quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Patinho Feio

Parece que finalmente Vítor Pereira definiu a sua equipa Técnica. Rui Quinta (ex Varzim), José Semedo (antigo Jogador do FC Porto), Wil Coort e Filipe Almeida (ex Santa Clara) vão ser os Homens nos quais Vítor Pereira vai depositar toda a sua confiança no que ao treino e preparação da Equipa Azul e Branca diz respeito. Parece ser uma Equipa Técnica ambiciosa e sobretudo jovem, o que poderá fazer renascer a vontade de vencer que André Villas-Boas implementou na Equipa na Temporada anterior.

Naturalmente que o nome que merece um maior destaque é o de José Semedo. O seu passado como Jogador do FC Porto que marcou uma página de ouro do Clube leva-me a destaca-lo dos demais, para além de que o seu trabalho vai ser o mais complicado, pois a este vai caber a sempre árdua tarefa de manter a Mística do Porto e a união do Grupo de Trabalho. Uma tarefa complicada para alguém que era um Patinho Feio nos seus tempos de Jogador.

Confesso que de Semedo recordo-me apenas da sua triste passagem pelo SC Salgueiros, Clube onde acabou por terminar a carreira de Jogador, mas do que me recordo vagamente da sua passagem pelo dragão, é de muitos assobios e pouca compreensão por um Atleta que tinha uma dificuldade enorme em mostrar aos Adeptos o seu Futebol. Ainda hoje quando se fala de Semedo aos Portistas mais velhos, estes descrevem-no da mesma maneira que nós quando nos referimos á pobreza de Jogador que foi o Mariano. Segundo estes, Semedo era uma das cismas de Ivic, e nem o facto de Semedo ter ajudado o FC Porto a ganhar um Campeonato Nacional, uma Supertaça Cândido de Oliveira, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental fazem com que os Portistas tenham boas recordações deste.

Se aliarmos a isto o simples facto de este ser o ano de arranque de Semedo no que ao cargo de Treinador de Futebol diz respeito, leva-me a colocar em causa esta escolha para um Adjunto que se quer como principal Guardião da Mística do Clube Azul e Branco. Tenho um certo receio de que Semedo não consiga conquistar aquilo que em muitos anos de Dragão ao peito não conseguiu conquistar: O respeito dos Adeptos. E tenho também sérias dúvidas de que o Ovarense Semedo consiga impor com sucesso a Paz, Tranquilidade, Respeito e Espírito de União e de Combate no Balneário do Dragão. Se me dessem e escolher um Homem para suceder a Pedro Emanuel como Adjunto, eu teria optado por Paulinho Santos ou até mesmo Capucho, porque estes como Jogadores conseguiram conquistar o respeito e carinho dos exigentes Adeptos Azuis e Brancos, para além de que estes marcaram de uma forma muito positiva uma das várias Páginas de Ouro do Futebol Clube do Porto.

Semedo tem assim uma dura tarefa pela frente, e só no Final desta Temporada que está quase a arrancar é que poderemos dizer se o Patinho Feio se transformou num Belo Cisne. Até lá, vamos indo e vamos vendo como dizia a minha Falecida Avó.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Bombinhas de Carnaval

De certeza que toda a gente conhece as famosas bombinhas de Carnaval que tantas dores de cabeça dão aos Pais dos Miúdos que as compram às escondidas, ou não fossem tais artefactos perigosos para a saúde física das crianças. No passado dia 25 de Junho o Jornal “A Bola” resolveu fazer estourar uma destas bombinhas de carnaval.

A dita bombinha fez o barulho que incomoda toda a gente, serviu de base para a risota da criançada e tudo fazia parecer que o assunto ficaria por ai. Também eu pensava assim, só que do outro lado da dita bombinha está um Presidente do Marítimo que, sem se perceber bem porque, tem um ódio de morte ao FC Porto. E não se importa de passar pelo ridículo só para dizer mal do Clube Azul e Branco. Eis então que Carlos Pereira, com o sorriso malandro que tem uma criança que sabe o quanto a sua bombinha de mau cheiro vai chatear o pessoal, resolve vir para a RDP Madeira com estas Declarações:

«Vou tornar público o documento quando for oportuno e me for permitido. Vou publicá-lo para poderem rir um pouco e verem quem é que neste país é credível. Sei por aquilo que foi um processo disciplinar que foi movido e que foi assinado por ele. Diz claramente que foi o FC Porto e isto não foi valorizado» (Referindo-se ao Presidente do CD da Liga).»

«Está lá no processo com nomes e tudo. Quando o processo puder ser público vou fazer exactamente o mesmo que fiz com os dois contratos com o FC Porto e com o Sporting para demonstrar a transparência do Marítimo neste caso»

«Vou ter que morrer um dia, portanto se morrer mais cedo… Não tenho medo dessas ameaças, porque quem quer fazer não ameaça»

Sr. Carlos Pereira, todos nós sabemos que a orgulhosa população da Madeira adora o Carnaval e que vive esta festa com uma intensidade sem precedentes, mas há limites para a brincadeira e bombinhas de mau cheiro são a pior coisa que esta época de folia costuma trazer. Estas suas declarações se não estúpidas, serão com toda a certeza parvas e despropositadas. Tal e qual como a criança que atira a bombinha de mau cheiro para a sala de aulas só para não ter aulas, o Sr. Carlos Pereira atira com estas coisas de aliciamento e de ameaças de morte para o ar para ver se o FC Porto se chega á frente e lhe paga algum dinheiro pela possível transferência de Kléber.

È que ainda estou para perceber como é que pode ser aliciado um Jogador que está emprestado a outro Clube e que tem o seu passe no mercado para ser vendido. E também estou para perceber como é que sendo o Atlético Mineiro do Brasil o detentor do passe do Atleta, os Clubes que queiram contratar o Jogador têm de apresentar propostas ao CS Marítimo. São perguntas às quais ainda não vi o Presidente do Clube Insular responder e tenho sérias duvidas de que este tenha algum interesse em nos esclarecer…

terça-feira, 28 de junho de 2011

Carlos Queiroz - "E o Burro sou eu?"

Lisboa1991: Portugal volta ao Mundial Sub-20 devido às suas "medidas desagradáveis", afirma Queiroz

Carlos Queiroz afirma que Portugal volta este ano a participar no Mundial de Sub-20, na Colômbia, devido às "medidas desagradáveis" que implementou na Federação Portuguesa de Futebol (FPF) enquanto foi seleccionador nacional, entre 2008 e 2010.

