A crise financeira que se abateu sobre alguns clubes de primeiríssimo plano em Portugal, a indefinição na formação dos planteis bem como a atabalhoada inscrição mesmo em cima do prazo limite, por equipas das divisões secundárias, teve pelo menos uma vantagem: alertar os “presidentes/gestores”. O tempo das vacas gordas acabou, e graves problemas se avizinham. Sobretudo para os dois circos da Segunda Circular, com tratamentos de privilégio aquando da construção dos estádios e que, mesmo agora, graças ao BES empurram com a barriga, os Passivos para datas longínquas.
Vão-se conhecendo algumas coisas interessantes. O Tribunal de Contas (TC) recusou o visto prévio ao contrato-programa celebrado entre o Governo da Madeira e o Marítimo, destinado a financiar a remodelação do Estádio dos Barreiros que, no final da obra, vai custar à região cerca de 80 milhões de euros. Ao chumbo do Tribunal de Contas, o Governo madeirense reagiu para garantir a conclusão do estádio, cuja reconstrução arrancou antes da autorização camarária, e foi adjudicada sem o necessário visto prévio daquela entidade fiscalizadora. Depois de um controverso processo de cedência ao Marítimo, “a título gratuito e definitivo”, do antigo estádio que era propriedade do Estado, avaliado apenas em 17 milhões, o Governo assumiu na totalidade o custo das obras que, pasme-se, já não eram sequer da sua responsabilidade. Deve ser por isso que o senhor Carlos Pereira, visita habitual do camarote do clube da treta, anda tão nervoso.
Cá pelo burgo, o em breve, futuro ex-presidente, despreza os principais clubes da cidade, Salgueiros, Boavista e Futebol Clube do Porto. No partido ninguém o quer ver por perto, deve ir parar a qualquer instituto ou organização governamental, assim uma espécie de Santana Lopes, que foi colocado na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, só para não os chatear. O senhor Rio, atarefado como anda a vender os parquímetros, os serviços de recolha de lixo, as águas, e o que ainda resta dos edifícios camarários, quando for à vidinha dele deixa como herança o Mercado do Bolhão, cuja recuperação era da sua competência, em ruínas, e um rol de indemnizações a pagar nos processos em que se meteu, e perdeu.
Noutro quadrante, Vale e Azevedo mostra-se desiludido com a justiça portuguesa, confessou ter pensado em suicidar-se quando esteve 14 segundos em liberdade e o voltaram a engavetar, por “se ter apropriado de 4 milhões de euros do Benfica”. Enquanto isso, o senhor Vieira usa este mesmíssimo argumento como justificação para ter aumentado o Passivo da ”instituição”, 5 vezes em 8 anos, e não acontece nada.
Mas, como resmungava a minha Avó: “Deus castiga sem pau nem pedra”. Um dos seus treinadores preferidos (não é o carroceiro, é outro) que gosta de meter o dedo onde não é chamado, ainda não sofreu nenhum castigo da querida Federação da bola ao cesto. Claro que devem ter muito que fazer, para ajudar o Sampaiense ou o Barcelos a competir com o clube da treta, enquanto ele, só por ter andado a combinar com o vizinho do outro lado da rua como haviam de beneficiar das arbitragens, apanhou uma multa e vai 45 dias para o degredo!
Segundo os jornais económicos, 638 mil portugueses ficaram sem o subsídio de férias que lhes foi roubado pela quadrilha do senhor Relvas. Um fim-de-semana em casa de parentes da província onde já não iam há anos, ou 15 dias num Parque de Campismo são recursos que alguns ainda podem utilizar. Senão olhem, visitem os túneis!
Há mesmo, filhos e enteados.
Até à próxima
terça-feira, 31 de julho de 2012
Filhos e Enteados
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Olhar o Dragão 2012/13 (parte 4)
Chegamos agora á penúltima fase desta análise que tenho feito ao FC Porto versão 2012/13. Depois de ter analisado e opinado sobre a baliza, defesa e meio campo Azul e Branco, eis que irei agora dissecar o sector onde o Dragão tem muitas e boas opções (ao contrário da Temporada anterior).
Na época anterior o ataque foi o calcanhar de aquiles do FC Porto pois a saída fora do tempo deixou algumas mossas que custaram uma boa prestação na Liga dos campeões, uma eliminação prematura na Taça de Portugal e um Campeonato ganho com muita sorte á mistura. Ora precisamente para contrariar este cenário eis que os dirigentes do FC Porto colocam á disposição de VP e seus pares nada mais, nada menos do que 3 Pontas de Lança e 6 Extremos.
Para mim o n.º ideal de avançados cifra-se em 3 pontas de lança e 4 extremos. Ou seja, Jackson Martinez, Kléber e Janko deverão permanecer no Plantel pois cada um deles fornecerá a Vítor Pereira uma solução diferente consoante o tipo de adversário que os Dragões terão de enfrentar. Resta então saber quais dos extremos devem sair do Plantel definitivamente ou por empréstimo. Sendo assim, e tendo em conta os onzes que Vítor Pereira tem apresentado, estou em crer que James, Varela, Atsu e Hulk ficarão no Plantel principal. Iturbe será um Jogador a ter em linha de conta caso Hulk se vá embora depois da sua participação nos Jogos Olímpicos.
Pessoalmente preferia que Djalma fosse cedido de uma vez por todas a outro Clube porque este não tem qualidade para estar no FC Porto apesar de ser muito esforçado, dando assim espaço a Iturbe, mas o Treinador Portista parece gostar muito de Djalma que joga e todas as posições menos na baliza (joga sem qualidade nenhuma, mas joga diga-se de passagem).
De fora deste lote ficará quase de certeza o Brasileiro Kelvin. Não que Kelvin não seja um excelente Jogador que a qualquer momento pode resolver uma partida com o sue espectacular drible, só que este ainda muito jovem Atleta ainda precisa de melhorar o tempo de passar a bola e tal só será possível se este jogar com alguma regularidade. Deixar o Kelvin no banco é o mesmo que deitar ao caixote do lixo um saco carregado de diamantes. Mais uma temporada a jogar numa equipa da Liga Zon Sagres será o melhor para este talentoso Brasileiro
De resto neste sector o FC Porto dispõe de muitas soluções. Resta agora é saber se Vítor Pereira vai ou não saber aproveita-las quando delas necessitar. Sinceramente não creio que tal vá suceder pois o Treinador Português não tem outro plano senão o que tem apresentado nos jogos de preparação que a Equipa realizou até á data… È uma pena que assim seja pois esta temporada é sem sombra de dúvidas a mais rica no que ao ataque diz respeito. Não me recordo de um Futebol Clube do Porto com tanta qualidade na sua linha de ataque.
