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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Direitos Televisivos

Segundo os regulamentos da Liga, entidade criada para a organização das competições de futebol profissionais, “os clubes detém individualmente a titularidade dos direitos de transmissão televisiva dos jogos e resumos.”

No entanto, pelo menos desde a nefasta gerência de Mário Figueiredo, esta mesma LIGA tem vindo a assumir que a gestão dos Direitos Televisivos deve ser por si conduzida, com o argumento que negociando em conjunto com todos os clubes “conseguirá melhores condições nomeadamente para os mais modestos”.

Como sabemos a Liga faz parte da FPF que por sua vez está inscrita numa confederação europeia (UEFA) e outra Mundial (FIFA). Pode parecer estranho como estas confederações ditam as suas Leis, por vezes ao arrepio da legislação de cada país, e mandam às malvas conceitos como o direito à livre concorrência mesmo que possam existir acordos entre associações de empresas. Quanto a mim o problema principal nem é o legislativo mas sim a credibilidade que este mercado possa ter juntos dos investidores.
Quem são os atores deste negócio? N (nós os clubes), P (o produto, ou seja, os jogos) e C (o cliente). Não podem sobreviver uns sem os outros. Sem clubes não haveria o produto. Quanto ao cliente este é soberano. Está no sofá de pantufas, a beber umas cervejas mas não quer ser enganado com linhas de fora-de-jogo oblíquas ou repetições sonegadas. Não aceita que uns vão de colinho e os outros não. É natural que alguns queiram ganhar mais do que os outros. A repartição dos lucros pelos mais modestos é uma conversa da treta. Nos mais de 80 anos que Portugal já leva de futebol a sério só por duas vezes um dos 3 grandes não ganhou o Campeonato principal: o Belenenses na época 1945/46 e o Boavista em 2000/01.

Não se pense que vai ser fácil convencer os maiores clubes a ceder parte significativa dos seus Proveitos aos mais modestos assim como não se prevê que tenhamos mercado publicitário que permita ao futuro centralizador dos Direitos (seja ele quem for) revender o produto às operadoras com uma boa margem de lucro. Sem clientes ninguém vende coisa nenhuma.

Curiosamente há alguns anos apareceram por aí mais concorrentes a querer intrometer-se neste negócio e agora com uma nova forma de ver televisão.
Esta empresa de comércio eletrónico dos Estados Unidos anunciou há cerca de 1 ano que adquiriu os direitos de transmissão de jogos da Premier League via digital a partir de 2019 e durante 3 épocas. E não se pense que a Amazon transmite apenas futebol. Em abril deste ano, a empresa pagou vários milhões de euros pelos direitos exclusivos do Reino Unido na transmissão do torneio de ténis US Open.
Quer isto dizer que o futebol visto “apenas” pela televisão por cabo acabou. A tecnologia “streaming” permite receber no nosso telemóvel, tablet ou computador aquilo que se passa do outro lado do mundo através da rede da Internet. Se as Federações ou Ligas não quiserem aceitar e adaptarem-se a este novo formato podem ser ultrapassadas.

O streaming é uma forma de transmissão de som e imagem através de uma qualquer rede de computadores. Não se torna necessário efetuar downloads de arquivos para o computador para depois ver as gravações. Com esta tecnologia, a máquina recebe as informações ao mesmo tempo que as mostra ao utilizador. Todos nós já colocamos pequenos vídeos em direto feitos com o telemóvel para os amigos verem em casa.

Também o podemos definir como uma maneira segura de transmitir conteúdo para assinantes de televisão. A IPTV funciona de forma semelhante a serviços como o Youtube ou Netflix. Por meio de conexões de alta velocidade o conteúdo (jogos de computador, filmes, notícias, desporto etc.) é enviado para as residências de milhares de pessoas.
Depois com dispositivos como o chromecast podemos espelhar através da nossa rede Wi-Fi as imagens que recebemos no tablet, telemóvel ou computador para o grande formato da Televisão. Se tivermos uma SmartTV a mesma já traz incorporado este acessório.

Naturalmente esta nova maneira de ver televisão vai fazer com que muitos dos clientes não precisem, não possam ou não queiram ser assinantes das operadoras convencionais.

Assim sendo torna-se claro que a evolução do valor do Direitos Televisivos para os clubes não será a galinha dos ovos de ouro que muitos projetam. Começa a ser divido por muita gente e sistemas paralelos. Basta ver a quebra de assinantes da SportTV e da BTV e a dificuldade com que a recém-chegada Eleven Sports se tem deparado para vender o seu produto às operadoras nacionais. Caberá a todos nós credibilizar o produto.

Até à próxima

terça-feira, 21 de agosto de 2018

F C Porto TV

Os adeptos do FC Porto espalhados um pouco por todo o mundo poderão em breve assistir a algumas transmissões em direto de jogos da equipa B, dos escalões de formação e das modalidades. O Clube, através da Porto Media, vai lançar a FC Porto TV. As emissões são exclusivamente digitais, transmitidas através da internet e terão ainda alguns conteúdos próprios não se prevendo nenhum investimento avultado ao nível da distribuição. 
As verbas virão exclusivamente do contrato de cinco milhões de euros anuais celebrado com a Porto Media para a difusão do Porto Canal sem que haja desinvestimento no atual canal mas antes, uma reestruturação, para que numa fase inicial com investimento semelhante seja possível manter qualidade nos dois projetos. A partilha de materiais e de recursos humanos está naturalmente associada a essa otimização do investimento. 
Francisco J. Marques, diretor de comunicação do FC Porto, vai ser também, por inerência do cargo que ocupa, o máximo responsável por esta nova plataforma. O objetivo da FC Porto TV é tornar acessíveis os conteúdos do clube especialmente para que os seus adeptos que vivem no estrangeiro possam ter acesso por via digital (computador, tablete ou telemóvel) aos conteúdos do clube. Este projeto permitirá sem grandes custos de distribuição prosseguir com os objetivos de internacionalização da marca.
 
Entretanto, e preparando já o terreno, o FC do Porto apresentou uma providência cautelar em tribunal para anular alguns pontos do novo Regulamento da Liga em artigos que considera “constituírem benefícios para a Sport TV” nomeadamente no Artigo 90º que consiste na obrigatoriedade de uma “superflash” no relvado no final dos encontros, e também no Artigo 94º que impõe o acesso a treinadores e jogadores para entrevistas antes da realização de cada jornada. Com esta iniciativa o Clube pretende proteger conteúdos que entende “deverem ficar restritos ao Porto Canal e à F C Porto TV”.
O Canal vai arrancar no decorrer desta época provavelmente ainda em 2018 fazendo parte de um conjunto de iniciativas que integram o 125º aniversário do clube. De saudar que alguns dos profissionais do Porto Canal vão transitar para a F C Porto TV. Ficamos a aguardar mais notícias no Relatório e Contas da SAD que deverá ser apresentado antes do final de Agosto
 
NR – O logotipo do Canal não é nenhum dos apresentados acima. São apenas palpites meus.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Cagada Final

Assim se deveria chamar o novo programa da SportTv em vez de “Juízo Final” expressão presunçosa de quem pensa que tem toda a verdade e consegue enganar os parolos. Nem sequer foram inteligentes ao adotar um nome que já existiu em 2016 na SportingTV.
Em comunicado, a SportTv anunciou que após cada jornada da Liga NOS o "Juízo Final" vai permitir rever as principais jogadas dos jogos que decorrerem durante o fim-de-semana “através de uma análise detalhada das imagens do sistema VAR”. E das omissões, erros, contradições ou asneirolas das equipas de arbitragem pergunto eu?
O programa será conduzido por Miguel Belo e vai contar com comentários de Luís Marques adepto do clube da treta, Diogo Feio apoiante do FCP e Jaime Cancella de Abreu (como tem 2 consoantes só pode ser do clube dos croquetes como Roquette e Bettencourt). Pedro Henriques, e Arnaldo Cezar Coelho, ex-árbitros vão também “analisar o desempenho do VAR, bem como, as decisões da equipa de arbitragem”.
 
