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segunda-feira, 5 de março de 2018

A Brigada dos Croquetes

Depois do sonho de José Roquette em transformar o Sporting num Centro Comercial e um Complexo Desportivo que produzissem receita suficiente para a construção do novo estádio Alvaláxia XXI passou pelo clube e SAD um bando de incompetentes a que se convencionou chamar a Brigada dos Croquetes.
A parte comercial falhou completamente, as dívidas foram-se acumulando, e a equipa de futebol continua sem ganhar nada há 16 anos. Mas digam o que disserem o Sporting atual de Bruno de Carvalho não é o mesmo. Fez uma limpeza no balneário, boas contratações, a equipa está mais arejada e tem a situação financeira equilibrada. Além disso foi aceite o pedido de um voto de confiança aos associados de “mais de 75% dos votos” em cada um dos 3 pontos exigidos por Bruno de Carvalho aprovados na Assembleia Geral. 
A herança recebida não será fácil de esquecer nomeadamente lá mais para a frente quando chegar o prazo para resgatar os VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis). Esta obrigação foi contratualizada em Dezembro de 2014 com um prazo de maturidade de doze anos. Ou seja, se nada foi for feito até lá, em 2026, o Sporting por via dos VMOC terá que desembolsar 133M€ mais juros. Se falhar a liquidação a maioria da SAD passa para as mãos da Banca a menos que aceitem uma nova reestruturação da dívida.
 
Bruno de Carvalho depois de conseguir a maioria pretendida resolveu apresentar um outro pedido. “Que os 3,5 milhões de Sportinguistas deixassem de ler os jornais desportivos e os comentadores adeptos do Sporting nos debates televisivos abandonassem os programas!”
 
Desde logo não sei onde foi “arranjar” os 3,5 milhões de adeptos. É que esse número somado aos 6 milhões de corruptos do outro Circo da 2ª circular perfaz 9,5 milhões. Quer dizer que pelas contas do banana só restam no País 500 vagas para os Portistas! No joguinho do Dragão fizeram o que podiam mas apanharam com uma equipa determinada pela frente. Pelo menos devem pensar em acabar a época à frente do Clube da Treta.
 
É com este caramelo que teremos de conviver mais algum tempo. Não será um Luís XIV como o Rei Sol do galinheiro mas alguém que elevará o Clube e a SAD aos mais altos voos da história dos Calimeros. Nem sei como lhe devo chamar. Rei de Copas pode ser?
Pelo menos o homem reduziu a Brigada dos Croquetes a cinzas.
 
Até à próxima

terça-feira, 7 de março de 2017

Algo Vai Mal no Reino da Dinamarca

Terminou o deprimente espetáculo eleitoral dos Calimeros com a reeleição do banana. Desta vez 18.755 paisanos arrostaram com longas horas de espera para seguirem como perdedores anunciados. Para trás nos últimos 30 anos ficaram 9 pantomineiros, qual deles o melhor, que se tornaram conhecidos como “a brigada do croquete”.
O projeto megalómano dos centros comerciais iniciado por José Roquette deixou o clube falido sem que nenhum dos impreparados presidentes que lhe sucederam o conseguisse resolver. Desportivamente tem sido um desastre e sobre o aspeto financeiro nem é bom falar. As boas amizades com José Maria Ricciardi, utilizando dinheiro que não era dele mas dos clientes do BESI, conseguiram empurrar o Passivo para a frente com perdão de juros e hipoteca de Ações (as tais VMOC) que trazem trabalhos acrescidos para o agora reeleito.
Estranhamente, ou talvez não, na longa noite da consagração o homem apareceu com um cachecol preto! Será palpite ou profecia em relação à próxima época? Sabemos que lançou a SportingTv, nas modalidades está mais competitivo, vai construir um pavilhão mas perdeu Slimani e João Mário que bem jeito faziam agora. A equipa é uma sombra da época passada e disse adeus em todas as competições. Se o Braga estivesse a jogar normalmente ficaria em 3º lugar e o Sporting arredado da Champions.
Durante o mandato arranjou complicações com todo a gente. Clubes, dirigentes, arbitragem, FPF, jogadores e até o Dr. Adelino Caldeira ficou de mão estendida. Internamente conseguiu com o apoio dos sócios auditorias aos anteriores presidentes mas os resultados foram nulos. Desta vez um dos pontos no seu programa eleitoral é fazer uma auditoria ao seu próprio mandato. Não sei como os sócios vão aceitar o 3º lugar desta época. Continua refém de JJ o único que lhe pode salvar a pele. E as promessas lá estão outra vez. Como não ganham o título há 15 anos “para o ano é que vai ser”!
 
Até à próxima

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O Estranho Caso do Cuspo Electrónico

“Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”! Os pasquins escritos e falados conseguiram preencher o vazio que se formou com as jornadas de qualificação do Mundial 2018.

O presidente do Zbórden fez uma espera ao seu congénere de Arouca (clube que chega a ter o extraordinário número de espectadores inferior a 1.000) ou foi o seu presidente que o provocou dando-lhe uns encontrões na pança com o dedo indicador em riste?

No primeiro caso, parece que o badocha já estava à espera que tal acontecesse. Batia com o pé várias vezes no chão indiciando nervosismo (versão de Sherlock Aguiar Holmes) ou pelo contrário fumava tranquilamente o seu cigarrito (segundo o adjectivista de serviço da coletividade verde Rogério Alves)?
Nenhum deles viu nada, apenas se suportando nas imagens das câmaras. TRÊS, gritou o “moderador” benfiquista carinhosamente tratado por Paulo, “são 3 câmaras”! E lá vem os planos próximos, laboriosamente montados, também conhecidos como Grandes Planos ou para dar mais categoria à peça “close ups”! É aí que começa a confusão. Foi cuspo, ou vapor do cigarro eletrónico (estranho aparelho que trabalha a água)?
Em qualquer dos casos dificilmente os doutos “instrutores de inquérito” conseguirão medir a “intensidade do jato”. O banana cuspiu na cara do outro saiu-lhe um perdigoto maior, ou amandou-lhe mesmo um vapor narcotizante? Isto porque o recetor da baforada iniciou um estranho ritual de vai-e-vem pelos corredores dos mijadouros (os participantes estavam na área do mijo normal e do mijo para análise) clamando por alguém que mais tarde se percebeu serem os atletas arouquenses mais os pobres delegados técnicos que nunca esperavam ver uma trapalhada daquelas em tão ilustre casa de viscondes.