Na época anterior o ataque foi o calcanhar de aquiles do FC Porto pois a saída fora do tempo deixou algumas mossas que custaram uma boa prestação na Liga dos campeões, uma eliminação prematura na Taça de Portugal e um Campeonato ganho com muita sorte á mistura. Ora precisamente para contrariar este cenário eis que os dirigentes do FC Porto colocam á disposição de VP e seus pares nada mais, nada menos do que 3 Pontas de Lança e 6 Extremos.
Para mim o n.º ideal de avançados cifra-se em 3 pontas de lança e 4 extremos. Ou seja, Jackson Martinez, Kléber e Janko deverão permanecer no Plantel pois cada um deles fornecerá a Vítor Pereira uma solução diferente consoante o tipo de adversário que os Dragões terão de enfrentar. Resta então saber quais dos extremos devem sair do Plantel definitivamente ou por empréstimo. Sendo assim, e tendo em conta os onzes que Vítor Pereira tem apresentado, estou em crer que James, Varela, Atsu e Hulk ficarão no Plantel principal. Iturbe será um Jogador a ter em linha de conta caso Hulk se vá embora depois da sua participação nos Jogos Olímpicos.
Pessoalmente preferia que Djalma fosse cedido de uma vez por todas a outro Clube porque este não tem qualidade para estar no FC Porto apesar de ser muito esforçado, dando assim espaço a Iturbe, mas o Treinador Portista parece gostar muito de Djalma que joga e todas as posições menos na baliza (joga sem qualidade nenhuma, mas joga diga-se de passagem).
De fora deste lote ficará quase de certeza o Brasileiro Kelvin. Não que Kelvin não seja um excelente Jogador que a qualquer momento pode resolver uma partida com o sue espectacular drible, só que este ainda muito jovem Atleta ainda precisa de melhorar o tempo de passar a bola e tal só será possível se este jogar com alguma regularidade. Deixar o Kelvin no banco é o mesmo que deitar ao caixote do lixo um saco carregado de diamantes. Mais uma temporada a jogar numa equipa da Liga Zon Sagres será o melhor para este talentoso Brasileiro
De resto neste sector o FC Porto dispõe de muitas soluções. Resta agora é saber se Vítor Pereira vai ou não saber aproveita-las quando delas necessitar. Sinceramente não creio que tal vá suceder pois o Treinador Português não tem outro plano senão o que tem apresentado nos jogos de preparação que a Equipa realizou até á data… È uma pena que assim seja pois esta temporada é sem sombra de dúvidas a mais rica no que ao ataque diz respeito. Não me recordo de um Futebol Clube do Porto com tanta qualidade na sua linha de ataque.
domingo, 29 de julho de 2012
Azar na Lotaria
O FC Porto somou, este Sábado, a primeira derrota da pré-época. Os Dragões perderam com o Valencia, terceiro classificado da última Liga Espanhola, por 1 x 1 (2 x 0 g.p). O jogo teve emoção mas foi apenas decidido nas grandes penalidades, onde os Bicampeões falharam todos os pontapés.
É, de resto, por aí que começamos. O FC Porto falhou todos os pontapés da marca de grande penalidade. Kléber, Iturbe, Kélvin e Moutinho não conseguiram bater Diego Alves. Na marca dos 11 metros o Valencia foi mais eficaz e fica com o troféu em casa.
Jackson Martínez voltou a merecer a confiança de Vítor Pereira, enquanto que João Pereira e Ricardo Costa foram apostas do técnico do Valencia.
O arranque da partida foi tímido, às vezes nervoso, com a equipa Portuguesa quase sempre por cima dos acontecimentos. O Valencia teve mais ocasiões de golo, mas a melhor oportunidade - da primeira parte - pertenceu ao FC Porto. Otamendi, a cerca de 25 metros da baliza, lançou uma "bomba" que rebentou na trave da baliza de Diego Alves.
Ao intervalo registava-se um nulo no marcador.
No regresso das cabines, o FC Porto voltou com muita vontade, mas voltariam a ser os Espanhóis a dispor de uma oportunidade para abrir o ativo. Aos 53 minutos, Ricardo Costa subiu "ao primeiro andar" e, na sequência do canto na direita, cabeceou ao poste da baliza de Helton.
O golo, esse, estava reservado para El Comandante, aos 57'. Lucho mandou uma bomba que Diego Alves não conseguiu travar.
O FC Porto estava na frente, mas a vantagem durou, necessariamente, pouco tempo. Aos 64 minutos, Andrés Guardado, reforço recrutado ao Deportivo, cruzou na linha de fundo e Jonas - no segundo poste - surgiu à vontade para fazer o golo de cabeça. 1 X 1.
Posto isto, os Bicampeões podiam ter voltado para a frente do marcador por Djalma. O Angolano ganhou o ressalto em zona privilegiada e na hora do remate a bola saiu enrolada.
As alterações retiraram, necessariamente, "chama" ao jogo de solidariedade para as vítimas dos incêndios em Valencia. Ainda assim, o Valencia fez tremer a defesa do FC Porto nos instantes finais da partida, mas seria na lotaria das grandes penalidades que tudo se resolveria.
Retirado de zerozero
É, de resto, por aí que começamos. O FC Porto falhou todos os pontapés da marca de grande penalidade. Kléber, Iturbe, Kélvin e Moutinho não conseguiram bater Diego Alves. Na marca dos 11 metros o Valencia foi mais eficaz e fica com o troféu em casa.
Jackson Martínez voltou a merecer a confiança de Vítor Pereira, enquanto que João Pereira e Ricardo Costa foram apostas do técnico do Valencia.
O arranque da partida foi tímido, às vezes nervoso, com a equipa Portuguesa quase sempre por cima dos acontecimentos. O Valencia teve mais ocasiões de golo, mas a melhor oportunidade - da primeira parte - pertenceu ao FC Porto. Otamendi, a cerca de 25 metros da baliza, lançou uma "bomba" que rebentou na trave da baliza de Diego Alves.
Ao intervalo registava-se um nulo no marcador.
No regresso das cabines, o FC Porto voltou com muita vontade, mas voltariam a ser os Espanhóis a dispor de uma oportunidade para abrir o ativo. Aos 53 minutos, Ricardo Costa subiu "ao primeiro andar" e, na sequência do canto na direita, cabeceou ao poste da baliza de Helton.
O golo, esse, estava reservado para El Comandante, aos 57'. Lucho mandou uma bomba que Diego Alves não conseguiu travar.
