segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Pensamento da Semana: Dar a vez a outro

Ponto prévio; acho que no Universo Azul e Branco - a que damos o nome de Bluegosfera - não existe portista que diga afirme convictamente que o empate de ontem em Setúbal se deveu única e exclusivamente à péssima e nada inocente actuação da equipa de arbitragem. Acusar os outros de terem tal pensamento é um gesto de pura má-fé. Que tal sirva de reflexão para quem deseja que a sua opinião seja levada a sério. Adiante.
Entrando no tema propriamente dito, tenho que admitir que o tempo de Jorge Nuno Pinto da Costa à frente do Futebol Clube do Porto chegou ao gim. Pinto da Costa é hoje um Presidente cansado que se mostra totalmente incapaz de resgatar o Futebol Clube do Porto do “buraco negro” em que o meteram.

O Presidente de uma Instituição como o Futebol Clube do Porto - que tantos inimigos tem - tem de saber impor-se quando é necessário e não dar a cara somente quando o clube ganha ou quando a isto é obrigado pro força das circunstâncias.

Jorge Nuno Pinto da Costa não pode, nem deve, remeter-se ao silêncio depois do que aconteceu em Setúbal no passado sábado.

Bem sei que é feio vir para a Praça Pública mandar “bitaites” sobre os árbitros. Assim como sei que o famigerado processo Apito Dourado deixou a suas profundas marcas. Mas haja decoro da parte do maior responsável pelo Futebol Clube do Porto.

Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa defenda e acautele o futuro do Futebol Clube do Porto ou então dê o seu lugar a outro! Agora deixar tudo na paz do senhor e no silêncio das alminhas penadas é que não!

domingo, 30 de outubro de 2016

Venha mais um voucher sff!

Imagem retirada de zerozero

Efectivamente venha um voucher para João Pinheiro e sua equipa de arbitragem pelo excelente serviço prestado à nação benfiquista no Estádio do Bonfim!

Ao contrário do que os “pseudo” comentadores - sempre muito ávidos no elogio ao “encarnado” - sou da opinião de que o Futebol Clube do Porto fez o suficiente para vencer em Setúbal, mas um cavalheiro vestido de “encarnado” (coincidências…) não o deixou ao não ter assinalado três (3!) grandes penalidades a favor dos Dragões! E como se não bastasse, eis que João Pinheiro deixou que os sadinos jogassem o seu futebol violento sem a mais pequena advertência… Só para que se tenha uma ideia, somente ao minuto 42 vimos o cavalheiro do apito a exibir um cartão amarelo a um jogador do Setúbal (jogador este que vinha cometendo faltas atrás de faltas). Mas pronto, havia que criar uma “almofada” para o caso de as coisas correrem mal ao SL Benfica na próxima jornada. Adiante.

Entrando agora no jogo jogado – aquilo que mais me interessa – mantenho o que disse. O FC Porto não jogou mal. Já o Vitória FC não jogou absolutamente nada (pergunto-me o que faz uma equipa destas na divisão principal do nosso futebol). Então o que poderiam os Azuis e Brancos ter feito de melhor? Ter sido mais eficazes na altura de empurrar a “redondinha” para dentro da baliza sadina. Era escusada tanta finta na hora de rematar à baliza… Se bem que tal se compreende porque tanto André Silva como Diogo Jota tinham de fazer tudo sozinhos porque o meio campo portista estava bem lá atrás a fazer pressão sobre um qualquer adversário imaginário… Demorar 20 e poucos minutos para começar a pressionar o Setúbal à saída da sua grande área é obra!

Não percebo a razão pela qual Danilo Pereira tem de estar sempre tão recuado (quase em cima da dupla de centrais)… O moço até que tem técnica e uma boa visão de jogo, pelo que acho que este teria sido de uma utilidade tremenda a um Oliver Torres - em baixa de forma - que não teve ninguém a ajudar na tarefa de combater o super povoado meio campo setubalense… Sim, o Óliver estava sozinho porque Héctor Herrera não entrou em campo (como sempre). Ora não admira, portanto, que depois tenhamos um Futebol Clube do Porto a lateralizar o seu ataque durante quase toda a partida (com tudo o que de mau e bom isto possa ter).

Quanto às substituições - tendo em consideração a forma como tudo estava a decorrer - não creio que Nuno Espírito Santo tenha estado mal. Jogou as cartas que tinha do baralho que escolheu levar para esta partida e não creio que pudesse fazer outra coisa. Tenho lido e ouvido os “comentadores” a dizer que Nuno deveria ter apostado em Depoitre dado que a elevada estatura do belga iria permitir ao FC Porto recorrer ao “chuveirinho”. Ora bem, esta tal de “solução” já foi tentada em Tondela e ficou bem patente que o belga não serve para este tipo de jogo… Mais alguma ideia brilhante Srs. “comentadores”? Não? Bem me queria parecer. É que ainda ontem ouvi um comentador criticar Jorge Jesus porque não é com muitos avançados que se ganha um jogo. Coerências. 

Chave do Jogo: Inexistente. O Futebol Clube do Porto bem que teve várias oportunidades para sentenciar a partida (já o Vitória Futebol Clube não fez nada por isto), mas em momento algum o conseguiu fazer. Em suma; não houve lance algum que tivesse feito pender a vitória para qualquer um dos lados. 

Arbitragem: Negativa. Péssima a actuação de João Pinheiro e a sua equipa de arbitragem neste jogo. Tolerou até ao limite o antijogo dos vitorianos, permitiu que a equipa do Vitória fosse violenta q.b. e não assinalou três grandes penalidades a favor dos Dragões. 

Positivo: Iván Marcano. Quem diria que este Marcano é o mesmo que parecia uma “gelatina” nos tempos de Julen Lopetegui? Sempre muito bem posicionado e sem inventar na hora de fazer o corte. É isto que se exige a um central. Muito bem Marcano! 

Negativo: Óliver Torres. Não pelo golo escandalosamente falhado mas sim porque parece estar a atravessar um mau momento de forma. Uma troca causal por Rúben Neves não lhe faria mal nenhum.

Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 29 de outubro de 2016

Dragão em Setúbal à procura de um Bonfim

O FC Porto atravessa o melhor momento da temporada. Os dragões chegam aSetúbal, onde este sábado defrontam o Vitória, em jogo da 9.ª jornada da Liga NOS, com um registo de quatro vitórias consecutivas, em todas as competições, e esperam naturalmente somar o quinto triunfo no Estádio do Bonfim. O conjunto de Nuno Espírito Santo está obrigado a vencer para não se atrasar face ao líder Benfica, que venceu o Paços de Ferreira, e para se adiantar em relação ao Sporting, que voltou a perder pontos, desta feita na visita ao Nacional.

Este será o 159º encontro entre Vitória de Setúbal e FC Porto, considerado um dos clássicos do futebol português, tradicionalmente favorável ao conjunto azul e branco. Os portistas venceram os últimos 27 jogos realizados entre as duas equipas e a última vez que perderam no Bonfim foi na temporada de 1982/83, ou seja, há mais de 30 anos que os sadinos não conseguem derrubar o FC Porto.

Os índices de confiança dos dragões estão em alta, face aos resultados alcançados no último mês, e Nuno Espírito Santo parece ter finalmente encontrado a solução para o ataque: juntar Jota a André Silva. A jovem dupla tem dado os seus frutos e promete ser uma grande dor de cabeça para o setor defensivo da turma de José Couceiro.

Os sadinos chegam a este jogo após uma partida a meio da semana, a contar para a Taça da Liga, que resultou na vitória sobre o Santa Clara (2x0), triunfo que veio amenizar a série de cinco jogos sem vencer para o campeonato português da equipa de Setúbal.

O favoritismo está do lado do FC Porto, tal como Couceiro admitiu, mas o Vitória promete ir em busca dos três pontos. Já travou o Benfica na Luz, será capaz agora de causar dano ao FC Porto?
(clicar para ampliar)
 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Parceria A Mística Azul e Branca/Linksport (Newsletter)

SINTRA FUTSAL LEAGUE – 2ª Divisão
 
Depois do sucesso do lançamento da I Edição da competiçaõ SINTRA FUTSAL LEAGUE, a Linksport e a Sociedade Recreativa de Santa Susana e Pobral decidiram criar uma 2ª Divisão da Competição, sendo o dia oficial a 2ª Feira, com os jogos a serem realizados entre as 21h30 e as 00h.

Cada equipa poderá inscrever até 20 jogadores até à 9ª jornada da competição. Em Janeiro, as duas melhores equipas da 2ª Divisão, terão por direito a opção de disputar a 1ª Divisão da competição, recentemente criada.

Teremos prémios de participação para todas as equipas presentes, bem como, taça  para o primeiro e segundo classificados e medalhas personalizadas para os vencedores.

Inscrição: 50€
Pagamento jogo a jogo: 30€

Mais informações e/ou esclarecimentos adicionais estarão disponíveis através do 918263132 ou tsoares@linksport.pt.
Fique a par de todas as novidades através do nosso website em www.linksport.pt ou na nossa página do Facebook www.facebook.com/linksport .

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Classificação das Ligas do Porto com Mística

LIGA RECORD 


Treinador da Semana: Parabéns ao portistaeusou (Treinador da equipa FCP Funchal) que foi quem fez mais pontos na 8.ª Jornada da Liga NOS

NOTA: As inscrições para esta Liga estão encerradas. Não são aceites mais inscrições desde o fecho da jornada 6 da Liga NOS. Obrigado pela vossa compreensão. Em caso de dúvida não hesitem em utilizar o endereço de e-mail que se encontra na barra lateral esquerda do blog.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Obrigado Luís César

Foi das coisas melhores que vi na Gala dos Dragões. Está igualzinho este grande portista. Raras vezes falei com ele, mas conheço-o há mais ou menos 60 anos! Eu explico. Em 1955 tinha eu os meus 17 aninhos acabei o curso de contabilidade (o único que tenho) e trabalhava numa firma Import–Export de um familiar, atividade muito em voga naqueles tempos.
Tínhamos representações de firmas francesas, suíças, alemãs, inglesas etc. e era eu quem fazia a correspondência, enviava as notas de encomenda das mercadorias que vinham depois contra-documentos, quer dizer, a mercadoria chegava à Alfândega e para as desalfandegar era necessário levantar as faturas e restante documentação que vinha normalmente através do BPA ali na Praça Dom João. Era eu que fazia esse serviço.
 
Então para aperfeiçoar os meus escritos matriculei-me no Riley Institut para melhorar o Inglês e no Instituto Francês ambos na Rua Sá da Bandeira. Quem é que andava lá? O Luís César que conhecia de vista e de ouvido dos relatos de futebol que fazia nos estádios. Melhor nos campos pelados da época.
Anos mais tarde já com Pedroto e Pinto da Costa o Luís César era um elemento imprescindível na Secção de Futebol. Depois confesso que lhe perdi o rasto, julgo que passou para serviços internos, nunca mais o vi junto ao relvado. O momento das palavras de agradecimento foram de grande emoção.
 
É aquilo que eu por vezes digo: os "portistas novos" não conhecem estas histórias do tempo dos pirolitos e das almofadas que andavam pelos ares dos meninos do Asilo do Terço, o drama dos 19 anos sem ganhar nada, pensam que isto foi sempre um mar-de-rosas e depois vão para lá assobiar.
Não tencionava escrever sobre a Gala (até porque não estive lá), mas como segui em direto pelo Porto Canal deixo aqui essas recordações. Pinto da Costa, como sempre, segura os treinadores em quem acredita. Até pelas reações que o treinador revelou, eu também acredito nele.
 
Até à próxima

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- O FC Porto é líder isolado do Andebol 1, após bater o Sporting, por 29-28, num emocionante encontro da nona jornada, decidido a cinco segundos do fim com um golo de António Areia. Em causa estava a liderança da prova, já que ambas as equipas estavam empatadas no topo da classificação, só com vitórias. Agora o estatuto de invicto está apenas do lado dos Dragões, que somam por triunfos não só os nove encontros disputados na Liga portuguesa como os quatro na Taça EHF. Na tarde do Dragão Caixa – mais uma vez cheio e a empurrar a equipa nos momentos difíceis –, ambas as equipas alternaram momentos de domínio, mas acabou por vencer a que esteve mais tempo no comando. Depois de aberto o marcador, os lisboetas só chegaram ao empate em quatro ocasiões, nunca tendo estado em vantagem.