Assim, sim. O programa desta operadora (SIC) engrandeceu o desporto do pontapé-na-bola. Que se lixem os passivos, as classificações tremidas da maior parte dos participantes, a possibilidade de ficarmos fora do Mundial e do Euro, servirmos de escárnio por esse mundo fora. O que interessa é deslindar este mistério. “Cuspir ou não cuspir eis a questão”!

Até à próxima

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Chegadas e Partidas

Aqui há uns anos, por esta altura, chegavam paletes para engrossar o Passivo dos 3 grandes. Desta vez, ao Aeroporto, só chegou ganapada e uns gajos cheios de varizes. Sinais dos tempos e dos senhores que mandam nisto. Os de fora (Uefas, Fifas, e quejandos) ditam a Lei do Fairplay, os Bancos fecham a torneira e nós, pobres-diabos subservientes, obedecemos. Vamos ver os mais sonantes…
Sabemos que há por aí uns bananas que fazem flores com uns Fundos travestidos de Bancos (que depois levam a Tribunal), e com os Bancos verdadeiros que tem lá uns otários que ainda emprestam a clubes falidos! Outros vendem a alma ao diabo, que é como quem diz às operadoras que nos levam o pontapé-na-bola ao sofá. Nos Calimeros entra Hernán Barcos, o Pirata, a fazer-nos recordar o nosso manequim Pablo Osvaldo, mais o Coates para reforçar o meio da defesa, e saem Tanaka, Montero, Cissé, Boeko, Sacko e Labyad! “Lá vai uma lá vão duas…” perdem 7 a 2.
Na “instituição” as coisas estão um pouco pobres e a vassoura entrou em ação. Saem 10 “esperanças” da equipa B (que se lixe a formação) desde Djuricic (que nem é assim tão mau) a João Teixeira, e chega Sponjic para continuar a explorar o filão Sérvio que tem dado boas vendas. Além dos predicados naturais, jogam à charutada com a complacência do senhor Pereira tratador dos cãezinhos amestrados a vergonha da classe. Qualquer dia vão ter que recrutar árbitros na bancada. Como novidade outro paraguaio, companheiro de Maxi na seleção, o central Alan Benitez e, caído do céu, Carrillo que só calça as botas lá para Julho!
Nós por cá tudo bem. Como “temos a melhor equipa do campeonato” (kkrrrgghhh) a Sad não precisa de se meter em aventuras iguais às anteriores. Já bastou a espanholada dos últimos anos de onde se aproveitaram 2 ou 3. Despedimo-nos de Imbula, o mal-amado, por um valor fantástico relativamente ao que o atleta demonstrou. Nas Entradas chegam o coreano Suk, o franco-maliano Marega, e como contrapesos uns putos para a equipa B. Um central (pelo menos) que era o que nós precisávamos “ficou no tinteiro”! Falta de meios não deve ser, aselhice da Sad é mais que provável. À semelhança do clube da treta, entraram 2 incógnitas e partiram 4 “esperanças”.

Até à próxima

sábado, 3 de outubro de 2015

O Circo Desceu à Cidade

Recordo com saudade os longínquos anos 60 quando, na quadra do Natal, ia com as minhas Tias e Avós ao Coliseu ver o Circo. O meu Avô trabalhava nos vinhos Constantino cuja fama, “já vem de longe”! Era guarda-livros (hoje, depois de sermos Contabilistas, chamam-nos “Técnicos de Contas”, até temos Ordem e tudo.) Numa das últimas sextas-feiras antes do Natal, e reunida a família de véspera, proclamava: “Amanhã vamos ao Circo”!

As estolas a cheirar a mofo saíam dos armários, os chapéus guardados em caixas e colocadas em cima do guarda-fatos escovavam-se, as senhoras aplicavam as “plumes d'oiseaux” no alto, e as joias de família emergiam como que por encanto das múltiplas gavetas do “port-bibelot”. O meu Avô saía do emprego, metia-se no elétrico até à Praça da Batalha e descia para o Coliseu onde aguardava pela família, “moi même” incluído, à hora rigorosamente marcada. Por acaso foi lá que vi um leão: O Leão da Estrela que já passou 327 vezes na RTP.
O espetáculo tinha todos os ingredientes. Trapezistas, cães amestrados, ilusionistas, palhaços, e a abrir a 2ª parte (aproveitavam o intervalo para montar a jaula) o excitante número dos leões. Por falar em leões: os meus amigos “menos novos” devem recordar-se do leão Sofala e do chimpanzé Chico, dois dos animais que faziam a delícia da pequenada nos antigos jardins do Palácio de Cristal, hoje Rosa Mota.
Pois! Marta Soares, autarca há dezenas de anos e atual presidente da Assembleia Geral dos Palhaços (perdão, dos Calimeros), acertou-me na memória ROM que tenho na mona, quando disse: “Por isso, aquilo parecia um circo onde andavam uns palhaços e havia o palhaço rei, o palhaço rico, que como se sabe existe no circo”, blá, blá, blá.

Quando ouvi aquilo (sou um espetador atento das flash interview) estiquei as orelhas. Na minha inocência pensei que os Calimeros tinham alugado o Atlântico ao genro do Cavaco, o Luís Montez, para fazerem algum peditório para a construção do pavilhão, mas não. O homem estava a referir-se ao Boavista x Sporting onde “atuou um palhaço, ainda-por-cima “rico!”
Confesso que não sabia que Artur Soares Dias era rico. Já quando Paulo Pereira Cristóvão meteu 2.000 aéreos na conta do Cardinali, também pensei que era para comprar bilhetes para o Circo. Afinal o vice-presidente que também era empregado do Sporting, paralelamente, dirigia uma quadrilha de gatunos e “apenas” queria comprometer o árbitro. Por falar nisso: quando é que o Sporting desce de divisão como o Boavista? Deve ser por isso que o Dr. Fernando Gomes anda tão atarefado e nem tem tempo para vir ao Dragão. Quando sair o veredito do Tribunal, vai ser lindo! Como a porcaria deste Conselho de Justiça da FPF arquivou o processo, ainda vai tudo parar ao Tribunal Arbitral, como se sabe pejado de benfiquistas. Foi para isso que ele foi feito, claro! Para dirimirem assuntos em que sejam “parte interessada”. Fazem sempre “a coisa pelo outro lado”!
Isso sim era um número aliciante para o Circo. Mas há outros que podem apresentar: José Eduardo malabarista de croquetes. Os ex-presidentes processados a tentarem escapar dum tanque de água e libertarem-se dos cadeados, Carlos Barbosa atirador de facas, Dias Ferreira a ler, de cabeça para baixo dependurado num trapézio, o contrato de Jesus, ou Rui Santos numa emocionante Luta de Anões.
Na quinta-feira, depois do empate em Istambul, a coisa correu-lhes bem. Até podem internacionalizar o Circo Calimero por mais algum tempo. Assim o banana se cale porque já anda a meter nojo há muito tempo.