O FC Porto estava na frente, mas a vantagem durou, necessariamente, pouco tempo. Aos 64 minutos, Andrés Guardado, reforço recrutado ao Deportivo, cruzou na linha de fundo e Jonas - no segundo poste - surgiu à vontade para fazer o golo de cabeça. 1 X 1.
Posto isto, os Bicampeões podiam ter voltado para a frente do marcador por Djalma. O Angolano ganhou o ressalto em zona privilegiada e na hora do remate a bola saiu enrolada.
As alterações retiraram, necessariamente, "chama" ao jogo de solidariedade para as vítimas dos incêndios em Valencia. Ainda assim, o Valencia fez tremer a defesa do FC Porto nos instantes finais da partida, mas seria na lotaria das grandes penalidades que tudo se resolveria.
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Lucho Gonzalez
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Olhar o Dragão 2012/13 (parte 3)
Vista a situação da baliza e dissecada a linha defensiva eis que vamos agora olhar com muita atenção o meio campo do Dragão. Digo com atenção porque já diz o Povo que é no meio que está a virtude e efectivamente o Cérebro e Coração de uma equipa é o meio campo.
Ora bem, pelo que tenho visto e ouvido Vítor Pereira quer fazer deste novo FC Porto um Porto com muita posse de bola e pressionante q.b.. Ora para tal o Homem de espinho vai precisar com toda a certeza de 7um meio campo a alto nível e com uma frescura física impressionante. Só assim o Futebol Clube do Porto 2012/13 poderá ser a tal Equipa dominadora que asfixiará os seus adversários. Contudo penso que aqui VP tem em mãos um grande problema pois as opções para este sector tão vital são poucas e variam muito em termos de qualidade.
O actual FC Porto conta com uma linha de três grandes jogadores que a qualquer momento podem resolver uma partida. Fernando, Lucho e João Moutinho são o melhor meio campo que VP tem ao seu dispor. Fernando é e será sempre o Polvo que seca por completo qualquer iniciativa atacante dos adversários, El Comandante Lucho será o responsável pelo equilíbrio defesa/ataque dos Azuis e Brancos e João Moutinho irá completar com mestria o trabalho do Argentino.
O problema está no banco (já parece o Spot publicitário só que ao contrário). Isto porque actualmente Vítor Pereira não tem á sua disposição um suplente á altura de Fernando, Lucho e Moutinho.
Defour tem qualidade mas o facto de na temporada anterior foi forçado a “tapar buracos” e desta forma não criou raízes numa determinada posição que o faça render ao seu bom nível. O Belga será o suplente de João Moutinho mas a falta de opções irá com toda a certeza obrigar a que este jogue noutra posição fazendo com que a qualidade do meio campo Portista baixe de qualidade.
Temos depois a incógnita Castro. Pessoalmente deposito muita esperança neste jovem Jogador que tem a enorme vantagem de ser Portista e de sentir como poucos a camisola Azul e Branca. Resta é saber quem irá substituir castro…. Se por um lado o Gondomarense parece ter uma excelente visão de jogo e um remate portentoso que só iguala Lucho, por outro é um trabalhador nato que dá tudo por tudo na recuperação de bolas e cola-se de tal forma no adversário que imp0ede qualquer ataque dos adversários. Poderá ser uma opção importante para VP e companhia, mas a última palavra será sempre a de Vítor Pereira que parece não gostar muito deste Jogador.
Vítor Pereira tem apostado em James para fazer o papel de 10 no meio campo Portista. Confesso que não me desagrada esta opção, mas se o treinador tem como ideía jogar com um 10 no meio campo não se percebe porque razão Belluschi treina á parte do grupo… O pequeno Argentino pode não ser um grande Jogador, mas sempre é uma opção que permitiria a que o treinador não tivesse de recorrer a adaptações que reduzem o n.º de opções para outros sectores.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Mais uma para a colecção
De vitória em vitória aí está o Campeão a trilhar o seu percurso na pré-época. O FC Porto venceu o Santa Clara, por 0 x 3, em jogo da 3ª edição do Torneio Pedro Pauleta. "3" a conta que o FC Porto fez e chega, desta forma, ao Porto mais um troféu para repousar na montra Azul e Branca.
Vítor Pereira decidiu lançar Iturbe e Jackson Martínez na equipa titular. Fabiano ficou com a baliza e Djalma voltou a ser o defesa-direito.
Nos primeiros minutos os dragões tomaram conta da partida, mas o Santa Clara ainda tentou ameaçar as redes de Fabiano Freitas.
Aos 11 minutos, Maicon obrigou o guarda-redes do Santa Clara a uma defesa difícil, na sequência de um livre a 25 metros da baliza. O central parece mesmo ter convencido o técnico Portista a confiar-lhe a marcação de livres. Jackson Martínez, por seu lado, também quis mostrar serviço aos 29'. O atacante Colombiano, de cabeça, atirou para grande defesa de Hélder Godinho.
A cinco minutos do final o golo dos Bicampeões de grande penalidade. Lucho González não falhou o castigo máximo, depois de Pedro Cervantes ter, alegadamente, cortado a bola com o braço. O FC Porto dominou e foi a vencer para o intervalo. 0 x 1.
Na segunda parte, Kadu, Kelvin, Castro, Sereno, Atsu e Kleber entraram para os lugares de Fabiano, Mangala, James, Lucho, Fernando e Jackson Martínez.
O Santa Clara, esse, procurou sempre o empate através de jogadas rápidas, mas ficou sujeito a jogadas de perigo do Campeão. Certo é que o golo até podia ter acontecido aos 62 minutos. Pipo caiu na área do FC Porto, mas o árbitro da partida mandou seguir, apesar de ficar a ideia de um contacto de Otamendi.
Os Dragões, indiferentes às queixas dos insulares, foram sempre dando a ideia de estar a controlar a partida e, por isso, Vítor Pereira decidiu lançar em campo os internacionais Portugueses. Miguel Lopes, João Moutinho, Rolando, Varela foram a jogo depois dos 65'.
Pouco tempo depois, Christian Atsu entrou em acção e aconteceu o segundo golo do FC Porto. João Moutinho lançou Kelvin, que encontrou ao segundo poste Atsu. O Ganês usou o pé esquerdo e de "trivela" atirou para o 0 x 2. Ponto final. O FC Porto conquistava o torneio dos Açores. Mas, para o final de festa, aos 90+3, André Castro ainda deu mais colorido ao resultado e marcou o terceiro golo.