Os estimados espetadores, sobretudo os Portistas, já estão fartos de ser gamados. Tem a noção exata das falcatruas protagonizadas em quase todas as jornadas pelos árbitros/abortos paridos por Vítor Pereira esse personagem sinistro, tratador de cãezinhos amestrados, que em boa hora foi corrido da arbitragem portuguesa.
Então de que consta esse programa? Em princípio fazem uma escolha de 3 lances das equipas consideradas grandes, Porto, Sporting e Benfica e, ao arrepio do que for decidido pelos árbitros e respetivos VAR durante os jogos, proclamam a SUA VERDADE! Já não nos bastava sermos gamados, primeiro no campo, e depois pelos lacaios das rádios, pasquins e cassetes piratas. Se por mero acaso conseguirmos passar incólumes à cambada dos cartilheiros corruptos lá vem agora a SportTv ajudar à missa!
Uma coisa que também nunca entendi por parte da SportTv é a raiva persecutória com que nos atinge. Afinal Joaquim Oliveira que ainda lá manda qualquer coisinha é o segundo maior acionista individual da nossa SAD. Então e mesmo assim está sempre a tramar-nos durante as transmissões e anda de braço dado com o Orelhas e a cambada dos Calimeros?
 
Acabem lá com esse programa falhado. Já temos o VAR que é um rotundo fracasso. Em vez de um árbitro são dois a roubar. Quando não rouba o do relvado rouba o que está na casota. Só serve mesmo os interesses do clube da treta já que os corruptos que lá colocam são todos daquela cor. Não precisamos de outro programa igual aos cartilheiros da SIC ou da TVI24. Faz lembrar as obras da Câmara que tem um fiscal que controla os trabalhadores, um segundo fiscal que controla o primeiro e um terceiro que controla o segundo!
 
Até à próxima

sábado, 24 de setembro de 2016

O importante é vencer, mas...

imagem retirada de zerozero

Tenho para mim que mais importante do que jogar bem é vencer. E foi basicamente isto que o Futebol Clube do Porto fez hoje diante do Boavista Futebol Clube. Venceu, jogou q.b mas não convenceu porque o futebol que mostrou na segunda parte é elucidativo de como o Dragão está – ainda – longe de estar aprimorado.

Nuno Espíritos Santo (NES) tem tentado gerir (com relativo sucesso) um plantel que foi muito mal construído, daí a tremenda dificuldade que este Porto tem de “matar” o jogo. Mesmo quando os adversários são acessíveis como este Boavista. Espero, sinceramente, que em Janeiro tenhamos novidades em certos sectores (especialmente no ataque e defesa) caso o problema tenha sido minimizado.

Um dos grandes problemas do FC Porto de NES é a defesa. Posiciona-se mal e tem um guarda-redes conceituado que por vezes mais parece um guarda-redes dos Distritais. O golo dos Axadrezados é um bom exemplo. É verdade que o atleta Boavisteiro se encontrava em fora de jogo (só a equipa de arbitragem é que “não viu”), mas o posicionamento da defesa Portista é de bradar aos céus de tão má que foi. Para piorar o cenário é ver Iker Casillas a dar uma de “brinca na areia” numa segunda parte onde o FC Porto lhe deu para gerir esforço (por acaso a coisa não correu mal… Por acaso!).

O outro grande problema do FC Porto de NES é a estranha “necessidade” que este tem de gerir o esforço na segunda parte. Tal tarefa rapidamente se transforma num dos 7 trabalhos de Hércules quando se aposta numa espécie de 4x4x2 com o qual a equipa Portista não está – mesmo – nada habituada. Vá lá que do outro lado da barricada esteve uma equipa relativamente acessível… Mas o FC Porto que nem pense em fazer tal coisa em Leicester senão vai ser o fim do mundo!

Bem sei que as rotinas e entrosamentos se ganham durante a competição e que é mais fácil conseguir tal coisa ganhando os jogos mesmo sem jogar bem, mas com NES a mudar constantemente o onze inicial e com uma linha defensiva onde o disparate pode surgir a qualquer momento torna-se complicado aplicar com eficácia o 4x4x2 no FC Porto.

Apesar de tudo o mais importante é que os Azuis e Brancos venceram. Mas espero sinceramente – repito – que em Leicester a tal 2.ª parte de hoje não se repita. Contra as equipas inglesas não basta jogar q.b. na primeira parte.

Uma nota final. Marcar um Dérbi da cidade do Porto (que tem história no futebol português) para as 19H de uma Sexta-feira é uma tremenda falta de respeito para com os adeptos que se deslocam ao Estádio. Obrigar o adepto a ter de sair “à pressa” do seu local de trabalho para ver o Dérbi da cidade Invicta é um tremendo castigo. E tudo isto porque a SportTv entendeu que o Sporting CP x GD Estoril Praia deveria ser disputado às 21H deste mesmo dia… Como se o confronto entre Sporting e Estoril tivesse um interesse maior do que um duelo de eternos rivais. Depois queixam-se de que os estádios de futebol em Portugal estão vazios.

Chave do Jogo: Apareceu “tarde e a más horas” para resolver a contenda a favor dos Dragões. Isto porque no minuto 86´ o guardião dos Axadrezados, Kamran Agayev, fez um tremendo “frango”, introduzindo a bola na sua própria baliza. A partir daí toda a resistência e espírito de luta do Boavista FC “caiu por terra”.

Arbitragem: Razoável. Nuno Almeida esteve mal ao validar o golo do Boavista (em claro fora de jogo). Esteve bem na marcação de uma grande penalidade contra o Boavista por falta cometida por Henrique sobre Otávio. Tirando estes dois lances quase não se deu por Nuno Almeida e a sua equipa (o exigível a qualquer equipa de arbitragem).

Positivo: André Silva, Otávio & companhia. A melhorar e, se possível, com um André Silva sempre “matador”. Destaque também para Ádrian López que parece um “peixe na água” neste 4x4x2 de NES. 
Negativo: Defesa. Equipa que quer ser campeã e competitiva na europa do futebol não pode continuar a cometer tantos erros de palmatória.

