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terça-feira, 3 de março de 2015

Pensamento da Semana: Que se passa com Quintero?

Podia estar aqui a tecer loas à equipa Portista que tão bem despachou o Sporting do Banana de Carvalho mas, como toda a Nação Azul e Branca sabe, no Porto não se festejam ab eternum vitórias e para mais é perfeitamente natural uma equipa como o FC Porto derrotar os Viscondes no Dragão.
 
Por isto escolhi para Pensamento desta Semana que está a arrancar um tema que penso ser merecedor de uma profunda reflexão por parte de todos os Portistas. 
 
Juan Quintero é daqueles Jogadores que não enganam. Nota-se que o moço tem futebol da cabeça aos pés. Falta-lhe algum físico é verdade e também teve Treinadores que insistem em coloca-lo fora do seu habitat natural que é o meio campo, mas porquê raio o Quintero não “explode” de vez?
 
Ao contrário de Iturbe que tinha tiques de vedetismo (já ninguém sabe por onde anda o Argentino… Nem na Roma conseguiram que o juízo dele durasse por mais do que uma Temporada), Quintero é um Atleta sossegado e reservado. 
 
Para mais o Clube Azul e Branco oferece a Quintero todas as condições Desportivas e Financeiras para desenvolver o seu talento. Para mais Jackson Martinez, também ele Colombiano, facilitou a integração do jovem Juan na Cidade Invicta.
 
Daí a pergunta que serve de título a este texto: Que se passa com Quintero?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jackson Martínez

Eu gostava era de jogar basquetebol. Nasci em Quibdó uma região pobre agrícola de Colômbia há 27 anos mas, cedo com 12 anos, fui sozinho estudar para Medellín e viver com os Avós. Os meus pais tinham fracos recursos mas sempre me trataram bem e às minhas duas irmãs. O meu pai sempre gostou de jogar futebol mas teve que abandonar esse sonho quando nasci. Tinha uma pequena escola de futebol mas nunca me quis levar lá. Um dia um senhor viu-me jogar e levou-me em 2004 para o Independiente de Medellín onde marquei 65 golos em 84 jogos até 2009. No ano seguinte fui para o México representar os Jaguares de Chiapas.
Prefiro jogar com 1 ou 2 pontas-de-lança, movimento-me bem na área e marco golos de todos os feitios, com a cabeça ou os pés. Em 2012 o Futebol Clube do Porto contactou o meu clube, chegámos a um entendimento de verbas, vim para o Dragão, e tinha o presidente à minha espera no Aeroporto.
Quando se começou a falar em vir para Portugal, a primeira pessoa com quem procurei falar foi com Falcão que conhecia bem e depois com James e Guarin. Todos me disseram para vir. Encontrei uma equipa de grande qualidade, Falcão tinha saído, deram-me o número 9 e até fiquei a viver na casa onde morava. O ano passado foi fantástico, ganhámos o campeonato.
Foi a primeira vez que joguei sozinho na frente. Na Colômbia jogávamos sempre com dois avançados, até actuava mais como segundo ponta-de-lança, no entanto, aqui estou a jogar na base do 4-3-3. Não sei quantos golos poderei marcar esta temporada, estou sempre no meio de 2 ou 3 defesas. Às vezes apetece-me questionar o treinador mas já vi que no Futebol Clube do Porto, isso dá mau resultado. Também me apercebi que os nossos adversários exploram o facto de marcar menos golos do que no ano passado. Os colegas são excepcionais e tem-me apoiado muito. Obrigado por isso.
Este ano o que mais quero é vencer a Liga e ser o melhor marcador como da última vez. A imprensa estrangeira tem falado em clubes interessados nos meus serviços. Pode ser bom para mim e talvez a última oportunidade de ganhar bom dinheiro. Tenho trabalhado muito mas, de jogo para jogo, cada vez me sinto mais sozinho, por vezes tenho a impressão que ando perdido no campo. Querido Diário: Achas que os meus fans vão ficar muito zangados comigo se eu sair no fim da época? É que estou a ficar farto disto.
 
Até à próxima
 

sábado, 6 de julho de 2013

Faltou "Coragem" à geração "Talento".