Basquetebol

- O FC Porto retomou o caminho das vitórias ao bater o Lusitânia por uns tranquilos 92-68, no jogo da terceira jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol, disputado em Angra do Heroísmo, nos Açores. Com 20 pontos, oito ressaltos e uma assistência, Nick Washburn foi a grande figura dos campeões nacionais, que assim se juntam ao grupo de equipas que somam cinco pontos ao fim de três jornadas.

Hóquei em Patins

- Ao quinto jogo oficial da temporada, o FC Porto Fidelidade tem uma mão cheia de vitórias. Começou por conquistar a Supertaça e no campeonato está invicto nos quatro jogos já cumpridos do calendário. No Dragão Caixa conseguiu o resultado mais expressivo da temporada com um triunfo tranquilo sobre o Turquel (9-2), construído numa primeira parte arrasadora durante a qual marcou seis golos. Reinaldo García “bisou”, tal como Jorge Silva, mas Hélder Nunes, Vítor Hugo, Ton Baliu, Gonçalo Alves e Rafa também marcaram.

Bilhar

- A equipa de bilhar carambola do FC Porto bateu o Fenianos, por 3-1, na segunda jornada do Torneio de Abertura (zona Norte, série 4). Com este resultado, os Dragões lideram provisoriamente o grupo, com quatro pontos (uma vitória e uma derrota), tantos como o Fenianos, mas com melhor média (0,973). A seguir vêm Leça (três) e Leixões (um), com menos um jogo, e Boavista, ainda sem partidas disputadas.

- O FC Porto, campeão nacional, conquistou a Supertaça de snooker, ao vencer o SC Braga, vencedor da Taça de Portugal, por 3-2. Assim, no primeiro ano em que os Dragões competem nesta variante de bilhar, conquistam dois dos três títulos em disputa. Os atletas Henrique Correia, Pedro France, Manuel Teixeira, Nuno Santos, Miguel Sancho e o benjamim desta modalidade, Tiago Teixeira, integram a equipa do FC Porto que protagoniza uma entrada à Dragão nas provas de snooker a nível nacional.

domingo, 23 de outubro de 2016

Pensamento da Semana: Demorou, mas chegaram lá!

Que "Jogar à Porto" não pode ser nunca um espelho do que faz um Barcelona porque as nossas condições são e sempre foram diferentes. Que querer implementar um desenho táctico, um sistema de jogo, nunca pode ser a prioridade num clube que se fez grande com base noutros princípios e valores.

Excerto do artigo de opinião de Miguel Lourenço Pereira publicado no Blog Reflexão Portista a 23 de Outubro de 2016

Finalmente!

Finalmente os adeptos do Futebol Clube do Porto perceberam de uma vez por todas que o FC Barcelona é o FC Barcelona e que o FC Porto é o FC Porto. Os dois clubes não são iguais e não se devem copiar conceitos e formas de estar no futebol porque isto dá sempre asneira.

Dá na asneira que a SAD do Futebol Clube do Porto cometeu quando contratou Julen Lopetegui para Treinador principal convencida de que o “projecto de longa data” ia transformar o Futebol Clube do Porto naquilo que este não é, nunca foi, nem nunca será!

Para que os adeptos e associados do clube azul e branco percebessem e aceitassem tamanha evidência “só” foram precisas três épocas sem se ganhar nada e muitos milhões investidos em “flops” e salários milionários. Coisa pouca diga-se de passagem.

Regresso à fortaleza do Dragão

imagem retirada de zerozero

Nuno Espírito Santo (NES) tinha afirmado na antevisão do FC Porto x FC Arouca que queria fazer do Estádio do Dragão a fortaleza do Futebol Clube do Porto. Ora pelo que assisti hoje esta fortaleza parece estar mesmo de regresso depois de ter sido completamente destruída por Julen Lopetegui e José Peseiro. A verdade seja dita que hoje o Arouca não jogou absolutamente nada por culpa - quase que por inteira - dos atletas azuis e brancos.

Confesso que fiquei um tudo ou nada preocupado quando entrei no Estádio e vi qual seria o onze inicial do FC Porto pois NES tinha optado por regressar ao “velho” 4x3x3 fazendo entrar Jesús Corona para o lugar de Otávio. Dizia eu para mim mesmo que tal era mais uma consequência do que aconteceu em Brugge onde o 4x4x2 demonstrou ter sido uma péssima aposta do que propiamente uma necessidade técnico táctica para enfrentar o FC Arouca.

Felizmente os primeiros minutos de jogo mostraram que eu não tinha muita razão para criticar NES pela opção pois o Dragão entrou forte e dominador! Só não começou a vencer aos primeiros minutos da partida porque o poste da baliza de Bracali assim não o quis, mas Jesús Corona bem que me5recia o golo após o enorme trabalho ofensivo que realizou neste lance.

Estava dado o mote para este jogo. O FC Arouca a defender com todos os seus jogadores em campo e o FC Porto a atacar com cabeça, tronco e membros (coisa rara de há uns anos para cá). O FC Porto nem pareceu uma equipa – ainda - em construção. É um facto que o Arouca terá exagerado na sua mentalidade defensiva, mas há que dar mérito aos Dragões por terem sabido atacar e defender com inteligência e eficácia. O Arouca ia à frente sempre que podia, mas quando o fazia “esbarrava” numa dupla de centrais de nome Felipe e Marcano que faziam aquilo que se exige a uma dupla de centrais: cortar a jogada e não complicar (postura a mentar sff). Iker Casillas foi mais um espectador do que o guardião do FC Porto pois eram raras (raíssi9mas) as vezes em que a equipa arouquense chegava com perigo à baliza azul e branca.

Em suma; o Futebol Clube Porto soube aproveitar um Arouca que veio à “fortaleza” do Dragão “jogar para o pontinho”. Mérito seja dado a NES por ter sabido explorar tal factor, mas há que aguardar pelos próximos jogos para que tenhamos a certeza de que o que se passou hoje não foi um fogacho. Tenhamos em linha de conta que hoje até Héctor Herrera pode jogar mais ou menos bem(!), o que evidencia a pobreza franciscana do jogo que o FC Arouca levou a cabo na invicta cidade do Porto.

Uma palavrinha final para Brahimi. Confesso que sou um grande admirador das qualidades futebolísticas do argelino, mas começa a ser mais do que tempo de Brahimi perceber que futebol não é só fintas e mais fintas sobre si mesmo. Saber fintar o adversário e passar a bola no momento certo é algo que se exige a um jogador de classe mundial. Brahimi é um destes jogadores. Só lhe falta saber qual o timming certo para passar a bola em veza de andar às voltas sobre si mesmo com a bola no pé.