"Vai à Colômbia, não vai? Já há alguns anos que não disputava o Mundial de Sub-20", disse Carlos Queiroz à agência Lusa, dias antes de se comemorar o 20.º aniversário do segundo título mundial de Sub-20, conquistado em 1991 em Lisboa sob o seu comando, que se cumpre na quinta-feira.

Segundo o técnico, "houve algumas medidas desagradáveis" que foi necessário tomar "pela liderança Carlos Queiroz ao nível da formação e do Departamento de Formação" da FPF.

"E nós voltámos a ter uma equipa no Mundial", frisou, adiantando que, entre essas medidas, se contam "a alteração de treinadores, alteração de alguns conceitos, da forma de abordar a preparação dos jogadores".

Nos últimos cinco Mundiais, Portugal esteve ausente da fase final em 2009 (Egipto), 2005 (Holanda), 2003 (Emirados Árabes Unidos) e 2001 (Argentina), tendo apenas participado na edição de 2007 (Canadá), na qual foi eliminado pelo Chile (1-0) nos oitavos de final.

Desde que conquistou os seus dois títulos, em 1989 (Arábia Saudita) e 1991 (Portugal), disputaram-se nove Mundiais, com cinco ausências, três delas consecutivas, entre 2001 e 2005 e quatro participações.

Além de 2007, a selecção portuguesa foi ainda eliminada pelo Japão nos oitavos de final em 1999 (Nigéria), foi terceira classificada em 1995 (Qatar) e afastada na fase de grupos em 1993 (Austrália).

Queiroz, que terminou o seu primeiro ciclo na FPF em 1994, acrescentou, referindo-se ao seu consulado entre 2008 e 2010, que terminou com um polémico despedimento no fim do verão passado após um alegado incidente com os médicos do controlo antidoping no estágio anterior ao Mundial2010, disputado na África do Sul:

"E era bom, já que ninguém fala nisso, que as pessoas também pudessem recordar que, à parte de algumas tarefas fundamentais que eu tive na selecção "AA", essas (as selecções jovens) também fizeram parte das responsabilidades que me foram dadas pelo senhor presidente da Federação", disse.

Segundo Queiroz, quando o contratou para substituir o brasileiro Luiz Felipe Scolari, Gilberto Madail disse-lhe sentir que "o Departamento de Selecções da Federação bateu no fundo em muitas coisas" e pediu-lhe para olhar "para aquilo tudo", de modo a serem tomadas "algumas medidas" para o colocar "no seu devido lugar".

"E falou-me do vazio que existia ao nível da selecção 'AA', falou-me das dificuldades enormes que existiam ao nível das selecções jovens, que estavam a seguir conceitos programáticos alguns deles desde o tempo em que eu saí da Federação (1994)", adiantou.

O técnico respondeu que era preciso "reflectir" e "estudar", embora tivesse uma certeza: "Não se pode em 2011, com os novos problemas que o futebol tem, aplicar as mesmas soluções de 1991 e 1989, porque há uma coisa básica, que é inteligente e da vida, que é reconhecer que novos problemas exigem novos desafios e novas soluções".

Carlos Queiroz garante que "muitas coisas mudaram" desde então e isso "foi sentido ao nível da formação e dos resultados do futebol juvenil".

In: Jornal "OJOGO"


Um aparte; parece que o nosso amigo "Papa Pastilhas" está metido numa alhada sem precedentes. Até pago para ver quantas TVs e Rádios vão estar em directo a acompanhar este caso e quantas investigações Jornalísticas vão ser feitas. E também quero ver quanto tempo vai demorar para abafarem por completo esta notícia.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Recordando um Amigo

O acontecimento da abrupta rescisão de André Villas-Boas trouxe-me à memória, um episódio semelhante ocorrido no já longínquo ano de 1959. O Dr. Paulo Pombo, nosso Presidente nesse ano, tinha contratado o húngaro Bella Guttmann que viria a dar uma imensa alegria aos Portistas com a conquista do campeonato de 1958/59, um título que só se viria a concretizar na última jornada, no campeonato que ficaria conhecido como o ano Calabote. A história é conhecida mas, para os mais novos, vou recordá-la.

Na última jornada estávamos empatados em pontos com o Benfica e só através da diferença de golos poderíamos ser campeões. Jogávamos com o Torriense no velhinho Campo das Covas, em Torres Vedras e, o Benfica na Luz com a CUF. O senhor Inocêncio Calabote, árbitro do encontro, que já tinha iniciado o jogo com um atraso significativo, concedeu na 2ª parte, ainda mais descontos e parecia que o jogo nunca mais acabava. No final da nossa partida, dirigentes, jogadores e público, fomos para o meio do “pelado”, ouvir pela rádio quando terminava o jogo da Luz. Ao fim de 8 longos minutos, o senhor lá se resolveu a terminar o encontro e fomos, finalmente, consagrados campeões. Na preparação do jogo ainda houve outros “episódios” rocambolescos, tais como, a equipa do Torriense ter sido treinada durante a semana por Valdivieso treinador adjunto do Benfica (o principal era Otto glória), que se deslocou de Lisboa para ensinar a táctica ao Torriense; terem sido marcadas três grandes penalidades, uma das quais não existente; expulsos 3 jogadores da CUF; e, facto completamente inédito, os próprios jogadores da CUF terem solicitado para o banco, a substituição do seu guarda-redes Gama que deixava entrar as bolas de qualquer maneira. Assim uma espécie de Roberto, só que “este” fazia de propósito.

Formado em Ciências Matemáticas pela Universidade do Porto, engenheiro civil e engenheiro geógrafo, Paulo Pombo, além de vereador da Câmara Municipal do Porto, foi presidente do nosso FCP, da Associação dos Jornalistas de Homens e Letras do Porto, director do jornal O Primeiro de Janeiro, e um dos fundadores do Orfeão e da Tuna Universitária do Porto. Ainda hoje é bem conhecido dos universitários o tango Amores de Estudante. A minha relação com ele, deriva do facto de ter sido colega do filho Renato Pombo (já falecido) e compartilhar toda aquela vivência no nosso Clube. Os meus amigos já vão ver qual a semelhança com a deserção de Villas-Boas.