Artigo publicado no blog o gato no telhado

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Contrato Porto/PT Portugal

Meu Deus que confusão vai por aí! Uns dizem que os nossos jogos vão passar no Porto Canal. Outros que quem tiver NOS não vê os jogos da MEO! Alguns ainda que a SportTv vai desaparecer, enfim, um rosário de disparates!

Mas o melhor será começar pelo princípio, ou seja saber, do ponto de vista regulamentar, a quem pertencem originariamente os Direitos Televisivos, quando estamos a falar do nosso campeonato profissional, a chamada Liga NOS.
Pertence a cada um dos clubes nela participantes, como é óbvio no que se refere aos jogos disputados nos seus estádios, quando na condição de visitados. Esses direitos são depois cedidos/vendidos a interessados que pretendam, exibir eles próprios os jogos, ou cedê-los/revendê-los a terceiros. É o que se tem passado nos anteriores campeonatos onde (para abreviar) os clubes cederam/venderam esse direito a uma das empresas de Joaquim Oliveira (IPTV) que depois os negociou com outra sociedade de que é titular a SportTV. A maior parte desses acordos, como é o caso do FC do Porto, termina em Junho de 2018.

A partir dessa data, ou antes como se viu agora, a dança é a mesma. Alguém (neste caso a PT PORTUGAL) adquiriu-nos esses direitos por um determinado período, assim como por exemplo, outro operador (a NOS) tinha adquirido a um dos circos da Segunda Circular direitos idênticos, que como não tem compromissos para além de 30 de Junho de 2016, e estava mortinho por se livrar daquilo, poderá iniciar as transmissões na próxima temporada. Igual raciocínio se passará com outros clubes que tenham recebido propostas idênticas.

Se tal acontecer (aparecerem interessados em licitar os Direitos) estes ficarão repartidos entre as várias operadoras do espectro televisivo licenciadas para o efeito. O que se passa daqui para a frente (e atenção: ainda só estamos a falar dos jogos “em casa”) serão os seus titulares a decidir. Se estão interessados em exibir eles próprios os jogos ou revendê-los a terceiros. Novamente o exemplo do Circo da Luz que, nas últimas épocas, exibia ele mesmo os jogos, ao contrário dos outros clubes que cediam/entregavam a outra operadora (SportTV) a responsabilidade das emissões.
O mesmo se passa com os “jogos fora”, o processo é igual. Os interessados licitam/compram e depois exibem/revendem os encontros. Aqui chegados vamos perceber que um campeonato com 18 clubes (9 encontros por jornada x 34 jornadas) poderá transmitir 306 jogos. Até aqui a SportTV teve a arte e o engenho de açambarcar a quase totalidade dos participantes e exibir ela própria uma média de 5 jogos por jornada, mediante assinatura.

Outra coisa será saber “em que Canal passam os jogos” (MEO, NOS, CABOVISÃO, VODAFONE ou outros). Possivelmente em todos. Como a SportTV tem participações cruzadas com as principais operadoras (MEO e NOS) o mais natural é que seja a própria (mas não necessariamente) a transmitir os jogos. Não esquecer que só as duas operadoras acima referidas, MEO e NOS, tem mais de 75% do mercado por assinatura. Branco é galinha o põe.

Agora a pergunta do milhão de euros. Por quanto vão ceder/vender os seus Direitos os clubes mais modestos e sem os quais não poderia haver campeonato? Cada um deles vai jogar 34 vezes (1ª e 2ª voltas) mas, provavelmente, irá receber a côdea do costume. Qual o papel da LIGA, Associações e FPF nesta mediação? Zero! Quem defende os clubes? Ninguém!
Aqui chegados sobra para o pobre espectador o compromisso de assinar uma operadora e, se quiser ver os jogos, assinar também a SportTV. Tudo como dantes exceto os milhões em jogo. Uma dúvida final me assola. Qual a viabilidade económica destes contratos num país do terceiro mundo, verdadeiro caixote do lixo da Europa? Posterior difusão e venda dos jogos a polos de emigração? Américas, Europa Central, África? Já estou a ver as palhoças com uns arames dependurados para sintonizar o Tondela X Moreirense!

Até à próxima

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Um Negócio das Arábias

Num verdadeiro flic-flac (cambalhota) para trás o clube da treta entregou à NOS os seus anéis ao negociar os direitos televisivos dos jogos em casa, e os contratos com algumas Ligas Europeias, que passavam na BTV. O primeiro prejuízo foi perderem a assinatura de cerca de 150 mil assinantes a €9,90/mês. Eles dizem que eram 300 mil, mas como metade não pagava eram só aqueles. Além disso, como tem uma divida financeira monumental, ninguém lhes empresta um chavo para licitar a Liga Inglesa do próximo triénio cujo contrato expira nem 2016, a única Liga que tem qualquer interesse. Fator principal terá sido ainda o galopante Passivo Financeiro (o que deve aos Bancos) que tem que ser rapidamente diminuído.
Bem podem os benfiquistas estrebuchar, o palermoide do Dia Seguinte jurar a pés juntos que se demite, o negócio está feito e bem feito. Os joguinhos em casa vão passar na SportTv.
 
Desde que a ANACOM proibiu a fusão entre a antiga ZON, a MEO, e a SportTv adivinhava-se que Joaquim Oliveira seria o parceiro ideal para uma operadora com a dimensão da NOS. Para já recuperou os direitos da Liga Inglesa, mantendo todos os outros que já tinha, e acrescenta à SportTv (via NOS) as ligas que eram pertença da “instituição” para exibir em 5 canais, exponenciando o número de assinantes do canal de desporto clientes dos operadores MEO, NOS, VODAFONE, CABOVISÃO, etc.
12 anos depois Joaquim Oliveira volta a salvar o clube da treta da falência. Se não fosse o know-how do empresário, e os 500 mil assinantes da SportTv a pagar para ver os jogos, a quem iam os clubes vender os seus direitos?
 
Vem agora a talhe de foice uma questão que nunca chegou a ser resolvida. É que a BenficaTv foi criada pelo Benfica/Clube (que tem estatuto de IPSS com os inerentes benefícios fiscais e de outra natureza) mas não podia exercer atividade de exploração, realização e divulgação de transmissões desportivas, nem a SAD a quem foi “cedida” a posição, tinha no seu objeto essa mesma possibilidade. Enfim mais um arranjinho ocultado durante uns anos, com a habitual complacência para quem “faz sempre as coisas pelo outro lado”. Os amigos são para as ocasiões.
Outro facto estranho, é que apesar de uma recente decisão dos clubes profissionais da LIGA de pretender centralizar ali a totalidade dos contratos para negociar em grupo com os detentores dos direitos uma melhor retribuição não se conhecem até agora pormenores dessas negociações nem o senhor Proença tem sido visto por perto. 
 
Resultado: com esta entrega dos direitos do clube da treta a uma operadora logo irão, assim que terminarem os seus contratos, o Sporting e o FC Porto tentar negociar pelos melhores valores possíveis, ficando os pobres dos clubes mais modestos outra vez a ver a banda a passar. Qualquer dia em vez de receberem ainda pagam!
 