Entretanto tem sido divulgadas cláusulas “leoninas” em vários dos contratos subscritos com jogadores e treinadores. Qualquer advogado estagiário sabe que embora não invalidem o contrato no seu todo, algumas dessas cláusulas são para deitar ao lixo. Não sei porquê palpita-me que vamos ter Circo garantido durante muito tempo. Obrigado banana!

Até à próxima

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Contas do Sporting Sad

Enquanto não saem as nossas continhas, e como não podemos ignorar a concorrência, vamos dar uma vista de olhos sobre “aqueles” números habituais que os nossos amigos gostam de ver. Enquanto a “instituição” enviou 1 folha e 1/4 para a CMVM, provavelmente para dependurar no quarto de banho e não merecer qualquer análise, o Sporting SAD apresentou um RC com 178 páginas, muito bem elaborado sob o ponto de vista técnico.

A Sociedade registou no exercício fiscal terminado a 30 de Junho de 2015 um interessante resultado operacional Bruto de 23M€ e 19M€ Líquido. Os Proveitos e outros rendimentos aumentaram 13M€ bem como os resultados na transação de passes de 17M€. As Vendas e Prestações de Serviço subiram de 29M€ para 44M€.
A maior parte dos comentadores ao serviço do outro circo da Segunda Circular, em vez de o elogiar, limitou-se a registar o facto, e fez grande alarido com a falta de constituição de uma Provisão entre 15 a 20M€ para suprir eventuais custos no processo movido pela Doyen no caso do Sporting Sad vir a ser condenado. Inicialmente falava-se de 12M€ mas recentemente a Doyen incluiu na ação judicial o empréstimo de Nani que veio incluído no negócio. Desconhecemos em absoluto em que condições e valor foi contratado, bem como, o clausulado do caso Rojo que motivou a queixa da Doyen.

Importa referir que esta conta 67 (Provisões do Período) destina-se a resguardar os Gastos (Custos) de responsabilidades que à data do balanço sejam de ocorrência provável, nomeadamente processos judiciais em curso. Considerando que a Administração deverá ter concertado a sua posição com o parecer dos serviços jurídicos, aceita-se a não inclusão da Provisão. Por certo acreditam na pouca probabilidade de serem condenados. Mas, como refere o banana, “se tiver que se pagar paga-se”!

Um problema que a mim me parece mais complicado de resolver é a existência de um valor bastante elevado nas VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis), visto que a Sociedade poderá não ter capacidade para resgatar a primeira tranche de 55M€ que se vence em Junho de 2016. Na ausência deste resgate, os bancos que tem na sua posse estes títulos podem fazer deles Capital Social e ganhar uma forte posição na Sad.

Outros fatores a registar positivamente nas contas foram a diminuição do Passivo Total de 264M€ para 228M€ e o aumento do Ativo Total de 146M€ para 235M€, embora que à custa da HOLDIMO, sociedade representada por Álvaro Sobrinho que neste momento já possui cerca de 30% da Sad. Outro facto relevante foi a inversão da posição negativa do Capital Próprio que passou de (118M€) para 7M€ positivos.
Decerto para evitar velhos problemas esta Administração reforçou o controlo dos órgãos fiscalizadores. Achei curiosa a composição da estrutura da Sad. Conselho de Administração, Conselho Fiscal, Revisor Oficial de Contas e Auditor Externo! A pergunta é: quem fiscaliza quem? Eu explico. O CF fiscaliza o CA. O ROC fiscaliza o CF, e o AE fiscaliza-os a todos! O curioso é que, enquanto o CF é eleito em Assembleia-geral, os outros são “contratados” pelo CA, o que é ótimo porque poderão meter eventuais “lapsos” na gaveta.
Sobre os processos a desencadear a 3 antigos dirigentes (Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Luís Godinho Lopes), vamos aguardar a explicação que irá ser dada aos acionistas na Assembleia Geral do próximo dia 30 de setembro e a posição que estes irão tomar. A revelação que nos seus mandatos “diminuíram o Ativo e aumentaram o Passivo” parece-me pouco consistente. Se a moda pega qualquer dia temos a maior parte dos presidentes dos clubes profissionais na cadeia.
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Já depois desta crónica ter seguido para edição, tivemos conhecimento que uma Lokomotiv fez descarrilar o comboio que transportava chiclas para o sapateiro.
Até à próxima

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O meu colinho é maior do que o teu

A frase podia ser dita com toda a propriedade pelo asqueroso que representa o clube da treta. O tema está muito gasto mas volto a ele porque estas últimas semanas excedeu tudo o que seria razoável de esperar em operadores de televisão.
 
Desde que a SIC notícias existe foi sempre ostensivamente usada para atacar o nosso Clube, servir de defensor oficioso do clube da treta e esta época fazer do Zbórden o bombo da festa. No início chamava-se OS DONOS DA BOLA onde a corja da BOLHA tinha assento permanente. O senhor Pinhão (que também usa Leonor Pinhão) António Tavares Telles e Eduardo Barroso eram os principais comentadores. Daí até agora o programa tornou-se irrespirável.
Com o passar dos anos e a inclusão de RGS (analfabeto futebolístico numero 1) face à permissividade do “moderador” (analfabeto número 2), apenas serviu para atingir o representante do Sporting que se viu forçado a abandonar o programa em direto. Os temas são escolhidos de forma a enaltecer o clube das águias depenadas e a ridicularizar os outros dois grandes clubes. Lamentavelmente não aproveitam os conhecimentos da maior parte das matérias relacionadas com futebol do Doutor Guilherme Aguiar que sabe mais daquilo a dormir do que os outros três acordados. Ultimamente contrataram mais um papagaio verde (analfabeto número 3), que se dá ao luxo de interromper continuamente os parceiros de debate com uma linguagem carregada de adjetivos, interrupções constantes, ironias, mudanças de tema etc. Vou gostar de o ver quando for preciso defender o banana se tiver que pagar a indemnização à Doyen, ou o antigo vice-presidente do Sporting Paulo Pereira Cristóvão que, no decorrer das suas funções, tentou corromper um árbitro.
 