Recordo com muita saudade, o dia em que, depois da cerimónia de imposições das faixas fui com o filho, como sempre que havia jogos no antigo Estádio das Antas, lanchar a casa do presidente. Logo que entrámos, a esposa D. Emília Dunkell (irmã do Cônsul na Suíça no Porto, à época) diz-nos em voz baixa: “Há problemas. Está cá o Guttmann”!

Passados poucos minutos, ouvimos fechar a porta da rua (tinha um daqueles pendentes chineses com uns tubos que chocalham). O presidente vem à sala onde estávamos e diz com o ar de quem anuncia um desastre: O “avozinho” (era assim que carinhosamente era tratado) vai para o Benfica! Diz que aqui (no Porto) é muito húmido e a mulher não suporta o clima! Passada a estupefacção natural, tudo se explicou: É que, já naquela altura, a “instituição” fazia as coisas pelo outro lado. Precisava de alguém (atleta ou treinador)? Ia buscá-lo na véspera do jogo ou da competição se iniciar. Nem existiam cláusulas de rescisão nem nada parecido. Naquela vez veio “roubar-nos” o treinador. Para aqueles que como eu, viveram esses tempos, aproveito para recordar os atletas que nos deram um título, coisa rara à época.

A Paulo Pombo a cidade ficou a dever a mais completa antologia sobre o S. João do Porto que se publicou em 1971, e em que se reúnem textos sobre as festas são-joaninas, desde a Idade Média até aos nossos dias. Nós ficámos a dever-lhe “aquele” campeonato.

Até para a semana

domingo, 26 de junho de 2011

živjeli Tomislav Ivić (Obrigado Tomislav Ivic)


Ninguém é Eterno e quando falecemos o que fica é o nosso Legado e tudo aquilo que fizemos pelos outros.

É com este pensamento que vejo a morte de Tomislav Ivic. Não tenho grandes recordações da sua primeira passagem pelo Futebol Clube do Porto, sendo que apenas me recordo da sua 2º infeliz estadia nas Antas, mas apesar disto não deixo de estar grato a um Homem que tanto deu ao Clube Azul e Branco e que foi mais um dos obreiros do actual Futebol Clube do Porto Europeu e Mundial.

Não sou ingrato, assim como não fui com André Villas-Boas, e apesar de Ivic ter estado ao serviço do Rival Benfica e de ter tido uma passagem menos feliz pelo FC Porto, deixo aqui o meu eterno agradecimento a este Croata que agora nos deixou mas que muito nos ensinou.

sábado, 25 de junho de 2011

Plantel 2011/12 (Parte I)

Encerrado o capítulo André Villas-Boas e não querendo mais alimentar um tema que (pessoalmente) já mete nojo, eis que vou dar inicio a uma curta analise ao Plantel que Vítor Pereira vai ter nas suas mãos para atacar o Campeonato Nacional, Liga dos Campeões, Taça de Portugal; Supertaça Cândido de Oliveira e Supertaça Europeia.

Pelo que se sabe, os Dragões vão contar com 4 excelentes Guarda-redes e 1 medíocre Guardião para defender a Baliza: Helton, Beto, Ventura, Bracalli (os tais 4 excelentes Guardiões) e Kieszek (o tal Jogador medíocre).

Na minha opinião, Helton deverá continuar a ser a primeira escolha para a baliza Portista. Várias são as razões que me levam a pensar assim, mas a principal prende-se com a capacidade de l8derança que o Brasileiro tem. E este aspecto, numa altura em que a Equipa está em transição no que ao Treinador Principal diz respeito, vai ser fundamental porque o que o grupo de trabalho vai precisar é de estabilidade e união. Bem sei que Helton já não é um “jovem”, mas é um facto mais do que comprovado que os GR se querem “velhos”, pois quanto mais experientes, melhor defendem. E não nos podemos esquecer que a Liga Europa foi conquistada pelo FC Porto muito graças às espectaculares defesas de Helton.

Quanto ao nº 2 da Baliza Azul e Branca, figura extremamente importante e que é também a principal responsável pelos excelentes desempenhos de Helton, penso que a escolha de Vítor irá recair no Professor Rafael Bracalli. O Ex Guardião do Nacional da Madeira é um Jogador com provas dadas na nossa Liga e tem como enorme vantagem a de estar por cá há muitos anos e de ter, como tal, um profundo conhecimento da realidade do Futebol Português. Quanto a Beto, reconheço-lhe uma qualidade enorme, mas o facto de no Final da próxima temporada arrancar o EURO 2012, onde Portugal estará presente, levanta a extrema necessidade de Beto jogar para poder ser valorizado e ser mais uma alternativa para Paulo Bento e a sua baixa estatura por vezes trai o Jogador em certos lances e complica a Vida ao FC Porto. Um empréstimo ao SC Braga seria o melhor para o Pimparel.

Como 3º Guarda-redes colocaria sem hesitar o Hugo Ventura. O Hugo é uma jovem promessa das camadas jovens do Dragão que já deu mais do que mostras da sua excelente valia, e como tal merece estar no Clube que o criou para o Futebol. As suas passagens pelo Olhanense e Portimonense, com excelentes exibições, abriram com toda a certeza o apetite de muitos Adeptos Portistas que estão ansiosos por ver o Dragon Force a dar frutos para o seu Clube e não para os outros. Sendo assim, Kieszek seria finalmente dispensado do Clube ou então colocado a “rodar” num qualquer outro Clube Português de dimensão mediana ou pequena. Está mais do que provado que o Pawel não tem mesmo qualidade para equipas de Azul e Branco e ainda estou para perceber o porque da sua transferência.

Uma nota final para deixar aos Portisats a triste notícia do falecimento do Treinador Tomislav Ivic. Fica prometido um texto de homenagem a este Senhor que tanto deu ao Futebol Clube do Porto e seus adeptos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pausa


Como todos devem saber, hoje é dia de S. João e como tal o Blog "A Mística Azul e Branca" foi festejar com uma boa sardinhada na Ribeira do Porto e só voltará ao activo no próximo Sábado (já amanhã).

Aos nossos Leitores pedimos a sua total compreensão e fazemos votos de que tenham tido uma excelente noite de S. João. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Defeso à Portuguesa

Alguém que muito prezo, dizia-me há dias, andar aborrecido com a falta de notícias durante o “defeso”. A palavra, embora familiar, encerra no que ao pontapé na bola diz respeito, alguns equívocos. Segundo um velho dicionário, que me tem servido para calçar um sofá que partiu um pé, há pelo menos, duas formas de a classificar: Como substantivo masculino: Parte do ano em que a caça ou pesca são proibidas (1) ou, como adjectivo: Proibido (2).