O FC Porto continua sem sofrer golos nos encontros de pré-época. A equipa de Vítor Pereira repete os números do triunfo da partida com o Celta de Vigo. Os Bicampeões voltam a jogo no próximo sábado. Os Azuis e Brancos defrontam o Valencia de João Pereira e Ricardo Costa.
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Kelvin
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Sinais dos Tempos
A actual situação financeira obriga as colectividades desportivas a um maior rigor na preparação dos Orçamentos. As autarquias estão proibidas por Lei de afectar verbas para clubes profissionais. O regabofe da Madeira terminou. As dádivas da CML aos dois circos da Capital, também. Sem palhaços não há Circo, mas os sócios, não gostam de ouvir falar das contas. Os Bancos e os Fundos a quem hipotecam os atletas controlam “aquilo”. Os empresários, o pouco que sobra. Acabou há muito, o tempo “das balizas às costas”, dos mecenas, do “senhor que tinha uma fábrica de sapatos e podia ajudar”. O que interessa, diz por exemplo, Carlos Barbosa, é o marketing. (?!?).
Curiosamente, “novos presidentes” nascem como cogumelos. Porque têm dinheiro para lavar, influência nos meandros das decisões, ou simplesmente para se mostrarem. Esquecem-se que as “instituições” sendo mal geridas tem um destino fatal a curto prazo. Os dirigentes dos órgãos do desporto (FPF e LIGA) são marionetas nas mãos dos outros dirigentes, os barbosas, gomes das silvas, ou rui costas, que se albergam nos clubes/sacos-de-gatos. Recordam-se do triste espectáculo que foi a indicação dos “delegados” para os vários cargos nas últimas eleições da FPF e da Liga? Agora com a questão dos empréstimos (proíbe/não proíbe), as comadres zangaram-se e até queriam devorar o Pagador de Promessas, o maior erro de casting de que há memória.
O principal problema é o avolumar dos Custos em função da, cada vez menor, entrada de Proveitos. Os clubes da treta da Segunda Circular querem fazer tudo à grande. Directores desportivos para aqui, financeiros para ali, lá vem um de comunicação, mais outro “motivador funcional”, e scoutings, muitos scoutings, os azeiteiros que impingem atletas de terceira apanha e recebem comissões a dois carrinhos: de quem vende e de quem compra. Depois admiram-se das tais “imparidades”, eufemismo que em futebolês, significa o prejuízo entre aquilo que custaram os “excedentários” e o valor pelo qual venham a ser transferidos. Chegou a hora da poupança. Até nos transportes.
Constou-me existir uma prestigiada SAD, que resolveu acabar com uma modalidade só para poder gastar mais dinheiro em sul-americanos. Pode lá ser! Era assim como se o Continente encerrasse a Perfumaria ou a secção dos Porto Vintage! Devem ser bocas da reacção. Se fosse verdade mais valia dedicarmo-nos a outra coisa. Por exemplo ao Teatro como a “instituição”.
A necessidade aguça o engenho. Pasquins como o Correio Manhoso ou A BOLHA passam a operadores televisivos. Os “promissores atletas” já não se emborracham com cervejolas. Comunicam pelo Facebook nos Shoppings da Segunda Circular e ajudam a vender Shampoos ou Bancos falidos. As Novas Tecnologias estão ai à porta. Sensores nas balizas, conta-quilómetros nas caneleiras, e sobretudo treta, muita treta, da Travessa da Queimada. É entrar, é entrar! O espectáculo vai começar.
Fotomontagens de JOSE LIMA
Até para a semana
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terça-feira, 24 de julho de 2012
¡¡Hala Madrid!!: Modric? Não obrigado!
A pré-temporada está de volta e em força. Os Madridistas já regressaram ao trabalho e muito se tem falado de entradas e saídas. Altintop e Gago já não moram em Madrid, restando apenas a Lass e Carvalho seguirem as suas pisadas uma vez que não terão lugar no Real CF versão 3 de José Mourinho.
Quanto a entradas parece que os Merengues vão apostar e bem na Cantera. Jesé parece ser o próximo Raul, Morata irá ajudar Benzema e Higuain no ataque e quanto ao meio campo El Pirata Granero e companhia irão tentar solidificar um dos mais fortes sectores deste Real de Mou. O sector que realmente irá precisar de alguns retoques é a defesa onde a contratação de um defesa direito parece ter ficado em banho-maria depois do EURO 2012.
È por isto que não percebo este pressing mediático para a contratação do Croata Modric… Para mais este parece ser uma Atleta que de profissional tem muito pouco tal como podemos ver nas tristes cenas que tem feito desde que o Tottenham recusou a proposta dos Blancos. Não me recordo de ver um Atleta de Alta Competição tomar atitudes tão baixas como a que Modric tem tomado.
Jogadores destes não serão nunca uma mais-valia para o Real Madrid CF mas sim um problema que mais cedo ou mais tarde pode rebentar.
Perante isto penso que seja razoável apelar á não contratação de Modric. Como Madridista quero que o Clube conte com Jogadores no verdadeiro sentido do termo e não com meninos mimados que quando são contrariados esquecem-se de tudo e mais alguma coisa.
Para terminar queria apenas deixar aqui o meu lamento pelo facto de um Clube tão nobre como FC Barcelona ter sido tomado de assalto por uma corja mesquinha e sem escrúpulos.
Tem sido impressionante o n.º crescente de provocações que os vários elementos ligados ao clube Catalão têm dirigido ao Real Madrid CF… Tudo isto mostra que por muito que vença o Barcelona nunca deixará de ser um Clube de Bairro presidido por gente sem escrúpulos.
Saúde-se a excelente postura do Real Madrid CF e dos seus Dirigentes que tem feito vista grossa e ouvidos de mercador aos disparates que tem vindo da Catalunha. Quem é medíocre não merece a atenção de quem por norma sabe estar e conviver com respeito. Oxalá Laporta vença as eleições no FC Barcelona para que de uma vez por todas se coloque o lixo no lixo uma vez que a reciclagem de Sandro Rosell e sus muchacos é tão impossível como colocar um automóvel a andar a água.
Saúde-se a excelente postura do Real Madrid CF e dos seus Dirigentes que tem feito vista grossa e ouvidos de mercador aos disparates que tem vindo da Catalunha. Quem é medíocre não merece a atenção de quem por norma sabe estar e conviver com respeito. Oxalá Laporta vença as eleições no FC Barcelona para que de uma vez por todas se coloque o lixo no lixo uma vez que a reciclagem de Sandro Rosell e sus muchacos é tão impossível como colocar um automóvel a andar a água.
