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domingo, 29 de julho de 2018

Faltou o “sal” numa boa partida de futebol

imagem retirada de zerozero
Estive hoje no Estádio do Dragão para ver, in loco, a apresentação do Futebol Clube do Porto aos sues associados e adeptos. Se estava à espera de ver uma boa partida de futebol? Não. Claro que não. Estamos na pré-época. O que eu não esperava era por esta altura ver uma equipa azul e branca com boas ideias de jogo. O problema da partida de hoje esteve, tão simplesmente, na forma - ainda - algo atabalhoada como se processa o futebol portista ao longo dos 90 e poucos minutos. Ainda há muito “repelão”, alguma bola infantilmente perdida e uma lentíssima movimentação entre linhas. A juntar a tudo tivemos aquele azar “NESiano” na hora de se rematar à baliza adversária, pois se não era o guarda-redes a fazer o impossível, eis que surgia o poste ou a aselhice dos atletas de azul e branco vestido impediram que hoje os Dragões tivessem alcançado uma justa vitória.

Não quero ser optimista (e muito menos pessimista). Estes jogos de preparação valem o que valem é verdade, mas tenho de ser honesto e confessar que gostei de algumas coisas que vi. Repito o que já aqui disse, as ideias desta época de Sérgio Conceição parecem estar lá e tudo indicia que vamos ter um Dragão bem mais racional na hora de “atacar” a baliza da equipa adversária. Resta é saber se esta forma de estar em campo será suficiente para se vencer novamente o nosso campeonato e, ao mesmo tempo, fazer melhor figura na Europa do futebol do que na época transacta.

De resto creio que é uma boa ideia a aposta num onze com um lateral mais ofensivo (Alex Telles) e um lateral menos ofensivo (Maxi Pereira). Tal permite á equipa posicionar-se com outra segurança em campo, fazendo da circulação da bola a sua maior arma. O problema está naquilo que já aqui falei: maior velocidade nas transposições entre linhas. Tal pode muito bem ser apenas um mal próprio da altura da época em que nos encontramos, mas se o Sérgio conseguir melhorar este aspecto, então penso que iremos ter um Dragão bem mais forte esta temporada. Pelo menos mais racional e equilibrado entre sectores.

Vamos a ver como isto irá correr no próximo jogo (já a “doer”!) diante do CD Aves. Estas primeiras partidas “a sério” Vão ser determinantes para toda a nova época. O que não invalida que não tenha gostado do que vi hoje.

E já agora, se este mesmo Newcastle United FC jogar desta forma na “sua” Premier League, o mais normal é este “levar” (e de que maneira!) dos seus adversários. Ou isto muda ou então não me acredito que consigam a tão desejada manutenção.

MVP (Most Valuable Player): Moussa Marega. Alvo de uma marcação homem a homem implacável, o internacional maliano destacou-se, essencialmente, pela sua enorme capacidade de trabalho. Capacidade que serviu para “fazer a cabeça em água” aos defensores da equipa inglesa que viram em Marega um perigo constante para a sua baliza enquanto este esteve em campo. Faltou-lhe o golo, mas hoje estava escrito que ninguém marcaria.

Chave do Jogo: Inexistente. O Newcastle United nunca mostrou ter capacidade para dominar o jogo e o FC Porto, por muito que tenha trabalhado para isto, não conseguiu verdadeiramente criar um lance que fizesse com que o desfecho final lhe fosse favorável.

Arbitragem: Arbitragem típica de jogo de pré temporada.

Positivo: Felipe/Diogo Leite (mais uma vez!). Mais uma excelente prestação da dupla Felipe/Leite. Se a equipa britânica foi muitas vezes obrigada a lateralizar o seu futebol de ataque foi muito porque esta dupla lhe barrou sempre o caminho na zona central.

Negativo: Ausência de Oliver. O pequeno internacional espanhol não é um portento em termos fiscos, mas tem uma qualidade de passe e leitura de jogo acima da média. Merecia bem mais oportunidades de comandar o meio campo portista do que o Otávio e o Herrera.

Artigo publicado no blog o gato no telhado (28/07/2018)

domingo, 7 de agosto de 2016

Submarino ao fundo

A noite portista teve muito calor e, por isso, frente ao submarino amarelo, o dragão deu um mergulho de ambição para a nova temporada. Os azuis e brancos revelaram já ter ideias bem trabalhadas (ainda que em natural crescimento), não faltando uma noção da ideia de jogo que vai agora amadurecendo. Vitória por uma bola a zero com um golo de André Silva.
 
