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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Há dias assim…

imagem retirada de zerozero
È um facto que no futebol dias existem em que por muito que se trabalhe não se alcança o objectivo primordial que é vencer. Resumidamente foi isto que aconteceu hoje no Estádio Afonso Henriques onde vi um Futebol Clube do Porto a dar tudo o que podia dar em campo diante de uma equipa do Vitória Sport Clube que se preocupou, quase que exclusivamente, em dar tudo por tudo pelo empate. Para mais os vitorianos contaram com a preciosa ajuda de um Douglas super inspirado que defendeu tudo e mais alguma coisa… isto quando o azar não batia à porta do ataque portista que via os remates a baterem na trave da baliza vitoriana.

Face ao que já aqui escrevi, será que se pode criticar este empate a zero bolas em Guimarães?

Em parte acredito que não. Contudo há que ver o sucedido de outro prisma. É que me pareceu que Sérgio Conceição não conseguiu dar a volta a um jogo que foi muito complicado para os Dragões. Especialmente do ponto de vista táctico dado que Luís Castro montou um onze que, praticamente, “aprisionou” o ataque compulsivo do FC Porto. Até se me atrevo a dizer que Sérgio pouco – ou nada – arriscou no sentido de vencer esta partida. E fico sem perceber a razão que levou a que Yacine Brhimi tivesse sido substituído por Otávio… Uma partida em que a equipa da casa estava “fechadinha” na sua área exigia a técnica e irreverência do argelino. Contudo Sérgio Conceição preferiu apostar num atleta que regressou há pouco tempo de uma lesão prolongada…

Agora não há volta a dar. Esta foi uma jornada em que o SL Benfica venceu e aproveitou o empate dos portistas na cidade berço, mas nada nos garante que na próxima jornada os papéis não se invertam. Muito mais importante qu do que estar agora a apontar o dedo a isto ou aquilo é o Futebol Clube do Porto dar uma resposta positiva já na próxima jornada. O adversário não é “pêra doce” e Moussa Marega parece que vai ficar fora de jogo por muito tempo, mas se o Futebol Clube do Porto jogar aquilo que sabe e pode acredito que vencerá em Moreira de Cónegos. A Liga NOS é uma maratona e não uma prova dos cem metros.

MVP (Most Valuable Player): Douglas. Uma “parede intransponível”. Hoje o Guarda-redes do Vitória SC esteve simplesmente divinal tendo defendido tudo e mais alguma coisa. A ver vamos se o Guardião brasileiro se lembra de manter esta boa forma quando a equipa de Luís Castro receber o SL Benfica e SC Braga…

Chave do Jogo: Inexistente. Em momento algum as equipas foram capazes de criar um lance que fizesse com que a vitória pendesse em definitivo para o seu lado.

Arbitragem: Rui Costa acertou nos lances mais complicados da primeira parte, com destaque o lance em que Pedro Henrique corta a bola com a cabeça na área. Na segunda parte fica a ideia de que Óliver faz mão num corte quando já tinha amarelo, mas é um lance complicado de analisar e por isso aceita-se. Análise e opinião de Igor Gonçalves (jornalista do site zerozero).

Positivo: Futebol de ataque. Embora tendo faltado a eficácia, deu gosto ver o futebol de ataque da equipa portista. Assim vale a pena ver futebol não obstante a equipa adversária ter tido como prioridade a conquista do “pontinho”.

Negativo: Violência nas bancadas. Futebol é espéctaculo pelo que é inaceitável que nos tempos que correm haja ainda quem vá ao estádio para provocar estragos e desacatos. 
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (03/02/2019)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Campeão de Inverno, mas…

imagem retirada de zerozero
Finalizada que está a primeira volta da Liga NOS, eis que o Futebol Clube do Porto é o líder isolado da classificação. Podemos e devemos, apelidar a equipa portista de “Campeão de Inverno” mas se a equipa azul e branca quiser ser a campeã nacional terá de evitar jogar como jogou na primeira parte da partida de hoje diante do Vitória Sport Clube.

Pensava eu que esta coisa de “os jogos estão ganhos e como tal não precisamos de correr muito” não se aplicava a este Porto de Sérgio Conceição. Pois enganei-me por completo, pois foi precisamente esta a postura seguida hoje pelo FC Porto na primeira parte. Não admirou, portanto, que o Vitória se tivesse adiantado no marcador perante o olhar inquieto, mas nada surpreso, de todo o público presente no Estádio do Dragão. Claro que compreendo - e até que aceito - o facto indesmentível de que os jogadores não são máquinas, mas estes são, acima de tudo, profissionais. Para mais estes profissionais já deveriam saber que em Portugal somente Benfica e Sporting têm os jogos ganhos à partida (e quando tal não sucede, eis que surgem sempre as habituais “forças de desbloqueio”).

Ora tudo isto para dizer que este FC Porto de Sérgio Conceição está (ainda?) muito longe de ser aquele FC Porto de José Mourinho que dominava de tal forma o seu adversário que sofrer um golo inaugural não era sinónimo de preocupação. È importante manter sempre o “pé no acelerador” e os níveis de concentração no máximo pois não vai aparecer sempre um Brahimi inspirado e uma dupla de guerreiros incansáveis de nome Aboubakar e Marega. E nem vou aqui fazer menção ao segundo golo sofrido…

À parte de tudo isto há que ressalvar a capacidade de luta e a Fé que os Dragões demonstram em campo. Tal é, sem sombra de dúvida, o cunho pessoal de Sérgio Conceição que marca a diferença - para melhor – relativamente ao FC Porto de Nuno dado que esta “garra” faz com que se criem mais oportunidades de golo, mas a verdade que lhe falta (ainda) velocidade de execução. Vamos a ver o que vai acontecer até ao final da pressente temporada.

Uma palavra final para dizer o quanto aprecio este Guimarães de Pedro Martins. É uma equipa que tem as suas limitações é um facto, mas esta hoje demonstrou que está muito bem trabalhada não obstante a qualidade média baixa do seu plantel. Não foi somente por demérito que os portistas se apanharam a perder na primeira parte. Há que dar mérito a este Vitória e perguntar a Pedro Martins por que razão este Vitória Sport Clube não consegue fazer o mesmo nos jogos em que defronta os outros “Grandes”.