Até à próxima

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Centralização dos Direitos Televisivos

Como é reconhecido, um dos Proveitos (Ganhos) que maior impacto tem nas contas dos clubes profissionais de futebol, é a venda dos direitos televisivos. Até há bem pouco tempo a SportTv (para facilidade de expressão vamos chamá-la só assim, embora tenha empresas associadas que tratam da compra, negociação, e transmissão dos jogos) tinha na mão os clubes a quem fazia adiantamentos por conta do valor dos contratos. Todos nos recordámos que salvou o clube da treta presidido por Manuel Vilarinho da falência quando, depois de correr com Vale e Azevedo, nem sequer tinha dinheiro para comprar a cal de marcar o campo.

Uma marioneta de má memória que passou pela LIGA classificava esses procedimentos de Joaquim Oliveira como “monopólio”. Não era! Monopólio foi, por exemplo, o exercido pela Portugal Telecom (antiga APT) durante muitos anos, que nos obrigava a pagar três mil escudos/mês para ter telefone mesmo que não fizéssemos uma única chamada. Outro caso interessante é o que reporta à Portaria Nº 216/2012 de 18 de Julho que estabelece as normas gerais da atividade de mediação dos jogos sociais do Estado atribuída à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, através do seu Departamento de Jogos, “em regime de exclusivo, para todo o território nacional". Para os mais distraídos convém relembrar que a titular desse monopólio já o era por decreto régio, para os jogos, lotarias e apostas desportivas, e agora vai acrescentar-lhes as apostas Placard. As famigeradas apostas on-line que poderiam beneficiar os clubes (sem eles não haveria em quem apostar) ficaram metidas na gaveta.
 
Atualmente é dirigida por um trampolineiro que enquanto presidente da CML praticamente viabilizou a construção de um Estádio ao clube da “verdade desportiva”. Estamos recordados dos pareceres negativos do Tribunal de Contas no que se refere aos “benefícios” dados ao clube da treta que levaram inclusivamente à falência da EPUL obrigada a construir com dinheiros públicos uma urbanização ao lado do galinheiro. Como é hábito neste país, em vez de o meterem na cadeia, o homem “andou por aí” a pastar até que, para não atrapalhar nas eleições, trasladaram-no diretamente do partido para a Santa Casa da Misericórdia.

Voltando ao tema da crónica, a SportTv que faz 17 anos no próximo dia 16 negociava com os clubes, e pagava-lhes o valor que combinavam. Nada nem nenhum “regulamento” impedia outro agente de oferecer melhores condições aos clubes. A prova disto foi a assunção por parte do Benfica da transmissão dos jogos caseiros e da Premier League há meia dúzia de anos sem quaisquer constrangimentos. Agora até já anuncia os jogos dos campeonatos de Itália e França para as próximas temporadas (2015/16 a 2017/18).

Lá por fora, seja por decreto ou por consenso entre os participantes, foram encontradas soluções que parecem apontar um maior benefício na negociação centralizada. Tirando o facto de as coisas não funcionarem tão bem por aqui como no centro da Europa, não custa nada experimentar. Os atores deste negócio que só terá estreia anunciada daqui por 3 anos quando acabarem os prazos em vigor dos atuais contratos são os habituais nas transações de compra e venda. Tudo começa no triângulo. Nós, o Produto, e o Cliente.
“N” somos nós, as nossas equipas, “P” obviamente é o produto, o pontapé-na-bola, e “C” os clientes/consumidores. Simples não é? O problema surge quando os “clientes”, como está a acontecer no clube da treta, não pagam as quotas (dos auto anunciados 230 mil sócios, depois da renumeração, passaram a metade) e a maior parte deixa de ser assinante do canal. Nas operadoras (Vodafone, NOS, MEO, Cabovisão, etc.) acontece o mesmo. A SportTv que chegou a ter 1 milhão de assinantes hoje tem metade. Para os verdadeiros donos dos direitos, os clubes, falidos até ao tutano sem crédito bancário e a contas com a proibição dos Fundos, a questão é vital para fazer face à constante subida dos Custos. A panaceia será a centralização, eufemismo que significa “receberem mais algum dinheirinho”?

Mas, e pergunta o macaco, centralizar a quem, como, e por quanto? Seja lá que entidade for a meter-se nessa alhada, tem que pensar a quem vai vender depois. Sim, porque enquanto o Oliveira compra mas exibe os jogos por assinatura, a LIGA por exemplo, teria que negociar com os operadores televisivos (SportTv incluída) a sua distribuição. As contas negativas dos últimos 3 anos na SportTv não encorajam qualquer empresário “fora do sistema” a meter-se neste negócio. Por isso julgo saber que está a ser combinada uma futura sociedade da BenficaTv com a SportTV (naturalmente sob a capa da MEO/Altice para não chatear os lampiões), que poderá resolver o problema. Ou então vender aos grandes operadores internacionais como por exemplo os que adquiriram os direitos em Espanha ou Inglaterra e que tem mercado para rentabilizar o produto.

Até à próxima.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A RTP e a CHAMPIONS

Pelos vistos na “nossa” RTP, aquela pela qual todos pagamos uma taxa na fatura da eletricidade, há duas entidades a mandar. O Conselho Geral Independente (CGI) e o Conselho de Administração (CA). Como noutras instâncias deste país de opereta quando não se sabe ou percebe do assunto cria-se uma comissão ou conselhos (independentes ou não) pastos fácil da partidarite que abocanham mais umas dezenas de milhares de euros mensais.
 
Então o que aconteceu foi o CA liderado por Alberto da Ponte negociar com a TEAM, empresa detentora dos direitos televisivos da Champions, a compra para a RTP da transmissão dos jogos das próximas 3 épocas. “Aqui del rei o que foste fazer” gritou furiosa a cambada do Conselho Geral Independente, “então e nós não recolhemos os louros? Vamos ter eleições e vinha mesmo a calhar para animar a populaça.” E vá de começarem a publicitar o feito, admitindo até “partilhar” os jogos com outros operadores privados. O resto é conhecido. Entrou pelo meio mais um organismo que não serve para nada, ERC (Entidade Reguladora da Comunicação), que passou a importante discussão para a Comissão de Ética (outra que tal) e ainda baralhou mais as coisas.
É que os ignorantes que fazem parte do CGI desconheciam, que para partilhar os joguinhos com outras operadoras e irem chupar na teta da vaca, tal só seria possível com uma autorização prévia que deveria constar do contrato. Thomas Schmidt, um responsável pelas negociações, veio pôr o caso em pratos limpos, declarando que “a RTP adquiriu os direitos para exibir os jogos e não para os revender”!
 