Sendo os Calimeros os “donos” da SAD, não é preciso ser muito inteligente para descobrir que se a FPF não fosse um organismo de treta apenas dedicada à defesa dos dois circos da capital o clube já teria descido de divisão como aconteceu com o Boavista.
 
 
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Contudo o tema da semana foi discutir quem esta época vai beneficiar mais do colinho que um farsante alcandorado a presidente da Comissão de Arbitragem distribui generosamente pelos dois circos da Segunda Circular.
 
Para fechar em beleza a crónica no mês que o Museu faz 2 anos com o êxito que todos lhe reconhecem o Clube não se poupou a esforços contratando para abrilhantar a efeméride a atração internacional Mexicana o Trio Los Panchos.
Até à próxima

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quo Vadis Jesus?

Quando era pequeno (há muitos e muitos anos) andei na Escola Primária da Santíssima Trindade ali junto à nossa Câmara Municipal. Logo nos primeiros dias explicaram-me na catequese que aquela expressão personificava “o Pai, o Filho, e o Espírito Santo.”
 
Segundo os princípios do Cristianismo os três representam uma e só entidade. Não percebi muito bem o conceito, havia qualquer coisa que não encaixava. Então, do alto dos meus 7 anos, enchi-me de coragem e pedi à catequista que me “traduzisse” aquilo. A resposta não podia ser mais politicamente correta: “mistério”! Jesus (o verdadeiro) fazia com muita classe o truque dos pães. A multiplicação dos milhões escapa-me. Nunca pensei que quase 70 anos mais tarde o enigma subsistisse, e os personagens fossem os mesmos. Em nome do Pai, o Filho foi para o Sporting, e o Espírito Santo é quem sustenta a casa! Os lesados do BES que o digam.
Um dos braços de Ricardo Espírito Santo era o BESA. O semanário Expresso noticiou há alguns meses que o BES Angola não sabe a quem emprestou 5,7 mil milhões de dólares, sendo que a atual administração suspeita que 745 milhões foram parar às mãos de Álvaro Sobrinho, presidente daquele banco até 2012. Assim é fácil contratar treinadores.
O empresário Álvaro Madaleno Sobrinho é dono da Newshold, grupo angolano que, além do semanário Sol, controla 15% da Cofina (Correio da Manhã, Jornal de Negócios, revista Sábado), bem como o jornal i. Pelos vistos, segundo o Relatório e Contas do 3º Trimestre (1 de Julho a 31 de Março) já tem perto de 30% na SAD do Zbórden.
Se Jesus for pelo salário anunciado provocará um enorme esforço de Tesouraria que não vejo como as finanças da Sad possam aguentar. Palpita-me que o Sporting não tardará muito a recorrer à solução habitual, mais um Empréstimo Obrigacionista, pois claro! O presidente saiu com um comunicado/justificação aos sócios que mais parece o Sermão de Santo António aos Peixes. Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Dias da Cunha afirmou que devia ir para o manicómio, esquecendo-se que foi um dos obreiros da derrocada económica da Sad secundado por Soares Franco, Eduardo Bettencourt, e Godinho Lopes. O bouquet final (como no fogo de artifício do fim-de-ano na Madeira) está reservado para o banana. Quando começarem as castanhas (os processos) a rebentarem-lhe na boca, gostava de andar por cá para ver se a Holdimo e/ou o BES se chegam à frente para aguentar com os prejuízos. Para Jesus, será mais difícil do que andar no arame.
Atravessando a Segunda Circular confesso que já tinha saudades duma palhaçada tão engraçada no Circo Cardinali (não confundir com o Cardinali árbitro assistente que não quis aproveitar os 2.000€ que outro sevandija dos esverdeados lhe mandou meter na conta).
 
Vieira (que faz sempre as coisas pelo outro lado) desta vez foi apanhado na curva. Mas nem tudo são desgraças. Livrou-se de um sapateiro que ganhava 4 mil quilos/ano e ao mesmo tempo atirou a batata quente para o parceiro do Circo em frente.
Claro que o tema de fundo (como dizem os apresentadores dos tele jornais) foi mais uma vez escondido da populaça. Provou-se que o clube da treta (pese embora a pasquinada que o leva ao colinho dizer o contrário) está falido e já nem sequer tem dinheiro para os ordenados. O último Relatório e Contas vem coberto pelo tal manto diáfano da fantasia que só tem lugar nas cabeçorras do Jaime Antunes ou do António Figueiredo.
 
Se dúvidas houvesse bastava ler o anúncio do dia 5 de Junho na CMVM de mais um empréstimo, desta vez de 55M€, a contrastar com as declarações do imbecil que representa a “instituição” no Dia Seguinte que afirma com aquele ar de mentiroso compulsivo que “o Benfica está bem de dinheiro”. Havia de lhe crescer o nariz de cada vez que mente.
 
Então na semana passada quando Guilherme Aguiar (o único que percebe alguma coisa daquilo) afirmou que JJ ia para o Sporting, o homem ia tendo uma apoplexia de tanto rir. Abanava por todos os lados como o Zequinha da Feira Popular. Se tivesse um pingo de vergonha nas ventas partia para os Emirates só com bilhete de ida.
 
Em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo

terça-feira, 3 de março de 2015

Pensamento da Semana: Que se passa com Quintero?

Podia estar aqui a tecer loas à equipa Portista que tão bem despachou o Sporting do Banana de Carvalho mas, como toda a Nação Azul e Branca sabe, no Porto não se festejam ab eternum vitórias e para mais é perfeitamente natural uma equipa como o FC Porto derrotar os Viscondes no Dragão.
 
Por isto escolhi para Pensamento desta Semana que está a arrancar um tema que penso ser merecedor de uma profunda reflexão por parte de todos os Portistas. 
 