MVP (Most Valuable Player): Yacine Brahimi. Quando tudo parecia estar complicado para as aspirações azuis e brancas, Brahimi pegou na bola e fez magia. Magia esta que desbloqueou o jogo a favor do Dragões dado que redundou num tremendo golo. Yacine Brahimi é, muito por culpa deste lance, o MVP desta partida.

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 62´ para resolver a “contenda” a favor do Futebol Clube do Porto. Foi nesta altura que Brahimi marcou o segundo golo do FC Porto e colocou um ponto final em toda e qualquer resistência vitoriana. Resistência que, sublinhe-se, até ao momento vinha sendo eficaz e difícil de digerir por todos os portistas presentes no Estádio do Dragão.

Arbitragem: Vários lances do primeiro tempo suscitaram dúvidas e levaram a boa dose de protestos. Grande parte deles são difíceis de deliberar, mas um agarrão de Jubal a Marega na grande área parece evidente. Má prestação da parte da equipa de arbitragem liderada por Artur Soares Dias.

Positivo: Acreditar até ao fim. Os jogos ganham-se se as equipas trabalharem para isto. Não obstante o “adormecimento” inicial, esta equipa do Futebol Clube do Porto mostrou – mais uma vez – que é capaz de lutar até ao limite das suas forças pela vitória final. Um aspecto que é de louvar nesta equipa de Sérgio Conceição.

Negativo: Velocidade de circulação (mais uma vez). Diante de equipas organizadas e de qualidade mediana é extremamente importante que se aposte na velocidade de circulação de bola para, dessa forma, criar espaços que permitam tentar o golo. Mais ima vez, a melhorar Sérgio Conceição.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado (07/01/2018)

domingo, 7 de janeiro de 2018

Manter a coerência em casa e a concorrência lá fora

Numa altura em que, nas conferências de imprensa, a coerência é colocada em causa, o FC Porto quer regressar ao seu reduto e mostrar que, atualmente, não há coerência tão forte no futebol português como a do domínio portista em casa. O adversário é o Vitória, equipa que já foi goleada no palco do jogo há pouco mais de um mês. Mas os conquistadores vêm com outra artilharia...

Na partida da Taça de Portugal, a equipa de Pedro Martins vinha de uma série complicada de jogos e o técnico optou por fazer descansar Heldon e Raphinha, os dois principais desequilibradores. Com os dois em campo, o Vitória tem mais condições para agredir um Dragão que é fogo em casa.
 
Óliver para a batuta?

Uma das principais ausências para este jogo é Herrera, castigado por dois jogos, na sequência de uma agressão a Andrezinho. O médio, que estava a ser indispensável para Sérgio Conceição, abrirá uma vaga no meio-campo, que poderá ser ocupada por Óliver. O técnico portista prometeu que o espanhol ia voltar a ser importante, e que melhor oportunidade senão um jogo em casa, depois da entrada positiva na Feira.

Mais atrás, e indo contra o habitual percurso, haverá nova mudança. Felipe e Reyes têm alternado a titularidade - Marcano continua a ser indiscutível. O mexicano substituirá o brasileiro (expulso na Feira), naquele que será mais um jogo em que o Dragão terá uma dupla de centrais em final de contrato.

Do lado dos homens de Pedro Martins, há alas perigosos para explorar. Os vimaranenses continuam a ter jogadores que fazem a diferença, ainda que o problema central se mantenha: o Vitória vai mudança de avançado e os que entram não acrescentam golo. Rafael Martins pode ganhar novo fôlego se conseguir imitar Nakajima, Rúben Fernandes, Welthon e Fábio Pacheco como marcador de golos no Dragão em jogos de Liga NOS.

Um jogo grande do futebol nacional, hoje fustigado por conferências de imprensa...sobre arbitragem. No campo meramente futebolístico será o Vitória a tentar a surpresa e os azuis e brancos em busca da coerência.
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Retirado de zerozero

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dragões e...Conquistadores do Jamor?

Só haverá lugar para possivelmente um. A festa da Taça está de regresso ao estádio do Dragão, depois da emocionante eliminatória com o Portimonense, que quase terminava com vitória algarvia. Os dragões aprenderam a lição e estão bem alerta para defrontar a equipa de Pedro Martins, que quer voltar ao Jamor. Tarefa árdua? É para conquistador...
 
Três ou dois médios? Eis a questão

Tem sido a grande dúvida e, ao mesmo tempo, a grande variante do FC Porto de Sérgio Conceição. os últimos jogos não dissipam dúvidas. Houve mão cheia para o Dragão em ambos, uma vez com 4-4-2, outra com 4-3-3. Por ser um jogo em casa, é natural que Ricardo Pereira, extremo em Setúbal, possa voltar ao onze...na lateral. Felipe deve substituir Reyes e, depois, há a grande dúvida: Marega a segundo avançado ou a extremo? Corona ou Sérgio Oliveira/Óliver/André André?

Do lado dos homens de Guimarães, há sobrecarga de partidas. houve jogo europeu na passada quinta, vitória sofrida perante o Feirense na última segunda. Mais do que o cansaço físico, há emoções e equilíbrio para gerir. O coletivo até pode nem responder, mas Pedro Martins, aquando da antevisão, realçou a qualidade individual dos seus jogadores. Responsabilidade para Raphinha e companhia se a equipa estiver em perigo.

A Festa da Taça faz-se com surpresas, superação e qualidade, claro está. É tudo o que o Dragão não quer ver representado no adversário. Os dois querem chegar ao Jamor, mas só um vai poder continuar a alimentar o sonho.
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Retirado de zerozero

sábado, 17 de setembro de 2016

Pensamento da Semana: Fatalismos

Se há coisa que no mundo do futebol me irrita profundamente são os fatalismos dos fatalistas. Passo a explicar.

O Futebol Clube do Porto derrotou a AS Roma no Olímpico de Roma. Os fatalistas que na 1.ª mão do play-off de acesso à fase de grupos da UEFA Champions League tinham vindo a terreiro tecer o seu vasto rol de fatalidades sobre o futuro do FC Porto “meteram a viloa ao saco” e ninguém mais os ouviu ou leu.