 
Portugal terminou a sua participação no Mundial sub-20 aos pés de Gana, 3º classificado no grupo A da competição. Um rival claramente inferior em termos de talento à selecção portuguesa.
  • Posto isto, o que falhou a esta talentosa geração?
Obviamente que a resposta ínsita no titulo deste texto é redutora. Não faltou apenas coragem. Faltaram disciplina táctica, rigor, concentração e liderança técnica, táctica e estratégica. Faltou treinador para aprimorar esta geração, colocar os talentos ao serviço de um colectivo coeso e organizado.
 
Relativamente à geração anterior, esta geração apresentava mais experiência competitiva, graças às equipas B. Alguns dos jogadores são já opção em equipas da 1ª liga, no caso de Bruma e Ilori são mesmo titulares de um clube como o Sporting.
 Portugal nesta competição partia como um dos favoritos, posição reforçada pelo facto das duas grandes potências Argentina e Brasil não estarem em prova, e por ter um dos maiores talentos desta categoria: Bruma.
 
O problema é que só o talento não chega. Fazendo a comparação entre esta geração e a anterior, repara-se que uma selecção consegue chegar mais longe sendo uma equipa, sabendo esconder limitações através de um espírito colectivo coeso, e de uma liderança forte, do que fiando-se apenas no talento dos seus intérpretes esquecendo-se de se organizar, pensar e respirar em campo como uma equipa.
 
Tiago Ferreira, o único sobrevivente da Geração Coragem, talvez pudesse ter dado alguns conselhos aos colegas acerca do espírito e da capacidade competitiva que uma geração muito menos talentosa e tão pouco valorizada pelo seu próprio país, teve há dois anos.
 
Porventura, a falta de coragem não pode ser imputada directamente aos jogadores. Começa na estrutura federativa e passa pela equipa técnica liderada por Edgar Borges.
Edgar Borges tem como saldo ao serviço da federação, duas qualificações para o europeu de sub 19 mas sem conseguir passar da fase de grupos em ambas as ocasiões. Neste contexto e já com esta equipa, Edgar Borges também deixou escapar a oportunidade de ganhar o Europeu de sub-19 sendo eliminado na fase de grupos em que se encontravam as duas finalistas: Espanha e Grécia.
 
Se a qualidade dos adversários até poderia servir de atenuante, o mesmo não se poderá dizer da desconcentração da equipa que chega à última jornada precisando apenas de empatar com a Grécia e perde a cabeça logo de início tendo um jogador infantilmente expulso, condenando assim a selecção ao insucesso e acabando por ser eliminada, num jogo em que o empate lhe bastava.
 
Como prémio por esse insucesso, a Edgar Borges foi-lhe dada a oportunidade de se manter ao leme desta talentosa geração de jogadores. Geração que tem ainda a vantagem de poder apresentar uma espinha dorsal de jogadores que brilharam todos ao serviços dos juniores do Sporting, sendo campeões nacionais e brilhando numa competição que é uma espécie de liga dos campeões de sub 19.
 
Em sentido contrário, Ilídio Vale, uma velha raposa, e provavelmente um dos maiores nomes da formação em Portugal - cujo mérito nem sempre lhe é reconhecido por não se colocar em bicos de pé-é afastado da selecção nacional sub-20 sendo mandado para a prateleira depois de ter logrado um feito fantástico, levando Portugal a um final de um mundial onde parecia condenado por todos a ir apenas para fazer número.
Tal como na nossa formação enquanto estudantes, temos a possibilidade de trocar de professores quando damos um passo na evolução académica ( do ensino primário para o básico, do básico para o secundário e do secundário possivelmente para o superior), a esta geração lhe faria muito bem ter um novo “professor”. E quem melhor que o mestre Ilídio Vale? Principalmente tendo a possibilidade de apresentar uma autoridade sobre estes atletas reforçada, por ter sido o comandante de uma equipa vice campeã mundial.
 
Ilídio Vale pegou num grupo de jogadores com pouco ritmo de competições profissionais, sem muitas soluções e soube colocar as peças e fazer uma verdadeira equipa, que demonstrava uma concentração competitiva que parecia enganar o bilhete de identidade
  • Á geração talento, sobraram velhos vícios que se perpetuaram com o mesmo treinador: Edgar Borges
Muitas desatenções defensivas (não por falta de opções de qualidade para o sector defensivo, mais por falta de concentração colectiva), um problema crónico de falta de intensidade no momento da transição defensiva e na capacidade de vencer as bolas disputadas, principalmente a meio campo, com jogadores de qualidade técnica superior, mas com pouca intensidade.
 