Chave do Jogo: Inexistente. O jogo foi praticamente controlado pelo Futebol Clube do Porto.

Arbitragem: Nota positiva. Manuel Mota e a sua equipa de arbitragem não complicaram um jogo que nunca foi complicado de se arbitrar.

Positivo: André silva. Um ponta de lança como poucos. André Silva pode ser ainda um “miúdo” mas já se comporta como gente graúda. Excelente no posicionamento e nas desmarcações. André Silva é um “clone” do saudoso Fernando Gomes. Tivesse o moço sido formado numa certa Academia e o que já não se dizia sobre ele.

Negativo: Jesús Corona. O mexicano até que entrou bem e fez por ser a principal figura da partida, mas rapidamente “se eclipsou” e acabou por desparecer por completo. Exigia-se mais a um atleta que ainda esta semana mostrou que sabe jogar muito e bem.
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 22 de outubro de 2016

Regressa um «fantasma» a uma casa bem menos assombrada

Passado e presente cruzam-se, este sábado (20h30), no estádio do Dragão, na 8ª jornada da Liga NOS. O FC Arouca regressa a um palco onde surpreendeu na última época, ao vencer o FC Porto por 2x1, mas o contexto azul e branco é bem diferente nesta altura.

A equipa de Nuno Espírito Santo vem de três vitórias consecutivas, conseguidas em provas distintas (Liga NOS, Taça de Portugal e Liga dos Campeões); uma sequência que é simultaneamente o melhor registo dos portistas em 2016.

Para além disso, o FC Porto tem a melhor defesa do campeonato a jogar em casa, com apenas um golo sofrido até ao momento. Um sinal de que a equipa se sente mais confortável no Dragão, contrastando com o momento em que o FC Arouca visitou a casa azul e branca na temporada passada.

Para atacar o duelo com a equipa de Lito Vidigal, o treinador dos dragões tem dois nomes em dúvida: André André está com gripe e não é certo que recupere a melhor condição de saúde para ir a jogo; já Otávio está a contas com fadiga muscular e, por isso, em dúvida.
 
Arouca à procura de si mesmo

De Arouca chega uma equipa em crise profunda depois de uma última época de sonho. Com apenas um triunfo em 12 jogos esta temporada, a equipa de Lito Vidigalestá a pagar a fatura pela aventura europeia (jogou 3ª pré-eliminatória e o play-off da Liga Europa).
(clicar para ampliar)
 
Publicado no site zerozero

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- O FC Porto repetiu a vitória sobre o Koper alcançada na primeira mão (31-24)​, no Sportna Dvorana Bonifika, na Eslovénia, desta vez vencendo por quatro golos de vantagem (26-22), num jogo em que liderou quase sempre o marcador e em que teve Hugo Laurentino como a sua figura maior - o guarda-redes portista terminou a partida com uma notável eficácia de 50 por cento na defesa de remates.

- O Bregenz Handball é o adversário do FC Porto na 3.ª ronda de qualificação para a Taça EHF, ditou o sorteio realizado em Viena, na Áustria, precisamente o país a que pertence o próximo opositor dos Dragões nesta prova.

O jogo da primeira mão realiza-se no dia 19 de novembro, em Bregenz, na Áustria, enquanto a segunda mão está agendada para o dia 26 de novembro, às 17h00, no Dragão Caixa. O vencedor desta eliminatória segue para a fase de grupos da Taça EHF.

- No final de um jogo intenso e duro, o FC Porto triunfou na casa do campeão ABC por 24-22, em jogo em atraso da oitava jornada do Andebol 1​, e mantém assim o registo perfeito esta época: são 12 vitórias em 12 jogos, oito deles na Liga nacional e quatro na Taça EHF. O jogo foi equilibrado, apesar de o FC Porto ter estado pela primeira e única vez em desvantagem a pouco mais de três minutos do fim: Hugo Rocha aproveitou uma perda de bola, quando os portistas atacavam com sete homens, para fazer o 22-21. Mas, até ao final, só os azuis e brancos marcaram, com Carrilo a fazer o empate (22-22) de livre de sete metros e, no espaço de 20 segundos, Areia (após lance preparado num time out de Ricardo Costa) e Matic, em contra-ataque, decidiram o vencedor.

Basquetebol

- O FC Porto perdeu diante do Benfica (76-74), no Dragão Caixa, registando assim, à segunda jornada, a primeira derrota na Liga Portuguesa de Basquetebol. Na ronda inaugural do campeonato, o FC Porto venceu o Eléctrico, em Ponte de Sor, por 101-67.

- O FC Porto perdeu diante do Antuérpia Giants (87-79), no Dragão Caixa, em jogo da primeira jornada do Grupo D da Taça da Europa da FIBA. Na próxima ronda da prova, os azuis e brancos viajam até França para defrontar o Nanterre 92, que nesta jornada ganhou diante dos húngaros do Sopron (79-77). A partida disputa-se no dia 26 de outubro, às 19h30, no Palais des Sports Maurice Thorez.

Hóquei em Patins

- O FC Porto Fidelidade recebeu e bateu o Valença (6-0), no Dragão Caixa, somando assim a terceira vitória em outros tantos jogos no Campeonato Nacional de hóquei em patins. Em partida antecipada da quinta jornada, os azuis e brancos não deram grandes hipóteses ao adversário e assumem provisoriamente a liderança isolada, com nove pontos. Na terceira ronda, os portistas voltam a jogar no Dragão Caixa, desta feita frente ao Turquel (22/10, 15h00).

Bilhar

- A equipa de bilhar carambola do FC Porto foi derrotada pelo Leça, por 3-1, na primeira jornada do Torneio de Abertura (zona Norte, série 4). ​​Os Dragões tinham conquistado a Supertaça de Portugal​, no sábado, precisamente frente à formação de Matosinhos.

Natação

- Maria Teresa Amorim e Tiago Soares foram os nadadores do FC Porto com melhor performance nas Provas de Preparação de Juvenis, Juniores e Seniores da Associação de Natação do Norte de Portugal: a atleta sénior terminou os 1500 metros livres com 650 pontos nos 1500 livres (17.41,53) e o atleta júnior concluiu os 200 metros livres (1.56,76) com 616 pontos. A competição, que se realizou na Piscina Municipal de Paços de Ferreira, contou com a participação de 410 atletas (230 masculinos e 180 femininos) em representação de 19 clubes.