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
Reflexões Sobre o I Encontro da Bluegosfera
Em boa hora, três dos mais prestigiados blogues azuis e brancos, Bibó Porto, carago, Reflexão Portista e Porta 19, levaram a efeito um encontro, a que chamaria reflexão, sobre temas actuais do nosso clube, mas também, analisando a relação entre os sócios ou adeptos com as novas formas de comunicação.
Com a amável colaboração da estrutura do FC Porto que cedeu, para o efeito, o magnífico Auditório José Maria Pedroto, o encontro ao qual compareceram várias dezenas de participantes teve, a abrir, uma introdução do responsável de comunicação do clube Rui Cerqueira, que explicou as razões pelas quais, e por circunstâncias diversas, os sócios não são informados atempadamente de assuntos relevantes.
Alguns intervenientes referiram como exemplo, o recente caso da suspensão do Basquetebol profissional, sem explicações “razoáveis”, por parte de quem de direito. Rui Cerqueira, entendendo as críticas, apontou como causa principal, a dispersão da informação por vários departamentos, prometendo alterações para breve na política de comunicação, bem como, uma intervenção esclarecedora ao mais alto nível sobre este momentoso assunto.
No painel 1: a relação entre o Clube, os sócios, e os adeptos Portistas, moderado por Jorge Bertocchini (Porta 19) teve 3 apresentações personalizadas em powerpoint com Mário Faria (Reflexão Portista); Fernanda Roxo (Bibó Porto, carago) e Pedro Silva Mística Azul e Branca). Mário Faria, “explicou” aos jovens como um portista vive o clube (tem um número de sócio tão baixo que até faz inveja); Fernanda Roxo (para mim uma agradável surpresa), e Pedro Silva (Mística Azul e Branca) comparando o passado em que pouco ou nada ganhávamos, com o enorme “salto” depois da chegada ao Clube, de José Maria Pedroto e Pinto da Costa.
No painel 1: a relação entre o Clube, os sócios, e os adeptos Portistas, moderado por Jorge Bertocchini (Porta 19) teve 3 apresentações personalizadas em powerpoint com Mário Faria (Reflexão Portista); Fernanda Roxo (Bibó Porto, carago) e Pedro Silva Mística Azul e Branca). Mário Faria, “explicou” aos jovens como um portista vive o clube (tem um número de sócio tão baixo que até faz inveja); Fernanda Roxo (para mim uma agradável surpresa), e Pedro Silva (Mística Azul e Branca) comparando o passado em que pouco ou nada ganhávamos, com o enorme “salto” depois da chegada ao Clube, de José Maria Pedroto e Pinto da Costa.
Curiosamente os colegas intervenientes, apresentaram diversas queixas no atendimento, falta de informações correctas, sugerindo que no clube, os colaboradores deviam ser antes de mais nada, como nós Portistas, e não agirem como simples funcionários.
A seguir o painel 2: a “Bluegosfera” no contexto das novas formas de comunicação, moderado por Pedro Santos (Bibó Porto carago) com 4 apresentações: Miguel Lima (TomoII), André Oliveira (Mística do Dragão), Alexandre Figueira (Azul ao Sul) e José Teles - Manuel Almeida (Pobo do Norte), todos relatando as suas experiências, dificuldades, por vezes pessoais quando “tiram” tempo e atenção à Família, ou dificuldades que sentem na escolha da melhor forma de abordagem de um tema. Alexandre tem um problema ainda maior. Como vive no Algarve, região com menor número de Portistas do que nós cá em cima, sofre da falta de um maior contacto directo dos problemas do Clube. Recordou elogiosamente a nossa amiga Ana (FC Porto para sempre) ou se preferirem “Portistaforever” a quem recorre na Net para andar melhor informado.
Finalmente, e mais quente por razões óbvias, o painel 3: as modalidades de alta competição têm futuro no FC Porto? Com excelente moderação de José Correia (Reflexão Portista), teve apresentações de Sérgio Gomes (Bibó Porto, carago), Fernando Delindro (Fórum do Portal dos Dragões) e Luis Marques (Bibó Porto, carago). Confesso que me emocionou a tristeza que vi estampada nos seus rostos. Em cima da mesa, ou vestidas pelos oradores, camisolas de atletas prestigiados do Basquetebol.
Finalmente, e mais quente por razões óbvias, o painel 3: as modalidades de alta competição têm futuro no FC Porto? Com excelente moderação de José Correia (Reflexão Portista), teve apresentações de Sérgio Gomes (Bibó Porto, carago), Fernando Delindro (Fórum do Portal dos Dragões) e Luis Marques (Bibó Porto, carago). Confesso que me emocionou a tristeza que vi estampada nos seus rostos. Em cima da mesa, ou vestidas pelos oradores, camisolas de atletas prestigiados do Basquetebol.
Como não podia deixar de ser, a emoção suplantou a razão. Todos foram unânimes em defender que a decisão de acabar com a equipa profissional, foi precipitada e necessita de ser muito bem explicada aos sócios. Fernando Delindro, foi o mais técnico na análise. Sugeriu uma redistribuição das verbas das quotizações que o Clube entrega à Sad do Futebol (actualmente 70%+30) de forma a auxiliar as modalidades e que poderia ter evitado esta situação. No seu entender poderia ser, por exemplo, 50%+50%. Alguns dos comentadores presentes, entre os quais me incluo, analisaram o assunto de um ângulo diverso do Economista: face à conjuntura, a decisão só podia ter sido esta. Não esquecer que a Basquetebol/SAD é, como o seu próprio nome indica, uma sociedade, e as sociedades tem normas próprias (CSC) quanto à solvabilidade.
No meu ponto de vista temos que analisar, não só o que está mal, mas o porquê de estar mal há muito tempo e ninguém dizer nada. O encerramento, da Basquetebol SAD, “que releva do Porto/SAD, que releva do FC Porto/Clube”, não tinha outra saída.
A situação já vem do tempo do Project Finance efectuado aquando a construção do Estádio do Dragão que atribuiu à SAD privilégios, porventura exagerados. Como é conhecido o estádio é propriedade de uma Sociedade, a Euroantas e, na concretização do plano financeiro, foram necessárias 3 entidades que, digamos assim, avalizaram o financiamento bancário: a mencionada Euroantas, o FC Porto/Clube, e a FC Porto, Futebol SAD que então já existia. É desta simbiose que a maior parte dos problemas surgem agora. Quem deve o quê a quem? A resposta está aflorada no RC do ano passado, mas é um excelente assunto para alguém colocar na próxima Assembleia-geral do Clube, já que, na da SAD, poucos teremos esse direito. E essa, digo eu, também está com sérios problemas.