Contudo, como ponto forte esta selecção apresentava uma enorme vocação e capacidade ofensiva. Uma equipa muito criativa, com um meio campo passivo defensivamente, mas com jogadores de enorme capacidade de passe, um lateral direito de excelência, como João Cancelo e um desiquilibrador que marca as diferenças como Bruma.
 
Edgar Borges com isto tudo não fez o que se espera de um treinador. Não potenciou o bom e escondeu o mau. Claramente Edgar Borges não soube ler os sinais, o que é grave para quem acompanha estes jogadores há alguns anos.
 
Portugal entrou no primeiro jogo contra a Nigéria a todo o gás, marcando dois golos e dando um festival de futebol ofensivo. Demonstrou depois a sua pior face quando consentiu o empate dos nigerianos, mas ainda assim acabou por vencer no final.
 
Uma característica desta equipa. Uma equipa que gosta de jogar para a frente, que pensa principalmente no momento ofensivo, e que se desconcentra e é pouco intensa quando perde a bola, e que tem dificuldade em guardar resultados, porque no seu adn está a procura constante do golo.

Edgar Borges entendeu que o segredo para compensar os erros defensivos, seria mexer na estrutura ofensiva da equipa. Equivocou-se enormemente, porque nem a equipa passou a defender melhor, como ainda se sentiu claramento condicionada naquilo que era o seu ponto forte, a organização ofensiva e as transições ofensivas.

Logo no jogo com a Coreia do Sul, Edgar Borges decidiu retirar Cancelo para colocar Oscar Dabo um lateral direito menos ofensivo, para assim poder supostamente atacar com menos jogadores.

Portugal na mesma colocou-se em vantagem, na mesma deixou-a fugir, mas a diferença é que jogou pior, atacou menos, teve menos iniciativa e acabou mesmo por empatar, quando com outra atitude e soltando a equipa mais para o jogo, teria ganho o jogo. Com Cuba, voltou uma estrutura ofensiva normal, a explorar os corredores laterais e a assumir mais o jogo e veio uma goleada.
  • O jogo com o Gana
Para o jogo com o Gana, já a eliminar, eis que Edgar Borges demonstra a tal falta de “coragem”. Como uma velha escola de treinadores portugueses, preferiu deixar a coragem toda nas palavras na sala de imprensa ao dizer que não se chateava que o resultado fosse 10-9 para Portugal...
 
Já no campo a mensagem para os jogadores foi totalmente distinta. Decide colocar Ié a lateral direito. Uma opção a fazer lembrar uma de Queiroz no Mundial da África do Sul em que coloca Ricardo Costa a lateral direito tendo dois laterais de raiz no banco. Resultado? Derrota e golo marcado pelo lado justamente do lateral adaptado.
 
Esta mania de alguns treinadores, que reforçar a defesa com um central adaptado a lateral é a fórmula mágica para se defender melhor. Pelo contrário. Um central não conhece as rotinas do posto, tem dificuldades quando tem que fechar por dentro, já para não falar que não sabe como se posicionar em organização ofensiva e muito menos tem a capacidade para dar largura e aparecer a cruzar.
 
Edgar Borges passou basicamente para a equipa a mensagem de que não confiava neles no momento defensivo e que por isso deveriam mudar a sua forma de jogar para não sofrer golos. Assim decidiu amputar o lado direito de Portugal, que deixou de poder carrilar jogo, pois Edgar Ié obviamente não consegue dar a dinâmica ao flanco que dá um João Cancelo.
Mais grave ainda é Edgar Borges decidir prescindir de um dos maiores destaques do Benfica B e desta geração. Passou a barreira do incompreensível quando mesmo a perder Edgar Borges, faz duas alterações ao intervalo mas nenhuma delas incluía a entrada de Cancelo que assistiu do banco Portugal a dar a volta ao jogo (de 0-1 para 2-1) para depois acabar em menos de 15 minutos por sofrer dois golos em falhas graves da defesa. O do empate, curiosamente pelo lado onde defendia Ié…
 
Edgar Borges puxou o freio ofensivo de uma equipa que não sabe defender, e que a sua melhor defesa seria exactamente colocar o pé no acelerador e atacar e dominar os jogos, para que pudesse marcar mais golos do que sofrer.
 