Nada de mais errado, considerar este período aborrecido. Se há defeso que tem sido interessante, este é um deles. Todos os dias acontece qualquer coisa insólita. Vejam lá que a ASAE, sempre zelosa com a saúde dos paroquianos, teve uma denúncia de produto em mau estado e resolveu ir fiscalizar. Não sabemos quem pagou as deslocações porque em 2011DT (Depois da Troika) os funcionários públicos em missão fora dos seus locais habituais de trabalho, não recebem um tusto pelos transportes. Mesmo assim, o diligente funcionário que já se tinha notabilizado pela campanha contra as colheres de pau, a ginjinha, e as bolas de Berlim, não esteve com meias medidas.

Conduzido por João Gabriel, e acompanhado duma 3ª escriturária e dum amanuense, numa destas madrugadas meteu-se num caíque a remos junto à Torre de Belém e zarpou Atlântico abaixo até à Marina de Vilamoura. Encostou, meteu a moeda no aquímetro (3) e foi direitinho ao SETE CAFÉ, o acolhedor Bar de Luís Figo onde, Paulo China, seu sócio de há muitos anos, negociava com um empresário umas sobras do Atlético de Madrid para revender ao Benfica.

Tinham chegado à ASAE denúncias duma “instituição” que, certamente por lapso, adquiriu um guarda-redes com defeito, e a fiscalização andava de olho alerta em tudo o que fosse atleta Espanhol. Assim como assim, comentava o agente autuante, “era preferível comprar à experiência”. Se estivesse estragado ou fora de prazo, devolvia-se (com o talão claro) à loja. Mas há horas do diabo! Paulo China que além de tasqueiro também é empresário da bola, desfez-se em desculpas mas o homem da ASAE, depois de efectuar uma busca no armazém dos congelados, encontrou um jogador “que vinha à troca” por Coentrão, fora do prazo de validade, e não esteve com meias medidas: fechou-lhe mesmo o tasco. A Operação Tainha Estragada foi um sucesso!

Uma baralhada que também mete barcos, aconteceu com os velejadores Olímpicos que estavam há meses sem receber os subsídios do Estado Português a que têm direito. E tudo por culpa de quem? Do indigente Laurentino que “retirou” os subsídios à Federação de Vela por, vejam bem, ter cometido o horrendo crime de deixar marinar demasiado, a aprovação daquela porcaria do Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas que, ainda por cima, tem artigos inconstitucionais. O parvalhão, chamado à pressa para tratar do imbróglio, no meio de mais uma distribuição de medalhas, resolveu o problema e lá despachou a “utilidade pública” para a Vela. Sorridentes os nossos velejadores, entre hurras e olés, gritavam: HABEMOS PAPA (4)

Outra das bizarrias deste defeso é a choradeira das Câmaras com falta de dinheiro para gerir os Estádios do Euro 2004. Os clubes “da terra” estão mais do que falidos. Em Faro/Loulé nem sequer há clube, em Aveiro a autarquia conseguiu impingir a gestão do Estádio ao Beira-Mar e, em Leiria há um prejuízo anual de 5 milhões de euros na exploração do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. A solução passa por vender o complexo em partes ou no todo, (5) se houver alguma Imobiliária com apetência para transformar aquilo num parque residencial. Já estou a ver a publicidade: MAGNÍFICO ANDAR junto ao Topo Norte, 5 quartos relvados, 3 suites com ligação ao balneário do árbitro, Sala comum com grande área e marca de penalty. Baliza com marquise, cozinha e lavandaria para 16 pessoas.

O Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, sempre tão pressuroso a imiscuir-se em assuntos que não lhe dizem respeito (veja-se a vergonha e os sarilhos que arranjou para a FPF com o caso Queiroz, o patrocínio do Congresso do Desporto que não serviu para nada, a Lei da Actividade Física e do Desporto que é uma confusão total, a ausência de políticas para a prática do desporto), é um cadáver adiado. Como está de saída, só nos resta dizer: Siga o funeral!

Então, meu amigo da 1ª linha desta crónica? O defeso tem sido divertido ou não?

(1) “Todos os anos, cardumes de tainha deixam o estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, à procura de águas mais quentes para a desova. Passado o defeso, quando a captura é proibida pelo Ibama, chegam ao litoral catarinense e, entre Maio e Julho, atraem os pescadores da região, menos por sua carne e mais por suas ovas”. In Folha de S. Paulo

(2) “O defeso é ou não a parte do ano mais chata para ser Benfiquista? Todos os dias o nosso clube surge ligado a montes de jogadores, envolto novelas infindáveis de entradas e saídas. Futebol é que ninguém o vê! Ainda agora começou o defeso e já estou farto, enjoado. Nunca mais começa a bola a correr”. In Taberna Bermelha (blogue Benfiquista).

(3) “Aquímetro” (Esta é inventada por mim) - Parquímetro para locais com água.

(4) “Habemos papa” - “temos comida” (papa).

(5) 63 Milhões de euros

Até para a semana

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Com tranquilidade

Tal como eu tinha previ9sto, o Futebol Clube do Porto encontrou com tranquilidade o sucessor do “Mester” André. Vítor Pereira é o Sr. que se segue na cadeira de Sonho do Dragão e a Direcção não poderia ter feito aposta mais segura. Eu bem disse que Pinto da Costa tinha o futuro do nosso Clube assegurado e que não nos iria deixar ficar mal, pois apesar de o Presidente Portista ter muitos defeitos, no que diz respeito a organização e Futebol ninguém é melhor do que ele.

Agora pergunto. Era preciso este Tsunami de emoções e de revolta contra atitude de Villas-Boas? E outra questão que também se deve colocar aqui: Será que o pessoal está preparado para uma eventual saída de Falcao apesar de este ainda andar com as suas juras de amor ao Clube?

A resposta para ambas as questões é um rotundo NÃO! Se por um lado AVB tem todo o direito de sair do Clube desde que assim o deseje e que quem o contrate tenha pago a Clausula de rescisão de 15 de Milhões (e ainda diz o “outro” do Clube da Freguesia de Benfica que “Nenhum clube do mundo ganhou tanto dinheiro na venda de jogadores”), por outro não é menos verdade que o Colombiano Falcao já há muito que se anda a fazer ao Mercado. Quando Falcao sair do Clube, lá vamos nós assistir ao rol interminável de insultos e de debates acessos na Net e nos Cafés… Típico e entediante.

