resta portanto o lado esquerdo da defesa Portista que tem apenas com o dono Alex Sandro. Alex é de longe um profissional muito melhor que Danilo e procura sempre jogar ao mais alto nível, contudo jogar sempre a um nível elevado durante uma Temporada é complicado mesmo para um Jogador como o Alex. Fucile poderá muito bem ir alternando a titularidade desta posição com o jovem Brasileiro.
O grande problema (o maior de Jorge Fucile) é que este não convive muito bem com as rotatividades e banco. Caberá a Paulo Fonseca saber gerir este problema e todos sabemos o que de mal fez o Uruguaio quando meteu na sua cabeça que tinha de sair do Dragão…
 
Por tudo isto fica a pergunta no ar: Jorge Fucile será uma mais-valia ou será uma menos-valia para Paulo Fonseca e Clube? Penso que só o tempo nos dará esta resposta e até lá bem cindo de volta Jorge!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Não sejas teimoso Mou

Esta Temporada José Mourinho tem andando à procura de uma linha defensiva que lhe garanta a mesma segurança defensiva que teve na época anterior onde o Real Madrid CF bateu todos os recordes. A serie interminável de lesões, indisciplina e baixa forma dos guarda-redes e defesas tem obrigado El Português a fazer experiências que não tem corrido nada bem.

Contudo por vezes há males que vêm por bem. Nesta sua pesquisa de candeia á mão, Mou acabou por descobrir que tem no seu Plantel um Jogador que lhe dá uma enorme garantia defensiva. Para tal foi preciso que Pepe (o Melhor central do Mundo) se lesionasse com alguma gravidade para que Ricardo Carvalho ressurgisse das cinzas do esquecimento. E bendita a hora de tal regresso!

Carvalho voltou a fazer parte das opções e, como se por magia, os problemas das bolas paradas deixaram de ser um problema e a linha defensiva Merengue ganhou finalmente o tal “Patrão” que tardava em aparecer. Ricardo Carvalho comanda a defesa Blanca e ainda tem tempo para colocar juízo na cabeça de Casillas e para dar uma ajudinha ao ataque. Ricardo carvalho é sem sombra de dúvida o reforço de inverno que todos os Madridistas desejavam. Só é pena que venha tão tarde, mas mais vale tarde do que nunca.

Quando Pepe e Marcelo estiverem aptos para jogar, o Real Madrid CF vai ser Senhor de um autêntico muro composto por Ramos na direita, Pepe e Carvalho no meio e Marcelo na ala esquerda. Com esta defesa é bem possível a remontada em La Liga, a vitória na Copa del Rey e a Décima Champions da História da Casa Blanca.

Como já aqui o disse, só é pena que Mourinho se tenha lembrado de carvalho agora. O incidente que o Atleta Luso teve com Paulo Bento e a forma estapafúrdia como este se justificou perante a Comunicação Social desgastaram muito a imagem de Carvalho e tal também se reflectiu negativamente no seu desempenho em campo que decaiu muito, mas após uma longa travessia no deserto eis que este enorme central está de volta para por a “canalhada da defesa” no seu devido lugar.

Bem-vindo Ricardo Carvalho! Que sejas o Patrão da defesa por muito e muito tempo pois se estivermos á espera de Casillas e Ramos para desempenhar tal papel então estamos bem tramados.

Uma nota final para deixar um aviso à personagem obscura que tem por hábito encher a caixa de comentários de outros autores/temas do Mística com spam: neste espaço o lixo é sempre colocado no caixote de lixo. Para mais a temporada do circo já terminou pelo que será de bom-tom meter de vez a viola ao saco e seguir viagem juntamente com o resto da malta maquilhada que tem como função fazer rir o público. Faça o favor de não deixar o insulto da Praxe… Já se sabe para onde isto vai. E nem dá para reciclar tal coisa!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

¡¡Hala Madrid!!: Assim é complicado

Efectivamente os Deuses da Fortuna estão de costas voltadas para o Bernabéu. Esta temporada já perdi a conta ao n-º de lesões complicadas que não tem permitido ao Real Madrid CF jogar na sua máxima força. E se formos a olhar para a linha defensiva então podemos afirmar que as lesões fulminaram por completo qualquer possibilidade de se criar uma defesa sólida que tape as asneiras de Casillas.
 
Híguain, Benzema, Arbeloa, Marcelo e agora Pepe. Todos eles sofreram lesões graves que os afastaram durante bastante tempo dos relvados e quase todos eles não conseguiram ainda alcançar a grande forma a que nos habituaram. 
 