Edgar Borges tinha um problema a meio campo por ter jogadores como João Mário, André Gomes ( que só se lembrou de aparecer no Mundial no último jogo) e Agostinho Cá, que privilegiam mais a posse de bola, e que não são dados a grandes correrias atrás da bola.
  • O que fazer?
Assumir o jogo. Ter bola. O que fez a Espanha quando começou a fabricar jogadores como Xavi, Iniesta, Fabregas e companhia, que gostam de ter a bola no pé em vez de correr atrás dela? Começaram a jogar em posse, pois jogar um jogo partido em constantes transições seria incómodo para as características que a Espanha tem.

Edgar Borges não soube conciliar o futebol de transições através de Bruma, para um futebol mesclado, capaz de ter a bola e sem que por isso tenha que deixar de acionar Bruma em momento de transição.
 
O problema na defesa não era dos jogadores da defesa, nem se resolveria se jogassem com 4 centrais em cima da linha de golo. Era um problema colectivo, que devia ter sido corrigido a começar pelo ataque.
Trata-se de características dos jogadores. Se temos um meio campo pouco pressionante, então devia ter sido colocado Ricardo Esgaio a extremo. Esgaio faz todo o corredor, começou a sua formação como lateral e ainda pode jogar a interior direito. Daria a rapidez e dinâmica necessária em momento da perda da bola e organização defensiva, podendo ajudar no momento da recuperação da bola, libertando Bruma no flanco contrário.
 
Outro jogador que claramente saiu negligenciado desta competição e que poderia ter sido aproveitado para solucionar alguns dos problemas colectivos foi Tozé do F. C. Porto.
 No Porto b jogou a extremo, mas é um médio interior, que é rápido, tecnicista, mas que tem muita garra e que não desiste de uma bola. Um médio que poderia muito bem aparecer no onze ou por troca com André Gomes, ou até mesmo por Ricardo Dias/ Agostinho Cá, recuando André Gomes ou João Mário no terreno. Daria maior nervo ao meio campo da equipa e ainda a capacidade de remate de longa de distância.
 
Edgar Borges também não foi inteligente ao estar constantemente a variar entre duplas de centrais. Tiago Ferreira, Ilori e Ié, são 3 potenciais titulares, é um facto. A vida de Edgar Borges no euro sub-19 ficou mais tranquila em termos de decisão com a lesão de Ié que assim lhe fez não ter outra opção que não escolher a dupla Ferreira/ Ilori.
Neste Mundial com o regresso de Ié, faltou a Edgar Borges a coragem para optar por uma dupla e dar-lhe confiança ao longo do torneio. No jogo com o Gana deu a ideia que para não ter que optar, e para sentir que estaria mais seguro atrás, escolheu jogar com os três centrais, pensando que assim defenderia melhor.
 
Para isso, abdicou do lado direito da equipa durante todo o jogo, tentando depois compensar com a entrada de Esgaio por Ricardo, mantendo contudo Ié a lateral.
 
É o problema de coragem da estrutura federativa. Coragem para não recompensar a incompetência e coragem para se livrar de tradicionais porreirismos e compadrios. P. Bento é seleccionador e o amigo Rui Jorge vai para seleccionador sub-21. Resultados? Nada. O que se faz em relação a isso? Nada.
Nos sub-20, optou-se por mandar Ilídio Vale para a prateleira para dar continuidade a Edgar Borges.
 
Infelizmente nunca saberemos como seria uma geração com este talento, nas mãos de um treinador que com muito menos conseguiu muito mais. O que sabemos é que nesta fase de amadurecimento competitivo, faria bem a Bruma, Ilori, André Gomes e companhia, um treinador que lhes desse bons ensinamentos sob o ponto de vista táctico, de organização defensiva e que fosse capaz de criar um espírito de grupo forte.
 
Se calhar esta federação não merece profissionais como Ilídio Vale. Enquanto assim for, pode haver muito Talento, faltará sempre a Coragem.

 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

¡¡Hala Madrid!!: ¿Por qué no te callas?

Se há coisa que mais me incomoda é ver um Jogador achar-se o maior do burgo. E mais incomodado fico quando vejo um Jogador da formação a fazer tão triste e caricata figurinha. 
 
Penso que o Jogador de futebol é um profissional que acima de tudo deve procurar sempre honrar a sua entidade patronal sem deixar de lado a sua carreira profissional. Naturalmente que longe vai o tempo em que se jogava por amor á camisola mas isto não implica que os Jogadores possam ter o direito de pressionar Treinadores e Dirigentes do Clube em que trabalham. È anti ético e apenas prejudica a imagem de um Profissional da bola. 
 