Juan Quintero é daqueles Jogadores que não enganam. Nota-se que o moço tem futebol da cabeça aos pés. Falta-lhe algum físico é verdade e também teve Treinadores que insistem em coloca-lo fora do seu habitat natural que é o meio campo, mas porquê raio o Quintero não “explode” de vez?
 
Ao contrário de Iturbe que tinha tiques de vedetismo (já ninguém sabe por onde anda o Argentino… Nem na Roma conseguiram que o juízo dele durasse por mais do que uma Temporada), Quintero é um Atleta sossegado e reservado. 
 
Para mais o Clube Azul e Branco oferece a Quintero todas as condições Desportivas e Financeiras para desenvolver o seu talento. Para mais Jackson Martinez, também ele Colombiano, facilitou a integração do jovem Juan na Cidade Invicta.
 
Daí a pergunta que serve de título a este texto: Que se passa com Quintero?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Rapaz dos Croquetes

Como no nosso clube está tudo calmo a crónica de hoje debruça-se de novo sobre o momento de confusão generalizada que se vive num dos Circos da Segunda Circular. Os nossos amigos mais interessados nestes mexericos, já estão a adivinhar que falamos do Zbórden.
 
10 pontos de atraso à 15ª jornada é muito ponto perdido para quem no início da temporada afiançou que “o título é o objetivo”. O homem esquece-se que dispensou (desprezou) mais de metade do plantel. Bem conhecemos as necessidades de Tesouraria que permitam ter um plantel preparado para competições nacionais e Uefeiras.
Os seis presidentes antecessores conhecidos como “a brigada do croquete” entretiveram-se durantes anos a fio a desbaratar o património do Clube e da Sad, tornando a situação financeira insustentável, pensava-se que impunemente, até à chegada do atual presidente, um fala-barato sem qualquer experiência na condução de um clube de bairro, quanto mais de uma instituição com a dimensão do Sporting.
 
Contratou um mocinho muito simpático, tipo Paulo Fonseca, que fizera umas flores numa equipa de meio-da-tabela e pensava que conseguia vencer a Liga, se calhar sem derrotas. Mas “o banana põe e os resultados dispõe”, pese embora a nós (portistas espanholados) nos tivesse tirado o pio 2 vezes. Como diria Oliveira “o que interessa é a bolinha entrar”.
 
E assim ia o clube dos Calimeros cantando, rindo, e arrotando postas de pescada, quando alguns resultados menos felizes começaram a fazer baixar a confiança no treinador, situação que também nos é familiar, semana-sim, semana-não.
 
Um belo dia o banana acordou mal disposto e atirou duras críticas a atletas, técnico e demais comitiva, chegando a ameaçar com o despedimento, o tal mocinho simpático. Claro que os notáveis vieram à liça, cada qual com a sua opinião, desde o borrachola que debita baboseiras no Trio de Ataque; o palavroso Rogério Alves no Dia Seguinte; até ao talhante de fígados do Prolongamento. Diz quem sabe que os acima referenciados “6 presidentes” aproveitaram a onda para se vingarem do banana, da humilhação a que tem sido sujeitos, nomeadamente com as ameaças de queixas judiciais, provavelmente por situações danosas nos seus mandatos que, naturalmente, desconhecemos.
 
Eis-senão-quando entra em palco pela direita baixa um pobre diabo de que, como jogador, só nos recordámos por ter partido uma perna a Jordão, e mais tarde ficar conhecido como fornecedor de croquetes nas festanças das anteriores direções, proprietário de uma dessas empresas de restauração de porta-em-porta muito em voga, chamadas “catering”!
José Eduardo, não se sabe em que qualidade (fornecedor de serviços, ex-jogador, conselheiro, ou simples adepto) trazia o recado bem ensaiado e acusou o pobre mocinho de ter um projeto próprio, que é como quem diz, a cabeça noutro lado.
 
"Marco Silva tem uma agenda própria, tem interesses próprios que não são os do Sporting. São os interesses de outras entidades, eventualmente do seu empresário. O Sporting vai ultrapassar esta crise e o Marco Silva é que põe o futuro dele em causa, porque se liga a interesses de gente que pretende destruir o Sporting. Chegámos ao fim da linha, não há condição nenhuma para continuar. Não tem a equipa com ele. Essa é uma falácia, a equipa está dividida, há problemas muito graves. O projeto da academia nunca foi agarrado pelo treinador".
 
Espanto geral na querida televisão, nos pasquins da capital do reino, nas rádios, tv’s e cassetes-pirata. Logo apareceram os apoiantes das duas partes, alguns pouco simpáticos.
A dúvida que nos fica é saber em que altura o simpático mocinho desaparecerá da cena futebolística indígena. Há quem faça prognósticos. Com um bocado de azar pode ir de vela no dia 11 de Janeiro aquando da deslocação a Braga. Não se pode confiar num presidente!
Já agora, aproveitando os dotes de Sherlock Holmes do rapaz dos croquetes, gostava de lhe perguntar em que ponto está o caso daquele funcionário do Clube que meteu dois mil euros na conta de um árbitro. É que a gente adora estas histórias, sabe? Se descessem de divisão o Álvaro Sobrinho da Holdimo/BES apanhava um carambolim do caraças. Ficava com 30% de uma sociedade falida. Kkkrrrrggg!
 
Até à próxima.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Tv's, Pasquins, e Ofícios Correlativos

Esta “imprensa” (escrita, ouvida ou televista) está cada vez mais engraçada. Calculem os meus amigos que tenho uma daquelas BOX que andam para trás. Esta segunda-feira estive a ver a Gala dos Dragões de Ouro, pelo que só na Terça-feira visionei por alto o programa que leva o clube da treta ao colo: O DIA SEGUINTE. A grande vantagem desta tecnologia é andarmos com o comando, devagar, rápido, ou em velocidade de cruzeiro com o preciosismo de poder parar onde achamos o assunto interessante. Tirando as questões relacionadas com as arbitragens (que desde que me conheço sempre beneficiaram “a instituição”), o tema que me despertou mais interesse foi a eleição/nomeação do Dr. Luís Duque para a direção da Liga.

O Dr. Guilherme Aguiar aproveitou a onda e deu mais uma lição aos 3 pobres paineleiros (locutor incluído) que o confrontam semanalmente. O aldrabão do costume fingiu não perceber que o anterior presidente, lá colocado pelo ex-sogro mais os 2 circos da Segunda Circular, levou o “organismo autónomo” à falência. Nem com a paciente exposição do Dr. Guilherme Aguiar, o único que tem estatuto para ali estar, o papagaio percebeu a tramoia. Também ficou por explicar se, após a anunciada auditoria, lhe vão exigir responsabilidades.