Mas como eu não tenho nenhum gosto em ser repetitivo, passo á frente e viro a página. Olho para o futuro e que vejo eu? Um novo Treinador. Treinador este que já conhece os cantos á casa e que trabalhou com Villas a Época de Sonho que terminou há pouco mais de um mês. A Vítor Pereira foi-lhe deixada uma Equipa repleta de Jogadores que ganharam tudo e que encantaram a Europa com o seu futebol, para além da vontade de vencer e de convencer Portugal, os Invejosos e a Europa de Platini.

Não é um Treinador de gabarito, a sua carreira como Treinador Principal teve o seu ponto mais alto foi ao serviço do Santa Clara dos Açores numa altura em que quase fez subir á 1ª Liga este Clube Falido. Apesar de tudo é um Homem da casa e que conhece bem os cantos do Dragão, pois foi Treinador dos Juniores do FC Porto nas Temporadas de 2003/04, 2004/05 e 2007/08. Andou por Clubes da 2ª Divisão, tais como o SP. Espinho, Sanjoanense e Padroense, mas sem grande sucesso.

Chegou agora a oportunidade do Vítor mostrar que também sabe ser grande e ganhar como os outros. Só espero que este não comece com o paleio do “sou Portista” e não venha com a história da Cadeira de Sonho, porque existe muita malta Adepta do Dragão que não sabe o que é a Realidade e o que é a Ficção. Vamos aguardar, com muita tranquilidade. E já agora, que toda a gente guarde o “esqueleto” André no armário para nunca mais o tirar.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pânico Desnecessário & Reacções Estapafúrdias

Queria começar a minha sucinta análise ao caso Villas-Boas citando Zé Luís (Cronista do Blog “Portistas de Bancada”):”repito, não faço críticas, o mercado e o futebol são assim, nada me espanta, a vida continua, mas já se adivinha muitos assassinatos de carácter contra o treinador, muitas desilusões, e muito pessimismo para a nova época do Dragão.

Não podia estar mais de acordo com esta frase de Zé Luís. Alias, é engraçado como as reacções dos Adeptos Azuis e Brancos são completamente diferentes quando é um Jogador a fazer o que André Villas-Boas fez. Se o Jogador opta por sair do Clube mesmo depois de ter andado em tudo quanto é Jornal a dar conta do seu amor eterno ao FC Porto, os Adeptos aceitam isto a bem e até lhe desejam sorte, mas quando é um Treinador jovem e ambicioso que foi confrontado com um novo e aliciante desafio, eis que este passa logo de Bestial a Besta.

Para muitos o AVB deixou de ser o pequeno prodígio que arrumou com a arrogância e euforia Encarnada que dominou o País Futebolístico na Época que alguns resolveram apelidar de “Campeonato dos Túneis”, para agora passar agora a ser um mau carácter sem postura nem rectidão como... José Mourinho! E o mais engraçado é que estes Treinadores ganharam tudo o que havia para ganhar ao serviço dos Dragões, e tal trabalho deveria merecer um pouco mais de respeito e de admiração por parte de quem apoia o Futebol Clube do Porto nas bancadas do Dragão e não só. Até digo mais; estes mesmos que andam a insultar AVB (tal como insultaram Mourinho aquando da sua saída para o Chelsea) deveriam entender a posição que o Treinador tomou.

Falam, e escrevem, criticas carregadas de ódio e de pessimismo como se na sua Vida não aceitassem um convite para uma Vida melhor num espaço diferente e mais lucrativo. Gostam muito de apregoar a velha máxima do nosso Clube “de que os Jogadores passam, mas o Clube fica”, mas não são capazes de perceber isto quando do outro lado da barricada está um Treinador que simplesmente já ganhou tudo o que havia para ganhar. Atitude lamentável, triste e degradante para a imagem do Adepto Portista… Para não dizer hipócrita, porque no inicio da Temporada eram muitos poucos os que acreditavam no André como Treinador do FC Porto.

Já sei que muitos não criticam a saída do Técnico, mas sim o timming da sua saída. Meus caros o Homem esteve de férias e, tal como todos nós, tem todo o cabal direito de se desligar da sua Profissão e de viver as suas férias sossegado. Ou lá por ser Treinador do FC Porto e ter ganho tudo e mais alguma coisa, tem de definir o seu futuro no seu merecido período de descanso?

E depois há algo que muitos poucos Dragões sabem fazer, que é ler os sinais do que vai acontecendo no Reino do Dragão. A saída de Pedro Emanuel (Ex-Jogador e Treinador do FC Porto que manifestou por diversas vezes o seu amor eterno ao Clube) já era demonstrativo de que algo estava para mudar no FC Porto. Como é que um Adjunto que também ganhou tudo e mais alguma coisa iria abandonar o Clube numa altura em que podia acumular ainda mais Títulos ao seu Currículo? Talvez porque já sabia que a saída de AVB era uma realidade.

È por isto que eu defendo que o Futebol deve ser visto com a Razão e não com o Coração, porque o André Villas-Boas não merece este tratamento deplorável por parte de certos sectores da Massa Adepta do Futeb0ol Clube do Porto. E, para terminar, de uma coisa vos garanto; a Direcção do FC Porto não está a dormir na forma e, para além de fazer um excelente encaixe financeiro com a saída de AVB, já tem o Sucessor do "Mestre André" mais do que escolhido e nomeado. Apenas faço votos de que seja Português, sendo que a minha aposta vai para Jorge Costa.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O Futebol Clube do Porto e as Modalidades

Está em marcha uma controvérsia entre os sócios e adeptos do nosso Clube sobre se devemos ou não ampliar ou reduzir as ditas modalidades amadoras, melhor dizendo, “não profissionais”, com a introdução de uma nova modalidade, no caso, o FUTSAL, existindo até uma petição dos ULTRAS DO BONFIM. A fim de verificarmos que a implantação de uma nova modalidade em qualquer clube não é um projecto fácil, vamos ver como são diversas as formas administrativas para lá chegar, tomando como ponto de partida algumas já existentes no Clube.