Vem isto tudo a respeito da conduta de Jesé Rodríguez Ruiz, Jogador de la Fábrica do real Madrid CF. Nos últimos tempos o ainda muito jovem (tem 20 anos de idade) Jogador dos Merengues tem feito uma tremenda birra para fazer parte do plantel principal da equipa Blanca. Obviamente que o Treinador da equipa B dos Blancos não é alheio a tudo isto ou não fosse este um dos principais interessados na saída de mourinho (saída que acabou por acontecer infelizmente). 
 
Inclusive Jesé já chegou mesmo a ameaçar com uma possível saída de Madrid para poder jogar com mais regularidade na equipa principal. Portanto das duas uma; ou o Espanhol tem tiques de vedetismo e deve pouco á inteligência ou então está a ser muito mal aconselhado pelo seu empresário. 
 
Isto porque ainda está para vir o Jogador com 20 anos de idade que tenha “espaço garantido” nas grandes equipas europeias. Isto a não ser que tenham muita sorte e uma qualquer conjugação sobrenatural de acontecimentos o coloquem á frente de Jogadores mais velhos e mais proveitosos para qualquer equipa sénior.
 
Tomemos como exemplo um Jogador jovem que me agradou ver jogar no Mundial de Sub. 20 da Colômbia e na Taça das Confederações do Brasil. 
 
Óscar sagrou-se Campeão do Mundo ao serviço do Brasil no Mundial da Colômbia, saiu das terras de Vera Cruz para Inglaterra para jogar no Chelsea mas ainda está longe de ser um dos indiscutíveis da equipa Londrina. Óscar joga de quando em vez e vai dando nas vistas num e noutro jogo, esforça-se para poder jogar com mais regularidade mas está longe de ser o tal titular que Jesé exige ser. E estamos a falar de um Campeão do Mundo que venceu recentemente a Taça das Confederações ao serviço da Canarinha.
 
Por isto deixo aqui o meu conselho a Jesé: cala-te, cresce, aprende, evolui, trabalha muito e depois, mas só mesmo muito depois poderás abrir a boca para reclamar um lugar na equipa principal do Real Madrid CF. E já agora Jesé, jogar num Mundial de Sub. 20 ou na equipa B do real Madrid CF é muito diferente, mas mesmo muito diferente de jogar ao mais alto nível.
 
Cresce puto e deixa de fazer birras.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Nem Argentina nem Brasil

Esta Copa América tem sido marcada por dois factores, o primeiro é a fraca prestação dos favoritos e o segundo os poucos golos marcados.
Quanto aos golos marcados talvez deva destacar mais o futebol menos atraente que se tem visto. Registe-se contudo que até agora apenas dois jogos tiveram mais de dois golos. As primeiras partes então têm sido muito pobres, em 13 partidas qualquer coisa como oito ou nove não registaram golos no primeiro tempo.

Esperava-se mais desta competição. Talvez seja pelo facto de na América do Sul (de onde são praticamente todas as selecções) o futebol ser mais lento. Recorde-se que um dos principais factores de adaptação ao futebol europeu, apontados pelos jogadores sul-americanos, é precisamente o futebol mais rápido. Seja como for esperava-se mais.

Depois a fraca prestação dos dois principais candidatos ao título, Argentina e Brasil. Da Argentina muito se tem falado sobre a tentativa de jogar "à Barcelona". Talvez pela presença de Messi, mas principalmente porque o Barcelona, e a selecção espanhola, se estão a tornar referências no futebol mundial.

Diga-se que é merecido, todos gostamos de ver o Barcelona a jogar, a forma como tratam e trocam a bola é única no mundo. Só mesmo a selecção espanhola se compara, provavelmente porque partilham os mesmos artistas tais como Iniesta, Xavi ou Villa.

Mas a Argentina tem apenas Messi. Apesar de ser considerado o melhor jogador do mundo, o futebol é um desporto de equipa e nem mesmo um génio da bola consegue fazer tudo sozinho. Já para não falar que o "pulga" tem estado muito apagado na albiceleste.

O outro caso é o Brasil. Se a Argentina tem estrelas o que se poderá dizer do Brasil? A canarinha tem estrelas para fazer duas ou três selecções capazes de vencer esta Copa América. Contudo ainda não ganharam um jogo.