Classificação das Ligas do Porto com Mística

 




quinta-feira, 20 de outubro de 2016

The times They are a-changing

Recordo-me perfeitamente dos almoços no Restaurante Vitória ali na entrada da Praça Velasquez antes dos jogos nas Antas, uma bebida apressada no Café Estádio enquanto as senhoras ficavam no carro a fazer crochet e os maridos iam ver a bola. A miudagem dependurava-se: “ó meu senhor deixe-me entrar consigo!”. Então naquele dia “até vinha o Craveiro Lopes cortar a fita e tudo”…
Foi há tanto tempo que as cestas, suspensas por cabos, que transportavam o carvão de S. Pedro da Cova para a Estação de Contumil por cima do Monte Aventino, ainda sobrevoavam a cobertura da bancada central.
Os oportunistas afadigavam-se a impingir os últimos bilhetes: ” é só mais 5 escudos do que na agência…” A agência, do amigo Firmino, uma espécie de candonga autorizada, era na Rua Santa Catarina entre os Porfírios e o Palladium vendia bilhetes para os cinemas, teatro (sim ainda havia teatro), circo e futebol. Os mais comodistas evitavam estar na fila e pagavam mais uns escudos pela rapidez no atendimento.
 
Ultimamente o futebol tem dado uma grande volta. Agora é uma indústria o tempo do crochet acabou. Por exemplo o Real de Madrid acaba de anunciar uma remodelação no Santiago Bernabéu que custa 500 milhões de euros. Um valor quase maior do que o Passivo do Benfica. O raio do estádio parece o filho de um Burger King com uma Tupperware.
Os clubes tinham umas poucas centenas de sócios, o presidente convinha ser o dono de uma fábrica das redondezas a quem só se pedia que tivesse dinheiro para acudir a qualquer emergência (leia-se dívida). Arranjava-se um carola para treinador e uns tipos que tivessem jeitinho para o pontapé na bola a quem se pagavam umas centenas de escudos. Hoje não. Qualquer renatinho (suplente dos suplentes no Bayern) é transferido por milhões graças aos bons ofícios de um azeiteiro travestido de empresário que vende os rapazinhos aos milionários dos petrodólares.
Por cá muita graça teve a moda das SAD. Os clubes transmutaram-se em sociedades comerciais com estádios novos, pavilhões, museus e academias presumivelmente visando o lucro. As eleições são uma fantochada. Arranjam milhares de assinaturas para apresentar as listas, mas só 10% vão votar. Quem manda no clube é a SAD quando deveria ser o contrário. Em vez de um presidente e um chefe de secção tem Corpos Sociais, corpos mortos e mortos-vivos. Administrações que não administram onde só um é quem manda, um Diretor Financeiro que não gere as finanças, Conselhos Fiscais que não fiscalizam, Auditores que não auditam, e Revisores que não revisam. Juntam-lhe uma data de societárias batidas em castelo, barram-nas com um motivador profissional angariado pelo scouting e mostram-nos na TV do clube no programa de culinária. Vão ao forno coser lentamente. Quando estão muito tempo lá dentro ficam esturricadas.
 
No clube da treta o diretor de Comunicação reúne-se na Catedral da Cerveja com os comentadores do clube nas várias Televisões e dá-lhes instruções sobre o que devem dizer nos programas em que participam. Na foto podem ver-se de frente os dois paquidermes Pedro Guerra e João Gobern, e de costas, Calado.
Depois começa o calvário. Para arranjarem aquilo com que se compram os melões (leia-se jogadores) atravessam-se na Banca. Começam pela subscrição de Ações, seguem para o factoring, depois papel comercial, empréstimos obrigacionistas, etc. o que faz com que nas Contas do final da época paguem mais de juros do que recebem de quotas dos sócios. Os credores, o fisco, os agentes desportivos apertam, não há massa para todos, lá vem os PER os PARES e os REPARES, tudo medidas de recauchutagem de dívidas. Nas 3 SAD dos chamados grandes, se lhes juntarmos os clubes, tem mil milhões de euros de Passivo. E não há um só dos seus responsáveis (leia-se: presidente ou diretor Financeiro. Os outros são verbos de encher) que tenha a hombridade de se demitir. Os tempos mudaram mesmo.
 
Até à próxima

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Começa a ser um hábito

imagem retirada de zerozero

Efectivamente começa a ser um triste hábito. Todo o portista tem de sofrer e sofrer para ver o Futebol Clube do Porto derrotar uma equipa que em Portugal estaria a lutar para não descer ao segundo escalão do nosso futebol.

Mau demais para ser verdade. E o problema é do costume: defesa. Defesa que, sendo justo e honesto, tem sido certinha no que a cometer disparates diz respeito. Haja ao menos alguma coisa em que a linha defensiva dos Dragões é competente e capaz. Hoje - como não podia deixar de ser – disparate pegado na altura do golo dos belgas…

Ainda estou a tentar perceber como é que com tantos gajos vestidos de amarelo e azul (o FC Porto jogou de amarelo e azul), Jelle Vossen tem tempo de aproveitar um ressalto de bola para - com todo o espaço e tempo do mundo - fazer o golo do Brugge. Pelos vistos os defesas do Futebol Clube do Porto não sabem o que é pressionar o portador da bola e o sempre útil “bola para o mato quando a coisa aperta”. Pelo meio ainda houve tempo para Iker Casillas ter dado mais um dos seus fabulosos shows sempre que a bola vinha pelo ar.

Portanto não posso aqui dizer que fiquei satisfeito com a vitória do FC Porto em Brugge. Fico descansado com o resultado final dado que este permite aos azuis e brancos lutar pelo segundo lugar do grupo da Champions, mas estou longe de ficar satisfeito.

Eu sei que por esta altura já deve haver muita gente a abanar a cabeça em forma de reprovação, mas não posso ficar say9osgeito com um FC Porto que entra em campo com menos um jogador (Héctor Herrera é sempre uma menos valia) e cujo treinador que necessita de uma parte meia para perceber que contra equipas de gajos fortes, broncos e de pouca técnica de nada serve fazer dos defesas laterais os extremos de uma equipa que em 4x4x2 se vê obrigada a jogar pelo meio do campo passando a maior parte do tempo a atirar a bola contra uma parede humana. Tal forma de estar em campo pode dar resultados por cá no nosso pequeno burgo, mas lá fora tal não serve. Os jogos diante do Copenhaga, Leicester e Brugge já o demonstraram… Cabe agora a Nuno Espírito Santo (NES) mostrar que percebeu o recado.