Numa fase em que vai assimilando as ideias de Nuno Espírito Santo, o FC Porto embalou no relvado do Dragão com um apoio notável vindo das bancadas. É, de resto, essa a primeira nota de destaque. Estádio cheio, bancadas plenas de ambição e apoio constante à equipa azul e branca.
 
No terreno de jogo, cedo a turma portista procurou mostrar qualidade na saída com bola. Com André André a jogar mais adiantado no terreno (na posição 10), Danilo Pereira e Herrera tinham a missão de fazer coberturas e iniciar a construção, que passou muito pelos corredores (Otávio e Corona). 
 
Na frente, André Silva esteve quase sempre mexido. Foi dele, de resto, o primeiro golo portista na nova época em jogos caseiros. Minuto 13, minuto de sorte para o jovem atacante que bateu Asenjo, depois de uma jogada de insistência de Otávio na esquerda (o jovem brasileiro vai somando pontos - bem a dar largura atacante, foi frequente vê-lo a baixar para apoiar Alex Telles).
 
Após o golo portista, o encontro perdeu intensidade (a que o calor elevado que se fez sentir na Invicta não será alheio) mas o dragão foi trocando a bola com critério e procurando soluções para chegar com perigo às redes do submarino amarelo.
 
A equipa espanhola tentou dividir mais a posse em alguns períodos do encontro mas o meio-campo portista foi impondo a sua lei, sendo que no setor mais recuado a atenção ao adversário foi frequente. Daí que o Villarreal não tenha conseguido criar muito perigo junto das redes de Casillas, que teve uma noite tranquila na festa de apresentação dos azuis e brancos.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Otávio

domingo, 9 de agosto de 2015

Deu nulo na apresentação

O FC Porto apresentou-se aos sócios, numa festa que teve como ponto alto o momento em que alguns dos reforços mais sonantes – Casillas e Maxi Pereira – pisaram pela primeira vez o relvado do Dragão.
 
O Napoli foi o adversário escolhido pelos Azuis e Brancos para a apresentação e Julen Lopetegui apostou numa equipa titular que não deverá andar longe daquela que será escalada dentro de uma semana, quando o FC Porto se estrear no campeonato frente ao Vitória de Guimarães.
 
Os processos de jogo estão assimilados – é a vantagem da continuidade do treinador – e os novos elementos no plantel começam a ficar familiarizados com eles. A posse de bola e a construção do jogo desde o sector recuado continua a ser privilegiado, mas com a ressalva de que Casillas – que tem no jogo de pés um dos pontos menos bons – não entra no processo. Ou seja, agora os Azuis e Brancos começam a construir jogo numa zona mais avançada do terreno e não tão perto da área.
 
No meio-campo, Rúben Neves destacou-se pela facilidade com que, através de passes precisos, é capaz de mudar o flanco, Imbula procurou simplificar e esteve em bom plano, assim como Herrera, que continua a encaixar que nem uma luva na forma como Lopetegui quer ver a equipa actuar no terreno. Pela positiva, os jogadores do miolo souberam sempre aparecer no sítio certo para ganhar as segundas bolas, mas pela negativa continua a faltar a criatividade já anteriormente notada.
 
No ataque, Aboubakar movimentou-se bem na procura de espaços para finalizar até ser substituído no decorrer da segunda parte por Pablo Osvaldo e Silvestre Varela parece estar de volta ao FC Porto para começar a época como titular, tendo estado interventivo e mostrado boa combinação com Maxi Pereira, lateral-direito que procurou apoiar muito o ataque.
 
No fundo, os jogadores sabem o caminho que há a trilhar, mas ainda não conseguem exprimir isso na totalidade dentro das quatro linhas. Isto porque, apesar da equipa saber e gostar de ter a bola no pé, continua com dificuldades em criar situações de golo. Contra o Napoli foram poucas as vezes em que os Dragões estiveram perto, e com perigo, da baliza adversária, porque ainda falta ligação entre os sectores, especialmente por falta de definição no último passe. Nesse aspecto, o FC Porto ficou a ganhar, na segunda parte, com a entrada de André André.

Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Rúben Neves
 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

O Cantinho das Modalidades

Andebol
 
O FC Porto venceu o Passos Manuel (33 x 23), no Pavilhão da Escola Quinta de Marrocos, em Lisboa, em jogo a contar para a jornada inaugural do Campeonato Nacional do Andebol 1.
 
O conjunto comandado por Ljubomir Obradovic alinhou e marcou com: Hugo Laurentino (g.r.), Daymaro Salina (6), Gilberto Duarte (5), Nuno Roque (4), João Ferraz (6), Mick Schubert (3) e Ricardo Moreira. Jogaram ainda: Alfredo Quintana (g.r.), Yoel Morales, Alexis Hernandez (1), Wesley Freitas (2), Edgar Landim (1), Hugo Santos (4), Miguel Martins (1) e Nuno Gonçalves.
 
Na jornada seguinte o FC Porto recebeu o Belenenses em casa emprestada - o Pavilhão Municipal Dr. Manuel Santos, em Grijó devido ao facto do Dragão Caixa acolher a Taça do Mundo de Bilhar às três tabelas - e venceu, sem apelo nem agravo por 33 x 21. Com este resultado, os Dragões somam duas vitórias em dois jogos e mantêm-se assim na liderança do Andebol 1, com seis pontos, para já a par do Sporting.
 
Ainda no Andebol, destaque para ​Alfredo Quintana, guarda-redes do FC Porto, que foi convocado pela primeira vez para representar a selecção de Portugal, no duplo compromisso de carácter particular frente à Tunísia, tendo em vista a preparação para a fase de qualificação para o play-off do Campeonato da Europa de 2016. Os jogos frente à congénere tunisina disputam-se em Oliveira do Hospital (Sexta-feira, às 20h30) e em Tábua (sábado, às 17H).
 
Hóquei em Patins
 
​O FC Porto Fidelidade venceu por 8 x 5 no pavilhão do Infante de Sagres, que apresentava a equipa 2014/15 aos sócios. Naquele que foi o primeiro encontro particular da temporada - frente a uma equipa que inicia já a 20 de Setembro a sua participação no Campeonato Nacional da Segunda Divisão (zona Norte) -, Barreiros, Caio e Vítor Hugo bisaram, tendo os restantes golos Azuis e Brancos deste derby sido apontados por Reinaldo Ventura e Jorge Silva.
 
No jogo de preparação seguinte os Dragões alcançaram nova vitória. Desta feita por 16 x 0 no Pavilhão Ernesto Silva, casa da CP Sobreira (da Terceira divisão - zona Norte), que apresentava a equipa 2014/15 aos sócios. Barreiros, Caio, Jorge Silva e Vítor Hugo apontaram hat-tricks, tendo os restantes golos sido marcados por Hélder Nunes (dois), Reinaldo Ventura e Rafa.
 
Os Dragões têm agendados mais dois encontros de preparação até ao arranque dos jogos oficiais, com a recepção ao Candelária (4 de Outubro, 15H). A equipa comandada por Tó Neves desloca-se aos rinques de CD Póvoa (20 de Setembro, 18H) e Turquel (27 de Setembro).
 
Bilhar
Imagem fornecida por José Lima
 
O Holandês Dick Jaspers (número cinco do Mundo), atleta do FC Porto, venceu a Taça do Mundo de Bilhar às 3 tabelas, frente ao Belga Roland Forthomme (número 22 do Mundo), por 40 x 39.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Pensamento da Semana: Já vai começar a palhaçada?

Estive no Dragão a assistir à apresentação do Futebol Clube do Porto versão 2014/15. Vi a festa e o jogo que era o que mais me interessava.

E o que vi da partida ante os Franceses serviu para confirmar aquilo que tinha em mente: ainda há muito caminho para a equipa de Lopetegui vir a ser aquilo que todos desejamos.

Confesso que não gostei mesmo nada dos disparates que a defesa, a mesma da época passada curiosamente, assim como também não fiquei nada agradado com a síndrome “barata tonta” que se apossou do Dragão quando o cronometro apertava e o nulo insistia em não se desfazer.

Mas daí a assobiar a equipa e insultar toda a gente, treinador incluído, ainda vai uma tremenda distância.

Estamos na pré temporada! Aquela altura do ano futebolístico onde se fazem experiências, se dá tempo de jogo a certos jogadores que depois, provavelmente, passarão a maior parte do seu tempo no banco/bancada, onde se experimentam sistemas e se buscam as bases de entrosamento da equipa.