Tanto barulho por causa de 15M€ até 2018 facilmente recuperáveis. Imaginem quanto será o retorno publicitário que a operadora poderá atingir, se as equipas portuguesas se portarem bem na competição! O contrato está neste momento no gabinete da ministra das Finanças, a aguardar o seu aval. Até porque a compra dos direitos de transmissão dos jogos, que foi criticada pelo Governo, pela voz do ministro Marques Guedes, é uma hipótese que estava prevista através do Contrato de Concessão entre o Estado e a RTP conduzido por Poiares Maduro.
Mas já nada me admira. Olhando para as guerrinhas caseiras não é que os clubes da “LIGA nova” indigitaram Domingos Soares de Oliveira, o homem que está a levar a “instituição” à falência, para tratar da negociação da compra dos direitos pela Liga de forma centralizada? É que o clube da treta não tem dinheiro para investir, está mortinho para se ver livre da alhada em que se meteu, e quer passar a pasta a outro ficando apenas com os seus joguinhos em casa para não parecer mal. Se o homem pensa que Joaquim Oliveira (agora em parceria com a NOS) larga os joguinhos de mão beijada está muito enganado.
 
Estes incompetentes da RTP brincam e nem se apercebem do que estão a negociar. Vejam-se (tomando como exemplo a última época) os valores que cada clube participante ganhou e quanto poderá receber caso atinja a final.
 
Para aumentar a confusão foram conhecidos na última semana os valores a distribuir pelos clubes Ingleses relativos aos Direitos Televisivos para deixarem transmitir os jogos. Basta dizer que o clube que menos recebe ganhará quase tanto como os balúrdios que auferem Barcelona e Real de Madrid. O Liverpool, por exemplo pode na próxima temporada receber mais de 200M€, e o Cardiff (que será o que recebe menos) cerca de 125M€.
 
Naturalmente o reverso da medalha será o facto dos clubes Ingleses que vão receber muito mais dinheiro através dos contratos que conseguiram com o Sky Sports e BT Sport (fala-se em 7 mil milhões de euros por 3 épocas) verem os valores das compras de jogadores de topo que eventualmente pretendam adquirir fortemente inflacionados. Os pequeninos como nós continuam de fora das negociações, conseguindo de vez em quando, algum refugo emprestado.
 
Já ao terminar esta crónica fui confrontado com a decisão da CML de isentar o clube da treta do pagamento de taxas urbanísticas de cerca de 1,8M€ por intervenções a realizar junto ao Estádio da Luz, o que gerou críticas da oposição. O vereador António Prôa, do PSD, explicou à Lusa que o valor das isenções diz respeito a intervenções em áreas desportivas e em áreas complementares à atividade desportiva, como é o caso das instalações da Benfica TV e de restaurantes que existem no estádio.
 
Cerca de 27.500 metros quadrados são para licenciar e perto de 10.700 metros quadrados são construção nova. O Departamento de Planeamento e Reabilitação Urbana (DPRU) do município -- que apreciou o pedido -- considerou que "os usos propostos a legalizar de terciário/comércio são complementares ao uso de equipamento do complexo desportivo do Estádio da Luz". Se também isentarem de taxas as roulottes de cachorros concordo plenamente.
 
A parte da proposta que se refere à regularização de obras já feitas teve o voto favorável de todas as forças políticas, à exceção do PCP. O vereador comunista Carlos Moura indicou à Lusa que o objetivo é legalizar "construções contíguas ao estádio do Benfica que foram realizadas sem licenciamento e sem fiscalização da Câmara". Porém, para o vereador, "não devem existir obras que não são licenciadas", situação que classificou como "muito bizarra". Bizarra? Então eles não fazem sempre as coisas pelo outro lado?
Que importância tem 1,8M€ para trás ou para a frente numa autarquia que Santana Lopes e Carmona Rodrigues deixaram falida, precisamente com habilidades como estas favorecendo a “instituição”, referenciadas e condenadas pelo Tribunal de Contas sem que nenhum deles (ou ambos) tenha ido parar à cela 45? Como diria um nosso conhecido poeta/pensador (parabéns fez há dias 69 anos) afinal o Benfica não é um clube de futebol, é um Circo.
 
Até ao próximo espetáculo

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Fusões e Infusões

O Conselho da Autoridade da Concorrência adotou há cerca de 1 ano a decisão de “passagem a investigação aprofundada” a operação de concentração 4/2013 entre a Controlinveste, a ZON, a PT, a Sport Tv e a PPTV, uma vez que a mesma suscita sérias dúvidas, à luz dos elementos recolhidos, no que respeita aos chamados mercados PREMIUM: o mercado de direitos de transmissão televisiva de conteúdos desportivos; o mercado de canais de acesso condicionado com conteúdos desportivos; e os mercados de conteúdos desportivos para internet e telefonia móvel.
Quer isto dizer que essa mesma decisão se prende com a queixa que a Liga de Futebol enviou à ADC (Autoridade de Concorrência) e que tem a ver genericamente com a operação anunciada acima onde esta fusão é considerada como “abuso de posição dominante”. Neste processo, inicialmente, estavam em causa os prazos alargados dos contratos da Sport Tv estabelecidos com os clubes que, segundo o organismo presidido por Mário Figueiredo, “chegam a ter oito ou nove anos de duração, violando as práticas estabelecidas pela Comissão Europeia”. Depois passaram a classificá-los como “monopólio” e mais tarde foi contestado ainda o facto de os referidos contratos terem sido negociados individualmente, terminando em datas distintas, o que impossibilita, segundo a Liga, a entrada de um potencial concorrente no mercado. Que eu saiba nunca ninguém proibiu qualquer operador de comprar os Direitos Televisivos. A melhor prova é que alguns (poucos) dos Direitos a concurso (provas nacionais, internacionais e/ou provas uefeiras) até foram comprados, imagine-se, por uma SAD falida!
Além disso, no negócio dos direitos de transmissão televisiva dos jogos de futebol por parte do empresário Joaquim Oliveira que detém a PPTV, este é acusado de “ser acionista da Sport TV, da Zon, da PT e das SAD’s de alguns clubes da Liga SAGRES, e fazer negócio consigo próprio", ou seja, tirar partido de jogar em vários tabuleiros ao mesmo tempo. Donde vieram as queixas? Do Benfica, claro! Já apanharam os jogos do Farense, negoceiam com o Boavista e alguns outros que não vem ao caso por agora. Para o senhor Figueiredo que pretende centralizar os direitos televisivos na LIGA, não está mal. Vamos ver se consegue convencer a “instituição” a entregar-lhe os jogos do galinheiro, devidamente autorizados pela ANACOM.
Tudo se prende, como é bom de ver, com a aventura a que se abalançaram há cerca de 1 ano na transmissão dos jogos do seu estádio. Como fazem sempre a coisa pelo outro lado, trataram de lixar o negócio aos outros, provavelmente pensando que seria mais uma fonte de receita para fazer face aos Custos assustadores evidenciados nos seus Relatórios. Por mim, cliente da Sport TV desde que ela existe, prefiro pagar 30 euros para ver 4 canais a funcionar todo o dia com uma infinidade de desportos, do que se tivesse de pagar 10 euros para ver os jogos do clube da treta em casa e mais alguns campeonatos sem interesse.
 