Para finalizar gostava de agradecer a ideia que os três blogues amigos tiveram, enaltecer a realização deste Encontro e aguardar ansiosamente pelo próximo.
Abraço para todos
Fotos roubadas ao Porta 19
domingo, 22 de julho de 2012
FC Porto exibe-se a um bom nível
O FC Porto soma a quarta vitória em outros tantos encontros de preparação. Os Bicampeões venceram o Celta de Vigo por 3 x 0. Vítor Pereira vai moldando a máquina Azul e Branca ao ritmo dos triunfos e as estrelas começam a brilhar.
Messi não marcou presença no estádio do Fontelo, mas houve Iturbe. O destaque é dele, egoísta que seja, por inteiro. O atacante Argentino, a quem já chamaram de "Mini Messi", marcou um golo a fazer lembrar as magistrais investidas de Messi e Maradona.
Iturbe tem classe, nunca se negou, mas o talento desta estrela começa agora a brilhar...e os Portistas esfregam as mãos.
Aos 77 minutos, Iturbe pegou na bola, correu meio-campo, deixou os adversários pelo caminho e ainda meteu a bola por baixo do corpo do guardião do Celta. Magnífico.
O técnico Vítor Pereira iniciou a partida com ligeiras mudanças em relação ao habitual figurino: a baliza foi de Fabiano, Djalma foi o defesa-direito e Mangala fez o lado canhoto. Atsu continuou a merecer a confiança do treinador Azul e Branco.
A primeira parte foi entretida, mas faltaram os golos, esse sal do futebol. Os Portistas, com Atsu e James em bom plano, foram sempre superiores ao Celta de Vigo.
Aos 34 minutos, James Rodríguez tentou o golo em zona frontal, mas o guarda-redes do Celta esteve em bom plano. Atsu não ficou atrás de James e também tentou o golo. Aos 42', o Ganês puxou a bola para o pé esquerdo, disparou forte, mas os jogadores do Celta de Vigo desviaram para canto.
Ao intervalo o nulo imperava, mas o FC Porto merecia o triunfo. Na segunda parte, o FC Porto deixou-se de ameaças e passou aos atos concretos.
Aos 66 minutos, Lucho fez uma parceria com James e Jackson Martínez. Os Colombianos serviram El Comandante que disparou para o fundo da baliza Galega. 1 x 0 e o "Porto já ganha".
Mas os Dragões queriam mais e conseguiram. Maicon, o novo marcador de livres do Dragão, fez um golo do outro mundo na cobrança de um livre directo, a mais de 25 metros da baliza. O guarda-redes do Celta de Vigo só viu a bola no fundo das redes.
Contudo, o momento mágico da tarde/noite no Fontelo foi de Iturbe, aos 77 minutos. O tal golo que aqui já se falou.
A partida em Viseu, que marcou a estreia de Jackson Martínez, acabou com o FC Porto a mostrar que está a caminhar para a forma que os Portistas já estão familiarizados.
Nesta história da pré-temporada do FC Porto, importa destacar que os Dragões continuam invictos. Os Bicampeões tinham batido o Valadares por 7 x 0 no Olival. Depois, os Azuis e Brancos voaram para a Suiça e venceram os dois jogos do estágio. O primeiro frente ao Servette, por 2 x 0, contou com um "bis" de Kléber, e depois por 1 x 0 sobre o Évian de França.
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: James Rodriguez
P.S.: Pedimos desculpa aos nossos leitores, mas foi-nos de todo impossível "transmitir" este jogo pois não existia um único stream disponível.
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sábado, 21 de julho de 2012
I Encontro da Bluegosfera
È hoje que se realiza o I Encontro da Bluegosfera no Estádio do Dragão, Auditório José Maria Pedroto (Piso -3, entrada P1). O evento arranca ás 13h45/14h15.
Não faltes. O Blog A Mística Azul e Branca vai lá estar!!!
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Assim não!
Face à actual conjuntura federativa, à forma como o basquetebol tem vindo a ser gerido em Portugal e à actual situação económica, a direcção do FC Porto deliberou tomar as seguintes medidas:
1 – Suspender a sua equipa sénior de basquetebol;
(...)
Vou apenas levantar uma simples questão porque este tema já foi mais do que dissecado e diagnosticado aqui no Mística (e não só):
- Porque razão o Futebol Clube do Porto não penaliza judicialmente quem conduziu a Futebol Clube do Porto – Basquetebol, S.A.D. ao negro cenário que todos vemos?
Face à actual conjuntura federativa, à forma como o basquetebol tem vindo a ser gerido em Portugal e à actual situação económica (...) Mas que raio de justificações são estas???
Nem todos os Adeptos e Associados do FC Porto gostam de levar com areia nos olhos e de enterrar a cabeça na areia e muitos deles fartaram-se de alertar quem de Direito para se evitar este triste desfecho! Tenham mais respeito por nós meus Senhores e minhas Senhoras!
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Há mais Marés do que Marinheiros
A culpa foi minha! Quem me mandou pegar no jornal de cima da arca da OLÁ?
Como era 3ª feira, o jornal jazia como os cadáveres dos afogados. De papo para o ar. Lá vinha na “direita/baixa” (em linguagem teatral é o lado direito de quem observa da plateia, junto ao proscénio) o logótipo da croniqueta/epitáfio do costume. Um epitáfio, tanto pode ser uma simples “inscrição num túmulo”, como um “breve elogio fúnebre”.
De repente lembrei-me dum autor da minha infância Mickey Spillane que escrevia, livros, entre outros, policiais. Então, num deles, começava assim a narrativa, logo na primeira linha do Capítulo I: “O cadáver estava confortavelmente morto”. A seguir descrevia o “local do crime”, e por aí fora.
Miguel Sousa Tavares, mais à frente também designado como MST não escreve scripts para filmes de série B. Escreve calhamaços para oferecer no Natal. O exemplar que me tocou tem muita utilidade. Está a calçar uma estante que partiu uma perna. MST, nas horas vagas, também escrevinha umas croniquetas para um pasquim. A última chama-se Marés de Julho, e começa com o tal epitáfio “choraminguento”: “O fim do basquetebol profissional no FC Porto foi uma notícia muito triste”. Já todos o lamentámos. Coloquei há dias uma crónica aqui no Mística (Algo Vai Mal no Reino da Dinamarca) onde superficialmente, abordo o tema. Hoje não vou falar desse assunto, há várias soluções em estudo, e certamente quem de direito, escolherá a melhor.