Que parte do conceito de pré temporada é que os “polícias sinaleiros” não perceberam? Já querem uma equipa a dar o litro quando esta ainda está em construção? Mas está tudo doido?

Pelos vistos para esta malta do assobio não lhes bastou o descalabro que ajudaram a criar na época passada. Querem mais “sangue” e pelos vistos vergonha na cara é coisa que lhes está em clara falta.

Já vi que isto vai ser bonito caso a coisa corra mal. Espero que a Direcção do FC Porto e treinador já tenham solicitado junto da PSP a devida protecção contra os habituais idiotas que fazem as fabulosas e muito instrutivas “esperas” à equipa quando os resultados não lhes agradam.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Treinador novo, Jogadores novos e os velhos maus hábitos do costume (mais uma vez)

Faltou o golo na apresentação do FC Porto aos adeptos, pois os Azuis e Brancos não foram além de um empate sem golos diante do Saint-Étienne, quarto classificado da última edição do Campeonato Francês.
Apesar de não ter havido festejos de golos, os Azuis e Brancos mostraram que há processos que estão a ser bem assimilados, algo que se notou pelo bom entendimento entre os jogadores, apesar de haver muitas caras novas no plantel para 2014/2015. No entanto, à medida que Lopetegui foi mexendo na equipa ao longo do encontro, colocando muitos atletas novos a jogar juntos, foi notório que ainda há estranheza entre eles, algo normal tendo em conta os poucos treinos que tiveram juntos.
Porém, pelo jogo de apresentação percebeu-se que Jackson Martínez, caso fique no plantel, terá um papel fundamental na equipa. Sem ele, o FC Porto não tem mais ninguém que possa jogar tão bem dentro da área e por isso criou pouquíssimas situações para marcar, apesar do volume ofensivo de jogo que conseguiu especialmente na primeira parte e início da segunda.
Mais atrás, destaque para Fabiano, que foi um dos grandes responsáveis pelo facto do Saint-Étienne não ter apontado qualquer golo, mostrando de forma clara a Julen Lopetegui que pode contar com ele ao longo da temporada para guardar a baliza dos Dragões.
O FC Porto apresentou-se aos sócios no Estádio do Dragão com um onze longe de ser aquele que Julen Lopetegui deverá apresentar no primeiro jogo oficial da temporada. O treinador Espanhol apostou em Fabiano, Danilo, Maicon, Diego Reyes, Alex Sandro, Rúben Neves, Óliver Torres, Hector Herrera, Ricardo Quaresma, Ricardo Pereira e Sami e decidiu colocar alguns reforços sonantes no banco de suplentes.
Das apostas de Julen Lopetegui, desde logo se percebe a ausência de um referência na área adversária, sendo que Sami foi o responsável por tentar aparecer mais vezes em zonas de finalização, mas chegou ao final da primeira parte sem qualquer chance para marcar. Na verdade, os Azuis e Brancos produziram muito jogo ofensivo durante os primeiros 45 minutos, mas criaram poucas ocasiões para marcar.
As excepções foram Hector Herrera, que rematou para uma grande defesa de Jessy Moulin, e Rúben Neves, que surgiu à entrada da área a rematar ao lado após uma boa jogada de ataque ao primeiro toque por parte do FC Porto. Por falar em Rúben Neves, o médio de apenas 17 anos jogou pela primeira vez no Estádio do Dragão e ficou claro que tem grande potencial e uma enorme margem de progressão. Jogou de início no lugar que durante a temporada deverá ser de Casemiro e mostrou segurança, boa visão de jogo e certeza no passe, além de ter surgido em zona de finalização quando teve oportunidade. Claramente, um jogador a seguir.
Mas não foi só Rúben Neves a novidade no FC Porto de Julen Lopetegui. Frente ao Saint-Étienne, os adeptos puderam ver um Ricardo Quaresma mais dado à equipa, ajudando nas tarefas defensivas imediatamente a seguir ao momento da perda de bola. Além disso, os laterais estiveram mais comedidos nas subidas pelos corredor, apoiando na mesma o ataque mas com mais critério em comparação com a época passada. Contudo, os Dragões mostraram capacidade para jogar constantemente pelos dois flancos, rejeitando ficar refém de apenas um.
No plano defensivo, numa altura em que se fala na chegada de um novo guarda-redes ao FC Porto, Fabiano exibiu-se em bom plano, mostrando segurança quando teve que intervir em vários lances perigosos do Saint-Étienne, que tentou sempre aproveitar as distrações e os erros dos jogadores Azuis e Brancos.
À entrada para a segunda parte, Julen Lopetegui optou por mudar cinco jogadores no onze, quatro reforços, Casemiro, Yacine Brahimi, Cristian Tello e Adrián López, e um jogador que já fazia parte do plantel na temporada transacta, Juan Quintero.
O internacional Colombiano entrou bem na partida e teve a primeira situação para marcar da etapa complementar, tendo fugido à marcação da defesa Francesa e rematado às malhas laterais da baliza de Jessy Moulin. Pouco depois, Quintero executou um último passe perfeito para Adrián López surgir em boa posição, mas o Espanhol não esteve bem no remate e permitiu a defesa do guardião do Saint-Étienne.
Porém, apesar de ter quase sempre a bola na sua posse, o FC Porto viu o Saint-Étienne ter as melhores ocasiões para marcar, valendo Fabiano a negar o golo com defesas bastante seguras. Além disso, já nos instantes finais, os Franceses só não estragam a festa Portista porque Kévin Monnet-Paquet rematou a milímetros do poste, causando um coro de assobios vindo das bancadas, pois nessa altura os Dragões tinham perdido o controlo do encontro e estavam demasiado exposto em campo.
De referir que à passagem do minuto 70, Lopetegui mexeu no esquema táctico, tirando Diego Reyes e colocando Kelvin em campo, passando o FC Porto a jogar com três defesas, fazendo com que Casemiro, médio mais recuado, passasse a ter mais preocupações defensivas do que até então.
 