Se quisermos analisar o assunto pelo prisma da “legalidade” causa-me sérias reservas o fato de ter sido concedido por “esta” mesma ANACOM, licença de transmissões desportivas a um clube com estatuto de IPSS, o Sport Lisboa e Benfica para este, mais tarde, a “entregar” de mão beijada a uma sociedade com fins lucrativos, a Benfica, Sad. Como já disse noutro comentário, não está no “objeto” da Sad a função de operador televisivo, com a agravante do concessionário original, o Benfica/Clube, por se tratar de uma IPSS ter usufruído de benefícios fiscais e outros.
 
Agora a nova “investigação aprofundada” a que a AdC se propõe surge na sequência das alterações das condições de mercado resultantes da fusão da Zon com a Sonaecom.
Os novos pressupostos implicaram que a operação de concentração, notificada no final de Janeiro de 2013, voltasse praticamente à fase inicial de apreciação, mantendo-se (e reforçando-se) as dúvidas levantadas pelo regulador ao justificar a primeira “investigação aprofundada”, a 22 de Agosto do ano passado.
 
A “Operação Triângulo” prevê a partilha do capital social da Sport TV pela Controlinveste Media (detida por Joaquim Oliveira), Zon e PT. Atualmente a Sport TV é detida em partes iguais pela Sportinveste (controlada por Oliveira) e pela Zon, cabendo a cada 50% do canal. Com o novo figurino proposto, a Sport TV irá incorporar a PPTV (empresa que comercializa os direitos televisivos desportivos, totalmente controlada pela Sportinveste e a Sportinveste Multimédia (fornecedora do mercado dos conteúdos desportivos para Internet e telemóvel, detida em partes iguais pela Sportinveste e PT), passando a ser detida em 50% pela Controlinveste Media, e os restantes 50% divididos em partes iguais pela Zon e PT.
Pessoalmente não me choca nada que uma entidade criada e vocacionada para a transmissão de acontecimentos desportivos como é a Sport TV estabeleça fusões ou parcerias com os operadores televisivos que distribuem o sinal de televisão por cabo, Zon, Meo, Cabovisão etc. e levam os jogos a nossas casas.
 
O negócio também tem sido contestado junto da AdC pelos operadores de menor dimensão no mercado, como a Vodafone e Cabovisão, assim como um conjunto de clubes de futebol e Sociedades Anónimas Desportivas, onde se inclui o Benfica. Notícias mais recentes referem que está a ser negociado um protocolo de entendimento em que a Sport Tv, poderá ceder e incluir no acordo uma ressalva de não exclusividade nos seus conteúdos Premium, deixando assim aberta à concorrência a sua futura utilização.
 
Fica claro que quando o clube da treta chora, tudo se agacha. Mas deixem-me que lhes diga: se esta pressão toda for para aparecerem mais canais no género da BenficaTV, A BOLHATV ou a CMTV, mais vale estarem quietos!
 
Até à próxima

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Conversa da Treta

Gostei especialmente do artigo de MST nas páginas do pasquim onde escreve às 3.as feiras. Estou à vontade para o dizer visto a maior parte das vezes, discordar dos seus comentários, sempre em desfavor da nossa administração, equipa técnica, jogadores, eu sei lá.

Referiu-se o jornalista ao episódio vergonhoso protagonizado por cerca de 100 “camisas negras”, provavelmente inspirados nos tempos do fascismo alemão, que foi quase completamente escondido pela imprensa, rádios e televisões da capital, como se de um episódio fortuito se tivesse tratado.

Não foi. Imagine-se o que teria acontecido se aqueles energúmenos tivessem conseguido entrar no estádio com as mesmas atitudes belicistas do exterior. Podia ter sido um caso sério e provavelmente muitos dos meninos-bem teriam regressado a casa com as cabeças partidas.

Pior do que a pasquinada, da qual se destacou o Grupo Cofina (Rascord e Correio Manhoso), foi o silêncio dos responsáveis pelo futebol profissional em Portugal, nomeadamente a FPF e a Liga (ainda) dirigida pelo atrasado mental que não descansa enquanto não der cabo do pouco que o futebol ainda tem de bom.
Apesar do seu “inimigo” estar bem identificado, ainda não entendi que interesses defende, em contraponto com o serviço prestado há anos pelo dono da SportTv. Será que o homenzinho pretende “entregar de bandeja” as transmissões televisivas a algum grupo de aventureiros que veja ali qualquer hipótese de lucro rápido? Ou quer centralizar para si (Liga) as transmissões televisivas que, como sabemos são feitas até agora, através de negociações clube-a-clube? Como reagirá o clube da treta a mais esta aventura, agora que parece ter arranjado mais um brinquedo para aumentar o Passivo que atinge números perfeitamente catastróficos?

Por falar em Passivos, e agora que são conhecidas as Contas dos 3 grandes relativas ao último exercício (1 de Julho de 2012 a 30 de Junho de 2013) podemos dizer que o nosso Clube é o menos mau com um Passivo Financeiro de 103M€, a seguir os Calimeros com dividas à banca de 158M€ e finalmente um verdadeiro desastre económico, a “instituição”, com dívidas de 280M€ e um Passivo Total de mais de 600M€.
A todos estes factos referidos na crónica, o silêncio cúmplice da pasquinada é de bradar aos céus! Contínua a saga da protecção aos dois circos da segunda circular a que estamos habituados e a hostilização do nosso Clube nos programas desportivos da especialidade.

A finalizar mais 2 xitos. O primeiro de Pinto da Costa ao benfiquista Valdemar Duarte. Foi absolvido de eventuais insultos ao pasquineiro. O segundo foi de Joaquim Oliveira. Vai realizar a convite da UEFA a final da Liga dos Campeões no Estádio onde não vai estar o “dono” que rescindiu os acordos com a SportTv.

Até à próxima.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pasquins e Milagres

NA BOLHA - Título para os sportinguistas comprarem o jornal: “Passivo do Benfica aumenta para 440,5 milhões”. Título para os benfiquistas: "Época 2012/2013 gerou maiores proveitos de sempre. Questão obvia a colocar – E o Resultado Liquido, filhos?
NOS PASQUINS DA COFINA
 
NEGÓCIOS - Titulo para os parolos – “Benfica reduz prejuízos em ano de receitas recorde”. Tradução - A SAD benfiquista terminou o exercício com um prejuízo de 10,39 milhões de euros, o que representa uma melhoria face aos resultados obtidos no ano anterior (-11,69 milhões de euros). Tradução da tradução – Como perdeu menos do que o costume… é um bom resultado! Ih!Ih!Ih! (Rir)
 
Mais adiante: “o activo da SAD aumentou 1,15% para 416,67 milhões de euros”. Tradução – O activo da Sad que se encontra hipotecado ou é invendável (p.ex. o estádio ou os 104 jogadores) vale zero. Questão de somenos importância – E os Capitais Próprios negativos, filhos?
 
RASCORD – “SAD com prejuízos de 10,4 milhões em 2012/13”. Subtítulo – “Nos proveitos com jogadores, o Benfica registou um encaixe de 51,5 milhões de euros...” Questão – Porra! E o Resultado Liquido, filhos, o resultado?
 