MST mostra logo ao que veio. Primeiro as cortesias: “o FC Porto abandona o basquete depois de provocado pelo treinador do Benfica”. A seguir começa a faena com uma pega de cernelha. O touro foi o futebol profissional. “O futebol tudo devora nos clubes”. “O preço do desconhecido Jackson Martinez, seguramente que dava para a continuação do basquete pelo menos mais um ano”. Foi de cernelha porque não teve coragem de pegar de caras. Sabe lá ele o que vale ou deixa de valer este novo atleta! Quem conhecia Madjer, Jardel, Falcão ou Hulk, só para citar alguns, antes de estarem integrados?
Como nos romances policiais, habilmente dá sugestões para descobrirmos o culpado. Não, não é o mordomo! É o Senhor Pinto da Costa. Confesso que nunca compreendi a fixação que MST tem pelo nosso presidente. Eu sou do tempo, como ele, em que não ganhávamos peva. Como dizia o Pedrotinho, só de atravessar a ponte já estávamos a perder. E então, com um historial de títulos que me escuso de referir, por que raio o homem há-de ser sempre o “culpado” de tudo o que de menos bom acontece?
Logo a seguir lá vem as farpas, o chavão dos 8 milhões. Para MST os jogadores tem que ser bons, bonitos, baratos e, ainda por cima darem milhões. Seria engraçado recordar agora os “preferidos”, melhor dizendo, “usados” por MST quando quer embirrar com as contratações do nosso presidente. Os candeias, paulos costas, ou vieirinhas, jogadores com manifesta falta de qualidade, que gostaria de ver por cá.
E termina com o habitual leitmotiv das suas crónicas: desestabilizar. Os alvos são os mesmos do ano passado: Fernando, Défour, Kléber, Janko, e pois claro, Vítor Pereira. Atsu, “com um treinador minimamente competente, vai ser um fora de série”. Leram bem? “Minimamente competente”. É engraçado que mudou um pouco de estratégia. Nos últimos anos, tantos que já nem me lembro, devem ser aí uns 28, costuma criticar o presidente, os jogadores e os treinadores, de Agosto a Maio. Depois, quando ganhámos os campeonatos, desfaz-se em elogios entre Maio e Junho. Esta época, as viagens ao Brasil devem ter-lhe trocado o calendário, começa a dizer mal, logo em Julho.
O que vale, é que tal como o Senhor Pinto da Costa, os Portistas que percebem alguma coisa disto, já não lhe ligam, é uma espécie de sanita falante. Como escreve num pasquim para analfabrutos e faz comentários numa operadora televisiva hostil ao Futebol Clube do Porto, o melhor será dar-lhe a equivalência. Sapateiro-Mestre.
Até para a semana
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quarta-feira, 18 de julho de 2012
Olhar o Dragão 2012/13 (Parte 2)
Visto o que nos espera na Baliza, eis que vou hoje olhar sobre a Defesa. Este é daqueles sectores onde existe alguma qualidade, uma centena de cismas e muita ingratidão.
Do pouco que ainda me foi dado a ver no que diz respeito á linha defensiva o FC Porto apenas tem uma certeza. A dupla de Centrais já está encontrada e parece ter vindo para ficar. Maicon e Otamendi tem estado muito bem e tem-se completado de tal forma que quando um falha o outro “limpa” a asneira. Maicon sempre foi um Central de enorme qualidade que teve a oportunidade de mostrar o seu valor e agora é cada vez mais o Patrão de uma defesa ainda em construção. Resta agora saber se Otamendi vai manter a cabeça em cima dos ombros e faz uso da sua velocidade e capacidade de antecipação.
Sereno é o elo mais fraco dos 4 Jogadores da posição central. Trata-se de um Atleta esforçado que por norma deixa tudo em campo, mas é preciso ver que o Futebol Clube do Porto não joga só para os Campeonatos Internos e todos sabemos que Sereno não tem estaleca Europeia. O elo mais fraco por culpa propia e que ainda por hoje tem o seu futuro por definir é Rolando. Este último já demonstrou pelas mais variadas vezes que não quer mais vestir de Azul e Branco e sendo assim não se deve contar com um Jogador destes. Resta é saber quem irá ocupar o seu lugar.
Quanto a Mangala, este moço parece ter muito potencial mas muito pouco juízo. Ainda tem muito que aprender e não será a adapta-lo a Defesa Lateral ou a Médio que se vai melhorar a sua performance.
Visto a zona Central da Defesa Portista, eis que passamos para as faixas laterais. Aqui também existem muitas dúvidas e vontade de sair para não variar.
E como é óbvio não poderiam faltar as injustificadas cismas… Aqui apenas existe uma certeza: Danilo. Este jovem Brasileiro que ainda não mostrou nada de especial a não ser que sabe lesionar-se sozinho e com gravidade será o dono da Defesa do lado direito aconteça o que acontecer. Isto porque os milhões que custou o seu passe aliados á fraca concorrência de Miguel Lopes e dos adaptados Djalma e outro qualquer não lhe tirarão o lugar. De fora fica Sapunaru porque simplesmente o Treinador não gosta do rapaz mesmo que este seja de melhor qualidade que os adaptados e suplentes de Danilo.
Do lado esquerdo o filme é muito parecido se bem que aqui temos o “amuado” Alvaro Pereira que anda a berrar há que séculos por uma saída do Dragão e Alex Sandro que já mostrou ter capacidade para ser um dos Melhores Laterais Esquerdos da Europa. Tirando estes dois o leque de opções para esta posição é reduzido a zero a não ser que VP resolva recorrer a adaptações que fazem dó a quem assiste aos jogos do FC Porto.
E é assim no meio de tantas indefinições que se vai montando a linha defensiva do Futebol Clube do Porto. Ainda estamos longe do início da Temporada e espero que até lá tanto o Treinador como o Clube clarifiquem de vez as ideias e deixem de lado cismas e lugares cativos sem nexo.
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Olhar o Dragão 2012/13 (Parte 1)
Terminado que está o Estágio de Pré Temporada do Futebol Clube do Porto, eis que podemos tirar algumas muito ténues conclusões. Muito ténues porque dois jogos á porta aberta e um á porta fechada ainda é muito pouco para se poder analisar ao pormenor a nova face do Dragão. Passemos então á análise deste novo Porto.
Comecemos pela baliza. Este é um sector que esta temporada foi invulgarmente reforçado por força da criação da Equipa B e porque havia a clara ideia de que alguns Atletas iam “rodar” em Clubes da 1ª Liga Nacional. Só assim se percebe que Fabiano e Igor Stefanovic tenham assinado contrato com o Clube Azul e Branco. Com o que nos foi dado a ver, o Plantel principal contará com Helton, Fabiano e Bracali e os outros 3 “Goleiros” irão jogar na Equipa B.