Retirado de zerozero
 
Melhor em Campo: Fabiano

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vitória pouco apresentável

No dia da apresentação, o FC Porto ofereceu aos adeptos uma vitória pela margem mínima sobre o Celta de Vigo, graças a um golo marcado por Jackson Martínez aos 12 minutos.
A intensa pressão exercida sobre o adversário no momento da recuperação de bola é a nota de maior destaque na equipa orientada por Paulo Fonseca, que controlou quase como quis na primeira parte e na etapa complementar, a jogar já num ritmo mais baixo, permitiu que os Espanhóis criassem perigo.
Entre os jogadores que foram apresentados, destaque para o facto de Diego Reyes, Hector Herrera, Tiago Rodrigues e Carlos Eduardo, reforços para esta temporada, não terem saído do banco de suplentes.
Sem reforços no 11 inicial mas com os regressados Fucile, que jogou no lado canhoto da defesa, e Juan Iturbe, o FC Porto entrou muito forte no jogo de apresentação frente ao Celta de Vigo.
Desde o apito inicial, os Dragões sempre quiseram ter a bola na sua posse e quando não a tinham eram incansáveis na pressão exercida sobre os jogadores do Celta de Vigo para a recuperar. Paulo Fonseca aplaudia a atitude dos seus jogadores e, fruto dessa pressão, logo aos três minutos esteve perto de festejar o primeiro golo do FC Porto no Estádio do Dragão.
Aos três minutos, Silvestre Varela teve nos pés a primeira ocasião de golo no jogo mas rematou por cima da baliza defendida por Yoel, depois de uma jogada iniciada com uma recuperação de bola de Jackson Martínez, que de pronto assistiu o internacional Português para o remate por cima.
Apesar de Varela não ter marcado no terceiro minuto do jogo, os adeptos do FC Porto não tiveram que esperar muito para ver a sua equipa a inaugurar o marcador. Ao minuto 12, Fernando passou a bola a Lucho, o Argentino, este ano a jogar numa posição mais avançada no terreno e mais próxima do ponta de lança, de pronto deu de calcanhar para Jackson Martínez e o internacional Colombiano, apesar de estar em posição irregular, aproveitou o facto de nada ter sido assinalado pela equipa de arbitragem e rematou para o fundo da baliza do Celta de Vigo.
A vantagem era justa para o domínio que o FC Porto exercia no jogo e o Celta de Vigo sentia enormes dificuldades para conseguir sair do seu meio-campo. Sinal disso é o facto de apenas ter colocado a defesa dos Dragões em sentido aos 25 minutos, embora tal apenas tenha acontecido porque Otamendi fez um atraso sem nexo para Helton, que conseguiu, com dificuldades, resolver a situação.
Até ao final da primeira parte, embora num ritmo um pouco mais baixo, como já seria de esperar, o FC Porto continuou a tomar conta do encontro e esteve perto de ampliar a vantagem nos momentos em que dava mais velocidade ao seu jogo, nomeadamente aos 31 minutos, quando Lucho, depois de uma assistência de Jackson Martínez, obrigou Yoel a uma defesa apertada.
A excepção à regra aconteceu aos 39 minutos, com Helton a brilhar e a impedir o golo do empate do Celta de Vigo, depois de Krohn-Deli ter conseguido executar um forte remate à entrada da área num lance em que Mangala facilitou em demasia.