O Futebol Clube do Porto deu início a um novo projecto de Modelo Operativo, de forma a assegurar a melhoria de qualidade dos serviços prestados interna e externamente, com benefícios esperados a curto, médio e longo prazo. Este Modelo Operativo teve como objectivo melhorar a racionalização dos processos, sendo direccionado a um determinado conjunto de actividades. Nesse sentido, as unidades operacionalizadas foram:

FC Porto Serviços Partilhados e Corporativos: Consolidação das actividades estratégicas;

FC Porto Desporto: Gestão das actividades desportivas;

FC Porto Comercial: Concentração das funções comerciais do Grupo e criação de um ponto único de contacto com associados e clientes;

FC Porto Operacional: Consolidação das actividades e gestão de infra-estruturas, organização de eventos e logística das actividades desportivas.

Deixemos de parte as rubricas “Serviços” e “Comerciais”, por agora, fora do âmbito desta crónica, e vamos centrar a nossa atenção nas “Desportivas” e “Operacionais”, mais especificamente no que respeita às 3 modalidades que, além do Futebol, nos proporcionaram este ano êxitos sem paralelo: o Andebol, o Basquetebol e, o Hóquei em Patins.

Tendo aparentemente estas modalidades formas de gestão semelhantes, importa contudo explicar que não é bem assim, já que o estatuto jurídico-administrativo de cada uma delas determina procedimentos diferentes. Para uma análise mais detalhada, aconselho os meus amigos a terem em atenção os vários diplomas que regem as actividades desportivas em Portugal, nomeadamente a Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Decreto-Lei nº 19/96), e o Regime Jurídico das Sociedades Desportivas (Decreto-Lei nº 146/95).

Se está constitucionalmente consagrado que “incumbe ao Estado, promover, orientar, estimular a apoiar a prática e a difusão da cultura física e do desporto” (art. 79º), o certo é que tem sido os clubes os verdadeiros fomentadores de tais práticas.

Como a nova regulamentação das SAD’S já permite “a distribuição de lucros" e foi instituído o conceito de “clube desportivo em regime especial de gestão”, é ao Clube que caberá resolver qual o regime que deverá adoptar para poder participar em competições profissionais. Uma das preocupações do legislador foi o de consagrar o clube de origem como tendo uma posição privilegiada na SAD, com direitos de preferência na subscrição e aumentos do capital, bem como o obriga a responsabilidades acrescidas para com os seus credores e, também pelas dívidas fiscais e à segurança social, relativas ao período anterior à sua constituição. (1).

O Andebol, pelo facto de participar em competições de carácter profissional, encontrou-se na obrigação de ter de optar pela criação de uma SAD ou pela adopção de um Regime Especial de Gestão, tendo preferido a segunda opção.

O Basquetebol, nas mesmas condições competitivas que o Andebol optou por criar uma Sociedade Anónima Desportiva para poder participar em competições “profissionais”. (2)

O Hóquei em Patins, como se joga em competições não profissionais, depende administrativamente como “secção”, de uma associação desportiva sem fins lucrativos, o FC Porto/Clube.

Pormenor interessante a referir é que, no Basquetebol, todas as equipas de formação pertencem ao FC Porto, só os seniores é que integram os quadros da FCP, Basquetebol SAD. No futebol já se passa o contrário: os Sub-17; Sub-18; e Sub-19, juntamente com todos os seniores, fazem parte do FC PORTO, Futebol SAD. Apenas os atletas das escolinhas até aos Sub-16, integram o FC Porto/Clube.

Tudo isto vem a propósito de, ao longo da sua existência, o nosso Clube ter praticado diversas modalidades desportivas: Andebol, Atletismo, Basquetebol, Bilhar, Boxe, Desporto Adaptado, Campismo, Desportos Motorizados, Futebol, Ginástica, Halterofilismo, Hóquei em Patins, Natação, Karaté, Ténis de Mesa, Pesca Desportiva e, outras de menor relevância. Por circunstâncias diferentes, algumas foram sendo extintas ou suspensas. Aquilo que aconteceu no Atletismo é verdadeiramente surrealista. A Federação da modalidade “permite” a inscrição de atletas estrangeiros mas, estes, não podem participar nos campeonatos! Sendo assim, os amantes da “verdade desportiva” (aqueles que, por exemplo, têm dezenas de Americanos no Basquetebol) vão ter que competir sozinhos, suspendemos a modalidade sine die. De qualquer modo não está afastada a possibilidade de poderem ser reactivadas umas, ou criadas outras que sejam da vontade dos sócios, desde que, com projectos sustentados financeiramente e, se possível, sem aumentarem o Passivo como algumas “instituições” nossas conhecidas.

O enquadramento das modalidades, como vimos acima, não é fácil do ponto de vista administrativo, bem como, a gestão de cada uma delas. A SAD e todas as sociedades que entram nas suas contas consolidadas já têm muito com que se entreter: PORTO COMERCIAL (que gere a Bilheteira e Dragon Seats, o Merchandising, a Loja do Associado, a marca FC Porto e os Eventos Não Desportivos); PORTO ESTÁDIO (que gere o Estádio do Dragão, o Dragão Caixa, o Centro de Treinos, o Vitalis Park, e o Lar de Futebol Juvenil); PORTO SEGUROS; e PORTO MULTIMÉDIA. As outras modalidades não profissionais encontram-se reflectidas uma a uma, nas Contas do Clube (pág. 32 do último RC), e suportadas pelo seu Orçamento Anual, aprovado em Assembleia-Geral.

Uma das especificidades destes regimes, é que, enquanto as SAD’s podem (devem) gerar e distribuir lucros, o Clube de origem, como possui o estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública, não podendo ter como finalidade “a obtenção de lucro económico para os seus associados”, mesmo que a “secção” dê lucro não pode distribuí-lo pelos sócios. Vejamos o que dizem os Estatutos acerca dos objectivos do Clube e da SAD sobre a possibilidade de serem criadas novas modalidades:

Primeiro os do Clube: Capítulo I – Artigo quarto – “…relativo aos objectivos do Futebol Clube do Porto, o interesse na constituição de sociedades desportivas através da personalização jurídica das suas equipas que participem ou pretendam participar em competições desportivas profissionais, e subscrever parte do respectivo capital social”

Agora, os da SAD: Capítulo I - Artigo terceiro - O objecto da sociedade é a participação, na modalidade de futebol, em competições desportivas de carácter profissional, a promoção e organização de espectáculos desportivos e o fomento ou desenvolvimento de actividades relacionadas com a prática desportiva profissionalizada da referida modalidade.