Seguiu-se o famigerado jogo de Alvalade onde os Portistas foram descaradamente assaltados por uma equipa de arbitragem “caseirinha” q.b., lá vieram os fatalistas e o seu fatalismo sobre o futuro do FC Porto. É o plantel que não presta, é André Silva que não presta, é Treinador que não presta, etc.

De seguida tivemos a recepção ao Guimarães no Estádio do Dragão. Os Azuis e Brancos levam a cabo uma boa exibição e o ambiente no Estádio foi extraordinário. O público foi premiado com uma vitória contundente do FC Porto. Silêncio total da parte dos fatalistas que meteram – mais uma vez - o fatalismo ao bolso.

Mo seu último jogo o FC Porto joga mal e empata com o FC Copenhaga no Dragão. Lá regressam os fatalistas e o seu fatalismo numa de “eu bem disse”, “eu bem avisei”, “eu não me iludi com o jogo diante do Guimarães”. E por aí adiante. Sinceramente esta “montanha russa” ao estilo Sporting CP irrita qualquer um. Dá para colocar um meio-termo nisto?

domingo, 11 de setembro de 2016

A devida resposta

imagem de zerozero

Ponto prévio; tenho de fazer aqui uma pequena correcção á antevisão que fiz ao jogo que opôs o Futebol Clube do Porto ao Vitória Sport clube (Vitória de Guimarães) porque, a verdade seja dita, a equipa de Pedro Martins fez tudo menos jogar à defesa com “autocarros” diante da sua baliza. Este Guimarães jogou de olhos nos olhos no Estádio do Dragão e praticou um futebol muitíssimo bom. Não é qualquer um que se pode gabar de ter feito tal proza.

Quanto ao jogo em si, o Dragão assistiu a um espectáculo de futebol muito agradável. Ambas as equipas quiseram ganhar o jogo e fizeram por isto.

O Guimarães entrou pressionante e decidido a dar muita luta aos azuis e brancos. A primeira parte do jogo foi muito equilibrada e em certos momentos os vitorianos estiveram por cima na partida. Pedro Martins tem ao seu dispor um excelente plantel e é notório o bom trabalho que este tem feito até à data. Não admira que hoje em dia o Vitória Sport Clube seja uma das melhores equipas da nossa Liga. Faço votos de que tal forma de estar em campo se mantenha quando os minhotos tiverem de defrontar Benfica e Sporting (tenho muitas dúvidas).

Quanto ao Futebol Clube do Porto, digam o que disserem, Nuno Espirito Santo (NES) apresentou um onze com duas novidades relativamente à jornada anterior (Oliver Torres no lugar de Héctor Herrera e Laurent Depoitre no lugar de Jesús Corona). Os portistas jogaram quase todo o jogo numa espécie de 4x4x2 sem alas. Miguel Layún fazia todo o corredor direito, André Silva tinha como principal missão o apoio a Depoitre, Óliver Torres coordenava todo o jogo do FC Porto, André André desempenhava as funções de um médio box-to-box e Danilo Pereira apoiava uma defesa onde Felipe era um comandante seguro. Tal forma de estar em campo acabou, pouco a pouco, por dificultar a tarefa de um Vitória que estaria a contar com um FC Porto no seu clássico 4x3x3.

Contudo o que resolveu a contenda a favor dos azuis e brancos foi algo de que já venho falando aqui há muito: lances de bola parada. Foi através de um pontapé de canto que os dragões chegaram à vantagem numa partida que estava muito equilibrada. Marcano não apareceu por acaso naquela posição para marcar golo, o que revela que se está a trabalhar num aspecto que hoje em dia é cada vez mais fundamental no futebol.

Após se ter colocado em vantagem o FC Porto passou a dominar o jogo e, sob a batuta do Maestro Oliver Torres, a vitória portista acabou por se consolidar com muita naturalidade e alguma sorte.

Em suma; foi bom vencer. O Futebol Clube do Porto deu uma excelente resposta aos seus adeptos e rivais após a “roubalheira” de Alvalade, mas há ainda algum trabalho a fazer (especialmente na defesa).

Chave do Jogo: Apareceu no minuto 46´ +ara resolver a contenda a favor do Futebol Clube do Porto. Após o golo de Oliver Torres o Vitória Sport Clube viu toda a sua estratégia e vontade anímica caírem por terra.

Arbitragem: Jorge Sousa e a sua equipa realizaram uma má arbitragem que só não teve influência no resultado final porque o FC Porto soube dar a volta a um bom adversário. Ao minuto 19´ Jorge Sousa anula o golo de André Silva que teria dado a vantagem aos portistas, ficando por perceber qual a razão de tal decisão. Para mais neste mesmo lance os defesas vitorianos tiveram uma acção faltosa na grande área, tendo ficado uma grande penalidade a favor do FC Porto por assinalar.

Positivo: Óliver Torres. Na posição que é ocupada por Héctor Herrera, Oliver jogou e fez jogar. Será que está, finalmente, encontrado o “patrão” que o Futebol Clube do Porto tanto necessita para que o seu futebol “carbure”?

Negativo: Iker Casillas e os lances de bola aérea. Iker entre os postes e “a fazer a mancha” é dos melhores – senão o melhor – do Mundo, mas quando as bolas resolvem vir pelo ar para a pequena área do FC Porto é sempre um “ai Jesus, nossa Senhora!” NES tem de melhorar este aspecto sob ena de no futuro ver a sua equipa sofrer golos caricatos.
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado (10/09/2016)

sábado, 10 de setembro de 2016

(Re)começar

Após a paragem para os trabalhos das selecções nacionais, eis que o Futebol Clube do Porto Dragão regressa ao Estádio do dragão para medir forças com o Vitória SC após a “roubalheira” a que foi submetido em Alvalade. Ou seja; é o mesmo que dizer que o FC Porto de Nuno Espírito Santo (NES) tem de recomeçar para voltar á senda das vitórias que marcaram o seu arranque em mais uma edição da Liga NOS.