Perante este cenário é com enorme preocupação que olho para o regresso de Marcelo e de Pepe. Será que o melhor defesa esquerdo do Mundo e o melhor central do Mundo recuperarão de vez das suas maleitas e regressar em condições á competição?
 
Para além disto as supostas alternativas não são de confiança. Por exemplo, o suplente de Marcelo é Coentrão que desde que chegou a Madrid mostrou ser um enorme barrete que de profissional não tem nada. Não sei que tipo de tratamento o Caxineiro teve no Benfica, mas isto de fumar antes de uma sessão de treinos é uma atitude que nem um Jogador amador tem. E para mais já são por duas vezes que Coentrão repete a gracinha… 
 
Quanto a Pepe temos sempre o jovem Varane e o experiente Raul Albiol, mas se o primeiro é ainda muito jovem e acusa a pressão de jogar nos Merengues, o segundo revelou ser um tremendo flop do qual a Equipa Blanca nunca conseguiu livrar-se. 
 
E depois temos o mediano Arbeloa que não tem no actual plantel quem possa substitui-lo na sua função de defesa lateral direito. Demasiadas incógnitas, muitos problemas que não foram devidamente resolvidos numa pré-temporada em que se perdeu mais tempo com outro péssimo profissional (Luka Modric) do que em reforçar verdadeiramente a equipa com Jogadores que consigam mantel o elevado nível de jogo Madridista.
 
É muito por causa destas coisas que levo as mãos à cabeça quando ouço falar em contratar Gareth Bale, Falcao e outros tantos… No tempo de Valdano os Merengues era a caderneta de cromos do Argentino que de futebol não percebia absolutamente nada e agora parece que se mudaram as caras mas as pancas continuam a ser as mesmas. 
 
Para se fazer uma Equipa forte e competitiva a Casa Blanca tem de perceber que 90% dos adeptos funcionam como o catavento, ou seja, se a Equipa ganha os Jogadores são fabulosos e o Treinador é um Génio e quando a Equipa perde tudo muda e não passam todos de uma cambada de bestas. Assim não se vai lá!
 
As prioridades da Equipa Merengue para este mercado de inverno consistem em arranjar um Guarda-redes que faça frente a Casillas para ver se este “desce do poleiro” e começa a jogar como deve ser, contratar um defesa lateral direito que relegue Arbeloa para o banco e, por último, contratar um central de classe mundial para que este mostre a Sérgio Ramos que se começar com as suas habituais palhaçadas vai +para o banco que é um mimo. De outra forma vai ser complicado ganhar seja o que for esta Temporada…

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Olhar o Dragão 2012/13 (Parte 2)


Visto o que nos espera na Baliza, eis que vou hoje olhar sobre a Defesa. Este é daqueles sectores onde existe alguma qualidade, uma centena de cismas e muita ingratidão.

Do pouco que ainda me foi dado a ver no que diz respeito á linha defensiva o FC Porto apenas tem uma certeza. A dupla de Centrais já está encontrada e parece ter vindo para ficar. Maicon e Otamendi tem estado muito bem e tem-se completado de tal forma que quando um falha o outro “limpa” a asneira. Maicon sempre foi um Central de enorme qualidade que teve a oportunidade de mostrar o seu valor e agora é cada vez mais o Patrão de uma defesa ainda em construção. Resta agora saber se Otamendi vai manter a cabeça em cima dos ombros e faz uso da sua velocidade e capacidade de antecipação.

Sereno é o elo mais fraco dos 4 Jogadores da posição central. Trata-se de um Atleta esforçado que por norma deixa tudo em campo, mas é preciso ver que o Futebol Clube do Porto não joga só para os Campeonatos Internos e todos sabemos que Sereno não tem estaleca Europeia. O elo mais fraco por culpa propia e que ainda por hoje tem o seu futuro por definir é Rolando. Este último já demonstrou pelas mais variadas vezes que não quer mais vestir de Azul e Branco e sendo assim não se deve contar com um Jogador destes. Resta é saber quem irá ocupar o seu lugar.

Quanto a Mangala, este moço parece ter muito potencial mas muito pouco juízo. Ainda tem muito que aprender e não será a adapta-lo a Defesa Lateral ou a Médio que se vai melhorar a sua performance.

Visto a zona Central da Defesa Portista, eis que passamos para as faixas laterais. Aqui também existem muitas dúvidas e vontade de sair para não variar.