Chave do Jogo: “Entradas de Corona e Brahimi. O FC Porto passou a explorar melhor os corredores laterais e baralhou as marcações do Brugge.” Opinião de José Bragança, jornalista do site zerozero, com a qual estou inteiramente de acordo.

Arbitragem: Paolo Tagliavento e a sua equipa de arbitragem levaram a cabo uma arbitragem normal, quase isenta de erros, tendo ajuizado bem o lance que deu origem à grande penalidade a favor do Futebol Clube do Porto.

Positivo: Otávio e Jesús Corona. Mais uma vez Otávio mostrou qualidade a rodos. Foi o único a “remar contra a maré” quando o FC Porto se apanhou a perder. Jesús Corona entrou, também mais uma vez, muito bem em campo e acabou por ser o principal responsável pela vitória portista na Bélgica.

Negativo: Nuno Espírito Santo (NES). É verdade que foi pela mão de NES que os Dragões deram a reviravolta no marcador, mas é também verdade que é por culpa do Treinador que muitos dos evidentes problemas do FC Porto se mantêm. Há que melhorar Nuno e rapidamente porque o tempo urge e os momentos decisivos estão-se a aproximar.
 
Artigo publicado no blog o gato no telhado

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Superioridade e garra à prova

Não é de tudo ou nada mas tem uma forte carga decisiva o duelo entre Club Brugge e FC Porto, equipas que medem forças, esta terça-feira, às 19h45. A partida conta para o Grupo G da Liga dos Campeões.
 
Na Bélgica, o FC Porto procura somar a primeira vitória nesta edição da Liga dos Campeões frente a um adversário que soma por derrotas os dois jogos já realizados. Além disso, o Brugge ainda não marcou e só sofreu golos.
 
O cenário não é favorável para a formação orientada por Michel Preud'homme, uma vez que a turma belga tem ainda várias baixas por lesão para este embate. 
 
É neste enquadramento que o FC Porto tenta provar em campo a sua tradição europeia e tenta amealhar dinheiro e milhões. Entre os portistas (plantel e adeptos) reina a ideia de que a margem de erro é reduzida, para que o clube possa sonhar com o apuramento amento para os oitavos de final da Liga milionária. Para tal, será necessário um FC Porto de garra e focado.
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Retirado de zerozero

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pensamento da Semana: João Carlos Teixeira


OFICIAL: João Carlos Teixeira no FC Porto até 2020
Médio português de 23 anos terminou contrato com o Liverpool e assinou pelo clube portista
O FC Porto oficializou nesta segunda-feira a contratação de João Carlos Teixeira. O médio português de 23 anos terminou contrato com o Liverpool e assina pelos dragões até 2020.

«É um sonho para mim jogar neste grande clube. Ambicionava vestir esta camisola, porque fui habituado a ver o FC Porto ganhar ao longo dos anos. Espero que tudo corra bem e quero dar o meu melhor», disse o médio ao site oficial do clube e ao Porto Canal.

Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, garantiu que «o João podia estar a esta hora num grande clube italiano como a Fiorentina, que era um dos interessados». O dirigente explicou que Nuno Espírito Santo sugeriu a contratação do jogador e que, após contacto através do empresário Jorge Mendes, as conversas evoluíram rapidamente.

João Carlos Teixeira é natural de Braga e evoluiu na formação do Sporting entre 2004 e 2011. Nessa altura saiu para Inglaterra e para o Liverpool, chegando a fazer alguns jogos pela equipa principal dos reds.

«Caracterizo-me por ser um jogador bom tecnicamente, com boa visão de jogo e boa capacidade de passe», sintetizou o reforço portista.

In maisfutebol

O negrito e sublinhado são da minha autoria.

Ora face ao exposto fica aqui a minha pergunta: 

- Se João Carlos Teixeira “podia estar a esta hora num grande clube italiano” (citando Pinto da Costa) e se “Nuno Espírito Santo sugeriu a contratação do jogador” (citando, mais uma vez, Pinto da Costa), como se explica que até ao presente o jogador não tenha jogado um minuto sequer de qualquer jogo oficial do Futebol Clube do Porto?

domingo, 16 de outubro de 2016

Imperou a normalidade

imagem retirada de zerozero

Começo por dizer que num GD Gafanha 0 x FC Porto 3 com pouca história, Otávio mostrou - mais uma vez - que é realmente um fora de série. Otávio dribla os adversários, procura espaços, cria oportunidades de golo, ganha faltas perigosas para o FC Porto. Em suma; Otávio está cada vez mais a assumir-se como a grande revelação do Futebol Clube do Porto de Nuno Espírito Santo (NES) e do nosso futebol. Tivesse o brasileiro sido formado numa das tais de “Academia” e teríamos meio mundo a fazer dele o Golden Boy da liga portuguesa, mas como não foi formado em tão majestoso local é mais um que não interessa a ninguém. O futebol português no seu melhor. Adiante.

Quanto ao jogo não há muito para dizer. Os Dragões acabaram por impor o seu futebol e alcançaram uma vitória que acabou por ser perfeitamente natural. O Gafanha deu luta, mostrou qualidades mas como normal desenrolar do jogo os atletas do GD Gafanha acabaram por “perder gás”, mas se tivessem aproveitado alguns dos muitos disparates defensivos dos Azuis e Brancos bem que poderiam ter conseguido fazer o mesmo que Famalicão e 1.º de Dezembro fizeram a Sporting CP e SL Benfica.

O Futebol Clube do Porto continua a cometer erros ridículos na defesa (e não só). Passes de alto risco para o Guarda-redes, passes transviados e um posicionamento defensivo deficiente impediram que os portistas tivessem seguido esta partida com algum sossego. Para mais esta forma estranha de estar da parte da linha defensiva dos comandados de NES acaba por “empanar” todo o processo de ataque que a determinada altura vive exclusivamente da boa vontade dos seus defesas laterais e da inspiração de algum dos jogadores… Se repararmos bem, foi assim que o FC Porto chegou à vantagem numa primeira parte onde o Gafanha até estava a mostrar argumentos de qualidade e a “bater o pé” ao FC Porto.