Para a segunda parte Paulo Fonseca fez três alterações, com Fabiano a entrar para o lugar de Helton, Josué para o de Defour e Kelvin para o de Iturbe.
Embora a um ritmo mais baixo do que aquele que mostrou no começo do jogo, o FC Porto entrou na etapa complementar novamente melhor do que o Celta de Vigo, tendo mais bola e jogando preferencialmente pelas alas, onde os extremos Varela e Kelvin jogavam de forma bem aberta.
Contudo, a primeira oportunidade de golo pertenceu ao Celta de Vigo, com Nolito, jogador contratado pelos Galegos ao Benfica, a rodar sobre Otamendi, a conseguir entrar na área e a rematar ao poste da baliza defendida por Fabiano, que ainda se esticou para defender o esférico.
Perante o susto de Nolito aos 65 minutos, o FC Porto respondeu logo de seguida mas de forma tímida, com Silvestre Varela a ganhar espaço na zona central e a rematar ao lado da baliza do Celta de Vigo. Ainda assim, os Galegos, aproveitando um desgaste físico dos jogadores dos Dragões pelo esforço que despenderam no primeiro tempo, estiveram mais uma vez perto do golo ao minuto 75, com David Añón, após um cruzamento de Krohn-Deli a rematar ao lado após a bola ter sobrevoado toda a área Azul e Branca.
Entretanto, Paulo Fonseca lançou em campo Maicon, Abdoulaye, André Castro e Licá e foi o Senegalês quem esteve mais perto de conseguir marcar, cabeceando a bola ao lado da baliza do Celta, numa altura em que os Azuis e Brancos davam mais velocidade ao jogo. Pouco depois, foi Mangala, já a jogar na esquerda, que rematou de pé direito também ao lado.
Para os últimos minutos, o treinador dos Tricampeões Nacionais deu oportunidade a Quintero e Nabil Ghilas de jogarem pela primeira vez no Estádio do Dragão mas até ao final foi o Celta de Vigo que esteve perto de faturar, valendo ao FC Porto uma bela intervenção perante David Añón.
Retirado de zerozero
Melhor em Campo: Lucho Gonzalez

domingo, 5 de agosto de 2012

Muito treino e pouco jogo

O FC Porto empatou sem golos com os Franceses do Olympique Lyon no encontro de apresentação dos Dragões aos Sócios e Adeptos. Foi o último ensaio dos Portistas antes da Supertaça.

Para o regresso do FC Porto ao Estádio do Dragão, Vítor Pereira apostou em Atsu de início, bem como no reforço Colombiano Jackson Martínez no lugar central do ataque Portista. E seria da nova referência ofensiva dos Dragões a melhor ocasião de golo da primeira parte.

Foi aos 33 minutos, com Lucho González a recuperar a bola a um jogador Francês e a lançar de imediato James Rodríguez. O Colombiano acabou por servir o compatriota que, de pé esquerdo, obrigou Hugo Lloris a defender com as pernas.

Numa partida em ritmo lento, sem grandes momentos de "rasgo" de qualquer das equipas, Jackson Martínez acabou por ser o homem mais em foco na formação Azul e Branca. Aos 7’, por exemplo, também já tinha estado envolvido num lance de perigo relativo do ataque Portista, assim como aos 42’, a permitir o corte a Cris.

Quanto ao Olympique Lyon – sem Lisandro López, lesionado, mas com Cissokho de regresso ao Porto -, também não foi capaz de imprimir outra dinâmica à partida de apresentação do Bicampeão Nacional e só aos 41’ esteve perto de ameaçar Helton, com um remate de Gomis a sair ao lado.