Ao seu lado o palavroso Dr. Rogério Alves explicou os motivos porque os Calimeros não apoiavam o Dr. Luís Duque agora constituído arguido por decisão do banana que preside à coletividade por eventual “gestão danosa” no tempo em que foi administrador da SAD. A talho de foice apetece-me dizer que também não percebo como é que este advogado tem lata para defender Paulo Pereira Cristóvão quando toda a gente (excepto a Juíza de um Tribunal de Lisboa) percebeu o que se passou, e apenas o puniu com uma multa.
Recordemos os 7 crimes pelos quais o senhor Cristóvão foi constituído arguido e as declarações de circunstância na altura:

"Vai haver julgamento, pelos factos constantes na acusação", afirmou Rogério Alves aos jornalistas, após a decisão instrutória do processo de Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting na direção de Godinho Lopes. É acusado de um crime de burla qualificada, outro de branqueamento de capitais, dois de peculato, mais um de devassa por meio informático, um de acesso ilegítimo e, por fim, um de denúncia caluniosa agravada.”

Então o simples facto dum vice-presidente do clube ter tentado (não interessa se, a fingir, ou a brincar) corromper um árbitro, não será motivo suficiente para ser acusado, juntamente com a SAD, conforme Regulamento Disciplinar art.61 nº4: “o clube é responsável pela atuação dos seus representantes, sócios, dirigentes, funcionários e colaboradores”?
Mas voltando ao tema da crónica de hoje recordo também o dia em que vencemos o difícil jogo Porto x Athletic Bilbao no Dragão. À noite os lacaios da SIC e da RTP, ambos ao serviço do clube da treta, transmitiram o jogo Shalke04 x Calimeros quase na íntegra deixando para o fim o resumo dos 3 minutinhos para o FC Porto, afinal o único que venceu.
Os comentários aos jogos foram de tal maneira que tive que suspender a visualização dos programas. A RTP atingiu o auge: Um funcionário da casa (o conhecido apresentador de telejornais Carlos Daniel) traveste-se de comentador e destila ódio contra nós. O palermoide que pensa perceber de táticas, imagine-se, até tem a ousadia de confrontar os treinadores (verdadeiros) presentes.

No Trio de Ataque (também da RTP-I) um benfiquista sua por todos os poros a desculpar as insuficiências do seu clube perante o olhar cúmplice do analfabeto desportivo Rui Oliveira e Costa. Na SIC do Benfica o aldrabão do costume, de 10 em 10 minutos, fala no apito dourado, desviando para canto as insuficiências de um plantel a rebentar pelas costuras.

Na TVI24 o asno pomposo de Sintra, eterno candidato a candidato, mais o talhante dos fígados ainda não perceberam que os seus clubes estão falidos, agarrados a balões que ainda sobraram do BES.
Noutro canal inenarrável onde só há tiros, facadas, linchamentos (CMTV/Correio Manhoso) os 3 “octávios” (ribeiro, lopes e machado) despejam sobre o senhor Pinto da Costa todo o ódio que reprimiram durante anos. Um deles o bombeiro/agricultor nunca percebeu porque foi trocado por Mourinho. Traumas!

Na BOLHA (pág. 38 às 5.as feiras) a coautora de livros de uma conhecida prostituta também não percebeu que, pese embora os governantes que se pavoneiam pelos camarotes em dia de jogo, a “instituição” perdeu o estatuto de clube de regime que disfrutou ao longo de muitos anos. Embora a corja seja quase sempre a mesma (saem e entram à mesma velocidade para a CML) agora tem que dividir os benefícios com o parceiro do circo em frente que também possui bons “artistas”.

O RASCORD não tem explicação. Jornal criado por sportinguistas para sportinguistas, liderado pelo saudoso Artur Agostinho, passou o último ano a levar a “instituição” ao colo na tentativa de conquistar leitores. Esta época virou o bico ao prego e até já enaltece o arruaceiro que luta contra os moinhos de vento.

Noutro quadrante os jornais de hoje relatam a absolvição de vários arguidos entre os quais Carmona Rodrigues, e os vereadores Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão acusados em coautoria de prevaricação de titular de cargo político aquando do caso Bragaparques. Estes caramelos causaram um prejuízo de milhões de euros à autarquia e à empresa queixosa em processo que ainda corre nos Tribunais. Santana Lopes que foi corrido do Governo e à altura destes factos era ainda presidente da CML, pôs-se ao fresco deixando a batata quente nas mãos do vereador Carmona Rodrigues. Como prémio, esta figura dos pasquins cor-de-rosa, viria a ser colocado como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa!

Até à próxima

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Vamos lá falar dos Calimeros

Já se chamou Belas Football Club, depois Campo Grande Football Clube e mais tarde, recorrendo aos préstimos inestimáveis da Wikipedia, ficamos a saber que, apesar do nome, este grupo género 20 amigos dedicava-se especialmente a festas, bailes e piqueniques, o que gerou alguns conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação. Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objetivo da instituição levaram à saída de 5 membros.
Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Visconde de Alvalade, Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman, que tutelou a criação do novo clube e disponibilizou os terrenos para o campo de jogos na sua própria quinta. Então chamou-se Campo Grande Sporting Clube até que finalmente adotou o nome de Sporting Clube de Portugal.

Será talvez pela designação da última palavra do parágrafo anterior que o atual presidente se acha no direito de dizer: “representamos Portugal “. Está no seu direito! A senhora que faz o favor de me tratar da limpeza do apartamento também mora numa freguesia, o Bonfim. Quando vai a Vigo comprar chocolates também pode dizer que “representa” Portugal.