Helton será com toda a certeza o dono da baliza Portista. A seu favor está o facto de este já estar familiarizado com a Equipa e Clube, para além de que quando jogou mostrou bom serviço apesar de já começar a entrar na fase descendente da sua carreira. Resta apenas saber se o Brasileiro já ultrapassou a sua “malapata” europeia, pois para um GR que quer ser Campeão Europeu tem mesmo de mostrar muito mais segurança nos importantes e pressionantes jogos da Champions.
Olhando agora para o n.º 2 da Baliza Azul e Branca eis que nos deparamos com algumas interrogações que não foram ainda definitivamente dissipadas. Como já aqui o disse, ainda foram muito poucos os jogos que o FC Porto realizou para podermos definir com certeza quem é quem e quem fará o quê.
A meu ver esta disputa pelo cargo de suplente de Helton tem estado a ser ganho por Fabiano. Isto porque o Brasileiro que era para ser novamente empre4stado ao Olhanense tem mostrado alguma qualidade e segurança quando o Clube precisou dele. Naturalmente que o Jogador ainda tem muito que mostrar e isto de defender as redes de um “Grande” não é o mesmo que estar a defender os interesses de um “pequeno”. Contudo este Brasileiro parece estar a ganhar a corrida ao Professor Bracali. A ver vamos como se vai portar o Fabiano Freitas nos próximos jogos de preparação.
Quanto a Bracali, tendo em consideração as suas graças às fracas prestações da Temporada anterior e a pouca confiança que o Treinador e Adeptos têm nele não será com toda a certeza nenhum disparate dizer que este será o 3º GR do Plantel. Até pode ser que o Brasileiro melhore e mostre que merece mais e melhor, mas pelo que me foi dado a ver as suas fraquezas ainda se mantêm. Enquanto não souber lidar com a pressão, o Professor não terá capacidade para ser um dos Guardiões do FC Porto.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Algo Vai Mal no Reino da Dinamarca
A “notícia” da última quinta-feira, anunciando a extinção (?) do Basquetebol no nosso Clube, deixou os Portistas à beira de um ataque de nervos. Vários amigos contactaram-me por mail solicitando informações ou comentários. Os nossos inimigos exultaram! Decidi deixá-los poisar. Para mim, a decisão não me surpreendeu por aí além. Quem está atento aos Relatórios, já suspeitava que andava qualquer coisa no ar, inclusive pela referência a “salários em atraso”, bem como, pelo aviso que o senhor Pinto da Costa tinha feito que "se o chateassem muito acabava com a modalidade" (isto a propósito da palhaçada com o Carlos Lisboa que a Federação ainda não resolveu). Muito menos me preocupava a modalidade em si, da qual nem era especial conhecedor. Mas lá decidi tentar esclarecer os sócios/adeptos da modalidade sobre o que realmente se passa.
Estamos a misturar tudo. Já se pergunta “pelas vendas do Futebol”, “onde está o dinheiro” e coisas parecidas. Vamos começar pelo princípio. O processo que levou à criação duma SAD para gerir o Basquetebol, seguiu o mesmo raciocínio de todas elas, nesta e em outras modalidades. Conferir uma autonomia técnica, administrativa e financeira que melhor agilizasse os fins para que foram criadas.
Em 1997, o Departamento de Futebol, deu um grande salto com a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva e passou a ser gerido pelo Conselho de Administração da Sociedade Desportiva FC Porto, Futebol SAD tendo como presidente o Senhor Pinto da Costa. Paralelamente o mesmo processo foi estendido ao Basquetebol, nascendo o FC Porto, Basquetebol SAD mas, com a particularidade de integrar apenas os escalões seniores. As equipas de formação pertencem ao FC Porto/Clube.
Assim temos que o Basquetebol se rege pelo regime de Sociedade Anónima Desportiva, ao contrário, por exemplo do Andebol que reveste a figura de Associação Desportiva em regime especial de gestão, ou o Hóquei em Patins como Associação Desportiva sem fins lucrativos. Não vou analisar as diferenças no enquadramento legal de cada uma destas 3 situações, somente recordar que, enquanto no Andebol e no Hóquei, estas modalidades estão “suportadas” exclusivamente pelo Clube, no caso do Basquetebol onde o FC Porto tem apenas uma cota de 40%, a Sociedade “reparte” com outros a responsabilidade da gestão. Acontece então, que pelo menos nos últimos 5 anos, o Capital Próprio, com a diminuição dos Proveitos (transmissões televisivas, bilheteira, publicidade) conjugada com o aumento dos Custos, nomeadamente da massa salarial dos atletas, teve resultados de exploração líquidos negativos atingindo neste momento, um considerável valor deficitário. Segundo o Código das Sociedades Comerciais, como se sabe, a situação não se poderá manter por muito mais tempo, razão pela qual, o nosso Presidente (simultaneamente da SAD, e do Clube) tem, não só a obrigação mas a responsabilidade, de inverter o modelo de gestão.
O enquadramento das modalidades, não é fácil do ponto de vista administrativo, bem como, a gestão de cada uma delas. A SAD e todas as sociedades que entram nas suas contas consolidadas já têm muito com que se entreter: PORTO COMERCIAL (que gere a Bilheteira e Dragon Seats, o Merchandising, a Loja do Associado, a marca FC Porto e os Eventos Não Desportivos); PORTO ESTÁDIO (que gere o Estádio do Dragão, o Dragão Caixa, o Centro de Treinos, o Vitalis Park, e o Lar de Futebol Juvenil); PORTO SEGUROS; e PORTO MULTIMÉDIA. As outras modalidades não profissionais encontram-se reflectidas uma a uma, nas Contas do Clube, e suportadas pelo seu Orçamento Anual, aprovado em Assembleia-Geral.
Uma das soluções será extinguir (apenas) a Sociedade, voltar a integrar a modalidade no Clube, e começar tudo do princípio. O processo, tecnicamente, é longo e complicado pois existem contratos e compromissos comerciais em vigor. Somente recordar que por força do Regulamento, a desistência, melhor dizendo “a não inscrição” dentro dos prazos, conduz a equipa à descida para os escalões secundários como se viu, por exemplo, com o Leiria no Futebol. Existe outra saída que, por agora, não vou aqui revelar. A actual conjuntura também não ajuda nada. Por favor não misturem as coisas. Há dias escrevi numa crónica que “qualquer dia os Bancos vão voltar a ser Cafés”, e “muitas SAD vão voltar a ser Clubes”. Quem não entender isto, não entende nada.
Até para a semana
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