O primeiro destaque do segundo tempo – já com João Moutinho no lugar de Fernando – vai para Christian Atsu. O extremo Ganês assinou uma grande arrancada no flanco esquerdo, cruzou atrasado para o Argentino Lucho González que rematou de primeira: meio Dragão festejou golo, mas a bola tinha tocado apenas na malha lateral.

Seria, no entanto, a única ocasião flagrante dos Dragões na etapa complementar, onde Vítor Pereira aproveitou para lançar toda uma nova equipa com o decorrer dos minutos. O convidado Lyon seguiu o FC Porto no ritmo de jogo e só um remate de Lacazette, aos 57’, entra na categoria de oportunidade.

No fim permaneceu o 0 x 0 no resultado, naquele que foi o último jogo do FC Porto antes do arranque oficial da época, dia 11 de Agosto, frente à Académica, em Aveiro, na Supertaça Cândido de Oliveira.

Retirado de zerozero

Melhor em Campo: Christian Atsu

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os mais e os menos da apresentação

Estive presente na apresentação do Futebol Clube do Porto aos seus associados e simpatizantes. Nunca esperando ver um grande jogo de futebol, e muito menos uma grande festa dado que ver tal coisa in loco é muito diferente (para pior) do que ver em directo na Televisão, eu estava curioso por ver alguns dos reforços que o Dragão contratou para enfrentar a nova temporada. Confesso que no geral fiquei muito satisfeito com o que vi, se bem que existem alguns pontos que Vítor Pereira tem de limar com alguma rapidez.

Sendo assim, aponto como pontos positivos os seguintes:

- Equipa: É com enorme satisfação que vejo que a base da equipa que ganhou tudo na Temporada anterior se mantém. Esta manutenção poderá dar uma maior margem de manobra ao Treinador Portista que terá pela frente uma Temporada complicada a nível interno e externo, pois se os Clubes da 2º Circular Lisboeta começarem a "patinar" a pressão sobre as arbitragens do Clube Azul e Branco vão ser enormes e a Liga dos Campeões vai ser tudo menos um passeio;

- Varela e Djalma: O Português e o Angolano têm sido dos Jogadores que mais tem brilhado nesta Pré Temporada. São muito parecidos no que ao seu desempenho em campo diz respeito e deixam sempre tudo em campo. Vamos a ver se quando as coisas forem a sério estes dois continuam a mostrar a sua qualidade;

- Maicon: Excelente Central. Gostei imenso de o ver a jogar e reparei que a equipa deposita nele muita confiança, pois quando o Club Atlético Peñarol se fechava na Defesa (tapando todas as linhas de passe) o Maicon surgia a fazer o primeiro passe de rotura para o Ataque. E isto para não falar que com este Brasileiro o FC Porto ganha uma maior presença nos lances de bola parada Se os adeptos do costume não forem fazer o seu ridículo barulho para o Estádio estou em crer que a Dupla Rolando/Maicon vai dar muito que falar pela positiva;

- Kléber: Um reforço de peso. Uma aposta segura e barata num Jogador com provas dadas no Campeonato Português. A meu ver é muito melhor apostar em Jogadores destes do que naqueles que são super vedetas caras que tanto podem dar em grandes Jogadores como em enormes fiascos. Está ali um Jogador que irá fazer muito jeito nos jogos em que Falcao não possa jogar e poderá ser uma arma muito útil para o assalto á Supertaça Cândido de Oliveira, Supertaça Europeia e Campeonato Nacional;

Mas como qualquer moeda, esta apresentação teve duas faces, e como tal surgiram alguns aspectos negativos. São eles:

- Hulk: Não sei se foram as palavras exageradas de Pinto da Costa sobre este Jogador ou se são as inúmeras entrevistas que o Brasileiro tem dado, mas o Hulk não tem andado bem. Demasiado individualista, trapalhão e com um excesso de vedetismo em todos os lances em que participa trazem-me alguma preocupação. Espero que Vítor Pereira consiga por a mão no Incrível e coloca-lo novamente com os pés bem assentes na Terra. Agora que é que vou ver se Semedo é o Homem certo no lugar certo;

- Excesso de Guarda-redes: Fiquei parvo quando vi o Guardião Beto a ser anunciado como membro integrante do Plantel 2011/12. Desta forma o FC Porto vai ter 3 excelentes Guarda-redes para atacar as Competições em que vai estar envolvido. Não deixa de ser preocupante porque Helton, Bracali e Beto merecem todos a titularidade, mas só um poderá jogar e outro ficar no banco dos Suplentes. E escusado será dizer que com esta situação o Jovem Ventura foi corrido do Dragão. Assim nem vale a pena mostrar o seu talento ao serviço de outras Equipas da Primeira Divisão Portuguesa.