Digamos que “isto” é uma necessidade de afirmação, que as pessoas tem para fazer crer aos amigos que são importantes. Acontece por exemplo quando os recém-casados chegam daquelas viagens de núpcias a prestações da Agência Abreu. Trazem sempre umas t-shirts para os colegas de emprego se roerem de inveja.
Ultimamente nas bocas do mundo pelas atoardas lançadas aos pasquins pelo presidente, a tal coletividade de uma das freguesias da capital, tinha até há pouco tempo o título de maior consumidor de croquetes por m2. Não havia evento, reunião, festa, congresso, apresentação, onde não aparecessem os croquetes, provavelmente servidos em baixela de prata pela afamada empresa de catering de José Eduardo.
Mas uma coisa é falarmos de lambarices, outra é recordarmos quantos títulos, afinal, recolheu o clube nos seus 108 anos, comparativamente com a concorrência. Ora vamos lá dar uma vista de olhos para o homenzinho não nos andar a comer as papas na cabeça:
CLICAR PARA AMPLIAR
Pois! Uma coisa é mandarmos umas bocas para a plateia, outra é apresentarmos resultados daquilo que afirmamos. Claro que os pasquins, nomeadamente os da capital do reino, já gozam com o homem. Publicam tudo que ele diz como se tivesse muita importância. Isto, claro, desde que não mexa muito com “o clube da treta”.

Se formos ver as Contas da SAD nem é bom falar. O último RC apresentado há poucas semanas aponta para 442M€ de Passivo. Então as do clube são para todos os gostos o freguês pode escolher à vontade: Como não consideram os prejuízos das societárias da SAD como sendo da responsabilidade do clube, este anda pelos 200M€. Se os lançarem nas contas do clube como aconselha o parecer dos auditores o desastre é total considerando que os seus Proveitos não valem nada. Reduzem-se essencialmente às quotizações e ao valor da renda do estádio cobrada à Sad. Tudo somado não dá sequer para os Custos correntes.

Conforme a caixinha dos truques contabilísticos estiver fechada ou aberta o Passivo da Sad, este mês, vai levar mais um rombo. Aumenta 30M€ valor de um novo Empréstimo Obrigacionista que vai ser utilizado para resgatar o anterior EO 2011/2014 que se vence em Novembro. O banana que é uma pessoa evoluída, vai a conferências em Inglaterra e até fala “estrangeiro” chama a este truque “revolving”. Para mim é empurrar com a barriga para a frente. Troca dívida por Passivo Financeiro não corrente. Chega-se então à conclusão que o rating da tal agremiação que representa Portugal, deve ser bem igual ao do País. Lixo!

Até à próxima

sábado, 5 de julho de 2014

Os Malucos do Circo

“Monty Python's Flying Circus (em Portugal também conhecido por Os Malucos do Circo) foi uma série cómica para da televisão britânica transmitido pela BBC entre 1969 a 1974 que fez sucesso em vários países incluindo o nosso. Os Gatos Fedorentos são seus fiéis seguidores.”
“A sua influência na comédia chegou a ser comparada ao impacto causado na música pelos Beatles. Enquanto no humor britânico a sua presença sempre foi nítida, nos Estados Unidos é especialmente evidente em programas de conteúdo não sense como South Park, Adult Swim, trechos de Late Night with Conan O'Brien, além do programa Saturday Night Live. O termo pythonesque, em tradução livre 'pythonesco', está em dicionários da língua inglesa para indiciar algo surreal ou absurdo”. Em Londres os elementos ainda vivos quiseram fazer um espetáculo a que chamaram ante-póstumo cujos bilhetes esgotaram em 40 segundos!
 
Recordei-me desta série da minha juventude ao ver na última segunda-feira o hilariante programa Dia Seguinte. Um moderador incompetente desconversa com um aldrabão e um analfabeto perante o riso bem-disposto do Dr. Guilherme Aguiar, afinal o único que entende do que se está ali a falar.
A SIC desde o aborto Os Donos da Bola sempre se posicionou entre um ataque feroz ao nosso clube e o habitual levar ao colo da “instituição”, ignorando os demais concorrentes da Liga. Esta época começou de forma diferente. Como já perceberam que o Sporting é o “verdadeiro” rival do clube da treta (nós estamos um patamar acima) tentam desviar as atenções para o circo do outro lado da Circular.
 
Uma Assembleia para informação aos sócios sobre o “verdadeiro Passivo do Grupo” vinha mesmo a calhar para “encher chouriços”. Como de costume, o analfabeto-residente não dava uma para a caixa, confundindo Passivo Consolidado com Contas Consolidadas, Grupo com Sad, e Contas da Sad com Contas do Clube.
 
Entretanto na dita “assembleia” que mais parecia uma sessão de esclarecimento eleitoral os cerca de 190 participantes (já incluindo sócios, funcionários e seguranças) ficaram a conhecer alguns (poucos) pormenores das habituais benesses dadas pela CML numas trocas e baldrocas provavelmente para conceder facilidades na concessão de outra bomba de gasolina. Notícias do chumbo que a ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social dera ao início das emissões do novo canal de televisão para o dia 1 de Julho, completavam o menu.
Quando chegaram ao ponto forte da sessão, o valor do “Passivo Consolidado”, alguns dos paisanos pouco interessados na questão dormiam ou já tinham saído. Bruno de Carvalho bem proclamava aos ventos o “desastre”: “QUATROCENTOS E QUARENTA E DOIS MILHÕES… uma, QUATROCENTOS E QUARENTA E DOIS MILHÕES… duas, QUATROCENTOS E QUARENTA E DOIS MILHÕES…três”. Vendido aquele senhor que conseguiu encontrar o prato dos croquetes!
De surpresa em surpresa o “banana” rapou dum conhecido truque de circo de feira. Faltando a mulher barbuda lá tiveram que apresentar os anões. “Que entrem Tanaka e Gauld!
As promessas eleitorais tinham sido todas cumpridas. Lá cravaram mais uns terrenos à CML; explicaram a odisseia da abertura do Canal Calimero; esconderam o assunto quente das VMOC que podem determinar a entrada de pessoal estranho à Sad; e para fim-de-festa apresentaram um Passivo monumental relativamente aos poucos Proveitos de exploração corrente. Para um orçamento de 25M€, nada mais, nada menos do que um "Passivo consolidado” (como se orgulha o analfabeto de referir), de 442M€! Coisa pouca já se vê!
O pessoal não cabia em si de contente. Já raiava a madrugada quando os poucos e heroicos resistentes abandonaram a tenda onde se realizara o espetáculo dos Malucos do Circo!
 
Até à próxima

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Como calar um Banana em três actos.