Não entendo também a razão de Oliver Torres começar (e bem) o jogo a apoiar os avançados e passado alguns minutos acabar a jogar no meio campo muito próximo de Danilo Pereira. Acredito que tal situação tenha a ver com uma deficiente preparação física - resultante de uma época e pré temporada sem competir ao mais alto nível –, mas sempre que tal acontece o FC Porto perde qualidade ofensiva. Muito em espacial quando tenta sair em transição rápida para o araque pois todas as bolas passam pelos pés de Olíver que está, invariavelmente, muito recuado relativamente à linha avançada. Tal problema não é de agora.

Apesar de tudo começam a surgir algumas melhorias neste Futebol Clube do Porto. Muito em especial na frente de ataque onde começa a ser notório um melhor entrosamento entre o meio campo ofensivo e o ataque. Contudo há que melhorar a transição defesa-ataque em velocidade e não só. Neste jogo no Municipal de Aveiro muitos lances de ataque dos Dragões não foram eficazes porque os passes eram sempre transviados ou então muito mal executados.

Para terminar queria dizer que gostei muito de ver a dupla atacante Diogo Jota/André Silva. São dois avançados muito móveis e velozes. A manter e aprimorar NES!

Chave do Jogo: Apareceu na segunda parte do jogo. O GD Gafanha mostrou capacidade de lutar “taco a taco” com uma equipa superior, mas esta forma corajosa de estar em campo acabou por degastar a equipa que no início da segunda parte estava completamente de rastos no que ao seu físico diz respeito. A partir desta altura os Azuis e Brancos tomaram conta do jogo.

Arbitragem: Penso que Jorge Ferreira e a sua equipa acabaram por realizar uma arbitragem normal. O jogo não foi difícil de se apitar e os atletas estiveram sempre mais interessados em jogar do que em arranjar problemas. Houve um ou outro lance em que o árbitro deveria ter ajuizado de outra maneira, mas nada de relevante num jogo tranquilo no que à arbitragem disse respeito.

Positivo: Otávio. O Melhor em Campo para mim. Joga e faz jogar. Mostrou imensa qualidade enquanto “teve pernas” para tal. Marcou um excelente golo e “movimentar” toda a máquina ofensiva do FC Porto.

Negativo: Defesa do FC Porto e passes errados. Bolas atrasadas “à queima” para o Guarda-redes e passes transviados. Fosse o Gafanha o Brugge… 
 
Artigo publicado no Blog o gato no telhado

sábado, 15 de outubro de 2016

Será a tentação da rotatividade maior do que a necessidade do ritmo?

A 3ª eliminatória da Taça de Portugal leva sempre a esta história: Os grandes enfrentam clubes de divisões inferiores e a palavra rotação passa logo a entrar no dicionário de todos. Para os adeptos, a ideia de ver os menos utilizados em ação é sempre apelativa e para os treinadores existe sempre a noção de dar oportunidade a quem trabalha bem, mas que, por uma outra razão acabam por não jogar tanto ainda que a questão de manter as rotinas seja também importante olhando para o futuro. 
 
É esta a posição em que se encontra Nuno Espírito Santo. O FC Porto enfrenta o Gafanha, do Campeonato de Portugal, e o treinador portista tem noção, tal como todos, da diferença de qualidade entre os dois plantéis. Por isso, a questão de trocar o 11 quase todo terá, com certeza, passado pela cabeça de Nuno. 
 
Ainda assim, e até porque muitos dos jogadores do FC Porto estiveram sem competir devido à paragem para as seleções, outro fator passou pela cabeça do treinador portista. É importante voltar a dar ritmo competitivo aos jogadores, ainda por com a Liga dos Campeões tão perto. 
 
Quase um exercício de adivinhação 
 
Apesar de tudo, será previsível que existam várias alterações no 11. Não haverá grande interesse em tentar adivinhar quantas por setor ou algo parecido. Só Nuno Espírito Santo saberá isso. A grade questão será perceber se isso pode afetar muito ou pouco (porque afetasempre) o ritmo da equipa. Se afetar muito, como por vezes acontece, podemos mais facilmente ver a surpresa da Taça no jogo deste sábado. 
 
Será preciso um Gafanha em noite de inspiração e um FC Porto longe do seu melhor para haver um tomba-gigantes, mas é por isso que a Taça de Portugal é tão atrativa. A história da competição já nos deu esses tomba-gigantes e, já nesta eliminatória, o 1º de Dezembro vendeu muito cara a vitória ao Benfica. Vamos ver o que faz o FC Porto e, com que nomes,o vai fazer.
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Retirado de zerozeto

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Cantinho das Modalidades

Andebol

- Com os atiradores Spelic e Matic em destaque, o FC Porto venceu o Fafe, por 34-27, isolando-se no comando do Andebol 1, com 21 pontos (mais dois do que o Benfica e três do que o Sporting, que tem menos um encontro disputado). Os Dragões – que somam sete triunfos em sete encontros disputados - comandaram quase sempre a partida com conforto, numa tarde em que se estreou o reforço croata Marko Matic (cinco golos, todos na segunda parte), apenas superado na lista de melhores marcadores pelo compatriota Spelic (seis). 

- O FC Porto venceu o Koper (31-24), no Dragão Caixa, na primeira mão da segunda ronda de qualificação para a Taça EHF. Os Dragões estão assim em vantagem no intervalo da eliminatória, que conhecerá o seu desfecho daqui a uma semana, a 15 de outubro (sábado), com a realização da segunda mão. O reencontro com a equipa eslovena tem início marcado para as 18h00, no Bonifika Hall, em Koper, na Eslovénia. 

Basquetebol 

- O FC Porto bateu o Benfica (84-70), no Pavilhão dos Desportos de Vila Real, conquistando assim a sexta Supertaça de basquetebol da sua história. Os Dragões, campeões nacionais, mostraram ser mais fortes do que o vencedor da Taça de Portugal e arrecadaram com inteira justiça o primeiro troféu de 2016/17, apoiados por centenas de adeptos portistas que também se juntaram à festa em Vila Real. 