O Futsal cabe direitinho dentro de ambos os Artigos mas, chegamos ao ponto principal da razão de ser desta crónica: O nosso Clube deve criar novas modalidades com SAD’s ou com “Secções”, que é o mesmo que perguntar: participar nas competições Profissionais ou Amadoras? Acresce que, salvo raríssimas excepções, as modalidades não são auto-sustentáveis. Os Proveitos que resultarem dos Patrocínios, da Bilheteira, do Merchandising e das TV’s são insuficientes para cobrir os Custos Operacionais, o que faz com que, mesmo havendo ou não êxitos desportivos, a sua exploração seja deficitária. Quem queira apresentar um projecto, deverá avaliar com rigor a sua sustentabilidade, de forma a integrá-lo num Orçamento onde os Resultados sejam, pelo menos, equilibrados.

(1) Decreto-Lei nº 67/97 de 3 de Abril, alterado pela Lei 107/97 de 16 de Setembro e pelo Decreto-Lei nº 303/99, de 6 de Agosto.

(2) O Decreto-Lei nº 303/99 acima referido, estabelece os pressupostos financeiros e organizativos para os clubes poderem requerer às respectivas federações, a inclusão de uma modalidade no âmbito das competições profissionais. Estas depois remeterão o processo para Conselho Nacional do Desporto que proferirá a decisão final. Os parâmetros de avaliação são, resumidamente, os seguintes: a) Importância económica da competição; b) Dimensão nacional; c) Importância no contexto desportivo nacional; d) Efeitos da participação em competições internacionais; e) Nível técnico da competição.

Até para a semana

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Claques

Procurei no Dicionário da Língua Portuguesa o significado de Claque, e o que encontrei foi mais ou menos isto: “Grupo de indivíduos encarregados de aplaudirem uma peça, um actor, um artista de circo, etc.”. Naturalmente que o que nos interessa para aqui são as Claques de Futebol, mais concretamente as do nosso Futebol Clube do Porto.

Admito e reconheço a enorme utilidade das Claques no apoio ao nosso Clube. São Adeptos no verdadeiro sentido do termo que vão até ao Fim do Mundo só para estarem com o nosso Clube e apoiam-no incondicionalmente aconteça o que acontecer. Penso que pensar em Futebol sem Claques não é pensar em Futebol mas sim em outra coisa qualquer. Nos últimos tempos as Coreografais e alguns dos Cânticos de incentivo e de apoio ao Dragão tem sido, no mínimo, espectaculares e bem elucidativos do amor e carinho que o nosso FC Porto merece.

Só que a moeda tem duas fazes, a boa e a má. As Claques Portistas também tem o seu lado negro… Atentemos a alguns excertos desta noticia que encontrei ao acaso na Net:

Dia 7 de Novembro de 2010 e decorria o desafio da 10.ª jornada, entre FC Porto e Benfica, no Estádio do Dragão. No início da segunda parte do jogo, onde o Benfica acabaria goleado por 5-0, um frango foi atirado para junto da baliza de Roberto, guarda-redes do Benfica, e depois de alguns segundos de passeio sobre o relvado a ave foi retirada do local pelos seguranças.

(..)

«Bom, bom, era colocarmos uma galinha dentro do estádio, para correr para perto da baliza do Roberto», pensaram alguns elementos dos Dragões.

Muitas foram as ideias mas chegaram à conclusão que o melhor método seria “guardar” o frango dentro de um bombo.

«Porque não a colocamos dentro de um bombo? Assim ela poderá passar incógnita?», pensaram.

Depois de elaborada a manobra, esses adeptos do FC Porto depararam-se com outro problema: O animal emitia muitos sons, o que atrapalhava a missão. Solução: Bater com força nesse mesmo bombo para não se fazer ouvir.

Sinceramente, e que me perdoem o que vou escrever a seguir, mas a estupidez de certas pessoas não tem mesmo limites… Para além de terem feito o nosso Clube pagar uma Multa por Mau Comportamento dos Adeptos, terem alimentado a estapafúrdia guerra contra o SL Benfica, terem interrompido o Jogo por causa de esta gracinha do Frango, ainda têm a distinta lata de vir para a Net contar a enorme proeza que foi a de levar um animal para o Estádio.

Será que esta gente pensa antes de fazer os disparates? Será que já não basta aos Adeptos Portistas como eu termos de levar quase que diariamente com notícias de Processos Crimes, Queixas no DIAP, Jogadores do FC Porto vendidos pelos Jornais e desprezo por parte da maioria da População Portuguesa e agora ainda temos de levar com isto? As Claques que se limitem a fazer aquilo que sabem fazer melhor e para aquilo que foram criadas: Apoiar o Clube e não denegri-lo na Praça Publica. Custa assim muito fazer isto?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Melhor para nós

Pelo que foi dado a conhecer pela Comunicação Social Brasileira, Mano Menezes (actual Seleccionador Brasileiro de Futebol) não conta com Hulk para integrar a Equipa do Brasil que irá disputar a Copa América que decorrerá na Argentina durante o próximo mês de Julho. Segundo o Técnico da Canarinha, “Existe uma certa confusão em relação às funções. Eu não vejo o Hulk como avançado centro da selecção brasileira. Quem joga como avançado centro no F.C. Porto é o Falcao Garcia. Ele é o segundo avançado. O Hulk vem da extrema direita para o centro, algo que está a acontecer muito com os esquerdinos, como o Messi, o Thiago Neves ou o Robben”.

Não vou aqui discutir se a visão de Menezes está correcta ou não, até porque ele é Treinador e eu não. Simplesmente afirmo que este Treinador deve ser parecido com Scolari no que á observação de Jogadores diz respeito, ou seja, convoca o Jogador que esteja mais em destaque pela publicidade ou então aquele que é mais vezes falado nos Jornais, Televisões e Rádios. È um facto que Hulk não é um Ponta de Lança no verdadeiro sentido do termo, mas se o rapaz pode desempenhar esta função com um elevado grau de eficácia e de aproveitamento é outro facto obvio que o Mano parece não saber ou não querer saber.

Mas isto é lá problema dele e da Selecção Brasileira que vai disputar uma série de jogos amigáveis a que resolveram apelidar de Copa América para não parecer mal. A nós Portistas, e á Equipa Técnica do FC Porto, dá imenso jeito poder contar com o Hulk na Pré Temporada. O Jogador, ao contrário de Falcao, Guarín, A. Pereira e Fucile, vai estar quase a 100% quando o Dragão começar a competir. E que jeito irá fazer um Hulk que fez a Pré Temporada com os seus companheiros em vez de um Hulk que teria de ir passear para a América do Sul para jogar uns “joguitos” pela sua Selecção.