O FC Porto continua mandão em casa e, no Domingo, alargou para cinco pontos de vantagem sobre o Sporting na frente do campeonato. Josué, Danilo e Lucho marcaram os golos Azuis na vitória sobre os Leões, no jogo grande da 8.ª ronda da Liga Portuguesa (3 x 1).
FC Porto e Sporting subiram ao tapete verde do palco Azul com a intenção de escrever mais um pedaço de história neste campeonato e lutar pela liderança na tabela classificativa. Perante um ambiente de euforia - vivido sobretudo nas bancadas onde não faltaram algumas picardias de parte a parte - Dragões e Leões procuravam somar mais três pontos rumo aos lugares cimeiros.
No duelo oficial número 216 entre Dragões e Leões (em todas as competições) na história do futebol Português, os Portistas queriam "vingar" a derrota de meio de semana, para a Liga dos Campeões, frente ao Zenit, enquanto que o Sporting lutava para se manter sem derrotas nesta Liga.
Leonardo Jardim tinha dito, na semana que antecedeu o clássico, que rumava ao Dragão sem nada a perder mas disposto a lutar pela liderança, sempre com a noção de que o adversário entrava em campo «na condição de favorito».
Paulo Fonseca, por seu lado, não escondeu que o seu plantel entra em todos os jogos «para vencer», independentemente do nome do opositor.
No clássico frente aos Leões, o FC Porto procurava manter a invencibilidade, em casa, em partidas do campeonato, poucos dias depois de se terem completado cinco anos desde que os Azuis e Brancos sofreram a sua última derrota no Estádio do Dragão para a primeira Liga.
O FC Porto - equipa consolidada, experiente e constante nos últimos anos – entrou no palco do jogo com a fixa ideia de vencer e, se possível, com um futebol atractivo. Empurrados pela ambição sem limite da família Portista, que acorreu em massa ao seu estádio, o pensamento Portista sabia que perder estava fora de questão.
Mas, do outro lado, estava um Sporting em bom momento na temporada. Após a pior época da sua história, a Nação Verde e Branca ressurgiu embalada nesta temporada.
Na distribuição dos atletas os dois técnicos não fugiram ao seu plano táctico habitual. Paulo Fonseca, que não contava com o lesionado Juan Quintero, lançou Héctor Herrera na titularidade. O treinador Portista ofereceu, deste modo, um voto de confiança ao médio Mexicano, depois do duplo amarelo (e consequente vermelho) visto na Champions, na última terça-feira, frente ao Zenit. Quanto ao resto, Varela e Josué foram escolhidos para "carrilar" jogo para Jackson Martínez, a habitual referência mais adiantada dos Tricampeões Nacionais.
Do outro lado, Leonardo Jardim viu-se forçado (outra vez) a não contar com Jefferson e lançou, por isso, Iván Piris. O técnico do Sporting optou ainda por deixar Capel no banco e lançou para a titularidade André Carrillo e Wilson Eduardo... no apoio a Fredy Montero.
Quando Artur Soares Dias apitou para o começo do jogo, as duas equipas fizerem notar algum nervosismo. Muita precipitação, muitas bolas por alto e alguns passes errados de parte a parte. Ainda assim, aqui e ali FC Porto e Sporting espreitavam a felicidade.
É certo e sabido que em qualquer duelo marcar cedo é sempre duplamente favorável; dá maior segurança a quem faz o golo e deixa, por outro lado, o adversário numa situação, pelo menos, incómoda. E a verdade é que os Tricampeões Nacionais adiantaram-se cedo no marcador. Aos 11 minutos, Josué colocou os Portistas a vencer na transformação de uma grande penalidade; Varela subiu pela esquerda, assistiu Alex Sandro na área e Maurício, de acordo com o árbitro Artur Soares Dias, travou em falta o esquerdino.
Em desvantagem, Leonardo Jardim pediu aos seus jogadores para subirem mais no terreno e pressionarem os Portistas em zonas mais avançadas. No entanto, o FC Porto circulava bem a bola - apesar de algum sub-rendimento de alguns jogadores - e o Sporting teve dificuldades para criar perigo junto da baliza de Helton. De resto, apenas aos 19 minutos, os Leões ameaçaram as redes Azuis e Brancas. André Martins quase surpreendia Helton e Mangala, que não souberam controlar uma bola que parecia inofensiva.
Até final da primeira parte o jogo avançou morno e sem lances dignos de registo. O FC Porto deixou o relógio correr e o Sporting continuou a demonstrar falta de capacidade para ter bola.
No regresso para o segundo tempo nenhum dos técnicos alterou as peças. Mas a verdade é que o Sporting entrou melhor e deu sinais de que queria chegar ao empate. Aos 56 minutos, William Carvalho tentou o empate com um forte remate de zona frontal, mas a bola saiu ao lado. Não marcou aos 56', marcou aos 60. Na sequência de um livre cobrado na direita, Helton desviou e o médio Leonino, à meia-volta, de pé esquerdo, rematou para o fundo das redes Azuis; a bola parece ainda sofrer um desvio na perna de um jogador do FC Porto.
Com o jogo empatado, a emoção parecia renascer no Dragão. E renasceu mesmo. Aos 62 minutos, Danilo provocou uma "implosão" no estádio do FC Porto. O defesa Brasileiro recebeu a bola no limite da área, virou-se para a baliza, tirou um adversário do caminho e rematou de forma fulminante de pé esquerdo, sem hipóteses para Rui Patrício! Golão!
Os Leões voltavam a estar em desvantagem mas também não demoraram a ameaçar as redes de Helton. Aos 68' e 69 minutos os Sportinguistas obrigaram o guarda-redes Portista a mostrar serviço entre os postes; primeiro foi Montero com um remate de longe, depois foi Iván Piris.
No futebol há um velho ditado que diz que «quem não marca, sofre». Dito e feito por Lucho González. El Comandante marcou de cabeça, aos 74', e colocou um ponto final no que ao vencedor do jogo dizia respeito, depois de uma jogada de nota artística do conjunto de Paulo Fonseca.
Os minutos que se seguiram foram de total controlo por parte dos Tricampeões Nacionais, que procuraram gerir a vantagem. O Sporting, no entanto, tentava reduzir a distâncias e reentrar na luta pelo resultado. Porém, os Dragões eram rápidos nas recuperações de bola e na chegada a zonas mais avançadas do terreno.
O FC Porto, ao som de olés vindos das bancadas, conservou a vantagem e somou os três pontos, naquela que foi a primeira derrota dos Leões na Liga, esta época.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Helton