Mas este tal de “recomeçar” será tudo menos uma tarefa fácil para NES e seus comandados. Isto porque a pouca vergonha que passou impune em Alvalade e que prejudicou – e muito – a equipa Azul e Branca obriga a que os Dragões tenham agora de ganhar sempre os sues jogos. E como se tal não bastasse, eis que mais logo os Portistas irão entrar em campo sabendo de antemão os resultados dos seus adversários directos na corrida pela conquista do título de campeão nacional. 

Ora face ao exposto nos parágrafos anteriores não será, portanto, disparate algum dizer com absoluta certeza que o ambiente de mais logo no Estádio do Dragão vai ser “efervescente”. E pior ficará para as hostes azuis e Brancas caso a equipa Portista não “arrume” o mais rapidamente possível a “questão Vitória SC”. Obviamente que Pedro Martins - treinador dos Vitorianos - irá explorar este facto ao máximo, pelo que é expectável que mais logo venhamos a ter um Guimarães a “distribuir porrada” em tudo quanto seja Azul e Branco (o árbitro nada vai ver) e um autocarro de dois andares diante da baliza do Guardião da equipa minhota. 

Não creio que os vimaranenses venham à Invicta jogar para ganhar- Isto apesar de até á data o Vitória SC ser o melhor ataque da Liga NOS e contar no seu plantel com excelentes executantes. Para mais os vitorianos irão ter duas baixas de peso dado que Moussa Marega, o actual melhor marcador da Liga NOS, e Hernâni não poderão defrontar o FC Porto (ambos os atletas estão emprestados pelos Dragões ao Vitória). 

Ora tudo o que aqui escrevi faz-me concluir que mais logo vamos assistir a um jogo que irá exigir muito empenho e uma tremenda paciência de todos (jogadores e adeptos do Futebol Clube do Porto). A pressão sobre a equipa Azul e Branca vai ser mais do que muita, mas confio plenamente numa - difícil - vitória Portista que catapultará a equipa para uma excelente exibição na Dinamarca na jornada inaugural da fase de grupos da Liga dos Campeões. 

Lista de Convocados: Não foi divulgada

Onze provável (4x3x3): iker Casillas, Miguel Layún. Felipe, Boly, Alex Telles, Danilo Pereira, Héctor Herrera. Oliver Torres, Otávio, Jesus Corona e André Silva

domingo, 16 de agosto de 2015

Dragão entra a vencer

O FC Porto entrou com o pé direito de Aboubakar na nova época. Os Dragões bateram o Vitória de Guimarães por 3 x 0 no Estádio do Dragão, com um «bis» do avançado Camaronês e um golo de Varela.
A maior nota a retirar da primeira aparição oficial do FC Porto na Liga 2015/2016 é a de que pouco mudou em relação à última época. Os princípios adoptados por Lopetegui foram o espelho do Dragão, independentemente de ter contado com quatro caras novas de início – e mais algumas na segunda parte. Muita posse de bola, jogo virado para as alas e alguns problemas de segurança repetidos.
Talvez Danilo confira a este FC Porto versão 2.0 mais agressividade; uma característica que Casemiro não tinha, ele que era mais refinado tecnicamente. Nessa missão de músculo entra também Imbula, mais técnico também, no triângulo de um meio-campo que teve em Herrera o elo mais frágil. O Mexicano ainda não joga à velocidade dos outros e cedo começou a irritar a plateia do Dragão. Aos 44’ falhou um golo cantado e pouco depois do intervalo saiu para dar lugar a André André.
Vincent Aboubakar. Osvaldo pode muito bem ser a estrela, mas o Camaronês é claramente o farol deste FC Porto. Foi o melhor em campo, não só pelos dois golos que valeram o triunfo Azul mas também pelo muito que jogou e fez jogar. Dono de uma técnica invulgar para um jogador da sua estatura, esteve sempre disponível para receber e tratar a bola que chegava do meio-campo.
Mas os momentos decisivos foram mesmo os golos. O primeiro aos oito minutos; Varela encontrou Alex Sandro, o Brasileiro serviu atrasado para Aboubakar que ainda contou com um desvio em João Afonso para festejar pela primeira vez.
Aos 61 minutos, quando o Vitória de Guimarães ameaçava silenciar o Dragão, ganhou em velocidade e atirou forte para o «bis».
Quando Aboubakar fez o 2 x 0, o Vitória vinha de um arranque de segunda parte que punha o FC Porto em sentido. Sem medo, a equipa de Armando Evangelista jogou e quis ter bola, com Tozé e Alex como motores. Podia ter chegado ao empate em dois momentos antes da «machadada» de Aboubakar.
É verdade que também foi feliz noutros momentos (João Afonso tirou em cima da linha, aos 53’, e Imbula acertou no poste logo a seguir), mas foi uma equipa cheia de personalidade em todos os minutos do jogo. Saiu derrotada, mas não vergada e muito menos merecia aquele terceiro golo do FC Porto, apontado por Silvestre Varela, aos 84 minutos.

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Aboiubakar

sábado, 15 de agosto de 2015

Eis o Campeonato

Eis que finalmente arranca o Campeonato para os lados do Dragão. Após tantos meses de espera e de “confrontação” de ideias entre os Adeptos e Associados do Futebol Clube do Porto eis que chegou a hora da equipa de Julen Lopetegui começar a mostrar aquilo que realmente vale em jogos a sério. A partir de agora não há espaço para experiências e outras coisas tais, pois cada cruzamento, cada remate, cada defesa, cada corte e cada golo podem muito bem ser decisivo nas contas finais do Título, e é certo e mais do que sabido que ao Dragão somente a vitória interessa.

Temos portanto que mais logo só interessa vencer, vencer e vencer. O convencer pode muito bem ficar para depois. Contudo o adversário vai querer fazer o mesmo até porque o seu orgulho está ferido de morte após a eliminação na pré eliminatória da Liga Europa ante um desconhecido Clube Austríaco.

Para mais o Vitória Sport Clube (aka Vitória de Guimarães) irá querer acabar com um jejum que já dura há mais de duas épocas… Os Vitorianos não sabem o que é vencer em casa dos Portistas há mais de 20 anos!