Mas apesar de este ser um facto super positivo para as cores Azuis e Brancas, tenho denotado algum mau estar no seio da Comunidade Portista. Eu até entendo este mau estar, porque a malta da 2ª Circular não perde uma para dar um ar de importante e de superioridade. Para nos apercebermos de tal cosia basta darmos uma olhadela a esta capa do Jornal “A Bola”.

Eu bem sei que estamos numa altura em que não há futebol e que fazer artigos e capas para Jornais Desportivos é deveras complicado, mas estar com esta do eu tenho um Internacional Brasileiro e tu não, mais parece aquela cena típica de meninos da primaria que põem a língua de fora e dizem eu tenho e tu não tens num tom de manifesto gozo e de provocação. E já agora; em termos de resultados práticos, que mais-valias veio trazer a contratação de Internacionais Brasileiros por parte de Sporting e Benfica?

Anderson Polga, Campeão do Mundo pelo Brasil de Scolari, está no Sporting Clube de Portugal desde 2003 e ao serviço dos Viscondes de Alvalade ganhou 2 Taças de Portugal e 2 Supertaças Cândido de Oliveira, e Luisão, titular indiscutível da Selecção Brasileira de Dunga que disputou o Mundial de 2010, ao serviço das Águias desde 2003 ganhou 1 Taça de Portugal e 2 Campeonatos de Portugal. Realmente contar no Plantel com Internacionais Brasileiros faz mesmo a diferença e enche de orgulho qualquer Treinador, Dirigente e Adepto.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reality Shows

Depois dos inenarráveis comportamentos da Sad da “instituição” na relação com os seus atletas mais representativos, tudo que aconteça neste defeso, já parece normal. Vieira, que deve ser quem manda naquilo, despede um plantel inteiro, castiga um atleta que “faz o favor” de lhe garantir uns milhões, despacha Nuno Gomes para as “relações externas” e Mantorres para o 1º de Agosto, de Angola, coloca-os o mais longe possível da Luz, duas decisões miseráveis. Claro que Nuno Gomes vai recusar. Para andar a passear já lá está “o outro”. Assim como assim, mais vale trabalhar em Publicidade.

Depois admiram-se que os atletas que chegam já venham com a ideia de dar “o salto para um grande da Europa”. Se calhar ninguém lhes explicou que o Benfica é um grande da Europa. O inefável Director para a Comunicação deve andar muito atarefado a ver quem lhes convém mais colocar na FPF e no Tribunal Arbitral do Desporto, não tem tempo para estas minudências. Saviola, Cardozo e Aimar só ficam porque têm contrato e ninguém dá um tusto por eles.

Do outro lado da Circular, talvez devido a um qualquer fenómeno de “simpatia”, Godinho Lopes despede o Director-geral (leram bem, não é o homem que marca o campo, ou lava as camisolas, é mesmo o Director-geral). Mais ao lado, para as bandas de Algés, é o popular Belenenses que, sucessivas indefinições directivas e insuportáveis faltas de resposta aos pedidos de ajuda feitos às entidades que mandam (mandaram) nos últimos Governos está mesmo, mesmo, à beirinha da falência.

No nosso clube, pelo contrário, os bons exemplos continuam a acontecer. Edo Bosch, guarda-redes do Óquei em Patins chegou do Barcelona há 22 anos e ganhou precisamente 22 títulos (12 campeonatos, 5 taças, 5 supertaças. E sabem o que disse aos jornalistas? “Gostaria (quando acabar a carreira) continuar ligado ao Futebol Clube do Porto para retribuir um pouco do que me deu”. Retribuir, leram bem?

José Eduardo Moniz, candidato adiado ao Circo da Luz, apresentou há dias na querida Comunicação Social um novo modelo de concurso interactivo em que os espectadores são quem dá as ordens. Desenvolvido pelo grupo israelita Dori Media Group, “uMan”, assim se chama o concurso, já foi vendido para 23 países, onde se revelou um fenómeno de audiências e conquistou o mercado publicitário da multiplataformas.

Em “uMan”, oito pessoas são vigiadas por várias câmaras durante 21 dias, 24 horas por dia. As suas acções são controladas pelos espectadores, e só pelos espectadores, que decidem o que devem comer, vestir, quando dormem e se dormem, a musica que ouvem, quem os visita. Os U-man têm que fazer tudo que o publico decidir Os participantes serão excluídos à medida que o público perde o interesse neles. Então lembrei-me de imaginar algumas das tarefas que os concorrentes possam realizar. Por exemplo, um deles terá que convencer Rui Rio a substituir a estátua de D. Pedro IV por uma de José Mourinho homenageando, de forma indirecta, o nosso Futebol Clube do Porto.

Outra missão poderá ser pedir ao senhor Vieira que fique como presidente vitalício da “instituição” e contrate um Chinês para director desportivo. Então é que vinham charters de jogadores da China em vez do Atlético de Madrid ou das Américas.

Um grande desafio para outro concorrente será convencer Manuela Ferreira Leite a colar nas paredes do estúdio, 1000 acções da “instituição” que ainda deve ter guardadas ou, em alternativa, desfilar na próxima colecção de Fátima Lopes com um traje original alusivo à recente condecoração do 10 de Junho, a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Puxa vida! O que é que a senhora terá feito que não me lembro? Deixo aqui uma sugestão para o modelo do traje.

Outra missão é uma prova dificílima: o concorrente deve obrigar, pela primeira vez na vida, Paulo Portas a trabalhar durante 1 semana. Não se trata de empregos complicados como abater sobreiros, fazer 80.000 fotocópias, escrever num pasquim e, muito menos, encomendar submarinos. Devem ser tarefas simples, como qualquer pessoa num emprego modesto, por exemplo, trabalhar numa gasolineira.

Naturalmente que os concorrentes que não conseguirem superar as provas, vão sendo expulsos semanalmente numa sessão que se espera irá pulverizar todos os recordes de audiências até hoje conseguidas em programas deste tipo. Uma das tarefas, muito fácil até pela apetência que o personagem em questão tem pelos ecrãs televisivos, será “convencer” o Prof. Martelo a apresentar as nomeações, em princípio às terças-feiras, para “esconder” o nosso excelente Miguel Guedes que se está a notabilizar como um excelente comentador desportivo no Trio de Ataque.

Fotomontagens de JOSE LIMA

Até para a semana