O primeiro contra a Venezuela foi um desfile de incapacidade. Os modestos venezuelanos esperavam provavelmente ser goleados, quando do outro lado do campo vêm Neymar, Robinho, Pato e Ganso (Pato e Ganso? Estes brasileiros têm nomes curiosos). Isso não aconteceu e o 0-0 reflecte a inconsistência do ataque brasileiro. Para reforçar isso mesmo, o melhor em campo foi um defesa, Daniel Alves.

Com o Paraguai foi ainda pior, só o "milagre" de Fred ao cair do pano salvou o Brasil da derrota. Sobre isto Mano Menezes diz que a selecção brasileira está em construção e que os maus resultados são reflexo das mudanças em decurso. A ver vamos.

Finalmente um destaque para a Colômbia. Apurou-se no domingo passado para os quartos-de-final com dois golos do ainda nosso Falcao. Com "El Tigre" e Guarín em grande plano, parece mesmo que estes dois jogadores estão a cumprir com o que prometeram, trazer para os cafeteros o espírito vencedor do FC Porto.

domingo, 10 de julho de 2011

Do que te livraste…

O selecionador brasileiro justificou por que motivo não convoca para a 'canarinha' jogadores pedidos pelos adeptos como Hernanes, Thiago Neves e... Hulk.

No caso do avançado do FC Porto, o Brasil tem outros grandes jogadores para aquela posição, explica. "Não o vejo como avançado-centro da seleção. No FC Porto, ele não joga como avançado-centro, ele é segundo atacante. O Hulk disputaria essa posição com Neymar e Robinho…", justificou Mano Menezes, quando interrogado pela estação Sporttv a propósito de Hulk.”

In: Relvado (14 de Junho de 2011)
 
Não me vou alongar muito sobre este tema porque os resultados vergonhosos da Selecção Brasileira falam por si, mas não deixa de ser pura Justiça Poética o que está a suceder a Mano Menezes que preferiu levar os artistas Pato, Ganso, Neymar e Robinho em vez de Hulk. A passarada até dá show e mostra que sabe fazer fintas e tudo, mas quando chega a hora de jogar pratico para meter a bola na baliza a coisa complica-se…

E Daniel Alves voltou a estar ao seu nível, ou seja fraquíssimo… Está descoberto mais uma cratera que o Barcelona tem na sua Defesa (isto se Guardiola não tiver a inteligência de colocar outro Jogador a Defesa Lateral Direito). E a “tareia” que o FC Porto está a dar ao FC Barcelona contínua, pois Álvaro Pereira esteve em grande ao serviço do seu Uruguai tendo até mesmo marcado um golo, já os Jogadores ao serviço do Barça continuam a ser uma nódoa.

E já que estou aqui a falar da Copa América, aproveito para deixar o meu desprezo pelos Comentadores que a SPORTV destacou para acompanharem estes jogos. É impressionante que os Directores de Programação deste Canal Televisivo tenham ido buscar o doentio Benfiquista Diamantino Miranda para dar a sua opinião sobres os jogos…

Tudo o que seja Jogador do Benfica, ou que tenha passado pela Luz, é uma maravilha sem precedentes mesmo quando fazem asneiras da grossa como fizeram Max Pereira e David Luíz… È quem nem adianta a A. Pereira, Falcao e Guarín fazerem um jogão que o tipo vem logo deitar abaixo a prestação dos Jogadores servindo da desculpa de que estes não jogam na posição x ou y. E ainda há quem pague uma fortuna para ter este canal na sua televisão…

sábado, 9 de julho de 2011

FC Porto 2 x FC Barcelona 0

Tenho tentado acompanhar os jogos da Copa América apesar das horas impróprias a que os jogos são televisionados. A minha curiosidade em ver como estão os Atletas do FC Porto e FC Barcelona estão nesta altura da temporada tem alimentado esta vontade de acompanhar Colômbia, Uruguai e Argentina em partidas que tem sido uma tortura para os Adeptos e uma delícia para os estudiosos do futebol.

Do pouco que vi, afirmo com toda a certeza que o Futebol Clube do Porto está a derrotar o FC Barcelona com uma classe fenomenal. Messi, Mascherano e Daniel Alves tem sido um autêntico desastre e tem desiludido imenso quem os costumam elogiar quando estes jogam na Catalunha. Messi tem estado muitíssimo mal… O Jogador que é somente o Melhor do Mundo (o tal título comercial que vende muitas camisolas) não está na Argentina, pois o que temos visto é um Camisola 10 banal e com a cabeça noutro lugar, para além de que a nível físico este Jogador está muito mal. Mascherano tem feito aquilo que sabe fazer melhor, ou seja bater em tudo quanto mexe e não constrói nem destrói jogo. Daniel Alves, Lateral da Selecção Brasileira, que tantos e rasgados elogios recebeu no Barcelona da Época anterior, nesta Copa tem estado noutro ‘planeta, falhando passes e perdendo bolas infantis.