E para quebrar este enguiço e fazer esquecer as derrotas humilhantes ante o modesto SCR Altach o Técnico Armando Evangelista irá apostar no factor surpresa. Isto porque o Vitória de Guimarães conta com um plantel renovado. Espacialmente do meio campo para a frente onde as novidades são mais do que muitas.

Licá e Otávio, emprestados pelo FC Porto ao Clube da Cidade Berço, não poderão defrontar os Dragões ao abrigo do novo Regulamento de Competição da Liga, mas Tomané, Ricardo Valente, Tozé (ex FC Porto), Josué e Santiago Montoya são Jogadores que podem muito bem fazer pender a balança para o lado Vitoriano. Não convêm, de forma alguma, que os Azuis e Brancos “durmam na forma” sob pena de terem de andar os 90 e poucos minutos atrás do prejuízo.

A lista de 20 convocados elaborada por Julen Lopetegui para a já aqui falada estreia na Liga NOS 2015/16, frente ao Vitória de Guimarães (20h45), no Estádio do Dragão, contempla oito jogadores que chegaram ao plantel durante este defeso: Iker Casillas, Maxi, Varela, Dani Osvaldo, André André, Danilo, Bueno e Imbula. 

Lista de 20 convocados: Helton e Iker Casillas (guarda-redes); Maxi, Martins Indi, Maicon, Marcano, Rúben Neves, Varela, Brahimi, Aboubakar, Dani Osvaldo, Tello, Evandro, Herrera, Hernâni, André André, Danilo, Bueno, Imbula e Alex Sandro. 

Onze provável (4x3x3): Casillas, Maxi, Maicon, Marcano, Alex, Danilo Pereira, Imbula, Herrera, Tello, Varela e Aboubakar.

O Futebol Clube do Porto x Vitória Sport Clube poderá ser acompanhado em directo no canal 1 da SPORTTV.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Um bastou

No jogo que serviu de abertura à 21.ª jornada, o FC Porto derrotou o Vitória de Guimarães por uma bola a zero e a tradição ainda é o que era. Os Vimaranenses continuam sem ganhar no Estádio do Dragão. Força anímica, concentração, espírito de grupo e qualidade... eis a receita de mais um triunfo dos Dragões no Campeonato.
 
A possibilidade do FC Porto ficar a um ponto da liderança – ainda que à condição – era um aliciante extra deste duelo. A turma de Julen Lopetegui sabia o que queria e tentou sempre levar o jogo para os caminhos que precisava. Com o claro favoritismo do seu lado, o FC Porto tentou explorar as fraquezas do rival, expostas na ausência do castigado André André e sem Hernâni, que se mudou em Janeiro para o Dragão.
 
Apesar da proximidade do duelo com o FC Basel para a Liga dos Campeões, Lopetegui avisou que queria todo o plantel concentrado neste jogo e foi isso que se viu. Personalizado, concentrado e a usar da circulação para criar perigo, os Dragões tentaram resolver cedo esta “missão”.
 
Os Azuis e Brancos tiveram uma entrada afirmativa em campo. Com muita pressão e movimento constante, o FC Porto era muito perigoso pelas laterais com Ricardo Quaresma e Brahimi – a novidade do onze – e sempre com o apoio de Alex Sandro e Danilo, eles que estiveram muito participativos nas acções atacantes. Os Azuis e Brancos dominavam por completo e Fabiano não via o adversário rondar a sua baliza. A equipa de Guimarães mostrava muitas dificuldades para avançar no terreno, muito por culpa também da organização Portista.
 
A toada ia-se mantendo e os Dragões colecionavam ocasiões de golo, adivinhando-se o tento inaugural dos homens da casa que justificaram desde cedo a vantagem. Jackson Martínez, ao contrário do que é habitual no Colombiano, ia perdendo oportunidades atrás de oportunidades.
 
E com tanta insistência, os Dragões conseguiram chegar ao golo, aos 31 minutos. Óliver trabalhou bem na zona central e soltou para a esquerda onde apareceu Brahimi que, perante a saída do guarda-redes Assis, abriu o marcador. Após meia hora de resistência, a defensiva Vimaranense acabava por ceder e o FC Porto estava em vantagem de forma inteiramente justa, vantagem essa que se manteve ao intervalo.
 
No reatamento, não se viu um Vitória tão encolhido. Pelo contrário. O FC Porto foi gerindo a partida e os homens de Guimarães começaram a acreditar que podia ser possível levar algo do Estádio do Dragão que não fosse a derrota. As entradas de Rúben Neves e Tello, por troca com Brahimi e Herrera, colocaram os Dragões a jogar com Óliver na posição 10, ao passo que Quaresma e o ex-Barça ficaram nas laterais a municiar jogo para Jackson Martínez que estava em noite "não". A verdade é que após as entradas de Tello e Rúben Neves, o FC Porto subiu de rendimento e continuou a dominar a partida.
 
A vencer pela margem mínima, Lopetegui - que não terá Danilo e Alex Sandro no próximo duelo do campeonato pois vão cumprir castigo - ainda lançou Hernâni para o aplauso e retirou Quaresma. No final, triufo justo do FC Porto que pressiona o Benfica na liderança.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Brahimi

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Cantinho das Modalidades

Basquetebol
 
O sorteio dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, que se realizou na sede da Federação Portuguesa de Basquetebol, ditou um confronto entre o Vitória de Guimarães e o Dragon Force, a 1 de Março, em Guimarães. A partida colocará frente-a-frente o actual líder da Proliga e o actual segundo classificado da Liga e finalista vencido do play-off do ano transacto. 
 
Os Dragões derrotaram, nos dezasseis-avos-de-final, o Académico, por 86 x 52, enquanto os Vimaranenses eliminaram, na mesma fase, o Guifões, por 107 x 43.
 
Na Proliga o Dragon Force prossegue imparável! Na 11.ª jornada, da prova, no Pavilhão n.º 1 da Luz, em Lisboa, os comandados de Moncho López derrotaram o Benfica B por uns esclarecedores 80 x 55 e continuam a comandar a classificação, com 20 pontos, mais um do que o segundo, o Eléctrico.
 