Duas notas finais:

- João Moutinho tem jogado em todos os jogos de preparação do FC Porto e sempre que joga faz um jogão, pelo que não percebo como é que certos sectores da Blogosfera Portista acham bem que este saía para dar lugar ao tal de Danilo que só virá para o Clube em Janeiro;

- As Crónicas onde faço uma sucinta análise ao Plantel do FC Porto para a nova temporada foram subitamente interrompidas, mas as ditas cujas regressarão muito em breve uma vez que voltei a ter tempo para tão preciosa e aprofundada reflexão.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Porto Dominador na 1ª Parte VS Porto Trabalhador na 2ª Parte

No jogo englobado na apresentação oficial do FC Porto, os Dragões derrotaram a Sampdoria por 2 x 1. Os golos da equipa do FC Porto foram apontados por Fernando e Hulk, ambos em dia de aniversário, tendo Antonio Cassano de grande penalidade marcado para a equipa Italiana. A equipa Azul e Branca exibiu-se já em melhor plano que na partida frente ao Ajax, satisfazendo a exigente massa Adepta do Dragão.

Uma semana depois de ter vencido o Ajax por 1 x 0 também no Estádio do Dragão, o FC Porto recebeu a Sampdoria naquele que foi oficialmente o jogo de apresentação aos Sócios do Clube Azul e Branco e rubricou uma exibição mais conseguida e mais próxima do potencial da equipa.

Com João Moutinho a comandar autenticamente o Meio Campo Portista, a equipa Azul e Branca tentou fazer um jogo de "pé para pé", com bastante menos passes longos que no reinado de Jesualdo Ferreira.

O tento inaugural foi apontado pelo Brasileiro Fernando aos 21 minutos desviando de cabeça um livre do lado esquerdo apontado por João Moutinho. Bela forma de festejar o dia de aniversário, a mesma curiosamente do segundo aniversariante do dia, Hulk, que também marcou.

3 minutos volvidos do golo de Fernando, Hulk marcou um grande golo. O movimento é quase sempre o mesmo, mas tem algo de imparável. O Brasileiro flecte da direita para o centro, e dispara uma autêntica bomba para o fundo da baliza Italiana com o Guarda-redes Curci a não conseguir opor-se à potência do remate de Hulk.

Numa sequência de minutos bastante movimentada, Antonio Cassano acabou mesmo por, aos 27 minutos, reduzir a vantagem na conversão de uma grande penalidade a penalizar um corte com a mão de Emídio Rafael.

Até final dos primeiros 45 minutos, o FC Porto manteve sempre a mesma toada, superiorizando-se ao seu adversário, com Hélton a ser um mero espectador ao longo da primeira parte.

Depois de ter feito alinhar apenas dois reforços no onze inicial, André Villas-Boas fez 4 alterações ao intervalo, colocando Beto na baliza, e fazendo entrar Sereno, Belluschi e James Rodriguez para os lugares de Rolando, João Moutinho e Cristian Rodriguez.

No segundo tempo surgiu um Dragão menos explosivo, mas ainda assim sempre mais perigoso e com muito mais caudal ofensivo que o seu adversário italiano. De destacar o regresso de Varela aos relvados, actuando a derradeira meia hora no flanco direito do ataque Portista.

Um assunto que tem estado na ordem do dia, e que se prende com a situação de Bruno Alves e Raúl Meireles, pode ter tido hoje mais um capítulo que deixa adivinhar a despedida dos dois Internacionais Portugueses do Dragão. Apesar de terem sido apresentados, ao contrário por exemplo de Stepanov, não foram utilizados um único minuto por Villas-Boas, ao contrário de outros Mundialistas como Beto e Rolando. Quanto a entradas... de Walter, nem sinal.

O FC Porto começa agora a preparar a sua participação no Torneio de Paris, onde começará por jogar contra o Paris SG, defrontando em seguida o Bordéus.

Melhor em Campo: Fernando