CORREIO MANHOSO – “Este valor representa uma melhoria de 11,1 por cento face ao período homólogo. Questão óbvia: a mesma pergunta aos senhores mais acima.
ECONOMICO – “SAD encarnada teve prejuízo de 10,4 milhões de euros na época 2012/2013, apesar das transferências recorde de Witsel e Javi Garcia”. Questão – E se não tivessem vendido estes 2 caramelos já viram quanto era o Prejuízo Liquido, filhos? Ih!Ih!Ih! (choro)
 
DN (do Oliveira) – “A Benfica SAD registou prejuízos de 10,39 milhões de euros na época futebolística de 2012/2013, o que ainda assim representa uma melhoria de 11,1 por cento face aos 11,69 milhões negativos do período homólogo”. Questão das questões: E os Capitais Próprios não estão cada vez piores filhos? Sugestão: Ó Quim! Vende mas é as tuas 600.000 acções antes que “aquilo” se apresente à insolvência”! Para teres 2,66% de uma sociedade falida mais vale estares quieto!
SITE RELVADO – “Já o activo tem crescido a um ritmo inferior ao passivo, totalizando agora 416,6 milhões de euros”. Ou seja, a diferença entre activo e passivo é negativa em 24 milhões de euros. Tradução: “uma situação teórica de falência técnica. Há três anos, o saldo era positivo em 2,4 milhões”. Questão óbvia – E acha que “estes” Activos são vendáveis, filho?
 
SITE MAIS FUTEBOL – “Activo e passivo aumentaram, por força da passagem da Benfica TV para a SAD”. Comentário: Agh!!Agh!Agh! Informação – Quem fazia muito bem esta vigarice era o Nosso Senhor, com aquela cena do milagre dos pães. Recordemos:
Naquele tempo, por altura das filmagens do Quo Vadis, Jesus subindo ao Monte Sinai disse aos seus discípulos: Tendes que vos integrar nos personagens. Cada um pega numa pedra e vinde comigo! Todos os discípulos arranjaram uns calhaus excepto o Judas que era fiuza (não confundir com o do Gil Vicente). Quando chegaram lá ao cimo Jesus disse: que as pedras se transformem em pão! E as pedras transformaram-se em casqueiros tostadinhos, já com manteiga e tudo. Passados alguns dias foi necessário repetir a cena. Judas para não ficar outra vez sem comer pegou num grande pedregulho e lá foi, afogueado, encosta acima. Lá chegado e como os outros colegas não tinham levado nada Judas, ufano, questiona: Jesus! Não fazeis o milagre? Jesus responde: Não é preciso, o catering vai trazer sandes do Guedes dos Poveiros.
 
Moral da história: quatrocentos milhões, quinhentos milhões ou seiscentos milhões, para uma “instituição” desta grandeza, são a mesma coisa. No fim, alguém há-de pagar as sandes…
 
Até à próxima

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Salada Russa

Uma espécie de “negócio consigo mesmo”. O Benfica comprou Cardozo! Repare-se: o homem estava confortavelmente morto, até tinha hipótese de ser trasladado para um daqueles países esquisitos e não chatear mais o Jesus, quando algum iluminado da SAD resolveu antecipar-se. Logicamente, como eles “fazem sempre a coisa pelo outro lado”, enquanto o dorminhoco estiver no plantel, continua no Activo. Imparidades só lá mais para a frente. Também para quem lá tem 104, (entraram 15 saíram outros tantos), é mais-um-menos-um.

Os meus amigos nem fazem ideia como aquilo está. Querem ver mais uma? O Benfica/SAD, sem dinheiro para mandar cantar um cego, recusou 22 milhões/ano da SportTv, sem quaisquer Custos, para ir comprar os direitos da Premier League, e mais uns jogos que não interessam nem ao Menino Jesus (o verdadeiro). Não descansou enquanto não vendeu tudo às operadoras de TV, afinal quem pode transmitir os jogos. Curiosamente é a SAD quem negoceia o valor, e ainda fica com uma percentagem das receitas dos assinantes.

Até há quem diga que foi a PT “a atravessar-se” com as garantias necessárias para garantir o pagamento dos direitos, e colocar os jogos na ZON e na MEO, onde Joaquim Oliveira tem participações qualificadas. Na realidade, o senhor Vieira deu na mesma, através de terceiros, o dinheiro a ganhar ao Oliveira! A equipa da MEO está a trabalhar em cheio com aqueles tipos simpáticos, todos vestidos de igual, que nos batem à porta à hora de jantar…
Pouco tempo depois, como o clube é uma IPPS e não pode distribuir lucros pelos sócios, “transferiu” a BenficaTV para a SAD, sem que os sócios conheçam o preço. Se calhar de borla como já tinha feito com o estádio e com o museu. Isto tudo para fingir que a SAD tem muitos Activos, e pode equilibrar o aumento do Passivo que esta época disparou por aí acima.

Entretanto o senhor Carlos Pereira director de outro circo, este na Madeira, também quer entrar no bodo aos pobres que o clube da treta está a distribuir. Não sei quanto, mas deve receber, pelo menos, 3 ou 4 vezes mais do que a SportTV pagava (Ih!Ih!Ih!). Aceita vender os jogos em casa na próxima época. Deixo uma pergunta marota ao coveiro da Liga: no próximo ano, se ainda lá estiver, vai continuar a pedir a centralização dos direitos televisivos, ou agora, deixa o seu sogro e o seu patrão (à direita na foto) trabalhar à vontade?
Para fechar com chave de ouro o desastre que tem sido o descalabro de Mário Figueiredo à frente da Liga ficou a saber-se que ninguém usou o direito de competir com a SportTv para transmitir o jogo da jornada “em aberto”. Leu bem senhor Figueiredo? NINGUÉM! Não me diga que vai continuar a chamar a Joaquim Oliveira monopolista! Segundo a sua terminologia agora, já são dois “monopolistas”: a SportTV e a BenficaTV! Agora fica absolutamente claro que Joaquim Oliveira não tinha nenhum pacto com o poder político. Como se viu, qualquer pobreta, pode comprar os direitos desde que queira. E o Quim não comprou porque não quis.
Que grande salada russa! É entrar, é entrar! O circo está quase a começar…
Até à próxima.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Revolução na SPORTTV

O braço de ferro entre Vieira e as empresas detidas por Joaquim Oliveira motivado pela não-aceitação das propostas do empresário para a negociação dos 15 jogos em casa a partir da próxima época pode ter conduzido nas últimas semanas o clube da treta a uma derrota histórica. O bluff montado pela inábil administração desmoronou-se como um castelo de cartas. Vejamos um comunicado da ZON enviado à CMVM.
 
“A ZON Multimédia – Serviços de Telecomunicações e Multimédia, SGPS, S.A. anuncia que estabeleceu um acordo de consolidação das posições accionistas na Sport TV Portugal S.A. (“Sport TV”), Sportinveste Multimedia, SGPS S.A. (“Sportinveste”), e PPTV Publicidade de Portugal e Televisão S.A. (“PPTV”) e das respectivas operações, numa única entidade, a qual ficará responsável pela gestão dos direitos desportivos de TV e de Multimédia (internet e móvel), para o mercado Português.”
 “O acordo traduzir-se-á em ganhos de eficiência na gestão dos direitos e apoiará a promoção do desenvolvimento quer da TV tradicional, quer das novas plataformas on-line e móveis de distribuição de conteúdos desportivos para todos os operadores, num contexto de uma maior convergência fixo/móvel. A unificação da gestão destas operações e respectivos direitos de distribuição permitirá também uma maior divulgação internacional dos conteúdos desportivos Portugueses.”
 