A nível individual, destaque para as exibições de Ferrán Ventura, Miguel Queiroz e João Torrie, responsáveis por mais de 50 por cento dos pontos da equipa Portista.
 
Hóquei em Patins
 
O FC Porto Fidelidade venceu o Candelária, nos Açores, em jogo referente à 14.ª jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão. Os Azuis e Brancos, que estiveram em desvantagem no marcador, registaram assim mais um triunfo e continuam na segunda posição da prova, com 37 pontos, menos três do que o Benfica, primeiro classificado.
 
O conjunto comandado por Tó Neves alinhou com Edo Bosch (g.r.), Pedro Moreira, Ricardo Barreiros (1), Caio (1) e Jorge Silva (1). Jogaram ainda Reinaldo Ventura (cap., 1), Hélder Nunes, Vítor Hugo e Rafa.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Ganhar, ganhar e ganhar

A hora chegou finalmente. O Clássico que todos anseiam realiza-se hoje no Estádio do Dragão Futebol Clube do Porto e Sport Lisboa e Benfica medem forças para ver quem irá comandar a Liga Portuguesa na pausa de Inverno. Neste momento os Benfiquistas estão na liderança da Liga sendo seguidos pelos Portistas que estão a uma pequena distância de três pontos, daí o caracter importante, não decisivo, deste Clássico. Existe ainda um terceiro interessado que é o Vitória de Guimarães que tem tofo o interesse num empate para poder ultrapassar Dragões e Águias na tabela classificativa, mas isto são contas de outro rosário.
 
O que interessa aqui para o caso é a vitória do FC Porto. Mais uma na história de um Dragão que tem domando os últimos os Clássicos que se disputam em sua casa. Os Adeptos e Associados Azuis e Brancos esperam que a história se repita, mas a tarefa dos comandados de Julen Lopetegui será de todo complicada. Muito complicada e convêm fazer descer à terra certas cabeças “Dragonianas” que andam a voar alto demais e acabar com certos “peitos feitos” porque os jogos tem sempre 90 e poucos minutos e nunca estão ganhos à partida. Para mais o FC Porto conta esta Temporada com os serviços de um Treinado que já deu mostras de não saber lidar muito bem com a sua equipa nestes jogos importantes.
 
É um facto que Jorge jesus muda tudo por completo quando se desloca à Invicta para medir forças com o FC Porto e que isto lhe tem corrido sempre mal, mas também é inteiramente verdade que o actual plantel do Benfica conta com Jogadores muito bons que podem fazer a diferença. Júlio César, Luisão, Gaitan, Sálvio, Talisca, Jonas e Enzo Perez são Atletas que dispensam apresentações e que com toda a certeza criarão muitas dificuldades aos Dragões. JJ costuma jogar “à retrancada”, mas já diz o Povo que “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”, pelo que será vitral da parte do Futebol Clube do Porto um empenho e vontade de lutar pela vitória até ao fim dos 90 e poucos minutos. Exige-se a Lopetegui nenhuma das suas rotações e que incuta nos seus escolhidos a ideia de que hoje é contra tudo e contra todos!
 
O guarda-redes Fabiano, o defesa Danilo, o médio Casemiro e o avançado Brahimi regressam aos convocados do FC Porto para o Clássico frente ao Benfica, da 13.ª jornada da Liga portuguesa (20H). 
 
Estes quatro jogadores tinham ficado de fora da recepção ao Shakhtar Donetsk, na quarta-feira, enquanto Reyes, que também entra nos eleitos, já não era chamado desde Outubro, quando se sentou no banco na eliminatória da Taça de Portugal frente ao Sporting.
 
Lista de 20 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, Reyes, Evandro, Herrera, Adrián López, Ricardo Pereira, Alex Sandro, Óliver Torres e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro, Casemiro, Herrera, Óliver Torres, Brahimi, Tello e Jackspn.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

domingo, 2 de novembro de 2014

Brahimi resolve

Começar e acabar o filme do jogo à volta do golo de Brahimi pode parecer redutor, mas só esse momento justificou um bilhete de qualquer adepto que tenha assistido à partida. Vitória justa do FC Porto contra um Nacional atrevido e que resistiu respondendo, dando emotividade ao desafio.
 
Depois da derrota do Sporting em Guimarães, o FC Porto entrava em campo sabendo que se podia distanciar do rival Leonino e continuar a pressionar o líder Benfica, pelo que, num ambiente saudável e composto, foi isso que os de Lopetegui procuraram desde cedo.
 