Pelo contrário, Falcao e Guarín tem e4stado sublimas ao serviço da sua Colômbia. Radamel tem feito a cabeça num oito dos defensores adversários e Guarín tem jogado de uma maneira espectacular e faz com que a Colômbia tenha um Meio campo móvel e versátil. Alias, se o Guarín continuar a jogar assim eu terei que olhar para o Jogador de outra maneira pois este está a melhorar imenso e já não parece o tosco que veio de França. Vi o jogo em que os Colombianos simplesmente meteram ao bolso a Argentina do tal Melhor do Mundo e Guarín simplesmente fez com que o Messi desaparecesse e ainda teve tempo para fazer duas excelentes assistências para golo que os seus colegas falharam por mero acaso.

Neste momento em que estou a escrever esta Cróni9ca, o Uruguai de A. Pereira e C. Rodriguez está a jogar e se o Palito Pereira tivesse jogado no primeiro jogo então o score do Dragão seria ainda maior, humilhando ainda mais o tal Grande da Catalunha. Vamos a ver o que nos reservam os restantes jogos da Copa América, mas pelo que me foi dado a ver os Jogadores do Clube Azul e Branco estão muito melhores do que os do Clube de Pepe Guardiola que muita gente tem a mania de transformar num Bicho Papão.

Não podia terminar sem fazer uma pequena alusão ao milagre que se viveu na Liga Portuguesa de Futebol esta semana. É inacreditável que a Liga tenha punido um Árbitro que favoreceu às claras e á frente de todos o SL Benfica. É que geralmente a Liga faz o contrário, ou seja, o Árbitro que porventura tome uma decisão correcta mas que não sirva os interesses da Luz, é tratado abaixo de cão para que saia da arbitragem tal como aconteceu com Pedro Henriques.

Mas tal não deixa de ser muita esmola, e quando a esmola é muita Santo desconfia e o facto de o SLB ter mais de 40 Jogadores ao seu serviço não augura nada de bom… Vai haver muita pressão mediática sobre o Homem do Apito nos Jogos em que o Benfica participe e quase de certeza que quando o Benfica perder, a culpa vai ser de toda a gente menos dos responsáveis encarnados que contrataram esta Legião de Jogadores.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Falcao e Guarín na Copa América

Com os principais campeonatos europeus de férias e com o mercado de transferências a ferver, parece que não sobra muito para nos satisfazer a fome pelo "desporto rei" nesta altura do ano. Mas a um oceano de distância decorre uma prova importantíssima. A Copa América é a mais importante competição a nível de selecções do continente americano.

Por se encontrar tão longe quase nos esquecemos dela. Também a diferença no horário, que faz com que alguns jogos decorram quando a maioria de nós já está a dormir, não ajuda a que acompanhemos esta competição.

Vou-vos deixar aqui uma primeira crónica sobre o que aconteceu neste arranque da competição e, já agora dar algum ênfase aos jogadores portistas presentes.

A prova, a decorrer na Argentina, arrancou na madrugada de sexta para sábado com a selecção anfitriã a defrontar a Bolívia. Os argentinos partiram para esta prova como favoritos para a vitória, mas o primeiro encontro acabou por não ter o resultado desejado. Um empate 1-1 com a modesta Bolívia não estava nos planos de Messi e companhia.

Curiosamente, Lionel Messi poucos dias antes disse que tinha um pressentimento que iria vencer um Mundial com a selecção Argentina. Ele referia que já tinha conquistado tudo a nível pessoal e de clubes, mas que lhe faltava ganhar com a Argentina.

A segunda partida foi entre equipas do mesmo grupo das anteriores, Grupo A. A Colômbia defrontou a Costa Rica, com Falcao e Guarín como titulares. Os dois portistas já haviam expressado a vontade de trazer para a sua selecção o espírito vencedor do FC Porto.

Apesar de não terem marcado, os dois portistas estiveram em bom plano e ajudaram a sua equipa a vencer por 1-0. O melhor elemento da Costa Rica foi o guarda-redes que evitou males maiores.