E como é óbvio não poderiam faltar as injustificadas cismas… Aqui apenas existe uma certeza: Danilo. Este jovem Brasileiro que ainda não mostrou nada de especial a não ser que sabe lesionar-se sozinho e com gravidade será o dono da Defesa do lado direito aconteça o que acontecer. Isto porque os milhões que custou o seu passe aliados á fraca concorrência de Miguel Lopes e dos adaptados Djalma e outro qualquer não lhe tirarão o lugar. De fora fica Sapunaru porque simplesmente o Treinador não gosta do rapaz mesmo que este seja de melhor qualidade que os adaptados e suplentes de Danilo.

Do lado esquerdo o filme é muito parecido se bem que aqui temos o “amuado” Alvaro Pereira que anda a berrar há que séculos por uma saída do Dragão e Alex Sandro que já mostrou ter capacidade para ser um dos Melhores Laterais Esquerdos da Europa. Tirando estes dois o leque de opções para esta posição é reduzido a zero a não ser que VP resolva recorrer a adaptações que fazem dó a quem assiste aos jogos do FC Porto.

E é assim no meio de tantas indefinições que se vai montando a linha defensiva do Futebol Clube do Porto. Ainda estamos longe do início da Temporada e espero que até lá tanto o Treinador como o Clube clarifiquem de vez as ideias e deixem de lado cismas e lugares cativos sem nexo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

¡¡Hala Madrid!!: Preparar o Futuro

Depois de uma temporada onde o Real Madrid CG alcançou o tão almejado Título de Campeão nacional espanhol, eis que chegou a hora de reflectir sobre o futuro. Naturalmente que José Mourinho já deve ter a próxima época preparada há muito tempo, mas o facto é que na última conferência de imprensa este deu a entender quem irá sair e ficar no clube,

Se na baliza ficou bem patente que não haverão mexidas, o mesmo não se pode dizer da defesa onde a contratação de um defesa direito e um central vão ser uma prioridade. Isto porque Arbeloa cumpre mas não tem um suplente á altura e porque Ricardo Carvalho iniciou a fase descendente da sua carreira restando-lhe apenas terminar em grande num outro Clube. 

Precisamente para reforçar a posição de Arbeloa tem-se falado de Ivanovic do Chelsea. Uma excelente contratação a meu ver pois este Jogador tanto joga a defesa direito como a central. È uma espécie de Sérgio Ramos só que não sofre da mesma vertigem do Espanhol que por vezes prejudica a Equipa Merengue quando este resolve sair tresloucadamente da sua posição com a bola dominada. Vamos a ver se a transferência do Sérvio se concretiza ou se surgirá outro nome.

Quanto ao central para ocupar o lugar de Carvalho, Raul Albiol e Varane poderão muito bem preencher esta vaga. E acrescente-se que tanto um como o outro tem muito potencial e acredito que quando forem chamados á titularidade que não ficarão nada atrás de Pepe e Ramos.   

Passando para o meio campo, eis que Mourinho passou a ideia de que Kaká estará de saída. È uma pena, mas o Português acha que o Brasileiro não tem tido a força necessária para fazer parte do plantel do Real Madrid CF que vai atacar todas as frentes na próxima Temporada. Contudo o Real tem muitas opções neste sector e ainda para mais tem-se falado muito em Witsel que tem feito um bom Campeonato na Liga Portuguesa. 

Se o Belga vier mesmo para a Capital Espanhola eis que chegará então a hora do El Pirata Granero que terá de estar á altura de substituir Mesut Özil quando o Alemão não puder jogar. Pessoalmente deposito muita confiança no Granero que é mais um excelente produto da Cantera Madridista. Um pouco de trabalho e confiança e Granero poderá tronar-se num dos grandes Jogadores Blancos.

Para o fim temos o ataque. Mourinho disse e bem que será impossível o ataque da Casablanca fazer melhor do que aquilo que fez na época que agora terminou. Ronaldo, Benzema, Di Maria, Higuaín e Callejón fizeram do Real Madrid uma máquina de marcar golos que arrasou por completo em La Liga BBVA e que na Champions caiu apenas nas Grandes Penalidades.

Como dizem os Brasileiro, se mexer estraga. Sendo assim no que diz respeito ao ataque penso que será mais sensato manter tudo como está do que andar a gastar dinheiro com reforços que serão caros e pouco uteis. Alimentar ilusões pode ser perigoso e como Madridista não quero isto porque para mim o Clube está sempre á frente de tudo.