“Em consequência das transacções necessárias à consolidação destas posições accionistas a ZON irá reduzir a sua participação para 25% na Sport TV e receberá um encaixe financeiro de cerca de 46 milhões de euros.”
Ainda o senhor Vieira e o inefável lacaio Gomes da Silva que anda pelas Africas a cravar apoios, não tinham acabado de respirar, e outra machadada lhes caiu em cima, o anunciado projecto de fusão ZON/Sonaecom (Optimus).
Joaquim Oliveira resolve uma situação complicada de falta de liquidez, ficando na mesma com os direitos televisivos, e livra-se de ter que aturar o senhor Vieira. A ZON reforça a sua posição no mercado móvel e a OPTIMUS nas comunicações fixas e na televisão paga. O reforço financeiro que esta fusão comporta vai gerar novos mercados para as transmissões desportivas internacionais já que a principal investidora particular da ZON, é a nossa conhecida Isabelinha (dos Santos).
Resulta desta situação, apenas conhecida de alguns, que o senhor Vieira fica em maus lençóis. O que irá “inventar” desta vez? Deixar cair o bluff e juntar-se novamente à Sport TV (agora com três sócios de peso) ou arranjar um pacóvio que lhe pague os 40 milhões para transmitir os 15 jogos em casa? A estratégia, a julgar pela última declaração do cómico Gomes da Silva no DIA SEGUINTE, parece ser a do costume. Procurar mexer os cordelinhos para evitar a todo o custo que esta fusão seja reconhecida pelas entidades responsáveis, ANACOM (Autoridade da Comunicação) à cabeça e deixar ficar tudo como está. “Pode lá ser…” vociferava o incompetente.
Para isso nada melhor do que utilizar os bons ofícios do manipulador de marionetas, Mário Figueiredo, um cadáver adiado que acumula no seu historial derrotas sobre derrotas, a apregoar aos sete ventos a cantilena do “monopólio” da Sport TV. Repare-se que no seu estrebuchar o homem continua a falar “no recurso ás instâncias europeias”! Então, se considerarmos que a MEO, outro operador da PT também entra na dança, este sim. Pode ser mesmo um monopólio (da Portugal Telecom, já se vê), ”à séria”.
 
Os adeptos crentes nas histórias que lhes vendem seguem fielmente o grande pensador gomes da selva, e pensam que Joaquim Oliveira se está a “desfazer de bens”. Os mais pessimistas lá agitam o fantasma do “sistema”, cada vez menos convincente para justificar as 10 miseráveis épocas (dois títulos, ambos com batota) do clube da treta.
 Alguns (poucos), não fora o constante esconder da dramática situação financeira nos programas televisivos ou nos pasquins da Capital já vão percebendo que entre dívidas, passivos e bluff, clube e Sad percorrem a passos largos o mesmo caminho dos vizinhos da 2ª Circular. Dezenas de jogadores hipotecados aos Fundos, Salários do outro mundo (só a peixeira ganha 4 milhões) e um Passivo Financeiro galopante. Quando a Banca fechar a torneira, as bolhas começarem a estoirar, mais a novidade da “refundação” da Sport TV, talvez se possa finalmente avaliar a enorme banhada que o clube da treta levou para casa este Natal.
 
Até à próxima

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um Monopsónio-Monopólio

Desta vez arrumaram comigo, pensei! Nunca tinha ouvido nada assim, desde a cena do “externo cleido-mastoideu” da Canção de Lisboa quando Vasco Santana disse para o júri que o examinava, qual era o nome do músculo latero-flexor do pescoço.
As coisas que a gente aprende com o Futebol! Afinal, inserida num comunicado da Liga, a expressão que dá o título à crónica significa, ad litteramb, compra de peixe e, mais rebuscadamente, ad negotia, mercado em que há apenas um comprador para os produtos de vários vendedores, o que confere o privilégio que lhe dá o exclusivo de uma industria ou de comércio num artigo. Uffa!
Traduzindo por miúdos: a parte do monopsónio, não tem nada a ver com peixe. Normalmente quando se fala de futebol, fala-se mais de fruta (ou casacos de pele). Curiosamente Mário Figueiredo, marioneta comandada pelos clubes mais pequenos, engendrou esta patranha quando “prometeu” aos clubes mais pobrezinhos, interceder por eles contra os maus do filme, leia-se, Porto, Sporting e Benfica.
E por causa de quem, perguntam vocês? Por causa da segunda parte da expressão. A questão do monopólio das transmissões desportivas, já se vê.
Diz o senhor, em comunicado oficial da Liga (representando portanto “os bons e os maus”), que “apresentou uma denúncia à Autoridade da Concorrência, nos termos do Artigo 5º, alíneas b), c) e d) do seu Estatuto, por violação do Artigo 11º da Lei 19/2012 e do Artigo 102º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia”.
Poupando os meus amigos à leitura dos artigos, a queixa à autoridade de concorrência baseia-se, no entender do senhor, ao uso que a SportTV faz, do direito que lhe assiste de negociar recíproca e livremente com quem entender, as transmissões dos jogos com os clubes de futebol, e dos quais esses mesmos clubes detêm, individualmente, os Direitos (Capítulo VIII artigo 68º nº 2 do Regulamento da LIGA DE CLUBES para as competições Profissionais), que passo a citar:
“Os clubes detêm individualmente a titularidade dos direitos de transmissão televisiva dos jogos e resumos.”
Não consigo entender como se chama a isto “monopólio”. Os clubes não estão impedidos por nenhum regulamento de negociar com quem muito bem entendem, da maneira que podem, com quem lhes compra os jogos. Se os Direitos passarem a ser negociados em bloco pela Liga, como parece ser a proposta do senhor Figueiredo, já não se trata de monopólio, pode concorrer quem quiser? Agora também pode.
Todos temos conhecimento que em outras Ligas, existem procedimentos diferentes. O que se pretende em Portugal é fazer como lá fora? E depois a quem vendem os jogos? Se neste momento, alguns clubes reclamam pelo pouco valor oferecido haverá operadoras que se interessem pelas transmissões se tiverem que pagar mais por elas?
Termina o Comunicado da Liga com o nome das entidades convidadas a dar o seu parecer. Na minha modesta opinião nem seria necessária tanta formalidade se a Liga conseguisse provar aos clubes que esta solução é a mais favorável. Bastava para isso que iniciasse uma ronda clube-a-clube e oferecesse melhores condições financeiras do que a SportTv. Se não conseguirem, é apenas música para os nossos ouvidos.
Como dizia o outro, Res non verba, mais actos e menos palavras. Mas lá que o “monopsónio-monopólio” teve piada, lá isso teve. O Vasco Santana deve rebolar-se de gozo na tumba!
Até à próxima