Pela entrada em campo de ambas as equipas, era visível qual a tendência reinante. Jogo no meio campo dos Madeirenses, muitas vezes no último terço, com FC Porto mandão, autoritário e com pressa de resolver o desafio. Pelos primeiros minutos, estava-se mesmo a ver que o golo apareceria. E apareceu, por Danilo, tão natural como os festejos na bancada.
Uma equipa baseada nas suas asas e focada no jogo exterior. Quaresma e Brahimi, os deambulantes principais, Danilo e Alex Sandro, os auxiliares de luxo, Óliver e Quintero, os disciplinadores da criatividade, Jackson Martínez, o beneficiado com a fluidez pelo flanco. Rui Silva, o 'vilão' do Dragão, a tirar o golo de formas sucessivas e a viver o tal sonho de jogar neste palco com 20 anos. Estava-se mesmo a ver que queria dar nas vistas, o internacional sub-21.
Casemiro, primeiro a 'pedir', depois a receber o cartão amarelo, ainda nem 20 minutos de jogo tinham sido jogados. Tendência que o Brasileiro teima em prolongar e que, estava-se mesmo a ver, iria condicioná-lo nas acções defensivas, sobretudo nas dobras aos laterais. Marco Matias e Rondón é que não aproveitaram.
E estava-se mesmo a ver que este FC Porto se apaixonava tanto pelas deliciosas jogadas atacantes de Quaresma e Brahimi que, depois, se deslumbrava no sector defensivo. Passes falhados, espaços concedidos, permeabilidade. Manuel Machado estava a vê-lo, Gomaa, sempre que tinha uma brecha, também, só que os dianteiros não acompanharam.
No somatório, muito mais FC Porto no primeiro tempo, com vantagem justa e oportunidades para mais, mas também riscos desnecessários no sector defensivo que não foram aproveitados da melhor forma pelo Nacional. A segunda parte exigia mais rigor de um lado e do outro. No capítulo defensivo, nas compensações, havia muito a corrigir.
Do que se pôde avaliar no início do segundo tempo, as correcções foram feitas, sobretudo nas laterais do Nacional, onde os intervenientes passaram a estudar bem melhor otiming de abordagem aos extremos do FC Porto.
Perante um adversário mais agressivo e a subir as linhas de pressão, a equipa Azul e Branca teve uma queda de produção no arranque da segunda parte e Lopetegui percebeu isso. Herrera foi a jogo para dar resposta a uma subida Madeirense que, estava-se mesmo a ver, precisava de ser estancada.
Os Dragões até poderão ter perdido alguma magia, mas recuperaram disciplina táctica e os acertos defensivos, que tão deficitários estavam até então, melhoraram a olhos vistos. Para a segurança dos três pontos foi bom, para a qualidade do espectáculo, nem tanto...
Só que, mesmo que a tendência pudesse ser bocejar, nunca se pode perder a esperança de se assistirem a hinos ao futebol quando em campo estão determinados intervenientes. Como Brahimi, por exemplo. O que se viu no minuto 74 não foi só uma machadada no resultado. Foi, isso sim, um momento ímpar no jogo, na jornada, no Campeonato. Caro leitor, se puder, veja a simplicidade transformada em arte por Alex Sandro, Óliver Torres e, sobretudo, Brahimi. Bilhete pago. E aquilo era algo que, pela pasmaceira dos últimos minutos, não se estava mesmo a ver.
Ver é coisa que o FC Porto continua a conseguir fazer em relação ao Benfica, líder do Campeonato, mas apenas a um ponto de diferença. Depois da derrota do Sporting em Guimarães, a luta estreita-se mais a Azuis e Encarnados... com o Vitória SC a continuar atrevido. 

Retirado de zerozero 

Melhor em Campo: Danilo

domingo, 14 de setembro de 2014

O duro teste de Guimarães

Passado que está o descalabro da Selecção Nacional (só não contava com ele quem não queria ver, mas isto são outros quinhentos), eis que regressam as emoções do nosso Campeonato com os Dragões a terem de realizar uma complicada deslocação à terra de Afonso Henriques.
 
As deslocações a Guimarães são, por norma, sempre complicadas, mas esta Temporada em especial parece que os Vimaranenses de Rui Vitória estão a formar uma bela equipa com Jogadores poucos conhecidos mas de qualidade superior, o que torna a visita à Cidade Berço muito mais complicada.
 
Actualmente o Vitória Sport Clube popularmente conhecido como Vitória de Guimarães, encontra-se no terceiro lugar da tabela classificativa da Liga Zon Sagres, fruto de três vitórias nos três jogos já disputados até à data. A título de curiosidade diga-se que uma destas vitórias foi ante o Belenenses no Restelo, tendo a equipa Minhota jogado com dez e vencido a equipa da casa que acabou de “roubar” pontos ao Sporting em Alvalade. Um feito de uma equipa com Jogadores oriundos das Divisões Secundárias do nosso futebol e que é bem elucidativo daquilo que uma equipa moralizada e bem orientada pode fazer.
 
O FC Porto de Lopetegui terá de ter muita atenção aos seguintes Jogadores dos Vitorianos de Guimarães: Defendi que é um central com faro para o golo nos lances de bola parada, André André que é um médio muito trabalhador que parece nunca se cansar, Bernard Mensah que é um médio com um tremendo faro para o golo e o surpreendente Tomané que tem marcado muitos e bonitos golos.
 
Apesar de tudo será muito importante uma vitória Azul e Branca nesta partida para dar ainda mais moral aos comandados do Basco para calar certos críticos e porque na próxima Quarta-feira arranca mais uma odisseia Europeia e todos sabemos como é fundamental que os Dragões consigam chegar muito longe na Liga dos Campeões.
 
​E neste sentido as chamadas de Aboubakar, em estreia absoluta, e Tello, totalmente recuperado, são as novidades na Lista de Convocados elaborada por Julen Lopetegui para a deslocação a Guimarães, agendada para este hoje, às 17H, no Estádio D. Afonso Henriques, a contar para a quarta jornada da Liga. Comparativamente à convocatória para a recepção ao Moreirense (3 x 0), saem dos eleitos Óliver Torres e Adrián López.
 
Lista de 18 convocados: Fabiano e Andrés Fernández (g.r.); Danilo, Martins Indi, Maicon, Marcano, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Tello, José Ángel, Evandro, Herrera, Ricardo, Rúben Neves e Aboubakar.
 
Onze provável (4x3x3): Fabiano, Danilo, Maicon, Martins Indi, José Ángel, Rúben Neves, Casemiro, Herrera, Tello, Quaresma e Jackson.
 
Vamos tentar disponibilizar alguns streams para que possam seguir esta partida em directo. Passem pelo Blog perto da hora do jogo.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Tanta asneira junta deu empate