- Não é segredo para ninguém que, depois de regressar ao escalão máximo do basquetebol português, o FC Porto juntou-se legitimamente ao Benfica no lote dos grandes candidatos ao(s) título(s) nacionais. Na época de regresso, os azuis e brancos venceram sete dos dez duelos com os lisboetas, sendo que os últimos três triunfos valeram tão-somente a (re)conquista do título de campeão nacional. Em 2016/17, no primeiro jogo oficial em termos internos, o FC Porto voltou a suplantar o Benfica, desta feita por 84-70, e ergueu a Supertaça pela sexta vez na sua história. 

- O FC Porto começou da melhor maneira a defesa do título nacional conquistado na época transata. Os Dragões deslocaram-se a Ponte de Sor e triunfaram frente ao Eléctrico (101-67), em jogo da primeira jornada da Liga Portuguesa de Basquetebol. Segue-se mais um clássico com o Benfica, desta feita no Dragão Caixa (sábado, 17h00, Porto Canal), num reencontro menos de uma semana depois do duelo para a Supertaça, conquistada pelos campeões nacionais após uma clara vitória por 84-70.

Hóquei em Patins

- O FC Porto Fidelidade continua a dar-se bem com os ares de Viana do Castelo. Saiu do Pavilhão de Monserrate com mais uma vitória (8-4), a nona consecutiva em casa da Juventude Viana, a segunda no Campeonato Nacional que o coloca no primeiro lugar da classificação​ com os mesmo seis pontos do Sporting. Um “bis” de Vítor Hugo, outro de Ton Baliu e os golos de Gonçalo Alves, Jorge Silva, Reinaldo García e Telmo Pinto deram o melhor seguimento à estreia vitoriosa (4-2)​ na prova, há uma semana, frente ao Óquei de Barcelos (4-2), no Dragão Caixa. 

Bilhar

- A equipa de bilhar do FC Porto conquistou a Supertaça de Portugal de bilhar às três tabelas, depois de derrotar a formação do Leça, por 2-0. Após a conquista do campeonato nacional, os Dragões deram seguimento ao percurso vitorioso nesta competição, vencendo a sexta Supertaça consecutiva, desta vez à custa da equipa detentora da Taça de Portugal. 

Ciclismo

- Samuel Caldeira, do W52-FC Porto-Porto Canal, foi segundo classificado na prova das 100 voltas do Festival de pista de Tavira, que encerra tradicionalmente a época velocipédica portuguesa. O portista discutiu a vitória ao sprint com César Martingil (Liberty Seguros-Carglass), que acabaria por se superiorizar também a Francisco Campos (Moreira Congelados-Feira-KTM), terceiro. Os Dragões participaram no evento com sete ciclistas: Gustavo Veloso, Rui Vinhas, Samuel Caldeira, Rafael Reis, António Carvalho, Daniel Freitas e Ricardo Mestre. 

- A equipa de ciclismo do W52-FC Porto-Porto Canal foi considerada pela União Portuguesa Velocipédica-Federação Portuguesa de Ciclismo a melhor formação de 2016, entidade que distinguiu o também portista Rafael Reis como o melhor ciclista da época que agora termina. 

Desporto Adaptado

- A dupla Pedro Cardoso e António Macedo conquistou a 22.ª Taça de Portugal de ténis de mesa da ANDDI, o que acontece pelo segundo ano consecutivo. Para além disso, garantiram o primeiro lugar do Torneio das Vindimas, em pares; em individuais, Pedro Cardoso classificou-se no primeiro lugar do referido torneio, com António Macedo a terminar no segundo lugar.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Mais um Recorde

Um Orçamento é uma projeção de Proveitos e Custos. Na Sad do nosso clube é um exercício de adivinhação. Desta vez o maior prejuízo nas Contas desde a sua existência. Na última época foi de 58,4M€ rebentamos com a escala. Gravíssimo porque além de ficarmos debaixo da alçada do Fair Play Financeiro não teremos meios para reforçar o plantel na próxima janela de mercado. A previsão de grandes transferências com um plantel de jogadores “normais” falhou. Por algum motivo essas operações são classificadas nas Contas como Proveitos Extraordinários. São suscetíveis de se verificar ou não.
Vamos ver os principais desvios:

Nos Proveitos tínhamos previsto 85,4M€ só fizemos 75,8. O principal desvio deveu-se à falta das receitas Uefeiras. Nos Custos projetamos 107,7 mas atingimos os 124,4 devido ao aumento nos Fornecimentos e Serviços Externos (de 32,8 para 38,6) e nos Custos com Pessoal (leia-se jogadores, técnicos etc. de 68,9 para75,8). Assim se o compararmos com o Orçamento que apontava para um lucro de 1.8M€ tivemos um resultado liquido negativo de 58,4.

Embora o Ativo tivesse subido de 359,2 em 2015 para 375 esta época o Passivo deu um salto de 276,1 em 2015 para 349,2 este ano. Resultado que se refletiu de imediato no Capital Próprio que baixou de 83,1 em 2015 para 25,9 no presente RC, ficando na situação contabilística de falência técnica (sempre que o Capital Próprio seja inferior a 50% do Capital Social). Neste momento o Capital Próprio devia ser, pelo menos, 56,250M€ visto que o Capital Social da SAD é, como sabemos desde a última época, de 112.500M€.

Além disto o reconhecimento nos últimos 3 anos de prejuízos de mais de 5M€/ano em 2 dos 3 anos tem que ser justificados à UEFA para cumprimento de um dos pressupostos do Fair Play Financeiro. A UEFA, depois, pretende explicações sobre como vai ser tratado esse problema que pode ser resolvido de várias formas. Reforço de capital por parte dos acionistas, recurso a um investidor externo, sendo dado um prazo para a sua execução, ou explicações concretas sobre as causas dos prejuízos. Vejamos o gráfico das últimas 10 épocas.
É conhecida a política de Investimentos da Sad em “ter uma posição ativa no mercado de transferências, visando a potenciação do sucesso desportivo e uma equilibrada renovação dos contratos profissionais”. Acredita-se que sim mas infelizmente não é isso que a realidade tem demonstrado nas últimas épocas. Contratações feitas sem nenhum critério de qualidade, subida nos Custos com salários, e falta de receitas nas competições europeias, conduziram a um resultado desastroso de imprevisíveis consequências.

A boa notícia é que em Setembro de 2018 teremos o Estádio do Dragão completamente pago. O plano financeiro da Euro Antas com a Banca continua a processar-se dentro dos parâmetros contratuais.

Até à próxima