Quarta-feira jogam a Colômbia e a Argentina. Radamel Falcao mostrou-se cauteloso ao antever o encontro. "A Argentina é um gigante que está a dormir e pode acordar a qualquer altura. Contra eles, temos que realizar uma boa partida."

Este domingo jogou outra das selecções favoritas, o Brasil, que apenas conseguiu alcançar um empate frustrante contra a Venezuela.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Carlos Queiroz - "E o Burro sou eu?"

Lisboa1991: Portugal volta ao Mundial Sub-20 devido às suas "medidas desagradáveis", afirma Queiroz

Carlos Queiroz afirma que Portugal volta este ano a participar no Mundial de Sub-20, na Colômbia, devido às "medidas desagradáveis" que implementou na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) enquanto foi seleccionador nacional, entre 2008 e 2010.

"Vai à Colômbia, não vai? Já há alguns anos que não disputava o Mundial de Sub-20", disse Carlos Queiroz à agência Lusa, dias antes de se comemorar o 20.º aniversário do segundo título mundial de Sub-20, conquistado em 1991 em Lisboa sob o seu comando, que se cumpre na quinta-feira.

Segundo o técnico, "houve algumas medidas desagradáveis" que foi necessário tomar "pela liderança Carlos Queiroz ao nível da formação e do Departamento de Formação" da FPF.

"E nós voltámos a ter uma equipa no Mundial", frisou, adiantando que, entre essas medidas, se contam "a alteração de treinadores, alteração de alguns conceitos, da forma de abordar a preparação dos jogadores".

Nos últimos cinco Mundiais, Portugal esteve ausente da fase final em 2009 (Egipto), 2005 (Holanda), 2003 (Emirados Árabes Unidos) e 2001 (Argentina), tendo apenas participado na edição de 2007 (Canadá), na qual foi eliminado pelo Chile (1-0) nos oitavos de final.

Desde que conquistou os seus dois títulos, em 1989 (Arábia Saudita) e 1991 (Portugal), disputaram-se nove Mundiais, com cinco ausências, três delas consecutivas, entre 2001 e 2005 e quatro participações.

Além de 2007, a selecção portuguesa foi ainda eliminada pelo Japão nos oitavos de final em 1999 (Nigéria), foi terceira classificada em 1995 (Qatar) e afastada na fase de grupos em 1993 (Austrália).

Queiroz, que terminou o seu primeiro ciclo na FPF em 1994, acrescentou, referindo-se ao seu consulado entre 2008 e 2010, que terminou com um polémico despedimento no fim do verão passado após um alegado incidente com os médicos do controlo antidoping no estágio anterior ao Mundial2010, disputado na África do Sul:

"E era bom, já que ninguém fala nisso, que as pessoas também pudessem recordar que, à parte de algumas tarefas fundamentais que eu tive na selecção "AA", essas (as selecções jovens) também fizeram parte das responsabilidades que me foram dadas pelo senhor presidente da Federação", disse.

Segundo Queiroz, quando o contratou para substituir o brasileiro Luiz Felipe Scolari, Gilberto Madail disse-lhe sentir que "o Departamento de Selecções da Federação bateu no fundo em muitas coisas" e pediu-lhe para olhar "para aquilo tudo", de modo a serem tomadas "algumas medidas" para o colocar "no seu devido lugar".

"E falou-me do vazio que existia ao nível da selecção 'AA', falou-me das dificuldades enormes que existiam ao nível das selecções jovens, que estavam a seguir conceitos programáticos alguns deles desde o tempo em que eu saí da Federação (1994)", adiantou.

O técnico respondeu que era preciso "reflectir" e "estudar", embora tivesse uma certeza: "Não se pode em 2011, com os novos problemas que o futebol tem, aplicar as mesmas soluções de 1991 e 1989, porque há uma coisa básica, que é inteligente e da vida, que é reconhecer que novos problemas exigem novos desafios e novas soluções".

Carlos Queiroz garante que "muitas coisas mudaram" desde então e isso "foi sentido ao nível da formação e dos resultados do futebol juvenil".

In: Jornal "OJOGO"


Um aparte; parece que o nosso amigo "Papa Pastilhas" está metido numa alhada sem precedentes. Até pago para ver quantas TVs e Rádios vão estar em directo a acompanhar este caso e quantas investigações Jornalísticas vão ser feitas. E também quero ver quanto tempo vai demorar para abafarem por completo esta notícia.