Mais uma travagem brusca dos Tricampeões Nacionais na intenção de revalidar o título. No Estádio D. Afonso Henriques, o FC Porto esteve a vencer por 2 x 0, permitiu a recuperação para 2 x 2 do Vitória de Guimarães e o primeiro lugar é cada vez mais uma miragem.
Quando estão por disputar nove jornadas na Liga Zon Sagres, os Azuis e Brancos, que levam dois jogos sem ganhar no Campeonato, estão já a nove pontos do Benfica e a quatro do Sporting, primeiro e segundo classificado, respectivamente, pelo que só o mais crente dos adeptos, tendo em conta o comportamento da equipa esta temporada, acreditará que é possível recuperar na tabela classificativa.
O apuramento conseguido na Liga Europa na última quinta-feira não parece ter moralizado o FC Porto, mas o Vitória de Guimarães fez por merecer o empate e até podia ter conseguido a reviravolta total, tendo visto a cambalhota no marcador a ser impedida pelo poste a quatro minutos dos 90.
O jogo começou equilibrado, com as duas equipas a tentarem rondar a área adversária. No entanto, aos poucos foi o FC Porto quem começou a ter o controlo da partida e sem ter criado qualquer oportunidade flagrante para marcar beneficiou de uma grande penalidade após um lance bem ajuizado pelo árbitro Marco Ferreira, que assinalou falta de Douglas sobre Carlos Eduardo dentro da área.
Ricardo Quaresma, aos 17 minutos, bateu com sucesso a grande penalidade e deu vantagem aos comandados de Paulo Fonseca que, fruto desse golo, passaram a jogar com mais tranquilidade no Estádio D. Afonso Henriques e podiam ter ampliado o resultado pouco depois, com Ghilas a aparecer na área e a rematar em arco mas à barra.
A meio da primeira parte o FC Porto estava claramente por cima do jogo e Ghilas, uma vez mais, voltou a ter uma clara oportunidade para marcar. O internacional Argelino saltou mais alto que os centrais do Vitória de Guimarães e de cabeça fez a bola passar a poucos centímetros da baliza à guarda de Douglas, guarda-redes que ficou pregado ao chão e limitou-se a ver a bola passar-lhe ao lado.
O Vitória de Guimarães, por seu lado, tentou responder algumas vezes por intermédio de Maazou, mas o avançado, apesar de ter aparecido um par de vezes em boa situação para marcar, não conseguiu incomodar verdadeiramente Helton até então. De resto, a maioria das jogadas dos Minhotos começaram após perdas de bola dos jogadores do FC Porto, nomeadamente dos médios Herrera e Carlos Eduardo, que nesse capítulo estavam verdadeiramente desastrados.
Ainda assim, os Azuis e Brancos conseguiram chegar ao segundo golo aos 41 minutos, num lance protagonizado pelas duas principais novidades que Paulo Fonseca apresentou no 11 inicial. O domínio de peito de Ghilas dentro da área foi perfeito, o qual foi seguido de um remate para defesa para a frente de Douglas. No entanto, oportuno, Licá apareceu em zona de finalização para a recarga e rematou para o fundo da baliza.
A quatro minutos para o intervalo o FC Porto vencia por 2 x 0 com alguma tranquilidade, mas no último lance da primeira parte permitiu que o Vitória de Guimarães reduzisse a diferença no marcador para 2 x 1. Maazou, que foi o jogador mais perigoso dos Minhotos ao longo dos primeiros 45 minutos, finalizou com sucesso uma jogada de insistência dentro da área dos Dragões, aproveitando um atraso posicional de Abdoulaye para ficar em situação regular na hora do desvio para a baliza de Helton.
De resto, em relação ao defesa Senegalês do FC Porto que vestiu a camisola dos Vimaranenses na primeira metade da época, é de referir que o Vitória de Guimarães já tinha reclamado a sua expulsão aos 34 minutos, quando o resultado ainda estava em 1 x 0. Na verdade, Abdoulaye devia ter visto o segundo cartão amarelo por ter jogado a bola com a mão e, com isso, ter impedido um ataque do adversário.
O golo que Maazou marcou mesmo a fechar a primeira parte relançou o Vitória de Gimarães no jogo. Com o tento do jogador do Níger, os Minhotos ganharam uma nova esperança de chegar ao empate e conseguiram esse objectivo praticamente a abrir o segundo tempo. Maazou foi inteligente na forma como viu Marco Matias em boa posição e passou-lhe a bola, com o jogador Português a isolar-se e perante Helton a não desperdiçar a oportunidade de fazer o empate.
Pela segunda vez nos últimos quatro jogos, o FC Porto desperdiçou uma vantagem de dois golos e com isso colocou-se em apuros que pareciam impensáveis durante grande parte do primeiro tempo. A verdade é que o golo fez acordar ainda mais o Vitória de Guimarães e por isso os comandados de Rui Vitória foram mais perigosos que os Azuis e Brancos.
Os Tricampeões Nacionais colocaram a olho nu as dificuldades sentidas para chegar ao último terço do terreno e por isso, apesar de estarem obrigados a ganhar para impedir os dois primeiros classificados do Campeonato de aumentarem a distância, não conseguiam criar oportunidades, nem sequer incomodavam a defesa do Vitória de Guimarães. A excepção foi um remate de trivela com pouca força de Ricardo Quaresma.
A 20 minutos do fim, Paulo Fonseca decidiu começar a mexer na equipa e em poucos minutos colocou em campo Silvestre Varela e Jackson Martínez. É certo que o FC Porto melhorou, passou a tornar-se mais perigoso mas a única vez em que esteve perto de desfazer o empate foi quando Ghilas rematou de primeira mas torto após assistência de Varela.
Rui Vitória, consciente de que o perigo iria aumentar com o passar dos minutos, decidiu refrescar o meio campo e dar maior poder de combate e também alguma velocidade para tentar aproveitar algum espaço que o FC Porto pudesse deixar no momento de se balancear para o ataque. Para isso, optou por colocar em campo Nii Plange e Leonel Olímpio.
A dez minutos dos 90, Juan Quintero, pouco utilizado esta temporada, foi a última opção de Paulo Fonseca para tentar conquistar os três pontos, mas o resultado não mais se alterou, acabando por obrigar o FC Porto a deixar dois pontos no Estádio D. Afonso Henriques perante um Vitória de Guimarães que teve o mérito de chegar à igualdade após ter estado a perder por dois golos de diferença e que aos 86 minutos viu Nii Plange a rematar ao poste.
O resultado de 2 x 2 é justo e não merece qualquer contestação porque o FC Porto apenas esteve bem no encontro até à altura em que fez o 2 x 0, A partir daí, a superioridade no jogo terminou, com a equipa a tremer com o primeiro golo do Vitória de Guimarães e a não mostrar capacidade de reacção para ganhar após o empate dos da casa.
Agora, a revalidação do título de Campeão é cada vez mais uma miragem, estando, quando faltam nove jornadas para o final, a nove pontos do líder do Benfica e a quatro do Sporting.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Nabil Ghilas